Patrocinar crimes é bom para a imagem de empresas?

Patrocínio a eventos diversos e atividades culturais é uma das ferramentas do composto de promoção & comunicação do bom e velho mix de Marketing, os 4 P’s. Nenhuma novidade nisso.

No Brasil, todavia, vem acontecendo (há alguns anos) algo diferente neste campo. Algumas empresas estão patrocinado CRIMES.

Essa é uma estratégia de promoção inteligente?

Patrocinar crimes e terrorismo gera bons resultados? Empresas que financiam terroristas vendem mais?

A estratégia de branding (gestão de marcas) deve incluir o financiamento de crimes? Marcas associadas a assassinatos são mais lembradas pelos consumidores? Marcas que patrocinam sequestros têm maior mind-share?

Vamos a alguns fatos:

Sempre que podem, os ditos “sem-terra” reclamam publicamente da presidente Dilma Rousseff porque ela, corretamente, desapropriou menos terras para a reforma agrária do que Fernando Henrique Cardoso. Mas eles se queixam de barriga cheia: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), faça o que fizer, destrua o que destruir, será sempre beneficiado pelo governo petista com generosas verbas públicas – que garantem sua sobrevida como “movimento social”, mesmo que não haja mais a menor justificativa para sua existência, a não ser como caso de polícia.

Segundo revelou o Estado, uma entidade ligada ao MST recebeu dinheiro da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para realizar um congresso de sem-terra – e foi nesse evento, em Brasília, no último dia 12/2, que o MST reafirmou sua verdadeira natureza: criminosa e hostil às instituições democráticas.

Milhares de militantes atacaram policiais que tentavam impedi-los de invadir o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. O saldo de feridos deu a exata medida do ânimo violento dos manifestantes: 30 policiais (8 em estado grave) e apenas 2 sem-terra.

Os militantes lá estavam para cobrar de Dilma que acelerasse a reforma agrária, mas o protesto incluiu críticas ao julgamento do mensalão, ao uso de agrotóxicos e à espionagem americana. No balaio do grupo que diz defender desde a estatização completa do sistema produtivo nacional até a “democratização da comunicação” cabe tudo. Foi essa impostura que recebeu farto financiamento do governo para uma manifestação que, como era previsível, degenerou em quebra-quebra.

A injeção de dinheiro público no MST e em outras entidades de sem-terra que se envolvem em banditismo e ameaças ao Estado de Direito não é novidade. Em 2006, cerca de 500 desses militantes invadiram a Câmara dos Deputados, sob o comando de um petista histórico, Bruno Maranhão, dono de uma entidade que recebera R$ 2,2 milhões para “capacitação” de assentados. Segundo o Tribunal de Contas da União, esse dinheiro simplesmente sumiu.

Três anos mais tarde, o MST invadiu, depredou e saqueou a Fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, em Borebi (SP). Naquela ocasião, os repasses de verbas públicas para o grupo e seus associados haviam chegado a R$ 115 milhões em cinco anos. Só no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o aumento fora de 315% em relação ao governo anterior. E o MST ainda tentou engordar o caixa vendendo produtos que seus militantes roubaram da Cutrale.

É esse histórico de leniência e de cumplicidade que explica por que a estatal de petróleo e dois dos principais bancos federais de fomento continuaram a bancar esses desordeiros sem nenhum constrangimento. No presente caso, a Petrobrás deu R$ 650 mil, a Caixa pagou R$ 200 mil e o BNDES contribuiu com outros R$ 350 mil para um convescote intitulado “Mostra Nacional de Cultura Camponesa”, organizado por uma certa Associação Brasil Popular (Abrapo), ligada ao MST, e que foi o principal evento do congresso de sem-terra. Já o Incra bancou, com R$ 448 mil, a estrutura da Feira Nacional de Reforma Agrária. Em nenhum caso houve licitação.

Tanto a Caixa como o BNDES argumentaram que o patrocínio tinha como objetivo ampliar sua visibilidade no setor agrícola. A Caixa, por exemplo, informou que o evento “valoriza a população campesina brasileira e oferece oportunidade de intercambiar conhecimentos e culturas do País”. Já a Petrobrás considera que o congresso “alinha-se ao programa Petrobrás Socioambiental na linha dedicada à produção inclusiva e sustentável”. A estatal está tão animada com os sem-terra que vai financiar a produção de CDs do MST com “canções infantis no meio rural”.

Nenhuma das empresas comentou sobre os possíveis danos à sua imagem por causa dos tumultos do dia 12. Mas o governo não parece muito preocupado. No dia seguinte aos atos de selvageria, como se sabe, os vândalos foram recebidos pela presidente Dilma em pessoa.

Reproduzi acima o editorial do Estadão de hoje (aqui). Uma ilustração para complementar:

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Apenas um rápido parêntesis: observando a ilustração acima, é possível perceber que, a despeito do discurso mentiroso repetido à exaustão, Lulla e Dilma fizeram menos pela reforma agrária do que FHC, em termos de desapropriação. Ao invés disso, a partir de 2003 o grupo terrorista MST passou a receber MUITO dinheiro para financiar suas atividades criminosas, que incluem uma escola destinada a fazer lavagem cerebral em crianças, incutindo-lhes as bobagens do comunismo “de raiz” na cabeça em formação de jovens sem nenhum amparo moral e/ou intelectual capaz de repelir esta lobotomia. E cabe enfatizar: isso acontece inclusive graças a dinheiro dado pelo governo. Leia detalhes (capazes de deixar qualquer pessoa minimamente inteligente e com algum escrúpulo de cabelos em pé) aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Fim do parêntesis.

Empresas ESTATAIS destinam verbas PÚBLICAS para o financiamento de um grupo criminoso que, num país sério, seria chamado pelo que é: grupo terrorista. Um grupo que comete crimes com o objetivo de forçar a sociedade a fazer aquilo que ele quer, ainda que à revelia da lei. Isso não é uma boa definição de terrorismo? Vejamos então como o FBI define terrorismo:

  1. Involve acts dangerous to human life that violate federal or state law;
  2. Appear intended (i) to intimidate or coerce a civilian population; (ii) to influence the policy of a government by intimidation or coercion; or (iii) to affect the conduct of a government by mass destruction, assassination. or kidnapping; and
  3. Occur primarily within the territorial jurisdiction of the U.S.

Essa é a definição do MST: promove atos perigosos para a vida humana que violam leias federais e/ou estaduais; tem a intenção de intimidar ou coagir a população civil, influenciar a política de governo através de coação, afetar a condução de um governo através de destruição massiva, assassinato e/ou sequestro; e ocorre prioritariamente dentro do território do país.

Imagine, caro leitor, a marca (logotipo) da Petrobras ou do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal neste cartaz abaixo:

2014-02-13 12.16.26

Ficaria ótimo, não?

Este cartaz era um dos que se viram na tal manifestação de 12/02/2014 que acabou ferindo mais de 30 policiais que tentavam evitar que os “militantes” invadissem o STF.

Que empresa quer colocar sua marca num cartaz que pede o fim da Constituição?

Você conhece alguma, caro leitor?

Essa gente do MST acha que engana todo mundo. AQUI, por exemplo, um tal Valmir Assunção afirma que as empresas públicas em questão (BNDES, Petrobras, Caixa, BB) patrocinam eventos de associações do agronegócio (cita, por exemplo, ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, a FAMASUL – Federação da Agricultura do Estado de MS, entre outras). O sujeito usa esses patrocínios citados para montar sua falácia: se estes eventos são patrocinados pelas estatais, por que eventos do MST não poderiam ser patrocinados por elas também?

Bom, vamos ao óbvio: todas estas entidades têm CNPJ, endereço e responsáveis legais. Se qualquer uma das entidades citadas promovesse invasões, destruição, sequestros, assassinatos, quebrasse o Congresso Nacional ou destruísse plantações de outras empresas (que empregam milhares de pessoas, geram receitas, impostos etc), ela seria PROCESSADA JUDICIALMENTE, e teria que pagar por todo e qualquer prejuízo criado.

O MST, não. Isso porque o MST não existe legalmente. Não tem CNPJ, endereço, responsável legal.

O leitor já ouviu falar de qualquer grupo terrorista com CNPJ, razão social, nome fantasia, sede etc?

Alguém perguntou à CIA qual é o CNPJ da Al-Quaeda?

Aliás, um dos líderes da invasão ao Congresso ocorrida em 2006 foi um senhor chamado Bruno Maranhão. Ele morreu agora em 2014 (não por acaso, ele também foi um dos fundadores do PT). Mas antes de morrer, o ilustre líder de uma das facções do MST vivia neste humilde barraco:

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Ser invasor de terras, no Brasil, dá dinheiro, né?! Parece um bom negócio!!!!

Parece que faz todo sentido, então, que as empresas patrocinem esse negócio. Internacionalmente, o negócio se chama terrorismo. No Brasil tem outro nome.

Mas não importa: dá dinheiro!!!

Vamos comemorar os números do PIB de 2013?

Eu já havia escrito AQUI sobre a situação econômica do país (spoiler: NÃO é boa, muito pelo contrário).

Nesta quinta-feira o IBGE divulgou alguns números referentes ao PIB de 2013. Todos os jornais, revistas e portais divulgaram. O Estadão, coitado, pagou um mico horroroso: escreveu “Brasil tem o 3.o maior crescimento econômico do mundo“. Uma reportagem que deve ter sido redigida por um estagiário (AQUI, na íntegra) no blog, que ganhou destaque no Facebook do jornal:

Safari

Qual é o problema com a matéria do Estadão – e, em especial, com o título?

Simples: o jornal considerou APENAS UM UNIVERSO DE 13 PAÍSES, SELECIONADOS PELO IBGE. (Aliás, por que 13? Por que não 10? Ou 20? Ou 50?)

Portanto, o Brasil teve o 3.o maior crescimento SE VOCÊ OLHAR APENAS E TÃO SOMENTE PARA 13 PAÍSES selecionados pelo IBGE. Destes 13 países, apenas 2 (Brasil e China) são membros do grupo BRIC, e apenas 4 (os 2 citados anteriormente, e mais o México e a África do Sul) são países sub-desenvolvidos – hoje chamados pela turminha do politicamente correto de “em desenvolvimento”. Os demais são países desenvolvidos, como EUA, Reino Unido, Alemanha e França.

Ora, um aluno do primeiro ano de um curso meia-boca de Economia aprende que países desenvolvidos têm crescimento menor do PIB do que países sub-desenvolvidos como regra, não como exceção.

E o pior: a manchete afirma que foi o 3.o maior do mundo – portanto, o sujeito que, preguiçosamente, lê apenas a manchete (coisa mais do que corriqueira com uma população repleta de analfabetos funcionais e ainda mais na era de textos curtos no facebook, twitter e outras redes sociais) vai sair achando que o crescimento foi ótimo (“puxa, terceiro maior DO MUNDO? Nossa economia está ótima, então!”).

Não foi.

Adolfo Sachsida escreveu sobre o assunto (na íntegra AQUI, abaixo apenas alguns trechos com grifos meus):

Alguns números me chamaram a atenção. O mais óbvio deles: a agricultura que cresceu 7%. Não fosse o agronegócio e o Brasil estaria amargando um resultado bem pior. Então vem minha primeira dúvida: por que o agronegócio é tão demonizado pelos movimentos sociais ligados ao PT?

Minha segunda dúvida refere-se ao crescimento da indústria de apenas 1,3%. Passou-se mais um ano, o BNDES torrou bilhões de reais e novamente o setor que mais recebeu subsídios foi o que menos cresceu. Até quando o governo vai acreditar que o problema da indústria é falta de crédito e problema cambial? O real desvalorizou e o governo deu subsídios creditícios para as indústrias e, mais uma vez, o resultado foi pífio. O problema da indústria não está na falta de crédito ou no câmbio. O problema da indústria está na baixíssima produtividade brasileira. Precisamos urgentemente avançar nas reformas tributárias e trabalhistas, de quebra faz-se necessário uma vigorosa diminuição na estupidamente pesada burocracia brasileira. São estas três palavras: impostos, legislação, e burocracia, os verdadeiros vilões da competitividade da indústria brasileira.

Minha terceira dúvida é sobre o crescimento da formação bruta de capital fixo. O IBGE indica que a formação bruta de capital fixo cresceu 6,3%. Estou muito curioso para saber o que anda entrando nessa conta. Gastos do governo entram como nessa conta? Quando o ministério da fazenda compra ar condicionado para seus escritórios isso está entrando como formação bruta de capital fixo? Os estádios para a Copa do Mundo com certeza entram nessa conta, e é evidente que os mesmos são elefantes brancos. Difícil acreditar que os R$ 1,5 bilhões de reais gastos no estádio de Brasília sejam um investimento que vá gerar algo além de mais despesas no futuro.

Enfim, mais um ano de baixo crescimento econômico e de inflação em alta. Não custa lembrar que meus estudos sobre a curva de Phillips já sugeriam isso. Já mostravam que permitir um aumento da inflação faria muito pouco pelo crescimento econômico.

Portanto, para responder a minha pergunta do título: Vamos comemorar os números do PIB de 2013?

NÃO.

  • LEIA MAIS: Boas análises e dados complementares para entender melhor esses números do PIB podem ser apreciados AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.  
  • PS: Em 2013, o governo (especialmente o Ministro Margarina, sempre comprometido em errar todas) divulgava, ad nauseam, projeções de crescimento do PIB de 4,5%. Esse cara não desaponta NUNCA!

ATUALIZAÇÃO:

Eu havia me esquecido completamente de citar um outro fator que precisa ser considerado na questão da cagada do Estadão que citei no início: os militantes virtuais (que o PT chama de “MAV“) desprovidos de capacidade analítica e/ou boa-fé que infestam as redes sociais. Eis aqui o exemplo perfeito:

2014-02-28 08.58.00

O sujeito tem um único propósito no twitter: retuitar e espalhar dados e informações falsas, tentando fazer parecer que o governo do PT é um sucesso, quando se trata de um retumbante fracasso sob toda e qualquer ótica. Este mesmo sujeito, Naldo, tentou há algum tempo me fazer acreditar que o Pronatec da Dilma era um sucesso.

Para o azar dele, eu sei ler, e não me deixo enganar por números fantasiosos.

É black, é bloc, é o PT no caminho

Roda Viva mostra o grau de miséria ao qual chegou a imprensa brasileira

O vídeo abaixo é de deixar qualquer jornalista envergonhado:

Infelizmente, há poucos (raros!) jornalistas, no Brasil, que fogem deste perfil. A bancada de jornalistas que “entrevistou” Romeu Tuma Jr. deixa isso claro: gente vendida aos interesses de um partido, despreparada e ignorante. Fernando Gallo (repórter do Estadão que virou Franggo-depenado depois de ter feito perguntas estúpidas, insinuações babacas e, em resposta, ter levado umas merecidas bordoadas), Mario Cesar Carvalho (repórter especial da Folha), Eugênio Bucci (colunista do Estadão e da revista Época) e Cristine Prestes (repórter freelancer especializada em assuntos jurídicos) formavam uma bancada que, somada, deveria ter no máximo 20 pontos de QI.

Eles foram surpreendidos por um entrevistado que não apenas não tem medo de esculachar as perguntas ridículas, babacas e ignorantes, mas que tinha informações que os “jornalistas” pareciam desconhecer totalmente. “Jornalistas” que tentaram (e falharam miseravelmente em) distorcer as falas do entrevistado de forma vergonhosa e acabaram moral e intelectualmente humilhados.

Alguns destaques das bolas-fora que esse bando de ruminantes demonstraram estão resumidos AQUI. Vale a leitura – e vale muito a pena ver o vídeo disponibilizado lá no começo do post, na íntegra.

Há algumas semanas cancelei minha assinatura da Folha – depois de (mais de) 20 anos como assinante. Isso porque tornou-se insuportável ler colunas de fanfarrões como Janio de Freitas, Gabriel Duviver, Ricardo Mello, Suzana Singer, Vladimir Safatle, Aecio Neves, Álvaro Pereira Júnior, André Singer, Marcelo Miterhof, Antonio Prata, Raquel Rolnik, Sérgio Malbergier e outras antas apoplécticas que escrevem (mal!) naquele que já foi, na minha opinião, um dos melhores jornais do país.

Esta bancada do Roda Viva foi de matar. Pavorosamente ruim, coisa de matar qualquer um de “vergonha alheia”.

 

O ufanismo da Luiza Trajano que “viralizou”

Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, esteve no programa Manhattan Connection recentemente, e hoje me dei conta de que a sua entrevista acabou se tornando assunto que “viralizou” – lamento, mas este é o termo que virou moda, a despeito de ser bastante boçal.

Supostamente, ela teria “humilhado” o Diogo Mainardi quando tratou da situação do varejo (e, de forma mais abrangente, da economia) do Brasil. Primeiro, vamos ao vídeo:

Só agora há pouco tive chance de assistir ao vídeo na íntegra. E percebo que não houve nenhuma “humilhação” ou nada do gênero – aliás, pelo contrário: o Diogo Mainardi só errou em UM único dado, referente à inadimplência no Brasil em 2013. De resto, ele estava certo.

ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO – Depois que já havia publicado o post, o Diogo Mainardi colocou no Twitter o link da fonte que ele usou para afirmar, no programa, que a inadimplência de 2013 havia crescido. Ele está certo. Segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o índice de inadimplência realmente cresceu em 2013. Eis aqui o link da reportagem. Assim sendo, preciso ME corrigir: o Mainardi não errou em nada. No quesito da inadimplência, ele citou uma base de dados (CNDL, que usa dados do SPC), e a Luiza Trajano usou outra (Serasa). Cabe ressaltar, ainda, que quando o programa foi gravado, a Serasa ainda não havia tornado públicos os dados de 2013. Então, não era possível o Mainardi saber desse resultado quando da gravação do programa.

“Há três espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas.”
Mark Twain

Vamos por partes.

1) Eu sou acionista do Magazine Luiza, e não vejo, nem nos dividendos e nem nos balanços, esse otimismo todo da Luiza Trajano. O varejo cresceu menos do que a inflação OFICIAL (e a inflação oficial é uma piada hoje no Brasil – eu sinto, nas minhas compras no supermercado, uma inflação de mais de 13% fácil, fácil. Além disso, estamos na época da “contabilidade criativa” de um governo que não hesita em mentir). Quando você cresce menos do que a inflação, significa que, na prática, você NÃO cresceu. Comprei ações do Magazine Luiza faz tempo, e o retorno sobre o meu investimento, até aqui, está negativo.

Houve, sim, uma “explosão” do varejo há alguns anos. Mas já acabou. Os dividendos que eu recebo provam isso. Os balanços do Magazine Luiza e das demais varejistas mostram isso. O problema é que são dados pouco compreensíveis para quem é afeito a “vídeos viralizados”.

Eis aqui uma pequena amostra do que ocorreu com as ações do Magazine Luiza entre 2011 e ontem (21/01/2014):

Google Chrome

Como presidente do Magaine Luiza, será que a Luiza Trajano vai dizer que as ações da empresa caíram tanto devido a uma gestão ruim ou porque o ambiente de negócios (Brasil) deteriorou-se significativamente? Será que o ufanismo se aplica às ações da empresa que ela preside?

2) O Magazine Luiza virou case em Harvard há mais de uma década; de lá pra cá, eles estancaram: zero de inovação. Não souberam dar sequência no boom do crescimento inicial. Além disso, o atendimento ao cliente NÃO é dos melhores. E quem fala isso é um cliente que desistiu de comprar no site do Magazine Luiza – eu prefiro comprar na Fast Shop.

Mas você é acionista do Magazine Luiza e compra na concorrência?

Sim.

O Magazine Luiza (ao menos o site, por onde eu compro 99% das vezes) tem pouca variedade e os preços não são tão mais baixos do que a concorrência – que tem maior diversificação e sistema de entrega (logística) superior. E, quando precisei do atendimento para resolver um problema, foi um desastre. Sou um consumidor exigente, então fui para a concorrência. Simples.

3) Há mais de uma década o varejo é o maior empregador no Brasil (exceto governos). Isso é realidade há muito tempo, aliás. Mas a Luiza fala disso como se fosse algo novo, recente, uma novidade que ninguém sabia. Eu poderia puxar dados e contextualizações que trariam à tona a automação industrial e a adoção de máquinas e equipamentos mais eficientes na agropecuária, o que reduziu a mão de obra no campo e na indústria, deixando o setor de comércio e de serviços com a maior parcela do “Pessoal Ocupado (PO)” nos levantamentos do IBGE, mas não vou me dar ao trabalho.

A tabela abaixo dá uma idéia disso (e pode ser consultada diretamente no site do IBGE, aqui):
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4) Sobre a inadimplência: a Serasa divulgou ontem (21/01) os dados consolidados de 2013. Sim, houve uma pequena redução da inadimplência em 2013, mas tanto em 2011 quanto em 2012 o aumento havia sido recorde. Os detalhes estão aqui. O Mainardi errou com relação a 2013, mas a Luiza errou quanto a todos os outros: desde que a Serasa começou a fazer este levantamento/índice, em 2000, foi a PRIMEIRA VEZ QUE HOUVE QUEDA – e, ainda assim, de apenas 2%. [VER ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO FEITA ANTERIORMENTE: O Mainardi não errou, ele citou outro dado/fonte]

Finalmente, quero lembrar de uma coisinha. Alguns anos atrás, o Eike Batista foi ao mesmo programa; o Mainardi questionou o otimismo exacerbado dele com o Brasil e questionou a solidez das empresas do grupo. Na época também disseram que o Mainardi estava errado, e que a resposta do Eike Batista havia “humilhado” o pessimista Mainardi. Eis aqui o vídeo:

Hoje, 2014, o que aconteceu com o Eike Batista? No ano passado, a verdade apareceu: as empresas do “grupo EBX” viraram pó. Não valem nada. O BNDES, que emprestou mais de R$ 10 bilhões, tomou calote.

A Luiza é muito simpática etc etc etc. Eu gosto dela. Mas ela, hoje, depende do governo em diversos aspectos: não apenas dinheiro do BNDES, mas o Magazine Luiza foi o primeiro varejista a aderir ao “Minha Casa Melhor”, que conta com linha de crédito da Caixa para vender eletrodomésticos, e faz tempo que ela é cotada para integrar o governo. Alguém acha que ela vai abrir mão disso tudo para “falar a verdade” num programa de TV que não é visto nem por 1% da população do Brasil, numa entrevista que dura menos de 15 minutos?

“Estatística é a arte de espancar os números até que eles confessem.”
Millôr Fernandes

“Contra fatos não há argumentos”, alguns dizemDepende.

Hoje em dia está cada vez mais “normal” os fatos serem distorcidos e espancados até que eles “confessem” aquilo que se pretende. Um exemplo recente: o IBGE mudou os métodos de cálculo do índice de desemprego. Num único dia, o Brasil passou de uma taxa de 5% para mais de 7,4%. Detalhe: em 2003 o IBGE já havia alterado seus métodos, o que reduziu o índice de desemprego da noite para o dia.

Porém, se o IBGE passasse a adotar os mesmos critérios usados na Europa para medir o desemprego, o Brasil hoje estaria com índices na casa dos 20%. Evidentemente isso não impede que muita gente fique exaltando o suposto “pleno emprego” no Brasil.

Leituras adicionais recomendadas:

O questionável otimismo de Luiza Trajano com o governo Dilma

Todo mundo sabe que a economia brasileira está com problemas… menos a Luiza 

Hitler, Stálin e outros “heróis” estão sofrendo bullying – e Che Guevara é o culpado

Como é possível transformar um genocida sanguinário num ícone cultural?

Você, caro leitor, já viu mochila escolar estampando a foto de Adolf Hitler? Já imaginou o rosto do “maníaco do parque” em estojos escolares, cadernos e capinhas de iPhone?

Então, como é possível haver coisas assim à venda no Brasil hoje?

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Por que apenas Che Guevara foi promovido a “ícone cultural”? Isso é um tremendo preconceito! Gente como Stálin, Hitler, Mao Tse Tung, Pol Pot e tantos outros genocidas estão sofrendo bullying!!!!!!

Por que não fazem camisetas com Hitler ou Stálin no peito e imagens dos milhões de pessoas que eles assassinaram nas costas?

Aliás, segundo o livro “Death by Government“, os maiores assassinos do Século XX seriam:

Joseph Stalin – 42,672,000
Mao Tse-tung – 37,828,000
Adolf Hitler – 20,946,000
Chiang Kai-shek – 10,214,000
Vladimir Lenin – 4,017,000
Tojo Hideki – 3,990,000
Pol Pot – 2,397,000
Yahya Khan – 1,500,000
Josip Tito – 1,172,000

Então, volto a perguntar: POR QUE APENAS CHE GUEVARA VIROU ÍCONE CULTURAL?

Isso é preconceito!!!!!

Há gente mais maluca do que Che, que matou muito mais gente, numericamente falando. Então, por que eles não foram agraciados, assim como Che foi, com camisetas, mochilas, estojos e capinhas de iPhone?

No dia 11/12/1964, Che Guevara fez um pronunciamento na Assembléia Geral da ONU, no qual ele defende os fuzilamentos realizados pelo regime comunista de Fidel Castro, e ainda afirma que haverá mais mortes, sim – pois elas são necessárias à revolução cubana. Quem discordar dele e de Fidel, morrerá – e não há nada de errado nisso, é apenas “necessário”.

Depois disso, é claro que ele acabaria estampando mochilas e capinhas de iPhone, não é ?!

Fusão Oi + Portugal Telecom remete a um MONSTRUOSO escândalo do PT que foi ignorado, e revela MAIS um problema gravíssimo do Brasil

Mesmo sabendo que é uma atitude desagradável, não posso deixar de registrar.

Desde o primeiro momento eu escrevi e disse que o caso Brasil Telecom + Telemar + Gamecorp + Lulla + PT era um escândalo gigantesco, coisa que num país minimamente sério levaria qualquer governo à renúncia imediata, sem firulas. Coisa mais grave do que Watergate e Nixon.

Eu estava certo.

Em 2008 eu escrevi alguns textos sobre o caso (estou colocando os links em ordem cronológica, para facilitar o trabalho do leitor): AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Para quem não tem tempo e/ou paciência de abrir cada um dos links, eis um resumo:

Duas empresas de telefonia (Telemar e BrasilTelecom) queriam juntar-se numa única empresa. Alegavam que a fusão lhes daria tamanho/capacidade de concorrer com gigantes mundiais do setor de telecom, notadamente marcado por grande escala. Porém, nas regras da privatização do sistema de telefonia (Plano Geral de Outorga, ou PGO) brasileira, havia uma barreira, visando a impedir que duas (ou mais) empresas pudessem criar um oligopólio.

Como resolver isso? Uma das empresas fez um negócio mais do que duvidoso com uma empresa mequetrefe, que pertencia ao filho do presidente da República. Com isso, uma empresa de fundo de quintal, dirigida por um sujeito que até então trabalhava como auxiliar num zoológico, e ganhava R$ 800,00 mensais, passou a ter um capital social de mais de R$ 5 milhões. Milagrosamente, da noite para o dia!

A empresa mequetrefe chama-se Gamecorp, e pertence ao filho do Lulla.

Feito este negócio, o papai do gênio empresarial ignorou as normas e leis, fez o possível e o impossível, e acabou mudando a regra. Alterou-se o PGO para que, convenientemente, as duas empresas se unissem. Nasceu a Oi.

Oficialmente, o governo passou a adotar um discurso vazio, insustentável, que acabou ficando conhecido como “política dos campeões nacionais”. Lulla usou o BNDES para financiar a criação de empresas brasileiras que deveriam tornar-se competitivas internacionalmente.

Feito o resumo, voltemos ao presente: a Portugal Telecom e a Oi anunciaram a fusão entre suas operações. Detalhes podem ser lidos AQUI.

Abaixo, trechos de uma análise do economista Mansueto Almeida, pesquisador do IPEA, sobre o caso (a íntegra está AQUI):

Hoje, a Portugal Telecom anunciou fusão com a empresa brasileira de telecomunicação Oi. A princípio, isso me parece uma operação normal entre duas grandes empresas no setor de telecomunicação para aumentar ganhos de escala e conseguir sinergias financeiras e operacionais.

No entanto, do ponto de vista de política industrial é um mais um caso que não saiu como o planejado e o BNDES fica devendo para a sociedade um estudo detalhado do porque dessa aposta não ter dado certo, pois quando a operação de venda da Telemar para a Brasil Telecom/Oi foi aprovada, em 2007, houve uma grande ingerência do governo com a garantia de empréstimo do BNDES, antes mesmo de a legislação da época permitir tal concentração, e com a exigência de que o BNDESPar tivesse prioridade na compra do controle da nova empresa caso os grupos controladores nacionais decidissem vender suas participações no futuro.

Um dos sócios da Brasil Telecom na época, a Telecom Itália, por várias vezes mostrou interesse em aumentar sua participação na empresa. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo em 13 de julho de 2005, o presidente da Telecom Itália no Brasil, Paolo Dal Pino, deu a seguinte declaração sobre a possível venda da Brasil Telecom para a Telemar:

Sim, fomos procurados pela Telemar e ficamos muito surpresos, pois essa empresa não poderia nem cogitar comprar uma participação em outra operadora de telefonia fixa. É uma evidente violação da lei e de todos os mais básicos princípios que inspiraram a privatização do sistema de telecomunicações brasileiro, no qual os investidores internacionais depositaram sua confiança. Ou a Telemar está afrontando a legislação ou a proposta que recebemos já faz parte de um plano da empresa, com os fundos de pensão e o Citigroup, para modificar a Lei Geral das Telecomunicações. (…) Pelas informações que nós temos, parece que isso será feito com o suporte da própria Telemar, via lobby no Congresso para alterar drasticamente a lei aplicável e permitir, com a ajuda do governo, a reestatização da Brasil Telecom (Leite, 2005, Folha de São Paulo, 13/07/2005).

Na verdade, não houve reestatização, mas sim a venda da parcela de 19% que a Telecom Itália tinha na Brasil Telecom para os fundos de pensão em 18 de julho de 2007 e, no ano seguinte, a venda da participação do grupo Opportunity na Brasil Telecom para a Telemar. Isto deu origem à empresa Oi, que passou a ter como acionistas majoritários os mesmos controladores da Telemar: os empresários Carlos Jereisatti, do Grupo La Fonte, e o empresário Sérgio Andrade, do grupo Andrade Gutierrez – dois grupos nacionais.

Apenas após a operação ter sido totalmente estruturada e garantido o financiamento de R$ 2,6 bilhões do BNDES e de R$ 4,3 bilhões do Banco do Brasil à nova empresa, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, no dia 16 de outubro de 2008, por 3 votos a 2, o novo Plano Geral de Outorgas do setor de telecomunicação, que flexibilizava as regras do setor no Brasil e permitia a venda da Brasil Telecom para a Telemar/Oi.

Além do empréstimo de R$ 6,9 bilhões de bancos públicos para viabilizar a venda da Brasil Telecom para a Telemar, os fundos de pensão estatais (Previ, Petros e Funcef) participaram ativamente da operação e passaram a ter cerca de 34% do capital da nova empresa de telecomunicação. Este episódio mostra de forma clara que o governo optou por criar uma companhia nacional de grande porte no setor de telecomunicação – não havia a possibilidade de a venda ter acontecido para um grupo estrangeiro.

Infelizmente, depois de quatro anos dessa aposta na criação de mais um campeão nacional que na época era uma aposta que muitos do governo diziam que era uma aposta de baixo risco, dado o forte crescimento do mercado brasileiro, o resultado foi que a companhia aumentou excessivamente o seu endividamento e não entregou o retorno esperado.

[…] O final dessa história é muito simples: o governo operou em 2007 e 2008 para criar um super tele brasileira e o script saiu errado. Se criou uma grande companhia sem capacidade de investimento e com um baixo valor de mercado (R$ 8 bilhões) frente ao seu endividamento. E na fusão anunciada hoje parece que haverá uma transferência do knowhow do grupo português para o grupo brasileiro – uma história diferente da saga por trás da fusão da AMBEV com a belga Interbrew, em 2004, quando o grupo brasileiro passou a controlar operacionalmente a nova companhia e iniciar um processo de internacionalização que se mostraria ainda mais ousado com a compra da Anheuser-Busch nos EUA, em 2008, e do Grupo Modelo do México, em 2012.

Os dois casos referidos acima são de fusão com vistas a ganhar escala para se internacionalizar, mas o caso da AB INBEV teve por trás uma estratégia privada, enquanto o caso Brasil Telecom/Oi teve como origem uma aposta de política industrial. No caso que nasceu de uma estratégia privada, o grupo brasileiro levou seu estilo de gestão para o resto do mundo No outro caso que foi planejado a partir de uma visão de política industrial, o grupo de fora (Portugal Telecom) é quem vai colocar o seu estilo de gestão. […]

POR ONDE COMEÇAR?

Primeiro: este caso revela um escândalo monstruoso. Uma pessoa usou o governo para criar vantagens para seu filho (que tornou-se milionário sem ter competência para tanto, valendo-se, única e excusivamente, da condição de filho do presidente da República). Para isso, órgãos de Estado foram usados (Ministério das Comunicações, ANATEL etc), a legislação foi alterada com o intuito de possibilitar UM ÚNICO NEGÓCIO, e os cidadãos não obtiveram um NENHUM benefício sequer. Pelo contrário: pagarão uma conta por um negócio que não deu certo, mas foi financiado com recursos públicos (via BNDES, fundos de pensão etc).

Segundo: deixa claro que o ambiente concorrencial do Brasil é uma piada de mau gosto. Para conseguir fechar um negócio, o jeito é o jeitinho; basta aproximar-se do presidente da República corrupto, que ele dá um jeitinho de mudar as leis que estiverem te atrapalhando. Se sua empresa não tem dinheiro, tudo bem: você injeta alguns milhões numa empresinha de bosta do filho do presidente, e ele coloca o BNDES e/ou algumas estatais para financiar quase tudo – ou seja, sua empresa só precisa ter o suficiente para transformar um auxiliar de um zoológico num milionário.
A falta de escrúpulos e a baixeza ética são, afinal, parte do nome Luis Inácio da Silva. Esta é a mensagem claríssima que fica.

Terceiro: percebe-se que a imprensa não é tão rigorosa assim – afinal, com uma ou duas exceções, ninguém deu ao caso a dimensão que ele tem. A Veja deu uma capa ao assunto, gerou alguma (pequena) comoção sobre o tema, mas em pouco tempo o assunto foi esquecido. Aliás, o filho do Lulla processou a revista E PERDEU. Reinaldo Azevedo deu o destaque devido ao tema, inclusive trazendo com alguma frequência novas informações e desdobramentos sobre o caso (AQUI, por exemplo), mas isso ainda é pouco.
A Procuradoria da República deixou a investigação engavetada, não ouviu NENHUMA testemunha (convocou quantas?), e, subitamente, encerrou o caso (sem tê-lo, na prática, aberto).

Esta é a seriedade com a qual o Brasil acha que vai tornar-se “o país do futuro”?

ATUALIZAÇÃO: Depois que publiquei este post, tanto o Rodrigo Constantino quanto a Miriam Leitão trataram do mesmo assunto. Vale a pena conferir.

“Breaking bad” atinge um recorde no valor de anúncios em TV a cabo

No último domingo (29 de Setembro), o canal a cabo AMC exibiu o último episódio da série “Breaking Bad”. Além de ter gerado muitas discussões nas redes sociais, o episódio fez com que o pequeno canal AMC batesse um recorde: 30 segundos no intervalo da série foram vendidos por até 400 mil dólares. A NBC, uma das 3 grandes redes de TV aberta (e, portanto, com audiências maiores) cobrou valores semelhantes no episódio final da série “The Office“.

No decorrer da 5a temporada do seriado, o mesmo tempo de anúncio custava cerca de 75 mil dólares – ou seja, o episódio final conseguiu a façanha de quintuplicar o preço. Há informações extraoficiais de que, com descontos (de agências etc), o custo final dos 30 segundos tenha batido na casa dos 250 mil dólares. Por ora, um dos maiores valores já cobrados em anúncios de seriados de TV ainda pertence a “Friends”: 30 segundos no episódio final (transmitido em 2004) foram vendidos por valores entre US$ 1,5 e US$ 2,3 milhões.

Para um canal da TV a cabo nos Estados Unidos, esses valores são realmente altos. Uma rápida comparação com os valores (e audiência/alcance) das grandes redes americanas dá esta dimensão: no seriado Lost, transmitido pela rede nacional ABC (outra das 3 grandes redes nacionais de TV aberta nos EUA, além da NBC e da CBS), os mesmos 30 segundos de propaganda custaram mais de 900 mil dólares – ou aproximadamente 100% mais, com uma audiência de 13,5 milhões de pessoas. Grosso modo, a ABC cobrou US$ 0,07 por telespectador.

Ainda não foram divulgados os números de audiência de “Breaking Bad”, mas há estimativas que mencionam mais de 8 milhões de espectadores. Se forem confirmados tais números, teríamos US$ 0,05 por espectador.

ATUALIZAÇÃO: Depois que redigi o post, foi divulgada a audiência de Breaking Bad: 10,3 milhões de telespectadores. Bateu todas as expectativas!

Um bom negócio para as agências e para os anunciantes!

Volkswagen de volta a 1985 com A-Ha

Jamais me canso de ver propagandas bem feitas. Eis aí mais um bom exemplo.

Avatar de Fabí MagnierComum de Duas

TakeOnMe_Volkswagen

Depois de mais de duas décadas do seu lançamento, o clipe da música “Take on me”, sucesso da banda A-Ha, continua inspirando os criativos. O videoclipe foi lançado oficialmente em 1985. Nesse ano eu ainda nem “sonhava” em nascer, mas minha irmã mais velha era adolescente e suspirava com olhinhos pequenos do Morten Harket. Conheci a música e o clipe através dela e se eu pudesse escolher o melhor clipe já criado, com certeza seria esse.

Pois bem, a Volkswagen, em parceria com a agência Deutsch L. A. criou seu novo comercial, intitulado “Feeling carefree” e dirigido por David Shane, seguindo a mesma ideia do clipe da música e, obviamente, a trilha sonora não deixaria de ser “Take on me”. Confira:

Aproveite e confira o clipe também:

Fonte.

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