Brasil: o país do direito sem obrigação

Li na InfoMoney (íntegra AQUI), e concordo em gênero, número e grau:

Apesar de todo o sucesso pessoal, o bilionário da 3G Capital, Carlos Alberto Sicupira, manifestou preocupação sobre a atual situação do País após alguns anos de euforia econômica, durante conferência na Expert 2014, realizada pela XP Investimentos no último final de semana.

Sicupira, que é sócio de Marcel Telles e Jorge Paulo Lemann, não se limitou a falar sobre as dicas de seu negócio e deu sua opinião sobre o cenário econômico nacional e as eleições de 2014. Ele afirmou que, até três anos atrás, havia uma espécie de anestesia sobre os últimos cinco anos do País. “Nunca tinha visto o Brasil tão bem na minha vida”, afirmou.

Atualmente, o Brasil voltou ao que sempre foi: “o Brasil é assim. O cara chega e muda a regra. Se vocês acham que o Brasil vai virar os Estados Unidos, estão enganados”, afirmou. Culturalmente, afirma, o País é do “coitadinho”, da impunidade e do direito sem obrigação. E, para ele, essa cultura brasileira não mudará independentemente de quem for eleito presidente.

Sicupira ainda falou sobre a impunidade no Brasil, afirmando que ela está “em todos nós” e que nós somos os culpados pela não transformação do País. “Porque não decidimos na hora da eleição? Nós também somos os culpados”, afirmou. Para ele, o negócio está na nossa mão: “nós temos o direito de votar, mas não sabemos em quem votamos”, afirmou, ressaltando que este processo tem raízes históricas. “Enquanto isso não mudar, não viraremos os EUA, ficaremos melhorando na margem”.

Ele está coberto de razão.

No Brasil, ser bem sucedido significa ser atacado – geralmente pelos “progressistas”, termo inventado para tentar suavizar adjetivos mais realistas, como “socialista” e “comunista”. Quem é bem sucedido vira alvo dessa corja, que diz defender os “pobres” mas na verdade odeia pobre. E odeia rico. E odeia classe média (a verdadeira, não aquela que o PT resolveu chamar de classe média só para deturpar as estatísticas do IBGE).

2014-02-14 17.14.09

Preciso citar o caso clássico da Marilena Chauí? Uma bufona, que recebe salário da USP para fazer proselitismo, e ODEIA a classe média – que ela considera fascista (ou “faxista”, segundo sua pronúncia tosca):

O Brasil está recheado de gente pródiga em reclamar por “direitos”, mas poucos estão consicentes de que antes disso é preciso cumprir com suas “obrigações”. Isso gera o cidadão-coitado: não hesita em reclamar seus direitos, mas na hora de cumprir os deveres e obrigações, empurra com a barriga.  A esquerda, via de regra, adora tratar o cidadão como coitado – e, por isso, a concepção da esquerda é transformar o Estado no senhor da razão. O Estado deve dizer ao cidadão o que fazer, como fazer, quando fazer, aonde fazer. Muitos brasileiros adoram esse Estado interventor, grande, “poderoso”, paternalista. A esquerda quer leis que dêem ao Estado o poder de decidir o que você assiste na TV, como cria seus filhos etc.

Chimpanzé acadêmico

A História já nos deu inúmeros casos de Estados que foram inchando, inchando, até dominar completamente a vida do cidadão. Os exemplos não são bons: Hitler, Stálin, Pol-Pot, Castro, Guevara, Mao Tse Tung, e por aí vão. O resumo geral é que a esquerda (pode chamar de progressista, socialista, comunista ou qualquer outro sinônimo) adora assassinos. Veja-se o caso do Cesare Battisti, por exemplo.

Há pouco tempo, o DataFolha fez uma pesquisa que pretendia mapear o posicionamento do cidadão brasileiro em termos de espectro político. A pesquisa tinha diversos erros metodológicos, mas apontou que o percentual de brasileiros que se dizem “de esquerda” é menor (bem menor) do que os que se colocam como sendo “de direita”. Alguns detalhes estão AQUI.

Uma semana depois, entretanto, o DataFolha divulgou mais um “pedaço” da pesquisa, e desta vez o resultado foi diferente. Esta segunda parte da pesquisa revelava um número expressivo (em muitos casos, majoritário) de pessoas que queriam maior presença do Estado nas questões econômicas.

Somadas as duas partes da pesquisa do DataFolha (e, repito, mesmo considerando que há erros suficientes para descartar a pesquisa), a conclusão mais evidente é que o brasileiro, na média, se diz de direita politicamente, mas não abre mão do paternalismo do Estado.

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Os ignorantes voltam a atacar: o “politicamente correto” e seus xiitas-chaatos

Em condições normais de temperatura e pressão, eu jamais teria lido o texto abaixo. Foi publicado em uma daquelas revistas do JEG (Jornalismo da Esgotosfera Governista), o grupo das publicações (revistas, jornais, sites etc) que recebem dinheiro do governo para defender qualquer cagada do PT e seus aliados, amigos, cumpanheiros, quadrilheiros, mensaleiros, ladrões e assassinos de estimação etc.

Contudo, recebi o link e fui verificar.

Primeiro, o texto, com grifos meus. Comento na sequência.

Diversas organizações civis, que representam as mais diversas causas, protocolaram na sexta-feira (4) carta em que manifestam indignação por campanha veiculada pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) e pedem a retirada dos comerciais do ar. Conforme entendimento das entidades, a campanha não trata com seriedade as demandas de alguns grupos sociais. Os vídeos “palhaço” e “feijoada” são abusivos por disseminar informações incorretas, ridicularizar e desqualificar as reclamações dos consumidores.

Os signatários esperam que o órgão reconheça seu equívoco e sinalize uma possibilidade de diálogo com a sociedade. As entidades encaminharam o documento ao Conselho de Ética do Conar para que ele “cumpra com o seu papel de atuar de maneira atenta às demandas do cidadão, com eficiência e respeito”.

Em trecho da carta, as organizações enfatizam que o Conar intitula-se, nessas propagandas, como o responsável por coibir abusos na publicidade, quando, na verdade, esse poder é bastante restrito. A associação civil, formada por empresários e representantes de agências de publicidade, pode apenas recomendar alterações ou suspensões de campanhas que ainda estiverem no ar.

Segundo as entidades, cabe ao Sistema Nacional de Defesa do Consumidor impor sanções mais efetivas quando há o desrespeito ao consumidor, com a aplicação de multas ou a determinação de uma contrapropaganda, por exemplo. Os vídeos omitem ainda que a publicidade é regulada por lei, o Código de Defesa do Consumidor (CDC), junto com a Constituição Federal.

Conforme o artigo 37, § 2° do CDC, “é abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança”.

Primeiro, eu adoro quando leio “diversas organizações civis, que representam as mais diversas causas”. Isso já indica uma probabilidade de 99% de que se trata dos “ongueiros” e outros seres semi-humanos com QI equivalente ao de ostras em coma, congeladas em nitrogênio mas sem possibilidade de gerar qualquer benefício à humanidade.

Segundo, com relação às “demandas” dos ongueiros indignadinhos: eles querem que o CONAR reconheça que errou e “sinalize uma possibilidade de diálogo com a sociedade“. Na verdade, esses grupelhos de inúteis adoradores do “politicamente correto” estão se lixando para a sociedade. Eles querem é que o CONAR obedeça a eles, xiitas-chaatos do politicamente correto.
Eles se acham os donos da verdade, e adoram falar em nome da sociedade – ainda que a sociedade discorde deles ou sequer saiba de sua inútil, fétida e frustrada existência.
O CONAR já cometeu diversos erros em sua história, e eu mesmo, aqui no blog, já critiquei diversas vezes o órgão. Porém, os 2 vídeos que geraram as críticas desses ongueiros desocupados xiitas-chaatos estão corretíssimos! Ei-los:

Ambos os vídeos são bem bolados, com humor, e expõem de forma clara o quão patéticas são as reclamações feitas por esses xiitas do politicamente correto.

Isso me lembra de um excelente artigo do Guilherme Fiúza, publicado há algum tempo na Época:

Os brasileiros, esses crédulos, achavam que o governo popular parasitário do PT jamais alcançaria os padrões de cara de pau do chavismo. Quando o governo venezuelano explicou que estava faltando papel higiênico no país porque o povo estava comendo mais, os brasileiros pensaram: não, a esse nível de ofensa à inteligência nacional os petistas não vão chegar. Mas o Brasil subestimou a capacidade de empulhação do consórcio Lula-Dilma. E o fenômeno dos rolezinhos veio mostrar que o céu é o limite para a demagogia dos oprimidos profissionais.

A parte não anestesiada do Brasil está brincando de achar que o populismo vampiresco do PT não faz tão mal assim. E dessa forma permite que a presidente da República passe o ano inteiro convocando cadeia obrigatória de rádio e TV. Como no mais tosco chavismo, Dilma governa lendo teleprompter. Fala diretamente ao povo, recitando os contos de fadas que o Estado-Maior do marketing petista redige para ela. Propaganda populista na veia, e gratuita, sem precisar incomodar Marcos Valério nenhum para pagar a conta.

Só mesmo numa república de bananas inteiramente subjugada é possível um escárnio desses. O recurso dos pronunciamentos oficiais do chefe da nação existe para situações especiais, nas quais haja uma comunicação de Estado de alta relevância (ou urgência) a fazer. Dilma aparece na televisão até para se despedir do ano velho e saudar o ano novo – ou melhor, usa esse pretexto para desovar as verdades de laboratório de seus tutores. Mas agora, com a epidemia dos rolezinhos, o canal oficial da demagogia está ligado 24 horas.

Eles não se importam de proclamar na telinha que a economia está indo de vento em popa, com os números da inflação de 2013 estourando a previsão e gargalhando por trás da TV. Mas a carona nos rolezinhos é muito mais simples. Basta escalar meia dúzia de plantonistas da bondade para dizer que as minorias têm direito à inclusão no mundo capitalista – e correr para o abraço. Não se pode esquecer que o esquema petista vive das fábulas dos coitados. Delúbio Soares, hoje condenado e preso por corrupção, disse que o mensalão era “uma conspiração da direita contra o governo popular”.

O rolezinho é um ato de justiça social, assim como o papel higiênico acabou porque os venezuelanos comeram muito. E a desenvoltura dos hipócritas do governo popular no caso das invasões de shoppings está blindada, porque a burguesia covarde e culpada é presa fácil para o sofisma politicamente correto. Os comerciantes dos shoppings, lesados pela queda do consumo e até por furtos dos jovens justiceiros sociais, estão falando fininho. Estão sendo aviltados por uma brutalidade em pele de cordeiro, por uma arruaça fantasiada de expressão democrática, e têm medo de fazer cumprir a lei.

A ministra dos Direitos Humanos, como sempre, apareceu como destaque no desfile da demagogia petista. Maria do Rosário defendeu os rolezinhos nos shoppings e “o direito de ir e vir dessa juventude”.

A ministra está convidada a passear num shopping onde esteja acontecendo o ir e vir de 3 mil integrantes dessa juventude. Para provar que suas convicções não são oportunismo ideológico, Maria do Rosário deverá marcar sua próxima sessão de cinema ou seu próximo lanche com a família num shopping center invadido por milhares de revolucionários do Facebook, protegidos seus. Se precisar trocar as lentes de seus óculos, Maria do Rosário está convidada a se dirigir à ótica num shopping que esteja socialmente ocupado por um rolezinho.

Se a multidão não permitir que a ministra chegue até a ótica, ou se a ótica estiver fechada por causa do risco de assalto, depredação ou pela falta de clientes, a ministra deverá voltar para casa com as lentes velhas mesmo. E feliz da vida, por não ter de enxergar seu próprio cinismo socialista.

Shoppings fechados em São Paulo e no Rio por causa dos rolezinhos são a apoteose da igualdade (na versão dos companheiros): todos igualmente privados do lazer, todos juntos impedidos de consumir cultura, bens e serviços num espaço destinado a isso. É a maravilhosa utopia do nivelamento por baixo. O jeito será importar shoppings cubanos – que vêm sem nada dentro, portanto são perfeitos para rolezinhos.

Essa modinha chata, burrísima e impertigada do politicamente correto é uma praga. E o Brasil está mergulhado nela. Recomendo fortemente a leitura deste artigo AQUI.

Neste caso específico, parabéns ao CONAR e parabéns à AlmapBBDO pelas 2 peças.

Os equívocos da campanha #NãoMereçoSerEstuprada

Já começo reproduzindo matéria da Folha de hoje (íntegra aqui), com alguns grifos meus:

Desde que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) assumiu, na última sexta-feira, um erro na pesquisa sobre violência contra mulher, houve um revés na campanha antiestupro difundida pelas redes sociais. Após o instituto corrigir de 65% para 26% a proporção de brasileiros que apoiam ataques a mulheres que mostram o corpo, a média diária de sites denunciados por incitação ao estupro diminuiu 98%, mostram dados da Safernet fornecidos à Folha.

A ONG monitora crimes e violações aos direitos humanos na internet em cooperação com o Ministério Público e a Polícia Federal. Nos nove dias entre a divulgação da pesquisa, em 27 de março, e a da errata, a organização recebeu 4.872 denúncias de sites pró-estupro, seis vezes mais do que o restante do mês de março. Nos últimos três dias, porém, quando o erro da pesquisa já era conhecido, a ONG recebeu só 31 queixas.

Thiago Tavares, presidente da Safernet, considera que apesar do equívoco “absurdo” do Ipea, a sociedade não deve menosprezar que um quarto dos brasileiros acha que mulheres merecem ser atacadas por seu modo de vestir. “Saímos do inacreditável [65%] para o inaceitável [26%]. A população precisa se conscientizar da necessidade de denunciar esses crimes e seus agressores” diz.

Para a especialista em pesquisas de opinião Fátima Pacheco Jordão, o erro numérico é secundário diante da repercussão da pesquisa. “A reação mostra que a sociedade e, em especial, as mulheres não acham que o problema é individual, mas sim estrutural, o que é passo muito importante para pararmos de culpabilizar as vítimas de estupro”, afirma.

Ativistas do #NãoMereçoSerEstuprada prometem continuar o movimento, que incentiva mulheres e homens a postarem fotos nas redes sociais com a mensagem da campanha. “Não tem errata que tire das mulheres o debate que se abriu. Ele continua, com as várias manifestações marcadas pelo país”, diz Nana Queiroz, criadora do movimento.

Eu não sei se estas pessoas ouvidas pela reportagem (Thiago Tavares, Fátima Pacheco Jordão, Nana Queiroz) são apenas burras, ou se estão falando essas bobagens por má-fé.

Quem menciona os números da pesquisa equivocada do IPEA e se refere aos tais 26% só pode ser muito (MUITO) burro, ou agir de má-fé. Não parece haver uma terceira via.

A pesquisa do IPEA estava TOTALMENTE ERRADA.

Totalmente.

Não sobra uma única vírgula daquela pesquisa que não merece a lata do lixo.

O ilustre Thiago Tavares, por exemplo: a reportagem escreveu que ele considera que apesar do equívoco “absurdo” do Ipea, a sociedade não deve menosprezar que um quarto dos brasileiros acha que mulheres merecem ser atacadas por seu modo de vestir. ‘Saímos do inacreditável [65%] para o inaceitável [26%]. A população precisa se conscientizar da necessidade de denunciar esses crimes e seus agressores’ diz”. Não, caro Thiago. Não é nada disso.

Deixa eu explicar de forma didática pra você.

O IPEA não perguntou se uma mulher DEVE/MERECE ser ESTUPRADA por causa das roupas que ela usa. A pergunta foi mal feita, e, portanto, é incapaz de auferir qual o percentual da amostra que concorda com essa afirmação. Esses 26% não significam NADA.

ENTENDEU OU DEVO DESENHAR?

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Como se não bastasse, o IPEA errou miseravelmente no cálculo da amostra.

NENHUM número produzido por esta pesquisa ridícula pode ser usado para generalizar qualquer conclusão sobre a população brasileira como um todo.

Como a dona Fátima Pacheco Jordão enfiou um “culpabilizar” na sua declaração, nem vou perder tempo comentando. Uma palavrinha dessas já demostra o nível intelectual (zero) da pessoa. Pior: foi caracterizada como “especialista em pesquisa de opinião” – mas está lá, “comentando” uma pesquisa furada.

Por seu turno, a terceira citação, da dona Nana Queiroz, é apenas inócua, vazia. Ela tem todo o direito de fazer a campanha que ela quiser enquanto (ainda) vivemos numa democracia (a despeito do PT). Isso não significa, todavia, que este movimento tenha QI acima de 2.

Estupro é crime, e deve ser punido sempre, no máximo rigor da lei.

Mas a campanha da dona Nana é burra. Não apenas por apoiar-se em premissas totalmente erradas (a equivocada e furadíssima pesquisa do IPEA), mas por não promover nada de novo. Dizer que a mulher não tem culpa pelo estupro é enaltecer o óbvio. É como dizer que o Sol é quente, que a chuva é molhada, que o PT é corruPTo ou que a Dilma é incomPTente.

E daí?

Finalmente, o mais importante. A tema central da reportagem é a queda das denúncias feitas à ONG.

Dizer que as denúncias deixaram de ser feitas POR CAUSA da correção da pesquisa do IPEA? A questão é que a pesquisa perdeu completamente a credibilidade (exceto para os muito muito burros ou para os de má-fé), e, com isso, muita gente que estava impressionada com os números “alarmantes” recobrou o bom senso.

Assim que foi divulgada a pesquisa do IPEA, houve histeria em massa. Depois, quando ficou demonstrado que estava tudo errado, as pessoas voltaram ao normal.

Mais uma razão pela qual a tal campanha da dona Nana é burra – porque apoiada num factóide derivado da histeria coletiva.

IPEA, Petrobras e Embrapa aparelhadas pelo PT: eu avisei

Há muito tempo eu venho alertando sobre o aparelhamento do Estado promovido pelo PT.

Nas últimas semanas, esse assunto veio à tona de forma ainda mais clara, e o que vimos foi o IPEA divulgando uma pesquisa COMPLETAMENTE EQUIVOCADA, com erros crassos de metodologia e análise; fatos sobre a Petrobras que ajudam a entender a estagnação da empresa; e, para finalizar o estrago, novos fatos sobre a Embrapa.

O arquivo do blog não me deixa mentir: EU AVISEI.

Venho escrevendo sobre isso há tempos.

Especificamente sobre a Petrobras, eu escrevi AQUI, AQUI, AQUI (neste post, aliás, há diversos dados para quem deseja entender um pouco melhor o setor), e mais AQUI e AQUI, para citar apenas alguns posts (há muitos outros, basta fazer a busca na ferramenta do blog, na coluna lateral).

Eis aqui alguns trechos de artigo publicado na revista Forbes sobre a Petrobras (a íntegra está aqui):

Petrobras’ problems are becoming Dilma’s problems.

Brazil’s oil and gas major, Petrobras, can do no right. And now President Dilma Rousseff is being blamed for the problems. Of course, she is being blamed by politicians who don’t want to see her re-elected in October. They probably won’t succeed at dethroning her, but one thing is certain: the deterioration of the shining star of Brazil’s state owned enterprises happened on her watch. This election season, Dilma isn’t the only one in the cross hairs. Petrobras is now her problem, too.

Not long ago, as in 2007, Petrobras was heralded as the Latin America Aramco, finding oil deep under the ocean floor far off the coast of Rio and São Paulo states. Goldman Sachs once put a $60 price target on the stock in early summer 2008. Today, Petrobras shares trade under $12, and its market cap is smaller than Colombia’s EcoPetrol EcoPetrol.

Over the last several weeks, Petrobras has been inundated with allegations of corruption. Chalk it up to the election cycle, but bad news has sprung a leak in the state energy giant. It’s going to get worse before it gets better.

The Federal Police have around five investigations out on Petrobras, not to mention one at the Congressional Budget Office in Brasilia. The crises goes beyond politics, though, and hits where investors feel it most. The company has lost 51% of its market cap in the last three years and is now valued at $75.5 billion.

Last year, Petrobras’ debt load hit $22 billion, a 30% increase from 2012 levels. Petrobras’ high debt caused the company’s fiscal counsel to warn executives of a possible credit rating downgrade. Petrobras is investment grade. Ratings downgrades mean higher risk premiums, which makes it more expensive for a company to borrow.

It’s one thing if the debt was soundly acquired. Most of it was, of course. But some of the debt was seen as possibly being siphoned off by unscrupulous technocrats at Petrobras through acquisition deals gone wrong.

One of the biggest problems at Petrobras today is the nearly $1 billion it paid for the Pasadena refinery in Houston in 2006, a deal that the government admits was improperly handled by the company. Two years prior, the same refinery was sold to Belgium firm Astra Oil for less than $50 million, Estado de São Paulo newspaper reported on Sunday. Even Dilma said this week that Petrobras failed on its due diligence to acquire the refinery, which they are currently trying to sell, undoubtedly at a loss. Unfortunately for her, she was a member of Petrobras’ Board of Directors at the time of the purchase.

On Friday, one of Petrobras’ former executive directors, Paulo Roberto da Costa, was arrested by Federal Police on allegations of money laundering while at the company. Costa was in charge of the Pasadena deal. Government entities overpaying for goods and services is a classic way politicians and well-connected executives can steal from the state.

Dilma was the hand-picked successor of Brazil’s most popular president since the dictatorship years, Luiz Inacio Lula da Silva. He put her in charge of the Ministry of Mines and Energy, before moving her to his Chief of Staff and setting her up to take over where he left off in 2009. The ex-leftist guerrilla leader was more activist than oil woman, but Petrobras was never viewed as a traditional corporation, not in Brasilia and not by the market. Petrobras is more of a policy tool of the government. And now, it appears that it has been used as a cash account for some people inside the firm if investigations turn out negative for Petrobras.

[…] Petrobras is one of the worst performing large caps on the Brazilian stock exchange, down 15.89% year-to-date. The MSCI MSCI Brazil is down 6.75%. Ecopetrol is down just 2.96%.

Mas não é necessário recorrer àquilo que a imprensa internacional vem escrevendo: tanto a Veja quanto a Época desta semana têm um assunto de capa em comum – a Petrobras.

Não li a matéria da Época, mas a da Veja é um verdadeiro escândalo. E uma coisa me chamou a atenção: a reportagem da Veja traz um quadro comparativo de alguns indicadores da Petrobras e da EcoPetrol colombiana, também mencionada pela matéria da Forbes. A comparação entre as duas é outro escândalo:

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Peço ao leitor que repare nos dados do quadro comparativo acima. Vou destacar alguns números ESCANDALOSOS:

1) Veja bem, caro leitor, a diferença na produção diária de cada uma das empresas: enquanto a EcoPetrol produz “apenas” 612 mil barris, a Petrobras produz 1,93 milhão. Mas o valor de mercado das 2 empresas é MUITO próximo. Porém, o maior escândalo está na antepenúltima linha: RENTABILIDADE. A rentabilidade da Petrobras é RIDICULAMENTE BAIXA (6,7%) diante da rentabilidade da EcoPetrol (19%).

2) EFICIÊNCIA: a diferença neste índice é um verdadeiro escândalo. A EcoPetrol produz, por funcionário, mais do que o dobro da Petrobras (2,3 vezes para ser exato).

É preciso lembrar que este setor é intensivo em capital, e ganhos de escala são essenciais. Ainda assim, a Petrobras é muito maior do que a EcoPetrol, operacionalmente falando, mas produz menos (índice de eficiência, ou seja, barris produzidos por dia, por funcionário) e tem uma rentabilidade 2,8 vezes MENOR do que a petroleira colombiana.

3) Na última linha do quadro, vemos um problema criado pela burrice (aliada ao populismo demagógico) do Lulla: a exigência de materiais nacionais. Ao adotar esta burrice como política interna da Petrobras, o demagogo apedeuta criou um problema para a empresa, um fator que reduz sobremaneira a competitividade de uma empresa que poderia (e deveria) tornar-se a cada dia mais competitiva para concorrer no mercado mundial.

Sobre a Embrapa, surgiram novas discussões depois de reportagem do jornal O Globo que está AQUI. Segue apenas um trecho:

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sempre foi considerada uma ilha de excelência técnica, tanto na condução de pesquisas decisivas para o setor quanto na escolha dos profissionais de carreira que ocupam os cargos de chefia da estatal. O atual momento do órgão vem redesenhando essa impressão. A empresa vive uma fase de aparelhamento e apadrinhamento partidário num de seus setores mais estratégicos, afrouxamento das regras para a escolha dos diretores executivos — com a predominância do critério de indicação política — desmantelamento da capacitação internacional, e forte disputa interna. Além disso, uma investigação em curso apura supostas irregularidades cometidas por sete servidores na criação da Embrapa Internacional, com sede nos EUA.

Documentos obtidos pelo GLOBO mostram que já está definida a extinção da Embrapa Estudos e Capacitação, também chamada de Centro de Estudos Estratégicos e Capacitação em Agricultura Tropical (Cecat), um projeto pessoal do então presidente Lula, inaugurado em maio de 2010. Lula pediu a criação da unidade para capacitar profissionais de outros países que atuam no campo da agropecuária, principalmente nações da África e da América Latina. Um bloco de quatro andares foi construído ao lado da sede da Embrapa em Brasília — os dois prédios estão conectados por um corredor — e os gastos somaram R$ 9,4 milhões.

A inauguração contou com a presença de Lula. Menos de quatro anos depois, a unidade sumirá do organograma da Embrapa. Uma nova secretaria será criada para abrigar a área de estudos estratégicos. A capacitação será assimilada pela área de transferência de tecnologia, cujo diretor-executivo foi indicado ao cargo por deputados federais do PT. Também o Departamento de Transferência de Tecnologia, subordinado à Presidência e a essa diretoria-executiva, é chefiado por um militante do PT, avalizado por uma das correntes — o Movimento PT.
O Cecat é uma unidade descentralizada, com maior autonomia de gestão. Com a transferência da capacitação para um departamento, os gestores com indicação política terão mais controle das atividades desenvolvidas.

E, finalmente, sobre o IPEA… Bom, o que sobrou?

O IPEA fez uma pesquisa com erros crassos, números invertidos, amostragem equivocada, perguntas toscas e dúbias, péssima seleção de palavras, gerou burburinho quando divulgou os resultados e depois teve que soltar uma correção.

A pesquisa do IPEA ganhou destaque na imprensa, e acabou gerando uma campanha pelas redes sociais (twitter, facebook, instagram). O caso serviu para provar que:

1) A grande imprensa acredita em qualquer pesquisa, por mais evidentes que sejam os erros e deturpações, o que expôs os “jornalistas” como verdadeiros analfabetos; e

2) Qualquer informação divulgada pela imprensa é imediatamente assimilada como verdade por uma imensa quantidade de ignorantes, que não perdem tempo em se lançar numa campanha burra, ignorante, tosca e ridícula.

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Pior: a correção (“errata”) ignorou todos os erros graves na metodologia e na amostragem.
A verdade é que aquela pesquisa sobre estupro do IPEA deve ser jogada, integralmente, no lixo. Ela está errada em tudo.

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Quando as propagandas “brigam” com as notícias

As empresas precisam tomar cuidado quando decidem anunciar em jornais e portais noticiosos.

Abaixo, dois exemplos de propagandas que acabaram sendo publicadas em locais, digamos, pouco adequados.

O primeiro exemplo é do portal do New York Times de hoje:

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A manchete faz menção ao caso do avião que “perdeu-se” na Ásia: enquanto o jornal noticia um avião que afundou no oceano, a propaganda do iPad Air bem acima mostra um mergulhador no fundo do mar.

Geralmente esses erros ocorrem porque a área comercial dos jornais não tem relação direta com a redação (editorial). Isso é bom, para evitar qualquer “interferência” ou conflito de interesses – quando uma reportagem noticia um problema envolvendo um dos anunciantes do jornal (digamos, por exemplo, a notícia do recall de carros de um fabricante de automóveis que compre espaço publicitário naquele jornal).

Porém, pode gerar esse tipo de “infelicidade”.

Um outro exemplo está aqui:

Propaganda e manchete

Esse é do Portal UOL: uma notícia sobre o caso do garoto que matou os pais e, bem abaixo, uma propaganda que começa com “Assim você mata o papai”.

É preciso evitar esse tipo de “coincidência”.

O caso da CEAGESP e a “militância política” burra

Na última sexta-feira, a CEAGESP foi palco de mais um caso de violência, depredação, ignorância e bandidagem.

O caso ajudou a desnudar, ainda, duas questões subjacentes, quais sejam:

1) A estatal CEAGESP é alvo da sanha do PT em alojar seus aliados e cúmplices, pouco importando a gestão da autarquia em si – o importante mesmo é alocar o maior número possível de PTistas na máquina, para gerar dinheiro para o partido e, claro, aumentar o escopo da influência do PT.

2) A estratégia de comunicação oficial do PT, chamada de “MAV” (ou Militância em Ambientes Virtuais”), é uma tragicomédia de péssimo gosto.

Em reportagem do Estadão, a primeira questão foi devidamente esmiuçada AQUI. Segue apenas um trecho:

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) é reduto de apadrinhados dos petistas João Paulo Cunha (SP), deputado condenado no esquema do mensalão, e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem seu sobrinho, filho do irmão Vavá, trabalhando na empresa. Edison Ignácio da Silva ocupa cargo de confiança de gerente, com salário de R$ 15 mil.

O presidente, Mário Maurici, é próximo a Carvalho, com quem trabalhou na Prefeitura de Santo André na gestão de Celso Daniel, assassinado em 2002. Companheira do prefeito na época do assassinato, Ivone Santana também assumiu cargo comissionado na Ceagesp.

A segunda questão foi desnudada AQUI. Um pequeno trecho (por favor, leitor, leia o texto original, na íntegra, porque é hilário – e triste):

Críticas à Companhia simplesmente DESAPARECEM quando a militância petista descobre que a empresa é do governo federal. A situação é tão patética que chega a ser cômica – porém, como sabemos, é na verdade bem trágica.

[…] Ocorre que a CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) é uma empresa gerida pelo GOVERNO FEDERAL (sim, do PT). Já pertenceu ao governo de SP, é verdade, mas foi federalizada em 1997. A tal incompetência, portanto (e como sói), cabe a Dilma e seus asseclas.

Agora, apenas imagine a cara do pessoal que se apressou em xingar a péssima gestão da Companhia… Claro que pararam na hora! Passou a ficar TUDO BEM com a CEAGESP! Oloco! Tá uma maravilha, pô!

Pois é…

O pessoal que fica no Twitter e no Facebook (especialmente, mas infestam outras redes sociais também) com a função exclusiva de espalhar mentiras para defender o PT e atacar (não é criticar, é ATACAR mesmo) qualquer um que critique o PT é patético. Vamos a alguns exemplos:

MAV NÚMERO 1: Já de cara o sujeito ataca o Alckmin. Quando é perguntado se a CEAGESP é do governo federal ou estadual, o sujeito diz que é estadual. Mentira. Ou ele é mal-informado, ou sabe que é federal e, ainda assim, mente. Na primeira vez que alguém questiona a informação de que a CEAGESP é responsabilidade federal, ele duvida, e ainda solta um “sabe o que significa esse SP no final?“. Na cabecinha oca do MAV, qualquer palavra que tenha SP é responsabilidade do PSDB, do Alckmin, do FHC, do Serra, do Mário Covas etc… Super inteligente!!!

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Aí, parece que alguém informa que é uma autarquia FEDERAL, e, portanto, “administrada” (muitas aspas, por favor) pelo PT. O que o sujeito faz? Diz que agora não há mais nenhum problema com a CEAGESP. Ou seja, os problemas da empresa “desaparecem” apenas e tão somente porque o MAV descobre que ela é do PT.

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A melhor parte: até o ator-militante-mal-informado-mal-intencionado-ignorante-puxa-saco José de Abreu havia usado seu Twitter para espalhar críticas ao PSDB e ao Alckmin em decorrência do caso da CEAGESP. Ele e o MAV trocaram mensagens:

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De novo: mal-informado ou mentiroso?

Ambos.

MAV NÚMERO 2: Esse é típico: PRIMEIRO acusa seus “inimigos” (os tucanos) de serem ignorantes porque estariam criticando o Haddad (nos comentários da reportagem da Folha), e DEPOIS revela a própria ignorância ao afirmar que a CEAGESP, ao voltar atrás na decisão de cobrar o estacionamento, gerou uma perda política para o Alckmin – e, na sequência, o MAV ignorante (desculpem pelo pleonasmo) exalta o candidato Alexandre Quadrilha – ops, Padilha.

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A propósito, o PT investe aproximadamente R$ 12 milhões para sustentar esses MAVs (fora os blogs sujos que recebem verbas diretamente do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras etc) para fazer a mesma coisa: espalhar mentira pela internet. Há mentiras mais evidentes (porque os sujeitos que fazem os perfis falsos são muito mais burros, como os acima), e há também aqueles que tentam se fazer passar por perfis sérios, reais – mas cujo objetivo é exatamente o mesmo: mentir.

Eis aqui mais alguns exemplos diversificados (atenção para o sujeitando que citou a cocaína apreendida num helicóptero de um deputado: ele diz que é um senador do PSDB para tentar ligá-lo ao Aécio Neves, mas na verdade trata-se de um deputado de um dos partidos da base aliada do PT):

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O Eike e a Caca

Eike Batista foi escolhido pela CartaCapital como o empresário mais admirado em 2011.

A CartaCapital escreveu o seguinte (a íntegra está AQUI):

Já Eike Batista, o chairman da EBX e dono da maior fortuna do Brasil, é admirado por sua audácia. Ele não esconde seu objetivo de se tornar o homem mais rico do mundo até 2015. “Só que, com o meu dinheiro, vou construir hospitais, universidades, vou fazer tudo o que o Brasil precisa fazer nessas áreas. Porque eu vi o Brasil perder uma geração e meia de jovens.”

Batista também alfinetou os empresários nacionais. “O brasileiro não tem a cultura de investir no risco. Se habituaram a fazer uma hidrelétrica, uma estrada. E tem de ser 15% de taxa (de retorno)”. E foi mais longe: “Costumava dizer que 50% dos CEOs das companhias estão no lugar errado. Aumentei o número para 87,5%. Os caras são ruins, não pensam em 360 graus”. Tão ousado nas palavras quanto nos negócios.

Eike Batista agradeceu a generosidade da CartaCapital:

Eike na CartaCapital

A CartaCapital, pelo seu conteúdo, deveria trocar de nome e chamar-se CacaCaPTal.

Mas pelo menos podemos dizer que Eike e a Caca se merecem. Todos sabem, a esta altura, que Eike era uma farsa, um embuste. O episódio em que todo o seu “grupo” faliu repercutiu no mundo inteiro. Sugiro ao leitor interessado que leia isso, isso e especialmente isso.

Por outro lado, a Veja publicou algumas reportagens apontando problemas no repentino “sucesso” do grupo EBX, e Eike não gostou:

Eike Batista no twitter__01

Ele recebeu, via twitter, o apoio de gente que entende muito do mercado, gente que sabia que a Veja estava errada e Eike é quem estava certo:

Eike Batista no twitter__04 Eike Batista no twitter__03 Eike Batista no twitter__02

O Rafael, o Luis e o João são brilhantes.

Pena que o Eike faliu.

Pena que o Rafael, o Luis e o João estavam errados.

Mas a culpa, claro, é da Veja, que não tem credibilidade nenhuma, segundo o inteligentíssimo João Paulo – ele, sim, tem credibilidade de sobra.

E o Rafael? Passou de admirador e defensor do Eike a acionista da LLX. Sua timeline do twitter indica uma, digamos, mudança de opinião sobre o Eike:

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Eike Batista no twitter__09

Eike Batista no twitter__10

Algum tempo depois, o Rafael Bullara, que tanto defendeu o Eike contra a reportagem da Veja, passou a ficar meio… irritadinho:

Eike Batista no twitter__11

Eike Batista no twitter__12

Eike e a Caca se merecem. Assim como os “leitores” da CacaCaPTal merecem ser leitores da CacaCaPTal – ainda que não saibam ler.

Universidade do governo vai dar aulas de marxismo

Honestamente, essa notícia é de fazer cair o cu da bunda:

O governo federal vai fundar, no primeiro trimestre de 2014, a Universidade do Trabalhador, plataforma de ensino à distância que oferecerá cursos de qualificação profissional tendo como principal meta a “politização” dos trabalhadores. As aulas incluem “marxismo, socialismo e capitalismo”, antecipou o ministro do Trabalho, Manoel Dias, em entrevista ao ‘Estado’.

Para o representante do PDT no Ministério de Dilma Rousseff, os trabalhadores de hoje precisam de uma maior compreensão política. “Estamos vivendo um período de despolitização geral no Brasil, em todas as áreas. Os trabalhadores são peça fundamental na discussão política. Eles são os agentes que constroem com seu esforço, com seu trabalho…”, explica.

A Universidade do Trabalhador vai usar a expertise do Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento, projeto sob a tutela, desde 2004, da Casa Civil, com cerca de 100 mil matrículas. A ideia, porém, é aumentar exponencialmente o atendimento na nova plataforma online de ensino, que terá capacidade técnica de atender simultaneamente até 250 mil pessoas e cerca de 1 milhão de trabalhadores por dia. “Vai ser um negócio grandioso”, garante o ministro. Discute-se, até mesmo, uma internacionalização do programa, que poderia ser acessado em países do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Venezuela.

O primeiro convênio foi firmado com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde o catarinense Manoel Dias concluiu o curso de Direito. Segundo o professor João Arthur de Souza, do Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, a universidade vai receber R$ 2,5 milhões pelo contrato de dois anos, dinheiro que será usado para pagar bolsas a estudantes e contratar técnicos para o projeto. A equipe responsável pela definição dos novos cursos tem 30 a 40 alunos bolsistas e profissionais de várias áreas, como Psicologia, Pedagogia, Estatística, Computação, Letras, Economia, Sociologia e Administração.

A reportagem é do Estadão, e está na íntegra AQUI.

ISSO É DE LASCAR!

Uma quantidade imensa de brasileiros não sabem ler nem escrever (considerando-se os analfabetos funcionais), não sabe fazer contas, chega numa universidade sem nenhum conhecimento básico, mas agora vai aprender sobre marxismo e socialismo?

Já dá pra imaginar como serão estas aulas, né?! O perfil dos professores, né?! Aqueles seres fedidos da FFLCH, filiados ao PSOL ou ao PSTU…

Vão ensinar que Che Guevara, Stálin, Mao-Tse Tung, Hitler, Pol-Pot e outros genocidas foram responsáveis por tentar melhorar a humanidade implantando aquele regime fantástico chamado socialismo/comunismo, mas foram impedidos por causa dos malvados burgueses capitalistas que queriam oprimir o proletariado.

2014-02-14 17.14.09

 

Como disse Sir Churchill certa vez:

“O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja.”

Um exemplo básico que comprova o que Churchill disse é oferecido pela sempre ignóbil repórter da CacaCaPTal:

Ruralista e socialista

Conivência brasileira com a ditadura venezuelana

E mais uma vez o Brasil passa vergonha mundial pela conivência de dona Dilma e seus asseclas.

Desta vez, a Economist não economiza palavras:

IN DECREEING that the Carnival holiday would last an extra two days this year, Venezuela’s president, Nicolás Maduro, seemed to have hit on a clever way to damp down opposition protests that began four weeks ago. But the gambit failed. The protests have claimed 18 lives; scores have been injured and hundreds arrested. And still they rage.

As in 2002-04, when a similar protest wave threatened Hugo Chávez’s populist regime, Venezuela is split into two irreconcilable camps. Back then, an unpopular Chávez withstood vast demonstrations, a short-lived coup and prolonged strikes-cum-lockouts. Mr Maduro seems to think he can likewise ride out the storm. His security forces continue to beat up demonstrators and his officials denounce the opposition as “fascists”. His offers of dialogue smack of bad faith and the government shows no sign of entertaining the opposition’s demands.

Contrary to the regime’s claim, these do not include the overthrow of the government (though that would surely delight many). Instead the opposition is calling for the restoration of democratic norms—the release of its jailed leaders, the disarming of chavista paramilitaries, an investigation into the deaths and torture of demonstrators, media freedom and the replacement by bipartisan consensus of Supreme Court justices and members of the electoral tribunal whose terms expired last year.

Mr Maduro, narrowly elected after Chávez died a year ago this week, still has the support of many poorer Venezuelans. But the opposition senses that time is no longer on the government’s side. Mr Maduro lacks both his mentor’s political skills and also his good fortune. Chávez survived in 2002-04 largely because the oil price shot up, giving him a windfall that he spent on Cuban-designed social programmes. In contrast, Mr Maduro must grapple with a rotten legacy: soaring inflation, widespread shortages and crime. The economy needs a devaluation and also for the private sector to function. But that is anathema to his base.

By taking to the streets, the opposition is laying bare the contradiction at the heart of chavismo. Though Chávez claimed to lead a revolution, his legitimacy came from the ballot box. If Mr Maduro steps up repression, the regime will become an outright dictatorship for the first time. But the opposition has a problem, too. The next election (for the legislature) is not due until 2015 and a recall referendum cannot be held before 2016. It fears that by then Venezuela will be a totalitarian state and its chance will have gone—so it will not give up today.

With the two sides locked in mutual mistrust, more Venezuelans are likely to pay the price with their lives. Breaking the deadlock needs the help of outsiders. But whom? The government refuses any role for the Organisation of American States (because it includes the United States); after Panama called for a debate there, Venezuela broke off ties with the Central American country on March 5th.

Neither the Union of South American Nations, whose secretary-general is a chavista, nor CELAC, a broader regional group currently chaired by Cuba, which provides Mr Maduro with political and security advice, is credible as a referee. By giving subsidised oil to a dozen Caribbean and Central American countries, Venezuela has bought their loyalty.

Back in 2003 Brazil organised a “Group of Friends” to mediate in Venezuela. Could it do so again? Brazil’s left-wing presidents have sided with Venezuela’s government out of a mixture of ideology and business opportunity.

Latin American leaders clothe their silence over chavismo’s gutting of democracy with the mantra of non-intervention, as Brazil’s Dilma Rousseff did last month. But that policy is applied only when it suits them. Brazil intervened to punish both Honduras and Paraguay when left-wing presidents were ousted (constitutionally in Paraguay’s case). Argentina’s foreign minister complains that Venezuela’s demonstrations risk overthrowing an elected government—yet that was how his own party came to power in 2001.

Brazilian officials say that they are working behind the scenes to persuade Mr Maduro to be more moderate. If so, they are not having much success. Fernando Henrique Cardoso, a former president and political opponent of Ms Rousseff, notes that Brazil would not be taken seriously as a world power if “we stayed paralysed in our area of direct influence”.

On March 11th Mr Maduro will join other regional leaders for the inauguration of Chile’s new president. It is a timely moment to launch a mediation effort to bring peace and restore democratic norms to Latin America’s most troubled country. Venezuela’s turmoil poses a test of the region’s political maturity. Looking the other way is no answer.

É simplesmente VERGONHOSO o que o PT vem fazendo com o Itamaraty. A chancelaria brasileira era respeitada internacionalmente, mas agora está virando uma piada de péssimo gosto.