Fusão Oi + Portugal Telecom remete a um MONSTRUOSO escândalo do PT que foi ignorado, e revela MAIS um problema gravíssimo do Brasil

Mesmo sabendo que é uma atitude desagradável, não posso deixar de registrar.

Desde o primeiro momento eu escrevi e disse que o caso Brasil Telecom + Telemar + Gamecorp + Lulla + PT era um escândalo gigantesco, coisa que num país minimamente sério levaria qualquer governo à renúncia imediata, sem firulas. Coisa mais grave do que Watergate e Nixon.

Eu estava certo.

Em 2008 eu escrevi alguns textos sobre o caso (estou colocando os links em ordem cronológica, para facilitar o trabalho do leitor): AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Para quem não tem tempo e/ou paciência de abrir cada um dos links, eis um resumo:

Duas empresas de telefonia (Telemar e BrasilTelecom) queriam juntar-se numa única empresa. Alegavam que a fusão lhes daria tamanho/capacidade de concorrer com gigantes mundiais do setor de telecom, notadamente marcado por grande escala. Porém, nas regras da privatização do sistema de telefonia (Plano Geral de Outorga, ou PGO) brasileira, havia uma barreira, visando a impedir que duas (ou mais) empresas pudessem criar um oligopólio.

Como resolver isso? Uma das empresas fez um negócio mais do que duvidoso com uma empresa mequetrefe, que pertencia ao filho do presidente da República. Com isso, uma empresa de fundo de quintal, dirigida por um sujeito que até então trabalhava como auxiliar num zoológico, e ganhava R$ 800,00 mensais, passou a ter um capital social de mais de R$ 5 milhões. Milagrosamente, da noite para o dia!

A empresa mequetrefe chama-se Gamecorp, e pertence ao filho do Lulla.

Feito este negócio, o papai do gênio empresarial ignorou as normas e leis, fez o possível e o impossível, e acabou mudando a regra. Alterou-se o PGO para que, convenientemente, as duas empresas se unissem. Nasceu a Oi.

Oficialmente, o governo passou a adotar um discurso vazio, insustentável, que acabou ficando conhecido como “política dos campeões nacionais”. Lulla usou o BNDES para financiar a criação de empresas brasileiras que deveriam tornar-se competitivas internacionalmente.

Feito o resumo, voltemos ao presente: a Portugal Telecom e a Oi anunciaram a fusão entre suas operações. Detalhes podem ser lidos AQUI.

Abaixo, trechos de uma análise do economista Mansueto Almeida, pesquisador do IPEA, sobre o caso (a íntegra está AQUI):

Hoje, a Portugal Telecom anunciou fusão com a empresa brasileira de telecomunicação Oi. A princípio, isso me parece uma operação normal entre duas grandes empresas no setor de telecomunicação para aumentar ganhos de escala e conseguir sinergias financeiras e operacionais.

No entanto, do ponto de vista de política industrial é um mais um caso que não saiu como o planejado e o BNDES fica devendo para a sociedade um estudo detalhado do porque dessa aposta não ter dado certo, pois quando a operação de venda da Telemar para a Brasil Telecom/Oi foi aprovada, em 2007, houve uma grande ingerência do governo com a garantia de empréstimo do BNDES, antes mesmo de a legislação da época permitir tal concentração, e com a exigência de que o BNDESPar tivesse prioridade na compra do controle da nova empresa caso os grupos controladores nacionais decidissem vender suas participações no futuro.

Um dos sócios da Brasil Telecom na época, a Telecom Itália, por várias vezes mostrou interesse em aumentar sua participação na empresa. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo em 13 de julho de 2005, o presidente da Telecom Itália no Brasil, Paolo Dal Pino, deu a seguinte declaração sobre a possível venda da Brasil Telecom para a Telemar:

Sim, fomos procurados pela Telemar e ficamos muito surpresos, pois essa empresa não poderia nem cogitar comprar uma participação em outra operadora de telefonia fixa. É uma evidente violação da lei e de todos os mais básicos princípios que inspiraram a privatização do sistema de telecomunicações brasileiro, no qual os investidores internacionais depositaram sua confiança. Ou a Telemar está afrontando a legislação ou a proposta que recebemos já faz parte de um plano da empresa, com os fundos de pensão e o Citigroup, para modificar a Lei Geral das Telecomunicações. (…) Pelas informações que nós temos, parece que isso será feito com o suporte da própria Telemar, via lobby no Congresso para alterar drasticamente a lei aplicável e permitir, com a ajuda do governo, a reestatização da Brasil Telecom (Leite, 2005, Folha de São Paulo, 13/07/2005).

Na verdade, não houve reestatização, mas sim a venda da parcela de 19% que a Telecom Itália tinha na Brasil Telecom para os fundos de pensão em 18 de julho de 2007 e, no ano seguinte, a venda da participação do grupo Opportunity na Brasil Telecom para a Telemar. Isto deu origem à empresa Oi, que passou a ter como acionistas majoritários os mesmos controladores da Telemar: os empresários Carlos Jereisatti, do Grupo La Fonte, e o empresário Sérgio Andrade, do grupo Andrade Gutierrez – dois grupos nacionais.

Apenas após a operação ter sido totalmente estruturada e garantido o financiamento de R$ 2,6 bilhões do BNDES e de R$ 4,3 bilhões do Banco do Brasil à nova empresa, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, no dia 16 de outubro de 2008, por 3 votos a 2, o novo Plano Geral de Outorgas do setor de telecomunicação, que flexibilizava as regras do setor no Brasil e permitia a venda da Brasil Telecom para a Telemar/Oi.

Além do empréstimo de R$ 6,9 bilhões de bancos públicos para viabilizar a venda da Brasil Telecom para a Telemar, os fundos de pensão estatais (Previ, Petros e Funcef) participaram ativamente da operação e passaram a ter cerca de 34% do capital da nova empresa de telecomunicação. Este episódio mostra de forma clara que o governo optou por criar uma companhia nacional de grande porte no setor de telecomunicação – não havia a possibilidade de a venda ter acontecido para um grupo estrangeiro.

Infelizmente, depois de quatro anos dessa aposta na criação de mais um campeão nacional que na época era uma aposta que muitos do governo diziam que era uma aposta de baixo risco, dado o forte crescimento do mercado brasileiro, o resultado foi que a companhia aumentou excessivamente o seu endividamento e não entregou o retorno esperado.

[…] O final dessa história é muito simples: o governo operou em 2007 e 2008 para criar um super tele brasileira e o script saiu errado. Se criou uma grande companhia sem capacidade de investimento e com um baixo valor de mercado (R$ 8 bilhões) frente ao seu endividamento. E na fusão anunciada hoje parece que haverá uma transferência do knowhow do grupo português para o grupo brasileiro – uma história diferente da saga por trás da fusão da AMBEV com a belga Interbrew, em 2004, quando o grupo brasileiro passou a controlar operacionalmente a nova companhia e iniciar um processo de internacionalização que se mostraria ainda mais ousado com a compra da Anheuser-Busch nos EUA, em 2008, e do Grupo Modelo do México, em 2012.

Os dois casos referidos acima são de fusão com vistas a ganhar escala para se internacionalizar, mas o caso da AB INBEV teve por trás uma estratégia privada, enquanto o caso Brasil Telecom/Oi teve como origem uma aposta de política industrial. No caso que nasceu de uma estratégia privada, o grupo brasileiro levou seu estilo de gestão para o resto do mundo No outro caso que foi planejado a partir de uma visão de política industrial, o grupo de fora (Portugal Telecom) é quem vai colocar o seu estilo de gestão. […]

POR ONDE COMEÇAR?

Primeiro: este caso revela um escândalo monstruoso. Uma pessoa usou o governo para criar vantagens para seu filho (que tornou-se milionário sem ter competência para tanto, valendo-se, única e excusivamente, da condição de filho do presidente da República). Para isso, órgãos de Estado foram usados (Ministério das Comunicações, ANATEL etc), a legislação foi alterada com o intuito de possibilitar UM ÚNICO NEGÓCIO, e os cidadãos não obtiveram um NENHUM benefício sequer. Pelo contrário: pagarão uma conta por um negócio que não deu certo, mas foi financiado com recursos públicos (via BNDES, fundos de pensão etc).

Segundo: deixa claro que o ambiente concorrencial do Brasil é uma piada de mau gosto. Para conseguir fechar um negócio, o jeito é o jeitinho; basta aproximar-se do presidente da República corrupto, que ele dá um jeitinho de mudar as leis que estiverem te atrapalhando. Se sua empresa não tem dinheiro, tudo bem: você injeta alguns milhões numa empresinha de bosta do filho do presidente, e ele coloca o BNDES e/ou algumas estatais para financiar quase tudo – ou seja, sua empresa só precisa ter o suficiente para transformar um auxiliar de um zoológico num milionário.
A falta de escrúpulos e a baixeza ética são, afinal, parte do nome Luis Inácio da Silva. Esta é a mensagem claríssima que fica.

Terceiro: percebe-se que a imprensa não é tão rigorosa assim – afinal, com uma ou duas exceções, ninguém deu ao caso a dimensão que ele tem. A Veja deu uma capa ao assunto, gerou alguma (pequena) comoção sobre o tema, mas em pouco tempo o assunto foi esquecido. Aliás, o filho do Lulla processou a revista E PERDEU. Reinaldo Azevedo deu o destaque devido ao tema, inclusive trazendo com alguma frequência novas informações e desdobramentos sobre o caso (AQUI, por exemplo), mas isso ainda é pouco.
A Procuradoria da República deixou a investigação engavetada, não ouviu NENHUMA testemunha (convocou quantas?), e, subitamente, encerrou o caso (sem tê-lo, na prática, aberto).

Esta é a seriedade com a qual o Brasil acha que vai tornar-se “o país do futuro”?

ATUALIZAÇÃO: Depois que publiquei este post, tanto o Rodrigo Constantino quanto a Miriam Leitão trataram do mesmo assunto. Vale a pena conferir.

O modelo de privatização de estradas do PT oferece pedágio barato: você paga menos para morrer numa pista esburacada e sem segurança

Já começo com trecho de reportagem da Folha (íntegra AQUI) que trata da rodovia Régis Bittencourt, a famosa BR-116, com grifos meus:

O governo federal adiou de novo a entrega da duplicação da serra do Cafezal, principal gargalo da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que liga São Paulo ao Sul do país. A obra, prometida desde a década de 90, na gestão FHC, deveria ter sido concluída em 2012, conforme cronograma de quando ela foi privatizada pelo governo Lula, em 2008.

Ela não ficou pronta e, agora, um novo prazo foi oficializado: começo de 2017. A data foi estabelecida neste mês, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) com a Autopista Régis Bittencourt.

A serra envolve um trecho sinuoso entre os municípios de Juquitiba (72 km de SP) e de Miracatu (138 km de SP). De acordo com a concessionária, 11 km dos aproximadamente 30 km estão prontos. O principal impasse que se arrasta há duas décadas se refere à licença ambiental.

Depois de seguidos atrasos nas gestões tucanas e petistas desde os anos 90, a obra havia sido prometida de novo, dois anos atrás, para 2013. A região da serra segue como uma das perigosas das estradas que cortam São Paulo. Somente do km 343 ao km 363, trecho que agora foi incluído no TAC, foram registradas em 2011, último dado tabulado pelo governo federal, 307 acidentes, que deixaram 13 mortos e 140 feridos.

A concessionária estima gastar R$ 700 milhões na duplicação de toda a serra, que será a principal obra já feita na Régis após a inauguração.

Só no km 357 da rodovia houve naquele ano 32 acidentes, 64 feridos e nove mortos. Com a falta de alternativas ao motorista na ligação ao Sul, qualquer acidente no trecho forma filas gigantescas.

Vamos por partes.

Primeiro: a despeito do discurso burro, rançoso, obsoleto e atrasadíssimo contra a privatização que sempre marcou o PT (quem não se lembra dos atos e manifestações promovidos pelo partido na época da privatização da Vale?!) e outros grupos que defendem o socialismo bolivariano que faz com que falte até papel higiênico na Venezuela, é preciso destacar: quem privatizou a BR-116 foi o Lulla, em 2008. Sim, PRIVATIZOU. Ponto.

Segundo: o processo de privatização foi mal feito.

Terceiro: o cronograma previa a conclusão para 2012, ou seja, havia 4 anos para se concretizar as obras necessárias. Estamos em setembro de 2013, e só agora a ANTT (aparelhada por cumpanheiros tão incomPTentes quanto a gerentona-chefa, a presidenta/incompetenta Dilma Rousseff) se mexeu. Porém, o máximo que ela fez foi ampliar o prazo para 2017. Se (e somente SE) este novo prazo for cumprido, terão se passado ABSURDOS NOVE ANOS para fazer aquilo que deveria ter sido feito em quatro.

Quarto: o que a ANTT vinha fazendo desde 2008? Por que o andamento das obras não foi acompanhado, mensalmente? A função das agências reguladoras, quando foram criadas, era justamente regular e verificar as ações de áreas específicas. A ANTT deveria avaliar constantemente a situação das rodovias e estradas brasileiras, mas o órgão passou 5 anos fazendo nada? Por que não foram tomadas providências antes?

Não adianta fazer privatização mal-feita. TODAS as privatizações feitas pelo PT foram extremamente mal-feitas. Agora em 2013, então, as tentativas de privatização foram um fiasco porque as empresas não apareceram nos leilões.

Parabéns aos envolvidos!

Quanto maior o Estado, pior a vida do cidadão

O Brasil vive um momento muito triste. E as perspectivas de futuro não são boas.

Digo isso não APENAS por causa da pizza que foi servida ontem no STF. Isso é apenas MAIS UM fator, mas nem de longe o único.

Lamentavelmente, o país está seguindo cada vez mais a rota à esquerda, aproximando-se de uma abordagem socialista. Começou com a social-democracia do PSDB (época em que foram criadas as OTG, ou “Organizações Totalmente Governamentais”, aquelas organizações que se dizem “NÃO-governamentais”, mas dependem de dinheiro repassado PELO GOVERNO!), e agravou-se a partir do lulismo (que combina elementos do socialismo, do comunismo, do mau-caratismo, do oportunismo e do mi-mi-mi-mismo, este último também conhecido como “coitadismo“, ou “chorume de socialista de iPhone que acha que vai mudar o mundo através da internet e idolatra Che Guevara sem saber que ele era um assassino homofóbico“).

A partir da eleição da Dilma, piorou ainda mais! Senão vejamos: politicamente correto burro e coitadista, cotas racistas e “bolsas” para tudo, paternalismo ridículo do Estado, demagogia, populismo rastaquera, criação de NOVAS estatais, uso político desenfreado das estatais já existentes, intervenção no mercado etc. Isso sem falar na incapacidade de proteção ao direito de propriedade.

Exemplos não faltam. Podemos começar pelo setor elétrico: a presidente incomPTente quis fazer demagogia populista baratinha e interviu no setor elétrico de forma burra, vexatória mesmo. Para poder mentir em rede nacional de rádio e TV, dizendo que as tarifas de energia iriam ser reduzidas, Dilma Rousseff criou um buraco nas contas do Tesouro Nacional. Quem paga a conta BILIONÁRIA desse rombo criado pelo populismo demagógico da Dilma?

Cada cidadão do Brasil. Cada cidadão LESADO pela incompetência da gerentona que não entende nada de nada, uma analfabeta.

Hugo Chávez levou a economia da Venezuela ao buraco quando resolveu manter a gasolina a um preço artificialmente baixo (cerca de R$0,03), para fazer seu populismo bolivariano patético. Dona Dilma quer seguir pelo mesmo caminho, mas em DIVERSOS setores. Começou pelo elétrico, mas há outros setores paralisados pelo receio da intervenção exagerada do governo – e depois o Mantega fica se perguntando por que o PIB segue patinando! Ora, ninguém em sã consciência vai investir em mercados que podem, a qualquer momento, ser destruídos pelo intervencionismo burro de um governo estatizante, socialista, demagógico e corruPTo.

Tanto a Dilma quanto o Lulla usaram (e seguem usando) as empresas estatais de forma escandalosa. A Petrobras está em ruínas: endividamento recorde, valor de mercado em queda livre, precisa importar gasolina, produção interna em queda, vendendo ativos para tentar fazer caixa… Em suma, foi DESTRUÍDA pela incomPTência.

O mesmo problema enfrentam outras estatais: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, Correios, Embrapa – e a lista vai longe. Além de inchadas e mal administradas, as estatais são usadas para a politicagem da pior estirpe.

E, para coroar tudo isso, estamos pagando cada vez mais impostos mas sem nenhum retorno em termos de serviços públicos:

As diferentes fórmulas de cobrança de impostos e taxas incidentes sobre as micro e pequenas empresas provocam diferenças significativas entre os estados. Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), verificou carga fiscal média de 5,2% no país. Mas existem grandes distorções do Simples Nacional entre os 26 estados e o Distrito Federal. A maior tributação, de 8,62% no Mato Grosso, está 85% acima da menor tributação, de 4,66% no Paraná.

A constatação das diferenças originou o estudo Tributação sobre Micro e Pequenas Empresas: Ranking dos Estados, lançado nesta quinta-feira, na sede da CNI, com o objetivo de identificar práticas incomuns na aplicação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas empresas optantes pelo Simples Nacional.

O ministro interino da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Nelson Hervey, defendeu o monitoramento constante do Simples Nacional, para que os pequenos empreendedores não sejam prejudicados. “Não podemos permitir que mecanismos como sublimites, substituição tributária, antecipação ou qualquer outro diminuam o benefício que o Simples oferece. Temos que melhorar o diálogo” – disse ele.

Para o presidente do Conselho Permanente da Micro e Empresa da CNI, Amaro Sales, as discrepâncias entre as cargas tributárias só serão equalizadas quando os governos estaduais se conscientizarem que a isonomia é decisiva para dar sustentação às empresas de menor porte – responsáveis por quase 60% dos empregos no país – e para favorecer a arrecadação.

Nosso grande desafio, acrescentou, é fazer com que os governadores e secretários de Fazenda entendam as distorções no Simples Nacional, e o que elas provocam no desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Segundo Amaro, os estados se preocupam somente em aumentar a arrecadação e não percebem que, no médio prazo, a arrecadação vai diminuir se as empresas não prosperarem.  (FONTE: Brasil Econômico)

É preciso lembrar o seguinte: o Estado (governos) não tem receitas, não produz nada. O Estado arrecada/cobra impostos e taxas. Todo o dinheiro do Estado pertence, na verdade, aos cidadãos. Quando o Estado gerencia mal esse dinheiro, o que está acontecendo é que um pequeno grupo de pessoas (aqueles que tomam as decides em nome do governo) está decidindo o que fazer com o dinheiro que pertence aos cidadãos.

E o que mais existe no Brasil é gente incomPTente gerenciando mal o dinheiro arrecadado. Eis aqui um exemplo:

2014-02-27 12.15.39

E o cidadão? E o sujeito que resolve abrir uma pequena empresa, ou melhor, que TENTA abrir uma pequena empresa mas acaba sendo soterrado pela burrocracia, pelos impostos ?

As pequenas e médias empresas sofrem. Um país que não cria condições para que essas empresas surjam, perde capacidade de inovar. Perde competitividade. E vai ficando cada vez mais atrasado. Basta ver a situação deplorável de Argentina, Venezuela, Bolívia, Equador… Países que adotaram, em maior ou menor grau, essa abordagem socialista nefasta. Países que estão piorando – e servem de modelo à Dilma. A presidenta-incomPTenta prefere transformar o Brasil em capacho de republiquetas socialistas da América Latrina a aproximar o país de nações de primeiro mundo, que poderiam beneficiar a economia do Brasil.

A dúvida é: o Brasil vai virar um país decente, de primeiro mundo, sério, próspero ou vai tornar-se uma Cuba mais ao sul?

A ética das baratas

Uma das razões pelas quais leio Luiz Felipe Pondé SEMPRE: ele não tem medo de apontar os ridículos dos “politicamente corretos” e da esquerdinha de iPhone que infestou o Brasil. Eis (mais) um texto genial dele:

A ética das baratas

As pessoas têm crenças desde a pré-história. Nossa constituição frágil é uma das razões para tal. Hoje, cercados de luxo e levados a condição de mimados que somos, até esquecemos que há anos atrás mais da metade de nossas mulheres morriam de parto. Elas viviam por conta de ficarem grávidas e pronto. Hoje existe essa coisa de “escolha”, profissão, filhos depois da pós, direitos iguais, ar-condicionado, reposição hormonal, bolsa Prada.

Esquecemos que direitos e escolhas são produtos mais caros do que bolsa Prada.Pensamos que brotam em árvores.

Mas existem crenças mais frágeis do que outras, algumas que beiram o ridículo. E algumas delas até recebem bênçãos de filósofos chiques.

Em 1975, o filósofo utilitarista australiano Peter Singer publicou um livro chamado “Animal Liberation”, que deixou o mundo de boca aberta.

Para Singer, “bicho é gente” (porque também sente dor). A partir daí, ele encampou toda uma gama de militantes que gostaria de tornar a alimentação carnívora um crime como o canibalismo.

Achar que se pode comer animais se basearia no preconceito de que os animais seriam “seres inferiores”, daí o conceito de “especismo” como análogo ao de “racismo”, o conhecido preconceito contra certas raças que foram consideradas inferiores no passado.

Tudo bem a ideia de que devemos tratar os animais com respeito e carinho e sem maus-tratos (eu pessoalmente gosto mais dos meus cachorros do que de muitas pessoas que conheço, e um deles é mais inteligente do que muita gente por aí), mas esta discussão quando toca as praias dos fanáticos puristas (essa praga que antes era limitada a crente religioso, mas hoje também se caracteriza por ser um ingrediente do fanatismo sem Deus de nossa época) é de encher o saco. Se um dia eles forem maioria, o mundo acaba.

O mundo não sobreviveria a uma praga de pessoas que não usam sapatos de couro porque os considera fruto da opressão capitalista contra os bichinhos inocentes.

Ainda bem que esta “seita verde” tende a passar com a idade, e aqueles que ainda permanecem nessa depois de mais velhos ou são hippies velhos que fazem bijuteria vagabunda em praças vazias (tem coisa mais feia do que um hippie velho?) ou são pessoas com tantos problemas psicológicos que esta pequena mania adolescente até desaparece no meio do resto de seus sofrimentos com a vida real.

Recentemente ouvi uma história hilária: alguém contra matar baratas porque não se deve matar nenhuma forma de vida. Risadas? É bom da próxima vez que alguém te convidar para ir na casa dela você checar se ela defende os direitos das baratas.

Nem Kafka foi tão longe ao apontar o ridículo de um homem que, ao se ver transformado num enorme inseto marrom, se preocupou primeiro com o fato de que iria perder o bonde e por isso perder o emprego.

Eu tenho uma regra na vida: quando alguém é mais ridículo do que alguns personagens do Kafka, eu evito esta pessoa.

Às vezes me pergunto o que faz uma pessoa razoável cair num delírio como esse.Como assim “não se deve matar nenhuma forma de vida”?

A pergunta é: essa moçadinha seguidora de uma mistura de filosofia singeriana aguada e budismo light (com pitadas de delírio) já olhou para natureza a sua volta?

A natureza é a maior destruidora de vidas na face da Terra. Ela mata sem pena fracos, pobres e oprimidos. A natureza é a maior “opressora” da face da Terra. E mais: normalmente essa moçadinha é bem narcisista e muito pouco solidária com gente de carne e osso.

Se todo mundo defender o direito da baratas, um dia vamos acordar com baratas na boca, nos ouvidos, na xícara do café da manhã. A mesma coisa: se não comermos os bois e as vacas, eles vão fazer uma manifestação na Paulista pedindo direito a pastos de graça (“os sem-pastos”) para garantir a sobrevivência de seus milhões de cidadãos bovinos.

Pergunto a esses adoradores de baratas: ele já pensou que as alfaces também sofrem? ela já pensou que quando come uma alface está interrompendo toda uma vida feliz de fotossíntese? Que as alfaces também choram? Malvados e insensíveis…

Progressistas e pogreçistas

Eu ia apenas colocar o link e elogiar, mas o artigo do Flávio está tão bom, mas tão bom, que vou ter que transcrever. O original está AQUI.

Esse merece ser lido, copiado, divulgado, impresso e salvo para leitura semanal:

Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

As esquisitices que os médicos cubanos sofrerão não são acidentes no planejamento progressista: o trabalho escravo é seu objetivo inescapável.

médico algemando Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

A palavra mais odienta a ser pronunciada no país ainda é “capitalismo”. Este sistema de iniciativa privada, sem controle estatal da economia, foi o sistema que mais enriqueceu os pobres – na análise de Thomas Sowell, se um americano hoje nasce entre os 20% mais pobres, ele tem mais chances de terminar a vida entre os 20% mais ricos do que continuar entre os mais pobres. Todavia, sempre que for citado, deve ser “admitido” a contragosto, como alguém espiando a esposa do amigo: “é, o capitalismo até deu uma vencida no comuno-fascismo, sim…”

O intelectual de esquerda Vladimir Safatle (este estranho conceito do que a esquerda chama de “intelectual”), ao criticar a democracia durante o movimento Occupy Wall Street, é taxativo: “a democracia parlamentar é incapaz de impor limites e resistir aos interesses do sistema financeiro”. Ou seja, a democracia, como diz Slavoj Žižek, é o problema, e o que a esquerda quer, mesmo sabendo que o capitalismo é melhor, é impedir trocas comerciais e financeiras livremente.

A esquerda, que já transitou de Rousseau e Karl Marx a Marcuse e Pol-Pot, é pródiga em se reinventar para se livrar de termos que, historicamente, demonstraram seu caráter totalitário e miserável. Apenas dos termos, e não do conteúdo, claro. Basta ver como partidos de extrema-esquerda com nítida inspiração trotskysta (PSTU, PSOL, PCO) ou mesmo flertes pouco disfarçados com o stalinismo (PCB, PCdoB) não usam a palavra “comunismo”,  hoje consabidamente mais assassino do que o nazismo. A própria presidente Dilma Rousseff, em campanha, numa entrevista a José Luiz Datena (que tem quadros de Che Guevara em sua casa), fala esquisitamente que lutava por uma sociedade “socialista, e não comunista”, como se isso fizesse sentido.

A esquerda, reinventada hoje sob a égide do “progressismo”, é ainda o mesmo movimento (talvez o único movimento no Ocidente com continuidade histórica, reconhecimento de seus líderes passados e com o mesmo projeto futuro), tanto é que seu lado mais “democrata”, como o da presidente Dilma Rousseff, nunca rompe seus laços de amizade com ditaduras decrépitas do meio da Guerra Fria, como o totalitarismo de Cuba, uma das ditaduras mais longevas do planeta, causadora da morte de cerca de 100 mil pessoas em mais de meio século.

Não há nenhuma ruptura, nenhum “progresso”, nenhuma mudança nessa seara: o PT continua com seus laços socialistas no Foro de São Paulo (expulsando a imprensa que não concorde obedientemente com as atas), continua fazendo parte do mesmo projeto de poder transcontinental, continua acreditando no sonho cubano. No máximo, seus quadros mais abertamente socialistas (vide José Dirceu, Aldo Rebelo, Tarso Genro, Celso Amorim, Maria do Rosário etc) não ficam mais no Executivo central, aquele que precisa ganhar eleições com marketing.

Quem não se lembra de Lula defendendo o socialismo? Que tal a propaganda partidária venezuelana que Lula fez para o proto-ditador Nicolás Maduro? E do PCdoB, principal partido aliado da base governista do PT, declarando seu apoio (?!) ao ditador da Coréia do Norte Kim Jong-un? Que tal Lula chamando o trânsfuga Muammar Kadafi de “meu amigo, meu irmão, meu líder” (sic), sem que nenhuma voz na imprensa cobrasse um pronunciamento de Lula após o próprio povo se rebelar contra o “grande líder” totalitário? Por que os setores “progressistas” defendem o totalitário homofóbico Mahmoud Ahmadinejad e as feministas, durante a campanha para eleger Dilma, se calam sobre este mesmo ditador matar mulheres “adúlteras” (por “traírem” maridos mortos) à morte por apedrejamento, senão por um continuísmo histórico, que sabe que o PT nasce do socialismo, e seu objetivo final ainda é o mesmo, numa continuidade histórica?

karl marx democratic party 600x333 Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

Quando o governo socialista de Dilma Rousseff importa médicos, ninguém se escandaliza. Pessoas, numa sociedade livre, são livres para trabalhar onde bem quiserem. Analistas políticos do Brasil, por exemplo, devem ser livres para trabalhar diretamente da Suíça, sendo financiados para tal, abanados e tendo cotas de Ovomaltine suíço quentinho todo dia. Apenas se surpreendeu quando os médicos que vieram ao Brasil não-livremente foram médicos cubanos.

O discurso unificado “progressista” funciona como uma seita: todos devem pensar o mesmo. Para tal, veículos de comunicação, reproduzindo a ladainha oficial (a hegemonia faz com que, cada vez mais, imprensa e governo se imiscuam), lança o chamado dog whistle: o apito que faz só a militância ouvir, e que faz com que todas as críticas ao governo sejam respondidas em uníssono de uma mesma maneira. Como se viu nas redes sociais nos últimos dias, todas as críticas à importação de médicos cubanos foi pechada de “racista”, sem que nenhum progressista pensasse o mesmo quando a blogueira cubana dissidente Yoani Sánchez foi até agredida no aeroporto por estes mesmos que hoje enaltecem o tráfico humano do governo petista.

littlerock yoani 255x338 Trabalho escravo cubano: objetivo dos progressistas alcançado

Ninguém criticou médicos cubanos, e sim o ato do governo de importá-los. Pior: importá-los como gado, como mercadoria que pertence a uma ditadura totalitária que ficará com 3/4 do seu salário, não liberará seus passaportes, não lhes permitirá conversar com a imprensa e, caso queiram trabalhar livremente no país, como todo ser humano pode depois de trabalhar num país, será impedido por um acordo ditatorial entre Cuba e o PT, que lhes nega asilo político já de cara.

Mas essas esquisitices que só acontecem com os médicos cubanos (ninguém ouviu sobre algum modelo de gestão humana parecido a respeito de médicos portugueses, espanhóis ou bolivianos) são vistas apenas como um desvio, um acidente de percurso pelo fato de Cuba ser uma ditadura (e culpa-se sempre a América por isso, como se a culpa da ditadura norte-coreana também fosse… do Ocidente). São analisadas como notas de rodapé que ninguém lê antes de assinar.

Na verdade, não é um acidente no projeto “progressista”, e sim sua consubstanciação mais inescapável. Os progressistas, que odeiam o mercado (“imperialista” e “desigual”, embora queiram acabar com o embargo comercial a Cuba para salvá-la da miséria que é viver sem mercado, sem perceber a contradição), não podem suportar a idéia de que as pessoas trabalhem para quem quiserem, que circulem livremente (basta pensar em Cuba, ou no Muro de Berlim, quando não há um mar de tubarões ao redor), que ajam por seus próprios desejos individuais, ao invés de subordiná-los à força estatal.

Como o progressista quer uma sociedade programa, centralizada, dirigida, com um projeto único a ser obedecido, sem liberdade de ação autônoma para fora do que foi previamente mandado, é uma conseqüência óbvia de que é a favor da estatização completa não apenas da economia, mas da própria vida humana – que perde seu poder de livre associação, sendo obrigada, sempre, a só obedecer ao Estado.

É assim que o progressista acaba com as variações do mercado, com a “desigualdade”, com o desemprego – no dizer de P. J. O’Rourke, a Constituição soviética garante a todos um emprego. Uma idéia bastante assustadora, eu diria. Se essa sociedade planejada “para o bem de todos” não pode conter “acidentes”, desigualdade, concentração, exploração e outras palavras de forte apelo emocional, mas que só mascaram a realidade com uma interpretação insana, esses médicos que vieram para cá, fazendo teatrinho já no aeroporto (como descer de jaleco e estetoscópio no pescoço depois de uma viagem transcontinental), é insofismável que essas pessoas poderão apenas trabalhar para o Estado. E para quem o Estado original, o dono de sua força de trabalho, permitir.

Se há a possibilidade de livre associação em uma sociedade liberal, os médicos cubanos são a prova de que, na sociedade “progressista”, há a hierarquia, o controle, a disciplina e a obediência. O trabalho de médicos que serão obrigados a mais-valiar para a ditadura cubana, sem direito a ter por aqui uma vida normal, que todo progressista que elogia o ato do governo tem, é prova de que a escravidão é o destino dessa sociedade com política e economia “planejada” e estatal.

Eu ia escrever umas linhas sobre essa nomenclatura “progressistas” e “reaças”, em virtude desse gracejo que recebi de uma “progressista” nesta semana (contextualizando: eu mantenho, no twitter, uma lista chamada “pilantras & picaretas”, com gente que solta essas bobagens “pogreçistas”, que uma vez por ano eu consulto para rir):

Tweetbot 3

Tweetbot 26

Porém, o artigo do Flávio transmite tudo o que é necessário.

E, se isto não fosse suficiente, a suzana Guaranikaiowá (ahn, “pogreçista” adora se dizer defensor de índios, mas não tem nenhum problema com escravos cubanos…) demonstra, ela mesma, tudo o que o Flávio explicou e analisou tão bem:

Tweetbot 4

Tweetbot 5Tweetbot 6Tweetbot 7Tweetbot 8Tweetbot 9Tweetbot 10

A moça foi espancada pela PM do Rio? Ou foi apenas (mais) uma acusação falsa? Vai saber…

Temos mais diversão abaixo – inclusive Brecht em meio a butique e outras coisas non-sense:

Tweetbot 11

Tweetbot 12Tweetbot 13Tweetbot 14Tweetbot 15Tweetbot 16Tweetbot 17Tweetbot 18Tweetbot 19Tweetbot 20
Ela também quer quebrar tudo no Rio! “Black-bloc-wannabe“…

Tweetbot 21

Tweetbot 22
Descobri que os “pogreçistas” usam “feyssy”, uma versão talvez mais politicamente correta e “pogreçista” (não capitalista) do Facebook?!

Tweetbot 23
Tweetbot 24
Ué, não queria “quebrar tudo”? Mudou de idéia? Numa língua que assemelha-se ao Português de forma distante, mas revela a incoerência…

Tweetbot 25

Novamente, a língua tem algumas semelhanças com o Português, mas ignora algumas premissas básicas – afinal, concordância deve ser coisa de “reaça”, né?! Fica mais “pogreçista” escrever “o povo…colocassem”. 

O melhor desses “progressistas” (ou “pogreçistas”, no linguajar deles) é que eles mesmos se humilham a tal ponto que é totalmente desnecessário (ainda que delicioso) um texto como aquele do Flávio para colocá-los em seu devido lugar – o esgoto.

Para fechar, um representante bastante conhecido dos “pogreçistas”: o ator Zé de Abreu – contratado da Rede Globo há décadas, mas que fica reclamando do “PIG” de forma discreta, velada. O sujeito escreve bobagens impagáveis no twitter, e quando alguém o processa (como fez o Ministro Gilmar Mendes), ele enfia o rabinho entre as pernas.
Quando a blogueira cubana Yoani Sanchez esteve no Brasil, ele não ficou com medo de ser processado e soltou essa pérola:

Tweetbot 2

Mas, que coisa!, quando os escravos cubanos foram hostilizados há alguns dias, no Ceará, o mesmo José de Abreu escreveu essa lindeza:

Tweetbot

Em fevereiro ele foi preconceituoso, e em agosto ele reclamou do preconceito alheio.

Coerência é tudo, não?!

A falta de GESTORES da administração pública

Depois que o (des)governo Dilma criou o factóide absurdo, autoritário e estúpido de obrigar médicos a trabalharem 2 anos no SUS antes de formarem-se (mas acabou voltando atrás, porque, claro, era apenas mais um factóide), ouvi algumas idéias interessantes.

Uma delas seria obrigar que prefeitos, governadores, presidente, vereadores, deputados e senadores eleitos fizessem um curso de Administração Pública por 2 anos, antes de serem empossados. O cara é eleito em 2014, passa 2 anos estudando, e assume em 2016.

Isso não seria suficiente para a prefeita de Cubatão, litoral de SP.

A referida senhora causou um problema gigantesco em maio e em junho últimos, devido à sua incompetência, sua ignorância e seu desprezo pelo senso do ridículo. Um rápido resuminho primeiro:

Um congestionamento superior a 50 quilômetros é registrado nas vias de acesso ao Porto de Santos, no litoral paulista, na manhã desta terça-feira (28). Motoristas de caminhões de carga estão parados nas rodovias Cônego Domênico Rangoni e Anchieta desde a madrugada, com dificuldades para chegar aos terminais da maior zona portuária do Brasil. O problema no trânsito também tem reflexos na rodovia Anchieta, que registrou mais de três quilômetros de congestionamento durante a madrugada.

De acordo com a Ecovias, concessionária que opera o sistema Anchieta-Imigrantes, o motivo do congestionamento é uma nova norma adotada pela prefeitura de Cubatão, que só permite que os caminhões entrem nos pátios de espera do município entre 8h e 18h. Na madrugada, esses pátios reguladores, que funcionavam 24 horas, ficaram fechados. A regra vigora desde segunda-feira.

Com a restrição aos espaços, onde motoristas costumavam aguardar a vez para descarregar as mercadorias, a rodovia Anchieta virou estacionamento provisório. Segundo a prefeitura de Cubatão, a norma foi implantada para tentar enfrentar os problemas causados pelo excesso de caminhões nos locais. De acordo com a medida tomada pela prefeitura de Cubatão, quem não cumprir a nova regra pode ter as atividades suspensas de 10 a 30 dias ou ter o alvará de funcionamento cassado. Em nota divulgada na segunda, primeiro dia da restrição, a administração do município disse que o problema dos congestionamentos só vai ser amenizado com “solução metropolitana”.
Íntegra da reportagem AQUI
Quem quiser, pode ler muito mais sobre o caso (que começou no final de maio, e estendeu-se até junho) AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Marcia rosa cassada prefeita cubatão

Feitas estas considerações iniciais, vamos ao mais importante: a prefeita de Cubatão, Marcia Rosa (PT), só poderia mesmo ser do PT. A ilustre, na foto ao lado, chegou a ser cassada, mas não por incompetência – o que seria, convenhamos, o mais adequado. 
 
Ela concedeu uma entrevista à Rádio Bandeirantes do litoral, em meio à comoção da bagunça criada pela sua burrice galopante aguda.
 
Caro leitor: POR FAVOR, ESCUTE A ENTREVISTA DADA PELA PREFEITA MARCIA ROSA, DO PTO áudio, em MP3, está AQUI.
 
Esta senhora, na entrevista, mostra que não haveria curso (de 2, 10 ou 20 anos) que pudesse transformá-la numa gestora. A entrevista expõe de forma vexatória a incompetência desse senhora.
 
Lastimável é pouco.
 
Dá vergonha ouvir o desfile de incompetência, desinformação, ignorância, petulância.
 
Mas não adianta pedir impeachment: ela foi eleita DUAS VEZES, democraticamente, por voto direto, prefeita de Cubatão.
 
 

Mídia Ninja & Fora do Eixo: um grande coletivismo do aparelhamento político

Geralmente nem me dou ao trabalho de ler as colunas do Álvaro Pereira na Folha, porque o cara é um mala sem-alça, um completo pé no saco. Hoje, porém, recebi a “sugestão” de lê-la, e até que valeu a pena (tirando o estilo bem chatinho dele, há algumas verdades interessantes):

“Ator de Jiraya’ vem ao Brasil e treina Mídia Ninja do Fora do Eixo.” “Frente fria chega ao sudeste e congela cachês de artistas do Fora do Eixo.” “Pablo Capilé oferece asilo a Edward Snowden na Casa Fora do Eixo.”
Já deu para perceber qual o principal alvo do site de humor forado beico.tumblr.com: o coletivo artístico Fora do Eixo. Originário de Cuiabá, liderado pelo publicitário Pablo Capilé, o FdE é hoje uma potência nacional, baseada em São Paulo na casa que leva o nome da organização.
O Fora do Beiço faz mais vítimas, como se vê por estas outras manchetes: “Parapsicólogos alertam para o perigo de foto hipnotizante de Caetano”; “No Rio, papa Francisco promove caônização’ [sic] de Criolo”.
Velhos e novos ídolos da MPB, a cena indie estatal, o noticiário político, os fatos musicais: nada escapa da “razzia” bem-humorada do Fora do Beiço.
Em um texto sobre um suposto encontro do papa com o rapper messiânico Criolo, um trecho sublime: “Num papo franco, o papa Francisco descobriu afinidades com Criolo –ele é jesuíta, que catequiza os índios, e Criolo é augustino (que vem de Augusta’), e catequiza os indies”.
Nas últimas semanas, a cena que gira em torno do Fora do Eixo, tão zoada pelo Fora do Beiço, ganhou evidência. Foi graças à Mídia Ninja, um grupo, aninhado no FdE, de jornalistas não remunerados, que vêm cobrindo como “insiders” as manifestações recentes pelo Brasil.
No Rio e em SP, apesar do amadorismo e da completa falta de isenção, marcaram gols jornalísticos. Estavam onde a “grande mídia” não conseguia estar, ajudaram a derrubar mentiras da PM. Tornaram-se, com mérito, assunto internacional.
A Mídia Ninja é um dos braços de uma televisão na internet operada pelo Fora do Eixo, a Pós TV. É por isso que me lembrei do Fora do Beiço para abrir este texto. Porque acompanho a Pós TV desde o começo, em 2011. Trabalho em televisão, procuro seguir as novidades. E é só com bom humor que dá para falar de uma coisa tão malfeita.
Pode ter sido falta de sorte, mas nas dezenas de vezes em que tentei ver a Pós TV, o que encontrei, de tão primário, deveria se chamar Pré TV. Áudio e imagens sofríveis. O conteúdo, de um tédio abissal.
Tirando as transmissões recentes dos ninjas, nunca vi um programa que não fosse: a) discurseira; b) debate ou entrevista em que todos têm a mesma opinião.
Como se dirige aos já convertidos (seus programas são vistos por poucas centenas de pessoas), a Pós TV não tem nenhuma preocupação de contextualizar. Os convidados passam horas falando sem ser identificados. Ou pelo menos passaram nos programas que segui.
Pena que o “Fora do Beiço” não deve ter assistido a um dos eventos mais curiosos da história recente da Pós TV. Ele seria capaz de descrevê-lo com muito mais humor. Foi logo depois do primeiro “streaming” de grande repercussão da Mídia Ninja.
No dia 18/6, já no estertor de uma manifestação gigantesca em SP, marcada por agressões à “grande imprensa”, houve um conflito brutal entre manifestantes e a PM na rua Augusta. Nenhuma outra TV estava lá. A Mídia Ninja fez uma transmissão eletrizante, e digo isso sem nenhuma ironia.
No dia seguinte, o responsável pelo trabalho foi entrevistado na Pós TV. O apresentador fez uma rápida introdução e mandou a primeira pergunta. O rapaz só fez desfilar o jargão prolixo do Fora do Eixo.
Em poucos segundos, o próprio entrevistador pareceu perder o interesse: começou a ler e digitar em um iPad. Depois de uns cinco minutos, o ninja parou finalmente de falar, o apresentador disse algo, o ninja retomou o discurso, o entrevistador voltou ao iPad e eu fechei o computador.
No sentido contrário da diversidade que o FdE apregoa, a linha da Pós TV me parece monolítica: propagar a ideologia digital-coletivista da organização. Se alguma vez apresentou uma voz dissonante, eu infelizmente perdi.
De tão fraca e cheia de si, a Pós TV acaba fazendo humor involuntário. Bem diferente do Fora do Beiço, que não leva ninguém a sério. Até o slogan da conta no Twitter ironiza o jeito FdE de falar: “Semeando parcerias e polinizando a fertilidade efervescente culturo-colaborativa. Coletivamente falando”.
Não faço ideia de quem é o gênio que escreve. Merece um programa on-line. Não na Pós TV, claro.

Usei esse artigo (publicado na Folha de São Paulo de hoje) para introduzir dois vídeos que deixam bem claro quem está por trás do Mídia Ninja, e do tal Fora do Eixo (aumente o volume):

Pois é….
Muita gente andou saudando a tal “Mídia Ninja” como algo “revolucionário” no jornalismo.
Bobagem.
Trata-se de mais um grupo financiado e usado pelo PT.

Mídia ninja 1

Mídia ninja 2
Mídia ninja 3

Parabéns aos cretinos que exaltaram esse grupelho como algo “novo” no jornalismo!! (um exemplo que nunca decepciona no quesito “cretinice” segue logo abaixo)

ATUALIZAÇÃO: Depois que 2 representantes do Fora do Eixo participaram do Roda Viva (tentei assistir, mas eram tantas bobagens que não aguentei), começaram a surgir algumas verdades inconvenientes sobre esta facção do PT. Leia algumas delas AQUI.

Roberto Campos

Excelente rever esta entrevista de 1997, na qual Roberto Campos fala sobre privatizações (incluindo Petrobras, Vale etc), liberalismo e tantos assuntos que hoje se mostram MUITO piores do que em 1997.

O Brasil regrediu vergonhosamente. Ainda bem que ele não viveu para ver esta desgraça PTralha…

PS: A presença do Marco Aurélio Garcia, vomitando bobagens, não é suficiente para atrapalhar, mas os pitis, a voz esganiçada e as críticas a práticas que o PT acabou abraçando com largo sorriso depois acabam ficando engraçados – ou melhor, PATÉTICAS.

Protestos e ignorância

Passado pouco mais de um mês desde as manifestações e protestos pelo Brasil, muita coisa foi dita e escrita sobre as manifestações.

Muitas bobagens, e algumas coisas inteligentes – poucas, infelizmente.

Mas li e ouvi muita gente relacionando os protestos no Brasil ao Occupy Wall Street. O vídeo abaixo, curto, foi feito DURANTE o Occupy Wall Street:

Há semelhanças com os protestos brasileiros? Eu diria que sim. Qual o ponto comum?

IGNORÂNCIA. Mais uma coisa: quais foram, EXATAMENTE, os resultados concretos do Occupy Wall Street?

Pesquise. Pense.