Impeachment, sim; golpe, não!

Hoje, 16 de Gosto de 2015, foi um dia que entrará definitivamente na História.

300 pelegos faziam churrasco com dinheiro que não lhes pertence diante do Instituto da corrupção, enquanto centenas de milhares (ou milhões) de brasileiros deixavam claro que querem o impeachment da pior presidente da História do Brasil (e mais rejeitada da História também).

Nada poderia ter abrilhantado mais o dia de protestos que tomaram mais de 200 cidades do país do que os 300 pelegos que foram comer churrasquinho de filé miau com dinheiro alheio: foi o contra-ponto perfeito para provar, de forma cabal, que finalmente o PT (e a esquerda no geral) não tem mais condições de mobilizar pessoas.

Os 300 picaretas foram comprados com dinheiro recolhido COMPULSORIAMENTE de todos nós, via contribuição sindical. Alugaram ônibus, compraram carne vagabunda e usaram sua rede de jornalistas (“jornas13”) mequetrefes para tentar vender a imagem de um movimento “pela democracia”. Nada poderia estar mais distante da verdade.

Em compensação, quem está farto dos corruPTos, fez sua vontade ser vista e ouvida.

Sem brigas, sem destruição, sem coquetel molotov. Tudo com bom humor, leveza, alegria – mas muita indignação.

As imagens falam o que precisa ser dito.

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Um destaque engraçadíssimo, que ajuda a demonstrar a distância que separa os protestos da esquerda (aquele bando de raivosos que adoram destruir tudo, botar fogo, soltar rojão em pessoas etc) dos protestos realizados por pessoas direitas, bem humoradas, alegres, foi o boneco inflável do Lulla-ladrão:

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Impeachment, sim!
Golpe – aquele que está sendo costurado em Brasília, envolvendo Lulla, Dilma, PT, Renan Calheiros e até mesmo, parece, o Procurador-Geral da República – não!

Golpismo é prático corriqueira no PT, e vai desde comprar gente para perpetuar-se no poder e seguir roubando, e passa pelos desvios biblionários na Petrobras, BNDES, fundos de pensão etc. Golpista é a organização criminosa com registro eleitoral que criou o mensalão, o petrolão, o eletrolão e sabe-se lá o que mais.

Impeachment é dispositivo legal, faz parte do arcabouço legal do Brasil, e pode e deve ser usado quando o/a Presidente da República viola a lei. Simples assim.

Aonde estão os black blocs?

Tive que ver este vídeo mais de uma vez para ter certeza de que o Sergio Mamberti realmente falou as bobagens que eu inicialmente achei que ele falou:

Sim, ele falou.

Caso o YouTube derrube o vídeo, ele pode ser baixado NESTE LINK.

Primeiro: eu achava que ele já havia morrido, há bastante tempo. Pelo visto, ainda está vivo. Bom, ao menos fisicamente, porque intelectualmente…

Segundo: meia dúzia de dementes chegaram a dizer que os black blocs eram INIMIGOS do PT e das “esquerdas”. Houve uma inundação de chorume dos sedizentes “intelectuais de esquerda”, aquela gente que não sabe ler, escrever nem pensar, fazendo um esforço hercúleo para dizer que black bloc era um grupo fascista, ou tentando qualificar como um grupo da extrema-direita. Valia qualquer coisa para esconder a verdade.
Lembro, inclusive, no Roda Viva que entrevistou o Lobão, de um “jornalista” (que deve ser filiado ao PSOL, a julgar pelo QI de samambaia e pela aparência suja) dizendo que black blocs eram de direita “PORQUE ELES USAM MÁSCARA“. Sim, o fato de usarem máscaras era a prova, na cabecinha oca do sujeito, de que os black blocs são de direita:

Evidentemente é uma bobagem: os black blocs não chegaram nem perto das manifestações contra o PT por diversas razões – a principal delas é que as lideranças dos black blocs (bem como daqueles imbecis do Movimento Passe Livre – que, aliás, desapareceu, né?!) são defensoras ardorosas do PT. Preciso citar a fugitiva da justiça “Sininho“?

Terceiro: o Sergio Mamberti faria um bem incomensurável à sua biografia se tivesse a decência e a vergonha na cara de se afastar dessa quadrilha com registro partidário chamada PT. Ao manter a defesa dos corruPTos, ladrões e incomPTentes, ele está se colocando como um.

A verdadeira estrela

Dilma é tão Ruinsseff que o PIB perdeu de 7 a 1

Os resultados da atroz incompetência de Dilma Ruinsseff continuam pipocando:

O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria caiu 0,3% no primeiro trimestre, ante os últimos três meses do ano passado, feito o ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB industrial caiu 3%. A média das estimativas apuradas pelo Valor Data para o setor apontava para queda de 1,6% do PIB industrial do primeiro trimestre sobre o quarto.
No quarto trimestre de 2014, o setor teve queda de 0,4% na comparação com o período anterior, feito o ajuste sazonal, dado revisado de queda de 0,1%. No PIB, a indústria engloba, além do setor manufatureiro e extrativo, a construção civil e a produção e distribuição de energia e gás. Economistas já previam que a indústria continuaria patinando, e que nem mesmo a desvalorização da taxa de câmbio daria algum alento à atividade, apesar da melhora esperada para o setor externo.

O efeito da mudança da política fiscal e do chamado ‘realismo tarifário’ afeta a indústria principalmente via custos, uma vez que é difícil repassá-los ao consumidor em um ambiente de demanda fraca.

Os segmentos de bens de capital e de bens de consumo duráveis foram os responsáveis pelo cenário desfavorável no PIB da indústria, no primeiro trimestre de 2015. Segundo a Coordenadora do departamento de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, esses segmentos foram os principais fatores que conduziram ao resultado negativo na atividade de transformação – que representa 47% do PIB da indústria.

O ramo da transformação recuou 1,6% na comparação com o quarto trimestre de 2014. O setor foi afetado pelo menor consumo de bens duráveis (como carros e eletrodomésticos) pela população. A especialista notou que, no primeiro trimestre deste ano, não mais existiam incentivos fiscais para consumo de bens duráveis, como no passado – o que afetou o consumo desse tipo de produto, bem como sua produção.

Ao mesmo tempo, pelo lado de bens de capital, Rebeca lembrou as recentes mudanças no perfil de concessão de financiamento no BNDES Procaminhoneiro – sendo que caminhões são os bens de capital de maior peso dentro desse ramo. A queda da indústria não foi maior porque cresceram as atividades extrativa mineral (3,3%) e a construção civil (1,1%). O maior destaque negativo foi eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-4,3%).

Entre o quarto e o primeiro trimestre, o setor de serviços, que engloba comércio, intermediação financeira e serviços públicos, entre outros, teve retração de 0,7%, feito o ajuste sazonal.  A média das estimativas apurada pelo Valor Data era de queda de 0,5% para esse ramo de atividade, em média. No quarto trimestre, o setor teve expansão de 0,2% sobre o primeiro, dado revisado de uma alta de 0,3%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB do setor de serviços caiu 1,2%.

O setor agropecuário, por sua vez, cresceu 4,7% no primeiro trimestre de 2015, sobre o quarto trimestre de 2014, quando teve alta de 1,8%. A alta veio bem acima da média esperada pelos analistas, que era de crescimento de 1,1%. Ante o mesmo período do ano passado, o PIB agro cresceu 4%.

A reportagem acima é do Valor Econômico, e ajuda a mostrar que os danos causados pela absurda e infinita incompetência de Dilma continuam a prejudicar o Brasil.

Quero dar os parabéns a quem votou em Dilma. Graças a essas pessoas, o Brasil continua não correndo nenhum risco de dar certo.

2015-04-30 02.11.29

É preciso acrescentar o seguinte: as medidas do “ajuste fiscal” estão no Congresso – 3 medidas provisórias já foram aprovadas, mas ainda há medidas que o Joaquim Levy está tentando implementar como parte do tal “ajuste fiscal”. Estas medidas todas (as já aprovadas e as por vir) causarão mais recessão ainda – ou seja, os resultados ruins ficarão piores.

E vamos esclarecer algo: tenho visto aqui e acolá uns desinformados chamando o Joaquim Levy de “neoliberal”, “Chicago Boy” e afins. Só mesmo sendo muito burro ou mal intencionado para dizer uma besteira dessas. Se a afirmação parte daquele pessoal notoriamente tapado, que faz questão de passar recibo da própria ignorância, tudo bem – afinal, é uma galera que, ao que consta, sequer tem carteirinha de gente.

https://twitter.com/zeantoniolima/status/602850450279374850

Essa é a turma formada pelos comunistas que não leram o Manifesto Comunista, aquele tipo auspicioso que só defende o socialismo porque não tem nenhuma noção do que seja o socialismo.

Mas a verdade é o exato oposto disso: em primeiríssimo lugar, só usa o termo “neoliberalismo” quem não entende nada de economia e jamais se deu ao trabalho de ler um único livro sobre o assunto. Isso simplesmente não existe.
Muito resumidamente, esse termo “neoliberalismo” foi inventado pela esquerda (aquela que mudou o nome de “comunista” para “socialista” e depois para “progressista” – e só mudou de nome porque a verdade sobre suas práticas ficou evidente: “comunista” passou a traduzir a imagem do regime que matou mais de 100 milhões de pessoas e deixou União Soviética, Vietnam e diversos países completamente destruídos) porque a tentativa de dizer que o liberalismo falhou não foi bem sucedida: países que adotaram o liberalismo tinham e ainda têm uma economia muito superior àqueles países que viraram à esquerda e adotaram o socialismo – ou alguém já ouvi falar de alguém que tentou fugir dos Estados Unidos em direção a Cuba?

Só os idiotas.

Assim como ficou impossível dizer que ser comunista era algo bom (igualzinho a se dizer nazista), os comunistas (que depois se auto-intitularam “socialistas” e, mais tarde, “progressistas”) acharam que precisavam de um novo termo para tentar colar uma imagem ruin naqueles que eles criticavam. Surgiu assim o termo “neoliberal”, algo absolutamente vazio. Os ignorantes que usam esse termo apenas fazem o “copiar e colar”, estão apenas e tão somente repetindo um discurso pronto que receberam. Peça a um destes “jênios” que explique o que é o tal “neoliberalismo” e, para matar de vez o ignorantão, peça que ele explique a diferença entre “liberalismo” e “neoliberalismo”.
O máximo que o sujeito vai conseguir será dizer que na Wikipedia dizem que há diferenças.

Você já consegue ter uma prévia do QI do seu interlocutor se ele usar o termo “neoliberal”.

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Em segundo lugar, aumento de impostos e corte nos investimentos não tem nada, rigorosamente NADA a ver com liberalismo. O “ajuste” que a Dilma Ruinsseff está tentando fazer é oposto do liberalismo. Não tem nada a ver com “direita”:

Tenho lido vários textos afirmando que a política econômica do segundo mandato Dilma representa uma guinada do governo que teria abandonado as teses da esquerda. No dia 21/04 dois textos deixaram claro a existência dessa tese, um do Estadão a respeito do discurso de Stédile em Ouro Preto (link aqui) o outro foi uma entrevista de Guilherme Boulos ao El País Brasil (link aqui). Escolhi os dois por serem recentes e retratarem a opinião de importantes líderes dos ditos movimentos sociais.

A verdade é que Dilma está aplicando políticas tipicamente de esquerda em seu segundo mandato. Não que Dilma não tenha enganado os eleitores, ao insistir que a economia estava bem Dilma ludibriou parte dos eleitores o que nos dá o direito de acusar a presidente de ter mentido e de ter praticado um estelionato eleitoral. Também não estou dizendo que não ocorreu uma guinada na política econômica, é fato que ocorreu, mas menos que uma guinada da esquerda para direita foi uma guinada de uma política sem nenhum sentido para uma política que, embora eu considere errada, é uma política que tem algum sentido. A atual política econômica é uma política típica de partidos de esquerda que são obrigados a fazer um ajuste fiscal.

Ajustar as contas de um governo não é política de esquerda ou de direita, é uma imposição dos fatos (tratei do tema aqui). Cedo ou tarde todo governo é obrigado a ajustar as próprias contas, nem que seja o estritamente necessário para seguir adiante com novos gastos. O que vai diferenciar as políticas de partidos de esquerda e de direita é a forma como se faz o ajuste. Partidos de esquerda tipicamente tentam ajustar a economia por meio de elevações de impostos, particularmente sobre os mais ricos, partidos de direita tradicionalmente, pelo menos no discurso, tentam ajustar por meio de cortes de gastos. O que o governo está fazendo? Segundo Mansueto Almeida, um dos maiores especialistas em conta públicas no Brasil, cerca de 85% do ajuste fiscal será feito com aumento de impostos (link aqui). Como uma política assim pode ser classificada como de direita, ou pior, de liberal? Mas uma política realmente de esquerda seria taxar grandes fortunas, alguém poderia dizer. Sim, responderia eu, taxar grandes fortunas seria uma política mais à esquerda do que a implementada por Dilma, mas isso não muda o fato que a política que Dilma está implementando é de esquerda.

A verdade é que há muito tempo os governos brasileiros fazem ajustes por meio de elevação de impostos, a carga tributária saiu de aproximadamente 24% para aproximadamente 36% do PIB (a maior da América Latina, ver aqui) entre 1991 e 2013, ou seja, em pouco mais de 20 anos a carga tributária aumentou 50%. Não foi por acaso, durante praticamente todo o período o Brasil foi governado por partidos de esquerda que naturalmente implementaram políticas de esquerda. O aumento da carga tributária veio acompanhado de outra característica típica de políticas de esquerda, qual seja: o aumento do gasto público, que, por sinal, já passa de 40% do PIB.

Outra característica tipicamente presente no discurso da esquerda particularmente na América Latina é a necessidade do governo estimular o crescimento da economia, especialmente da indústria. É curioso que a esquerda defenda uma tese que implica em transferência de renda de pobres para ricos, mas não é sem explicação. Guido Mantega explicou o fenômeno no livro “A Economia Política Brasileira” (link aqui). Para tornar o projeto político revolucionário viável a esquerda entendeu que precisaria de uma massa de trabalhadores organizados em sindicatos fortes, tal tipo de organização é típica dos trabalhadores industriais. Desta forma para existir uma esquerda forte seria necessária a existência de uma indústria forte, foi assim que desde pelo menos meados do século XX a esquerda latino-americana abraçou o desenvolvimentismo e, como o tempo, veio a dominá-lo. Se consideramos que Lula e o PT vieram de sindicatos de trabalhadores industriais do ABC vemos que os esquerdistas que aderiram ao desenvolvimentismo acertaram o alvo melhor do que os que apostaram no desenvolvimentismo como forma de transformar o Brasil em uma potência industrial com dinâmica tecnológica própria e todo o pacote de maravilhas prometido pelos defensores da industrialização a qualquer preço.

É fato conhecido que no final de 2014, antes de Joaquim Levy se tornar ministro da fazenda, o governo fez uma série de transferências gigantescas para o BNDES (ver aqui e aqui). Alguns, inclusive o ingênuo que vos escreve, chegaram a comemorar o fim das transferências com a chegada de Levy, ao que parece comemoramos muito cedo, uma das notícias que considero mais importante da semana trata de uma manobra onde o governo pretende usar o FGTS para transferir R$ 10 bilhões para o BNDES (link aqui). O segundo governo Dilma aumenta impostos para não cortar gastos e ainda mantém a política de usar o BNDES para estimular o crescimento. Tem certeza que tais políticas podem ser classificadas como liberais ou de direita? Só se for de uma direita populista e estatista que costuma ser associada com fascismo… mas que curiosamente tem políticas muito semelhantes às defendidas pela esquerda, se duvidar basta tentar descobrir de onde vem o culto a Vargas.

Um último argumento para justificar a tal guinada liberal do governo vem da elevação dos juros. Mais uma vez é feita uma confusão entre escolha e necessidade. Com uma inflação prevista acima de 8% se o BC continuasse inoperante uma disparada inflacionária seria praticamente inevitável o que poderia inviabilizar de vez um governo que já enfrenta forte rejeição da população. Porém as doses homeopáticas com que o Banco Central está elevando os juros denuncia que o banco tem outras prioridades que não o combate à inflação. Mais uma vez a política necessária está sendo implementada com viés de esquerda, o que não é surpresa dado que o governo é de esquerda.

Enfim, o ajuste fiscal via impostos, a insistência em usar o BNDES para estimular o investimento e o crescimento e a timidez no combate à inflação me parecem mais do que suficiente para caracterizar o atual governo como de esquerda. Que em seu primeiro mandato Dilma tenha ignorado o ajuste fiscal combinando desonerações tributária específicas a alguns setores com elevação de gastos não torna o atual governo de direita ou (neo)liberal, apenas deixa claro a loucura econômica que foi o primeiro governo de Dilma. Que junto a irresponsabilidade fiscal tenha vindo uma aposta injustificável que o uso abusivo do BNDES, a redução dos juros e a desvalorização do câmbio salvariam nossa economia só agrava a loucura depondo ainda mais contra o primeiro governo Dilma que, não por acaso, nos levou a um desastre econômico que agora necessita ser enfrentado sob pena de se agravar ainda mais. Desta forma eu creio que Levy não é um infiltrado da direita liberal no governo petista, discutir a presença de Levy não é discutir se o governo é de esquerda ou de direita, longe disso, discutir a presença de Levy é discutir se o governo usará uma lógica que considero errada, porém inteligível, para enfrentar a crise ou não usará lógica nenhuma e retornará a insanidade do primeiro mandato.

O artigo é do excelente economista Roberto Ellery, e pode (e deve) ser lido na íntegra AQUI.

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NOVO: para além da dicotomia entre o ruim e a escória

O vídeo tem quase 2 horas de duração, mas vale a pena: Luiz Felipe Pondé conduz uma discussão num evento do Partido NOVO, que trata prioritariamente de reforma política e “de brinde” oferece algumas dicas de referências liberais como Thomas Sowell e Theodore Dalrympe.

Alguns pontos fundamentais que o Pondé aborda, na minha opinião, são educação e cultura. Como eu já escrevi diversas vezes aqui no blog, é preciso acabar com essa conversa fiada (e errada) que escolas e (muitas) universidades incutem na cabeça de jovens imaturos e sem base cultural. Eu vejo, no ensino superior, gente que chega com idéias formadas de que o capitalismo é ruim – mas, assim como aquela anta paquidérmica da Luciana Genro, uma ignorante ridícula, não consegue manter suas opiniões quando confrontada com fatos.

Vale a pena ver:

A propósito: convido o leitor a conhecer as propostas do Partido NOVO.
Para mim está cada dia mais claro: o Brasil não corre nenhum risco de dar certo enquanto houver esta dicotomia entre PT e PSDB. Trata-se de uma briga entre o ruim (PSDB) e a escória (PT).

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A praga do politicamente correto

Muito corretamente, Luiz Felipe Pondé trata o politicamente correto como o lixo que é:

Dos direitos e deveres da CLT e sua excrescência intrínseca à terceirização

Nas últimas semanas, a discussão sobre o projeto de lei que regulamenta a terceirização de atividades-fim tomou de assalto as redes sociais e a imprensa.

Contudo, muita bobagem vem sendo disseminada. Infelizmente, como já virou praxe, mentiras espalham-se como se verdades fossem, propaladas especialmente por sites e blogs sujos (a esgotosfera do PT), e acabam repetidas bovinamente por militontos e alguns idiotas úteis.

A CUT, uma central sindical que não passa de linha auxiliar do PT, andou espalhando (com a ajuda da esgotosfera de sempre) algumas bobagens homéricas e risíveis. Um belo esclarecimento sobre o fato foi produzido pelo Roberto Ellery AQUI. Reproduzo abaixo alguns trechos, mas vale a pena ler o texto na íntegra, pois ele é riquíssimo em detalhes:

O número mágico que está na internet é que terceirizados ganham 25% menos do que trabalhadores que são contratados diretamente pela empresa. Tal número pode ser encontrado em várias reportagens na imprensa, em posts de blogs e no FB e em vídeos que circulam pela internet. Por exemplo, o site UOL afirma “Salário médio dos terceirizados em 2013: R$ 1.776,78 (25% menor que os R$ 2.361,15 dos contratados diretamente)” (link aqui). A Carta Capital diz: “O salário de trabalhadores terceirizados é 24% menor do que o dos empregados formais, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).” (link aqui). O blog Viomundo afirma: “Segundo o documento, em dezembro de 2013, os trabalhadores terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os contratados diretos…” (link aqui). O Estadão cita um número diferente (talvez por algum ajuste nas horas) mas aponta a CUT como fonte na chamada que anuncia: “Terceirizados ganham 27,1% a menos que contratados diretamente, diz CUT.” (link aqui).

Provocado em uma conversa no FB decidi procurar o estudo da CUT e descobrir de onde veio o número. O estudo se chama “Terceirização de Desenvolvimento: uma conta que não fecha” (link aqui). […]

[…] Reparem na fragilidade do número. De início me preocupou que o estudo não controlasse por atividade desempenhada pelo trabalhador. Como atualmente a terceirização só é permitida para atividades meio e é razoável supor que atividades meio ganhem menos que atividades fins independente da forma de contrato eu desconfiei do número. Imagine um hospital, o leitor ficará surpreso em saber que um médico (atividade fim) ganha mais que um servente (atividade meio)? O leitor ficará surpreso em saber que em uma universidade os professores (atividade fim) ganham mais que o porteiro (atividade meio)? Imagino que não. Pois dizer que terceirizados ganham menos que contratados direitos sem controlar por atividade exercida é praticamente o mesmo que dizer que médicos ganham mais que serventes ou professores ganham mais que porteiros. Mas o estudo é ainda mais frágil. Repare que a tabela fala de “Setores Tipicamente terceirizados” e “Setores Tipicamente contratantes”. O que significa isto? Significa que sequer o estudo da CUT está considerando o salário dos trabalhadores terceirizados, o estudo considera o salário dos setores que são classificados como setores tipicamente setorizados.

Grosso modo o que o estudo da CUT está dizendo é que em setores onde terceirização é comum o salário é menor. Quais são estes setores? Procurei um anexo onde estivessem listados quais são os setores tipicamente terceirizados, mas não encontrei. Porém, considerando que a lei apenas permite a terceirização de atividades meio, é bem plausível supor que tais setores são os que atividade meio tem mais peso. Desta forma o que estudo está dizendo é que setores onde atividades meio sujeitas à terceirização são preponderantes pagam salários menores. Tais setores, segundo os números da CUT e do DIEESE, equivalem a 26,8% dos setores (pg.13). Não é quase como dizer que porteiros ganham menos que médicos, é dizer que porteiros ganham menos que médicos.

Em suma, a CUT espalhou (com a ajuda da esgotosfera e dos idiotas úteis que compartilham as mentiras e bobagens de Caca CaPTal, Diário do Centro do Mundo, Carta Maior, Brasil de Fato, Brasil Atual, Sakamotos e outras porcarias do mesmo naipe) um monte de dados falsos, que alguém minimamente inteligente jamais engoliria ou levaria a sério. Repito: vale a pena ler todo o texto do Roberto Ellery. Eu transcrevi apenas alguns poucos trechos, pois é longo e detalhado.

Mas vamos adiante.

Os dados e afirmações mentirosos da CUT serviram de “argumento” para os idiotas úteis que bradavam que o projeto de lei que regulamenta a terceirização causaria “precarização” do trabalho. Houve uns abestados que chegaram ao cúmulo de falar em “escravização” ou coisas non-sense parecidas. Isso ultrapassa o limite não apenas do ridículo, mas da patologia também.

Não é apenas mentira, é uma viagem na maionese mesmo. Coisa de quem come cocô no café da manhã.

Vamos tratar de um ponto conceitual básico? DIREITOS trabalhistas.

Na verdade, a CLT é uma excrescência autoritária não apenas por ser baseada fortemente na Carta do Trabalho (“Carta del Lavoro”) de 1927, produzida pelo Partido Nacional Fascista de Mussolini; a CLT é uma excrescêcia porque ela apresenta a falsa impressão de que irá assegurar DIREITOS aos trabalhadores registrados sob suas normas, quando na verdade ela apenas impõe DEVERES, OBRIGAÇÕES. Resumidamente, a CLT reduz o ganho dos empregados (trabalhadores) e aumenta os custos dos empregadores (empresas).

Vejamos o caso do FGTS, para ficar num dos temas mais citados recentemente. O FGTS é um fundo criado pelo governo, administrado/controlado pelo governo – lembremo-nos de que a base do fascismo é aquela frase emblemática de Benito Mussolini: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado“.

Ou seja, exatamente como no comunismo, no socialismo e no nazismo, o Estado é o centro de tudo. Assim, o governo é o único responsável pelo FGTS – que todo empregado registrado é OBRIGADO a recolher mensalmente, assim como o empregador (empresa). O problema: se o trabalhador quiser usar o seu FGTS, ele NÃO pode, exceto em pouquíssimos casos nos quais o Estado (sempre ele!) permitir.

Isso é a descrição de um DIREITO ou de um DEVER?  Se eu, empregado, quiser exercer meu DIREITO sobre o FGTS, eu não posso! Então, volto a perguntar, aonde está o DIREITO? Eu vejo um DEVER, uma OBRIGAÇÃO – a de recolher mensalmente aquele percentual, o que implica receber um salário líquido menor pelo meu trabalho.

Mas não acaba aí: o dinheiro que o Estado coleta (e atualmente fica sob os cuidados da Caixa Econômica Federal, aquele banco estatal que sabe guardar sigilo de contas muito bem, exceto se você for um caseiro que revele certas indiscrições sobre certos Ministros do PT, e que também é reconhecido pela competência para gerir o Bolsa-Família) totaliza um valor mensal altíssimo, que fica parado na Caixa Econômica, inutilmente.

Bom, não necessariamente:

O Ministério da Fazenda pressiona para que o FI-FGTS – fundo criado com os recursos dos trabalhadores para investir em projetos de infraestrutura – empreste R$ 10 bilhões ao BNDES, mas não tem o apoio de representantes das centrais sindicais no comitê de investimentos do Fundo. Uma operação semelhante foi realizada em 2008, em plena crise financeira global, quando o FI injetou R$ 7 bilhões no BNDES via aquisição de debêntures do banco de fomento. Só que, mais tarde, a aplicação foi questionada pela Controladoria-Geral da União (CGU). Um dos principais problemas apontados pela auditoria foi a baixa remuneração dos papéis, o que provocou impacto no rendimento do FI.

Os detalhes do novo empréstimo serão apresentados pela Caixa Econômica Federal, gestora do Fundo, aos membros do comitê gestor na quarta-feira. Segundo fontes a par das discussões, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, queria que a transação fosse aprovada no mesmo dia, mas foi informado pela Caixa que há a um rito a ser cumprido, cabendo inclusive pedido de vista. Levy, então, pediu que seja marcada uma reunião extraordinária do comitê para deliberar sobre o tema.

O empréstimo do FI é visto pela Fazenda como alternativa aos repasses do Tesouro Nacional ao BNDES, diante da necessidade do ajuste fiscal. Entre 2008 e 2014, a instituição recebeu R$ 416 bilhões. Levy já deixou claro que esses aportes não vão continuar. Os R$ 10 bilhões pretendidos para o banco correspondem à quase totalidade dos recursos que o FI tem para emprestar este ano: R$ 13 bilhões. Outros R$ 28,1 bilhões já estão aplicados, de acordo com a Caixa.

A reportagem acima está no Globo de hoje (íntegra AQUI). Não é lindo isso?!

Pois é, o governo desgovernado de Dilma Ruinsseff quer usar o dinheiro do FGTS para ajudar a cobrir uma parte do rombo que ela mesma, a ex-proprietária de uma lojinha de bugigangas que foi à falência por incapacidade da dona, criou.

Mas não ligue ainda, porque o governo do Brasil sempre oferece mais – mais surpresas! O dinheiro que fica lá, paradinho na Caixa, é reajustado de forma a causar prejuízo: a correção do montante é menor do que o rendimento da caderneta de poupança – que, em períodos de inflação alta, como agora, é uma das piores aplicações financeiras. Em suma, o trabalhador que é OBRIGADO (lembra do “direito”?) a recolher o FGTS está sendo lesado também na correção do seu saldo. O caso do FGTS e seu risível retorno, como investimento, é tão óbvio que até mesmo um blog xexelento da igualmente xexelenta SuperInteressante (que há muitos anos deixou de ser interessante) expõe o problema, AQUI.

E as pessoas estão reclamando do projeto de lei da terceirização?
Sério?
Será que essa gente que está reclamando trabalha? Sabe fazer conta?
O pessoal sabe que a CLT os obriga a contribuir com FGTS, INSS e outros trambolhos que estão falidos? Essa galera que ferrenhamente critica a terceirização não sabe que tudo o que a CLT enfia goela abaixo dos trabalhadores (e também das empresas) só serve para gerar dinheiro para o governo, mas não oferece retorno real às pessoas?
Esse pessoal não entende que a CLT é um atraso nas relações trabalhistas e compromete a produtividade do Brasil? Não sabem que menor produtividade gera menores salários, pior qualidade de vida dos empregados e, em última instância, imensas perdas para o país?

Eis aqui um excelente artigo do Samuel Pessoa que saiu na Folha (íntegra AQUI):

Um agricultor médio de Mato Grosso que deseja plantar soja terá dificuldades com a colheita. A colheita é executada por imensas e moderníssimas colheitadeiras, vendidas ao preço de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões cada uma.
O agricultor pode alugar a colheitadeira. Terá que contratar o tratorista – e não saberá o que fazer com ele no resto do ano- e será responsável por reparos de possíveis danos que ocorrerem quando estiver empregando o equipamento.
Finalmente o médio agricultor pode se associar a outros agricultores e comprar a colheitadeira em condomínio. Qualquer pessoa que já participou de reunião de condomínio pode imaginar as dificuldades. O equipamento danifica-se em uma propriedade. Quem é responsável pelo reparo? Quem assinará a carteira do tratorista? A lista é grande.
A dificuldade em contratar empresa terceirizada especializada no serviço de colheita e outros aspectos rígidos de nossa legislação acabam jogando o médio agricultor para a cidade. Ele arrenda ou vende a terra para um grande agricultor, que tem economia de escala para arcar com todos esses custos, e deixa o campo.
O projeto de lei 4.330 tem por objetivo permitir que empresas especializadas em colheita e outras especializadas na aplicação de inseticidas, e assim sucessivamente, possam ser criadas. Exemplifico com a agricultura para ser didático, mas evidentemente as implicações são para o conjunto da economia.
A colheita é atividade-fim. No entanto, como a narrativa nos parágrafos anteriores sugere, o custo de transação de o fazendeiro internalizar essa atividade-fim em seu próprio negócio é muito elevado. Ele terá que adquirir um equipamento caro, cuja manutenção é muito cara, terá que ter um profissional muito especializado, que operará o equipamento poucas semanas por ano etc.
Uma empresa especializada nessa atividade poderá ofertar o serviço de colheita de forma muito mais eficiente. A empresa será proprietária de inúmeras colheitadeiras, empregará pessoal especializado que poderá ser treinado na própria empresa, terá um relacionamento estreito com o fabricante do equipamento, poderá ter um setor de mecânica e manutenção etc.
Há muito tempo sabemos que a distinção entre atividade-meio e atividade-fim, além de difícil de ser feita, não é a distinção relevante para sabermos quais atividades devem ser internalizadas em uma mesma firma e quais devem ser adquiridas no mercado. A linha deve ser traçada levando em conta o custo da geração no interior da firma e o custo de aquisição no mercado.
É esse o objetivo do projeto de lei 4.330, em votação na Câmara. Por exemplo, é possível que uma montadora de automóvel considere que é mais eficiente terceirizar a atividade de pintura dos carros. Se esse for o caso –não tenho a menor ideia se é–, o PL permitirá que seja contratada uma empresa especializada de pintura automotiva que operará nas instalações da montadora.
Note que não será possível a contratação de empresa terceirizada para ofertar somente a mão de obra –o parágrafo 3º do artigo 4º é muito claro na vedação da intermediação de mão de obra– e o funcionário da empresa terceirizada terá os mesmos direitos de higiene, segurança e salubridade dos funcionários da contratante da terceirizada, como especificado no artigo 13.
Finalmente, o artigo 15 do PL estabelece que a “responsabilidade da contratante em relação às obrigações trabalhistas e previdenciárias devidas pela contratada é subsidiária, se ela comprovar a efetiva fiscalização de seu cumprimento, nos termos desta lei, e solidária, se não comprovada a fiscalização”.
Os cuidados para evitar abusos foram tomados. O PL representa importante item na modernização das relações trabalhistas e visa aumentar a eficiência produtiva de nossa economia.

Finalmente, o Leandro Narloch escreveu um artigo objetivo (e curto) sobre isso:

Quem ataca a regulamentação da terceirização costuma acreditar que as leis trabalhistas garantem direitos, que sem elas os trabalhadores estariam em situação vulnerável e precária. Essas pessoas precisam responder uma pergunta: por que os países com “melhores” leis trabalhistas exportam pessoas?
Ora, se as leis que protegem os trabalhadores têm o efeito esperado, veríamos ingleses migrando para a Espanha e Portugal, onde é quase impossível demitir alguém. Operários dos Estados Unidos, onde não há obrigação de aviso prévio, multa por rescisão de contrato nem férias remuneradas, atravessariam desertos a pé para chegar ao México, onde o custo médio de uma demissão é de 74 semanas de trabalho.
Mas o que vemos é o contrário: os trabalhadores fogem dos países com leis que os protegem demais. Há quase 200 mil portugueses e espanhóis trabalhando na Inglaterra, onde é muito fácil contratar e demitir. Cerca de 4 milhões de indonésios (segundo o Banco Mundial, um dos países onde é mais caro demitir) trabalham na Malásia, na Austrália e também em Cingapura, onde sequer há uma lei geral de salário mínimo.
Considere estes dois grupos de países:
1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.
2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana
Quem acredita na mágica das leis trabalhistas diria que elas são mais rígidas nos países do primeiro grupo. Afinal vivem ali os trabalhadores com melhor qualidade de vida no mundo. Na verdade, no grupo 1 estão os sete países que, segundo o Banco Mundial, têm as leis que menos azucrinam os patrões. Já o grupo 2 reúne os sete países que mais protegem os trabalhadores. Na Venezuela, a lei proíbe a demissão de que ganha até um salário mínimo e meio (o que faz funcionários terem medo de serem promovidos, pois os patrões costumam aumentar o salário para então demiti-los).
Por que multidões de imigrantes decidem ir trabalhar nos Estados Unidos e não na Venezuela ou na África, continente que reúne os países com leis trabalhistas mais protetoras?
Eu arrisco uma explicação: países com leis trabalhistas muito rígidas são geralmente lugares ruins para se fazer negócio. Lucro é considerado pecado; empresários são tidos como vilões. Pouca gente se aventura a investir ou abrir vagas de trabalho em lugares assim. Já os países onde as leis trabalhistas são mais leves costumam ter mais liberdade para empreender, tradição de respeito à propriedade, facilidade para investir e, por causa disso tudo, mais oportunidades para os pobres. É a facilidade de fazer negócios, e não um punhado de palavras escritas no papel, que garante direitos aos trabalhadores.

Ele resumiu brilhantemente a questão prática, que no Brasil é dificultada porque desde 1945 nós ouvimos essa falácia de “DIREITOS trabalhistas”. Na verdade, a expressão mais adequada é “OBRIGAÇÕES trabalhistas e apenas o direito de receber em troca péssimos serviços, como SUS, INSS etc”.

Vamos comemorar: temos direito a usar o sistema de previdência do governo, que está quebrado e paga uma mixaria depois que você passou 40 anos recolhendo mensalmente um percentual do seu salário. Mas se você for funcionário de certas estatais, é diferente, porque o brilhante governo desgovernado do PT arrombou o Postalis, a Previ e a Funcef. Pelo menos é o que já se sabe até agora, mas decerto em breve serão descobertos novos rombos causados pela incomPTência de corruPTos.

Este artigo indicado no twitt acima é brilhante: analisa a questão da terceirização sob a ótica da Teoria da Firma. Trata-se de artigo extenso, denso, que pode ser lido na íntegra AQUI. NÃO DEIXE DE LER. Mesmo.

Para finalizar, um “causo”: há alguns anos (foi em 2011 ou 2012, não tenho certeza) eu tinha uma empregada doméstica em casa, 4 dias por semana. Foi ANTES da aprovação da legislação que mudou radicalmente o mercado das domésticas. Eu fazia todos os recolhimentos de impostos, estritamente dentro da lei. Eu usava, na época, um software que baixei do site do Ministério do Trabalho, que já fazia os cálculos, emitia recibos e demais documentos etc.

Quando ela completou 1 ano de contrato, evidentemente, chegou o momento das férias. E ela estava empolgada porque iria receber PELO MENOS o dobro do salário – era isso que ela achava.

Quando paguei as férias dela, ela ficou decepcionada, porque imaginava que iria receber muito mais, porém o valor sofreu diversas reduções (abatimentos) em virtude dos descontos legais. A expressão de decepção no rosto dela foi triste – e cômica ao mesmo tempo. Ela mesma “reclamou” e aí eu expliquei que era a lei.

Eu, empregador, queria pagar mais. Ela, empregada, queria receber mais.

Contudo, havia entre as aspirações de cada um de nós um Estado, imenso, gordo, ineficiente, corruPTo, gastador, falido, um abocanhador voraz do dinheiro alheio. Eu jamais a contrataria “por fora”, pois a Justiça do Trabalho é implacável com um empregador levado a juízo – mas ignora os Josés Dirceus que recebem milhões de reais por uma “consultoria” prestada enquanto ele estava na cadeia.

Quem ataca o projeto de lei da terceirização quer que o trabalhador ganhe menos, desde que ele sustente um sindicato de ladrões; essa gente também não se importa que as empresas tenham seus custos majorados, pois eles já acham que empresário é o diabo disfarçado mesmo. E, para piorar, é uma gente estranha, que acha que o Estado é papai e mamãe. Lembram-se da máxima do fascismo de Mussolini? “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado“. Não é apenas mera coincidência, não.

Essa é a “linha de argumentação” dos defensores da CLT e dos sindicatos (que, aliás, recebem a contribuição sindical COMPULSÓRIA, ou seja, é mais um daqueles “direitos” que os empregados são OBRIGADOS a pagar, ainda que o sindicato não faça absoluta e rigorosamente nada por você).

Que gente estranha, né?!

Debate qualificado demanda bons argumentos

A afirmação é óbvia: para se promover um debate de bom nível, qualificado, é preciso que haja bons argumentos. Todavia, no Brasil, isso nem sempre (ou quase nunca) é levado em consideração.

Ainda que com certo atraso, vi há pouco, na GloboNews, um debate sobre o desarmamento no Brasil. Eis aqui a íntegra do programa (espero que o YouTube não o tire do ar):

http://www.youtube.com/watch?v=xYwnNq8aJNU

Temos ali uma demonstração explícita de que faltam bons argumentos para os que defendem o estatuto do desarmamento no Brasil.

A Dra. Selma Sauerbronn, vice-procuradora geral do MPF do Distrito Federal e professora de Direito, passou vergonha. Seus fraquíssimos argumentos seriam desmontados com grande facilidade por uma criança inteligente – um adulto inteligente “nadaria de braçadas”. Foi exatamente o que fez o Prof. Benê Barbosa.

Por exemplo: logo no começo (por volta de 1 minuto e 35) ela cita UM exemplo de um sujeito que usou uma arma (“escopeta”, segundo a doutora) para dizer que o povo brasileiro e os latinos “no geral” são muito “passionais” (um breve parêntesis: Minha senhora, não confunda passionalidade com tendência homicida!), e facilitar a obtenção legal da arma aumentaria a violência.

De toda sorte, um pouco depois (5 minutos e 10), o Alexandre Garcia citou o exemplo de uma senhora idosa do Sul do Brasil que reagiu a um assalto e salvou-se graças ao fato de ter um revólver velho em casa – e o bandido levou a pior, felizmente. E diante deste exemplo, qual o “argumento” da Dra. Selma? Ela diz que “nós não podemos estar buscando se posicionar acerca de tamanha alteração legislativa a partir de um único caso” (vou me abster de comentar o gerundismo de telemarketing de uma PROFESSORA).

Mas, minha senhora, com todo o respeito, a senhora começou o debate citando exatamente um único caso para sustentar seu argumento de que o cidadão não pode possuir arma porque o brasileiro é passional e acabaria atirando com uma escopeta no dono da oficina mecânica!

Este foi apenas um dos diversos exemplos. Ao longo dos cerca de 20 minutos a Dra. Selma acabou levando uma surra de dados. O pior é que ela hesitou: num momento ela dizia uma coisa, e quando confrontada com um questionamento, retrocedia no próprio argumento. Ela passou vergonha o tempo todo.

Esse baixo nível do dabate (e a mulher é professora!!!!) é generalizado no Brasil.

Infelizmente.

Mas, no meio tempo, a internet está cheia de EXCELENTES argumentos, não é, ex-ministra?!

2015-04-14 16.19.29

E os MAV’s do PT, então?! São os reis dos argumentos:

HumansofPT_2015-Apr-14

O mito da “nova classe média” inventado pelo PT esfacela-se

Há alguns anos, a imprensa no geral – e alguns “especialistas”, entre muitas aspas – vem enaltecendo a tal “nova classe média”. Segundo os iluminados, durante os anos do mandato do Lulla surgiu no Brasil esta “nova classe média”, em decorrência principalmente das chamadas “políticas sociais” defendidas pelo PT – sendo que a mais famosa e comentada delas, o Bolsa Família, foi criada por Fernando Henrique Cardoso e foi duramente criticada por ninguém menos que Lulla:

Eu já havia escrito AQUI no blog sobre esta falácia de “nova classe média”, mas, para resumir, o ponto principal é o seguinte: o governo mudou os parâmetros que definem o que é classe média, o que distorceu as estatísticas posteriores. Vai aqui um trecho do que eu escrevi:

Para quem não se lembra, a SAE – Secretaria de Assuntos Estratégicos (que tem status de Ministério, como se no Brasil do PT houvesse necessidade de 39 ou 40 ministérios!) foi criada apenas para alojar mais algumas centenas de cumpanheiros, reforçando a estratégia de locupletar-se no poder que o PT sempre teve.
O tempo foi passando, e a tal SAE foi juntando teias de aranha.
Para dizer que a Secretaria tinha alguma função, algum burrocrata resolveu inventar uma mudança nos critérios de classificação das classes sociais. Com isso, instaurou-se uma situação verdadeiramente SURREAL. Aplicando-se os novos critérios, pessoas com renda familiar per capita entre R$ 290 e R$ 1.019 são as que formam a classe média brasileira.
O sujeito que ganha, mensalmente, R$ 290,00 é classe média???? Como assim?

Ontem eu estava vendo na TV (na GloboNews, se não me engano) uma reportagem que citava um estudo da FGV que indicava que a inflação no primeiro trimestre deste ano estava afetando com muito mais intensidade os mais pobres. Ok, isso não é novidade. Mas em dado momento, a reportagem citou, en passant, que o estudo da FGV considerava que os mais pobres são aqueles que ganham menos de R$ 2 mil mensais. Infelizmente, a reportagem não detalhou se 2 mil por família ou per capita.

Mas o importante é o seguinte: hoje em dia ninguém sabe mais o que significa CLASSE MÉDIA. Muito menos o que seria a NOVA CLASSE MÉDIA. Foram tantas classificações diferentes (e conflitantes) que o país simplesmente perdeu toda e qualquer noção. As pessoas não sabem mais se são classe média. Os órgãos de governo não sabem mais quem é classe média. Os institutos de pesquisa (de opinião ou de mercado) não sabem mais quem é classe média. Este “novo conceito” de “nova classe média” é tão ridículo e tão grotesco que até mesmo uma Marilena Chauí é capaz de criticá-la – de forma burra, deturpada, claro, afinal trata-se de uma Marilena Chauí, que não passa de uma picareta rastaquera elevada à condição de “intelequitual” por falta de outro nome para o “cargo”. A questão foi abordada numa reportagem do Estadão de sábado:

Um dos méritos dos tempos de crescimento econômico e das políticas sociais do governo foi garantir que a chamada nova classe média pudesse olhar no longo prazo e planejar o futuro. Segundo especialistas em baixa renda, os 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza tiveram acesso não apenas ao iogurte e ao televisor de 42 polegadas. Finalmente puderam almejar o ensino superior, a casa própria em área com infraestrutura básica e assumir gastos fixos com serviços mais sofisticados – como a internet, que amplia a rede de amigos e as oportunidades de trabalho. Mas a recessão que ronda o País pode comprometer a escalada na pirâmide social.

Dois indicadores divulgados na semana passada sinalizaram uma tendência nefasta para essa parcela. De um lado, o IPCA, que mede a inflação oficial do País, passou de 8% no acumulado em 12 meses. A taxa de desemprego da Pnad Contínua, que detalha o mercado de trabalho em 3,5 mil municípios, subiu para 7,4% no trimestre encerrado em fevereiro. Há um milhão a mais de desempregados. Ou seja, os números atestam a deterioração simultânea do emprego formal e do poder de compra.

A íntegra da reportagem está AQUI.

A primeira frase, que eu grifei, é ótima: os tais 35 milhões de brasileiros que saíram da pobreza são fruto de um apurado Cálculo Hipotético Universal Teórico Estimado – C.H.U.T.E na sigla para os íntimos.
Ora, se ninguém sabe quem é classe média, pobre, rico, então fica impossível calcular (ou estimar) quantas pessoas saíram da pobreza e quantas entraram nela. Parece bastante óbvio, e é, mas ignora-se o óbvio no afã de tentar achar uma explicação simples (e errada) sobre as mudanças no mercado consumidor do país.

Um terço dos baianos vive do bolsa familia

Que “nova classe média” é esta que não recebe um salário capaz de cobrir despesas essenciais como plano de saúde? Ou ainda: uma classe média que vive de bicos pode ser considerada classe média? Mas o pior é que tem gente (ahn, os iluminados!) que vai além: esta “nova classe média” ainda por cima é burra e ingrata:

O presidente do PT, Rui Falcão, avisou: quem votar em Dilma Rousseff estará votando, na verdade, em Lula – aquele que, segundo suas próprias palavras, não consegue “desencarnar” da Presidência.
A “promoção casada” foi explicitada em entrevista de Falcão ao jornal Valor. Respondendo a uma questão sobre se Lula terá “maior participação” em um eventual segundo mandato da presidente, o petista disse que “sim” e explicou, praticamente sem rodeios, que a passagem de Dilma pelo Planalto serviu apenas para guardar lugar para seu chefe.
“Precisamos eleger a Dilma, para o Lula voltar em 2018”, disse Falcão. “Isso significa que, ela reeleita, começa o ciclo de debate, de planejamento, para que o nosso projeto tenha continuidade, com o retorno do Lula, em 2018, que é a maior segurança eleitoral de que o projeto pode continuar.”
A preocupação de Falcão e da militância petista é compreensível. Embora a propaganda oficial martele que o PT está fazendo um governo revolucionário, que tirou milhões de pessoas da miséria e as levou ao paraíso do consumo, os eleitores em geral parecem cada vez mais descontentes. Com crescimento econômico pífio, inflação alta e perspectivas sombrias para o emprego, é natural que o tal “projeto” petista esteja sendo questionado, conforme mostram todas as pesquisas de opinião e de intenção de voto.
Para Falcão, porém, a chamada “nova classe média” tem reclamado do governo porque não foi devidamente instruída sobre os benefícios que a administração petista lhe deu. Faltou que Dilma lembrasse a essa gente que sua ascensão social se realizou não graças a seus méritos pessoais, mas pelas magnânimas políticas do governo. É a tese da ingratidão, levantada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, e corroborada por Lula. “Essa ideia do mérito próprio estimula a fragmentação, o individualismo, afasta as pessoas de coisas mais sociais, coletivas”, disse Falcão. Para ele, Dilma errou ao não “dialogar” com essa classe média “individualista”.

Não é uma belezinha essa declaração iluminada do Rui Falcão?! O texto acima é um trecho de um editorial do Estadão, que pode ser lido na íntegra AQUI.

Pergunta: como essa “nova classe média” sobrevive com impostos tão altos no Brasil?

Carga tributária brasileira

O problema é o seguinte: quem paga imposto (em qualquer país em que a lógica não seja atropelada) é a classe média. Os mais pobres não pagam impostos porque não têm sobre o que pagar (patrimônio e ganhos de capital) e consomem menos – portanto, “escapam” dos impostos sobre consumo, como IPI, ICMS etc. Por outro lado, os ricos (ricos mesmo) têm diversas ferramentas legais e alguns subterfúgios não tão legais para escapar de muitos impostos. Então, sobra à classe média o fardo de sustentar um Estado inchado, com 39 Ministérios (sendo uns 20 completamente inúteis), e milhares de funcionários em cargos de confiança que não fazem nada – mas ganham muito.

Porém, no Brasil, a lógica é atropelada.
O sujeito recolhe impostos altíssimos, mas não pode usar o SUS porque o serviço é uma porcaria – aí, precisa pagar plano de saúde. Para os filhos dos casais de classe média estudarem, os pais precisam pagar as mensalidades de escolas/colégios particulares, pois os do Estado são péssimos. Quem desejar um pouco mais de segurança precisa fazer seguro de automóvel, casa, tablets, celulares e qualquer outra coisa, pois o Estado não oferece a segurança pela qual pagamos. Isso sem falar em sistemas de sgurança para as casas e apartamentos, portarias e guaritas blindadas, empresas de segurança particulares… E assim sucessivamente…
Desta forma, a classe média paga impostos para ter serviços que o Estado falha miseravelmente em oferecer (saúde, educação, infra-estrutura, saneamento, segurança etc), é obrigada a pagar novamente pelos mesmos serviços, desta vez recorrendo à iniciativa privada, e aí fica sem dinheiro para poupar, investir, viajar etc.

Por algum tempo, dá para disfarçar, aumentando a oferta de crédito aparentemente barato. Mas cedo ou tarde, alguém sempre paga a conta.
O mito de “nova classe média” está se esfacelando, pois as mentiras que o PT vem contando há anos não são mais capazes de esconder a “contabilidade criativa” (mentiras deslavadas sobre os gastos do governo, que crescem graças ao populismo e à incompetência gerencial, e, ao mesmo tempo, configuram CRIME), e a piora da economia (que gera aumento dos juros, perda do poder de compra graças à inflação, desemprego, inadimplência etc).

Cedo ou tarde, a verdade viria à tona. A farsa cairia.

Já começou a cair.

Mais uma comunista que não leu o Manifesto Comunista

Recebi por e-mail o link para o blog de uma comunista que não leu e/ou não entendeu o Manifesto Comunista de Marx e Engels. Eis aqui o que a brilhante pensadora escreveu logo no segundo parágrafo de um texto disfarçado de um amontoado de bobagens:

Os malucos que tanto me xingaram não sabem, imagino, que Marx acreditava em uma sociedade cooperativa, livre de exploração e comandada pelo trabalhador. Marx nunca falou na apropriação dos meios de produção pelo estado. Marx não estava nem aí para o estado.

O grifo é meu nas últimas duas sentenças, pois quero ressaltar um trecho do Manifesto Comunista que prova que a iluminada não se deu ao trabalho de chegar até a página 42 DESTA EDIÇÃO EM PDF (simplificada e traduzida, para facilitar a vida de quem tem dificuldades na compreensão de textos) da obra mais importante (e básica!) para aqueles que desejem defender o comunismo:

(…) nos países mais adiantados, as seguintes medidas poderão geralmente ser postas em prática:
1. Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do Estado. (…)
5. Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo.
6. Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte.
7. Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado, arroteamento de terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano geral.

Notem que transcrevi apenas e tão somente os itens que usam de forma clara e inequívoca o termo “Estado”.
A iluminada escreveu que Marx “nunca falou na apropriação dos meios de produção pelo estado. Marx não estava nem aí para o estado“.

Ela nem se deu ao trabalho de ler o Manifesto Comunista?
Sério, não precisava nem entender, bastava LER!

E olha que o Manifesto Comunista é um livro curtinho, fácil de entender (para quem sabe ler, obviamente) e fácil de conseguir (coloquei o link para o download do PDF lá em cima). Seria ultrajante sugerir a uma pessoa que não entendeu sequer o Manifesto Comunista a leitura de O Capital, uma obra bem mais volumosa e complexa.

Mas, como sabiamente disse Ronald Reagan, em 25 de Setembro de 1987:

“How do you tell a Communist? Well, it’s someone who reads Marx and Lenin. And how do you tell an anti-Communist? It’s someone who understands Marx and Lenin.”

2014-07-06 21.07.57