PETROBRÁS furtada

A Petrobras já foi roubada (aqui).

Agora, a Petrobras foi furtada:  a Petrobras confirmou nesta quarta-feira (14/02), por meio de seu site, que equipamentos que continham “informações importantes para a companhia” foram furtados de instalações de uma empresa prestadora de serviços especializados.  A companhia afirmou que possui cópia de todas as informações que estavam armazenadas nos equipamentos furtados (íntegra da matéria, aqui).

Para ler mais, algumas fontes interessantes estão aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Em vista de tudo isso, o Painel do Leitor da Folha de São Paulo de 16/02 traz um posicionamento de um leitor, que reproduzo abaixo:

“Por que dois computadores portáteis, com informações secretas da Petrobras sobre campos de petróleo da bacia de Santos, estavam viajando dentro de um contêiner, numa longa viagem de navio entre Santos e Macaé? Não seria mais lógico algum executivo da Petrobras, com a devida escolta de seguranças, transportar pessoalmente informações tão confidenciais?
A investigação principal a ser feita é por que, e quem, determinou que informações tão valiosas fossem transportadas dentro de um simples contêiner?”
WILSON GORDON PARKER (Nova Friburgo, RJ)

Eu não poderia concordar mais com o Wilson: será que uma empresa do porte da Petrobras não tem nenhuma forma mais segura de transportar dados sigilosos ???

Será que a escolha de transportar computadores com dados sigilosos num contâiner é parte da estratégia administrativa que os sindicalistas PTistas que locupletam a Petrobras consideram eficaz ???

PETROBRÁS roubada

No ano passado, muitos PTistas fizeram um verdadeiro “carnaval fora de época” quando a Petrobrás anunciou descobertas de campos de petróleo e gás natural.Bom, como a empresa existe, basicamente, para produzir energia (de qualquer fonte), uma ótima notícia, sem dúvidas.

Porém, como de costume, tentou-se fazer os coitados ignorantes que sustentam Rei Mulla em seu trono que aquelas descobertas teriam alguma relação com supostos méritos do PT. Aí a mentira grassava.

Duas notícias publicadas em 1999, na FOLHA e no ESTADÃO, tratam de descobertas de um campo de petróleo. Os méritos de ambas as descobertas (tanto a de 1999 como as de 2007) NÃO são dos governos, nem dos governantes – mas sim da Petrobrás. Trocando em miúdos: não foi o FHC quem descobriu petróleo em 1999, assim como não foi o Lulla que descobriu petróleo em 2007. Foi a Petrobrás.

Porém, muita gente sem cérebro comemorou as descobertas de 2007 como se fossem méritos do PT. Muita ignorância !

Uma empresa no setor petrolífero, como é o caso da Petrobras, precisa fazer investimentos altíssimos, de longo prazo, para colher frutos. A despeito da inserção de um bando de sindicalistas de bosta nos quadros da Petrobras (e de outras estatais, registre-se) desde 2003, a empresa ainda detém um know-how mundialmente reconhecido em exploração de petróleo no mar; os investimentos feitos hoje somente começaram a trazer resultados em 5 anos ou mais, jamais antes.

Isso precisa ficar claro, porque muita gente foi bombardeada com propagandas políticas mentirosas, que associavam as descobertas da Petrobras à “administração” (sic) do PT. Balela.

A matéria da Folha (de 22 de Setembro de 1999, na íntegra para assinantes aqui) eu reproduzo abaixo, e destaco o trecho em que FHC remeteu-se a 1971 para tratar do êxito da Petrobras (grifo meu):

Petrobras descobre megacampo
O presidente Fernando Henrique Cardoso, a diretoria da Petrobras e o ministro Rodolfo Tourinho (Minas e Energia) anunciaram ontem a descoberta de um “megacampo” de petróleo na bacia geológica de Santos.
Cálculos preliminares da empresa estatal indicam que o campo tem um potencial de extração entre 600 milhões e 700 milhões de barris de óleo ultraleve, em prazo estimado de 20 anos. O valor dessa produção é avaliado em US$ 10 bilhões.
O presidente Fernando Henrique Cardoso interrompeu a sua agenda política -estava conversando com deputados do PPB- ontem no início da noite para receber a diretoria da Petrobras.
Em seguida, convocou a imprensa para anunciar a descoberta. “Quero aproveitar a oportunidade porque acho que notícias dessa natureza devem ser sublinhadas. O esforço é longo -vem desde 1971-, mas agora é que foi coroado de êxito”, disse FHC.
Segundo a Petrobras, o óleo encontrado é de boa qualidade e de um tipo ainda inédito no país. Foi localizado em profundidades de 3.828 a 4.148 metros. Regionalmente, o poço fica a 165 km a sudoeste da cidade do Rio e a 300 km da cidade de São Sebastião, no litoral paulista.
O diretor da Petrobras José Coutinho Barbosa afirmou que a extração pode começar em um ano e meio ou dois anos. O maior campo de petróleo brasileiro hoje fica na bacia de Campos e tem um potencial de 2,2 bilhões de barris.
“Também queria cumprimentar a Petrobras porque nós estamos marchando com mais celeridade. Ainda mais agora, que nós temos competição, para que vejam como a competição é positiva. Àqueles que temiam pela Petrobras -eu nunca temi, sempre achei que a Petrobras tinha condições de enfrentar o desafio da competição- (essa descoberta) demonstra a capacidade técnica da Petrobras”, disse o presidente da República.

Moral da história: novamente Lulla roubou os méritos. Eles são da Petrobras, e não do PT ou do Lulla.

2007: a mídia golpista e a mídia chapa-branca

Andei revendo alguns escritos (meus) de 2007, inclusive para tratar, na “Retrospectiva”, da questão da mídia.

Desde o mensalão, temos visto, basicamente, o seguinte: se um jornal, revista ou qualquer outro meio de comunicação fala do “mensalão”, trata-se de mídia golpista. Se o meio de comunicação não usa o termo, ou tenta disfarçá-lo (ou seja, mente ou omite), aí sim trata-se de mídia séria, respeitável, confiável.

Esta é, em suma, a visão PTralha. Quem fala bem do PT (ou se omite de falar mal) é sério, respeitável. Quem critica, é “golpista”.

Mais simples do que isso, só mesmo o processo de sinapses do Lulla. Pela ausência.

Não é novidade nenhuma, mas vem crescendo paulatinamente a legião de “jornalistas” que não se importam em escrever qualquer bobagem, por mais falso que seja o conteúdo da “matéria”, só para ganhar a chancela do PT – e, obviamente, algum cargo público.

Tratei, AQUI, do caso do “jornalista” José Cristian Góes. O tal “jornalista” tem o péssimo hábito de escrever textos mentirosos, recheados de dados errados e estatísticas furadas (além de algumas pérolas, simples bobagens mesmo, como “A Vale possui as maiores minas de ouro de toda América Latina. Ela também tem enormes reservas de Urano, que a lei diz que o seu uso deve ser da União“: ele quer mesmo dizer que a Vale do Rio Doce tem reservas do planeta Urano, e que a lei afirma que o uso do planeta Urano é exclusivo da União ?! Ou ele se refere ao “urânio” ?! Engraçado que isso foi publicado assim, com o erro absurdo – o que pressupõe que não houve nenhuma revisão – e cômico no site do próprio “jornalista” e ecoou em sites como o do PT, como já demonstrei anteriormente….TUDO SEM QUE ALGUÉM TIVESSE O BOM SENSO DE CORRIGIR ?! Pois é…….o hábito de revisar e checar informações não consta do Manual de Redação dos pseudo-jornalistas de bosta….). Este texto patético (na íntegra, AQUI) não é o único: a página pessoal do “jornalista” traz uma série de “artigos” com o mesmo perfil: mentirosos, deturpados,repletos de dados falsos e afirmações absurdas. Alguns exemplos podem ser conferidos AQUI, AQUI, AQUI e AQUI. Cada texto…..um pior que o outro ! Todos impregnados por uma ideologia barata, falaciosa. Fatos que sustentem argumento ?! Não, o ilustre “jornalista” não é adepto disso….. Prefere escrever bobagens e mentiras, e torcer para ter leitores suficientemente crédulos, ingênuos e mal-informados, que acabem engolindo suas besteiras.

Numa rápida busca pela web, descobre-se que o tal “jornalista” foi “repórter do Cinform e do Jornal do Dia e free-lancer da IstoÉ; trabalhou como assessor de comunicação do Sindicato dos Professores (Sintese); foi Diretor de Imprensa e Secretário de Comunicação da Prefeitura de Aracaju e assessor da Deputada Estadual Ana Júlia; ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas e assessor do Ministério Público Federal em Sergipe”, segundo consta do site do próprio “jornalista” (AQUI). E, por falar em “passeio pela web”, destaco duas leituras complementares: AQUI e AQUI.

Com esse currículo, percebe-se que o nepotismo e os assessores de confiança são um mal a ser erradicado no Brasil !

Afinal, um “jornalista” desses deveria ter a titulação (se for, de fato, formado em Jornalismo) cassada, por pura inaptidão para a profissão. Os absurdos, as mentiras e deturpações que ele escreve justificam e respaldam isso……

Este é um dos problemas (não o único, claro!) do Brasil….. Temos uma cambada de incomPTentes em postos que possibilitam a divulgação de mentiras e bobagens. Quando consideramos a ignorância e falta de visão crítica da maioria esmagadora da população brasileira (com pouquíssima educação e nenhum senso crítico), basta somar 2 mais 2: trata-se de campo fértil para a propagação de baboseiras ! A população, via de regra, acredita naquilo que acaba lendo.

Pronto: forma-se uma massa de manobras. O que, em última análise, é responsável pela eleição do Rei Mulla…

Mais um exemplo: Altamiro Borges. Apresentado como jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “As encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibaldi, 3ª edição). AQUI, o pseudo-jornalista adota o mesmo modus operandi do mentiroso Cristian Góes. O “jornalista” Altamiro Borges faz coro a uma tal manifesto assinado por gente do estirpe de Emir Sader, Dom Thomas Balduino (CPT), Luis Bassegio (Grito dos Excluídos) senador Marcelo Crivella (Igreja Universal), João Pedro Stedile (MST), Luana Bonone (executiva da UNE) e José Antonio Moroni (direção da Abong), que trata da CPMF.

Já discuti a questão da CPMF aqui no blog (basta procurar), então não vou entrar no mérito, no conteúdo – apenas na forma. O “jornalista” Altamiro Borges apenas copia afirmações do tal manifesto, não as analisa, não indica nenhum dado ou argumento que sustente a sua “matéria” (na verdade, aquilo não é “matéria jornalística”, é apenas publicidade comprada a preço baixo). O espaço é usado APENAS E TÃO SOMENTE para espalhar mentiras.

Se o “jornalista” fosse jornalista e quisesse, de fato, discutir a CPMF, poderia. Ele é favorável à manutenção da CPMF ? Ótimo. Apresente algum argumento, pesquise, faça contas, verifique fontes de dados…….. Enfim, seja JORNALISTA, e não papagaio de pirata !!!

Mas isso seria pedir demais !!!!!

Não sei se estes “jornalistas” são mal-informados e acabam escrevendo bobagens por falta de competência na prática da (digna e essencial) profissão de jornalista, ou se eles são mal-intencionados e sabem que estão deturpando os fatos, ludibriando os leitores. É viável, ainda, uma terceira opção: as duas coisas !!!!

Por fim, só para concluir o post, um “quase-adendo”. Um famoso Ailton Medeiros (quem ?!never heard of him“) mantém um blog (AQUI) que eu citei há alguns dias. Não sei quem é a criatura (cujo blog não informa NADA) que reclamou de um suposto “anonimato” meu, e passou a escrever comentários enfurecidos (AQUI e AQUI). Respondi ao primeiro dos comentários, mas depois de ler os demais, desisti. Não dá para argumentar com uma criatura (será jornalista ou “jornalista” ???) que acha que a capacidade intelectual de alguém pode ser medida pela quantidade e sortimento de livros que leu…. Não preciso elencar quais livros já li ou deixei de ler para concatenar um argumento lógico. Ele, por outro lado, sequer sabe o que viria a ser um “argumento”, quanto menos pode entender o termo “lógico”.

Será que esta criatura também trabalha em algum meio de comunicação ? Quem seriam os coitados dos leitores ? Seria mais um a criar factóides e mentir descaradamente em alguma página de jornal ou revista ?

Não sei. A despeito de ter sido acusado pelo socialista-ameba (que é diferente de socialista !) de me manter no anonimato, o meu humilde blog tem uma página que “me apresenta”, e traz, ainda, um e-mail para contato. No blog do tal Ailton, não é possível saber quem é ele, o que faz……nada. E ele diz, depois, que o “enrustido” sou eu…..!!!!!

Num dos comentários ele se classificou como “jornalista independente”. Aliás, as palavras exatas foram estas: “E não me escondo em anonimato, meu site é transparente, como tudo o que escrevo. Bota a cara pra fora, moleque.Saia do armário.” Ele é tão transparente que ninguém vê !!!!!! Clicando no link “Institucional” (AQUI) do site, e logo depois em “Quem sou eu” (AQUI), o que se vê é “página em construção”.

Se isso é “transparência”……….danou-se !!!!!

É esse tipo de jornalismo (?) que contribuirá para o desenvolvimento do Brasil ?!

Retrospectivas e Perspectivas

Todo início de ano, a mesma coisa: retrospectivas do ano anterior, e promessas e avaliações para o vindouro. Nenhum problema até aí. Dependendo dos resultados da retrospectiva e das perspectivas, claro !Por coincidência, uma das últimas newsletter que recebi em 2007 (para ser mais preciso, no dia 27 de Dezembro), tratava justamente das perspectivas do Brasil diante da Economia mundial. A newsletter da Wharton Knowledge (da Wharton School, nos EUA), disponível AQUI e AQUI, trata do Brasil sob duas óticas distintas, conquanto complementares. Ambas são interessantíssimas e merecem uma leitura.

A primeira matéria, trata da Economia como um todo, e analisa os países do bloco “BRIC” – Brasil, Rússia, Índia e China. O texto é elogioso (como, de resto, costumam ser as análises publicadas nas newsletters da Wharton), superficial, mas ainda assim ajuda a mostrar o tipo de visão que acaba sendo formada do Brasil no exterior. Vale como curiosidade.

Um trecho, que comento na seqüência:

For more than 20 years, Brazilian capital markets were characterized by protectionism and underdevelopment. Following the improvement in the economy, capital markets began to modernize. Lately, Brazil has been benefiting from a favorable external environment. On a global level, it has significant liquidity. In a broad range of financial markets, prices have risen at a brisk pace and the country has growing economic ties with developed economies. Internally, its monetary policies have enabled it to control inflation, now between 3% and 4%. As a result, interest rates are trending downward. Economists anticipate that rates will drop to 9.5% by 2009 from their current level of 12%. “Brazil is a country where you have to be,” says Pampillon. For his part, Martinez-Lazaro notes that Brazil “has gone from being a country of the future to becoming a country of the present.”

Macroeconomic stability as well as widespread expectations that Brazil will play a growing role in the new global economy are turning the country into a very attractive destination for foreign investors. “There is a surplus in the trade balance, in exports,” notes Pampillón. The same thing is happening in the stock market where there has been a “spectacular jump,” he adds.

Barely four years ago, the largest Latin American stock markets were on the black list of investors in emerging markets. The economic crisis in Argentina, along with the arrival of Lula as president of Brazil, frightened away capital investment. The profits offered by Brazil,Argentinaand Mexico could not compete with those in Asian markets. But the situation has changed. Analysts say that the rise of Latin American markets can be explained by the favorable international environment. “The exchange rate is variable. If global economic conditions change and Brazil doesn’t attract enough foreign capital, the exchange rate will adjust, which will lead to adjustments in the country. Now that it is a country on the rise, the exchange rate has gone up and continues to be strong,” Pampillon says.

Interessante a leitura….. Mais interessante ainda quando a leitura é feita à luz das informações que temos aqui no Brasil – e, geralmente, analistas estrangeiros raramente conhecem. As análises (politicamente corretas) partem de um tom elogioso às decisões econômicas adotadas pelo Rei Mulla, e acabam elogiando também a democracia das instituições brasileiras.

Ótimo !!! Pena que o texto esqueça-se de mencionar (bom, na realidade ele nem se pretende prestar a fazer uma análise histórica, é apenas um texto superficial publicado numa newsletter pouco aprofundada) que todas as “vantagens” citadas (incluindo a PRIVATIZAÇÃO) sempre foram, ao longo de 20 anos, criticadas duramente pela corja PTista. Alguns setores mais sectários, aliás, continuam criticando-as veementemente – vide a ridícula campanha sobre a re-estatização da Vale (aqui, aqui e aqui), ou mesmo questões como concessão de rodovias e serviços de telecomunicações, além das tradicionais bravatas dos CRIMINOSOS E BANDIDOS do MST (aqui, aqui, aqui e aqui).

Obviamente, isso não impede que Rei Mulla, hoje, colha os frutos. Afinal, o grande mérito dele (sim, eu acho que existe ao menos um!) foi e continua sendo o fato de não ter feito rigorosamente NADA.

Manteve a política econômica do FHC (aquela mesmo que tanto criticou), manteve o fisiologismo descarado no trato com o Legislativo, manteve tudo o que fora iniciado pelo FHC…. Ameaçou, pontualmente, descumprir uma coisa ou outra, mas, no geral, manteve tudo. Mérito maior, registre-se, do médico-ministro Palocci e do medo que os incomPTentes sempre tiveram do poder.

Brigaram, por 20 anos, para chegar ao poder. Chegaram. E cagaram.

Deixaram que isso lhes subisse à cabeça, e tomaram de assalto o Estado brasileiro.

Neste sentido, foram as maiores mudanças em relação aos mandatos de FHC: abandonaram o enxugamento da máquina pública para lotaer cargos (criados na base da canetada) para os sindicalistas, pelegos e companheiros incomPTentes – o que acarretou, ao final, maior ineficiência da máquina, além de receitas crescentes (e milionárias) para o PT, via dízimo.

Pode concluir, pois, que nos únicos pontos nos quais houve sensíveis mudanças (que, aliás, era o mote da comunicação da campanha de 2002, a MUDANÇA), elas foram para pior. Sorte que alguns pontos, cruciais para a melhoria da Economia, foram simplesmente abandonados – como, aliás, também foram abandonadas as estradas, a malha aérea brasileira, a reforma política etc.

Sorte nossa que a Economia mundial criou uma maré de boas notícias.E que o Brasil estava, afinal, pronto para crescer. Isso poderia ser a “herança bendita” que Rei Mulla, obviamente, não agradece. Rei Mulla deve muito a FHC………!!!!

O problema são as perspectivas para 2008……….. O petróleo em alta, no mercado mundial, e esta “febre” de etanol no Brasil………. A conferir se o Brasil vai conseguir se tornar uma potência mundial com base no fornecimento de etanol para os mercados desenvolvidos ou se acabará tornando-se refém de um único produto agrícola, de baixíssimo valor agregado, de baixa tecnologia…….

Especialmente sem pessoas minimamente comPTentes para elaborar políticas públicas de médio e longo prazos….. (e com muitos incomPTentes loteados na Petrobrás).

 

 

 

 

 

Marketing ambiental — ou propaganda enganosa ?

SEGURO CARBONO NEUTRO: este é o nome de um novo produto lançado pelo banco HSBC no Brasil, o primeiro “ambientalmente correto” do banco inglês no país. O banco investiu R$ 3,5 milhões no produto em si, mas reservou o DOBRO deste valor (R$ 7 milhões) para divulgá-lo (a matéria completa está no Guia EXAME de Sustentabilidade 2007, que circulou em Dezembro/07, disponível AQUI). O banco criou um site para associar sua imagem à preservação ambiental (AQUI), e foram criadas peças promocionais caras e inusitadas (como enviar via mala-direta com um pote de sementes, anúncios em mídia impressa, televisão e rádio) para promoção do novo produto. Se uma empresa gasta mais na divulgação de um produto do que no produto em si, via de regra, é porque o produto não presta. Se o produto fosse bom por si só, não demandaria investimentos tão vultosos em promoção.

Não tenho absolutamente nada contra investimentos em promoção e comunicação — muito pelo contrário !!! Porém, quando vejo uma empresa investindo muito mais (o dobro, para ser exato) na promoção do que no produto em si, minha primeira conclusão é que o produto é uma porcaria e a própria empresa acha isso — daí o receio e a precaução em separar uma verba maior para a propaganda do que para a melhoria do produto em si. Obviamente, este raciocínio vale para produtos e serviços, como é o caso do seguro do HSBC.

Isto me leva à segunda questão envolvida: cada vez mais os temas ligados à “responsabilidade social” ou “responsabilidade sócio-ambiental” vêm ganhando espaço em publicações diversas, e me parece que muita gente acha (e escreve) que este é o assunto do momento. Por definição, acho isso uma besteira. Mas o ponto central, aqui, é outro — qual seja: se, como muitos advogam, os consumidores estão realmente interessados em adquirir produtos e serviços que tenham este lastro de “socialmente ou ambientalmente responsáveis”, por que investir tanto em promoção e comunicação do tal seguro ligado à proteção ambiental ?
Se metade do que se fala sobre a preocupação com o meio ambiente fosse verdade, o HSBC poderia economizar os R$ 7 milhões: o seguro venderia como água gelada no deserto. Se, como dizem por aí muitos auto-intitulados “experts” em sustentabilidade e temas afins, o consumidor estivesse realmente preocupado em proteger o meio-ambiente — inclusive pagando mais caro por isso — , as outras seguradoras estariam arrancando os cabelos de preocupação.

Obviamente, a realidade é muito diferente.

Quando vejo alguém enchendo a boca para falar do “marketing ambiental”, ou “marketing verde” ou qualquer outra designação estapafúrdia — conquanto grandiloqüente e pomposa — do gênero, calafrios percorrem minha espinha: vou acabar ouvindo alguma besteira. Pois é….. Ainda não existe uma única pesquisa séria que consiga correlacionar algumas variáveis capazes de comprovar que o consumidor esteja de fato disposto a pagar mais ou abrir mão de alguns confortos e mordomias em prol da sustentabilidade. Há exceções, claro — como em qualquer regra ! Porém, são nichos de mercado restritos, diminutos.
Não tenho nada contra a preservação ambiental, mas daí a ter este comportamento esquizofrênico e dizer que atualmente TUDO gira em torno do tema, já é demais !!!!

Para citar um outro exemplo, do mesmo setor bancário, vou recorrer ao Banco ABN Amro-Real. Sou cliente do Banco Real desde antes da sua compra pelo holandês ABN, e sempre gostei do banco. É uma empresa tida como “elitista”, por ter clientes com renda mádia superior aos bancos maiores (Bradesco, Itaú etc). Bom, nos últimos anos o Real também tem investido (de forma consistente, regular, registre-se) para associar sua imagem à questão da sustentabilidade. Porém, como cliente, me senti um otário por causa disso.
Explicando: há alguns anos o Real já usa papel reciclado em tudo — extratos, mala-direta, correspondências, folders, talões de cheque etc. Quando ele adotou esta norma, investiu pesadamente na promoção e comunicação da novidade. Ok, nada mais natural. Contudo, uma ressalva: o cliente jamais foi consultado sobre esta mudança, e muito menos sobre o impacto econômico que ela acarretou — as tarifas subiram de forma acentuada. Certamente para cobrir o aumento das despesas com papel reciclado (mais caro do que o “normal”, ainda mais naquela época).

Só um detalhe: os clientes não tiveram nenhuma escolha !!!!

Que tal se o banco verificasse, primeiramente, se os clientes estariam dispostos a pagar mais tarifas para cobrir as maiores despesas com as ações “ambientalmente responsáveis” do banco ? Afinal, o cliente não está no centro das preocupações das empresas ? Elas não devem, como “reza a lenda”, pesquisar e entender seus clientes ? Pena que eles sequer foram ouvidos… Foram comunicados que receberiam talões de cheque em papel reciclado (que, convenhamos, têm um aspecto bem inferior ao papel tradicional) e posteriormente foram “premiados” com tarifas mais elevadas.

Assim, sou levado a crer que o cliente perdeu a vez. Agora o que importa é parecer ambientalmente responsável, não importando quais meios se utilizem para tal. Se houver prejuízo aos clientes, que se danem ! O importante é investir na comunicação que associe sua empresa à causa ambiental — mesmo que este investimento na promoção seja o dobro do investimento em melhorias nos produtos e serviços…..
Quero ver as empresas passarem a destinar uma parcela de seus lucros líquidos para investir em causas “ambientais”….. Não vale tirar do lucro bruto, antes da incidência de impostos — quero ver estas empresas que falam em “marketing ambiental” reduzirem seus lucros e dividendos dos acionistas para sustentar a causa.
Caso contrário, não é marketing ambiental coisa nenhuma. É propaganda enganosa.

PS – Recentemente (inclusive aproveitando o descanso deste período natalino), li muitos artigos, informações e análises interessantes sobre a questão bancária, que trato com certa freqüência neste blog. Destaco duas: AQUI e AQUI. Valem a pena pela leitura….. E AQUI o presidente do HSBC trata de pontos interessantes….Pura coincidência: quando escrevi o texto acima, tratando do HSBC, esta entrevista não havia sido publicada…..

Bolívia e Petrobrás: uma história de amor e ódio

Primeiro, o texto que recebi por e-mail. Depois, meus comentários.

Todo menino passou por isso ao menos uma vez: Ter de encarar um valentão na escola. Todo mundo já foi para o recreio passando por uma odisséia mental, e a nada metafórica górgona que o aguardava era um moleque mais velho e mais forte, espancador de menores e ladrão de merenda. Todos conhecem o tipo. E todos evitavam cruzar com ele, claro. Quanto maior a distância, menor o problema. Mas alguns usavam uma tática oposta; viviam puxando o saco do sádico mirim. Eram os baba-ovos de plantão, que compravam a simpatia dele com as adulações. Quando o valentão escolhia um deles pra extravasar sua violência natural, a saída do puxa-saco agredido era fingir que tudo não passava de uma brincadeirinha do amigão. Diminuía o tempo de surra e salvava as aparências. Assim o puxa-saco continuava amiguinho do covardão e tentava fazer com que os outros acreditassem que era apenas uma travessura. E afinal, quase nem tinha doído, gente.

Semana passada Lulla riu de Hugo Chávez quando foi chamado de sheick da Amazônia e de magnata do petróleo, entre outras graves ofensas. Tudo televisionado. O riso nervoso, forçado, demonstrava claramente que Lulla tinha medo. Lulla morre de medo de Chávez, o valentão boquirroto. Lulla fez o papel de amiguinho para apanhar menos.

Lulla foi ironizado, espezinhado, humilhado pelo psicopata Hugo Chávez , na Cúpula Ibero-Americana, ocorrida no Chile. Riu, nervoso, quase histérico, para disfarçar a humilhação mundial que passava. Não só ele, mas, aos olhos do mundo, todo o Brasil foi, de novo, agredido verbalmente pelo venezuelano. O mesmo que chamou nosso Congresso de papagaio dos americanos.

O rei da Espanha não comunga com esses pensamentos. Não agiu como Lulla, fingindo que era tudo brincadeirinha do amigão do peito. Não foi fraco, não foi pusilânime. Quando o psicopata falou mal da Espanha e do ex-primeiro-ministro José Maria Aznar, chamando-o de fascista, ouviu o merecido cala-boca; rei Juan Carlos, um homem educado, piloto aposentando da Força Aérea espanhola, fidalgo que bem representa seu país, deu seu recado ao ditador. E ao mundo: chega desse imbecil. Algo que não ouviu do presidente brasileiro; Lulla perdeu uma excelente chance de mostrar que não somos idiotas, ou ao menos, que não é covarde. Estamos mal. Lulla riu (riu!) ao ouvir as ofensas ironicamente dirigidas ao Brasil e à sua triste figura, meu nobre cavaleiro Dom Quixote; digo, Sancho Pança. Moinhos que o digam. Cervantes foi honrado pelo seu rei. Fomos humilhados pelo nosso presidente, mais ainda que pelo falastrão venezuelano. É de chorar; justamente quem deveria, até pela força de seu cargo, defender o Brasil de Chávez, preferiu fingir que a pancada não doeu. Achou melhor assim. Lulla só mostra as garras com os menores, como o jornalista americano Larry Rother, que relatou as paixões etílicas do presidente e quase foi deportado pelo “crime”.   Com os mais parrudos, age diferente; Chegou até a ficar amicíssimo de Fernando Collor, José Sarney e Orestes Quércia, a quem antigamente chamava de ladrões.

Com Evo Morales não foi diferente. O boliviano espoliou e humilhou o Brasil invadindo militarmente a Petrobrás, com transmissão ao vivo pela TV mundial. Lulla fez que não era com ele. Como se a pedrada não tivesse atingido suas costas.

O rei espanhol provou que tudo tem limite. Fez com Chávez o que Churchill fez a Hitler em 1938: Avisou ao mundo o perigo que representa um tirano demente e armado até os dentes. Parece que Juan Carlos teve mais sucesso que o inglês em sua empreitada. O alerta foi ouvido.

A Europa cansou de Chávez. O rei disse o que muitos pensam, mas não falam. O venezuelano odeia a Espanha, um país que enriqueceu à custa de muito trabalho duro. Muito diferente da Venezuela, que empobrece a olhos vistos, não obstante as fortunas arrecadadas com a exportação de petróleo, cujos lucros vão diretamente para o ralo do populismo e da corrida armamentista.

Na escola em que o rei Juan Carlos ministra aulas, Lulla ainda está no primário. E Chávez o espera no recreio, para roubar nossa merenda.

Pois então: nesta semana, Rei Mulla anunciou investimentos da Petrobrás na Bolívia. Fingiu que Evo Morales jamais expropriou o patrimônio da estatal Petrobrás (o que, por definição, lesa o Brasil como um todo, cada um dos cidadãos brasileiros foi roubado pela Bolívia), mas precisava anunciar estes investimentos para continuar numa rixa patética com o não menos patético Hugo Chávez, na briguinha por demagogia barata e pífia que ambos têm.

Os dados e números estão claramente explicados pela web. Destaco alguns aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Lamentável que o povão, no Brasil, esteja adorando essa política de pão e circo da corja PTista e, levado pela ignorância, não esteja se dando conta das cagadas que Rei Mulla e asseclas adestrados têm feito. Muitas destas cagadas comprometem o Brasil em médio e longo prazos – mas o bolsa-esmola do curto prazo é mais importante………. 

Empresas privatizadas: mais competitivas

Num ranking elaborado pelo Boston Consulting Group, que listou as 100 empresas mais competitivas dos países “em desenvolvimento”, uma curiosidade: o Brasil ocupa o 3o lugar, atrás de China e Índia. Para maiores informações, consultar a Folha OnLine aqui, ou o próprio Boston Consulting Group, aqui. A relação completa está aqui.

No Brasil, são 13 empresas: Vale, Petrobrás, Embraer, Gerdau, Votorantim, Braskem, Sadia, Perdigão, Natura, Coteminas, WEG, JBS-Friboi e Marcopolo. Destas, APENAS UMA É ESTATAL.

Todas as demais são empresas privadas.

Duas delas (Vale e Embraer) foram privatizadas (na época de FHC). Que foi criticado (ainda é, até hoje), chamado de “privatista”; muita gente, por pura falta de conhecimentos, acreditou quando o PT colou a pecha de “privatista” no picolé de chuchu (Alckmin) nas últimas eleições. O PT usou e abusou da burrice de muita gente, que simplesmente nunca entendeu o que foi a privatização – e, por alguma razão obscura, acha que é algo parecido a “entregar o Brasil” ao “poder imperialista” ou bobagem que o valha.
Cadê os bitolados defensores da estatização ?

Será que a Vale do Rio Doce constaria desta lista se ainda fosse estatal ? Será que aqueles mentecaPTos ainda querem reestatizar a Vale ?

MST – mais mentiras e mais crimes….

Notícia da Folha de 18/10/2007: Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) interditaram ontem a Estrada de Ferro Carajás, da Companhia Vale do Rio Doce, no interior do Pará. Um trem da companhia foi apedrejado por manifestantes, segundo a mineradora. A invasão à ferrovia ocorreu em Parauapebas (836 km de Belém), no sudeste do Estado. Segundo a Polícia Militar, 200 manifestantes estavam no local. Para o MST, eram 4.000. A Vale, por meio de assessoria, disse que vai pedir à Justiça para que mobilize a polícia para a retirada dos manifestantes. O MST disse que a invasão é um protesto pela reestatização da companhia. Em setembro, o movimento apoiou um plebiscito informal sobre a privatização da mineradora, em 1997. A iniciativa contou com 3,7 milhões de votos -em 2002, 10,1 milhões de pessoas participaram da consulta sobre a entrada do Brasil na Alca, a área de livre comércio das Américas.
A coordenação estadual do MST disse ainda que a exploração mineral provoca danos ambientais e “impactos sociais” aos trabalhadores rurais. Segundo a Vale, a estrada é utilizada por 1.300 passageiros por dia e abastece o sudeste do Pará com combustíveis.
Integrantes do MST vinham ameaçando interditar a estrada de ferro nas últimas semanas. Atendendo a pedido da empresa, a Justiça Federal no Estado expediu liminar que proibiu manifestações na estrada de ferro e estabeleceu uma multa no valor de R$ 100 por pessoa em caso de descumprimento. A coordenação do MST no Pará disse que os manifestantes só vão sair do local se representantes da Vale, do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e do governo estadual se comprometerem a se reunir com eles para discutir as reivindicações. A Vale afirmou que a ação pode causar a interrupção de exportações e comprometer a imagem das empresas do país no exterior. Segundo a empresa, são transportadas pela ferrovia 250 mil toneladas de minério de ferro por dia. A Polícia Federal informou que ainda estuda como procederá em relação à invasão. Como a estrada é uma concessão do governo federal, cabe à PF interceder na situação. PMs do Pará monitoram a interdição.

O Brasil é um país engraçado mesmo…… Um cidadão reclama publicamente porque foi vítima de um assalto a mão armada, e passa a ser execrado publicamente; neste ínterim, uma organização criminosa, publicamente conhecida, viola claramente as leis (que, não significam muito, mesmo), e ainda se acha no direito de EXIGIR que governo e representantes de uma empresa privada (que gera milhares de empregos, e riquezas importantíssimas para o país) “se comprometam a se reunir com eles para discutir as reivindicações”.

As “reinvindicações” do cidadão assaltado não importam; o fato de ele ser uma pessoa, ao que se sabe, que cumpre as leis, o torna menos importante, tanto que merece ser criticado….. O MST, por outro lado, não pode ser criticado, nem tampouco pode-se criticar os assaltantes que subtraíram seu pertence. É claro que me refiro, novamente, ao caso do “apresentador” Luciano Huck.

Em breve, como sempre, surgirão pseudo-esquerdistas-de-merda para defender as “reivindicações” do MST, com o falso argumento de que ele “representa” trabalhadores oprimidos, vítimas do capitalismo, da injustiça do sistema imperialista americano – tal qual foi dito dos assaltantes que levaram o Rolex do “apresentador” Luciano Huck. Mentira.

Na coluna de ontem, o jornalista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo (íntegra aqui, para assinantes), contribui com esta discussão: Imagino que o rapper Ferréz voltará em breve às paginas desta Folha para repetir, sobre o caso da extorsão ao padre Júlio Lancelotti, o que escreveu sobre o Rolex de Luciano Huck. Ferréz terminava assim: “No final das contas, todos saíram ganhando, o assaltado ficou com o que tinha de mais valioso, que é sua vida, e o correria ficou com o relógio. Não vejo motivo pra reclamação, afinal, num mundo indefensável, até que o rolo foi justo pra ambas as partes”. O extorquido (padre Júlio) ficou com a sua vida, o “correria” ficou com o seu Mitsubishi Pajero, o mundo continua indefensável e, por extensão “o rolo foi justo para ambas as partes”, certo? (…) O único “erro”, digamos assim, dos chantagistas foi não terem escolhido Luciano Huck ou Ana Maria Braga ou Ivete Sangalo ou outro desses personagens que enriquecem obrigando o “povo” a ver seus programas ou seus shows. Pena que o “erro” derruba toda a sociologia. Padre Júlio não é rico nem da elite, mas nem por isso deixou de perder o seu Rolex. Sociologia calhorda à parte, vamos aos fatos como eles são, na frase magistral do belíssimo artigo de Alba Zaluar, publicado segunda-feira: “Defender o roubo como recurso de distribuição de renda revela um enorme desconhecimento das redes e tramas do submundo do crime, onde grassa o capitalismo mais selvagem de que se tem notícia”.

É isso aí: esta “linha de raciocínio” (se é que pode-se chamar assim, com o perdão pelo paradoxo) é burra demais, não se confirma. Não se trata de defender a desigualdade social que existe no Brasil – mas, concomitantemente, não se pode imaginar que o crime será capaz de diminui-la. Nem o crime do qual Luciano Huck foi vítima, nem os crimes que o MST pratica, REGULARMENTE.

Neste sentido, outro texto publicado na Folha, em 15/10, traz um panorama bastante amplo, e consciente: A IGUALDADE tem sido objeto de uma infindável discussão teórica. Há os que afirmam ser ela uma condição inalcançável, visto que seres humanos diferem em suas capacidades, talentos e disposição para o trabalho; há os que ressaltam a necessidade como o critério para a distribuição da riqueza produzida. Os primeiros, filósofos morais do liberalismo político, preocupam-se com as violações à liberdade que a busca incessante da igualdade vem a trazer. Os segundos, adeptos da economia marxista, acreditam que dar a cada um segundo a sua necessidade inclui o princípio de receber de cada um segundo a sua habilidade de contribuir economicamente. Nenhum pensador da igualdade defendeu a idéia de que seria possível obter o necessário por fraude, força, roubo, coerção ou dano a outras pessoas. Esse princípio moral está também em Marx, que exaltava o valor do trabalho -o pago e o não pago- e visualizava uma sociedade futura em que essa distribuição seria feita sem coerção de qualquer espécie. Aqui no Brasil, a discussão tomou rumos indefensáveis. Quem nega a um branco bem-sucedido, mesmo que vindo de meios sociais modestos, o direito de consumir (que inclui portar) os bens disponíveis socialmente, não está recusando para si mesmo, um negro oriundo de favelas e periferias, esse gozo. Rappers são conhecidos no mundo todo por seu sucesso e sua ilimitada sede de consumo. Coleções de tênis, roupas de marca, automóveis do ano, festas extravagantes são alguns itens listados nos seus currículos de consumidores. E, claro, não se imolam pelo sucesso que os destacou. Defender o roubo como recurso de distribuição de renda revela um enorme desconhecimento das redes e tramas do submundo do crime, onde grassa o capitalismo mais selvagem de que se tem notícia. Ou bem a pessoa que roubou vai portar esse objeto, que apenas muda de mãos e continua a simbolizar a desigualdade reinante, ou ela vai vendê-lo a um receptador que pagará muito pouco e fará um hiperlucro comercial, ambos sem produzir riqueza nenhuma. Para onde foi a distribuição de renda? Para alimentar a acumulação do receptador e a ilusão do ladrão que precisa voltar a roubar e, portanto, está sempre a se arriscar em benefício de outrem. Com tanto incentivo a ganhar dinheiro fácil, estimula-se exponencialmente a acumulação de riquezas em poucas mãos. Se as defesas morais contra a fraude e o roubo continuarem a ser destruídas tão hipocritamente, a produção de riquezas será reduzida e o estoque de riquezas do país encolhido a tal ponto que não teremos nem consumo nem muito menos a tão almejada igualdade.

O texto é de autoria de Alba Zaluar. Impecável.

E o plebiscito, hein ?!

E, aprofundando a diversidade que comentei no post anterior, fui checar o que a “Agência Brasil de Fato” tem publicado sobre a ridícula idéia de re-estatizar a Vale do Rio Doce. Achei uma matéria aqui. Inclusive, comentei (provavelmente, os PTralhas vão deletar meu comentário, porque incomodá-los-á).

O pior de tudo não é existirem “agências de informação” como esta “Brasil de Fato”, ou a também péssima “Carta Maior” ou congêneres.

O pior é que tem gente que, por ignorância ou má-fé, acredita………