USP caindo (mais) nos rankings internacionais

Essa eu li no Estadão (a íntegra está aqui; abaixo, destaco alguns trechos):

A Universidade de São Paulo (USP) caiu em mais um ranking internacional de universidades. Desta vez, foram ao menos 11 posições na lista que mede a reputação das instituições pelo mundo, publicada pelo Times Higher Education (THE), revista britânica que faz os principais rankings mundiais de ensino superior.

No ranking de reputação de 2014, a universidade ficou na posição 81-90, contra a posição 61-70 no ano passado. Na lista, as universidades são citadas por posição até o 50º lugar e, depois disso, enquadradas em grupos de dez até a 100ª posição.

Embora o desempenho da universidade tenha caído, a USP ainda é a única universidade da América Latina a ser citada. O ranking novamente apontou uma elite mundial de universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido que ocupam as dez primeiras posições: Universidade Harvard; Instituto de Tecnologia de de Massachussetts (MIT); Universidade Stanford; Universidade de Cambridge; Universidade de Oxford; Universidade da Califórnia em Berkeley; Universidade Princeton; Universidade Yale; Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech); Universidade da Califórnia em Los Angeles.

O Brasil continua tendo apenas um representante, a USP. Quando se considera o desempenho dos países – apenas 20 foram citados no ranking –, o Brasil está em penúltimo lugar e perde apenas para Israel, país que também só tem um representante, o Instituto de Tecnologia de Israel (Technion), que está nas posições 91-100.

Segundo o editor dos rankings do Times Higher Education, Phil Baty, o Brasil, embora tenha excelência nas pesquisas acadêmicas, tem uma “disseminação de pesquisas que parece estar limitada”. “Nossos dados sugerem que a USP não é bem reconhecida por sua pesquisa de excelência em locais estratégicos e importantes do mundo – especialmente no Leste da Ásia, por exemplo. Isso pode prejudicar a reputação internacional da universidade.”

[…] A USP vem caindo em todos os principais rankings publicados em 2013 e 2014. No último levantamento da Times Higher Education (THE), que levava em conta as 100 melhores universidades do mundo, com critérios como número de pesquisas acadêmicas, proporção de professores para o total de alunos e aulas em inglês, a universidade perdeu posições em relação ao ano anterior – saiu do 158.º lugar, em 2012, para a faixa entre o 226.º e o 250.º lugares em 2013.

Nenhuma universidade brasileira aparece entre as dez melhores no ranking de países emergentes, também produzido pela THE e divulgado no fim de 2013. Novamente a mais bem colocada, a USP ficou na 11.ª colocação. Em outro ranking, o Quacquarelli Symonds University (QS) sobre universidades dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), ela aparece em 8.º lugar. Na comparação entre países, o Brasil tem a 3.ª posição, com 17 instituições entre as top 100, atrás de China, com 40, e Rússia, com 19. Já no ranking geral do QS, a universidade aparece em 127º lugar e MIT, Harvard e Cambridge ocupam os três primeiros lugares, respectivamente.

 Convenhamos: isso não chega a ser uma surpresa.

A educação no Brasil está piorando a olhos vistos. Quem leciona sabe disso.

Eu vejo, no ensino superior, que os alunos estão piores a cada ano. Quando pego turmas de 1.o semestre na graduação fico assombrado com o baixíssimo nível – e isso vem desde o ensino básico. Antes de começar a lecionar o conteúdo da disciplina propriamente dito, me vejo obrigado a ensinar como fazer um resumo ou uma resenha, ensinar gramática, ortografia, lógica etc… Vejo gente semi-alfabetizada nas universidades, cujos processos de admissão estão cada vez piores.

E vejo o mesmo problema na pós-graduação – isso vale para MBA, especialização etc. Basta o sujeito entregar cópias dos documentos e está matriculado!

Por enquanto, alguns processos seletivos para mestrado e doutorado AINDA podem ser chamados de processo seletivo – ou seja, recusam alunos. O resto, virou Brasil!

educacao_piada

Infelizmente, não vejo nenhum indício de qualquer mudança nesta tendência futuramente.

Hitler, Stálin e outros “heróis” estão sofrendo bullying – e Che Guevara é o culpado

Como é possível transformar um genocida sanguinário num ícone cultural?

Você, caro leitor, já viu mochila escolar estampando a foto de Adolf Hitler? Já imaginou o rosto do “maníaco do parque” em estojos escolares, cadernos e capinhas de iPhone?

Então, como é possível haver coisas assim à venda no Brasil hoje?

Che_selling_01 Che_selling_02 Che_selling_03 Che_selling_004 Che_selling_05

 

Por que apenas Che Guevara foi promovido a “ícone cultural”? Isso é um tremendo preconceito! Gente como Stálin, Hitler, Mao Tse Tung, Pol Pot e tantos outros genocidas estão sofrendo bullying!!!!!!

Por que não fazem camisetas com Hitler ou Stálin no peito e imagens dos milhões de pessoas que eles assassinaram nas costas?

Aliás, segundo o livro “Death by Government“, os maiores assassinos do Século XX seriam:

Joseph Stalin – 42,672,000
Mao Tse-tung – 37,828,000
Adolf Hitler – 20,946,000
Chiang Kai-shek – 10,214,000
Vladimir Lenin – 4,017,000
Tojo Hideki – 3,990,000
Pol Pot – 2,397,000
Yahya Khan – 1,500,000
Josip Tito – 1,172,000

Então, volto a perguntar: POR QUE APENAS CHE GUEVARA VIROU ÍCONE CULTURAL?

Isso é preconceito!!!!!

Há gente mais maluca do que Che, que matou muito mais gente, numericamente falando. Então, por que eles não foram agraciados, assim como Che foi, com camisetas, mochilas, estojos e capinhas de iPhone?

No dia 11/12/1964, Che Guevara fez um pronunciamento na Assembléia Geral da ONU, no qual ele defende os fuzilamentos realizados pelo regime comunista de Fidel Castro, e ainda afirma que haverá mais mortes, sim – pois elas são necessárias à revolução cubana. Quem discordar dele e de Fidel, morrerá – e não há nada de errado nisso, é apenas “necessário”.

Depois disso, é claro que ele acabaria estampando mochilas e capinhas de iPhone, não é ?!

Como seria o socialismo no Brasil?

Recebi por e-mail, e reproduzo pois vale a pena:

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um “A”.

Após calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.

O professor explicou: “o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso.”

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

Texto adaptado por: Rodrigo Campanini Rubio

Infelizmente, no Brasil está acontecendo o oposto disso: a meritocracia está sendo cada vez mais abandonada, dando lugar a um assistencialismo barato, que, em médio e longo prazos, acabarão minando completamente o país. Teremos uma geração de ignorantes, aprovados por cotas nas universidades, concursos, empregos etc.

Tudo em nome da “justiça social” – termo que os “pogreçistas” adoram. E que, na prática, significa colocar qualquer idiota, sem capacidade, sem competência e sem conhecimento, no lugar de alguém que estudou e se dedicou para desenvolver-se. Exatamente o perfil da Dilma, por exemplo: uma ignorante, sem nenhum conhecimento e/ou experiência gerencial (exceto na lojinha de R$ 1,99 que foi à falência), que só tornou-se ministra por causa de cotas de patidos aliados, e acabou virando presidente da República.

Por que a educação no Brasil é tão ruim? Porque há professores fazendo lavagem cerebral ao invés de alfabetizar e ensinar a pensar.

Reproduzo abaixo, na íntegra, um caso ESTARRECEDOR que mostra de forma clara e insofismável algo que qualquer professor minimamente capaz de pensar sabe: a educação no Brasil é um horror, e tende a piorar ainda mais.

Isso porque há um contingente IMENSO de professores que usam o tempo de aulas para fazer lavagem cerebral em alunos – que, na maioria dos casos, acabam acreditando nas bobagens ditas pelos professores e formam opiniões com base em invencionices, mentiras deslavadas e distorções abjetas da realidade.

Comentarei o caso posteriormente, acrescentando a minha experiência própria – como aluno e, anos depois, como professor. Por ora, fica o registro do excelente trabalho feito pelo pessoal do ESCOLA SEM PARTIDO. Aliás, o caso abaixo está disponível AQUI – e o link merece ser guardado, porque o relato abaixo é apenas a 1a parte, que foi publicada hoje; aguardo ansiosamente pela divulgação das demais partes, que espero que aconteça em breve.

Peço ao leitor que preste MUITA atenção às respostas dadas, por escrito, pela professora/militante/evangelizadora, pega em flagrante. Ela apenas ataca a pessoa/organização que a questionou, não refuta nenhuma das afirmações, tenta se fazer de vítima (chega ao cúmulo do ridículo de se colocar como “vítima de bullying”!) e usa aquele linguagar obsoleto, ultrapassado, antiquado e ignorante – típico dos “progressistas” brasileiros, que não passam de comunistas frustrados com o retumbante fracasso do seu regime totalitário, que desmoronou em 1989, junto com o Muro de Berlin.

Vamos ao caso:

Escola sem Partido inicia, a partir de hoje, 22.11.2013, a publicação de uma série de artigos sobre as aulas ministradas pela Prof.ª Cléo Tibiriçá, na Faculdade de Tecnologia de São Paulo – FATEC. A publicação de cada texto será precedida do seu envio à professora (como ocorreu com o texto abaixo), a fim de que ela possa contestar nossas afirmações quanto aos fatos e exercer da forma mais ampla o direito de resposta. Além disso, enviaremos cópias dos artigos publicados ao coordenador do curso de Comércio Exterior da FATEC-Barueri, Givan Fortuoso, ao diretor da faculdade,Evandro Cleber da Silva, e ao Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Não nos move nessa iniciativa nenhuma indisposição pessoal em relação à professora — que sequer conhecemos –, mas a convicção de que é necessário denunciar publicamente essa prática ilícita que é a doutrinação política e ideológica em sala de aula (para saber mais sobre o caráter ilícito da doutrinação, leiam o artigo“Professor não tem direito de ‘fazer a cabeça’ de aluno”).

Por Miguel Nagib

De acordo com o plano de ensino da Prof.ª Cléo Tibiriça — que dá aulas de Comunicação e Expressão na FATEC de Barueri-SP –, o objetivo de sua disciplina é “desenvolver nos alunos a capacidade e o rigor na leitura, interpretação e produção de textos (…).”

Mas, a julgar pelo material que seus alunos são obrigados a ler, assistir e debater, há mais alguma coisa que a professora está tentando “desenvolver” nos estudantes.

Dêem uma olhada e digam que coisa é essa:

– Prefácio do livro “A Era dos Extremos”, do historiador marxista Eric Hobsbawn;

– “Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá”,documentário de Silvio Tendler sobre o geógrafo “marxista não ortodoxo” Milton Santos;

– “Medíocres e Perigosos”, artigo do jornalista Matheus Pichonelli, publicado na revista Carta Capital;

– “Direitos Humanos para humanos direitos”, artigo do jornalista Matheus Pichonelli, publicado na revista Carta Capital;

– “Desassossego na cozinha”, artigo do sociólogo e militante do PSTU Ruy Braga, publicado no Estadão;

– “Procuram-se domésticas, Paga-se bem”, reportagem publicada no Estadão;

– “No Brasil a pobreza tem cor”, artigo do jornalista e vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro Roberto Amaral, publicado na revista Carta Capital.

– “Tinha que ser preto mesmo!”, texto do jornalista Leonardo Sakamoto;

– “O sonho do ministro Joaquim Barbosa”, artigo no qual o professor de História e presidente do INSPIR – Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial, Ramatis Jacino, acusa o Min. Joaquim Barbosa de ingratidão por não haver retribuído com seu voto no julgamento do Mensalão o “favor” de haver sido nomeado ministro do STF pelo PT;

– “Direita e esquerda – razões e significados de uma distinção política”, texto do economista Fernando Nogueira da Costa;

– “O dia que durou 21 anos”, documentário dirigido por Camilo Tavares, sobre a participação dos EUA no golpe militar que depôs o Pres. João Goulart;

– “Capitães de Abril”, filme sobre o golpe militar que pôs fim ao regime salazarista em Portugal;

– “Tanto Mar”, canção de Chico Buarque sobre o mesmo golpe;

– Entrevista do filósofo Edgar Morin no programa Roda Viva;

– “Preconceito Linguístico”, livro de Marcos Bagno segundo o qual a norma culta é instrumento de opressão da classe dominante contra os pobres.

E então, alguma dúvida? Obviamente, não. O que a Prof.ª Cléo está tentando “desenvolver” nos alunos, a julgar pelo escandaloso viés ideológico do material adotado em seu plano de ensino, é a maior aversão possível a tudo o que não se identifique com uma visão esquerdista ou progressista da sociedade, da cultura, da economia e da história.

É o que veremos em detalhe na continuação da presente análise.

DIREITO DE RESPOSTA

Cientificada do conteúdo dos dois primeiros artigos da série dedicada ao exame de suas aulas na FATEC, a Prof.ª Cleonildi Tibiriçá nos enviou a mensagem abaixo, com cópia para os deputados estaduais Carlos Giannazi, do PSOL, e João Paulo Rillo, do PT. Trata-se, ao que parece, de um apelo não tão discreto à solidariedade dos companheiros. Faz sentido.

Nossos comentários estão em azul (colchetes inseridos; negritos do original):

Em resposta a seu aviso de publicação de artigo em que veicula informações descontextualizadas e distorcidas sobre minhas aulas e minha correspondência particular com meus alunos – vale ressaltar que a simples publicização de informações circulantes em grupo fechado privado, sem previa autorização, já constitui irregularidade passível de responsabilização e penalidade previstas em lei  [a professora se refere a  uma mensagem eletrônica por ela enviada aos alunos e que nos foi encaminhada por um dos destinatários; essa mensagem será objeto de análise no próximo artigo da série] –, venho notificá-lo de minha discordância e consequente desautorização da referida publicação, vinculando meu nome aos propósitos difamatórios do blog que o sr. coordena.

1 – A publicação desta série de artigos sobre as aulas da Prof.ª Cléo Tibiriçá na FATEC-Barueri não possui nenhum propósito difamatório. Trata-se, ao contrário, da crítica democrática e republicana a um aspecto específico da atividade por ela desenvolvida como docente de uma instituição pública de ensino (ainda que a instituição fosse particular, a prática docente não deixaria de ser pública por sua própria natureza). Nosso propósito exclusivo é expor e debater publicamente a prática adotada pela Prof.ª Cléo Tibiriçá no ambiente restrito e protegido da sala de aula. Obviamente, o ordenamento jurídico não confere a nenhum professor da rede pública ou particular de ensino o direito de manter sob sigilo o conteúdo de suas aulas.

2 – As únicas “informações” contidas no texto foram extraídas de documentos produzidos pela própria professora, a saber: o seu plano de ensino e a mensagem por ela enviada aos alunos (da qual se falará no próximo artigo). A professora não contesta a autenticidade desses documentos.

3 – O plano de ensino é um documento público, que ostenta nada menos que os timbres do Governo do Estado de São Paulo e do Centro Paula Souza. Já a mensagem enviada aos alunos — encaminhada ao email do ESP por um dos seus destinatários — não se qualifica como “correspondência particular”. Trata-se de orientação transmitida aos alunos sobre temas relativos às aulas ministradas pela professora na Fatec. Novamente, portanto, está-se diante de ato praticado no âmbito das atividades docentes da servidora pública Cleonilde Tibiriçá.

4 – Cabe à professora demonstrar que as informações veiculadas em nosso artigo foram “descontextualizadas e distorcidas”. Para isso, o ESP lhe assegura o mais amplo direito de resposta.

Primeiramente, dado que a questão me é dirigida como docente, e não como simples cidadã, quero salientar, antes de qualquer coisa, a ausência de legitimidade de seu blog para julgar conteúdos ministrados por mim ou por qualquer outro professor. O direito à liberdade de expressão lhe garante a divulgação de suas opiniões sobre qualquer coisa, mas serão sempre, e apenas, opiniões.

5 – Ao contrário do que afirma a professora, a legitimidade de nossa crítica provém justamente do fato de ser dirigida à sua atividade como docente, e não como cidadã.

6 – A servidora pública Cleonildi Tibiriçá — cujos salários são pagos pelos cofres públicos — não tem direito a que os atos por ela praticados no âmbito do sistema público de ensino fiquem imunes à crítica. No Estado Democrático de Direito, ninguém que atue na esfera pública tem esse direito. Até os ministros do Supremo Tribunal Federal podem ser criticados — e são criticados muitas vezes com extremo rigor — por sua atividade judicante.

Ainda que o sr. tenha assumido, perante seu grupo ou seu partido, o papel de paladino da educação brasileira, nem o sr. nem seu blog são órgãos fiscalizadores do Ministério da Educação, nem podem pretender agir como tal, arrogando-se autoridade legal para censurar o pensamento e a livre expressão. Por isso, causa estranheza sua ameaça de que a “publicação será feita, a menos que eu demonstre não serem verdadeiros os fatos” (tendenciosamente) articulados, em que se pressupõe que, além de “fiscal”, o sr. atribui-se a posição de “julgador” do que seja a verdade (e isso, logicamente, sob sua lente particular e enviesada).

7 – Engana-se a professora ao supor que sua atividade como docente está sujeita apenas à “fiscalização” do Ministério da Educação. “Nos países não empolgados pelo autoritarismo estatal — ensinava Nelson Hungria –, o exercício dos cargos públicos, criados para servir ao interesse público, não pode deixar de ficar exposto à censura pública, à sindicância dos cidadãos em geral”.

8 – É evidente, por outro lado, que nossa crítica nada tem a ver com censura. Na verdade, é a professora quem está pretendendo censurar a nossa crítica. Ou seja, ela nos acusa daquilo que ela mesma pretende fazer.

Além disso, sr. preclaro autoproclamado paladino das liberdades democráticas, antes de tudo, deixemos evidente que quem se declara “sem partido” como o faz o seu blog está se declarando, na verdade, a favor dopartido que sempre quis ditar os rumos desse país. Portanto, para começo de conversa, é imperativo esclarecer que é desse lugar de desinteligência que entendo partir sua ameaça, de resto, tendenciosa e infundada.

9 – A professora nos filia ao partido da direita e reconhece, implicitamente, a sua filiação ao partido da esquerda, já que, a seu ver, é impossível não pertencer a um desses dois partidos. Assim, ao tentar deslegitimar a nossa crítica — vinculando-a aos interesses do partido que “sempre quis ditar os rumos desse país” –, a professora assume de forma inequívoca a mesma identidade ideológica do seu plano de ensino. 

10 – Não existe, de nossa parte, nenhuma ameaça. O que existe é a denúncia de uma prática ilícita. E essa denúncia nada tem de tendenciosa ou infundada, como se vê do plano de ensino da professora.

Não pretendo perder meu tempo com excrescências de corte fascista, mas, como advogado que é, o sr. deve saber que devo notificá-lo, para alertá-lo sobre as consequências de sua não observância de minha desautorização. É assim que, ciente de meus direitos como cidadã e docente, bem como do que determina a Constituição Federal, notifico em resposta minha discordância e desautorização diante do que considero uma afronta de sua parte, passível de reparação nos termos da lei. Sem a menor intenção de dar-lhe qualquer explicação, mas a título de ressaltar fatos elementares, amplamente conhecidos, recordo-lhe que a autonomia didático-pedagógica assegurada às Instituições de Ensino confere à FATEC o poder-dever de determinar os programas de ensino da Instituição, conforme o artigo 207 da Constituição Federal: “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.”

Como professora contratada pela FATEC por meio de concurso público, igualmente me é assegurada a autonomia para, dentro de minha área de especialidade, definir o plano de ensino no formato em que julgar que deva sê-lo.

11 – Vejamos: doutrinação política e ideológica em sala de aula é prática comum em regimes totalitários, sejam fascistas, nazistas ou comunistas. Se o ESP se opõe a essa prática, como pode ser tachado de fascista?

12 – A essência da nossa proposta jurídico-pedagógica está resumida no cartaz com os Deveres do Professor, cuja afixação nas salas de aula a partir do ensino fundamental constitui a principal bandeira do ESP. Lê-se no cartaz:

1. O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-partidária, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.

2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.

3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

5. O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.

13 – É isso que a Prof.ª Cleonildi chama de “excrescência de corte fascista”?

14 – A autonomia didático-pedagógica assegurada às universidades não dá aos professores o direito de usar a sala de aula para “fazer a cabeça” dos alunos. Isso, repito, é coisa de regime totalitário, onde não existe liberdade de consciência.

15 – O professor não pode se aproveitar do fato de o aluno ser obrigado a frequentar suas aulas para forçá-lo a escutar e estudar uma pregação política e ideológica. Se o fizer, estará violando, a um só tempo, a liberdade de consciência e a liberdade de aprender do estudante (arts. 5º, VI, e 206, II, da Constituição Federal).

16 – Conforme decisão recente do Tribunal Supremo da Espanha, fundada em princípios jurídicos que também são adotados pela Constituição brasileira,

“O Estado não pode incorrer em qualquer forma de proselitismo ideológico.

As matérias que o Estado qualifica como obrigatórias não devem ser pretexto para tratar de persuadir os alunos sobre ideias e doutrinas que reflitam tomadas de posição sobre problemas a respeito dos quais não existe consenso generalizado na sociedade espanhola.

Em uma sociedade democrática, nem o Estado, nem as escolas, nem os professores, podem se erigir em árbitro de questões morais [e também de questões políticas e ideológicas] controvertidas.

Estas questões pertencem ao âmbito do livre debate na sociedade, e não existe livre debate na relação vertical entre professor e aluno.”

Isso seria o bastante para apenas ignorar sua ameaça (e é disso que se trata, já que, salvo melhor juízo, não há qualquer embasamento científico que confira ‘foros’ de ‘parecer’ àquilo que, a despeito de ser livre exercício de manifestação de pensamento, é apenas tentativa de calar o que vai de encontro àquilo que o “partido” – seja lá qual for – da “escola sem partido” crê deva ser posto em debate); todavia, ameaças desse tipo, por mais inócuas que pareçam, não podem ser ignoradas. O sr., seus chefes e seus seguidores são adultos que devem assumir a responsabilidade pelas ações persecutórias que desencadeiam e suas consequências. E é o que acontecerá – o sr., seus chefes e seus seguidores responderão judicialmente caso tentem vincular meu nome à sua campanha de bullying ideológico.

17 – Como resta claro de sua resposta, é a professora quem está ameaçando o ESP, não o contrário. De nossa parte, o que desejamos é que a Prof.ª Cléo perceba o erro que está cometendo ao usar suas aulas para tentar “fazer a cabeça” dos alunos; e se emende desse erro. Ou, se isto não ocorrer, que seja impedida por seus superiores hierárquicos ou pelos próprios alunos de usar a sala de aula para fazer proselitismo político e ideológico.

18 – Bullying ideológico é o que faz a professora com seus alunos ao obrigá-los a ler e debater os artigos de Matheus Pichonelli e companhia.

Posto isso e neste sentido é que deve seu blog – que considero um instrumento pernicioso de desinformação e desrespeito às liberdades democráticas – abster-se de publicar qualquer artigo com meu nome. Como advogado, o sr. deve conhecer o artigo 20 do Código Civil – que fiz constar na epígrafe desta carta-notificação –, onde se lê que:

“Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.”

Não é preciso grande esforço argumentativo para evidenciar que a mera citação de meu nome em qualquer publicação veiculada por seu blog incorreria em todos os aspectos previstos pelo referido artigo, tendo em vista que meu currículo de profissional graduada e pós-graduada pela melhor universidade da América Latina, pesquisadora atuante, pela mesma instituição, em grupo devidamente credenciado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), bem como minha irrepreensível conduta profissional como professora de ensino médio, técnico e superior de instituições educacionais públicas e privadas de reconhecido prestígio, garantem-me a honra, a boa fama e a respeitabilidade que seu tacanho projeto ideológico visa comprometer e a cuja preservação fica-me garantido o direito pelo já citado artigo 20 do Código Civil.

19 – O ESP não tem fins comerciais. Estamos nessa luta por amor ao conhecimento e à verdade.

20 – O art. 20 do Código Civil não prevalece sobre as liberdades de expressão e de informação, ambas asseguradas pela Constituição Federal. Bem por isso, ele é objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.815.

21 – Se a honra, a boa fama ou a respeitabilidade da Prof.ª Cléo forem lesados, isso terá ocorrido por força, unicamente, da divulgação de seus próprios atos. O mais provável, no entanto, é que ela seja tratada, no seu meio, como heroína da causa esquerdista.

22 – “Projeto ideológico” é o que a professora desenvolve em suas aulas na FATEC, às custas dos contribuintes do Estado de São Paulo. O projeto do ESP, bancado integralmente com os nossos próprios recursos, é anti-ideológico, como deixa claro a simples leitura do cartaz com os Deveres do Professor.

Sendo, por ora, o que tenho a notificar, finalizo por registrar meu mais profundo sentimento de honra por saber-me listada entre os desafetos de seu grupo. Em minha humilde prática docente, é motivo de imensurável orgulho ser objeto da sanha persecutória do “partido” da “escola sem partido”, ao lado de autores e educadores, eles, sim, dignos de reconhecimento e respeito.

22 – Ora, se a professora está honrada e orgulhosa pelo fato de sua prática docente ser objeto de nossa crítica, ela não tem do que reclamar.

Atenciosamente,

Cleonildi Tibiriçá

O Brasil continua afundando, e a competitividade é quem mais sofre

O conceito de COMPETITIVIDADE é bastante amplo, muitas vezes até mesmo bastante divergente dependendo de quem fala. Não vou entrar no mérito da questão, mas uma boa leitura sobre o assunto está AQUI.

Por ora, juntando alguns dados e observando alguns fatos, podemos afirmar com total certeza que a competitividade no/do Brasil está piorando muito mais rapidamente do que os demais indicadores econômicos. Sim, TODOS os indicadores econômicos estão apontando uma situação muito ruim do Brasil, e as perspectivas futuras são ainda mais sombrias. Um pequeno resumo:

  • A taxa de investimento, que cresceu lentamente durante a década passada, a partir do governo Dilma começou a recuar, chegando a sofríveis 18,4% em setembro. Só para dar uma ideia do que isso representa, a China investe 46%; a Índia, 30%, a Indonésia, 33%; o México, 29%.
  • A poupança interna, que também já era baixa, caiu ainda mais, chegando a irrisórios 14%, quatro pontos abaixo dos 18% do final do governo Lula. (…) As economias mais bem sucedidas têm sempre taxas de poupança superiores a 30%. Ou seja, vamos continuar dependendo de poupança externa para crescer.
  • A taxa de crescimento médio, que no governo Lula foi de 4%, no governo Dilma caiu para 2%, inferior até mesmo ao turbulenta década de 90.
  • O superávit primário tem caído significativamente nos últimos anos. Depois de chegar à casa dos 4%, na década passada, e passar a maior parte do tempo acima dos 3%, hoje a expectativa é que o ano termine com algo em torno de 2% do PIB. Isso pela contabilidade oficial, pois corrigindo as manobras contábeis cada ano mais comuns no governo do PT, o superávit correto seria hoje seria 0,6 pontos percentuais abaixo (pelos cálculos do economista Raul Velloso). Pior: a previsão para 2014 já é de meio ponto percentual inferior.
  • O déficit nominal (o saldo final depois de descontados os gastos do governo, inclusive juros) continua crescendo assustadoramente. Depois de uma década de regressão (caiu de 6% para pouco mais de 1% no período pré-crise no governo Lula), desde então iniciou uma trajetória de alta que deverá fechar 2013 acima dos 3% do PIB.
  • O déficit da previdência caminha para mais um recorde. No acumulado do ano até setembro, o déficit alcança R$ 48,042 bilhões, valor que já supera com sobra o déficit total do ano passado que ficou em R$ 42 bilhões. E olha que além dos três meses restantes faltam ainda computar o décimo terceiro salário.
  • O déficit na balança comercial anual ainda não está consolidado, mas demos mais um passo em outubro para concretizar mais um recorde também neste indicador. Depois de anos seguidos exportando mais que importando, em outubro registramos um déficit de U$ 1,8 bilhões, o pior resultado desde a crise do final da década de 90. (…) Nos últimos 12 meses, enquanto as importações aumentaram 7,5%, as exportações recuaram 1,9%. A conta não fecha e entramos em mais um déficit.
  • A produtividade do trabalhador brasileiro, que já andava estagnada desde o final do governo Lula, começou a cair no governo Dilma, acentuando ainda mais a distorção do crescimento do salário mínimo acima do PIB.
  • A produção industrial tem tido movimentos erráticos no governo Dilma, porém a trajetória de queda é clara nos últimos três anos. Apesar do aumento de 0,7% em outubro, a produção industrial segue em déficit de 0,6% no semestre. Tudo isso apesar dos estímulos do governo para mais consumo via “Minha casa melhor”.
  • O índice de endividamento da família brasileira bateu mais um recorde, chegando em março deste ano aos 44%. Ou seja, as famílias brasileiras devem aos bancos quase metade do que ganham durante o ano. Quando a série histórica divulgada pelo BC começou, em 2005, o índice era de 18,39%. Ou seja, o governo Lula roubou potencial de crescimento do presente ao estimular o crédito muito além do que deveria.
  • A dívida bruta continua aumentando e em ritmo cada ano mais acelerado, tendo ultrapassado a marca dos R$ 3 trilhões. Pela contabilidade do governo, ela estaria hoje em 58% do PIB, enquanto que para o FMI (o padrão usado para o resto do mundo) tal percentual seria de 68%. Tal percentual é ainda mais significativo quando comparado à média dos países emergentes, algo em torno de 30%.
  • O risco país que já chegou a 143 pontos em dezembro de 2012, em setembro último já está na casa dos 232 pontos. Detalhe: a situação já esteve pior (chegou aos 250 no meio do ano) e só baixou um pouquinho por causa das últimas privatizações.

Alguns podem dizer que o desemprego é um único índice que apresenta “boas notícias”. Não é bem verdade.

Sobre o desemprego, que vem apresentando índices estabilizados na casa dos 5% há algum tempo, recomendo uma leitura bastante básica, AQUI. Trata-se, no fundo, de um raciocínio simples (com certo esforço, até um eleitor do PT pode ser capaz de entender, se alguém lhe der uma ajuda e fizer alguns desenhos coloridos): se o desemprego está tão baixo, e se esta situação vem se repetindo há tanto tempo, por que os gastos com seguro-desemprego cresceram exponencialmente? Ora, lógica elementar: se há tão poucos desempregados no Brasil, quem são estas pessoas pedindo (e recebendo!) o seguro-desemprego?

Complementarmente, é preciso lembrar que o IBGE chega aos índices de desemprego perguntando se o entrevistado PROCUROU EMPREGO NOS ÚLTIMOS 30 DIAS. Se o sujeito diz “não”, o IBGE considera que o sujeito está empregado – e, portanto, não entra nas estatísticas de desemprego. Além disso, o levantamento do IBGE cobre apenas ALGUMAS capitais, não todas – o que significa que cidades grandes que não sejam capitais ficam de fora do levantamento. Enfim, há uma série de “detalhes” envolvendo as estatísticas referentes ao desemprego que precisam ser melhor avaliadas antes de falar em “pleno emprego” no Brasil.

De qualquer forma, peço que o leitor faça uma pausa para ler, com carinho e atenção, este texto AQUI. Vou transcrever apenas alguns poucos trechos da conclusão, mas a leitura do restante do artigo é crucial:

Entre 1970 e 2011 o produto brasileiro aumentou 401%, o trabalho aumentou 204%, o capital aumentou 720% e a produtividade aumentou apenas 11%. (…) O crescimento do Brasil vem do capital e não da produtividade.

Não é por acaso que não conseguimos crescer de forma sustentada. No início do processo de crescimento o capital era realmente importante e necessário para produção, não tínhamos fogão nem panelas. Quando isto ocorre a própria aquisição de capital leva ao aumento da produtividade mensurada. Máquinas novas significam tecnologias novas e novas possibilidades de produção. A medida que o tempo passou precisávamos ter feito a mudança para um crescimento via produtividade, não fizemos. O resultado foi a estagnação. Aumentamos o estoque de capital sem que este novo capital gerasse ganhos de produtividade. O Brasil investiu em estradas que não ficaram prontas, ferrovias que não passam trens e coisas do tipo. Equivale a jogar água na feijoada já aguada. Por outro lado não educamos nem qualificamos nossa força de trabalho e não facilitamos a vida de nossos empreendedores. Muito tempo e dinheiro já foram desperdiçados na estratégia de colocar água no feijão, sempre é tempo de tomar o caminho da produtividade, mas quanto antes melhor.

Caso o leitor queira aprofundar um pouco mais a discussão sobre os vários problemas econômicos que foram (e estão sendo) criados pela incompetência das decisões de Dilma e sua equipe de samambaias, recomendo estes links AQUI, AQUI, AQUI, AQUI. Para coroar estas leituras, recomendo esta aqui: GASTO DISPARA, E CONTAS DO GOVERNO TÊM O MAIOR ROMBO DESDE O REAL.

Agora vem o pior de tudo, na minha opinião.

A ideologia burra, tacanha e cega que vem guiando as decisões do executivo desde 2003 (o maldito ano em que Lulla assumiu a Presidência e iniciou a destruição silenciosa do país) colocou o Brasil numa situação péssima. Como o PT precisa manter o discurso de oposição feroz a tudo o que venha dos Estados Unidos, o Brasil isolou-se no comércio internacional. Enquanto os EUA e a Europa estavam lidando com suas crises econômicas internas, este problema ficou “camuflado” – ele existia, estava lá, mas não era tão evidente.

Agora, porém, o contexto é outro. Muitos países europeus e os Estados Unidos estão mostrando indicadores sólidos de recuperação de suas economias. Calcados nesses dados, estão “colocando o pé no acelerador” de verdade, enquanto o Brasil está patinando – e vai continuar, haja vista a tenebrosa incapacidade gerencial de Dilma Rousseff.

Trechos de uma matéria da Folha de S.P (de 14/11/2013, disponível na íntegra AQUI) ilustram o meu ponto central:

Pressionada pela perda de competitividade e pela queda na exportação de manufaturados, a indústria brasileira está defendendo um acordo de livre-comércio com os EUA. Ontem, em discurso para 200 empresários americanos em Denver (EUA), o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, afirmou que o Brasil deveria fechar um acordo de livre-comércio com os EUA e deixar em segundo plano o Mercosul para avançar em outros tratados importantes. “Defendemos um acordo com os EUA, que compram principalmente manufaturados”, disse à Folha Andrade.

Foi a primeira vez desde o enterro da Alca, em 2003, que a indústria discutiu a abertura de mercado com os EUA. Até setores mais protecionistas, como o de eletroeletrônicos, defendem o acordo. “Mudamos o posicionamento. Há dez anos éramos refratários, e havia um açodamento para fechar um tratado”, disse Humberto Barbato, presidente da associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. “Agora estamos isolados, o Brasil está fora das cadeias de valor, daqui a pouco estaremos parecidos com países da antiga Cortina de Ferro.” Procurado, o Ministério do Desenvolvimento limitou-se a dizer que “não há discussão em curso sobre essa questão”. “O governo está focado na troca de ofertas com os europeus para um futuro acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia”, diz a nota.

Os EUA são o segundo parceiro comercial do Brasil, atrás da China. Mas, enquanto o Brasil exporta essencialmente commodities à China, vende em grande parte produtos manufaturados e semimanufaturados para os EUA. Entre 2000 e 2008, o Brasil manteve superavit comercial com os EUA de quase US$ 10 bilhões por ano. Desde 2008, porém, o país tem deficit (foram US$ 5,6 bilhões em 2012). O novo posicionamento da indústria vem do deficit em manufaturados (a Associação de Comércio Exterior do Brasil projeta US$ 105 bilhões neste ano), da queda no ritmo de exportações e da primarização da pauta. Além disso, o Brasil sofre cada vez mais concorrência da China na venda de manufaturados no Mercosul. E, como o Mercosul fechou só três acordos comerciais, o país pode ficar mais isolado.

O Mercosul virou um elefante branco: ao invés de potencializar a economia dos países-membros, transformou-se numa extensão do Foro de São Paulo, congregando apenas países refratários ao capitalismo, inimigos de empresas, empresários e lucros, países que cerceiam a liberdade de expressão, liberdade econômica, individualismo e meritocracia; países subdesenvolvidos, presididos por pessoas incapacitadas, ditadores de quinta categoria e palhaços sem noção que falam qualquer bobagem.

Exemplo PERFEITO? Venezuela: Chávez e Maduro têm imenso histórico de ataques e bobagens disparadas contra os Estados Unidos, mas sempre dependeram do petróleo que vendem aos EUA para manter suas políticas populistas, demagógicas e burras. E sabemos que a Venezuela está completamente destruída pelo tal “socialismo bolivariano” dos escroques Chávez e Maduro.

Mas calma, leitores otimistas, a situação fica ainda pior (leia a íntegra AQUI):

Um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia pode redesenhar a economia global e ter o Brasil como um dos grandes prejudicados. Caso seja de fato concluído, o tratado pode levar o país a experimentar uma queda em suas exportações, equivalente a uma redução de até 2,1% de seu PIB per capita, num cenário em que taxas de importação sejam zeradas e outras barreiras eliminadas, como padronizações conflitantes e reservas de mercado

O cálculo, da Universidade de Munique, mede os efeitos, em 126 países, do acordo. EUA e União Europeia discutem desde o início do ano um tratado de livre-comércio. A expectativa é que até o fim do ano que vem seja fechado um acordo que une quase metade do PIB global e um terço do comércio mundial. O estudo mostra que todos os países fora do novo bloco registrarão queda nas vendas ao exterior e, consequentemente, perderão receitas. A Coreia do Sul seria exceção.

Os países europeus terão ganhos variados de até 10% na renda média de seus cidadãos, e os Estados Unidos serão os maiores vitoriosos, com ganho de 13,4%. A queda das receitas para o Brasil ocorrerá nos dois destinos, segundo o estudo. Somente para os EUA, a perda seria de 30% das vendas. Os dois blocos absorvem um terço das exportações do país. “O mundo caminha para o fim das tarifas. Se houver um acordo entre EUA e UE, começará a haver um isolamento do Brasil”, diz Carlos Abijaodi, diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Uma simplificação extrema disso tudo que está demonstrado acima é a seguinte: o Brasil está isolado porque aliou-se (ideológica, econômica e politicamente) a países atrasados como Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina, Irã, ditaduras africanas, e distanciou-se de países capitalistas e desenvolvidos, como EUA, Canadá, Inglaterra, Alemanha etc.

Ao isolar-se, perde oportunidades (novas tecnologias, novos negócios, DINHEIRO NOVO), que terão custo futuro.

Sabe aquela estorinha de “país do futuro”? Pois é… não haverá. O Brasil seguirá atrasado enquanto estiver alinhado com Venezuelas, Cubas, ditadores e socialistas/comunistas/progressistas. Nunca antes na história deste planeta países socialistas e/ou comunistas desenvolveram-se e melhoraram – TODOS, sem nenhuma exceção, perderam o bonde da História, ficaram pobres e atrasados. Basta olhar para União Soviética e Cuba.

O Brasil, graças ao PT de Lulla e Dilma, escolheu aliar-se aos países subdesenvolvidos, atrasados, ultrapassados. Estas escolhas, ao longo do tempo, foram destruindo a competitividade do Brasil. Agradeça Dilma e Lulla.

Mais duas provas (precisava?) de que a educação no Brasil nunca foi prioridade

Como professor, fico muito triste em dizer isso, mas é inevitável: a educação, no Brasil, sempre foi um lixo. E, como se não bastasse, está cada dia pior.

Não se trata de colocar a culpa apenas no governo (neste ou naquele). Sim, todos os governos no Brasil, nos últimos 20 ou 30 anos, independentemente do partido ou da esfera (federal, estadual ou municipal), são responsáveis pela queda da qualidade da educação. Mas eles não são os ÚNICOS responsáveis/culpados.

Na semana passada, mais um sinal preocupante:

A Universidade de São Paulo (USP) caiu de posição no ranking da Times Higher Education (THE), a principal lista do ensino superior do mundo. Em 158.º lugar no passado, a instituição paulista agora figura entre as 226 e 250 melhores, segundo o levantamento 2013-2014, divulgado ontem. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nem sequer aparece entre as 300 instituições. Com o revés da USP, o Brasil deixa o topo das 200 melhores universidades do mundo.

O THE não revela a posição exata de cada universidade depois do 200.º lugar. Dos países que tinham ao menos uma universidade no topo, o Brasil é o único que não está mais na lista. Hoje há 26 nações bem avaliadas, com a volta de Turquia, Espanha e Noruega. Não há nenhum país da América Latina. Os Estados Unidos, com 77 universidades, lideram o ranking, seguidos de Reino Unido, com 31, e Holanda, com 12. O Instituto Tecnológico da Califórnia aparece em primeiro lugar pelo terceiro ano seguido, à frente de Harvard, Oxford e Stanford.

O ranking adota 13 critérios para examinar as universidades, divididos em cinco categorias: ensino (30%), pesquisa (30%), citações (32,5%), parcerias com indústrias (2,5%) e diversidade internacional (5%). “A saída de USP e Unicamp surpreendeu porque ambas haviam avançado nos anos anteriores”, disse o editor da THE, Phil Baty, em entrevista ao Estado. Para ele, as universidades brasileiras enfrentam burocracia e dificuldades para contratar novos professores.

A reportagem solicitou entrevistas com representantes da USP. A instituição manifestou-se por meio de nota, na qual afirmou que a universidade esteve bem em outras avaliações e que há políticas de parcerias com outras instituições e intercâmbio de alunos e professores.

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, estranha o resultado. “USP e Unicamp têm aumentado a presença no cenário acadêmico internacional. É importante considerar quais quesitos foram avaliados”, afirma. Para ela, o inglês é um dos principais obstáculos para pesquisadores brasileiros em trabalhos e publicações científicas estrangeiras.

A matéria do Estadão está AQUI na íntegra. Neste link pode-se, inclusive, observar o ranking completo. Recomendo uma olhadinha.

Também na semana passada, mais uma triste notícia para a educação: depois de 15 anos em queda, o analfabetismo voltou a crescer no Brasil. A íntegra da notícia está AQUI; abaixo, alguns trechos com grifos meus:

O analfabetismo cresceu no Brasil em 2012. O contingente de pessoas que não sabem ler nem escrever chegou a 13,2 milhões de pessoas, o equivalente a 8,7% da população residente no país. Em 2011, segundo o IBGE, o analfabetismo atingia 8,6% da população residente no país, 12,9 milhões de pessoas. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até a alta de 2012, o analfabetismo no Brasil vinha em uma trajetória de queda. Em 2004, a taxa era de 11,5%. […]

Entre as cinco regiões brasileiras, na passagem de 2011 para 2012, o analfabetismo teve o maior aumento no Nordeste, onde passou de 16,9% para 17,4%. No mesmo período, o indicador cresceu 0,4 ponto percentual no Centro-Oeste, para 6,7%. Nessa base de comparação, a Pnad verificou que o analfabetismo caiu no Sul e no Norte do país, de 4,9% e 10,2%, respectivamente, para 4,4% e 10%. Já no Sudeste, o analfabetismo manteve-se estável em 4,8% em 2012 na comparação com o ano anterior.

A taxa de analfabetismo funcional foi estimada em 18,3%, o equivalente a 27,8 milhões de pessoas. Em 2011, a taxa era de 20,4%. O analfabetismo funcional é representado pela proporção de pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudos completos em relação ao total de pessoas de 15 anos ou mais de idade.

A definição de analfabetismo funcional utilizada na Pnad é da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A entidade estabelece que funcionalmente alfabetizada é a pessoa que pode participar de todas as atividades em que a alfabetização é necessária para o funcionamento efetivo do seu grupo e comunidade e também para lhe permitir continuar a utilizar a leitura, a escrita e o cálculo para seu próprio desenvolvimento e da comunidade.

As regiões Norte e Nordeste registraram os maiores percentuais de analfabetos funcionais em 2012, 21,9% e 28,4%, respectivamente. No Sudeste, o índice foi 13,2%; no Sul, 13,7%; e no Centro-Oeste, 16,5%.

A Pnad também pesquisou o nível de instrução da população brasileira. Na comparação entre 2011 e 2012, houve aumento do percentual daqueles que possuíam nível fundamental incompleto ou equivalente, de 31,5% para 33,5%. Por outro lado, no mesmo período, diminuiu a proporção das pessoas sem instrução e com menos de um ano de estudo, de 15,1% para 11,9%.

O percentual de pessoas com nível superior completo aumentou de 11,4%, em 2011, para 12%, em 2012. Assim, em 2012, havia 14,2 milhões de pessoas com nível superior completo, 6,5% a mais que em 2011.

Pois é…

A despeito de ser triste, lamentável, não chega a surpreender. O Brasil, sob Lulla, Dilma e PT, está emburrecendo cada vez mais. Os dados do IBGE apenas comprovam e reforçam este fato.

Não se trata APENAS da já conhecida incompetência de Dilma Rousseff. Apesar de estar conseguindo superar até seu mentor-padrinho em termos de incompetência, ignorância e arrogância, o que está em curso é uma ação com finalidade específica: nenhuma ditadura gosta de uma população inteligente, bem instruída, pensante.

Vejamos esta notícia AQUI:

As verbas de combate ao analfabetismo foram praticamente zeradas. Acabou o combate a esta chaga, a esta vergonha, a esta indignidade chamada analfabetismo. Em 2011, foram aplicados mais de R$ 600 milhões. A verba foi reduzida a pouco mais de 10% em 2012, ficando em R$ 69 milhões. Em 2013, até agora, foram aplicados míseros e vergonhosos R$ 9 mil reais. Este valor é um terço do que Dilma Rousseff pagou por uma diária em hotel de luxo em New York, recentemente. Não é à toa que o alfabetismo está subindo.

Finalmente, trecho do editorial do Estadão de 01/10:

Depois da universalização das matrículas no ensino fundamental, que foi uma das principais conquistas do país das décadas de 1990 e 2000, era de esperar uma significativa melhoria na qualidade das escolas nos últimos anos. Mas, em vez do desenvolvimento natural rumo a uma educação básica mais eficiente, capaz de assegurar ao país a formação de capital humano de que necessita para poder crescer e passar para níveis mais sofisticados de produção, o Brasil está retrocedendo.

Essa é uma das mais importantes ─ e preocupantes ─ conclusões que podem ser extraídas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012, divulgada pelo IBGE. A pesquisa é realizada desde 1967 e traz informações sobre população, migração, trabalho, rendimento e domicílios, além de educação. A partir de 2004, ela passou a cobrir todo o país. Para realizar a Pnad de 2012, os técnicos do IBGE consultaram 147 mil domicílios.

[…] Os números da Pnad mostram, no entanto, que, em vez de aumentar o número de pessoas preparadas para enfrentar o ambiente competitivo de um mercado de trabalho cada vez mais sofisticado em termos tecnológicos, a educação brasileira está no caminho inverso. E, com isso, o Brasil permanece com um importante segmento da população à margem do processo econômico, por falta de instrução, o que agrava a desigualdade. Esse é o atestado do fracasso da política educacional adotada nos últimos anos. Ela agitou bandeiras politicamente vistosas, como a adoção do sistema de cotas raciais, a democratização do ensino superior e a criação de universidades. Mas revelou-se incapaz de alfabetizar e preparar milhões de brasileiros para o mercado de trabalho, negando-lhes com isso as condições para que possam se emancipar econômica e socialmente.

Uma salva de palmas para a presidenta-ignoranta-incompetenta!

Palmas também para o PIOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL, Fernando Haddad! 

Haddadd

Revista britânica The Economist coloca os pingos nos “is”, e demonstra, com fatos, todo o estrago causado pela incompetência de Dilma

A edição desta semana do semanário britânico The Economist está IMPERDÍVEL.

Há uma reportagem especial de 14 páginas, todas elas recheadas com fatos que colocam Dilma Rousseff em seu devido lugar: um fantoche completamente incapaz de administrar qualquer coisa.

A capa da revista, aliás, faz uma menção a uma reportagem (também de capa) de 2009, na qual o tom era o inverso: ali, o semanário elogiava o Brasil, afirmando que ele estava “decolando” (take off). Agora, em 2013, a pergunta é: “O Brasil estragou tudo?”.

Sim, estragou. E ganha um pirulito de groselha quem adivinhar os nomes dos responsáveis pelo “estrago”…

Ambas as capas, lado a lado (a de 2009 à esquerda, a de hoje à direita):

noticia_80388

Não vou reproduzir a LONGA matéria na íntegra, evidentemente. Apenas alguns trechos (como sempre, grifos meus):

Since then the country has come back down to earth with a bump. In 2012 the economy grew by 0.9%. Hundreds of thousands took to the streets in June in the biggest protests for a generation, complaining of high living costs, poor public services and the greed and corruption of politicians. Many have now lost faith in the idea that their country was headed for orbit and diagnosed just another voo de galinha (chicken flight), as they dubbed previous short-lived economic spurts.

[…] But Brazil has done far too little to reform its government in the boom years. It is not alone in this: India had a similar chance, and missed it. But Brazil’s public sector imposes a particularly heavy burden on its private sector, as our special report explains. Companies face the world’s most burdensome tax code, payroll taxes add 58% to salaries and the government has got its spending priorities upside down.

Compare pensions and infrastructure. The former are absurdly generous. The average Brazilian can look forward to a pension of 70% of final pay at 54. Despite being a young country, Brazil spends as big a share of national income on pensions as southern Europe, where the proportion of old people is three times as big. By contrast, despite the country’s continental dimensions and lousy transport links, its spending on infrastructure is as skimpy as a string bikini. It spends just 1.5% of GDP on infrastructure, compared with a global average of 3.8%, even though its stock of infrastructure is valued at just 16% of GDP, compared with 71% in other big economies. Rotten infrastructure loads unnecessary costs on businesses. In Mato Grosso a soyabean farmer spends 25% of the value of his product getting it to a port; the proportion in Iowa is 9%.

These problems have accumulated over generations. But Ms Rousseff has been unwilling or unable to tackle them, and has created new problems by interfering far more than the pragmatic Lula. She has scared investors away from infrastructure projects and undermined Brazil’s hard-won reputation for macroeconomic rectitude by publicly chivvying the Central Bank chief into slashing interest rates. As a result, rates are now having to rise more than they otherwise might to curb persistent inflation. Rather than admit to missing its fiscal targets, the government has resorted to creative accounting. Gross public debt has climbed to 60-70% of GDP, depending on the definition—and the markets do not trust Ms Rousseff.

Fortunately, Brazil has great strengths. Thanks to its efficient and entrepreneurial farmers, it is the world’s third-biggest food exporter. Even if the government has made the process slower and costlier than it needed to be, Brazil will be a big oil exporter by 2020. It has several manufacturing jewels, and is developing a world-class research base in biotechnology, genetic sciences and deep-sea oil and gas technology. The consumer brands that have grown along with the country’s expanding middle class are ready to go abroad. Despite the recent protests, it does not have the social or ethnic divisions that blight other emerging economies, such as India or Turkey.

A reportagem principal pode ser lida na íntegra AQUI.

Mas não é só isso: na reportagem especial, que totaliza 14 páginas, há diagnósticos precisos sobre a deplorável infra-estrutura sucateada pelo PT em mais de 12 anos (chamada pela revista, muito acertadamente, de “road to hell”), crítica aos gastos exorbitantes e burros com estádios de futebol, análise ponderada sobre agronegócios, indústria, bens de consumo… Enfim, um mapeamento bastante completo, acurado.

E, assim sendo, uma reportagem que não deixa nenhuma sombra de dúvida sobre a brutal incapacidade intelectual, política ou gerencial do poste Dilma Rousseff.

Assinantes podem acessar a reportagem completa AQUI.

Ranking lista escolas que mais formaram CEOs no mundo

Recebi por e-mail do Carlos Bertini, e publico, pois acho bem interessante:

Um novo ranking universitário da revista THE (Times Higer Education) divulgado ontem mostra quais são as universidades onde os presidentes-executivos (CEOs, na sigla em inglês) das 500 maiores empresas do mundo fizeram suas graduações e pós-graduações. A THE já é consagrada por fazer um ranking geral das universidades globais. Das dez melhores colocadas do “Alma Mater Index: Global Executives”, apenas três estão no “top 10” do ranking geral da THE, e três sequer constam entre as cem melhores.

A THE levantou o currículo escolar dos presidentes-executivos das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune e viu quais instituições foram mais frequentadas por eles. A Universidade de Harvard aparece na dianteira: 25 CEOs estudaram na instituição norte-americana. Margaret Whitman, da Hewlett-Packard, Steven Ballmer, da Microsoft e Emilio Ricardo Lozoya Austin, da Pemex são alguns que passaram por lá.

Ao todo, as companhias dirigidas por esses 25 tiveram receita de US$ 1,5 trilhão. A universidade americana já se destaca na maioria dos rankings universitários. No ranking geral da THE, ela aparece em quarto lugar, mas é a primeira no ranking que mede a reputação. Já a Universidade Keio, no Japão, está entre as cinquenta últimas instituições do ranking geral, mas é a nona no ranking dos CEOs. Segundo Phil Baty, editor da THE, os rankings tradicionais acabam valorizando instituições com foco muito grande em pesquisa. Faculdades menores acabam se saindo bem no Alma Mater Index, como as “ecoles” francesas.

A “École Polytechnique” (Escola Politécnica), aparece em quarto no novo ranking, mas fica em 62º no ranking geral. Já a HEC Paris, escola de estudos de negócios francesa, em quinto no Alma Mater, nem aparece no índice geral.”No ambiente de negócios atual, acredito que estimular o pensamento livre, a criatividade, a comunicação e a adaptabilidade é tão importante, senão mais, do que as habilidades técnicas”, diz.

Mas há distorções. EUA e China, as duas maiores economias do mundo, são também as que tiveram mais universidades listadas, 38 e 15, respectivamente. “Como há muitas petroleiras na lista, instituições do Texas foram beneficiadas”, afirma Baty. O Estado tem a maior produção de petróleo nos EUA.

BRASIL

No ranking, aparecem duas universidades brasileiras, a FGV (Fundação Getúlio Vargas), em 35º, e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em 62º. Na FGV, estudaram a presidente da Petrobras, Graça Foster, Murilo Ferreira, da Vale e Alfredo Egydio Arruda Villela Filho, da Itaúsa, holding que controla o banco Itaú Unibanco. Já na UFRJ, estudaram Carlos Brito, da Anheuser-Busch InBev, e a própria Graça Foster. “A diversidade de áreas das ciências exatas e a exposição a diferentes culturas na UFRJ certamente colaboraram com meu aprendizado e progresso na Petrobras e o MBA em Economia na FGV despertou em mim, de forma expressiva e progressiva, o interesse pelos negócios”, afirma Foster.

1 MacBook Air emprestado para cada aluno do ensino médio

Alguém consegue imaginar algo semelhante acontecendo numa escola do interior do Brasil? Sim, Iowa é um estado “caipira”, totalmente “interiorrrrr”.

No Brasil, os computadores jamais chegariam aos alunos, pois teriam sido alvo de corrupção e desvio de verbas antes. Mas, se chegassem, o aluno seria assaltado na saída da escola no 1o dia de aula….

Os estudantes da Ames High School, de Iowa, nos Estados Unidos, foram recebidos com uma novidade no início do ano letivo – que por lá foi no final de agosto, após as férias do meio do ano: 1.425 MacBooks, modelo Air, à disposição de todos os seus alunos, que são da 9º, 10ª, 11ª e 12ª séries.

Os computadores estão disponíveis para em regime de empréstimo, como livros de uma biblioteca – mas o empréstimo dura o ano letivo inteiro. Para receber seu MacBook Air, o estudante deve concordar com os termos e deixar um depósito de US$ 25, que será integralmente devolvido a ele na devolução do equipamento, no final de cada ano letivo.

É compromisso do aluno trazer o MacBook diariamente para as aulas. Se danificar ou extraviar o equipamento, o estudante naturalmente fica responsável pela sua reposição, contribuindo com valores que vão desde US$ 50 até o preço completo do MacBook, dependendo da situação. FONTE: BR-Mac