Mais uma comunista que não leu o Manifesto Comunista

Recebi por e-mail o link para o blog de uma comunista que não leu e/ou não entendeu o Manifesto Comunista de Marx e Engels. Eis aqui o que a brilhante pensadora escreveu logo no segundo parágrafo de um texto disfarçado de um amontoado de bobagens:

Os malucos que tanto me xingaram não sabem, imagino, que Marx acreditava em uma sociedade cooperativa, livre de exploração e comandada pelo trabalhador. Marx nunca falou na apropriação dos meios de produção pelo estado. Marx não estava nem aí para o estado.

O grifo é meu nas últimas duas sentenças, pois quero ressaltar um trecho do Manifesto Comunista que prova que a iluminada não se deu ao trabalho de chegar até a página 42 DESTA EDIÇÃO EM PDF (simplificada e traduzida, para facilitar a vida de quem tem dificuldades na compreensão de textos) da obra mais importante (e básica!) para aqueles que desejem defender o comunismo:

(…) nos países mais adiantados, as seguintes medidas poderão geralmente ser postas em prática:
1. Expropriação da propriedade latifundiária e emprego da renda da terra em proveito do Estado. (…)
5. Centralização do crédito nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e com o monopólio exclusivo.
6. Centralização, nas mãos do Estado, de todos os meios de transporte.
7. Multiplicação das fábricas e dos instrumentos de produção pertencentes ao Estado, arroteamento de terras incultas e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano geral.

Notem que transcrevi apenas e tão somente os itens que usam de forma clara e inequívoca o termo “Estado”.
A iluminada escreveu que Marx “nunca falou na apropriação dos meios de produção pelo estado. Marx não estava nem aí para o estado“.

Ela nem se deu ao trabalho de ler o Manifesto Comunista?
Sério, não precisava nem entender, bastava LER!

E olha que o Manifesto Comunista é um livro curtinho, fácil de entender (para quem sabe ler, obviamente) e fácil de conseguir (coloquei o link para o download do PDF lá em cima). Seria ultrajante sugerir a uma pessoa que não entendeu sequer o Manifesto Comunista a leitura de O Capital, uma obra bem mais volumosa e complexa.

Mas, como sabiamente disse Ronald Reagan, em 25 de Setembro de 1987:

“How do you tell a Communist? Well, it’s someone who reads Marx and Lenin. And how do you tell an anti-Communist? It’s someone who understands Marx and Lenin.”

2014-07-06 21.07.57

A tibieza da Ambev diante da histeria feminazi

Conforme eu havia escrito no post anterior, as feminazis (termo criado pela soma de feminista com nazista, uma criação que, aliás, cabe como uma luva a estas histéricas enlouquecidas) estavam em ritmo alucinado logo antes do Carnaval. Elas produziram bobagens em série. Ninguém daria conta de catalogar todas.
Pois eu tratei ali de dois casos: uma campanha meio burrinha do Ministério da Justiça, e uma campanha ruim da Skol/Ambev.
E duas notícias que li durante o Carnaval me deixaram bastante procupado. Eis a primeira (publicada no site da Exame, na íntegra AQUI):

Dias após uma campanha polêmica ter sido retirada do ar, a Ambev decidiu por substituir o diretor de marketing Pedro Henrique de Sá Earp por Paula Nogueira Lindenberg. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da empresa na última sexta-feira, dia 13, e publicada na ata de reunião, divulgada na área de relações com os acionistas da fabricante de bebidas. A troca foi feita depois da repercussão negativa da campanha de Carnaval da marca Skol que trazia as mensagens “Esqueci o não em casa” e “Topo antes de saber a pergunta”. Veiculada em outdoors da cidade de São Paulo, a campanha causou indignação nas redes sociais e a empresa acabou sendo acusada de fazer apologia ao estupro. Por meio de nota, a Skol afirmou que “repudia todo e qualquer ato de violência”. Novas frases foram inseridas nos outdoors logo em seguida.
Sobre a troca de diretoria, a companhia afirmou ao Estadão que a decisão não se relaciona com a repercussão negativa da ação publicitária. Earp estaria deixando o cargo para assumir uma posição global nos Estados Unidos, uma movimentação já planejada há algum tempo pela empresa.

A segunda notícia leio agora há pouco, na Folha (íntegra AQUI), e seguem alguns trechos com grifos meus:

“Eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem; modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual.” Quase oito anos após o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) apertar o cerco contra a erotização da mulher na publicidade de bebida, muita coisa mudou.
Neste verão não tem Sandy nem Paris Hilton. Entre as loiras que estão à frente dos comerciais está a improvável Ana Maria Braga, 65, fazendo campanha para a Proibida, que apelou à velha fórmula das celebridades para gerar reconhecimento.
(…) Porém, a velha associação entre cerveja e mulher gostosa de biquíni, ainda que dentro das regras do Conar, sobrevive: está, por exemplo, na série de comerciais da Itaipava (cervejaria Petrópolis), com a bailarina do Faustão Aline Riscado no papel de Verão. Um dos comerciais, exibido só na internet e que mostra um rapaz supostamente tendo uma ereção ao enxergar Verão no mar, está sendo analisado pelo Conar.
(…) O maior cerco hoje vem das redes sociais. Semana passada, a Ambev recolheu uma campanha da Skol após protestos de duas internautas que se espalhou na web, sob acusação de fomentar a violência contra a mulher. O cartaz, veiculado em pontos de ônibus, trazia a frase “Esqueci o ‘não’ em casa”.
“O público mudou, e as marcas ainda estão um pouco atrasadas”, diz Fábio Mariano, professor de comportamento do consumidor da ESPM. Segundo ele, quem não entendeu que a frase geraria polêmica não entrou no “modelo mental do século 21”. “Este é o século da precisão. Não há espaço para ambiguidade e não importa se a piada é boa. A nova geração é mais crítica e demanda das marcas cuidado com temas sensíveis”, afirma.
Após ficarem famosas pela crítica à campanha da Skol, a publicitária Pri Ferrari e a jornalista Mila Alves decidiram lançar o vídeo-blog “Tinha que ser Mulher”, para combater estereótipos machistas. “O politicamente correto não é coisa chata. Simplesmente não pode fazer piada com minorias e parte da sociedade que ainda são reprimidas”, diz Ferrari, 25.

A frase da tal “Pri Ferrari”, que encerra o texto da Folha, mostra de forma cristalina a mentalidade estúpida das feminazis: elas “cagam” regras de acordo com o que elas acham que TEM que ser o comportamento das demais pessoas (“simplesmente NÃO PODE FAZER PIADA COM…”, ou seja, é ela quem determina o que pode e o que não pode ser tema de piadas), e, caso alguém não aceite estas regras, elas saem por aí fazendo terrorismo – algumas vezes “terrorismo” é apenas uma hipérbole; noutras, é fato concreto.
De qualquer forma, é uma pena ver uma garota de apenas 25 anos com tanto recalque em si. Quase sinto pena.

O marketing da Ambev nunca foi bom, isso não é novidade nenhuma. Mas agora ele foi rebaixado ainda mais. Virou coadjuvante. A tibieza da Ambev ficou batendo palmas para duas malucas sambarem.
Se as empresas continuarem nesta toada, em breve qualquer imbecil vai mandar mais nas estratégias de comunicação das empresas do que elas mesmas!

O que mais me choca na reportagem da Folha, contudo, é a visão míope do professor da ESPM citado. Quando ele alude a uma geração supostamente “mais crítica” ele está equivocado. Trata-se de uma geração mais burra, mais bunda-mole, mais e mais incapaz de ler e entender o que está lendo (sim, o maldito analfabetismo funcional!). Mas o pior de tudo é tratar o grupelho de feminazis e outros dementes como “mais críticos”. Não são. Há uma diferença basilar entre ser crítico, no sentido de não aceitar como verdade absoluta qualquer coisa que ouça/leia, e ser chato. As feminazis, inclusive as duas pé-no-saco que ficaram famosinhas graças à Skol, são apenas chatas, histéricas e, pior, burras: a propaganda da Skol, ainda que ruim porque fraca, não fazia absolutamente nenhuma alusão sexual, nem tampouco indicava que apenas as mulheres deveriam “deixar o não em casa”. O slogan deixa em aberto a interpretação: não fala de sexo, violência, estupro, nada disso!

A reação à propaganda da Skol – que, repito, é ruinzinha, fraca, sonsa – demonstra que as duas feminazis interpretaram a propaganda do jeito que elas quiseram, e reagiram como se aquilo fosse a verdade absoluta. Isso é típico das feminazis e demais grupelhos que “cagam regras” hoje em dia. As feminazis enxergam machismo em tudo: se eu digo “Bom dia” a uma mulher, estou sendo machista; se NÃO digo, sou machista também. Isso é burrice aguda aliada a falta de amor próprio e uma bela dose de recalque.
Ninguém se preocupou em entender a mensagem real da campanha: as doidivanas enxergaram machismo e incentivo ao estupro aonde não havia nem um nem outro; reagiram de forma histérica àquilo que elas achavam que a propaganda incentivava; e ficaram felizes e satisfeitas porque conseguiram seus 2 minutos de fama e fizeram a empresa recuar.

As feminazis produzem cada bobagem simplesmente vergonhosa:

Feminazi 2015 Feb 13
Feminazi cagando regra.

 

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Feminazis são seres tão patéticos que querem controlar até a posição sexual alheia!


Aliás, as feminazis têm diversas (infinitas!) semelhanças com os demais grupos que se dizem defensores de alguma “minoria”. Estes grupos são, via de regra, formados por gente ignorante, intransigente, fascista e demagógica. E não é só isso: discute-se o papel das redes sociais, e da utilização destes canais de comunicação como forma de pressionar as empresas.
Ora, como vou demonstrar abaixo, as redes sociais estão recheadas de gente estúpida, ignóbil e sem nenhum bom senso – e no facebook e twitter são escritas coisas que ultrapassam o limite do escárnio, do ridículo, do tosco.

Alguns exemplos a seguir (clique nas imagens para ampliar):

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Reforçando a burrice dos politicamente corretos até no plano internacional: uns malucos criticam a foto do Steven Spielberg diante de um “dinossauro” porque acham que é um machista que caçou o pobre animal e está posando de “machão”. Tão inteligentes!

 

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Duas afirmações de uma criatura de diz ser da USP (não duvido que a FFLCH contrate uns tipos desses, afinal eles têm Safatle, Chauí e outros no mesmo nível). Ela quer que professores DOUTRINEM ao invés de ensinar – e, claro, quer expulsar homens e héteros da USP, pois a simples existência de homens é…FASCISTA!

 

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Um militonto pago acha Dilma uma coitadinha (depois que ela foi massacrada num debte na TV), mas acha que pode controlar as condolências alheias quando da morte da Margaret Thatcher (que, bem diferente da Dilma, jamais se fingiu de coitadinha só porque foi humilhada num debate, até porque a Margaret Thatcher sabia debater qualquer assunto, bem diferente da Dilma)

 

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“Elite paulistana mesquinha que odeia nordestinos”. Um deputado do PT que se diz defensor de direitos humanos desfila seu preconceito em sua página oficial do Facebook. Porque só quem pode ser preconceituoso são os que defendem o fim do preconceito. Certo?!

 

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Defensora da Dilma no Facebook que acha que Marina Silva só serve para costurar barra de saias. Preconceituosa? Não, claro: se a pessoa é do PT (ou de seus partidos linha auxiliar, como PSOL, PSTU etc) não pode ser chamada de preconceituosa nem racista nem homofóbica nem machista. Preconceituosos são os outros. Só é preconceituoso quem discorda dos “ativistas” de esquerda.

 

2014 11 29 09 10 07

2014 12 10 22 11 00
Esse é o nível da “Ministra” dos “Direitos Humanos”.

 

2015 01 06 01 25 10
Aqui uma feminazi que compartilha A SÉRIO um texto escrito por uma personagem “fake”, criada com o intuito de ridicularizar as feminazis. Essa gente é tão burra que não consegue distinguir uma sátira.

 

2015 02 01 19 53 08
Essa mania do politicamente correto gera discussões ridículas como esta, em que cagam-se regras o tempo todo.

 

Firefox 74
As empresas devem dar ouvidos ao que se escreve/diz nas redes sociais? Vejam o tipo de ignorância que inunda Facebook, Twitter e afins. São estas afirmações que as empresas devem considerar quando decidem sobre suas estratégias de comunicação & promoção?

 

2015 02 10 20 26 23
Quem caga regra e chama qualquer um que discorde dele de racista, homofóbico e outras bobagens apoia…a Dilma, claro! Linha auxiliar.

 

Edmilsonpapo10 2014 Jul 05

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O deputado que ama cagar regras e atacar de politicamente correto ao lado da militante do PT (e candidata a deputada não eleita pelo RS) que queria a morte de um jogador de futebol. A Luisa é transexual, e depois de escrever vários tweets sobre a morte ao jogador que atingiu o Neymar na Copa teve a cara de pau de dizer que “em nenhuma momento” defendeu agressão. Não, apenas MORTE.

 

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Sobre Joaquim Barbosa. Mas não é racista, não. Afinal, é do PT.

 

Firefox 39
Xingar nordestino que votou na Dilma é xenofobia e preconceito, mas xingar paulista que votou no Alckmin “tá de boa”, né?! Os patrulheiros do politicamente correto não são apenas burros, são hipócritas!

 

Rudá Ricci 04

 

Rudá Ricci 05
Esse Rudá Ricci se acha intelectual. É do PT. Ama o Lulla. Diz que paulista é preconceituoso, racista etc. Um jênio.

 

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Paulistas são um bando de imbecis porque escolheram um candidato que não era o dele. Mas como ele é marxista (mesmo jamais tendo lido Marx), ele pode dizer qualquer coisa e está tudo bem. É mais um que compartilhou link da @zambininha (perfil satírico do Twitter) achando que era texto “sério”. E ainda elogiou o texto! Sim, é burro mesmo.

 

Edu Goldenberg on Twitter Sem modéstia representei o Brasil com altivez na palestra que dei na ONU sobre o ódio nas grandes redes e o perigo da homofobia crescente 2015 01 28 01 45 19

Edu Goldenberg on Twitter Bicha velha esclerosada RT JornalOGlobo Governo Dilma armou toda essa roubalheira diz Ney Matogrosso t co ZaoM5OyWbW 2015 01 28 01 45 43
Dois momentos do mesmo idiota: critica a homofobia, mas chama Ney Matogrosso de “bicha velha esclerosada”.

 

Os grupelhos que se colocam como defensores das minorias (engraçado que as mulheres não são minoria, segundo o Censo do IBGE, há muito tempo) costumam escorregar no tomate: todos eles têm em comum o ardoroso amor a um ditadorzinho assassino que matou homossexuais…

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Pois é….

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As feminazis e o politicamente correto passaram do limite

Nesta semana, dois fatos chamaram minha atenção – e ambos são fruto direto do crescimento da ignorância que assola certos grupos no Brasil. Ambos os fatos afetam diretamente as estratégias de propaganda e comunicação de empresas e de governos e organizações. O que mais me assustou nos dois episódios que vou sintetizar adiante nem foi o radicalismo ignóbil e cego de grupelhos extremistas e ignóbeis, como as feminazis; fiquei muito mais preocupado porque jornais teoricamente sérios deram amplo espaço para estas demonstrações ridículas de falta de limites e bom senso. O caso que eu achei o mais grave foi o da Skol. Remeto à matéria do portal Meio & Mensagem para resumir:

Na última quarta-feira, uma campanha da Skol veiculada em outdoors causou polêmica por, supostamente, incentivar os consumidores à perda do controle e até a cultura do estupro. Após a mobilização de duas amigas nas redes sociais, as fotos viralizaram, ganharam as páginas de jornais de todo o País e obrigaram a marca a tomar uma atitude. Nesta sexta-feira, a Skol apresentou a nova peça, que substituirá a antiga veiculada. Com os dizeres “Não deu jogo? Tire o time de campo. Neste carnaval, respeite”.

A íntegra da matéria, inclusive com as imagens, está AQUI. O caso também ganhou repercussão em diversos jornais e portais noticiosos. No âmbito da atuação de empresas, grupos de pressão não são novidade. Porém, a situação fugiu de controle. Atualmente está muito fácil as empresas curvarem-se a “escândalos” promovidos por pequenos grupelhos de gente ignorante, sem nenhum bom senso, mas muito organizada e barulhenta. Essas feminazis são um excelente exemplo. Felizmente elas são uma minoria, muito pequena mesmo; infelizmente, são organizadas, extremistas, persistentes e agressivas. Acabam conseguindo produzir algum barulho – mas dependem de conseguir espaço para suas reivindicações esdrúxulas e toscas. Um exemplo internacional eu li no jornal O Globo de novembro de 2014 (AQUI):

A britânica Karen Cole publicou em seu perfil no Twitter uma foto de sua filha Maggie, que adora super-heróis, ao lado de um cartaz nada amigável numa filial do supermercado Tesco, no centro de recreação Tower Park, na cidade de Poole, no litoral sul da Inglaterra. A placa, que estava na sessão de brinquedos da loja, se referia ao novo despertador dos super-heróis da Marvel como um “divertido presente para meninos”. A rede já removeu o pôster, mas a imagem de Maggie irada ao lado dele se tornou viral e foi retuitada mais de 10 mil vezes. Foi a própria garotinha, de 7 anos, que fez a reclamação para a mãe. Além de remover o cartaz, a rede Tesco pediu desculpas formais, acrescentando que o relógio é “um ótimo presente para meninas e meninos”. A companhia tomou conhecimento do incidente quando Karen disse no Twitter: “Minha filha de 7 anos que adora super-heróis não ficou nada feliz ao ver esse cartaz no @Tesco hoje”. A mãe de três filhos contou à rede de TV BBC que Maggie sempre gostou de heróis, dragões e cavaleiros. Ano passado, Karen teve que explicar para a garotinha que “todos os brinquedos eram para todas as pessoas”, depois que a pequena aventureira se mostrou preocupada que alguns brinquedos fossem apenas para meninos, e outros só para meninas. “Quando ela viu a placa, ficou confusa, porque ela dizia exatamente o oposto do que eu tinha ensinado a ela”, contou Karen à BBC. A mãe ficou surpresa e muito satisfeita com o barulho que sua reclamação fez nas mídias sociais.

Constata-se, pois, que grupelhos de feminazis e suas práticas chucras não são exclusividade do Brasil, muito pelo contrário. Mas esses grupelhos extremistas estão ganhando espaço e criando, com isso, efeitos deletérios: uma criança de apenas 7 anos “irritada” com esta bobagem? Obviamente os pais desta criança devem ser dois paspalhos. Esta é outra tendência que venho observando: os pais, hoje, têm medo de colocar limites em seus filhos, mas isso é outro assunto (a reportagem afirma, na última frase, que a mãe ficou “satisfeita” com a reclamação da filha, o que apenas reforça a evidência: a menina é vítima da burrice galopante da mãe).

Retomando o caso da propaganda da Skol: sim, a propaganda é ruim, mas nem de longe ela incentiva estupro. Trata-se apenas de mais uma propaganda de cerveja ruim. Aliás, é preciso reconhecer: no Brasil, nunca vi propaganda de cerveja que não fosse ruim. Há algumas que são péssimas, e há aquelas que são apenas ruins. Mas e daí?

Se as empresas caírem nesta cilada, e permitirem que meia dúzia de desequilibradas histéricas pautem suas decisões de mídia, elas vão acabar se queimando e perdendo quem realmente importa: seus clientes. A sociedade está caminhando, a passos largos, em direção ao ridículo; tudo virou motivo para “mimimi”. Todo mundo, hoje, se sente ofendidinho por qualquer bobagem, e sai gritando “bullying! Machismo! Homofobia! Racismo! Transfobia!“. Há uns termos novos, que não sei nem o que significam e não vou perder tempo tentando reproduzir. As redes sociais, especialmente Facebook e Twitter, só fizeam esta tendência crescer, acelerar e intensificar-se.

O problema, todavia, é que acaba sendo dado muito espaço para estas bobagens. As redes sociais, hoje, estão pautando boa parte do jornalismo brasileiro – que anda, por seu turno, bastante ruim também. Exemplo gritante disso (íntegra AQUI):

Após repercussão negativa e críticas nas redes sociais, o Ministério da Justiça retirou do Facebook uma peça publicitária da campanha “Bebeu, perdeu”, voltada para os foliões neste Carnaval. Os internautas acusaram a campanha de promover o machismo e o bullying. Na imagem, duas jovens segurando celulares riem de outra garota. A mensagem da imagem traz o texto: “Bebeu demais e esqueceu o que fez? Seus amigos vão te lembrar por muito tempo”. Além de apagar o post, o Ministério da Justiça publicou um pedido de desculpas no Facebook pelo “equívoco”. “A campanha # BebeuPerdeu é muito mais do que isso. Nós nos equivocamos com a peça. Ela tem o objetivo de conscientizar jovens até 24 anos sobre os malefícios do álcool. Atuamos em políticas públicas em conjunto com a Secretaria de Políticas para a Mulher (SPM) contra a violência doméstica, o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher. Pedimos desculpas pelo mal entendido e ao mesmo tempo contamos com a colaboração de todos na campanha”.
A SLA Propaganda é a agência criadora da campanha para o Ministério da Justiça.

mjvale

Sobre este caso da campanha do Ministério da Justiça: confesso que eu ri. Sim, minha primeira reação foi rir, porque afinal o Ministério da Justiça do PT estava sendo o alvo do histerismo dos grupelhos feminazis que apoiam…o PT!

Firefox 60 Não causa nenhuma surpresa, mas as feminazis são de esquerda e, na impossibilidade de elegerem uma Luciana Genro ou qualquer outra tralha, acabam votando (e apoiando) uma tranqueira como a Dilma. Porém, o destempero e o grau de delírios das feminazis sempre acaba falando mais alto, aí elas não resistem e começam a latir até mesmo contra a campanha publicitária do (des)governo que elas ajudaram a eleger.

Este caso da campanha “BebeuPerdeu”, aliás, me fez rir mais ainda quando fiz uma busca sobre o assunto para escrever este texto. O Google resolveu fazer um gracejo com a minha pessoa, e mostrou um link para aquele detrito chamado Caca CaPTal (alguns chamam de Carta Capital). O engraçado é que a reação histriônica das feminazis foi criticada até mesmo por quem se considera “leitor” desta porcaria (o sujeito que se acha leitor da Caca CaPTal não é leitor, pois ignorante demais para tal; trata-se, no máximo, de observador de figuras coloridinhas). Clique na imagem para ampliar: Ministério_da_Justiça_retira_do_ar_campanha_considerada_machista_—_CartaCapital_-_2015-02-14_02.06.28Pode-se ter a certeza do ridículo a que chegaram as feminazis quando até mesmo quem perde tempo visitando o site da Caca CaPTal critica essas desequilibradas. O link está AQUI (mas muito cuidado: ninguém com QI acima de 2 deve JAMAIS levar a sério o que a Caca CaPTal escreve; portanto, clique sob sua conta e risco).

Deixando o detrito da Caca CaPTal no lugar que lhe cabe (o esgoto), vamos falar sério. Depois que eu havia começado a escrever este post vi que o Leandro Narloch também havia escrito sobre estas destrambelhadas feminazis, e motivado justamente pelo caso da Skol. Eis aqui o excelente texto do jornalista (a íntegra está AQUI):

Tempos atrás, uma amiga minha estava indignada porque, ao correr na ciclovia da Avenida Sumaré, em São Paulo, não parou de levar assovios e buzinadas de motoristas e motoboys. Eram tantos que ela resolveu contar: foram 35 pequenos assédios em meia hora de exercícios.

Começo com essa história para dizer que sim, a vida das mulheres tem dificuldades – e seria legal se os homens mudassem alguns costumes. Ainda hoje tem gente – na internet e nos tribunais – aliviando a culpa de estupradores por causa do famigerado “mas ela estava de saia curta”. A favor de uma mudança de atitude há iniciativas positivas e propositivas, como a campanha Chega de Fiu Fiu.

O que me intriga é por que, fora uma ou outra exceção, as militantes que defendem essas causas legítimas são tão histéricas, voláteis, estridentes, paranoicas, desatualizadas, chatas, intolerantes, enfim, totalmente doidas?

Esta semana foi a vez de uma propaganda da Skol. Duas mulheres ficaram indignadas com a frase “Esqueci o ‘não’ em casa” do anúncio. Não há na propaganda nenhuma menção a mulheres ou a sexo, nenhum imperativo ou tentativa de imposição de regra, como haveria na mensagem “neste carnaval, não venha com essa de dizer ‘não’”. A frase está em primeira pessoa, indicado escolha voluntária – e as próprias feministas dizem que não se deve recriminar as mulheres que optam por dizer “sim”. Como a propaganda é de cerveja, talvez o máximo de interpretação que se possa extrair dela é “tudo bem eu beber um pouco mais, pois é carnaval”. Mas as duas mulheres viram ali um episódio de atroz opressão machista. Completaram o cartaz com a frase “e trouxe o nunca” e se fotografaram com cara de indignadas em frente ao anúncio.

Há casos mais absurdos. Na Páscoa de 2013, o chocolate Kinder Ovo levou pedradas na internet por ter produzindo uma versão do chocolate com embalagem azul, para meninos, e outra rosa, para meninas. Em novembro do ano passado, a onda de ódio e intolerância passou por um dos cientistas da equipe da sonda Rosetta, aquela que pousou no cometa. Feministas execraram o cientista Matt Taylor porque ele usava uma camiseta estampada com imagens de uma loira de biquíni. O rapaz foi a público chorando, para dizer que não foi sua intenção ofender as mulheres.

Com boa parte das feministas é impossível travar uma discussão elegante. Elas se eriçam diante da menor diversidade de opiniões. Se você não concorda com um ou outro argumento, é machista ou conservador. Tudo para elas é influência social, apesar do estudo de tendências evolutivas do comportamento humano ter revolucionado a economia, a psicologia e as ciências sociais nas últimas décadas. Não adianta você insistir que está vacinado contra a falácia naturalista, repetir que não há  nenhuma obrigação em seguir  ou aceitar tendências naturais. Elas vão logo achar que, ao citar Darwin, você está dizendo que as mulheres devem ficar em casa cuidado dos filhos porque isso é natural.

Se estas feminazis não fossem tão ignorantes, passariam mais tempo lendo ISSO do que fazendo ISSO ou ISSO. Contudo, se fossem menos ignorantes, não seriam feminazis. Em tempo: será que é apenas coincidência que as feminazis são feias de doer? Será que é pré-requisito para se filiar ao sindicato?

Feminazis

Quais as perspectivas para a combalida Petrobras?

Venho escrevendo aqui neste blog há muito tempo sobre a Petrobras, e sempre afirmei que o PT instalou na estatal aquilo que deve ser chamado pelo seu real nome: GESTÃO TEMERÁRIA.
Está impossível não saber, agora em Dezembro, dos descalabros que a Petrobras sofreu nas mãos da quadrilha imensa que o PT instalou naquela que já foi a mais valiosa empresa brasileira. Hoje a Petrobras está aos cacos.

Uma síntese do que eu escrevi sobre a empresa pode ser lida nos seguintes posts:

1) Em Junho de 2013, eu escrevi AQUI sobre o endividamento monstruoso da Petrobras. A situação, de lá pra cá, só piorou. Alguns tolos afirmam que o endividamento foi resultado do investimento necessário para a exploração do pré-sal; isso é bobagem. O aumento MONSTRUOSO do endividamento decorre de incapacidade de gestão.

2) Dois dias depois, escrevi AQUI sobre novos fatos que pioravam a situação da estatal. Revelam-se mais exemplos de incompetência gerencial.

3) Em Outubro de 2014, escrevi AQUI uma comparação entre a situação da Petrobras em 2002 (último ano sob FHC) e 2013/2014 (atual). Este comparativo, aliás, é bastante claro: tem-se ali a comprovação factual de que o PT destruiu a Petrobras. Os dados usados são públicos, auditáveis, e ainda não incluem os prejuízos causados pela quadrilha que vem dilapidando a estatal paquidérmica (petrossauro, termo do saudoso Roberto Campos, que há muitos anos já dizia que era preciso privatizar essa estrovenga). Por enquanto, existem algumas estimativas sobre as perdas que a corrupção generalizada causou, mas estes números ainda podem (e devem) aumentar, conforme avancem as investigações. É preciso lembrar, ainda, que as investigações, por mais aprofundadas e detalhadas que sejam, jamais conseguirão identificar 100% do esquema de corrupção que o PT instaurou na estatal – só lembrando: no caso do mensalão, o montante que ficou comprovado foi de R$ 170 milhões, mas todos sabem que o valor foi muito maior. A investigação precisa comprovar os desvios, e esquemas de corrupção são planejados para não deixar rastros, o que dificulta sobremaneira a identificação clara de tudo para que conste dos autos de um processo judicial.

Endividamento da PetrobrasDesde que surgiu a operação Lava-Jato, que vem dissecando a corrupção na Petrobras, eu não tenho escrito muito sobre o caso porque há uma quantidade absurda de fatos novos a cada dia. Não há tempo de acompanhar tudo e também seria chato apenas reproduzir matérias dos jornais sobre o caso – além de não acrescentar nada.

Mas hoje quero abrir uma exceção, para acrescentar algo. Começo com este vídeo:

A pessoa que publicou o vídeo sugere, no título, que Dilma estaria “dando uma aula” sobre a Petrobras.

Infelizmente para esta pessoa, os fatos são chatos, teimosos, e insistem em mostrar que Dilma Rousseff é, além de burra, mentirosa.

A então Ministra da Casa Civil, que presidia o Conselho de Administração da Petrobras (e, portanto, tinha o poder de decidir sobre a compra da usina de Pasadena), falou bobagem.

Ela enaltece a contabilidade da Petrobras. Os fatos, contudo, são outros:

Sem saber quanto tempo vai levar para que se tenha conhecimento do real impacto da corrupção no balanço da companhia, a Petrobras vai pisar no freio em 2015. A estatal admitiu ontem que os investimentos serão menores em relação aos deste ano por uma série de motivos: os escândalos envolvendo a Operação Lava-Jato; a queda do preço do barril de petróleo, de US$ 110 para cerca de US$ 60; e a valorização do dólar frente ao real, que atingiu o maior patamar desde 2005.

Graça Foster, presidente da estatal, disse ontem que não há a menor segurança para se dizer em quanto tempo será possível determinar os valores das baixas contábeis a serem lançados no balanço como reflexo das propinas pagas. A empresa ainda não conseguiu publicar o balanço não auditado do seu terceiro trimestre deste ano, por não ter tido acesso aos depoimentos de todos os executivos envolvidos no escândalo.

— Não há a menor segurança de que em 45, 90, 180, 365 ou 700 dias virão todas essas informações em sua plenitude. Nós vamos acompanhar todos os depoimentos e todas as delações premiadas. Estou ansiosa para ter acesso à colaboração (depoimento à Justiça Federal) do Barusco (Pedro Barusco, ex-gerente da área de Engenharia), mas não saberei se ela é completa. Estamos trabalhando para que se possa fazer essa avaliação do real valor do ativo — disse Graça.

Enquanto isso, Graça disse que a companhia está “trabalhando num procedimento” para permitir a publicação do balanço não auditado até o fim de janeiro. Ela disse apenas que o procedimento é aceito pelo mercado. O balanço deveria ter sido publicado em 14 de novembro.

— Economia, economia e economia. Gasta menos e faz mais. E isso é extremamente importante, porque estamos nesse trabalho de ter nosso balanço fechado para que a gente possa aproveitar no mercado as oportunidades que vierem no que se refere a captações eventuais que possam ser feitas — disse Graça.
Matéria completa do jornal O Globo está em http://oglobo.globo.com/brasil/petrobras-ainda-nao-sabe-quando-balanco-tera-dados-seguros-14863359#ixzz3MIbtyt12

Resumindo: há mais de UM MÊS a empresa deveria ter publicado o balanço auditado. A auditoria se recusou a assinar o balanço da Petrobras, e até agora não há balanço nenhum (ainda que sem auditoria) disponível.

O pior, contudo, é que um balanço agora seria absolutamente inútil, porque falso.

Aliás, por falar em auditoria:

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou nesta quarta-feira (17/12), que houve prejuízo de US$ 659,4 milhões na compra de Pasadena, uma refinaria localizada no Texas (EUA) e adquirida pela Petrobras. Segundo comunicado da instituição, o relatório de auditoria foi concluído ontem e diz que operação ocorreu por um valor “superior àquele considerado justo, se levado em conta o estado em que Pasadena se encontrava à época”.

Em nota, a CGU explicou que com base no relatório, o ministro-chefe Jorge Hage determinou a instauração de processos administrativos sancionadores em desfavor de 22 pessoas. Estão listados ex-dirigentes, empregados e ex-empregados da Petrobras, incluindo os já identificados pela Comissão Interna da Apuração (CIA) da estatal. “Entre os que podem, ao final dos processo, vir a ser responsabilizados, estão o ex-presidente José Sérgio Gabrielli e os ex-diretores Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada”, informou o órgão.

A CGU explicou ainda que a compra da refinaria foi feita em duas fases: os primeiros 50%, em 2006, e os 50% remanescentes, em 2008. “Em relação à primeira metade, o relatório da Controladoria concluiu que a aquisição foi amparada em Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE), feito pela estatal, que não considerou todas as premissas aplicáveis ao negócio; essas, se consideradas, resultariam na redução do valor máximo aceitável para a compra”, argumentou.

No pagamento dos 50% iniciais, a CGU identificou que a argumentação usada para a aceitação de um valor superestimado foi fundamentada na potencial rentabilidade da refinaria e não no valor dos ativos no estado em que se encontravam. “Outro ponto observado pela equipe da Controladoria foi que a Petrobras, na condição de compradora, deveria e poderia ter buscado, nas negociações, entre os diversos cenários montados pela consultoria Muse Stancil, o que mais a favorecesse e não o pior deles, como ocorreu”, disse a nota da CGU.

O Relatório da CGU registra que a avaliação feita pela Muse Stancil sequer foi informada no documento que deu suporte à decisão. O referido documento informou que a avaliação dos ativos fora feita pelo Citigroup, em sua Fairness Opinion, o que não foi confirmado pelas evidências apuradas pela equipe de auditoria.

O órgão de auditoria do governo constatou ainda que os contratos que formalizaram a operação continham cláusulas que, quando “conjugadas ao direito de venda conferido à Astra (put option), tornavam a relação negocial desvantajosa para a estatal brasileira”. “O relatório aponta a existência de cláusulas contratuais favoráveis à Astra, sem compensar de forma justa a Petrobras, e sem dividir os riscos do negócio de forma equânime”, apontou o documento da CGU. O órgão ainda afirmou que a equipe da CGU encontrou “forte indício de manobra” para forçar a aquisição.

Pois é… Aquele negócio que a Ministra Dilma achou excelente quando era Presidente do Conselho de Administração da Petrobras causou um belo prejuízo, segundo o TCU. Talvez esteja aí a explicação do porque Dilma conseguiu levar uma loja de R$ 1,99 à falência na época da paridade cambial dólar-real.

Quando a entrevista mostrada no vídeo acima foi exibida, Dilma já havia aprovado a compra da refinaria velha e ultrapassada de Pasadena.

Naquela época, o esquema de corrupção já funcionava a pleno vapor na Petrobras.

E o que dizia a Ministra?

Veja o vídeo novamente, por favor.

Vamos contextualizar mais uma coisa: Sérgio Gabrielli. Reportagem do Estadão:

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil contra a Petrobrás, a empreiteira Andrade Gutierrez, além de funcionários da estatal, por improbidade administrativa em razão de irregularidades em obras da companhia. Entre eles está o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli. O prejuízo estimado é de quase R$ 32 milhões aos cofres da Petrobrás.

A ação, subscrita pela promotora de Justiça Glaucia Santana, diz respeito a quatro contratos fechado para a realização de obras da ampliação e modernização do Centro de Pesquisas (Cenpes) e implantação do Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD) da Petrobrás. Os contratos foram superfaturados entre 2005 e 2010, segundo o Ministério Público.

José Sergio Gabrielli foi Presidente da Petrobras entre 2005 e 2012, quando finalmente foi substituído pela atual Presidente, Graça Foster. Gabrielli fazia na Petrobras aquilo que Lulla mandava.

Foi durante seu período na Presidência da estatal petrossauro que o esquema de desvio de dinheiro e corrupção investigados atualmente na operação Lava-Jato cresceram exponencialmente – ainda não se sabe quando começaram exatamente.

O fato concreto é que a Petrobras sofreu com PT, Lulla, José Eduardo Dutra, Sérgio Gabrielli, Dilma e Graça Foster.

Cada um deles deu a sua contribuição para dizimar a Petrobras:

As ações da Petrobras desmancharam e renovaram mínimas. O papel PN recuou 9,20%, para R$ 9,18, menor cotação desde 20 de julho de 2005, quando encerrou em R$ 9,16. O ON caiu 9,94%, para R$ 8,52, no menor nível desde 15 de setembro de 2004, quando terminou a R$ 8,47.

No fechamento do Ibovespa, o barril de petróleo WTI para entrega em janeiro recuava 2,45%, a US$ 56,66. O Brent para janeiro caía 1,25%, para US$ 61,38 o barril.

O presidente da Magliano Corretora, Raymundo Magliano Neto, disse que a não divulgação do balanço da Petrobras na sexta-feira adiciona mais risco aos papéis e afugenta o investidor estrangeiro. Na sexta-feira, a empresa informou que adiaria mais uma vez a publicação de seu balanço não auditado. As demonstrações, que seriam divulgadas sem a anuência do auditor, a PricewaterhouseCoopers (PwC), agora são esperadas para o fim de janeiro.

“Espera-se que o balanço seja divulgado até o final de janeiro de 2015, caso contrário, dívidas em US$ 7 bilhões vencerão antecipadamente”, diz o Banco Fator em nota. Além disso, caso a empresa não divulgue seu balanço até o final de junho do próximo ano, o vencimento será de US$ 56,7 bilhões em dívidas.

“O exercício de opções sobre ações prejudicou ainda mais as cotações”, diz Magliano Neto. Segundo ele, não houve espaço para o exercício de opções de compra e muitos investidores que estavam com os papéis na mão para operações de derivativos optaram por vendê-los logo após o vencimento, às 13 horas. O vencimento de opções sobre ações na Bovespa movimentou R$ 3,58 bilhões. Do total, R$ 3,262 bilhões foram em opções de venda e R$ 352 milhões em opções de compra.

Magliano diz ainda que os estrangeiros estão vendendo os papéis da Petrobras. Para o profissional, a grande dúvida do mercado é o vencimento de opções sobre Ibovespa e Ibovespa futuro nesta quarta-feira. Os estrangeiros ainda estão comprados, mas podem reverter suas posições.

Reportagem do Valor Econômico, na íntegra em: http://www.valor.com.br/financas/3824186/petrobras-arrasta-ibovespa-para-os-47-mil-pontos#ixzz3MJ9zFigW

2014-12-17 17.25.32Sim, o valor de mercado da Petrobras DESPENCOU, e surgiram as piadinhas com o valor das ações da empresa…

Ações da Petrobras3Algumas das piadinhas, aliás, são bem sacadas!

Ações da Petrobras2Lamentavelmente, os incomPTentes que tomaram de assalto a Petrobras fizeram isso: dizimaram a empresa em todos os sentidos.

Assim, a questão que se apresenta é a seguinte: quais as perspectivas pra a Petrobras?

Vai falir?

Vai se recuperar e gerar lucro?

Bom, falir não vai, porque o seu maior acionista é o governo. O mais provável é que o governo use dinheiro público (meu, seu, nosso) para capitalizar a estatal paquidérmica, algo parecido com o que vem sendo feito com o setor elétrico: em 2012 a Dilma DESTRUIU o setor de energia elétrica, e desde então vem usando recursos do Tesouro para cobrir o rombo.

Existem casos semelhantes: o Banco do Brasil deveria ter falido 3 vezes durante o mandato de FHC, mas o governo injetou dinheiro para garantir que aquela outra estrovenga estatal, ineficiente, cara e pessimamente gerida, fosse à lona.

E a Petrobras, vai gerar lucro? Vai se tornar eficiente?

Bom, empresa de petróleo sempre gera lucro, mesmo que mal administrada como a Petrobras. O problema é a que custo.

Enquanto houver PTralhas arruinando o governo, a Petrobras – e todas as demais estatais, autarquias etc – continuará sendo mal administrada.

Enquanto essa estrovenga não for privatizada, a petrossauro seguirá um atraso de vida.

ATUALIZAÇÃO DE 21/12/2014: Depois que já havia publicado o post assisti o vídeo abaixo, e resolvi inclui-lo aqui. Há uma cena do debate de 2010, entre José Serra e Dilma Rousseff, tratando da Petrobras. Vale a pena ver:

http://www.youtube.com/watch?v=gI47fbDL8DI

Luciana, você precisa estudar

Num momento de masoquismo extremo, assisti à “entrevista” da Luciana Genro ao The Noite do Danilo Gentili. O vídeo segue abaixo:

Em certo momento, depois de falar várias bobagens homéricas, ela disse que o Danilo deveria estudar mais.

Na verdade, quem PRECISA estudar é ela, Luciana, que concatenou uma série de bobagens sobre o mercado de capitais para atacar a “financeirização da economia”, seja lá o que ela ache que isso poderia vir a ser – mas não é.

Vou deixar de fora todas as bobagens que ela falou sobre o socialismo (momento no qual ela soltou o “vai estudar, Danilo”), porque ela não sabe nada sobre o assunto – mas se acha no direito de falar as mentiras e deturpações que são parte do combo ideológico do PSOL, do PSTU e das demais matilhas de boçais assemelhadas. O tweet abaixo desmonta a presepada da linha auxiliar do PT em menos de 140 caracteres:

O principal aqui é destacar as BURRICES que a Luciana Genro cometeu quando falou sobre bolsa de valores e mercado de capitais.

É assombroso que alguém que almeja ser Presidente da República (felizmente jamais será) não tenha NENHUM conhecimento mais elementar e básico sobre as funções da bolsa de valores e o funcionamento do mercado de capitais no geral. Não foi a primeira vez – muito pelo contrário! – que a Luciana soltou essa ladainha burra e obscurantista que leva os esquerdinhas padrão FFLCH a orgasmos cósmico-sensoriais: em todos os debates e nas propagandas de rádio e TV ela solta as mesmas besteiras.

2014-08-28 15.44.56Ao que parece, tudo o que ela sabe sobre bolsa de valores ela aprendeu com Gordon Gecko, do filme Wall Street, de 1987. Mas a Lu, coitada, não entendeu nem 80% do filme.

Ela acha que mercado de capitais e bolsa de valores são sinônimos de especulação, e, PIOR!, que o mercado de capitais é o “oposto” do setor produtivo.

Luciana, você precisa estudar. Você é ignorante.

Quando uma empresa precisa de financiamento para aumentar sua produção, o que ela faz? Uma das alternativas é justamente ir à bolsa de valores: vende ações (“pedaços” da empresa) a quem quiser comprar (que se torna sócio/acionista), e com isso arrecada dinheiro a ser investido no aumento da produção. O mercado de capitais, portanto, é uma das fontes de financiamento para empresas de todos os setores — indústria, comércio, serviços, agronegócio etc.
Sem capital (dinheiro, investimento) NÃO EXISTE EMPRESA, NÃO EXISTE PRODUÇÃO, NÃO EXISTE EMPREGO.
Aprenda o básico, Luciana! Nem me refiro a ler e entender algo mais complexo como Hayek, Schumpeter ou, vá lá, Marx. Mas pegue o caderno de economia de um jornal não especializado e pesquise sobre IPO. Veja as cotações das ações e pergunte a um amigo o que aquilo significa.

Impressionante que uma pessoa como a Luciana Genro seja tão burra (ou tão mal-intencionada) que não sabe (ou ignora) algo tão básico, tão elementar.

Mas a Luciana Genro é um pacote completo: ela fala bobagens sobre todo e qualquer assunto (como fica evidenciado na entrevista acima).

2014-09-14 17.49.33

A Educação continua PIORANDO no Brasil. Obrigado, PT. Obrigado, Dilma. Obrigado, Lula.

Nesta semana foram divulgados resultados preocupantes sobre a educação no Brasil. Reproduzo abaixo algumas coisas (GRIFOS MEUS):

Pela primeira vez desde que foi criado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em 2005, o País não atingiu nenhuma meta de qualidade nos anos finais (5.º ao 9.º ano) do ensino fundamental e no ensino médio – tanto na rede pública quanto na particular. É o que mostram os dados divulgados nesta sexta-feira, 5, pelo Ministério da Educação.

Na média, a nota do ensino médio ficou estagnada: o Brasil teve 3,7 pontos (redes pública e particular), em uma escala de zero a dez, a mesma nota de 2011. A projeção estipulada pelo governo federal para este ano, no entanto, é considerada baixa por especialistas. Nos anos finais do fundamental, a melhora não foi suficiente para superar a meta. O índice subiu de 4,1 para 4,2, mas o patamar esperado era 4,4. Já nos anos iniciais (1.º ao 5.º ano), houve avanço de 5,0 para 5,2, o que garantiu o cumprimento da meta, que era de 4,9.

Os resultados contrariam a expectativa do governo federal de que a evolução nos anos iniciais do fundamental nas últimas edições do Ideb se traduziria em melhor resultado nas etapas seguintes de ensino em 2013. Nesta edição do exame, ao avaliar o ensino público dos 27 Estados, 16 tiveram uma nota no ensino médio pior do que dois anos antes. Outros seis, apesar de terem resultados melhores, ainda ficaram abaixo das metas. Em muitos Estados, a nota só não foi pior pela diminuição dos indicadores de evasão e repetência, um dos componentes usados para calcular o Ideb. Na rede pública, a média 3,4 do País é mantida desde 2009.

Para justificar o fracasso nos dois últimos ciclos da educação básica, o governo federal defende uma reforma do currículo para tornar a escola mais atraente para os jovens. Já os especialistas criticam a falta de articulação entre União, Estados e municípios.

A notícia acima li no Estadão (íntegra AQUI).

Sejamos um pouco mais específicos, e vejamos o que aconteceu EXCLUSIVAMENTE COM O ENSINO MÉDIO:

Dados do Ideb, principal avaliação educacional do Brasil, apontam a piora na qualidade do Ensino Médio durante o governo de Dilma Rousseff.

O índice atual, baseado nos exames “Saeb” e “Prova Brasil” de 2013, ambos do MEC, é de 3,2 pontos. O levantamento anterior apontou média de 3,4 pontos. O de 2009, 3,6 pontos.

80% das matrículas do Ensino Médio pertencem às redes estaduais de ensino. Quem coordena o repasse de verbas e as estratégias aplicadas, porém, é a União.

No início do mandato, a equipe de Dilma Rousseff prometeu alterar o currículo escolar para ampliar os esforços de alfabetização e aprendizagem da matemática. Até agora, nenhum projeto neste sentido foi lançado.

A reportagem é do Portal Vox (AQUI).

Haddadd-careta1Mais uma do Estadão (íntegra AQUI):

Os anos iniciais do ensino fundamental público em 779 municípios do País ficaram em “estado de alerta”, segundo os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2013, divulgados anteontem pelo Ministério da Educação (MEC). Isso significa que, do 1.º ao 4.º ano, em nenhuma dessas cidades o Ideb avançou, bateu as metas ou atingiu o nível 6 – projeção feita pelo MEC para o Brasil em 2021, dentro de uma escala de zero a dez.

O fato concreto, e conhecido por qualquer professor, é que a educação no Brasil está piorando.

O Estado (me refiro à União, Estados e Municípios) vem falhado miseravelmente com a educação (ok, não apenas no âmbito da educação, mas vamos esquecer as demais incapacidades estatais por ora).

Enquanto isso, a iniciativa privada (sim, PRIVADA, aquela coisa malvadona que a esquerda demoniza) mostra o caminho das pedras.

A Época Negócios (que eu referencio bastante aqui no blog, porque é realmente muito boa) publicou uma matéria que acho fundamental:

Uma vez por semana, a aula de matemática de mais de 70 mil alunos em 278 colégios públicos do ensino fundamental espalhados pelo país é interrompida. Pela porta da sala de aula entra um carrinho retangular, pouco maior do que o usado para as sobremesas em churrascarias. Quando suas portas se abrem, saem de lá dezenas de laptops, passados de carteira em carteira até que todos os alunos tenham um. Pelas próximas horas, quem ensinará álgebra e cálculo não será o professor, mas o Khan Academy, uma plataforma online que apresenta questões conforme o aluno.

No método tradicional, a professora precisa nivelar o nível da aula para que todos a acompanhem. Com plataformas como o Khan, cada aluno trabalha num computador e vai avançando no conteúdo conforme seu entendimento. Se ele tem dificuldades, a tecnologia para e explica melhor. Se já entendeu, parte para a próxima pergunta ou mesmo para o próximo assunto. Ao fim da aula, o professor tem acesso a um relatório detalhando quais são os alunos com as melhores e piores notas e quais mudanças devem ser promovidas à estrutura das aulas.

Por trás da aula de matemática no computador está o empresário Jorge Paulo Lemann. Quem traduziu a Khan Academy para o português e passou a negociar sua inclusão no currículo escolar foi a Fundação Lemann, fundada em 2002 pelo empresário com a ousada meta de melhorar a educação pública brasileira. Não se trata de uma iniciativa isolada: pelos últimos 23 anos, Lemann tem investido tempo e dinheiro para encontrar maneiras de diminuir o gap entre os colégios particulares e públicos no Brasil. Nos últimos 3 anos, a iniciativa educacional ganhou urgência:

A introdução da Khan Academy em colégios pelo Brasil é só uma das diversas iniciativas educacionais nas quais o empresário Jorge Paulo Lemann vem investindo. Lemann distribui bolsas de estudos a jovens com potencial desde 1991, mas nos últimos três anos o empresário definiu como objetivo melhorar a qualidade da educação pública no Brasil. As metas são ousadas: nos próximos cinco anos, mais de 50 milhões de brasileiros (ou um quarto da população) deverão ser beneficiados por alguma iniciativa capitaneada por Lemann. É um projeto amplo que envolve não só laptops em sala de aula, mas também bolsas de estudo, aportes em startups educacionais, treinamento de professores, compra de colégios pelo Brasil, fellowships para pós-graduandos, encontros com ex-ministros e presidencisáveis, citações em novelas… A lista é longa.

A íntegra está aqui: O jeito Lemann de ensinar matemática.

O Brasil precisa, mais do que qualquer outra coisa, de EDUCAÇÃO.

Não a porcaria que as escolas (em sua maioria, com poucas e honrosas exceções, claro) brasileiras enfiam na cabeça dos alunos e que acabam gerando uma suposta “elite intelectual” que não sabe ler e compreender um texto relativamente mais complexo e profundo.

O sistema educacional brasileiro é tão ruim que um sujeito IGNORANTE (em sentido amplo, geral e irrestrito) como Emir Sader é chamado de “intelectual”:

Emir Sader on Twitter- "Os 4 principais candidatos a governador do Rio vai se reunir com a Dilma na luta contra o rebaixamento do perfil do Pré sal."Emir Sader

2014-07-17 07.04.29O sujeito só fala/escreve besteira, não sabe conjugação de verbos, concordância, gramática, sintaxe…. mas é “intelectual”!

Essas falhas na educação geram profissionais ruins.

Um breve exemplo disso vi no meu LinkedIn, alguns dias atrás. Segue um print-screen de um comentário que um “jornalista” (é o que diz o perfil do sujeito, nem me dei ao trabalho de verificar) deixou na minha página do LinkedIn:

Firefox 20Um JORNALISTA escrevendo mal desse jeito? Sim. Essa é a educação que temos no Brasil.

Um dia foi boa. Nos últimos anos, só vem piorando.

Obrigado, PT.

Obrigado, Dilma.

Obrigado, Lula.

OAS, JBS e Andrade Gutierrez bancam 39% da campanha presidencial

A matéria é da Época Negócios, e está disponível na íntegra aqui: OAS, JBS e Andrade Gutierrez bancam 39% da campanha presidencial. Eis um trechinho:

A OAS é a líder no ranking de doações, com R$ 26,1 milhões repassados nos três primeiros meses de campanha. A principal beneficiária foi Dilma, que recebeu 77% do total. O JBS vem logo a seguir, com R$ 26 milhões (a conta incluiu a Flora Produtos de Higiene e Limpeza, outra empresa do grupo). A Andrade Gutierrez doou R$ 11,8 milhões. Os dados foram calculados pelo Estadão Dados em parceria com a Transparência Brasil, com base nos registros contábeis apresentados pelas campanhas à Justiça Eleitoral. Foram levadas em consideração todas as doações nas contas da campanha de cada candidato e do comitê para presidente, além do dinheiro que saiu das direções nacionais dos partidos para essas duas contas.

Segundo o diretor executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, o valor parcial das doações aos candidatos a presidente neste ano já se aproxima do que foi doado ao longo de toda a eleição de 2010, incluindo o 2.º turno – quando os valores são corrigidos para eliminar o efeito da inflação. Se as doações continuarem nesse ritmo, 2014 terá uma campanha ainda mais cara do que a anterior. É uma tendência que se repete desde 2002.

Não demora muito e vão surgir os primeiros retardados bradando o financiamento público de campanhas eleitorais como “solução”. Não é.

É preciso reduzir os custos das campanhas eleitorais e exterminar POR COMPLETO o financiamento público de campanhas políticas – começando pelo fundo partidário, uma aberração que faz com que os meus impostos sirvam para financiar os doidivanas obscurantistas do PSOL, do PSTU, do PCO e de outros partidos que pararam no tempo, defendem o socialismo e/ou o comunismo, mas não têm nenhum preconceito contra o dinheiro capitalista que recebem anualmente.

Teoria da Vaca

A onda Marina Silva pode colocar o futuro do Brasil no meio de um tsunami de idéias ruins e velhas, tudo em prol de uma “nova política” que não existe

Eu havia decidido reduzir drasticamente o espaço dedicado a política neste blog, por várias questões que não vêm ao caso. Contudo, preciso falar deste assunto.

Estava lendo O Globo há pouco, e achei esta pérola:

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, alcança seus melhores índices entre os eleitores mais jovens e nos centros urbanos das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Aos 17 anos, a estudante Maria Luisa Azevedo, moradora do Rio, diz que o “discurso de Dilma não convence” e acha que Aécio Neves pode privatizar empresas públicas, prática com a qual ela não concorda. Maria Luisa se interessou pelas propostas de Eduardo Campos, morto em um acidente de avião, e vai levar o voto para Marina.

— O Brasil e o mundo precisam de alguém que fale em sustentabilidade — define.

O universitário Pablo Alves, de 21 anos, votou na ex-senadora em 2010 e pretende repetir a escolha.

— Ela fala da ética da questão ambiental. Acho o governo da Dilma muito assistencialista — diz ele, morador do Rio.

A jornalista Debora Baez também destaca a firmeza da candidata do PSB quando o assunto é sustentabilidade.

— Ela saiu do PT e do PV por não concordar com a falta de clareza no discurso ambiental.

Já a universitária Gabriela Barbosa, que mora em São Paulo, acredita que Marina representa a “verdadeira mudança na política”.

— Ela rompeu com o PT porque discordava das práticas adotadas — diz, sobre saída de Marina do partido.

Segundo o cientista político Antônio Testa, da UNB, o discurso sobre meio ambiente tem uma boa aceitação na juventude urbana.

— A Marina se comunica bem quando cita essa nova visão de mundo, comprometida com a economia verde — avalia.

A íntegra da reportagem está AQUI.

Não querendo ser chato, preciso comentar estas “justificativas” apresentadas pelos eleitores da Marina. Obviamente o voto é livre (pelo menos por enquanto!), e todos ali têm todo o direito de votar em quem quiserem. O meu ponto é outro: precisam se informar melhor, porque a JUSTIFICATIVA (“voto na Marina porque“) é que está bem fraquinha.

A primeira, Maria Luiza, é contra as privatizações e gosta que alguém fale em sustentabilidade. Com 17 anos, é compreensível que seja mal informada e se deixe levar por modinhas. Porém, Maria Luiza, o agronegócio brasileiro é um setor moderno e altamente competitivo – o ÚNICO setor da economia brasileira competitivo mundialmente. Se a Marina conseguir implantar o conceito de “sustentabilidade” que ela tem/defende, este setor será sucateado.

O Pablo Alves elogia a ética e menciona a questão ambiental também. Querido Pablo, pesquise a ética de Marina Silva na relação espúria entre o marido dela e algumas ONGs que usam a Amazônia como fonte de lucros milionários; pesquise a ética da Marina no caso do mensalão; pesquise a ética da Marina de quando ela era Ministra e liberou uma dinherama para ONGs que não faziam absolutamente nada (exceto, claro, parasitar o dinheiro público).

A jornalista Debora Baez poderia ser mais jornalista (ou seja, pesquisar). Marina saiu do PT e do PV por razões que não têm NENHUMA relação com o discurso ambiental. Ela saiu do PT e, depois, do PV, porque ela não conseguiu transformar nenhum dos 2 partidos em propriedade exclusiva dela. A universitária Gabriela Barbosa também poderia se informar um pouco melhor. Repito: a saída do PT e do PV se deu por outras razões.

Estou vendo gente dizendo que vai votar na Marina por estar farta do PT. Alguns já apontaram que, segundo as pesquisas de intenção de votos, Marian é a única capaz de ganhar da Dilma e, portanto, já estão mudando seu voto – tudo para se livrar de Dilma.
Lamento, mas a Marina tem o PT no DNA. Ela saiu do PT, mas o PT não saiu dela. Nunca sairá.
Votar nela é tão ruim quanto votar na Dilma. Sob vários aspectos, é ainda pior.

Alguns pontos centrais:

1) Marina é muito mais PT do que a própria Dilma, que no Rio Grande do Sul era do PDT e apenas filiou-se ao PT quando foi convidada para ser ministra. Marina Selva passou mais de 20 anos no PT, enquanto a Dilma tem apenas alguns poucos anos de “casa”. E a Marina só saiu do PT porque não conseguiu espaço para ser a candidata a presidente do partido, que, graças ao Lulla, escolheu a Dilma.

2) Marina tem toda a formação marxista “clássica”, na sua vertente mais puramente bolchevique. Consegue ser pior do que a Dilma, cuja RALA formação foi dentro do socialismo pós-URSS – ambas as linhas teóricas são nefastas, mas há sutis diferenças. A Dilma vem de outra linha de produção de ditadores totalitários. Mas ambas os idolatram e se espelham em gente como Fidel, Chávez, Che Guevara, e outros do mesmo “nível”.

marina

3) Marina odeia o agronegócio MUITO MAIS do que a Dilma. A Dilma caiu no colo do MST depois que foi alçada pelo Lulla ao cargo de poste, ou seja, já durante sua campanha para suceder o molusco. A Marina, por outro lado, sempre teve estreitas ligações com o MST – um amor mútuo, plenamente correspondido. Chico Mendes era um dos idealizadores do MST, foi líder “intelectual” da corja por muito tempo e, depois de sua morte, o posto coube à Marina. Ela desempenhou o papel com plena satisfação.

4) A “equipe” da Marina. Exceções feitas ao Eduardo Gianetti e ao André Lara Resende (que são caras inteligentes, o que aliás me deixa bastante curioso e decepcionado, pois não consigo entender como eles embarcaram neste navio furado rumo a Cuba), o resto é de gente da estirpe da Erundina, alçada a coordenadora da campanha depois que a Marina Selva expulsou a equipe que trabalhava com o Eduardo Campos. Erundina foi a primeira prefeita do PT em SP, e foi uma lástima talvez até pior do que a Marta. Pior: ela ainda defende abertamente, sem nenhum pudor, o socialismo (a la Cuba). Uma energúmena que segue presa ao Século 19. Aliás, uma energúmena que falou isso aqui sobre a Marina:

5) Marina é uma obscurantista secular que se acha uma divindade, uma enviada de Deus, acima do bem e do mal, superior aos reles mortais. Ela não apenas vai usar esta “aura” para tomar decisões: ela tomará decisões como todos os Reis tomavam, ou seja, achando que todo mundo deve obedecer sem questionamentos, pois se trata da decisão “divina”. Veja o que ela faz (sempre fez) no Acre desde 1990.
Pior: no Acre ela continua umbilicalmente ligada ao PT, através do “clã” Viana (batedores do PT e de Lulla).
Aliás, para quem se diz representante de uma “nova” política: NENHUM outro candidato (entre os que estão na corrida presidencial deste ano) está há mais tempo do que a Marina dentro da “velha” política. Enquanto a Marina já fazia política pelo PT, Dilma ainda era uma burocrata de terceiro escalão no Rio Grande do Sul.

https://www.youtube.com/watch?v=ksHVga6CPeM

Lembro, finalmente, que as pesquisas eleitorais de 2010 e 2012 erraram grotescamente. Vi pessoas que usam o argumento do voto útil na Marina para derrotar a Dilma, em face das recentes pesquisas que mostram crescimento da intenção de voto na Marina. Não é uma boa idéia confiar cegamente nas pesquisas (sim, um marketeiro dizendo isso!).
Aqui em SP, por exemplo, TODOS os institutos de pesquisa davam Netinho-espancador-de-mulheres-de-Paula e Marta Suplício eleitos como senadores. Quem acabou eleito com um novo recorde de votos foi o tucano Aloisio Nunes. 2 anos depois, quando da eleição para prefeito, aconteceu o mesmo: TODAS as pesquisas erraram e passaram alguns dias fazendo mea-culpa, depois que os resultados oficiais foram finalizados.

Evidentemente eu quero o PT expulso do governo (idealmente, do planeta Terra), mas não adianta trocar seis por meia dúzia. Veja o que a Marina já aprontou, em pouco menos de 15 dias, com o PSB (um partido nanico, que não tem NENHUM senador eleito e apenas 22 deputados federais): já desfez acordos regionais que o Eduardo Campos havia costurado, trocou equipe, brigou com pessoas que estavam trabalhando para o Campos, além de posar de viúva sofrida.
Como essa criatura vai aprovar QUALQUER matéria no Congresso com uma bancada de 22 deputados e ZERO senadores? Por mais que eu ache o Congresso (Senado e Câmara) um antro de boçais, é uma instituição fundamental à democracia. É preciso eleger deputados e senadores capazes de recuperar as instituições, e não passar por cima delas.

Aliás, é público e notório que ela vai chutar o PSB se for eleita, para criar o partido dela, a “Rede”. Outro aliás: uma mulher que havia recebido 19 milhões de votos e teve quase 2 anos não conseguiu criar um partido político mas acha que tem competência pra ser presidente da República?

Outra “linha” de argumentos que tenho ouvido com certa frequência é que o “mercado” está animado com a possibilidade de Dilma perder.

Sim, é verdade. Isso beneficia todo o país. Dilma e o PT sendo derrotados, só perdem os petistas, os PTralhas e o ecossistema que o PT montou (esgotosfera governista de blogs sujos, companheiros que mamam nos cargos comissionados etc). O restanto do país ganha – inclusive um futuro.

As bolsas subiram muito em decorrência das últimas pesquisas que apontam grande margem da Marina sobre a Dilma no segundo turno.

Mas eu não me deixo levar pelo que o “mercado” acha/acredita. Nada contra o mercado – pelo contrário, sou defendor do livre mercado capitalista que Dilma e Marina combate, xingam e detestam.

Porém, este é o mesmo “mercado” que via o Eike Batista como um empreendedor sensacional e infalível há pouco tempo, não é?!

Desculpa, nunca acreditei no Eike Batista.

Nunca acreditei na Dilma.

Nunca acreditei no Fernando Haddad. Este incompetente foi vendido em 2012 como “o novo” na política. Deu no que deu: a cidade de SP está abandonada às traças, e o Haddad já conseguiu um novo recorde de REPROVAÇÃO dos cidadãos paulistanos.

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Marina Selva é um Lulla de saias. Dissimulada, cínica, hipócrita e burra (mas com aquele verniz de “sonhática” que lhe permite soltar bobagens sem nenhum sentido e, ainda assim, ter um séquito de boçais a aplaudir, achando que acabam de ouvir o pronunciamento divino e subliminar d’A “escolhida”).
Ontem, no Jornal Nacional, provou que é um Lulla: questionada sobre o jatinho envolvido no acidente do Eduardo Campos, um caso clássico de caixa 2 (pela lei, punível com impugnação da candidatura), deu uma explicação lulática: NÃO SEI DE NADA. A entrevista pode ser assistida AQUI. A pergunta do avião está logo no início da entrevista. Recomendo ao leitor que veja se ainda não viu.

Em suma: antes de votar na Marina Silva, pesquise.

Informe-se.

O Brasil não precisa de mais uma fraude intelectual que se apresenta como “novo”.

Para encerrar, li isto no facebook e compartilho, pois trata-se de um excelente resumo da falcatrua chamada Marina Silva:

Marina Silva periga ficar conhecida como a política-mesa-branca. Começou a carreira com o cadáver do Chico Mendes como cabo eleitoral, depois foram as ilusões de petistas arrependidos com a morte do “partido da ética” e o surgimento do partido do mensalão, agora é Eduardo Campos o seu palanque necrológico.
Se era para homenagear, as homenagens estão feitas. Continuar citando o “Eduardo” chega perto da linha tênue entre homenagem e exploração.
Mas adiante.
Resolvi falar dela agora porque, pelo visto, a vice-viúva já saiu do luto fechado e está em plena campanha, logo me desobriga a manter o silêncio respeitoso.
Marina diz que pratica uma tal “nova política”, ainda que ela mesma esteja na política desde 1985. Seu mote é “inovar”, mas cita como possíveis colaboradores nessa tarefa Pedro Simon (32 anos de Senado), Eduardo Suplicy (24 anos de Senado) e José Serra, alguém que muito admiro, tanto que votei nele em 2010, ao contrário de Marina, que negou seu apoio no segundo turno.
Seu discurso belo e vazio diz basicamente que é contra “tudo isso que está aí” e que repudia “políticos profissionais e tradicionais”. Por isso o seu eleitor-médio a considera uma inovação.
Diz que é a superação da dicotomia PSDB-PT, para logo em seguida afirmar que pretende governar junto com PT e PSDB.
Mas vejamos com muita calma: Marina era do PT, foi ministra de Lula até bem depois do mensalão, saiu quando percebeu que Dilma, por ser poste, é que seria ungida a sucessora e não ela, foi para o PV, teve 19 milhões de votos para presidente, negou-se a apoiar José Serra no segundo turno ajudando assim Dilma Rousseff (ou alguém duvida que um apoio explícito seu ajudaria o Serra?), por não conseguir se impor dentro do PV saiu do partido, recusou convites de vários partidos pequenos para trabalhar ali preferindo criar um SEU, não teve competência para juntar assinaturas (Pros, Solidariedade e Novo conseguiram), entrou no PSB dizendo claramente que faria o partido de hospedeiro até sua Rede sair do papel, bateu de frente com os socialistas dinamitando alianças que não atendiam seus interesses em vários estados, declarou-se ajudada pela “Providência” quando um acidente matou seu colega de chapa, faz uma campanha sem “se misturar” com o que não é “limpo” o suficiente e seus militantes tratam a “seringueira pobre que venceu na vida e vai mudar o país” como alguém intocável, acima de críticas e que “sabe o que fazer” quase que por inspiração divina.
Parece muito o partido de um metalúrgico pobre que venceu na vida e iria mudar o país. O mesmo que se recusou a apoiar Tancredo, a assinar a nova Constituição, a fazer parte da aliança que ajudou Itamar Franco a tirar o país de uma das piores crises políticas da sua história, a apoiar o Real, a lei de responsabilidade fiscal, as metas de inflação, o câmbio flutuante, as privatizações que modernizaram setores do país e que nunca “se misturava com ninguém” porque era um partido “acima da política tradicional”.
Os elementos estão todos aí: o egoísmo, o obscurantismo, a militância fanática, o messianismo, um marido exercia cargo no governo do PT até AGOSTO de 2014, as relações estranhas com empresários.
Fora a ausência de uma base parlamentar que ainda é necessária no Brasil. Caso seja eleita, seus milhões de votos em seis meses não valerão nada sem apoio no Congresso. Sabem pra onde ela vai correr? Isso mesmo, para o bom (pra eles) e velho PMDB e para o PT, que a essa altura vai até tomar santo daime para achar alguma convergência.
Marina Silva é o petismo sem glúten e lactose, mas continua sendo petismo.
Por isso é que faço aqui essa declaração de não-voto. Nem tudo que não é literalmente o PT, deixa efetivamente de ser o PT.

Balanço da Copa do Mundo no Brasil – 2

Conforme prometido, este é o segundo post sobre os efeitos da Copa do Mundo no Brasil. O primeiro está AQUI, e destaco que vale a pena ler também este post AQUI, que já trazia alguns dados preliminares sobre a Copa.

Já alerto que 90% ou mais dos dados apresentados nesta série serão negativos, ruins para o país – sim, a Copa foi um péssimo negócio para o Brasil, e reitero que não me refiro ao futebol em si, apenas e tão somente ao “legado” que a Presidanta-Catifunda e seu partido totalitário insistiam em atrelar à Copa, para justificar os bilhões de reais que foram jogados fora. A “Copa das Copas” da Presidenta-Catifunda (que, justiça seja feita, foi obra do criador de postes sem luz, Lulla da Silva, e não dela), como eu já havia escrito aqui diversas vezes, foi uma roubada – e o trocadilho não foi intencional, mas é bom frisar que, se formos considerar os bilhões de reais que certamente foram desviados nas obras inacabadas e muitas delas sem licitação, os custos podem quase dobrar.

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Contudo, acho que podemos começar este post trazendo ao menos uma boa notícia (na íntegra AQUI):

O fim da Copa do Mundo, que provocou uma redução de preços de passagens aéreas e diárias de hotéis, foi o principal motivo que fez com que o índice de inflação medido pelo IPCA desacelerasse em julho. A inflação mensal ficou em 0,01%, uma forte desaceleração frente ao 0,40% registrado em junho. Em 12 meses, o índice ficou em 6,50%, informou nesta sexta-feira (8) o IBGE. Os dois valores ficaram abaixo das previsões do mercado. Segundo a Bloomberg, analistas previam alta de 0,1% em julho e de 6,60% em 12 meses.
 
Ainda que a Copa tenha ocorrido até o dia 13 de julho, o IBGE verificou que ao final da primeira quinzena do mês passado os preços desses dois serviços apresentaram queda, afirma a coordenadora de Índices de Preços do órgão, Eulina Nunes dos Santos. As passagens aéreas registraram em julho queda de 26,86% em relação a junho. O recuo compensou a alta de 21,95% verificada no mês anterior.
 
Essa queda deu a contribuição mais forte para que a inflação dos transportes tenha recuado 0,98% em julho e permitido, junto com outros três setores que apresentaram deflação, que o índice de inflação oficial ficasse praticamente estável em julho.
Nos sete primeiros meses do ano, passagens aéreas acumulam queda de 41,62%.
Uma segunda explicação para essa queda é que neste ano muitas empresas aumentaram o número de voos com destino ou origem do Brasil, também em função do mundial. O aumento da oferta contribuiu para a redução dos preços, disse a coordenadora.

Conforme eu já havia escrito, alguns setores da economia foram absolutamente devastados pela Copa. Outros, sofreram menos. Apenas uma minoria foi beneficiada. 

A indústria de transformação decerto foi um dos setores mais afetados – porém, repito: a Copa não foi a causa dos problemas, o evento apenas aumentou a estagnação da economia. Matéria da Época Negócios (íntegra AQUI) ajuda a demonstrar:

A Copa do Mundo potencializou a perda de dinamismo que caracteriza a indústria desde o último trimestre do ano passado. Em junho, a produção industrial recuou 6,9% em comparação a igual mês de 2013, o pior resultado desde setembro de 2009. A redução de números de dias trabalhados e a concessão de férias coletivas pesaram no resultado, principalmente das montadoras. Em relação a maio, a produção recuou 1,4%, informou ontem (1/8) o IBGE. A queda foi menos intensa do que o esperado em média por analistas (-2,4%), mas contribuiu para recuo de 2% na produção no segundo trimestre, reforçando a perspectiva de retração no Produto Interno Bruto (PIB, soma da renda gerada no país) de abril a junho. O ritmo fraco deve ter reflexos também nos investimentos.
 
O recuo da produção em junho foi o quarto seguido tanto na comparação mensal quanto anual, mas a realização da Copa foi o que tornou a perda mais aguda e espalhada. Em maio, o recuo foi de 0,8%. “A magnitude da queda tem relação direta com menor número de dias trabalhados, férias coletivas e cortes de turnos de trabalho, que ficaram como uma marca de junho”, disse André Macedo, gerente da Coordenação da Indústria do IBGE.
 
A fabricação de televisores, que até abril impulsionou a indústria, caiu 29,6% em junho. Já os bens de consumo duráveis e os bens de capital tiveram as perdas mais expressivas e são as categorias que mais pressionam a indústria. O destaque ficou com os veículos, cuja produção recuou 12,1% em relação a maio. Na comparação com junho de 2013, a queda foi de 36,3%, a maior desde dezembro de 2008 (-51%). “As estatísticas de estoque do setor estão completamente fora de seu padrão habitual”, detalhou Macedo.
 
Fornecedores da indústria de veículos também foram afetados, como autopeças, produtos químicos, borrachas e plásticos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e metalurgia. Além disso, a formação de estoques está por trás das perdas na fabricação de produtos têxteis, máquinas e aparelhos elétricos, máquinas e equipamentos e calçados, citou Macedo. “A abertura dos dados da produção de junho ante maio mostrou uma queda disseminada em vários setores, o que dá uma dimensão de paralisia generalizada da economia”, avaliou a economista Alessandra Ribeiro, da consultoria Tendências.

E hoje, 15/08, foi noticiado em todos os jornais o seguinte:

A atividade econômica registrou queda no segundo trimestre deste ano. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado houve queda de 1,2% no segundo trimestre deste ano, comparado com o período de janeiro a março deste ano. Em relação ao segundo trimestre de 2013, a queda ficou em 1,54%.
 
Em junho, o IBC-Br também registrou queda, de 1,48%, na comparação com maio (dado dessazonalizados). Essa foi a maior retração desde maio de 2013, quando o índice caiu 1,68%. No primeiro semestre, houve expansão de 0,13% e em 12 meses encerrados em junho, de 1,5%. De acordo com o dado dessazonalizado, a expansão em 12 meses ficou em 1,41%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

Sardemberg

Qualquer pessoa ue tenha ao menos um dos pés na realidade sabe que o Brasil está num momento lastimável – e, na Economia, está numa verdadeira crise. A inflação está altíssima (quem frequenta supermercado sabe do que estou falando), mas as empresas não estão investindo, estão demitindo ao invés de contratar, e os resultados disso estão sendo noticiados quase diariamente.

É importante ressaltar que não se trata de crise internacional – pelo contrário: Europa e principalmente Estados Unidos estão, há alguns meses, em franca aceleração econômica. Estamos diante de uma crise INTERNA, gerada pela incomPTência da Presidanta-Catifunda e sua equipe econômica brilhante, chefiada pelo sempre equivocado Ministro Margarina-talhada.

A Copa do Mundo apenas agravou a situação.