Balanço da Copa do Mundo no Brasil – 1

Conforme eu havia escrito AQUI, este blog fará um acompanhamento dos resultados práticos REAIS oferecidos pela realização da Copa do Mundo no Brasil.

Como eu detesto futebol, deixarei de lado toda e qualquer análise que tenha a ver com o esporte em si. O que interessa nesta “série” é avaliar os resultados da Copa para as empresas e cidadãos: depois de investimentos que ultrapassaram a casa dos TRINTA BILHÕES DE REAIS, qual foi o legado da Copa?

Apenas para refrescar a memória do leitor, o governo e o PT espalharam números (fantasiosos) para justificar a realização da Copa no Brasil. Graças a uma imprensa no geral subserviente, os números estapafúrdios e as previsões utópicas eram amplamente divulados, e havia pouca (raríssima) contestação.

Twitter - dilmabr- A Copa não representa apenas ...E quando falo de contestação, evidentemente não me refiro àqueles protestos babacas de junho de 2013. Aquilo não passou de uma consequência nefasta da ignorância de parcela significativa do povo – que, num primeiro momento, se deixou manipular pelas organições da extrema esquerda que iniciaram os protestos (Movimento Passe Livre e seus partidos-donos, como PSTU, PSOL, além, claro, dos blac-blocs e outros desmiolados) apenas e tão somente buscando criar um “buzz” em torno das suas reivindicações estapafúrdias, como, por exemplo, transporte público gratuito.

Enfim, o que esta série de posts vai analisar é exclusivamente os resultados/consequências da realização da Copa do Mundo no Brasil.

Eu já havia avisado, e repito: alguns dados setoriais já foram aparecendo, e outros ainda demorarão um pouco mais para serem divulgados; algumas informações e dados ainda serão revisados, e podem sofrer mudanças pontuais. Vou tentar apresentar aqui, de forma contínua, alguns dados já tornados públicos.

Será desnecessário fazer grandes análises: os números falam por si.

Vamos começar, então?!

A realização da Copa serviu para incrementar o PIB, como o governo dizia que aconteceria?

Resposta: Não.

Aliás, houve justamente o efeito inverso: a economia já vinha mal das pernas, e a Copa apenas serviu para piorar o quadro (atenção: não se pode dizer que a Copa CAUSOU estagnação ou queda do PIB, pois ela apenas AGRAVOU um problema que já estava ruim há tempos).

O Estadão de 01/08 reportou o seguinte (os grifos são meus):

A magnitude da queda da produção industrial em junho tem relação direta com a realização da Copa do Mundo no País, afirmou nesta sexta-feira, 1, André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o órgão anunciou que a produção cedeu 1,4% em junho ante maio, a mais intensa desde dezembro do ano passado e a quarta consecutiva neste ano.

“A magnitude tem relação direta com menor número de dias trabalhados, redução da jornada de trabalho, férias coletivas, cortes de turnos de trabalho, que ficaram como uma marca do mês de junho. E o evento Copa do Mundo tem relação com esses fatores”, disse Macedo. Segundo ele, não apenas os jogos do Brasil prejudicaram a indústria, mas o “simples fato de haver várias cidades recebendo jogos”, o que aumentou o número de feriados.

Mas o movimento de queda não fica restrito ao mês de junho, ressaltou Macedo. Ele observou que o recuo anunciado hoje foi o quarto dado negativo consecutivo na margem. “O perfil de queda ritmo de produção é algo que não é característico só desse mês”, disse. “Foi em outubro de 2013 que começou o ritmo de queda maior da produção. A Copa potencializou”, acrescentou.

Desde outubro do ano passado, a produção industrial acumula um recuo de 6,5%. “Percebemos que é característica de um setor industrial que vem mostrando menor dinamismo”, afirmou Macedo. Segundo ele, a menor evolução da demanda doméstica, o cenário externo e a restrição no crédito são fatores que persistem e marcam o ano de 2014.

O efeito da Copa do Mundo sobre a produção industrial deve persistir no mês de julho, avalia o IBGE. Os dados serão conhecidos no dia 02 de setembro.

No Valor Econômico do mesmo dia 01/08, lemos o seguinte (íntegra, para assinantes, AQUI):

Julho encerrou com queda de 13,9% nas vendas de veículos novos no país. Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, o mercado movimentou 294,8 mil veículos no mês passado, quando o desempenho foi prejudicado pelo menor movimento nas concessionárias em virtude da Copa do Mundo na primeira quinzena.

Na comparação com o fraco resultado de junho, também afetado pelo Mundial, houve avanço de 11,8% nos volumes, mas essa evolução se deve ao calendário comercial mais favorável de julho, que, sem contar os feriados de cidades-sede da Copa, teve três dias úteis a mais de venda. Na média, as vendas ficaram perto de 12 mil carros a cada dia útil de julho, menos do que as 12,6 mil unidades do mês anterior.

O desempenho faz a queda das vendas de veículos no acumulado do ano atingir 8,6%, ante 7,6% até junho. Agora, a diferença negativa em relação a 2013 passa de 183 mil veículos, ou o equivalente a 13 dias cheios de venda.

A propósito: em virtude do fiasco daquele jogo contra a Alemanha, a Presidenta-Catifunda e o PT vêm tentando se distanciar do evento (clique para ampliar):

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Mas é impossível separar algumas coisas. Dilma e o PT vinham usando a Copa do Mundo como “trunfo” político. Usaram de forma descada mesmo. Depois do vexame do 7 a 1, bateu aquele medo de que o feitiço viraria contra o feiticeiro.

O governo federal gastou dinheiro público para fazer propaganda da Copa – o vídeo abaixo eu gravei via iPhone (inclusive por isso o som está meio ruim: tentei gravar enquanto passava o comercial na TV), e mostra uma propaganda do governo federal enaltecendo a Copa. Vejamos:

Para piorar (clique para ampliar):

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Pretendo fazer ao menos um post por semana tratando do “legado” da Copa do Mundo. Ainda há muito a ser mostrado.

Governo prepara regulação de MBAs e especializações

Leio na Folha de hoje (íntegra AQUI):

O CNE (Conselho Nacional de Educação) prepara um marco regulatório para especializações e MBAs ofertados no país. O objetivo é aumentar o controle sobre a oferta e a qualidade da pós-graduação “lato senso”. Hoje, não há uma estimativa oficial sobre a quantidade de cursos disponíveis, assim como informações consolidadas sobre corpo docente e projeto pedagógico.

Neste mês, o Ministério da Educação lança um cadastro nacional para reunir informações de especializações presenciais e a distância ofertadas por instituições federais e privadas. A iniciativa é decorrente de resolução do CNE publicada em fevereiro.

“Esse é um processo. É por reconhecermos a importância e o peso da oferta desses cursos que estamos aperfeiçoando [o monitoramento]”, disse à Folha Jorge Messias, secretário de Regulação e Supervisão da pasta. Ele diz que essa é uma primeira etapa da regulação das especializações.

O CNE elabora ainda um outro documento com regras específicas para esse tipo de pós-graduação. Para Erasto Mendonça, conselheiro responsável pelo tema, há certos “vazios que precisam ser preenchidos”. Uma das mudanças previstas é no perfil dos ofertantes: a intenção é estender essa possibilidade a institutos de pesquisa de reconhecida excelência, escolas de governo e instituições que oferecem mestrado e doutorado.

Segundo as regras atuais, apenas instituições de ensino superior podem ter especializações. Esse grupo, no entanto, também pode ser afetado: o conselho estuda exigir um desempenho mínimo da graduação ligada à área de especialização.

Para oferecer a pós, o curso correlato precisaria de nota 4 no CPC (Conceito Preliminar de Curso), indicador de qualidade que varia de 1 a 5. A previsão é que o novo modelo esteja em prática a partir do próximo ano –as regras não valem para instituições estaduais de ensino. “As exigências do MEC são muito poucas e não dão garantia para o aluno da qualidade [do curso]”, avalia Armando Dal Colletto, diretor-executivo da Anamba (Associação Nacional de MBA). A entidade possui dois selos próprios para indicar o bom desempenho de MBAs. Para ele, diante da ausência de um cadastro nacional ou de notas concedidas pelo MEC, questões como prestígio da instituição e indicação de colegas são considerados na análise da especialização.

Vejo um aspecto positivo na notícia, e um negativo. O negativo, infelizmente, se sobressai. E muito.

O aspecto positivo: de fato, os cursos de MBA são uma bagunça. Qualquer instituição pé-de-chinelo pode oferecer um curso igualmente pé-de-chinelo com o nome de MBA (e com um conteúdo horrível, fraco mesmo).

Aliás, o próprio conceito de MBA foi distorcido no Brasil: a sigla significa Master of Business Administration, ou seja, Mestrado. Porém, no Brasil, MBA virou uma especialização lato senso, e o Mestrado é um outro tipo de curso, muitas vezes chamado de “acadêmico” (e muita gente usa o termo acadêmico com um viés negativo, pejorativo).

mba-engineering

Eu leciono em cursos de MBA, e posso dizer que muito frequentemente encontro alunos que cursaram CST (Curso Superior Tecnológico, aqueles cursos de 2 anos) que tiveram pouco contato com uma formação minimamente boa. Não raro, uso material da graduação nas aulas do MBA, porque os alunos não têm preparo algum para materiais e discussões mais aprofundadas e/ou avançadas. Lamentavelmente, há MBAs com conteúdo de graduação (bacharelado).

Neste sentido, é indiscutível que a oferta excessiva e desenfreada de MBAs é ruim.

Porém, sempre que vejo o governo se metendo num mercado qualquer com o intuito de querer regulá-lo ou controlá-lo, fico receoso. Em especial um governo do PT, essa matilha de boçais refratários ao conhecimento e que vêm prejudicando a educação no Brasil de um jeito que nunca antes havia sido feito.

O mercado deveria fazer esta seleção natural, separar o joio do trigo.

MBA

O problema é que este mesmo mercado é um dos grandes responsáveis pela exigência burra de ter um MBA a qualquer custo. Canso de ver alunos meus da graduação se preocupando com o MBA que farão no minuto em que forem aprovados no TCC. Não faz sentido o sujeito sair da graduação e, imediatamente, se enfiar num MBA meia-boca – mas o “mercado” exige.

Muitas empresas querem garotos (e garotas) de 22, 23 anos de idade com graduação, MBA, fluência em 3 línguas (que jamais usarão) e 10 anos de experiência – e umas exigências ridículas que o RH sempre inventa mas não servem pra nada.

Por causa disso, inclusive, cansei de ver alunos meus do MBA dizendo abertamente que só queriam o diploma porque a empresa exigia.

Esse problema do MBA faz parte de um conjunto de problemas muito maiores, muito mais graves. A educação no Brasil está um caos, um cacareco – e um dos grandes responsáveis por isso é justamente o governo. Por isso mesmo, deixar que o governo regule mais um setor/área não me parece solução mais adequada.

Petrobras: mais US$ 8 bilhões em dívidas e menos R$ 8 bilhões em multas

Há alguns anos a Petrobras está metida em problemas decorrentes da gestão temerária imposta na estatal pelo PT. Indicações de políticos e companheiros do partido, mas sem NENHUMA capacidade gerencial, colocaram a empresa em rota descendente.

Ações da Petrobras

Porém, agora a Petrobras parece ter chegado ao fundo do poço:

A Petrobras recebeu cinco autos de infração da Receita Federal desde outubro, no valor de R$ 8,768 bilhões. O volume equivalente a 37,2% de seu lucro em 2013, de R$ 23,6 bilhões.

A empresa recorre de todos e, por isso, decidiu não provisionar (lançar no balanço como perda provável) nenhum dos pagamentos.

As informações constam em prospecto preliminar entregue pela empresa à SEC (Security and Exchange Comission, instituição que regula o mercado de capitais nos EUA) ontem, por ocasião da emissão de títulos para captação de US$ 8,5 bilhões. A divulgação dos casos é realizada como forma de alertar os investidores que compram os títulos sobre riscos de impactos potenciais no resultado da empresa.

Segundo o documento, em outubro a empresa foi autuada em R$ 2,348 bilhões por supostamente não ter pago IOF por empréstimos entre suas controladas estrangeiras PifCo, Braspetro e Braspetro Oil Company, em 2009.

Em dezembro, foram duas autuações relacionadas ao não pagamento de IR na fonte, no valor de R$ 2,347 bilhões, e de Cide (Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico), em R$ 1,539 bilhão, no afretamento de plataformas.

No início de janeiro, o auto de infração apresentado foi de R$ 1,093 bilhão, sobre não pagamento de IR e CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) relacionado a lucros de subsidiárias no exterior.

Os questionamentos da Receita sobre os dois primeiros episódios são anteriores à emissão dos autos de infração e constam nas demonstrações financeiras da empresa em 2012 e 2013. O episódio de janeiro é indicado como questionamento nas demonstrações de 2013.

O mais recente episódio registrado ocorreu em janeiro. Trata-se de auto de infração no valor de R$ 1,442 bilhão devido ao não pagamento de contribuições previdenciárias sobre benefícios dados a um grupo de empregados e sobre remuneração de serviços médicos de terceiros, entre janeiro de 2009 e dezembro de 2011.

Com a captação ontem de US$ 8,5 bilhões por meio de Global Bonds oferecidos a investidores no exterior, a Petrobras, supera, em tese, o volume de recursos que precisaria buscar no mercado neste ano, segundo seu plano de investimentos, de US$ 12 bilhões.

Os novos recursos pioram o grau de endividamento da companhia, que chegaria ao equivalente a 4,2 vezes sua geração de caixa anual, calcula Flávio Conde, analista-chefe da Gradual Investimentos. A empresa encerrara 2013 com esse indicador em 3,5.

A matéria na íntegra está AQUI.

Os trechos que destaquei acima indicam a penúria da estatal.

Este é o fundo do poço mesmo para a Petrobras?

Não. Enquanto Dilma Rousseff continuar usando a BR de forma irresponsável e com sua incompetência típica, a tendência é que a Petrobras continue afundando.

É necessário privatizar a Petrobras o quanto antes.

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O que o PT vem fazendo com a Petrobras (com Lulla ou com Dilma, tanto faz) se chama GESTÃO TEMERÁRIA. Eis aqui outro exemplo:

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Mas o Brasil é esse país único, estranho mesmo. Aqui, um batalhão de gente que não entende nada de nada, gente incapaz de entender que 2+2=4, prefere o estatismo que gera elefantes mal-administrados que apenas sugam os cidadãos…

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Eleitor burro

Graças a esses ignorantes, verdadeiros quadrúpedes, dizia-se que o Eike Batista era alvo de denúncias falsas e inveja. A realidade mostrou-se quando ele foi à falência, financiado em grande parte com dinheiro público (BNDES):

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O ufanismo da Luiza Trajano que “viralizou”

Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, esteve no programa Manhattan Connection recentemente, e hoje me dei conta de que a sua entrevista acabou se tornando assunto que “viralizou” – lamento, mas este é o termo que virou moda, a despeito de ser bastante boçal.

Supostamente, ela teria “humilhado” o Diogo Mainardi quando tratou da situação do varejo (e, de forma mais abrangente, da economia) do Brasil. Primeiro, vamos ao vídeo:

Só agora há pouco tive chance de assistir ao vídeo na íntegra. E percebo que não houve nenhuma “humilhação” ou nada do gênero – aliás, pelo contrário: o Diogo Mainardi só errou em UM único dado, referente à inadimplência no Brasil em 2013. De resto, ele estava certo.

ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO – Depois que já havia publicado o post, o Diogo Mainardi colocou no Twitter o link da fonte que ele usou para afirmar, no programa, que a inadimplência de 2013 havia crescido. Ele está certo. Segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o índice de inadimplência realmente cresceu em 2013. Eis aqui o link da reportagem. Assim sendo, preciso ME corrigir: o Mainardi não errou em nada. No quesito da inadimplência, ele citou uma base de dados (CNDL, que usa dados do SPC), e a Luiza Trajano usou outra (Serasa). Cabe ressaltar, ainda, que quando o programa foi gravado, a Serasa ainda não havia tornado públicos os dados de 2013. Então, não era possível o Mainardi saber desse resultado quando da gravação do programa.

“Há três espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas.”
Mark Twain

Vamos por partes.

1) Eu sou acionista do Magazine Luiza, e não vejo, nem nos dividendos e nem nos balanços, esse otimismo todo da Luiza Trajano. O varejo cresceu menos do que a inflação OFICIAL (e a inflação oficial é uma piada hoje no Brasil – eu sinto, nas minhas compras no supermercado, uma inflação de mais de 13% fácil, fácil. Além disso, estamos na época da “contabilidade criativa” de um governo que não hesita em mentir). Quando você cresce menos do que a inflação, significa que, na prática, você NÃO cresceu. Comprei ações do Magazine Luiza faz tempo, e o retorno sobre o meu investimento, até aqui, está negativo.

Houve, sim, uma “explosão” do varejo há alguns anos. Mas já acabou. Os dividendos que eu recebo provam isso. Os balanços do Magazine Luiza e das demais varejistas mostram isso. O problema é que são dados pouco compreensíveis para quem é afeito a “vídeos viralizados”.

Eis aqui uma pequena amostra do que ocorreu com as ações do Magazine Luiza entre 2011 e ontem (21/01/2014):

Google Chrome

Como presidente do Magaine Luiza, será que a Luiza Trajano vai dizer que as ações da empresa caíram tanto devido a uma gestão ruim ou porque o ambiente de negócios (Brasil) deteriorou-se significativamente? Será que o ufanismo se aplica às ações da empresa que ela preside?

2) O Magazine Luiza virou case em Harvard há mais de uma década; de lá pra cá, eles estancaram: zero de inovação. Não souberam dar sequência no boom do crescimento inicial. Além disso, o atendimento ao cliente NÃO é dos melhores. E quem fala isso é um cliente que desistiu de comprar no site do Magazine Luiza – eu prefiro comprar na Fast Shop.

Mas você é acionista do Magazine Luiza e compra na concorrência?

Sim.

O Magazine Luiza (ao menos o site, por onde eu compro 99% das vezes) tem pouca variedade e os preços não são tão mais baixos do que a concorrência – que tem maior diversificação e sistema de entrega (logística) superior. E, quando precisei do atendimento para resolver um problema, foi um desastre. Sou um consumidor exigente, então fui para a concorrência. Simples.

3) Há mais de uma década o varejo é o maior empregador no Brasil (exceto governos). Isso é realidade há muito tempo, aliás. Mas a Luiza fala disso como se fosse algo novo, recente, uma novidade que ninguém sabia. Eu poderia puxar dados e contextualizações que trariam à tona a automação industrial e a adoção de máquinas e equipamentos mais eficientes na agropecuária, o que reduziu a mão de obra no campo e na indústria, deixando o setor de comércio e de serviços com a maior parcela do “Pessoal Ocupado (PO)” nos levantamentos do IBGE, mas não vou me dar ao trabalho.

A tabela abaixo dá uma idéia disso (e pode ser consultada diretamente no site do IBGE, aqui):
Google Chrome 2

4) Sobre a inadimplência: a Serasa divulgou ontem (21/01) os dados consolidados de 2013. Sim, houve uma pequena redução da inadimplência em 2013, mas tanto em 2011 quanto em 2012 o aumento havia sido recorde. Os detalhes estão aqui. O Mainardi errou com relação a 2013, mas a Luiza errou quanto a todos os outros: desde que a Serasa começou a fazer este levantamento/índice, em 2000, foi a PRIMEIRA VEZ QUE HOUVE QUEDA – e, ainda assim, de apenas 2%. [VER ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO FEITA ANTERIORMENTE: O Mainardi não errou, ele citou outro dado/fonte]

Finalmente, quero lembrar de uma coisinha. Alguns anos atrás, o Eike Batista foi ao mesmo programa; o Mainardi questionou o otimismo exacerbado dele com o Brasil e questionou a solidez das empresas do grupo. Na época também disseram que o Mainardi estava errado, e que a resposta do Eike Batista havia “humilhado” o pessimista Mainardi. Eis aqui o vídeo:

Hoje, 2014, o que aconteceu com o Eike Batista? No ano passado, a verdade apareceu: as empresas do “grupo EBX” viraram pó. Não valem nada. O BNDES, que emprestou mais de R$ 10 bilhões, tomou calote.

A Luiza é muito simpática etc etc etc. Eu gosto dela. Mas ela, hoje, depende do governo em diversos aspectos: não apenas dinheiro do BNDES, mas o Magazine Luiza foi o primeiro varejista a aderir ao “Minha Casa Melhor”, que conta com linha de crédito da Caixa para vender eletrodomésticos, e faz tempo que ela é cotada para integrar o governo. Alguém acha que ela vai abrir mão disso tudo para “falar a verdade” num programa de TV que não é visto nem por 1% da população do Brasil, numa entrevista que dura menos de 15 minutos?

“Estatística é a arte de espancar os números até que eles confessem.”
Millôr Fernandes

“Contra fatos não há argumentos”, alguns dizemDepende.

Hoje em dia está cada vez mais “normal” os fatos serem distorcidos e espancados até que eles “confessem” aquilo que se pretende. Um exemplo recente: o IBGE mudou os métodos de cálculo do índice de desemprego. Num único dia, o Brasil passou de uma taxa de 5% para mais de 7,4%. Detalhe: em 2003 o IBGE já havia alterado seus métodos, o que reduziu o índice de desemprego da noite para o dia.

Porém, se o IBGE passasse a adotar os mesmos critérios usados na Europa para medir o desemprego, o Brasil hoje estaria com índices na casa dos 20%. Evidentemente isso não impede que muita gente fique exaltando o suposto “pleno emprego” no Brasil.

Leituras adicionais recomendadas:

O questionável otimismo de Luiza Trajano com o governo Dilma

Todo mundo sabe que a economia brasileira está com problemas… menos a Luiza 

Endividamento: Lulla e Dilma quebraram o Brasil. Novamente.

Qualquer empresa, não importa se micro, pequena, média ou grande, sabe que fica impossível suportar um endividamento muito elevado durante muito tempo. Quando isso ocorre, o resultado é um só: falência. Eike Batista é um dos exemplos mais recentes, e mais emblemáticos.

Numa empresa, quando um funcionário comete muitos erros, capazes de levar a empresa à falência, lhe é mostrada a porta da rua.

Felizmente para Lulla e Dilma Rousseff, o Brasil não é uma empresa – caso contrário, ambos seriam sumariamente demitidos por justa causa. Vejamos essa notícia de hoje, publicada na Veja:

A dívida federal, que contabiliza os endividamentos do governo nos mercados interno e externo, avançou 1,69% em outubro ante setembro, para 2,023 trilhões de reais, o maior da série histórica, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira. A dívida chegou ao patamar de 2 trilhões apenas uma vez, em dezembro de 2012, segundo a série do Tesouro. Mas ainda ficou abaixo dos 2,02 trilhões verificados em outubro. A série mostra ainda que a dívida pública dobrou entre 2004 e 2013.

Segundo o Tesouro, a dívida pública interna cresceu 1,91% em outubro, atingindo 1,934 trilhão de reais — impulsionada pelas emissões de títulos públicos no valor de 18,62 bilhões de reais e pagamento de juros de 17,53 bilhões de reais. Do total das emissões feitas no mês passado, o Tesouro emitiu 2,350 bilhões de reais para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), usada para financiar a redução das tarifas de energia. Já a dívida externa diminuiu de 2,73% em outubro para 88,5 bilhões de reais – contra 91,3 bilhões de reais no mês anterior.

Uma das principais causas do aumento da dívida na última década foi o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que recebeu 300 milhões de reais em repasses do Tesouro nos últimos quatro anos — na década, a dívida total aumentou em 1 bilhão de reais, ou seja, o BNDES responde por 30% do aumento.

Em relação à composição da dívida, os títulos prefixados atingiram 40,74% do total, ante 40,36% em setembro. Os papéis corrigidos pela inflação somaram 35,04% do total, ante 35,10% no mês anterior. Já os títulos atrelados aos juros básicos ficaram em 19,95% do total, menor que os 20,04% no mês anterior. Entre os detentores dos papéis, a participação dos investidores estrangeiros caiu em outubro para 16,91%, frente 17,22% em setembro.

A fonte dos dados é o TESOURO NACIONAL. Repito: o Tesouro Nacional.

O que esses dados indicam é o seguinte: o uso político do BNDES, e mais as decisões burras e politiqueiras de Lulla, Dilma e toda a quadrilha do PT,  estão custando uma fortuna a todos os brasileiros, na forma de dívida interna. Além disso, a mentira da Dilma sobre a redução da tarifa de energia elétrica está custando mais caro ainda: mais de R$ 2,3 bilhões por enquanto (mas isso vai aumentar em breve).

Interessante destacar que, há alguns anos, Lulla fez um carnaval fora de hora quando foi anunciado que o Brasil havia quitado sua dívida com o FMI, ou seja, criaram a falácia de que o Lulla pagou a dívida externa do Brasil.

Não é verdade.

Nunca foi verdade.

O que aconteceu de fato, e os dados do Tesouro Nacional comprovam, é que para reduzir a dívida externa, Lulla (e depois a “gerentona” Dilma) aumentou a dívida interna. O grande problema disso é que os juros da dívida externa giram em torno de 1% ao ano, ou, ultimamente, até menos do que isso (podendo chegar a 0,1%, em certos casos). A dívida interna, por outro lado, é indexada ao dólar (o que deve ficar na casa dos 20% ao ano, em certos casos) e à Selic (o que significa algo em torno de 8,5% ao ano).

Isso é a incapacidade gerencial sem maquiagem, sem disfarces.

O Brasil continua afundando, e a competitividade é quem mais sofre

O conceito de COMPETITIVIDADE é bastante amplo, muitas vezes até mesmo bastante divergente dependendo de quem fala. Não vou entrar no mérito da questão, mas uma boa leitura sobre o assunto está AQUI.

Por ora, juntando alguns dados e observando alguns fatos, podemos afirmar com total certeza que a competitividade no/do Brasil está piorando muito mais rapidamente do que os demais indicadores econômicos. Sim, TODOS os indicadores econômicos estão apontando uma situação muito ruim do Brasil, e as perspectivas futuras são ainda mais sombrias. Um pequeno resumo:

  • A taxa de investimento, que cresceu lentamente durante a década passada, a partir do governo Dilma começou a recuar, chegando a sofríveis 18,4% em setembro. Só para dar uma ideia do que isso representa, a China investe 46%; a Índia, 30%, a Indonésia, 33%; o México, 29%.
  • A poupança interna, que também já era baixa, caiu ainda mais, chegando a irrisórios 14%, quatro pontos abaixo dos 18% do final do governo Lula. (…) As economias mais bem sucedidas têm sempre taxas de poupança superiores a 30%. Ou seja, vamos continuar dependendo de poupança externa para crescer.
  • A taxa de crescimento médio, que no governo Lula foi de 4%, no governo Dilma caiu para 2%, inferior até mesmo ao turbulenta década de 90.
  • O superávit primário tem caído significativamente nos últimos anos. Depois de chegar à casa dos 4%, na década passada, e passar a maior parte do tempo acima dos 3%, hoje a expectativa é que o ano termine com algo em torno de 2% do PIB. Isso pela contabilidade oficial, pois corrigindo as manobras contábeis cada ano mais comuns no governo do PT, o superávit correto seria hoje seria 0,6 pontos percentuais abaixo (pelos cálculos do economista Raul Velloso). Pior: a previsão para 2014 já é de meio ponto percentual inferior.
  • O déficit nominal (o saldo final depois de descontados os gastos do governo, inclusive juros) continua crescendo assustadoramente. Depois de uma década de regressão (caiu de 6% para pouco mais de 1% no período pré-crise no governo Lula), desde então iniciou uma trajetória de alta que deverá fechar 2013 acima dos 3% do PIB.
  • O déficit da previdência caminha para mais um recorde. No acumulado do ano até setembro, o déficit alcança R$ 48,042 bilhões, valor que já supera com sobra o déficit total do ano passado que ficou em R$ 42 bilhões. E olha que além dos três meses restantes faltam ainda computar o décimo terceiro salário.
  • O déficit na balança comercial anual ainda não está consolidado, mas demos mais um passo em outubro para concretizar mais um recorde também neste indicador. Depois de anos seguidos exportando mais que importando, em outubro registramos um déficit de U$ 1,8 bilhões, o pior resultado desde a crise do final da década de 90. (…) Nos últimos 12 meses, enquanto as importações aumentaram 7,5%, as exportações recuaram 1,9%. A conta não fecha e entramos em mais um déficit.
  • A produtividade do trabalhador brasileiro, que já andava estagnada desde o final do governo Lula, começou a cair no governo Dilma, acentuando ainda mais a distorção do crescimento do salário mínimo acima do PIB.
  • A produção industrial tem tido movimentos erráticos no governo Dilma, porém a trajetória de queda é clara nos últimos três anos. Apesar do aumento de 0,7% em outubro, a produção industrial segue em déficit de 0,6% no semestre. Tudo isso apesar dos estímulos do governo para mais consumo via “Minha casa melhor”.
  • O índice de endividamento da família brasileira bateu mais um recorde, chegando em março deste ano aos 44%. Ou seja, as famílias brasileiras devem aos bancos quase metade do que ganham durante o ano. Quando a série histórica divulgada pelo BC começou, em 2005, o índice era de 18,39%. Ou seja, o governo Lula roubou potencial de crescimento do presente ao estimular o crédito muito além do que deveria.
  • A dívida bruta continua aumentando e em ritmo cada ano mais acelerado, tendo ultrapassado a marca dos R$ 3 trilhões. Pela contabilidade do governo, ela estaria hoje em 58% do PIB, enquanto que para o FMI (o padrão usado para o resto do mundo) tal percentual seria de 68%. Tal percentual é ainda mais significativo quando comparado à média dos países emergentes, algo em torno de 30%.
  • O risco país que já chegou a 143 pontos em dezembro de 2012, em setembro último já está na casa dos 232 pontos. Detalhe: a situação já esteve pior (chegou aos 250 no meio do ano) e só baixou um pouquinho por causa das últimas privatizações.

Alguns podem dizer que o desemprego é um único índice que apresenta “boas notícias”. Não é bem verdade.

Sobre o desemprego, que vem apresentando índices estabilizados na casa dos 5% há algum tempo, recomendo uma leitura bastante básica, AQUI. Trata-se, no fundo, de um raciocínio simples (com certo esforço, até um eleitor do PT pode ser capaz de entender, se alguém lhe der uma ajuda e fizer alguns desenhos coloridos): se o desemprego está tão baixo, e se esta situação vem se repetindo há tanto tempo, por que os gastos com seguro-desemprego cresceram exponencialmente? Ora, lógica elementar: se há tão poucos desempregados no Brasil, quem são estas pessoas pedindo (e recebendo!) o seguro-desemprego?

Complementarmente, é preciso lembrar que o IBGE chega aos índices de desemprego perguntando se o entrevistado PROCUROU EMPREGO NOS ÚLTIMOS 30 DIAS. Se o sujeito diz “não”, o IBGE considera que o sujeito está empregado – e, portanto, não entra nas estatísticas de desemprego. Além disso, o levantamento do IBGE cobre apenas ALGUMAS capitais, não todas – o que significa que cidades grandes que não sejam capitais ficam de fora do levantamento. Enfim, há uma série de “detalhes” envolvendo as estatísticas referentes ao desemprego que precisam ser melhor avaliadas antes de falar em “pleno emprego” no Brasil.

De qualquer forma, peço que o leitor faça uma pausa para ler, com carinho e atenção, este texto AQUI. Vou transcrever apenas alguns poucos trechos da conclusão, mas a leitura do restante do artigo é crucial:

Entre 1970 e 2011 o produto brasileiro aumentou 401%, o trabalho aumentou 204%, o capital aumentou 720% e a produtividade aumentou apenas 11%. (…) O crescimento do Brasil vem do capital e não da produtividade.

Não é por acaso que não conseguimos crescer de forma sustentada. No início do processo de crescimento o capital era realmente importante e necessário para produção, não tínhamos fogão nem panelas. Quando isto ocorre a própria aquisição de capital leva ao aumento da produtividade mensurada. Máquinas novas significam tecnologias novas e novas possibilidades de produção. A medida que o tempo passou precisávamos ter feito a mudança para um crescimento via produtividade, não fizemos. O resultado foi a estagnação. Aumentamos o estoque de capital sem que este novo capital gerasse ganhos de produtividade. O Brasil investiu em estradas que não ficaram prontas, ferrovias que não passam trens e coisas do tipo. Equivale a jogar água na feijoada já aguada. Por outro lado não educamos nem qualificamos nossa força de trabalho e não facilitamos a vida de nossos empreendedores. Muito tempo e dinheiro já foram desperdiçados na estratégia de colocar água no feijão, sempre é tempo de tomar o caminho da produtividade, mas quanto antes melhor.

Caso o leitor queira aprofundar um pouco mais a discussão sobre os vários problemas econômicos que foram (e estão sendo) criados pela incompetência das decisões de Dilma e sua equipe de samambaias, recomendo estes links AQUI, AQUI, AQUI, AQUI. Para coroar estas leituras, recomendo esta aqui: GASTO DISPARA, E CONTAS DO GOVERNO TÊM O MAIOR ROMBO DESDE O REAL.

Agora vem o pior de tudo, na minha opinião.

A ideologia burra, tacanha e cega que vem guiando as decisões do executivo desde 2003 (o maldito ano em que Lulla assumiu a Presidência e iniciou a destruição silenciosa do país) colocou o Brasil numa situação péssima. Como o PT precisa manter o discurso de oposição feroz a tudo o que venha dos Estados Unidos, o Brasil isolou-se no comércio internacional. Enquanto os EUA e a Europa estavam lidando com suas crises econômicas internas, este problema ficou “camuflado” – ele existia, estava lá, mas não era tão evidente.

Agora, porém, o contexto é outro. Muitos países europeus e os Estados Unidos estão mostrando indicadores sólidos de recuperação de suas economias. Calcados nesses dados, estão “colocando o pé no acelerador” de verdade, enquanto o Brasil está patinando – e vai continuar, haja vista a tenebrosa incapacidade gerencial de Dilma Rousseff.

Trechos de uma matéria da Folha de S.P (de 14/11/2013, disponível na íntegra AQUI) ilustram o meu ponto central:

Pressionada pela perda de competitividade e pela queda na exportação de manufaturados, a indústria brasileira está defendendo um acordo de livre-comércio com os EUA. Ontem, em discurso para 200 empresários americanos em Denver (EUA), o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, afirmou que o Brasil deveria fechar um acordo de livre-comércio com os EUA e deixar em segundo plano o Mercosul para avançar em outros tratados importantes. “Defendemos um acordo com os EUA, que compram principalmente manufaturados”, disse à Folha Andrade.

Foi a primeira vez desde o enterro da Alca, em 2003, que a indústria discutiu a abertura de mercado com os EUA. Até setores mais protecionistas, como o de eletroeletrônicos, defendem o acordo. “Mudamos o posicionamento. Há dez anos éramos refratários, e havia um açodamento para fechar um tratado”, disse Humberto Barbato, presidente da associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. “Agora estamos isolados, o Brasil está fora das cadeias de valor, daqui a pouco estaremos parecidos com países da antiga Cortina de Ferro.” Procurado, o Ministério do Desenvolvimento limitou-se a dizer que “não há discussão em curso sobre essa questão”. “O governo está focado na troca de ofertas com os europeus para um futuro acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia”, diz a nota.

Os EUA são o segundo parceiro comercial do Brasil, atrás da China. Mas, enquanto o Brasil exporta essencialmente commodities à China, vende em grande parte produtos manufaturados e semimanufaturados para os EUA. Entre 2000 e 2008, o Brasil manteve superavit comercial com os EUA de quase US$ 10 bilhões por ano. Desde 2008, porém, o país tem deficit (foram US$ 5,6 bilhões em 2012). O novo posicionamento da indústria vem do deficit em manufaturados (a Associação de Comércio Exterior do Brasil projeta US$ 105 bilhões neste ano), da queda no ritmo de exportações e da primarização da pauta. Além disso, o Brasil sofre cada vez mais concorrência da China na venda de manufaturados no Mercosul. E, como o Mercosul fechou só três acordos comerciais, o país pode ficar mais isolado.

O Mercosul virou um elefante branco: ao invés de potencializar a economia dos países-membros, transformou-se numa extensão do Foro de São Paulo, congregando apenas países refratários ao capitalismo, inimigos de empresas, empresários e lucros, países que cerceiam a liberdade de expressão, liberdade econômica, individualismo e meritocracia; países subdesenvolvidos, presididos por pessoas incapacitadas, ditadores de quinta categoria e palhaços sem noção que falam qualquer bobagem.

Exemplo PERFEITO? Venezuela: Chávez e Maduro têm imenso histórico de ataques e bobagens disparadas contra os Estados Unidos, mas sempre dependeram do petróleo que vendem aos EUA para manter suas políticas populistas, demagógicas e burras. E sabemos que a Venezuela está completamente destruída pelo tal “socialismo bolivariano” dos escroques Chávez e Maduro.

Mas calma, leitores otimistas, a situação fica ainda pior (leia a íntegra AQUI):

Um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia pode redesenhar a economia global e ter o Brasil como um dos grandes prejudicados. Caso seja de fato concluído, o tratado pode levar o país a experimentar uma queda em suas exportações, equivalente a uma redução de até 2,1% de seu PIB per capita, num cenário em que taxas de importação sejam zeradas e outras barreiras eliminadas, como padronizações conflitantes e reservas de mercado

O cálculo, da Universidade de Munique, mede os efeitos, em 126 países, do acordo. EUA e União Europeia discutem desde o início do ano um tratado de livre-comércio. A expectativa é que até o fim do ano que vem seja fechado um acordo que une quase metade do PIB global e um terço do comércio mundial. O estudo mostra que todos os países fora do novo bloco registrarão queda nas vendas ao exterior e, consequentemente, perderão receitas. A Coreia do Sul seria exceção.

Os países europeus terão ganhos variados de até 10% na renda média de seus cidadãos, e os Estados Unidos serão os maiores vitoriosos, com ganho de 13,4%. A queda das receitas para o Brasil ocorrerá nos dois destinos, segundo o estudo. Somente para os EUA, a perda seria de 30% das vendas. Os dois blocos absorvem um terço das exportações do país. “O mundo caminha para o fim das tarifas. Se houver um acordo entre EUA e UE, começará a haver um isolamento do Brasil”, diz Carlos Abijaodi, diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Uma simplificação extrema disso tudo que está demonstrado acima é a seguinte: o Brasil está isolado porque aliou-se (ideológica, econômica e politicamente) a países atrasados como Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina, Irã, ditaduras africanas, e distanciou-se de países capitalistas e desenvolvidos, como EUA, Canadá, Inglaterra, Alemanha etc.

Ao isolar-se, perde oportunidades (novas tecnologias, novos negócios, DINHEIRO NOVO), que terão custo futuro.

Sabe aquela estorinha de “país do futuro”? Pois é… não haverá. O Brasil seguirá atrasado enquanto estiver alinhado com Venezuelas, Cubas, ditadores e socialistas/comunistas/progressistas. Nunca antes na história deste planeta países socialistas e/ou comunistas desenvolveram-se e melhoraram – TODOS, sem nenhuma exceção, perderam o bonde da História, ficaram pobres e atrasados. Basta olhar para União Soviética e Cuba.

O Brasil, graças ao PT de Lulla e Dilma, escolheu aliar-se aos países subdesenvolvidos, atrasados, ultrapassados. Estas escolhas, ao longo do tempo, foram destruindo a competitividade do Brasil. Agradeça Dilma e Lulla.

Sua empresa precisa de financiamento para expandir? Esqueça o BNDES – ele está sendo usado para demagogia, e não tem tempo nem disponibilidade para empreendedores

Está cada dia mais difícil ler as notícias e deixar de perceber que o Brasil está numa crise profunda, ampla. A despeito de maquiagens contábeis, discursos mentirosos e recursos nada honestos, o país está numa crise que há muito tempo não se via.

Exagero?

Não, não é.

Leio há pouco no Valor duas notícias que ajudam a dimensionar o tamanho da crise – não apenas econômica, mas institucional, moral, ética, gerencial. Sim, é grave. As provas (não escrevi “evidências”, mas PROVAS) estão todas pairando, basta analisá-las:

Diante do risco de rebaixamento da nota de crédito do país, o governo prepara operação de venda de ativos da carteira do Banco Nacional Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para reduzir o valor do repasse que o Tesouro Nacional fará ao banco neste ano. A equipe econômica também estuda reformular o papel do banco e reduzir seu peso na economia.
A mudança é motivada por uma necessidade fiscal – as autoridades temem o contínuo aumento da dívida pública bruta provocada pelos sucessivos aportes de recursos aos bancos estatais, principalmente ao BNDES, e um possível rebaixamento do risco soberano por parte das agências de rating – e pela constatação de que o ciclo da crise iniciada em 2007 nas economias avançadas está próximo do fim, o que não justifica mais o uso de instituições oficiais para expandir o crédito. “Está na hora de alterar a participação do BNDES na economia para reduzir o tamanho do cheque”, disse uma fonte, referindo-se ao custo fiscal do repasse de R$ 300,2 bilhões feito pelo Tesouro desde 2009. A preocupação do governo, neste momento, é controlar a evolução da dívida pública, que chegou a 64,2% do PIBO BNDES pediu entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões ao Tesouro para garantir os desembolsos até o fim do ano. Com a venda dos ativos, esse valor tende a cair para menos de R$ 20 bilhões. Segundo fontes do governo, as chances de não haver repasses da União neste ano são praticamente nulas, mas não se pode dizer o mesmo de 2014. Há um compromisso de redução gradativa dos repasses, mas, dada a situação fiscal, isso pode ser acelerado.
As discussões sobre a venda de ativos estão adiantadas, mas ainda não há definição sobre o valor. O governo avalia se haverá tempo hábil e condições de mercado para levar o plano adiante. Esse é um dos empecilhos à operação e explica a demora na definição do repasse do Tesouro. Em 30 de junho, a BNDESPar, braço de participações acionárias do BNDES, possuía ativo total de R$ 87,9 bilhões. Segundo apurou o Valor, o BNDES considera que, como o mercado acionário está “muito ruim”, vender ativos agora só pioraria ainda mais a situação da bolsa. Os ativos da BNDESPar representam 20% do ativo total do banco e responderam em média, nos últimos seis anos, por 50% do seu lucro.
Fonte: ValorEconômico

Mas não acabou, não… Mais uma:

O governo estuda a reformulação do papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia é reduzir o tamanho e o peso do banco na economia. Nesse novo desenho, o BNDES atuará no que Brasília chama de “novo ciclo de investimento” do país: a expansão da infraestrutura.A agenda de encolhimento do BNDES envolve a redução de aportes do Tesouro, a venda de ativos do banco para reduzir a necessidade desses repasses, a reestruturação de carteiras da instituição e a diminuição ou até eliminação da oferta de capital de giro puro (quando não associado a projetos de investimento de longo prazo).
No caso do financiamento de bens de capital (máquinas e equipamentos), a ideia é continuar oferecendo crédito, mas sob condições menos atrativas que as do ciclo anterior. O Programa de Sustentação do Investimento (PSI), linha criada para subsidiar a compra de bens de capital, cobra juro negativo (inferior à inflação) – neste momento, de apenas 3,5% ao ano. A tendência é que a linha seja mantida, mas a um custo mais alto. […] O governo acredita que o novo ciclo de investimento no Brasil vai durar pelo menos dez anos. Os financiamentos são de prazos superiores ao do crédito corporativo. “O funding para isso é diferente. É preciso construir um sistema de garantias, estimular outras formas de financiamento, como as debêntures incentivadas de infraestrutura com alto nível de segurança jurídica”, disse um técnico, lembrando que, no ano passado, a Lei 12.715 criou debêntures desse tipo.
Desde que a as duas principais agências de avaliação de risco – Standard & Poor’s e Moody’s – reduziram a perspectiva da nota do Brasil, a presidente Dilma Rousseff já anunciou que os bancos federais vão se concentrar em suas vocações originais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu ordens à Caixa Econômica Federal para se concentrar no financiamento habitacional e deixar o mercado de “corporate”.O papel de financiador da infraestrutura vem depois que o governo usou o BNDES para financiar a internacionalização de grandes empresas brasileiras e o investimento a taxas de juros mais baixas que as do mercado.
Fonte: Valor Econômico

O uso político, demagógico e populista do BNDES começa a cobrar seu preço.

Há cada vez menos interesse e/ou vontade, por parte das empresas, em investir no Brasil. Isso se deve à insegurança jurídica criada pelo perfil de Dilma Rousseff – centralizadora, intervencionista, incompetente, burra, pretensiosa, e, como se não bastasse, extremamente mal assessorada. Pior: mesmo com tantas características (ou justamente em decorrência delas), ela é incapaz de montar uma equipe capaz de conduzir a política econômica – ela se cerca de gente ainda mais burra e incompetente.

Para piorar, aos loucos que querem investir, agora, sobram menos alternativas de financiamento. O BNDES tem um papel crucial, mas foi tão mal usado que acabou na situação de alta alavancagem. Um exemplo recente (publicado na Folha do dia 04/10/2013):

O BNDES decidiu participar da capitalização da Oi e, com isso, apoiar a fusão da tele brasileira com a PT (Portugal Telecom), anunciada anteontem. Segundo a Folha apurou, o banco entrará no “bolo” de R$ 2 bilhões a serem disponibilizados pelos atuais sócios da Telemar Participações, holding que controla a Oi com 56% das ações ordinárias, e por um novo acionista, o BTG Pactual.

Ao divulgar a operação de fusão, na quarta-feira, o presidente da Oi e da PT, Zeinal Bava, tinha assegurado apenas o aporte de recursos dos acionistas privados, por meio de compra de ações em oferta pública prevista para o primeiro semestre de 2014.

O montante a ser levantado no lançamento de ações fica entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. Ao todo, o aumento de capital será de até R$ 14,1 bilhões, incluindo R$ 6,1 bilhões em ativos da PT. O banco estatal ainda negocia quanto irá injetar na operação. Já está certo, no entanto, que não será na mesma proporção da participação do banco na Oi. Se participasse na mesma proporção, o BNDES teria que fazer um desembolso de cerca de R$ 3,5 bilhões, valor vetado pelo Planalto. Os fundos de pensão de estatais também controladores da Oi tendem a seguir o BNDES. Juntos, os fundos e o banco de fomento têm 38% de participação na holding Telemar Participações.

A notícia não é tão “desastrosa”, aparentemente, certo?

Errado. Vejam o gráfico que acompanha a matéria:

Endividamento Oi

Repare, caro leitor, a brutal distância que separa o endividamento da Oi (linha verde) do seu valor de mercado (representado pela linha cinza). Desde 2011, o endividamente da empresa cresceu numa velocidade e numa intensidade absurdas, incomparáveis ao montante investido (linha amarela) e ao patrimônio (linha vermelha). Isso indica que a empresa foi extremamente mal administrada. E, como prêmio pela péssima gestão, a Oi vai receber mais dinheiro do BNDES!!!!!!

É neste negócio que o BNDES vai aplicar dinheiro. Ou melhor, MAIS dinheiro, haja vista que o BNDES foi crucial para viabilizar a fusão Telemar + BrasilTelecom que deu origem à Oi: em 2008, o BNDES injetou R$ 2,8 bilhões.

Como resultado, empresas que REALMENTE precisam de empréstimo para negócios legítimos, e que não têm a sorte de poder bancar a empresa fajuta do filho do presidente da República, ficam sem acesso ao BNDES.

Vamos lembrar que o BNDES também injetou mais de R$ 10 bilhões no grupo do Eike Batista. Aquele grupo que está quebrado.

Enquanto isso, diariamente eu vejo negócios com grande potencial de crescimento que não conseguem financiamento…

Custo da incompetência de Dilma Rousseff: R$ 213 bilhões – e contando

Direto à notícia (na íntegra AQUI):

Três anos após realizar a celebrada capitalização de R$ 120,2 bilhões no mercado financeiro, com apoio do governo e participação de investidores privados, a Petrobras vale atualmente R$ 240,9 milhões na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), quase 50% a menos do que em outubro de 2010 (R$ 453,8 bilhões), quando concluiu a maior oferta da história mundial. Os dados foram levantados pela consultoria Economatica, a pedido do GLOBO, com base em números deflacionados. Com a perda de R$ 213 bilhões em valores de mercado no período, a companhia, que chegou a ser a terceira maior petroleira do mundo de capital aberto, ocupa hoje a décima posição do ranking.

A Petrobras vale hoje menos do que ela valia, mesmo antes da capitalização. É como se a oferta tivesse sido jogada fora. Essa tendência de queda do valor de mercado começou em 2012, e pode ter relações com as interferências do governo na gestão da empresa — avalia Einar Rivero, economista da Economatica.

Henrique Florentino, analista da Um Investimentos, destaca que uma série de fatores explica a perda de valor de mercado (que é a multiplicação dos preços das ações da empresa pelo total de papéis em circulação) da empresa. Ele cita a defasagem do preço dos combustíveis, o aumento de participação societária do governo, a obrigatoriedade de a estatal ter participação de pelo menos 30% nos projetos do pré-sal e os custos crescentes de empreendimentos na área de refino:

— Se você pensar no que é melhor para o país, algumas das atitudes do governo podem ter sido benéficas para a população. Para os acionistas, entretanto, não foram positivas. É o caso do conteúdo nacional dos projetos. A regra exigida (de ter uma participação mínima da indústria local nos projetos de petróleo) é menos eficiente para a empresa, já que os projetos atrasam e ficam mais caros. Mas é melhor para a geração de empregos.

Além dos trechos destacados acima, mais alguns pitacos meus:

1) NUNCA ANTES NA HISTÓRIA “DESTEPAÍS” uma empresa estatal foi mais usada e mais prejudicada pela pura e simples incompetência do governo. Nunca.

2) Nunca antes na História uma empresa petroleira, com o mercado aquecido e com o preço do petróleo em alta, teve um desempenho econômico-financeiro tão ruim. Nunca.

3) Sempre existem ignorantes que acham que a privatização de um estatal mal gerida pelo governo equivale a “entregar riquezas do país a capitalistas malévolos do exterior”. Isso é burrice, ignorância mesmo. Quem usa este “argumento” não passa num teste de QI planejado por uma criança de 6 anos. Por outro lado, a gestão temerária do PT na Petrobras, além de criminosa, está fazendo com que milhares de brasileiros percam dinheiro. Quem usou o FGTS para comprar ações da Petrobras está perdendo dinheiro.
Estou me referindo a milhares de pessoas que trabalharam durante muitos anos, economizaram dinheiro, e usaram suas economias para investir numa empresa brasileira. Estas pessoas estão vendo suas economias desaparecem, pois a Petrobras está minguando.

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O modelo de privatização de estradas do PT oferece pedágio barato: você paga menos para morrer numa pista esburacada e sem segurança

Já começo com trecho de reportagem da Folha (íntegra AQUI) que trata da rodovia Régis Bittencourt, a famosa BR-116, com grifos meus:

O governo federal adiou de novo a entrega da duplicação da serra do Cafezal, principal gargalo da rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que liga São Paulo ao Sul do país. A obra, prometida desde a década de 90, na gestão FHC, deveria ter sido concluída em 2012, conforme cronograma de quando ela foi privatizada pelo governo Lula, em 2008.

Ela não ficou pronta e, agora, um novo prazo foi oficializado: começo de 2017. A data foi estabelecida neste mês, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta assinado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) com a Autopista Régis Bittencourt.

A serra envolve um trecho sinuoso entre os municípios de Juquitiba (72 km de SP) e de Miracatu (138 km de SP). De acordo com a concessionária, 11 km dos aproximadamente 30 km estão prontos. O principal impasse que se arrasta há duas décadas se refere à licença ambiental.

Depois de seguidos atrasos nas gestões tucanas e petistas desde os anos 90, a obra havia sido prometida de novo, dois anos atrás, para 2013. A região da serra segue como uma das perigosas das estradas que cortam São Paulo. Somente do km 343 ao km 363, trecho que agora foi incluído no TAC, foram registradas em 2011, último dado tabulado pelo governo federal, 307 acidentes, que deixaram 13 mortos e 140 feridos.

A concessionária estima gastar R$ 700 milhões na duplicação de toda a serra, que será a principal obra já feita na Régis após a inauguração.

Só no km 357 da rodovia houve naquele ano 32 acidentes, 64 feridos e nove mortos. Com a falta de alternativas ao motorista na ligação ao Sul, qualquer acidente no trecho forma filas gigantescas.

Vamos por partes.

Primeiro: a despeito do discurso burro, rançoso, obsoleto e atrasadíssimo contra a privatização que sempre marcou o PT (quem não se lembra dos atos e manifestações promovidos pelo partido na época da privatização da Vale?!) e outros grupos que defendem o socialismo bolivariano que faz com que falte até papel higiênico na Venezuela, é preciso destacar: quem privatizou a BR-116 foi o Lulla, em 2008. Sim, PRIVATIZOU. Ponto.

Segundo: o processo de privatização foi mal feito.

Terceiro: o cronograma previa a conclusão para 2012, ou seja, havia 4 anos para se concretizar as obras necessárias. Estamos em setembro de 2013, e só agora a ANTT (aparelhada por cumpanheiros tão incomPTentes quanto a gerentona-chefa, a presidenta/incompetenta Dilma Rousseff) se mexeu. Porém, o máximo que ela fez foi ampliar o prazo para 2017. Se (e somente SE) este novo prazo for cumprido, terão se passado ABSURDOS NOVE ANOS para fazer aquilo que deveria ter sido feito em quatro.

Quarto: o que a ANTT vinha fazendo desde 2008? Por que o andamento das obras não foi acompanhado, mensalmente? A função das agências reguladoras, quando foram criadas, era justamente regular e verificar as ações de áreas específicas. A ANTT deveria avaliar constantemente a situação das rodovias e estradas brasileiras, mas o órgão passou 5 anos fazendo nada? Por que não foram tomadas providências antes?

Não adianta fazer privatização mal-feita. TODAS as privatizações feitas pelo PT foram extremamente mal-feitas. Agora em 2013, então, as tentativas de privatização foram um fiasco porque as empresas não apareceram nos leilões.

Parabéns aos envolvidos!