Cartilha da DENGUE

O Ministério da Saúde acaba de divulgar uma cartilha para tirar as dúvidas mais recentes que surgiram entre a população.

1) Todo Aedes Aegypti transmite a dengue?

– Não há motivo de pânico. Nem todo Aedes Aegypt está contaminado. Só os que picarem você.

2) Acabei de ser picado por um Aedes Aegypti. O que devo fazer?

– O local da picada está infectado. A solução é evitar que o sangue da região se espalhe pelo corpo. Pegue um O.B. ou um Tampax e insira rapidamente na ferida, de modo que o absorvente sugue o sangue contaminado. Se o O.B. ou o Tampax não couber na picada, pegue uma faca e alargue a ferida, até que haja espaço suficiente para a inserção do absorvente.

3) Quando tomo banho, fico com o umbigo cheio d´água. Meu umbigo é um foco para larvas da dengue?

– Sim. O melhor a fazer é não lavar o umbigo, pois o Aedes Aegypti gosta de água limpa. Deixe a água que se acumula no seu umbigo sempre suja.

4) Não importa o que eu faça, sempre há mosquitos em minha casa. O que posso fazer para dormir seguro?

– Nesse caso, pegue um pote raso e deposite um pouco de seu sangue no recipiente. Em vez de o Aedes Aegypti picar você para se alimentar, o mosquito irá direto ao pote, para poupar trabalho.

5) Se eu pegar um Aedes Aegypt morto e o prender com fita durex na parede da minha casa, outros mosquitos ficarão intimidados e abandonarão o local?

– Não. Os Aedes Aegypti não se intimidam diante de cadáveres de amigos mortos. Como o próprio nome diz, o mosquito vem do Egito, onde a população é muçulmana. O Aedes Aegypt encara a morte de seus companheiros como um sacrifício pela causa de sua espécie. Ver um cadáver de um colega exposto só vai aumentar seus brios e o ímpeto de seus ataques.

6) Uma aranha no meu quarto comeu um Aedes Aegypti. A aranha estácontaminada?

– Sim. Chame as autoridades urgentemente para exterminar a aranha. A tendência é que ela tente atacar você para transmitir a dengue. Não tente matá-la, pois a aranha com dengue fica mais agressiva e pode dominá-lo, prendendo você e toda sua família em sua teia.

7) O combate à dengue parece ineficaz. A culpa é do governo?

– Não. A culpa é sua, que escolheu o atual governo. Boa sorte no próximo voto, caso você sobreviva à epidemia de dengue…

Redução de pobreza e pobreza de argumento

O artigo abaixo foi publicado em 2006, e eu “desenterrei” do arquivo de mensagens. Vale a leitura.

Recentemente, o pesquisador da FGV/CPS Marcelo Néri e sua equipe divulgaram na mídia novos resultados da queda da miséria. Em seu estudo, ele faz comparações entre as variações percentuais dos percentuais de miseráveis observados nos primeiros três anos do governo FHC e do governo Lula. É necessário chamar a atenção que, quando nos referimos a percentual de pessoas miseráveis, estamos falando da parte de número de pessoas que estão abaixo da linha de miséria (não têm dinheiro para comer um certo mínimo necessário) comparativamente ao total da população.

Se esse percentual diminui, diminui o número de miseráveis. E para saber quantos deixaram de ser miseráveis, basta diminuir o número de miseráveis de um ano para outro. Alternativamente podemos diminuir o percentual de um ano do percentual de outro ano, e encontramos os pontos de percentagens dessa redução, que pode ser traduzida em número de pessoas que saíram da miséria. Falar em variação percentual destes percentuais não tem sentido.

Fiquei me perguntando por que esse ERRO. Fiz algumas contas e constatei que se o estudo falasse em redução de pontos de percentagem, a redução da miséria continuaria sendo maior no Plano Real. Ou seja, em pontos de percentagem, o diferencial é maior para FHC (28,79% 35,31%= -6,52 pontos de percentagem) do que para Lula (22,77% 28,17%= -5,4 pontos de percentagem).
Quando erradamente se comparam os pontos de percentagem de FHC com o seu percentual inicial de pobres (6,52/35,31), a redução percentual de FHC fica em -18,5%, valor inferior à redução observada para Lula (-5,4/28,17= -19,2%). Mas, o que é relevante, e o que interessa de fato, é que o número de miseráveis não se reduziu em 18,5 e em 19,2%, mas sim em 6,52 e 5,4 pontos de percentagem nos três primeiros anos de FHC e Lula, respectivamente.

Estranhamente, os números absolutos de miseráveis não estão divulgados no estudo da FGV, o que elucidaria a questão sem contemplação.

À sua falta, usando os dados elaborados por Sônia Rocha, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, que usa a linha de miseráveis oficial, a redução de indigentes (miseráveis) teria sido no período FHC de 7,5 milhões de pessoas, enquanto no período Lula, de apenas 2,650 milhões. Isso é o que importa: número absoluto de redução de indigentes.

Continuando a observação do referido gráfico, atentei para outro erro: o autor identifica o início da série de Lula em 2003 (28,17% de miseráveis). Mas quando Lula assumiu o governo em janeiro de 2003, o número de miseráveis era de fato 26,72% (que herdou de FHC). Logo, não é justo computar como seu (de Lula) o mérito de reduzir a própria miséria que criou. Se a comparação for feita corretamente (22,77% em 2005 contra os 26,72% que herdou de FHC), o sucesso de Lula, medido em pontos de percentagem, cai para 3,95 pontos de percentagem e não os acima mencionados 5,4. Ou seja, o êxito de FHC foi reduzir a miséria em três anos em 6,52 pontos de percentagem contra os 3,95 pontos de percentagem de Lula.
Ou seja, o número de miseráveis que deixaram de sê-lo no período FHC foi 65% superior ao número de Lula.

O trabalho completo da equipe da FGV contém ainda muitos outros resultados interessantes: mostra que o sucesso de FHC em reduzir a miséria é maior do que o de Lula em qualquer que seja a comparação (misérias rural, urbana e metropolitana). Mostra ainda um resultado pouco explorado que usa a metodologia de Amartya Sen, Prêmio Nobel de Economia, para medir o índice de bem-estar. Novamente o sucesso de FHC é bem superior ao de Lula. No mesmo período anteriormente utilizado, durante os três primeiros anos do governo FHC o índice de bem-estar aumentou em 35,96, enquanto durante os três primeiros anos de Lula, apenas 15,2. Ou seja, o sucesso de FHC em termos de bem-estar foi mais do que o dobro do sucesso de Lula.

É interessante que examinemos as causas do sucesso de um e de outro. O sucesso de FHC se deve ao fato de que ele estabilizou a economia matando o dragão da inflação, o maior responsável pela deterioração da renda dos mais pobres. Mas não ficou nisso; passado o primeiro momento de ajuste das contas públicas, criou vários programas sociais que elevaram bastante as transferências de renda para os mais pobres: Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), Bolsa Escola Federal, Bolsa Alimentação, Saúde da Família, e aumento do número de assistidos no tratamento da Aids.

O que fez Lula: tentou criar o programa Fome Zero e o Primeiro Emprego. O fracasso de suas duas únicas iniciativas é público e notório. Frente a isso, Lula deu prosseguimento aos programas sociais de FHC, unificando-os sob o título de Bolsa Família e ampliando o número de cadastrados (o que havia sido iniciado por FHC e estava sendo continuado e continuou com Lula). No âmbito econômico continuou com a política de FHC de manutenção da estabilidade da moeda e de responsabilidade fiscal.

Insistindo, tudo que Lula fez foi dar continuidade à política econômica e social de FHC. Ainda bem. Se fizesse o que anunciava e o que os petistas pregavam, o Brasil estaria quebrado e a miséria aumentada. Diferentemente do que diz Lula, nada do que está aí foi por ele criado. É apenas apropriação indevida. Precisamos agora de nova onda de criatividade para crescer, distribuir renda e reduzir a miséria, e a equipe de Lula está longe de ter competência para isso.

CLÁUDIO MONTEIRO CONSIDERA é professor de economia da UFF.

É uma surpresa ESTARRECEDORA descobrir que alguém do PT esteja mentindo……..

Ministra: RELAXA E GOZA !

A notícia é esta:

Uma novidade do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) promete polêmica nas eleições deste ano, impondo risco às duas principais candidaturas à Prefeitura de São Paulo, especialmente à da ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT). Resolução de 28 de fevereiro fixa a aprovação da prestação de contas em eleições anteriores como exigência para registro de candidaturas no país.

Pela resolução nº 22.715, só é concedida certidão de quitação eleitoral a quem tiver contas aprovadas: “A decisão que desaprovar as contas de candidato implicará o impedimento de obter a certidão de quitação eleitoral durante o curso do mandato ao qual concorreu”.

Essa certidão é um dos pré-requisitos para que haja o registro de candidaturas. A dúvida é se essa regra já vale neste ano ou se será aplicada apenas em eleições futuras.

Em São Paulo, a ex-prefeita Marta teve rejeitadas as contas da campanha de 2004, quando concorreu à reeleição. Recurso apresentado ao TSE foi negado em dezembro de 2007.

No caso do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu principal adversário, um parecer técnico da Coordenadoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias do tribunal recomendou a rejeição da prestação de contas relativa às eleições presidenciais. O parecer, porém, não foi submetido a voto.

O TSE ainda não se manifestou sobre a aplicabilidade da norma. Marta, por exemplo, não teria direito à certidão até o fim de 2008, caso ela já valesse. Essa é a opinião do presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello. “Nós legislamos? Substituímos o Congresso? Não. Interpretamos a lei. Se a lei está em vigor em data pretérita, evidentemente a interpretação diz respeito a essa lei.”

A íntegra, da Folha Online, está aqui.

Como estamos no Brasil, e essa corja de boçais do PT se acha acima do bem e do mal, obviamente a maldita será candidata.Afinal, qualquer que seja o problema, ela relaxa e goza, não é ?!

Não teve as contas aprovadas ? Deixou São Paulo sem dinheiro em caixa ? Gastou milhões em obras idiotas (túneis que alagam e pioram o que já era ruim) ? Fudeu o transporte público (como se precisasse….) ?

Nada disso importa – desde que ela relaxe e goze.

OPORTUNIDADE


MORAL DA HISTÓRIA: se a oportunidade não aparecer, crie uma.

Avanços da medicina

A carteira e o Ministro

Alguns classificariam como conto de fadas. Eu chamo de crônica.

Um empresário marca audiência com o presidente Lula, em Brasília. Enquanto aguarda para ser atendido, é tratado com toda solicitude por um ministro, na sala de espera, que o recebe efusivamente com abraços eapertos de mão.

Quando, finalmente, é recebido pelo presidente, o empresário sente a falta de sua carteira, que estava no bolso do paletó.

Fica super-constrangido, mas resolve levar o fato ao conhecimento do presidente:

-Eu não sei nem como lhe dizer, presidente, mas minha carteira sumiu! Eu tenho certeza que estava com ela ao entrar na sala de espera de seu gabinete. Eu tive cuidado de guardá-la bem, após apresentar o RG lá na portaria. Eu não quero fazer nenhum tipo de insinuação, mas, na verdade, a única pessoa com quem eu estive, de lá para cá, foi com seu ministro..

O presidente nem espera o empresário terminar de falar. Retira-se da sala, sem falar nada, e segundos depois retorna com a carteira desaparecida na mão.

Ao recebê-la de volta, o empresário comenta, completamente passado:

-E. Eu sinto muito. Espero não ter causado nenhum problema entre o senhor e seu ministro na hora em que o senhor pegou minha carteira de volta.

Ao que Lula responde:

-Não se preocupe! Ele nem percebeu!

Sindicalismo pelego garantido

A notícia é tão vergonhosa, tão descaradamente favorável à corrupção, que vou me abster de comentar:

Por pressão dos sindicatos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, ontem [01/04/2008], trecho do projeto de lei de regulamentação das centrais sindicais que obrigava os sindicatos trabalhistas e patronais a prestar contas ao Tribunal de Contas da União (TCU). A obrigatoriedade foi uma vitória do PSDB no debate da proposta no Congresso. O veto do Palácio do Planalto foi resultado de ação conjunta de sindicalistas patronais e dos trabalhadores.

Há poucos dias, as confederações nacionais do comércio, da indústria, da agricultura e pecuária, das instituições financeiras e do transporte enviaram documento ao presidente com pedido para vetar a prestação de contas. Argumentam que justificar gastos e despesas à corte de contas seria “intervenção ou interferência estatal” nas entidades sindicais e, portanto, ofensa à Constituição.

Os deputados Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Armando Monteiro (PTB-SP) – presidentes, respectivamente, da Força Sindical e da CNI – conversaram com o presidente sobre o assunto. Antonio de Oliveira Santos, presidente da CNC, também entrou no circuito para evitar o controle do TCU.

Ontem, Lula cedeu à pressão dos sindicatos e vetou o artigo 6º do PL nº 1990, de 2007. O líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), criticou o movimento dos sindicalistas. “Que autoridade terá essa gente para pedir transparência a qualquer uso de dinheiro público a partir de agora?” “O único avanço real que esse projeto de lei tinha era colocar o TCU para investigar os recursos públicos repassados aos sindicatos”, completa.

Aníbal lamenta a atitude de Lula. “O presidente perde, diariamente, oportunidades para melhorar as relações institucionais brasileiras. Quanto mais transparência, melhor”, afirma. O deputado Antonio Carlos Pannunzio (PSDB-SP), autor da emenda que incluiu a fiscalização no texto, também reclama. “Caí duro quando li as razões do veto. O Planalto disse que há interferência na autonomia dos sindicatos. Mas o artigo não prevê nenhuma interferência. É, unicamente, transparência maior a recursos públicos”, afirma.

A emenda de Pannunzio obrigava apenas a fiscalização sobre os recursos das centrais. No Senado, por meio de acordo, o relator Francisco Dornelles (PP-RJ) ampliou a fiscalização, incluindo todos os sindicatos, federações e confederações trabalhistas e patronais. Ontem, Paulinho, da Força, comemorava. “Trabalhamos para a emenda ser derrubada no Senado. Sabemos que tem uma banda podre no sindicalismo, mas não podemos generalizar”, diz.

Pannunzio planeja ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a justificativa dada pelo Planalto. “O artigo não fere a Constituição”, diz. Alguns especialistas, como o ex-procurador-geral do TCU Lucas Furtado, diziam que não há necessidade de uma lei prever a fiscalização. Se o dinheiro é público, já é passível de investigação pela Corte. Bastaria uma representação. É o que pretende fazer o líder do PPS na Câmara, Fernando Coruja (SC). Pannunzio concorda: “O veto é imoral. O presidente manda o recado de que os sindicatos não devem satisfação a ninguém”.

Em reunião no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Lula apresentou sua explicação para o veto: “Me lembrei que em 30 anos de vida como sindicalista sempre defendi a liberdade sindical. Então não podia transferir a fiscalização do Ministério do Trabalho para o TCU”, afirmou, acabando por apelar a Deus pela lisura dos gastos. “Deus queira que tanto a categoria de empresários, quando a dos trabalhadores fiscalizem os seus sindicatos”.

A íntegra, do ValorEconômico, está aqui.

Socialismo PTista: mais lixo lullista

Aproveito os vídeos abaixo para ilustrar a mudança do discurso Lullista:

Engraçado ver isso, e comparar as declarações do mollusco com suas ações recentes.

Superávit Petista

Uma intrigante matéria da Folha de São Paulo desta semana (aqui, na íntegra) me fez lembrar dos inúmeros discursos do Lulla e do PT sobre o superávit do setor público no Brasil – especialmente na época em que o Lulla disputava a Presidência.

O PT sempre criticou o superávit, afirmando que a preocupação excessiva com esta questão acabava retirando um montante de recursos financeiros que poderiam ser investidos em outras áreas – especialmente a “área social”. Era aquela época em que o PT queimava bandeira dos EUA defronte ao Consulado, criticava o “imperialismo”, defendia o MST e as invasões de terra etc.

Fico imaginando qual a sensação de um PTista que filiou-se ao partido há uns 20 anos quando vê o gráfico abaixo:

Evolução do superávit primário brasileiro

O gráfico mostra, de maneira clara, que o PT realmente jogou fora suas “bandeiras históricas”: basta ver o crescimento acelerado do superávit primário do setor público desde 2003, quando Lulla assumiu seu reinadinho. Os dados são do Banco Central – aquele órgão, cabe relembrar, presidido por um tucano que foi diretor de um banco que o PT costumava criticar duramente, em especial o aloprado Aloízio Mercadante. O valor referente a 2008 indica o montante contabilizado até o mês de fevereiro/2008.

O que não deixa margem de dúvidas: os “quadros históricos do PT” fugiram ou converteram-se ao neoliberalismo que o PT imputava ao PSDB e ao FHC em particular.

E depois tem gente inescrupulosa (ou ignorante) que afirma haver uma “enorme” diferença entre as práticas do PT e do PSDB……… Uma matilha de boçais mal-intencionados….

Gente como Paulo Henrique Amorim, com toda aquela credibilidade que lhe é peculiar……. Aliás, em complemento ao post anterior, que tratava justamente dessa criatura repulsiva, eis algumas leituras que são diversão pura: aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Mas isso não é tudo:

A perspectiva de alta na taxa básica dos juros já afeta as projeções fiscais do Banco Central para este ano. Agora, a expectativa oficial é de um déficit nominal do setor público de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), acima do 1,2% do PIB previsto pelo BC em fevereiro. Os gastos com juros da dívida foram reestimados de um percentual de 5% do PIB para 5,4% do PIB.
Estatísticas fiscais divulgadas ontem pelo BC mostram que o superávit primário do setor público acumulado em 12 meses subiu de 4,14% do PIB para 4,18% do PIB entre janeiro e fevereiro. O bom resultado primário, contudo, não impediu que a dívida líquida do setor público aumentasse, passando de 41,9% do PIB para 42,2% do PIB entre um mês e outro.
O governo federal encerrou o período de 12 meses até fevereiro com um superávit de R$ 2,52% do PIB, resultado superior aos 2,49% acumulados até janeiro. O desempenho fiscal também melhorou nos Estados, com o superávit consolidado dos governos estaduais subindo de 1,0% do PIB até janeiro para 1,03% do PIB na comparação até fevereiro.
Todas as projeções do BC tomam como pressuposto o cumprimento da meta de superávit primário do setor público de 3,8% do PIB. Ou seja, que o superávit primário nos 12 meses encerrados em fevereiro, de 4,18%, seja reduzido ao longo do ano.
Em fevereiro, o superávit primário do setor público foi de R$ 8,966 bilhões, 34% maior do que o observado no mesmo mês de 2007. O governo federal, o BC e o INSS registraram um resultado positivo de R$ 4,088 bilhões (alta de 54% em relação a fevereiro de 2007). “O resultado é puxado sobretudo pelo aumento da arrecadação e, em menor escala, pela demora em aprovar o orçamento deste ano”, afirma Lopes.
Os governos estaduais apresentaram um resultado positivo de R$ 3,246 bilhões em fevereiro, alta de alta de 44% em relação ao mesmo mês de 2007. “Os dados sobre a arrecadação do ICMS mostram um forte crescimento no início deste ano”, afirma Lopes. Caiu o superávit das estatais federais, de R$ 888 milhões para R$ 542 milhões, entre fevereiro de 2007 e de 2008. O resultado das estatais, explica Lopes, não apresentam um padrão sazonal, oscilando bastante entre um mês e outro.
O aumento do superávit primário de fevereiro não se traduziu, porém, na redução do resultado nominal – ele passou de 2,01% do PIB para 2,07% do PIB, na comparação entre os 12 meses encerrados em janeiro e em fevereiro. O déficit nominal subiu em virtude da expansão do gastos com juros da dívida, que passou de 6,15% para 6,25%, na mesma base de comparação.
Em fevereiro, a despesa com juros foi de R$ 15,444 bilhões, alta de 40% em relação ao mesmo mês de 2007. O incremento da despesa com juros se deve, em parte, a uma perda de R$ 2,9 bilhões que o BC sofreu no mês em operações de “swap”.
A dívida líquida subiu de 41,9% do PIB para 42,2% do PIB entre janeiro e fevereiro em virtude da apreciação cambial de 4,38% em fevereiro, que reduziu o valor em reais dos créditos do governo em dólar. A expectativa do BC é que, em março, a dívida líquida recue para 41,7% do PIB, em virtude da depreciação de 2,9% no câmbio observada até a manhã de ontem, quando o dólar estava cotado em R$ 1,74.

A matéria é longa, por isso editei. A íntegra está no ValorEconômico, aqui.