2.087.504

2.087.504.

Este é o número de votos computados até o momento (99% das urnas apuradas) para Dona MarTAXA.

2.087.504.

Este é o número de paulistanos que precisam tomar conhecimento de alguns fatos sobre Dona MarTAXA.

A vantagem: alguns munícipes ACORDARAM.
Em 2004, Dona MarTAXA recebeu 2.209.264 votos.
A rainha do botox perdeu votos – nem tantos quanto o picolé de chuchu, registre-se.

Mas agora é preciso reduzir ainda mais o montante de incautos que acreditaram na rainha do botox.

Eis uma breve contribuição:

A herança de Prefeita Marta Suplicy

Radiografia da cidade de São Paulo no último dia de mandato do governo do Partido dos Trabalhadores

Janeiro 01, 2005


FONTE:
http://www.sampaonline.com.br/reportagens/aherancademartasuplicy.htm

Marta Suplicy finaliza seu mandato de quatro anos à frente da Prefeitura do Município de São Paulo deixando, segundo dados do Sistema de Execução Orçamentária, um rombo de quase R$ 440  milhões, e uma dívida que beira os 30 bilhões de reais.

Marta Suplicy, candidata ao governo do Estado em 2006, parece ter traçado sua estratégia eleitoral: deixar a cidade em ruínas, impossibilitando seu gerenciamento mediante manobras na Câmara Municipal, onde seu partido ainda usufrui uma considerável maioria. Segundo o jornal Folha de São Paulo, “Petistas ligados a Marta apostam que um início de governo conturbado do PSDB pode valorizar sua gestão, dando impulso para sua candidatura ao governo do Estado em 2006”.

Após perder a eleição, Marta Suplicy dedicou-se à tarefa de adequar sua gestão à Lei de Responsabilidade Fiscal. Até programas que foram o cartão de visita de sua gestão, e garantiram votos das camadas mais miseráveis da população, como o Renda Mínima, sofreram com corte ou atraso nos pagamentos. Inúmeras manifestações de servidores municipais e prestadores de serviço tumultuaram a cidade.

Como é o estado da cidade de São Paulo no último dia da gestão do Partido dos Trabalhadores ?

Projeto Belezura

Após assumir o mandato, Marta Suplicy lançou o Projeto Belezura, para resgatar a beleza da cidade, e -com maciça cobertura da imprensa- deu o exemplo pintando as paredes do estádio do Pacaembu. Os eventos do projeto contaram com presenças ilustres: até o senador Eduardo Suplicy prestigiou a revitalização da Praça Nossa Senhora aparecida, em Moema.

Confira:

Arlindo Chinaglia e Eduardo Suplicy participam do projeto belezura na Praça Nossa Senhora Aparecida em Moema

Projeto Belezura chega à Praça Coronel Fernandes de Lima, no Jardim Novo Mundo (Moema)

Quatro anos depois, os locais ora embelezados estão completamente abandonados, como demonstram as fotos abaixo:

Praça Coronel Fernandes de Lima

Praça Nossa Senhora Aparecida

Moradores de Rua

“É inadmissível que num governo do PT haja gente morando na rua”. Beatriz Pardi, subprefeita de Pinheiros, não podia expressar melhor a aparente intenção do governo Marta Suplicy de dar dignidade aos 8.704 moradores de rua da cidade de São Paulo (segundo censo da FIPE, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Mas se a área de saúde foi abandonada por não dar votos, morador de rua, então, caiu no esquecimento. No início da gestão, o governo Marta Suplicy começou -com ampla difusão na mídia- uma campanha de transferência de moradores de viadutos para hotéis.

Confira:

Administração Regional de Santo Amaro retira indigentes sob viaduto da Avenida Vereador José Diniz

Administração Regional de Santo Amaro completa remoção de moradores do viaduto Transamérica

Quatro anos depois, moradores sob os viadutos Transamérica e Ver. José Diniz estão de volta (foto abaixo): abandonados pelo governo Marta Suplicy  e sem qualquer ajuda do Serviço de Assistência Social da Prefeitura do Partido dos Trabalhadores.

Poluição Visual

Ao começar a governar a cidade de São Paulo, e em alguns casos até antes, membros do alto escalão do Governo Marta Suplicy enfatizaram seu compromisso com a despoluição visual da cidade:

  • “Secretário diz que poluição visual diminui em 8 meses (Jornal O Estado de São Paulo, Outubro 7, 2000).
  • “Marta decreta guerra à sujeira e poluição visual” (Jornal O Estado de São Paulo, Janeiro 5, 2001).
  • “Poluição visual: o alvo nº 1 do Belezura” (Jornal O Estado de São Paulo, Janeiro 5, 2001).
  • “A prefeita Marta Suplicy promete ser implacável com a questão da poluição visual. Comerciantes que estiverem usando faixas, placas e banners que não estejam de acordo com a legislação, serão severamente punidos”. (Gazeta de Santo Amaro, edição N° 2109 de 17 a 23 de Fevereiro de 2001).

O Governo Marta Suplicy começou sua gestão com uma campanha -mais uma vez, com intensa cobertura da mídia- para retirada de outdoors irregulares. Houve quem duvidasse da real intenção da Prefeita: em reportagem publicada pelo jornal O Estado de São Paulo em 10 de Abril de 2001 Cláudio Pereira, diretor-executivo da Central de Outdoor, qualificou a mesma como “um factóide” afirmando que a intenção “é criar um barulho para os cem dias de governo”.

Confira: Retirada de outdoors ilegais gera confusão na Faria Lima

Quatro anos depois, há milhares de faixas instaladas irregularmente na cidade. A nova Lei aprovada durante a gestão de Marta Suplicy, elaborada pela Vereadora Myriam Athié, liberou a instalação de outdoors nas avenidas da cidade. A situação piorou consideravelmente.

Buracos

O governo Marta Suplicy recebeu do governo Celso Pitta uma cidade destruída. Nos primeiros meses foram organizados mutirões para recuperar a cidade.

Confira: Mutirão Tapa-Buraco continua nesta sexta e sábado

Quatro anos depois, as principais avenidas apresentam crateras que custaram rodas e pneus de milhares de paulistanos. Ruas secundárias estão completamente abandonadas; algumas são praticamente intransitáveis. Segundo dados divulgados no SP/TV em 7 de janeiro de 2005, há trinta mil buracos nas ruas da cidade de São Paulo.

Av. Washintgon Luís, altura da Rua Bourbon (Chácara Flora)

Rua Professora Maria de L.S. Nogueira esquina com a Rua Ubatu Mirim (Campo Grande)

Mato

O governo Marta Suplicy encontrou a cidade com o mato nas Marginais e principais avenidas alcançando quase meio metro de altura. Arlindo Chinaglia, Secretário de Implementação das Subprefeituras, disse no começo da gestão petista que “No estado que encontramos a cidade não dá para exigir que em apenas um mês você consiga limpar todo o mato, limpar bueiro, tirar entulho. Mas na minha avaliação já tem uma diferença significativa”.

Confira: Arlindo Chinaglia avalia um mês de Governo petista

Quatro anos depois, há sim uma diferença significativa: o mato ultrapassa um metro de altura. Compare a altura do mato, na foto abaixo à esquerda, com a altura da placa de trânsito.

Av. Prof. Alceu Maynard de Araújo, em Santo Amaro

Praça dos Libaneses, na Av. Jornalista Roberto
Marinho (ex-Água Espraiada)

Lixo

Apelidada de Martaxa pelas taxas do Lixo e Iluminação criadas na sua gestão, Marta Suplicy entrega o governo com toneladas de lixo acumuladas nas ruas de São Paulo. Para piorar a situação, Marta Suplicy anulou por decreto, em 29 de dezembro, despesas já revistas no Orçamento. Limpeza Urbana sofreu um corte de mais de R$ 220 milhões. Quando o ex-prefeito Celso Pitta utilizou recurso similar no fim de sua gestão, Marta Suplicy, que estava na cidade do México, qualificou a situação de “hecatombe”.

Rua Luís Correia de Melo, em Santo Amaro

Combate à corrupção

Após assumir seu mandato, em 2001, Marta Suplicy prometeu uma devassa no PAS, o sistema de saúde idealizado por Paulo Maluf. Nada fez. É mais: durante a campanha eleitoral de 2004, disse que “pontos bons no programa, como os cartões de cadastramento” (Folha de São Paulo, 29 de outubro de 2004). A condescendência com o ex-Prefeito foi tanta que segundo a revista Veja (edição 1878, 3 de novembro de 2004) “O Ministério Público estadual fará nos próximos dias o derradeiro pedido para que a prefeitura de São Paulo contrate um advogado para trabalhar no caso da Ilha de Jersey, paraíso fiscal onde Paulo Maluf guarda cerca de 200 milhões de dólares. É a sexta vez que os procuradores fazem essa solicitação”.

Não pode-se afirmar que houve cobrança de propina por parte de fiscais da Prefeitura durante o governo do PT. Mas também não é possível fazer tal afirmação do governo Pitta. Quem paga propina não denuncia por medo às represálias. Mas há indícios interessantes. Na reportagem “Camelódromo fracassa e perde até o nome”, publicada no Caderno Cidades do jornal O Estado de São Paulo em 15 de julho de 2004, fala sobre o Popcentro, uma espécie de shopping center para camelôs inaugurado na Rua Florêncio de Abreu. Inaugurado há meses como parte “de um projeto para amenizar o problema dos camelôs no centro”, o ” local só tem dois boxes para alugar, mas atraiu poucos ambulantes”. Segundo a reportagem, Valmir Siqueira, que foi camelô por 15 anos, alugou um box, tornando-se microempresário. Siqueira, que tem uma loja de ferramentas “afirma que gasta com o aluguel o que pagava de propina para fiscais“. Quais fiscais? Os do governo Marta Suplicy.

Foram, sim, demitidos alguns servidores: na maior parte dos casos, foi o resultado de processos iniciados no governo Celso Pitta.

Passa Rápido

Uma das grandes bandeiras eleitorais do governo Marta Suplicy. Feito às presas em 2004, vários trechos apresentavam buracos e defeitos no asfalto já no final do ano, após as eleições. Mas o custo real só veio à tona em 2005. Segundo informa a Folha de São Paulo em 12 de fevereiro de 2005,  “a quantidade de pedestres mortos na cidade de São Paulo disparou 20% em 2004, na primeira elevação dos últimos 11 anos e no maior salto anual do histórico de estatísticas da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego)”. A companhia trabalha ” como a principal hipótese para a alta de 20% a inauguração dos corredores exclusivos de ônibus à esquerda”, um projeto do governo Marta Suplicy. Este hipótese foi levantada “pelo fato de a elevação ter sido maior a partir do segundo semestre, quando a maioria passou a funcionar”.

Em 13 de junho de 2005, a Folha de São Paulo, na reportagem “Câmeras de Passa Rápidos não funcionam”, informa que “As 59 câmeras implantadas pela Prefeitura de São Paulo [nos corredores de ônibus à esquerda] foram desativadas ainda no governo petista”. Ainda segundo a Folha, “A desativação foi mantida sob sigilo no governo Marta, mesmo diante de questionamentos da reportagem no final de 2004. O ex-secretário dos Transportes Jilmar Tatto, abordado na semana passada, afirmou inicialmente que não sabia da inatividade dos aparelhos. Depois, disse se lembrar de algum problema, mas sem dar detalhes”.

CET

Reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo em 21 de fevereiro de 2005 afirma-se que “a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo começou 2005 numa das piores crises de sua história”, com ” mais de cem veículos de sua frota parados, em manutenção, principalmente por falta de peças”. O governo do PT diminuiu também os postos de medição de congestionamentos (de 45 para 34), desativou metade das câmeras de monitoramento do trânsito, deixou sem manutenção os semáforos inteligentes, atrasou pagamento de fornecedores e acabou com a gratuidade do serviço 194, que passou a ser atendido pelo 156, tarifado.

No final do governo Marta Suplicy a situação piorou. Em novembro foram suspensos os contratos terceirizados de guinchamento, já que a própria CET ia fazer o serviço. Deu no que deu: de 1.733 remoções de carros estacionados em situação irregular efetuadas em agosto, passou-se a 35 remoções em dezembro. A frota da companhia, sucateada, “tem uma idade média de 9,7 anos”. Ainda segundo a reportagem, se a Prefeitura aplicasse às viaturas da CET as mesmas regras que regem o serviço de transporte coletivo, onde ônibus com mais de dez anos não podem circular, “boa parte” dos 703 veículos da CET “ficaria proibida de circular”.

CEUs

Construídos a toque de caixa, a um custo até 425% maior do que em uma escola padrão, segundo dados do Ver. Ricardo Montoro, foram a grande bandeira eleitoral do PT. Duraram pouco: segundo reportagem publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 18 de fevereiro de 2005, uma auditoria da secretaria municipal da Educação constatou que “todos os 21 prédios que abrigam unidades dos CEUs (centros educacionais unificados) têm problemas na construção”. Ainda segundo a reportagem, o CEU Paz, na zona norte, exemplifica a situação: há “rachaduras, as duas piscinas foram esvaziadas e interditadas. Há também rachaduras no piso da escola, degraus quebrados, falta de escadas, tubulações com vazamento, pintura danificada, problemas na vedação e no ar-condicionado e até infiltração de esgoto no poço do elevador”.

Túnel da Rebouças

Mais um cartão postal de dona Marta e do PT. Segundo a revista Veja São Paulo de 19 de janeiro de 2005, a obra, que “consumiu 97,4 milhões de Reais, 49% a mais em relação à previsão inicial de gastos da gestão Marta Suplicy”, deixou “seis carros submersos” em dois messes, foi interditada “dez vezes por precaução” e, segundo laudo do IPT, há “trechos das galerias de drenagem pluvial do túnel que já estão em péssimo estado”. Pouco tempo depois o governo José Serra interditou novamente a avenida para reconstrução das galerias.

Dívidas e calote

Em editorial de 01 de março de 2005, a Folha de São Paulo afirma que “há sinais enfáticos de que a prefeita Marta Suplicy infringiu a Lei de Responsabilidade Fiscal, reservando para seu sucessor restos a pagar sem a necessária cobertura”. Há, segundo a matéria, 12.875 credores, que reivindicam R$ 2,1 bilhões “por serviços supostamente realizados sem o devido pagamento”. R$ 800 milhões em empenhos foram cancelados pelo governo do PT, o que motivou a intervenção do Ministério Público Estadual para investigar o caso.

Mauro Ricardo Costa, secretário de Finanças do governo José Serra , estimou que em R$ 1,6 bilhão as dívidas de curto prazo deixadas pelo governo do PT, liderado por Marta Suplicy. Foi só tomar posse o novo prefeito e os fornecedores, que ficaram calados durante o governo do PT, botaram a boca no trombone. Em anúncio pago na imprensa divulgado em janeiro de 2005 a Associação de Pequenas e Médias Empresas da Construção Civil (APeMEC) afirmou que seus 225 associados estão “sendo vítimas de gravíssima inadimplência originária da administração anterior (NR: Governo Marta Suplicy)”. As empresas de lixo, que alegam ter R$ 298 milhões a receber da Prefeitura, também entraram com representação no Ministério Público Estadual para tentar garantir seus direitos.

Nem a energia elétrica o governo de Marta Suplicy pagou. Segundo a Folha de São Paulo (“Prefeitura às escuras”, 31 de março de 2005), da dívida da Prefeitura com a Eletropaulo “ao menos R$ 108 milhões são de contas atrasadas desde outubro de 2004, período em que se intensificou a gastança que caracterizou a gestão de Marta Suplicy, por razões sabidamente eleitoreiras.”

Os perueiros divulgaram no começo de 2005 um manifesto afirmando enfrentar uma ” situação desesperadora”, afirmando que nada recebem pelas baldeações gratuitas permitidas pelo bilhete único -e que já representam 30% do total de passageiros que eles transportam- ou pela viagem de idosos. Esta situação vem se arrastando desde julho de 2004, quando o governo Marta Suplicy se comprometeu a repassar aos perueiros uma subvenção adicional de R$ 15,3 milhões de agosto a outubro. Na oportunidade, o governo do PT prometeu que em novembro iam ser definidas novas regras de remuneração. Após a constatação da derrota eleitoral, danem-se os perueiros: nada foi definido nem sequer pago.

Em 11 de janeiro o governo José Serra enfrentou a primeira greve de ônibus: motoristas e cobradores do consórcio Via Sul, que pertence ao empresário José Ruas Vaz, o maior empresário do setor, recolheram 380 veículos às garagens -prejudicando mais de 190 mil passageiros-  por falta de pagamento dos salários, que deveria ter sido efetuado no dia 5. Segundo divulgado na Folha de São Paulo, os empresários do setor afirmam que “a demora para pagamento se deve aos atrasos da gestão anterior”.

Reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo em 21 de fevereiro de 2005 informa a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) acumulou “dívidas milionárias em impostos, que deixaram de ser pagos para compensar a redução orçamentária determinada pela Prefeitura de São Paulo na gestão Marta Suplicy (PT)”. Segundo a reportagem, a CET reconheceu, “no governo petista”, dívidas superiores a R$ 43 milhões com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e de R$ 25 milhões de ISS (Imposto Sobre Serviços). Segundo Alfredo Coletti, diretor do sindicato que representa os empregados da CET – filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), o braço sindical do próprio PT- a crise é a pior na história da companhia, e os “problemas financeiros deixados por Marta são até piores que os de Pitta”.

O calote foi geral. Segundo reportagem da Folha de São Paulo de 21 de janeiro, Valéria Lauand, educadora do CEU Jambeiro, afirma que “ainda não recebeu os salários referentes aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2004”. Ricardo Nicola Luccas, professor de música do CEU Alvarenga, afirma que teve de “vender um de seus carros” já que não recebeu “os salários do último trimestre de 2004”.

O programa Reluz, que prevê a troca de mais de 40 mil lâmpadas de rua, também foi afetado. Segundo informa a Folha de São Paulo em 3 de março de 2005, uma parcela da AES Eletropaulo no valor de R$ 2,3 milhões referente à instalação -já realizada- de 19 mil pontos de luz com vencimento em 31 de dezembro de 2004 (último dia da gestão da petista Marta Suplicy) não foi paga, comprometendo o financiamento da Eletrobrás (R$ 120 milhões).

Segundo informa o site do Estadão em 16 de abril de 2005, o pagamento do serviço 156 foi suspenso por Marta Suplicy em agosto de 2004. Este serviço presta informações sobre 65 serviços municipais da cidade de São Paulo (itinerários de ônibus e bilhete único, trânsito, limpeza urbana e iutros ). O serviço voltou a funcionar em abril de 2005, depois que o governo José Serra se comprometeu a pagar em 15 dias as dívidas correspondentes aos meses de janeiro, fevereiro e março.

Subprefeituras

Na primeira reunião com Walter Feldman, secretário municipal das Subprefeituras, os subprefeitos interinos informaram como encontraram suas unidades. Na Casa Verde (zona norte), o piscinão está assoreado, a altura do mato ultra passa um metro de altura e as ruas estão todas esburacadas. Já a subprefeitura de Ermelino Matarazzo (zona leste) deve dois meses de aluguel do prédio. Todas as subprefeituras informaram dívidas com fornecedores e prestadores de serviço. A frota de veículos está sucateada, e os poucos veículos que rodam não têm combustível. Na Usina de Asfalto da Barra Funda (zona oeste), por exemplo, há 22 veículos. Desses, somente 4 têm condições de rodar.

Empreguismo

Os subprefeitos também relataram a Walter Feldman que em cada subprefeitura há de 10 a 20 funcionários em “cargos de confiança”, cuja principal missão era fazer trabalhos políticos. A esmagadora maioria desses “assessores” eram filiados ao PT, e como tais tem obrigação de doar uma percentagem dos seus rendimentos às finanças do partido.

A família Tatto, cujos membros segundo o jornal Folha de São Paulo ” formavam o clã mais poderoso na cidade durante a administração de Marta”, perdeu cerca de 40 cargos na Subprefeitura da Capela do Socorro. A derrota eleitoral afetou também o clube de futebol da família, o Barcelona Esportivo Capela, que estreou em 2003 na Série B-2 do Campeonato Paulista. O time jogava no Capelão, estádio construído durante a gestão do PT com ajuda da subprefeitura local, que colaborou com areia e blocos. Após a divulgação do resultado do segundo turno, a família decidiu vender sua participação no time, que deverá deixar a região rumo ao interior.

Mentiras da rainha do botox desmentidas

Isso é ÓTIMO, e acontecesse com maior freqüência no Brasil, ajudaria sobremaneira na limpeza de corruPTos e incomPTentes: o site do Metrô publicou, hoje, uma nota que refuta as propostas amalucadas de Dona MarTAXA Suplício para os transportes em SP.

A Folha Online noticiou (aqui):

A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo recorreu nesta sexta-feira ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra decisão do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo que considerou regular uma nota técnica publicada no site do Metrô contra a candidata Marta Suplicy (PT).

A ação foi apresentada por Marta para que o site do Metrô fosse proibido de divulgar a nota por seu caráter de propaganda eleitoral negativa. A Justiça Eleitoral em primeira instância julgou a ação improcedente. O TRE-SP manteve a decisão, apesar do parecer da Procuradoria favorável à ação.

A Procuradoria recorreu ao TSE por entender que a decisão do TRE-SP contraria a resolução 22.718, que limita a propaganda eleitoral na internet somente no site do candidato ou do partido. “No caso a contrariedade é evidente, pois o site do Metrô comenta de forma manifestamente depreciativa, numa análise técnica, os projetos da candidata para o metrô de São Paulo”, diz a Procuradoria por meio de nota.

A nota, na íntegra, está aqui. Conhecendo a PTralhada, tomo a liberdade de reproduzi-la integralmente, antes que saia do ar por razões pouco lícitas:

A proposta da candidata Marta Suplicy para o transporte metroviário da cidade de São Paulo é totalmente incompatível com os fundamentos técnicos que orientam o planejamento do transporte público metropolitano. As novas linhas que a candidata imagina fazer sobrepõem-se a linhas que já estão sendo construídas ou são inadequadas e ocasionariam distúrbios na operação do Metrô.

A proposta ignora itens básicos que determinam a construção de linhas de metrô em todo o mundo, como interconexões com outras linhas, demanda de passageiros e origem e destino preferencial das pessoas. Um projeto de ampliação do Metrô de São Paulo não pode se resumir, como quer a candidata, a acréscimos de segmentos às linhas atuais, definidos sem o necessário suporte técnico.

Outra inconsistência da proposta é o seu financiamento*. Valores, prazos e fontes de financiamento apresentados não fecham, são contraditórios e irreais. De concreto, a candidata propõe que a Prefeitura invista R$ 490 milhões por ano, o que significa, para um mandato de 4 anos, R$ 1,9 bilhão, o que representa 10% do investimento que está sendo feito pelo Governo do Estado, através do Plano de Expansão.

Para apresentar um projeto de ampliação das atuais linhas do Metrô é necessário, de antemão, conhecer o que já está sendo executado pelo Plano de Expansão do Transporte Metropolitano do Governo do Estado, iniciado em 2007, no valor de R$ 19 bilhões, o maior investimento já feito no setor. O Plano de Expansão foi concebido de forma a tornar o sistema, como um todo, mais eficiente, quadruplicando a extensão – dos atuais 61,3 km para 240 km – de linhas com qualidade de metrô, aumentando, até 2010, em 55% o número de passageiros transportados sobre trilhos e reduzindo em 25% o tempo de viagem.

*Em alguns documentos, a candidata propõe investir R$ 11,8 bilhões e, de maneira confusa, apresenta dois prazos para isso: de 2009 a 2012 e de 2009 a 2014. Por ano, ela declara que irá investir R$ 1,9 bilhão. As fontes citadas desse investimento são: Prefeitura R$ 490 milhões Governo Federal R$ 490 milhões Governo do Estado R$ 980 milhões. Para o Governo do Estado realizar esse aporte, precisaria retirar praticamente R$ 1 bilhão anual do Plano de Expansão, o que é inaceitável, pois implicaria paralisar obras que já estão sendo executadas para investir em um projeto que não faz sentido.

O Plano de Expansão está fundamentado em estudos feitos, ao longo de anos, para uma rede metroferroviária que se expande, de maneira coerente, até 2025, capaz de assegurar atendimento à demanda de forma equilibrada. Além disso, preserva as funções de cada meio de transporte, seja ônibus, trem metropolitano ou metrô, de forma a evitar a sobreposição de atendimento, procurando utilizar, de maneira racional, os recursos públicos.

Trechos propostos pela candidata, que conflitam com o Plano de Expansão ou que já estão sendo executados:

(As obras a seguir relacionadas estão sendo feitas com recursos do Governo do Estado de São Paulo, com exceção das obras do trecho da Linha 5-Lilás e da Linha 6-Laranja, para as quais o Metrô conta, pela primeira vez em 30 anos, com recursos da Prefeitura Municipal).

Proposta da candidata: Linha 4-Amarela até Vila Maria: Trata-se de um equívoco, uma vez que o atendimento à população da região de Vila Maria será feito por linha específica, a Linha 15-Vila Maria-Campo Belo, que passará pelo centro da cidade e pela av. Brigadeiro Luiz Antônio. A definição desse itinerário levou em conta a demanda preferencial da região de Vila Maria, levantada pela pesquisa Origem e Destino.

Proposta da candidata: Linha 5-Lilás até Santa Cruz: A candidata propõe uma obra que já está iniciada e tem recursos alocados pelo Governo do Estado e que, acima disso, irá além de Santa Cruz. Além disso, a mera extensão da Linha 5-Lilás até Santa Cruz acarretaria graves problemas de superlotação na estação e em toda a linha. A rede proposta não leva em consideração outros projetos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, como o do Metrô Leve, que irá atender o Aeroporto de Congonhas e deverá estar pronto em 2010, ou o do Trem de Guarulhos, que também entrará em operação em 2010, e o do Expresso Aeroporto que deverá estar pronto a partir de 2011.
A primeira fase do Metrô Leve liga o aeroporto de Congonhas à estação São Judas, na Linha 1-Azul. Sua extensão, numa segunda etapa, se dará ao longo da av. Jornalista Roberto Marinho, com integração na Linha 5-Lilás, seguindo até a região da av. Luiz Carlos Berrini, onde se conecta com a Linha 9-Esmeralda da CPTM.

Proposta da candidata: Linha 3 até Freguesia do Ó: A extensão da Linha 3-Vermelha revela desconhecimento dos procedimentos operacionais na atual rede metroviária, pois propõe algo que pode sobrecarregar ainda mais essa linha. Para atender à região da Freguesia do Ó e Cachoeirinha, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos está preparando a contratação do projeto de engenharia da Linha 6-Laranja, que ligará a Freguesia do Ó à estação São Joaquim, na Linha 1-Azul, cujo início das obras está previsto para 2010.

Proposta da candidata: Linha 2 até Cerro-Corá e Sapopemba: Novamente, a candidata demonstra total desconhecimento do Plano de Expansão, uma vez que a Linha 2 até Cerro-Corá já está no programa de expansão do Metrô.  A  região de Sapopemba será atendida pelo ramal Vila Prudente-Oratório, que se integra à Linha 2-Verde, cujo projeto executivo deverá ser elaborado em 2009.

Proposta da candidata: Linha 6, de Cachoeirinha a Conceição: Com o traçado proposto pela candidata para chegar ao centro da cidade (destino da maioria dos passageiros da região, conforme levantado pela pesquisa Origem e Destino), a população da Vila Nova Cachoeirinha teria de fazer viagem negativa passando por Pinheiros. Para atender à população da região, a Linha 6-Laranja contará com a  estação João Paulo, na Vila Nova Cachoeirinha.  Pinheiros e região serão atendidos pela linha 4-Amarela (Luz-Vila Sônia), que está em construção e terá a primeira fase operando entre Luz e Butantã em 2010.

Proposta da candidata: Linha 7, de Vila Maria a Vila Prudente: Essa linha não faz sentido, uma vez que a ligação Vila Maria-Vila Prudente será atendida pela Linha 15 (Vila Maria-Campo Belo), com integração na Linha 2, que está sendo ampliada até a Vila Prudente e, posteriormente, será estendida até a avenida Tiquatira, na Penha, passando pelos bairros de Água Rasa e Vila Formosa.  De Alto do Ipiranga até Vila Prudente, as obras seguem rapidamente. A extensão até a Avenida Tiquatira, onde haverá a conexão com a CPTM, encontra-se com o projeto funcional em fase de conclusão e os estudos geotécnicos para a elaboração do projeto básico em fase de contratação.

Achei bastante didática. Pena que 99,99% de quem pretende votar na MarTAXA não lerão isso, tampouco saberão a verdade.

Se bem que…..muitos nem sabem ler, ou então não entendem o que lêem……

ROMBO MARTISTA

Agora é um bom momento para “desenterrar” um e-mail que enviei à minha famosa listinha há algum tempo.

Vamos direto ao ponto:

Estas imagens ilustram uma reportagem da IstoÉ, de 2005, na íntegra aqui.

Posteriormente, a avaliação técnica do Tribunal de Contas do Município considerou que havia irregularidades nas contas da Prefesta MarTAXA:

Nesta época, muitos PTistas que haviam conseguido boquinhas nos CEUs ficaram sem receber seus salários; prédios municipais tiveram energia elétrica cortada por falta de pagamento; fornecedores ficaram sem receber……. Enfim, dona MarTAXA deixou um ROMBO nas contas da cidade.

Hecatombe

Vamos relembrar algumas das práticas administrativas de dona MarTAXA Suplicy (achei um e-mail que mandei no dia 01/01/2005):

Marta repete final de Pitta e anula despesas

CATIA SEABRA
CONRADO CORSALETTE
DA REPORTAGEM LOCAL

A exemplo do antecessor, Celso Pitta, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), anulou ontem, por decreto, despesas previstas no Orçamento para fechar o balanço geral do município. O serviço mais afetado será o de limpeza urbana, com corte de R$ 226 milhões. Publicado ontem no “Diário Oficial”, o decreto cancela todos os gastos autorizados (empenhados), mas que não tiveram o pagamento oficialmente liberado (liquidação). Na noite de ontem, os empenhos não liquidados somavam R$ 1,049 bilhão.
Mas, como o decreto poupa de corte as despesas com finanças, gestão, saúde e educação, o PSDB calcula que o cancelamento seja de R$ 600 milhões a R$ 750 milhões
. Em nota oficial, a Secretaria de Finanças não informou o total de despesas passível de anulação.

Um levantamento feito pelo gabinete do vereador Roberto Tripoli no Sistema de Execução Orçamentário mostra que, desse R$ 1,049 bilhão, menos de R$ 400 milhões serão mantidos.
Na execução orçamentária, a administração autoriza a contratação do serviço ao empenhar os recursos. Mas só os paga depois que o serviço é medido. Aí, o crédito é reconhecido (liquidado).
Em dezembro de 2000, em viagem ao México, Marta acusou Celso Pitta de cancelar despesas, e, afirmando que serviços seriam paralisados, chamou a situação de “hecatombe”.

A paralisação de serviços não é a única conseqüência do cancelamento. Como o empenho permite a contratação de empresas, obras e serviços já podem ter sido feitos. Nesse caso, os fornecedores buscarão o reconhecimento desse crédito na Justiça. E o prefeito eleito, José Serra, herdará uma briga com credores.
Em nota divulgada ontem, a prefeitura declara que o decreto limita-se aos empenhos não liquidados. Afirma que “todas as despesas liquidadas terão seu cronograma de pagamento respeitado”.

Apesar desse esforço de fechar as contas, é grande o risco de Serra herdar um buraco. A dois dias do fim do ano, a prefeitura contava, ontem, com R$ 613 milhões em caixa. Desses, R$ 552 milhões serão consumidos pelas despesas já reconhecidas. Sobram R$ 61 milhões para cobrir todos os empenhos que ainda não foram liquidados, mas que são preservados no decreto de cancelamento. Como esse total é de cerca de R$ 400 milhões, é de pelo menos R$ 339 milhões a diferença entre o que a prefeitura tem em caixa e o quanto se dispõe a pagar.

Além disso, existe o risco de a prefeitura não pagar hoje sua prestação mensal de dívida com a União, que é de cerca de R$ 100 milhões. Segundo a Secretaria de Finanças, a liquidação será feita.

Ontem, o prefeito eleito negou que tenha tratado da situação financeira do município na audiência com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Segundo ele, foi discutido o pagamento de emendas programadas para São Paulo no Orçamento da União.

Portaria
Em vigor desde 2002, uma portaria da Secretaria do Tesouro Nacional permitirá que os prefeitos que estão deixando os seus cargos passam utilizar recursos de 2005 para ajudar nas contas deste ano.
Segundo nota do Tesouro, “o repasse dos Fundos de Participação a ser creditado no dia 10 de janeiro de 2005 deverá ser contabilizado como receita orçamentária do exercício de 2004.

Decisões eleitoreiras

Na semana passada, o Kassab anunciou o aumento do tempo permitido para usar o bilhete-único (ver detalhes aqui).

Como era de se esperar, Dona MarTAXA reagiu, afirmando que se tratava de uma medida “eleitoreira” (para alguns detalhes, ver aqui, aqui e aqui).

Como a PTralhada tem memória seletiva (pois só lembra daquilo que interessa e pode ser útil para enganar os desavisados e ignorantes), eis uma contribuição para entendermos quem adota medidas “eleitoreiras”:

Marta anuncia fim da taxa dos motoboys a três semanas da eleição
MILENA BUOSI
da Folha Online

No reduto malufista da Vila Maria (zona norte de SP), a prefeita Marta Suplicy (PT), que tenta a reeleição, anunciou hoje o fim da taxa dos motoboys. A idéia era defendida pelo candidato derrotado Paulo Maluf (PP) durante a campanha para o primeiro turno das eleições.

“Realmente, era uma promessa dele [Maluf], mas tínhamos uma demanda por parte dos motoboys antes disso. E era uma demanda que não podia ser atendida sem uma análise muito cuidadosa”, disse Marta.

Ela afirmou não saber se, com a medida, conquistará os votos dos motoboys. No entanto, disse acreditar que vai ganhar uma “maior simpatia” da categoria. De acordo com a prefeita, a cidade poderá dispensar a arrecadação com a taxa por causa do aumento de 12% do ISS (Imposto Sobre Serviços).

“Com o aumento do ISS, avaliamos que o que conseguimos obter para a cidade em termos de receita [com a taxa] é menos de R$ 1 milhão e a cidade pode dispensar”, disse.

A arrecadação com a taxa dos motoboys, no entanto, fica em torno de menos de R$ 500 mil, segundo afirmou o secretário municipal de Transportes, Gerson Bittencourt. Segundo Bittencourt, o motoboy deixará de pagar cerca de R$ 140 à prefeitura, dos quais R$ 42,02 referem-se ao cadastramento –que é feito uma vez a cada cinco anos–, R$ 71,17 que referem-se ao CCM (Cadastro do Contribuinte Municipal) e R$ 26,12 para a licença. As duas últimas taxas são anuais.

A taxa total paga pelos motoboys é de R$ 317. Excluídos os R$ 140 destinados à prefeitura, o restante é pago em impostos estaduais e investimentos pessoais. Existem na cidade cerca de 120 mil motoboys, dos quais 7.000 já foram cadastrados e outros 40 mil realizaram pré-credenciamento pela internet ou por meio da subprefeitura.

Marta afirmou que tentará convencer os moradores da Vila Maria a votarem nela por meio do corpo-a-corpo e criticando o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que apóia o candidato tucano José Serra. “Nosso governo não só vai ampliar as obras mas foi quem criou-as. Não adianta o candidato Serra dizer que não vai parar esses projetos porque, se isso fosse de fato importante para o PSDB, eles teriam feito com as escolas estaduais um trabalho mais digno”, afirmou.

A prefeita voltou a dizer que o PSDB “é muito bom de propaganda”. Ela realiza caminhada durante a tarde na região acompanhada pelo ex-marido, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), e pelo presidente nacional do PT, José Genoino, que afirmou “ser plenamente viável” reverter a situação de Marta.

Conforme pesquisa Datafolha publicada ontem, a petista tem 39% da intenções de voto, contra 51% de Serra.”Temos de disputar os indecisos. Vamos fazer corpo-a-corpo todos os dias e temos na TV um instrumento importante de convencimento. Já vi eleição virar numa descrença até maior”, disse Genoino. O presidente do PT afirmou que participou, no final de semana, do Círio de Nazaré –uma das principais festas religiosas do país, em Belém (PA)–e comprou uma fitinha vermelha e deu dois nós. “Fiz pedidos para o PT vencer as eleições no segundo turno. Um é para Ana Júlia, em Belém, e outro para a Marta, em São Paulo.”

Eu enviei esta notícia da Folha Online para minha “listinha” de e-mails em 11/10/2004.

Na época, acrescentei o seguinte comentário:

Período de eleição é uma beleza, né ?!

A Prefesta MarTAXA, para atrair votos, se contradiz, e agora considera a receita gerada por UMA das taxas que criou “dispensável”. Ora, se essa taxa é dispensável hoje, porque foi criada (por ela mesma, a MarTAXA Suplício) ???????????

Se as pesquisas continuarem indicando maioria numérica para seu oponente, será que essa incomPTente vai cancelar a taxa do lixo, a taxa da iluminação, a taxa dos elevadores ? Será que agora, no desespero para tentar transformar uma campanha MILIONÁRIA num relativo sucesso (absoluto já é impossível, pois ela perdeu no primeiro turno com uma diferença inesperada), ela vai começar a desfazer as cagadas que ela fez ? Eis uma síntese:

1) paralisou a cidade com obras nababescas e inúteis no ano da eleição (após 3 anos de inatividade crônicanesta área),

2) fraudou uma licitação BIlionária para beneficiar empresas de petistas,

3) está utilizando abertamente a máquina pública (Município e União) para arrendar votos,

4) xingou Deus e o mundo do alto de sua arrogância,

5) maltratou cidadãos que perderam suas casas por conta de enchentes que poderiam ter sido evitadas,

6) jogou pela janela milhões para construir escolas que atendem um percentual ínfimo de pessoas,

7) descumpriu todas as cobranças que a bancada do seu partido fazia quando eram oposição na Assembléia (como a aplicação de 30% do orçamento em educação),

8) aumentou a dívida da Prefeitura de R$ 14 bilhões para R$ 27 bilhões,

9) comprometeu os orçamentos vindouros por conta de uma invenção eleitoreira e sem nenhum planejamento (bilhete único),

10) criou caos no trânsito com os “Passa Rápido” (que acabaram reduzindo a no máximo 1 faixa de rolagem para os carros, enquanto os ônibus passeiam da faixa da esquerda para a faixa da direita e vice-versa),

11) popularizou a “paixão por taxas”: IPTU (progressividade e aumento além da inflação acumulada no período); Taxa do Lixo; Taxa de Iluminação; Taxa de Fiscalização de Anúncios; Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos; Incremento do ISS; Aumento da tarifa do ônibus; Aumento do talão Zona Azul; Taxa para caminhões entrarem no Centro; Aumento do número de radares; Taxa do “elevador”;  Taxa dos ” corredores” – permissão onerosa para funcionamento de estabelecimentos irregulares; Taxa da água e cobrança de ISS da SABESP; Anistia onerosa a imóveis irregulares,

12) não abriu nenhum leito na rede hospitalar municipal,

13) apesar de ter aumentado a tarifa, retornou com a prática de subsídios ao transporte,

14) aumentou a verba de publicidade em 2003, saltando de R$25 milhões para R$ 41 milhões,

15) impediu a instalação da CPI dos transportes,

16) criou mais de 1500 novos cargos de confiança (sem concurso, com vencimentos elevadíssimos) na administração municipal.

Ousada ou asquerosa ?

A cretina ex-preFESTA MarTAXA Suplício deu uma entrevista – engraçadíssima se não fosse lastimável – à Veja SP da semana passada.

Alguns trechos:

Veja São Paulo – A senhora acha que tem uma imagem de arrogante?
Marta – Às vezes desconfio que sim. Algumas pessoas, depois de me conhecer, contam que me imaginavam muito diferente. Quando tento entender, vejo que era por me acharem arrogante. Mulher é assim: se é gentil e doce, classificam de incompetente. Se é firme e forte, chamam de arrogante. Se tem poder, então, vira insuportável. E você não pode exercer o poder se não for firme. É uma imagem que nós, mulheres, vamos ter de conquistar e mudar. As grandes líderes do século passado, como Golda Meir, Indira Gandhi e Margaret Thatcher, eram todas mulheres travestidas de homens. A geração do século XXI não quer isso. Políticas como Ségolène Royal, Cristina Kirchner e Michelle Bachelet são muito femininas. A Angela Merkel até pôs um decote ousado outro dia. Fui uma desbravadora, primeiro no programa
TV Mulher, depois no exercício da política, pagando todos os preços nas duas experiências.

[…]

Veja São Paulo – Qual foi o melhor prefeito que São Paulo já teve?
Marta – Em termos de pensar a cidade, Prestes Maia e Faria Lima. No que diz respeito à inclusão social, nossa gestão foi muito importante.

[…]

Veja São Paulo – Por que a senhora acha que tem melhores condições de administrar São Paulo do que o prefeito Gilberto Kassab e o ex-governador Geraldo Alckmin?
Marta – Pelo perfil. São Paulo é moderna, nervosa, agitada. Precisa de alguém ousado, criativo e inovador. Se for ver o que o Alckmin fez como governador, não daria para aplicar nenhum desses adjetivos à sua gestão. O Kassab continuou, de forma muito modesta, o que eu havia iniciado. Não consigo lembrar de nenhuma ação inovadora e criativa que ele tenha tomado para solucionar os problemas vitais da cidade.

Veja São Paulo – Nem mesmo a Lei Cidade Limpa?
Marta – É um projeto importante, que foi iniciado em nossa gestão com a Operação Belezura. Kassab teve o mérito de implementar e dar uma dimensão para a cidade toda. Foi um bom projeto. Mas não vi nenhuma grande obra que não tenha sido iniciada no meu governo. A Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, que é uma obra muito linda, foi licitada por nós. Fizemos também a fundação e os pilares. A gestão Serra-Kassab limitou-se a dizer que era uma obra faustosa e cara. Interrompeu a construção, que só foi retomada quando as empreiteiras entraram na Justiça. Tínhamos pouco dinheiro e fizemos muito. Eles têm muitos recursos e fizeram muito pouco.

Deixando de lado as bobagens e mentiras que esta tresloucada fala (como comparar a Lei Cidade Limpa àquele factóide ridículo do “Belezura”, no qual a infeliz investiu 2 finais de semana, logo no início do mandato), o mais engraçado foi ler as respostas de alguns leitores da revista, na edição desta semana:

Como Marta, eu também sou do signo de Peixes (“‘Sou ousada, criativa e inovadora’”, 11 de junho). Portanto, choro muito. Agora mais ainda, só de pensar na possibilidade de tê-la como prefeita outra vez.
Maria Luiza Rosito

Gostaria de saber se ser ousada é destruir uma avenida importante para o comércio, como a Cidade Jardim, para construir um túnel inútil. Ou se ser criativa é, em um momento de caos aéreo, querer posar de moderninha e cunhar a frase “relaxa e goza”. Inovadora no quê?
Celia Pinheiro

Qualquer mulher pode ser gentil, doce, firme, forte e poderosa sem precisar ser incompetente, arrogante e insuportável. Humildade, dona Marta!
Alexandre Nogueira

Lamentável a entrevista com a ex-prefeita de São Paulo. Ela teve quatro anos para reinar na cidade e não cumpriu nada do prometido. Estamos à mercê de ter de volta as escolas de lata, os corredores com ônibus sucateados, novas taxas e seu mau humor.
Donny Silva

Na próxima edição de Veja São Paulo, fico à disposição para figurar em uma capa com o título: “Por que não quero que Marta Suplicy volte a ser prefeita”.
David Faiguenboim

A ex-prefeita reconheceu a sua incompetência quando disse que cometeu erros de verdade em sua gestão, como a tributação. Nós, eleitores, perguntamos: caso seja eleita novamente, quem garante que não prejudicará a classe média mais uma vez?
Sergio Ricardo de Souza

Quando deparei com a foto de Marta Suplicy na última capa, pensei: ‘Veja São Paulo só pode estar de brincadeira’. Aí vi que se tratava da primeira de uma série de entrevistas com os possíveis candidatos a prefeito. Então relaxei e vi que não era gozação.
Osvaldo Zorzeto Júnior

Ministra: RELAXA E GOZA !

A notícia é esta:

Uma novidade do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) promete polêmica nas eleições deste ano, impondo risco às duas principais candidaturas à Prefeitura de São Paulo, especialmente à da ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT). Resolução de 28 de fevereiro fixa a aprovação da prestação de contas em eleições anteriores como exigência para registro de candidaturas no país.

Pela resolução nº 22.715, só é concedida certidão de quitação eleitoral a quem tiver contas aprovadas: “A decisão que desaprovar as contas de candidato implicará o impedimento de obter a certidão de quitação eleitoral durante o curso do mandato ao qual concorreu”.

Essa certidão é um dos pré-requisitos para que haja o registro de candidaturas. A dúvida é se essa regra já vale neste ano ou se será aplicada apenas em eleições futuras.

Em São Paulo, a ex-prefeita Marta teve rejeitadas as contas da campanha de 2004, quando concorreu à reeleição. Recurso apresentado ao TSE foi negado em dezembro de 2007.

No caso do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), seu principal adversário, um parecer técnico da Coordenadoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias do tribunal recomendou a rejeição da prestação de contas relativa às eleições presidenciais. O parecer, porém, não foi submetido a voto.

O TSE ainda não se manifestou sobre a aplicabilidade da norma. Marta, por exemplo, não teria direito à certidão até o fim de 2008, caso ela já valesse. Essa é a opinião do presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello. “Nós legislamos? Substituímos o Congresso? Não. Interpretamos a lei. Se a lei está em vigor em data pretérita, evidentemente a interpretação diz respeito a essa lei.”

A íntegra, da Folha Online, está aqui.

Como estamos no Brasil, e essa corja de boçais do PT se acha acima do bem e do mal, obviamente a maldita será candidata.Afinal, qualquer que seja o problema, ela relaxa e goza, não é ?!

Não teve as contas aprovadas ? Deixou São Paulo sem dinheiro em caixa ? Gastou milhões em obras idiotas (túneis que alagam e pioram o que já era ruim) ? Fudeu o transporte público (como se precisasse….) ?

Nada disso importa – desde que ela relaxe e goze.

Turismo na Itália

A ex-prefeita e atual Ministra do Turismo Sexual, Marta Suplicy, viajou para a Itália e resolveu assistir a uma missa do Papa no Vaticano. Terminada a missa, Marta não se conteve e foi fazer uma pergunta ao Papa:

– Por favor, Vossa Santidade. por acaso existe algum banheiro aqui dentro? É que eu estou apertadíssima, preciso fazer xixi, o senhor entende…?

O Papa pensou, pensou e respondeu:

– Banheiro não tem, mas logo ali naquele cantinho tem uma estátua de São Pedro. Pode fazer xixi lá.

– Tudo bem, se é Vossa Santidade que está falando eu vou, mas não é pecado fazer xixi em São Pedro?

– É, mas pra quem já cagou em São Paulo, isso não faz a menor diferença.