Empresas privatizadas: mais competitivas

Num ranking elaborado pelo Boston Consulting Group, que listou as 100 empresas mais competitivas dos países “em desenvolvimento”, uma curiosidade: o Brasil ocupa o 3o lugar, atrás de China e Índia. Para maiores informações, consultar a Folha OnLine aqui, ou o próprio Boston Consulting Group, aqui. A relação completa está aqui.

No Brasil, são 13 empresas: Vale, Petrobrás, Embraer, Gerdau, Votorantim, Braskem, Sadia, Perdigão, Natura, Coteminas, WEG, JBS-Friboi e Marcopolo. Destas, APENAS UMA É ESTATAL.

Todas as demais são empresas privadas.

Duas delas (Vale e Embraer) foram privatizadas (na época de FHC). Que foi criticado (ainda é, até hoje), chamado de “privatista”; muita gente, por pura falta de conhecimentos, acreditou quando o PT colou a pecha de “privatista” no picolé de chuchu (Alckmin) nas últimas eleições. O PT usou e abusou da burrice de muita gente, que simplesmente nunca entendeu o que foi a privatização – e, por alguma razão obscura, acha que é algo parecido a “entregar o Brasil” ao “poder imperialista” ou bobagem que o valha.
Cadê os bitolados defensores da estatização ?

Será que a Vale do Rio Doce constaria desta lista se ainda fosse estatal ? Será que aqueles mentecaPTos ainda querem reestatizar a Vale ?

Mensalão: cronologia da corrupção PTista

Leitura interessante para as “férias”: O CHEFE, livro que retrata a cronologia do mensalão. Disponível para download AQUI.

Diversão garantida !!!!!!!!!! 

TV Brasil e HDTV

Lendo a Folha do último dia 04/10, vejo o seguinte: no jantar de Lula com líderes da base aliada na noite de anteontem, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), que preside a Força, pediu que as centrais sindicais tenham assento no conselho da TV pública.

Já detesto a idéia de um TV pública, bancada (e controlada) pelo governo federal. Pior ainda se for o desgoverno PTista, que tem o hábito recorrente de querer fazer lavagem cerebral em todo mundo. Pior quando se trata de um país com escolaridade tão baixa como Brasil (é mais fácil fazer com que esta população pobre, ignorante, acredite nas bobagens esquerdistas da PTzada).

Mas, como se não bastasse, por que diabos as centrais sindicais deveriam ter assentos no Conselho da maldita TV do PT ?

Neste sentido, reproduzo texto publicado no Estadão do dia 22/11/2007:

Anotações sobre a TV de Lula

Ipojuca Pontes

Durante debate televisivo com o candidato Geraldo Alckmin, no final do primeiro turno da eleição de 2006, Luiz Inácio Lula da Silva, referindo-se à questão da informação na imprensa, na televisão e nos meios eletrônicos, enfatizou a necessidade de o governo expandir a “democratizaçã o dos meios de comunicação” e, no mesmo diapasão, criar a Lei Geral de Comunicação Eletrônica, com o objetivo de elaborar dispositivos legais para “regulamentar e descentralizar a mídia”.

Segundo documento posterior divulgado pelo PT, a nova lei cuidaria de estabelecer mecanismos para coibir a “concentração da propriedade e de produção de conteúdos e o equilíbrio concorrencial, garantindo a competitividade, a pluralidade e a concorrência por qualidade de serviços”. O documento petista – veiculado na internet sob a intensa cobertura do “dossiêgate” – afirmava que seria instituído órgão setorial comprometido em fazer o recadastramento das concessões de rádio e televisão em todo o território nacional, com o respectivo cancelamento das emissoras que não estivessem “em conformidade com a lei”. Nos bastidores do poder circulava que Lula não teria engolido a cobertura da Rede Globo sobre o escândalo do dossiê, que deu margem, segundo entendimento pessoal, à votação do segundo turno.

Resultado: reeleito, o ocupante do Palácio do Planalto criou por força de medida provisória a Secretaria de Comunicação Social, diretamente ligada à Presidência da República, cargo para cuja chefia chamou o ex-guerrilheiro e jornalista Franklin Martins, um dos participantes do grupo que seqüestrou o embaixador americano Charles B. Elbrick. À frente dessa secretaria, Franklin Martins partiu para a imediata instalação de uma rede pública de televisão – a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) -, também criada por medida provisória, em funcionamento a partir do próximo dia 2 de dezembro.

Para o cargo de diretora-presidente da EBC Lula nomeou a jornalista Tereza Cruvinel, ex-integrante da facção Convergência Socialista (de orientação trotskista) que trabalhou, nos anos de 1970, pela fundação do PT. E para ficar à frente da diretoria-geral da empresa foi nomeado o cineasta Orlando Sena, que, por sua vez, dirigiu a Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba, na localidade de San Antonio de los Baños, a 30 km de Havana.

A TV criada por Lula, verdade seja dita, nasce sob o signo da fortuna. Ela reúne as estruturas da Radiobrás e da TVE e contará – de início – com cerca 2.600 funcionários, alguns dos quais contratados sem concurso e admitidos como “temporários” . Para “aprovar a linha editorial da televisão” foi criado um conselho curador com 20 membros, 19 dos quais nomeados pelo chefe do Executivo.

No plano financeiro, a EBC contará com R$ 350 milhões provenientes do Orçamento da União, que não poderão ser contingenciados, além de projetado fundo do Ministério da Cultura para produção audiovisual na ordem de R$ 80 milhões. Melhor: como se pode valer da publicidade institucional de estatais e empresas privadas e de patrocínio de projetos que se beneficiam das leis de incentivo à cultura, a TV pública pretende obter, de início, cerca de R$ 60 milhões do faustoso universo de verbas publicitárias oficiais, sob o crivo da própria Secretaria de Comunicação Social – e que hoje ultrapassam a casa do R$ 1,5 bilhão/ano.

Contra tal “desvirtuamento” , e temendo a inusitada concorrência oficial, integrantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), da Rede Globo, da Record e do SBT se mobilizam junto a parlamentares para saber até onde vai o limite do financiamento com a publicidade oficial veiculada na TV de Lula, visto que não se trata de uma televisão privada. O sr. Daniel Pimentel, presidente da Abert, espera que, quando da votação da medida provisória, o Congresso modifique a lei que criou a Empresa Brasil de Comunicação.

No plano político prevalece uma atitude crítica: o deputado Paulo Bornhausen (DEM-ST), presidente da Frente Parlamentar Mista de Radiodifusão, considera, com precisão, que a EBC representa uma real ameaça à democracia, tendo em vista sua “inequívoca inspiração chavista”. Já o líder do Democratas, deputado Onyx Lorenzoni (RS), acha impossível o não-uso político da EBC. “A TV de Lula pode ser um instrumento poderoso para a tentativa do terceiro mandato, pois ela não tem independência financeira nem administrativa. Quem paga é quem manda”, adverte.

Em contraposição às palavras de Lorenzoni, o ex-deputado Delfim Netto, convidado para integrar o conselho da rede pública de TV (e um dos empenhados signatários do Ato Institucional nº 5, que estabeleceu censura virulenta da ditadura militar sobre os meios de comunicação), não acredita que Lula faça uso publicitário da EBC, mas, como na fábula do sapo e do escorpião, minimiza o problema: “É óbvio que tem sempre mensagens subliminares implícitas. Algum resíduo desses vai restar na TV Pública. Mas os conselheiros escolhidos formam um grande ninho de encrenqueiros. “

De um modo ou de outro, em que pese o impasse semântico e conceitual entre o que se tem como TV pública ou estatal, estrategicamente estabelecido, a principal ameaça da Empresa Brasileira de Comunicação reside no fato de que, nela, a informação se transforme em mais um instrumento ideológico – subliminar ou não – a serviço do pensamento único. Não se discute hoje que os objetivos políticos do PT são de caráter hegemônico, o que vale dizer, numa linguagem crítica, totalitário. Esperar uma postura isenta de propósitos revolucionários no manuseio de um veículo de massa como a televisão, dentro das hostes engajadas do PT, é como esperar que o sol nasça quadrado. Ou que a democracia tida como “burguesa” (representativa) venha a se tornar o supremo objetivo da esquerda internacional.

* Ipojuca Pontes, cineasta e jornalista, é autor do livro Politicamente Corretíssimos

Recentemente, a Revista Veja (Edição 2035, de 21/11/2007) publicou uma matéria EXCEPCIONAL mostrando o enriquecemento dos “sindicalistas” desde o início do (des)governo lullático. Uma ralé intelectual, sem nenhuma competência para qualquer outra coisa que não agitação de greves, e que milagrosamente passou a ganhar salários que passam (facilmente) dos R$ 10 mil mensais. Disponível na íntegra AQUI, para assinantes.

E, como se não bastasse, ontem estreou a TD digital no Brasil.

Um fiasco.

A escolha do padrão japonês mostrou-se um erro estratégico.

Os conversores (ou “set top box”) são caríssimos, diferentemente do que o ilustríssimo Ministro Hélio Costa havia afirmado. É impossível escapar dos preços praticados no Brasil, pois a tecnologia de transmissão é baseada no padrão japonês mas sofreu alterações no Brasil – ou seja, não existem “set top boxes” em nenhum lugar do mundo que trabalhem com o padrão adotado. Para quem sempre critica os monopólios e oligopólios (como o PT e suas entidades umbilicalmente intrínsecas, como MST, CUT, Farc e afins), é um belo tiro no pé !!!! Cadê a concorrência ?

Santa cagada, Batman !!!!!!!

Marilena Chauí: uma farsante histórica

Marilena Chauí é uma farsante. Uma farsa histérica. A auto-denominada “intelectual” é, na verdade, uma mentirosa, hipócrita.

No mínimo, se não é movida pela má-fé, o é pela ignorância. Ou ambos.
Segundo o site do PT (aqui), ela assinou, em parceria com outros mentirosos, um manifesto intitulado “Recuperar o PT para avançar na transformação do país”. Vou reproduzir apenas alguns trechos:

Para cumprir esse papel, no entanto, o PT precisa enfrentar com coragem e superar a grave crise política que se introduziu no partido nos últimos anos, culminando com o violento abalo constatado em torno de seus princípios e compromissos éticos em 2005 e 2006. Constitui gravíssimo erro político avaliar essa crise como superficial e enfrentá-la com maquiagem pautada pelo continuísmo.
A crise conjuga duas vertentes que convém distinguir. De um lado, a direita foi bem sucedida em incluir as acusações contra o PT em uma narrativa farsesca, segundo a qual episódios desse tipo nunca teriam ocorrido na história do Brasil. Esqueceram a compra de votos para aprovar a reeleição e esqueceram que o valerioduto foi montado pelo PSDB de Minas Gerais. De outro lado, não resta dúvida de que segmentos do PT terminaram se enredando em práticas que fizeram o rosto do nosso partido ficar parecido com o dos outros partidos brasileiros.
Responder com firmeza a essas questões, sem cair no jogo da direita, é o desafio principal. Mostrar que a direita deseja destruir o PT para retomar o caminho do neoliberalismo – que agravará a marginalização e a violência que começamos a combater no governo Lula. Dizer alto e bom som que o povo brasileiro e, sobretudo, os seus setores mais excluídos, contam com o PT e não podem prescindir dele, para mudar o Brasil.
O PT necessário, no entanto, é aquele da conduta ética, republicana, democrática e socialista que, por tantos anos, mobilizou e emocionou milhares de cidadãos brasileiros. As campanhas eleitorais movidas a dinheiro, a mercantilização do voto, o clientelismo e o abuso de poder devem ser combatidos dentro do partido, para que ele volte a ter, na prática, a cultura política que nos foi legada por figuras como Mário Pedrosa, Florestan Fernandes, Sérgio Buarque de Holanda, Perseu Abramo, Apolônio da Carvalho e tantos outros.

Os trechos em negrito e itálico são grifo meu.

O primeiro ponto a comentar é o seguinte: Marilena Chauí e outros auto-denominados “intelectuais petistas” sempre afirmaram que o mensalão e outras episódios de corrupção indiscutível jamais existiram: teriam sido criados pela “mídia golpista”, com o intuito de sujar a honra imaculada do PT.

Mentira. O mensalão existiu (não foi “inventado” pelo PT, como a recente denúncia do Procurador Geral da República demonstra, ao abrir inquérito contra o “valerioduto mineiro” ou “valerioduto tucano”, capitaneado pelo Marcos Valério e pelo senador Eduardo Azeredo, com participação relevante do Ministro Mares Guia), o que significa que as pessoas que agora assinam este manifesto estavam mentindo.

Se mentiram durante mais de 2 anos, por que agora resolveram falar a verdade ? Se mentiram durante 2 anos, culpando a “mídia golpista” pelas acusações (alegadamente falsas), por que deveriam ser levadas a sério agora ?

O que teria mudado ?

Marilena Chauí afirmou que o acidente (?) com o Airbus da TAM (que matou cerca de 200 pessoas em São Paulo) foi mais um exemplo da “mídia golpista” tentando colocar a culpa no PT. O conivente Paulo Henrique Amorin (que, por alguma razão ainda pouco explicada, abandonou o jornalismo sério e está seguindo os passos de outro vendido, Mino Carta) fez propaganda destas declarações mentirosas, estapafúrdias e ridículas da tresloucada e farsante “filósofa de merda” aqui. Já comentei este ponto em particular (aqui e aqui). Então, vamos seguir com o enterro !

Marilena Chauí e os demais “pseudo-auto-denominados intelectuais petistas” é que mentiram. Eles são uma farsa.

Até porque “intelectual petista” é a antítese do paradoxo: se uma pessoa é intelectual (segundo o Dicionário Houaiss: que ou aquele que vive predominantemente do intelecto, dedicando-se a atividades que requerem um emprego intelectual considerável; que ou aquele que domina um campo de conhecimento intelectual ou que tem muita cultura geral; erudito, pensador, sábio), por exclusão não pode ser PTista. Basta pensar um pouquinho para desprezar e repudiar a montanha de mentiras que sempre sustentaram o PT.

Assim, os tais “intelectuais petistas” são mentirosos, coniventes, submissos, burros demais ou hipócritas. Ou, talvez, uma combinação de tudo isso. Será que entre os nomes listados no tal “manifesto”, nenhum deles havia se dado conta dos fatos ? Será que todos eles andaram “desinformados” como Marilena Chauí ? Ou será que todos eles estavam esperando a poeira baixar para voltar a mentir deslavadamente em público ?

Alguns dos nomes que constam no tal manifesto são: André Singer, Hamilton Pereira, Maria da Conceição Tavares, Maria Victória Benevides, Mário Sérgio Cortella, Paul Singer, Renato Janine Ribeiro, Saturnino Braga e Sérgio Mamberti.

Será que todos eles mentiram de forma consciente ou são ingênuos a ponto de acreditar na teoria conspiratória da “mídia golpista” ?

Neste sentido, a coluna de Clóvis Rossi (Folha de São Paulo, 24/11/2007, na íntegra aqui) está impecável: Pena que só agora os intelectuais do partido (38 deles) descubram a pólvora em manifesto que diz: “O PT precisa enfrentar com coragem e superar a grave crise política que se introduziu no partido nos últimos anos”. “Grave crise política” é uma expressão débil para o caso. Mais honesto seria dizer, como o fez frei Betto, em livro, que se tratou de um “tumor fétido de alianças nefastas”. O manifesto, de resto, é a confissão de uma grosseira fraude.
Pelo menos uma das signatárias, a filósofa Marilena Chaui, especializou-se em dizer que o “tumor fétido” não passava de uma “conspiração” da mídia. Ora, se havia uma “grave crise política”, não houve conspiração, porque qualquer jornal que se preze noticia “graves crises políticas”, por definição. “Tumores fétidos” ainda mais. A conspiração, como cansei de dizer neste espaço, foi, portanto, dos fatos contra o PT, como agora confessam implicitamente os distraídos intelectuais petistas.

O segundo ponto que merece comentários: o texto (com grifo meu) remete a uma parcela do PT que teria “se enredando em práticas que fizeram o rosto do nosso partido ficar parecido com o dos outros partidos brasileiros”. Uma confissão de culpa pela corrupção, peculato e outros crimes que serão analisados pelo STF oportunamente (espero que logo!).

Mas, a despeito de tudo isso, o texto ainda aponta o dedo para a “direita” o “neo-liberalismo”, a “mídia”…..

Será que esse bando de “intelectuais” não consegue enxergar meio palmo à frente do nariz ?

Será que nenhum dos “intelectuais petistas” consegue parar de ruminar sua graminha e enxergar a realidade ?

Peggy Sue: mais uma vez, o passado assombra o presente

Para quem ainda não se deu conta dos motivos que me levam a acreditar piamente que o PT é, de longe, o pior dos partidos políticos brasileiros (e olha que há muitos ruins!), eis aqui a melhor explicação possível:

 

O então candidato faz questão de falar que deseja ser cobrado, que tem “compromissos” assumidos publicamente, tudo devidamente escrito e registrado……

Interessante, não ?!

A carga tributária que subiu nos 8 anos de FHC CONTINUOU SUBINDO nos 5 anos de Lulla.

A reforma tributária prometida NÃO saiu – e ainda estamos diante da “briga” por conta da CPMF.

A segurança vai de mal a pior.

No quesito corrupção, nem vou falar do mensalão, do Waldomiro Diniz, da Gamecorp (empresa do filho do Lulla, beneficiada com mais de R$ 5 milhões vindos da Telemar), do Palocci, do Celso Daniel, do Toninho de Campinas…………….

Em suma, tudo segue piorando.E o povo ignorante, aplaudindo !!!!!! 

Convicção e casuísmo

Vou transcrever um artigo sobre a CPMF, produzido em Maio de 2002. Depois comento:

O PT, de longa data, tem manifestado posição contrária à cobrança da CPMF, por considerá-la um tributo de má qualidade, altamente inibidor da eficiência e da competitividade interna e externa da economia. Além disso, por ser cumulativo, atingindo uma gama enorme de operações que englobam o subconjunto renda, produção e circulação, sem diferenciar gastos essenciais de gastos supérfluos, a CPMF compromete os requisitos de progressividade e seletividade tão caros ao sistema tributário que sempre defendemos. Esse posicionamento de nosso partido foi corroborado nos esforços que realizamos com vistas à aprovação de uma reforma tributária, que propiciasse uma distribuição mais justa e equitativa da carga tributária entre os contribuintes e que fosse capaz de eliminar os entraves à expansão da atividade produtiva nacional.

Sempre nos pareceu inaceitável a existência, em nosso regime fiscal, de um tributo de caráter provisório, que se perenizava, por meio da aprovação de sucessivas prorrogações em sua vigência. Por outro lado, este aspecto tornava-se ainda mais condenável, num contexto em que o Congresso Nacional dedicava enormes esforços na formulação e aprovação de uma reforma tributária, ao mesmo tempo em que o governo federal se empenhava em boicotá-la. Todos aqueles que participaram do processo de discussão da reforma tributária na Câmara dos Deputados sabem que o principal obstáculo à consecução da reforma partiu do próprio governo federal, com suas atitudes dúbias, marcadas, em alguns momentos, pela mais completa indiferença e, em outras, pela sinalização de propostas salvadoras, apresentadas à Nação como um show de pirotecnia, mas que jamais chegaram a ser formalizadas como emenda ao Congresso Nacional. Agindo assim, o governo buscava satisfazer parcela significativa da opinião pública que ansiava pela reforma, e camuflava suas reais intenções de manter os recordes de arrecadação baseados em tributos de péssima qualidade.

Há um amplo consenso – e até mesmo, o governo federal reconhece isso – de que a reforma de nosso sistema de impostos e contribuições é inevitável. O esforço tributário intenso exigido da sociedade brasileira por tão longo tempo, tende a criar tensões e revolta nos contribuintes e a história está repleta de exemplos de reações contra a sanha arrecadatória do Estado. A única forma de atenuar a insatisfação geral é assegurar a existência de um sistema tributário de boa qualidade, onde a carga tributária seja bem distribuída e com finalidades aceitas pela sociedade. E não há dúvida de que um dos maiores desafios que aguardam o novo Presidente da República será o de patrocinar um amplo entendimento nacional em prol da consecução de uma reforma factível.

Por isso, sempre manifestamos uma visão crítica contra a CPMF e contra outros tributos que, pelas suas características de cumulatividade e de regressividade, desencorajam o esforço de produção e oneram os setores sociais de menores rendas. Contudo, aspiramos que essa e outras questões sejam tratadas com a retomada processo de reforma tributária, que se constitui no único fórum adequado e legítimo para formular o desenho de um sistema tributário mais justo, racional e coerente com os requisitos de eficiência e competitividade de nossa economia.

Curioso, não ?!

Este documento foi redigido pela Assessoria Técnica do PT na Câmara dos Deputados, em Maio de 2002. A íntegra está aqui.

Atualmente, vemos o PT promovendo amplos esforços para aprovar a CONTINUIDADE da CPMF (veja mais aqui), mesmo tendo o próprio PT chamado este imposto de “um tributo de má qualidade, altamente inibidor da eficiência e da competitividade interna e externa da economia” (este trecho está logo no início do texto transcrito acima).

Isso é a postura de um partido sério ???

Cadê a convicção ?

Cedeu lugar ao casuísmo…..

IncomPTência emPACada

A incomPTência dessa corja de boçais do PT só não é maior por falta de tempo. Mas o terceiro mandato do Rei Lulla já está a caminho – portanto, isso deve mudar.

Neste meio tempo, pelo menos, podemos observar que a Ministra Dilma Rousseff (cotada para concorrer à Presidência depois que Rei Lulla se cansar de viajar pelo mundo, beber whisky importado e falar bobagens em rede nacional) não anda muito atenta ao tal do PAC: Faltando cerca de dois meses para acabar o ano, o ritmo de execução do carro-chefe do segundo mandato do governo Lula, que promete R$ 503,9 bilhões em investimentos até 2010, ainda está longe do ideal. Dos R$ 15,2 bilhões autorizados para serem gastos este ano com as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apenas R$ 4,4 bilhões foram efetivamente aplicados – incluindo o pagamento de ações iniciadas no ano passado – o que equivale a uma execução inferior a 30%.

As informações são do site Contas Abertas. A matéria, na íntegra, está aqui.

Enquanto o PAC segue emPACado, a PTzada continua falando bobagem…… (qual a novidade disso ???)

Esta nota foi publicada no site do próprio PT: O Brasil reduziu a miséria pela metade nos últimos cinco anos graças a impostos como a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A afirmação é do presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), em entrevista hoje (7) à Rádio Nacional. A íntegra da nota está aqui.

O que me chamou a atenção nessa “nota” é que a CPMF só começou a reduzir a miséria nos últimos 5 anos ??????? Quando Rei Lulla e sua corja de boçais criticavam a CPMF (já tratei disso, aqui) ela não tinha este “efeito milagroso” ?????

Mas não é só isso…..claro !

Este texto trata da Economia brasileira. Vou primeiro transcrevê-lo parcialmente, depois explico e comento:

A vulnerabilidade externa da nossa economia pode ser constatada a partir da evolução de alguns indicadores: o déficit em conta corrente quase nulo de 1993 aumentou para algo entre 4% e 5% do PIB nos últimos anos, a dívida externa total subiu de 22,6% do PIB em 1995 para 39,7% do PIB em 2000 e a taxa de câmbio esteve sempre sujeita a pressões especulativas e a variações bruscas.
No plano das contas públicas o resultado é igualmente desastroso. A taxa de juros, além da grande oscilação nos períodos de maior incerteza, mantém-se extremamente elevada em função da fragilidade da situação externa e do contínuo aumento da dívida do setor público, em grande parte puxado pela própria taxa de juros e pela variação cambial. Desde 1999, a partir do acordo com o FMI (do final de 1998), têm sido gerados enormes superávits fiscais (com sacrifício de gastos sociais e de investimentos), utilizados como contrapeso aos equívocos das políticas cambial e monetária.

O sistema tributário, por sua vez, assenta-se em base restrita e visa unicamente à arrecadação a qualquer custo, empregando-se, principalmente, os tributos cumulativos, prejudiciais à atividade econômica e à competitividade externa. A regressividade é outra marca do sistema, com ênfase nos impostos indiretos e pouca diferenciação por faixa de renda e de riqueza nos impostos diretos  agravando a concentração de renda. De forma geral, portanto, o ambiente criado pela política econômica seguida nos últimos anos é desfavorável à realização de investimentos produtivos.

Por incrível que pareça, este texto não foi redigido por tucanos, visando a criticar a política econômica adotada no (des)governo PTista. Este texto foi produzido pela assessoria técnica do PT, em Fevereiro de 2003 (íntegra disponível aqui). Foi, portanto, 2 meses após o término do segundo mandato do FHC.

O objetivo, claro, era criticar a política econômica do período FHC.

Pena que lido hoje, em 2007, tudo o que foi criticado pelo PT no mandato FHC acabou sendo praticado pelo PT, no período Lulla.

QUANDO É QUE A POPULAÇÃO BRASILEIRA VAI PARAR DE ENGOLIR AS MERDAS DO PT E DE SEUS ASSECLAS, HEIN ?!

Blogs: diversidade

Devo confessar: tenho me divertido com este blog !

O leitor mais atento irá reparar que na lista de Blogs (no menu à esquerda, sob as alcunhas “Blogroll” e “Links”) “indicados” por mim, aparece uma boa diversidade…. Há blogs/autores/pessoas que defendem o PT, outros que criticam, e alguns tucanos (indecisos, que às vezes criticam, às vezes afagam, mas geralmente ficam quietos porque têm o rabo preso).

Gosto dessa diversidade ! Especialmente de opiniões !

Confesso, entretanto, que AINDA não encontrei um único PTista (ou simplatizante) que consiga reunir mais do que 2 argumentos, lógicos, concatenados, co-relacionados, numa mesma frase/sentença. Não encontrei, ainda, um PTista capaz de argumentar para defender suas posições sem recorrer a sofismas tolinhos, acusações e degradações pessoais – mas pautado por argumentos, idéias claras.

Uma pena.

Pressinto que jamais encontrarei um PTista com este perfil – porque, desconfio, não exista.

Mas ainda assim, “passeio” por estes diferentes blogs e mídias, na tentativa de localizar um “ponto fora da curva”, ou seja, um PTista com QI maior do que 0,1 e ao menos 2 neurônios, com no mínimo 1/2 sinapse. Isso já seria um progresso !

O mesmo vale para a mídia no geral….. Tomemos o Paulo Henrique Amorin, como exemplo. Um jornalista mais vendido do que tomate na feira. Tenta emplacar o termo “PIG” (Partido da Imprensa Golpista) como uma justificativa réquiem para desviar o foco da incomPTência de um grupo de pessoas que ele, Amorin, criticava quando trabalhava na Globo. Aliás, a “posição ideológica” (se não algo sofisticado demais para PHA) dele muda mais do que as “idéias” (sic) da corja PTista….. Pode ser que hoje ele mesmo já tenha mudado a sigla, de PIG para PARL (Partido dos Amigos do Rei Lulla) ….. Nenhuma surpresa !!!!!!!!!

Mais bravatas dos corruPTos

A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, em segunda votação, a Proposta de Emenda Consitucional que prorroga a CPMF até 2011.

A relação dos votos de cada deputado está aqui.

Chamo a atenção, NOVAMENTE, para as bravatas e mentiras desses corruPTos, hipócritas e cínicos do PT (e seus asseclas, como PC do B e congêneres). Afinal, quando a CPMF foi proposta (FHC), o PT criticava. Assim como criticou o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, os transgênicos…..

Enfim, mais uma demonstração (não que houvesse qualquer necessidade) do fisiologismo PTista, que sempre existiu – mas era camuflado na confortável e fácil oposição que sempre fizeram, criticando tudo e todos. Bastou assumirem a situação para fazerem rigorosamente a mesma coisa que passaram 20 anos criticando…..