Por que pagamos tanto imposto no Brasil?

Leio no site da Época Negócios (íntegra aqui) o seguinte:

No ano de 2013, a arrecadação somou R$ 1,138 trilhão, uma alta real de 4,08% sobre 2012. O valor é recorde histórico e o crescimento das receitas ficou acima da projeção da Receita Federal, que era de 2,5%. O resultado foi impulsionado pelo ingresso de cerca de R$ 1,48 bilhão de receitas com o Refis (parcelamento de débitos tributários).

Em dezembro de 2013, a arrecadação de impostos e contribuições federais cobrados pela Receita Federal atingiu R$ 118,364 bilhões, recorde para o mês. Houve alta real (com correção da inflação pelo IPCA) de 8,25% ante dezembro de 2012. Em relação a novembro de 2013, a arrecadação apresentou uma alta real de 4,24%. Os dados foram divulgados pela Receita Federal nesta quarta-feira (22/01).

Os números demonstram que o Brasil não tem FALTA de dinheiro. O que falta é capacidade (e vontade) de usar esse dinheiro de forma inteligente, com vistas a beneficiar os cidadãos que pagam impostos altíssimos (e que não param de crescer).

Mas esperar isso de energúmenos como Dilma, Lulla, Mantega e os demais incompetentes que estão no governo é demais. Esses boçais preferem torrar bilhões de reais construindo estádios inúteis (mas que dão lucros fantásticos às construtoras que depois doarão milhões de reais para as campanhas políticas) e desviando recursos públicos. E depois dizem que falta dinheiro para investir em segurança, educação, saúde, estradas, ferrovias etc.

Mas o pior é que esses energúmenos serão eleitos por gente que paga impostos altíssimos e não recebe nenhum retorno.

Parabéns, Brasil!

Mais uma vez: “marketing” NÃO é sinônimo de “mentira”

Já escrevi isso diversas vezes (além de explicar milhares de outras vezes, em aula), mas parece que é necessário repetir: MARKETING NÃO É SINÔNIMO DE MENTIRA.

Fica muito difícil explicar isso quando os meios de comunicação em geral insistem em falar do suposto “marketing político” – um negócio que simplesmente NÃO existe.

Repito: NÃO EXISTE.

Cheguei à notícia abaixo (disponível no original AQUI) por meio de diversos posts no Twitter, em muitos dos quais aparecia o termo “marketing” (ou “marquetagem”, ou qualquer outra tentativa de equivalência):

Dilma recicla programa e lança pela quarta vez

Josias de Souza

No papel, o PAC das Cidades Históricas, é um programa do governo federal concebido para prover verbas às obras de recuperação de monumentos históricos. Na prática, a iniciativa tornou-se uma monumental peça de marketing. Lançado por Lula em 2009, já foi reanunciado por Dilma Rousseff três vezes, uma em 2012 e duas em 2013. E continua sendo um empreendimento por fazer. O reanúncio mais recente ocorreu nesta terça-feira (20), na cidade mineira de São João del-Rey. Foi um retorno às origens.

O palco do lançamento original também foi uma cidade histórica de Minas Gerais: Ouro Preto. Aconteceu em outubro de 2009. Naquela época, Dilma chefiava a Casa Civil. Equipava-se para a sucessão de 2010. Presente, ela testemunhou a cena. Lula soou grandiloquente: “O PAC das Cidades Históricas é a maior ação conjunta pela revitalização e recuperação das cidades históricas já implantada no nosso país.” Disse isso ao lado do Monumento a Tiradentes.

O programa, de fato, era ambicioso. Beneficiaria 173 cidades em todos os Estados. Investiria R$ 890 milhões até 2012. Na metade de 2010, a coisa parecia evoluir muito bem. Pelo menos no gogó. Em 29 de junho daquele ano, a quatro meses da eleição presidencial, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciou a adesão de 30 cidades ao programa. Somando-se as verbas federais, estaduais e municipais trombeteava-se uma cifra mais gorda do que a prevista por Lula: R$ 1,129 milhão.

Dilma elegeu-se presidente. O tempo passou. Em setembro de 2012, época de eleições municipais, a presidente acomodou a petista Marta Suplicy no Ministério da Cultura. Na cerimônia de posse da nova ministra, Dilma relançou o que Lula já havia lançado. “Anunciou em seu discurso a destinação de R$ 1 bilhão para o PAC das Cidades Históricas”, anotou o Iphan, órgão vinculado à Cultura, em notícia veiculada no seu site.

Decorridos dois meses, o repórter Felipe Canêdo entrevistou a presidente do Iphan, Jurema Machado. A conversa foi veiculada em novembro de 2012. Nela, Jurema declarou que o PAC das Cidades Históricas, aquele programa que Lula dera à luz três anos antes, “não existe”. Em verdade, a verba ainda estava por ser liberada. “No orçamento de 2013 do Iphan estão previstos R$ 300 milhões”, ela disse. O Ministério do Planejamento liberaria “R$1 bilhão em quatro anos”.

Passaram-se mais dois meses. Em janeiro de 2013, Dilma recepcionou em Brasília os prefeitos recém-eleitos. E cuidou de re-relançar o PAC das Cidades Históricas. Novamente, prometeu “R$ 1 bilhão para obras de restaração de monumentos e edificação de uso público, e para requalificação de espaços públicos nas cidades históricas do nosso país” (assista abaixo).

Reduziu-se drasticamente a quantidade de prefeituras sujeitas a usufruir dos pseudoaportes. Em vez dos 173 municípios que Lula mencionara, o programa agora chegaria a apenas 44 cidades. Paradoxalmente, elevou-se a verba. Como uma espécie de bônus, Dilma propagandeou a concessão de “R$ 300 milhões” em financiamentos “para restauração de edifícios privados nessas cidades históricas.”

Súbito, sete meses depois dessa re-recauchutagem, Dilma re-re-relançou o PAC das Cidades Históricas, agora na novíssima versão de São João del-Rei, berço da família Neves, do antagonista tucano Aécio. Dessa vez, para os mesmos 44 municípios previstos em janeiro, a presidente anuncia a futura liberação de R$ 1,6 bilhão. Contando com os R$ 300 milhões que virão na forma de “financiamentos”, chega-se à cifra de R$ 1,9 bilhão.

Em sua versão mais recente, a promessa de Dilma já saca a descoberto do Orçamento do segundo mandato. “A disponibilização total de R$ 1,9 bilhão”, anota o Iphan em seu site, ocorrerá “até 2015”, primeiro ano do próximo governo. Munido de dados colecionados por sua assessoria, o presidenciável tucano Aécio Neves ironizou: “Um Estado como Minas Gerais, que tem demandas tão graves e tão sérias, assistir a esta encenação mais uma vez, é um desrespeito. Eu gostaria que, pelo menos, a presidente Dilma pudesse ter pelos mineiros o respeito que demonstrou ter pelo ET de Varginha.”

Serviço: Aqui, a cartilha editada sob Lula, em 2009, para acomodar, em 27 páginas, o velho PAC das Cidades Históricas, aquele que não foi implementado até 2012. Aqui, o “folder” impresso sob Dilma, neste ano de 2013, com o “novo” programa, esse cuja conclusão foi empurrada para 2015, primeiro ano do mandato do próximo presidente. Noves fora a capa e a contracapa, a nova peça tem 11 folhas.

Em virtude do volume assustador de mentiras que Dilma, Lulla e o resto da camarilha do PT tenta vender como “um governo de sucesso”, o termo “marketing” está cada vez mais associado à percepção de “propaganda enganosa”.

São duas coisas muito diferentes. MUITO!

Por favor: o que Dilma, o Ministro Margarina, o irrevogável Merda-andante e os demais desmiolados do PT fazem é ENGANAÇÃO, não marketing. Vamos parar de confundir!

Endividamento: Lulla e Dilma quebraram o Brasil. Novamente.

Qualquer empresa, não importa se micro, pequena, média ou grande, sabe que fica impossível suportar um endividamento muito elevado durante muito tempo. Quando isso ocorre, o resultado é um só: falência. Eike Batista é um dos exemplos mais recentes, e mais emblemáticos.

Numa empresa, quando um funcionário comete muitos erros, capazes de levar a empresa à falência, lhe é mostrada a porta da rua.

Felizmente para Lulla e Dilma Rousseff, o Brasil não é uma empresa – caso contrário, ambos seriam sumariamente demitidos por justa causa. Vejamos essa notícia de hoje, publicada na Veja:

A dívida federal, que contabiliza os endividamentos do governo nos mercados interno e externo, avançou 1,69% em outubro ante setembro, para 2,023 trilhões de reais, o maior da série histórica, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira. A dívida chegou ao patamar de 2 trilhões apenas uma vez, em dezembro de 2012, segundo a série do Tesouro. Mas ainda ficou abaixo dos 2,02 trilhões verificados em outubro. A série mostra ainda que a dívida pública dobrou entre 2004 e 2013.

Segundo o Tesouro, a dívida pública interna cresceu 1,91% em outubro, atingindo 1,934 trilhão de reais — impulsionada pelas emissões de títulos públicos no valor de 18,62 bilhões de reais e pagamento de juros de 17,53 bilhões de reais. Do total das emissões feitas no mês passado, o Tesouro emitiu 2,350 bilhões de reais para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), usada para financiar a redução das tarifas de energia. Já a dívida externa diminuiu de 2,73% em outubro para 88,5 bilhões de reais – contra 91,3 bilhões de reais no mês anterior.

Uma das principais causas do aumento da dívida na última década foi o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que recebeu 300 milhões de reais em repasses do Tesouro nos últimos quatro anos — na década, a dívida total aumentou em 1 bilhão de reais, ou seja, o BNDES responde por 30% do aumento.

Em relação à composição da dívida, os títulos prefixados atingiram 40,74% do total, ante 40,36% em setembro. Os papéis corrigidos pela inflação somaram 35,04% do total, ante 35,10% no mês anterior. Já os títulos atrelados aos juros básicos ficaram em 19,95% do total, menor que os 20,04% no mês anterior. Entre os detentores dos papéis, a participação dos investidores estrangeiros caiu em outubro para 16,91%, frente 17,22% em setembro.

A fonte dos dados é o TESOURO NACIONAL. Repito: o Tesouro Nacional.

O que esses dados indicam é o seguinte: o uso político do BNDES, e mais as decisões burras e politiqueiras de Lulla, Dilma e toda a quadrilha do PT,  estão custando uma fortuna a todos os brasileiros, na forma de dívida interna. Além disso, a mentira da Dilma sobre a redução da tarifa de energia elétrica está custando mais caro ainda: mais de R$ 2,3 bilhões por enquanto (mas isso vai aumentar em breve).

Interessante destacar que, há alguns anos, Lulla fez um carnaval fora de hora quando foi anunciado que o Brasil havia quitado sua dívida com o FMI, ou seja, criaram a falácia de que o Lulla pagou a dívida externa do Brasil.

Não é verdade.

Nunca foi verdade.

O que aconteceu de fato, e os dados do Tesouro Nacional comprovam, é que para reduzir a dívida externa, Lulla (e depois a “gerentona” Dilma) aumentou a dívida interna. O grande problema disso é que os juros da dívida externa giram em torno de 1% ao ano, ou, ultimamente, até menos do que isso (podendo chegar a 0,1%, em certos casos). A dívida interna, por outro lado, é indexada ao dólar (o que deve ficar na casa dos 20% ao ano, em certos casos) e à Selic (o que significa algo em torno de 8,5% ao ano).

Isso é a incapacidade gerencial sem maquiagem, sem disfarces.

Dilma Rousseff: mitômana ou apenas incompetente mesmo?

Não consegui chegar a uma conclusão definitiva ainda: será que Dilma Rousseff, a anta, é uma mitômana ou apenas incompetente mesmo?

Se for mitômana, precisa de tratamento médico, haja vista que é um distúrbio reconhecido. Mas eu desconfio que ela é apenas uma incompetente, uma pobre ignorante, que acabaou no lugar errado.

Senão vejamos estas duas notícias publicadas hoje no Globo:

PRIMEIRA:  Em reunião com a presidente Dilma Rousseff, os líderes e presidentes dos partidos aliados do governo assinaram nesta terça-feira um pacto pela responsabilidade fiscal, no qual se comprometem a não votar projetos que representam aumento de gastos públicos. No documento, os aliados dizem que ações para o equilíbrio fiscal “são imprescindíveis para dar continuidade aos programas governamentais de desenvolvimento sustentável, com distribuição de renda, geração de emprego e inclusão social”, além de garantirem investimentos em infraestrutura urbana, logística e de energia. Os governistas dizem, no documento, que tomaram “a decisão de não apoiar matérias que impliquem, neste momento, aumento de gastos ou redução de receita orçamentárias”. (Leia a íntegra AQUI)

SEGUNDA: No momento em que a presidente Dilma Rousseff se reunia com o Conselho Político no Planalto, para pedir que o Congresso não aprove matérias que impliquem em novos gastos, senadores da base aliada aprovaram a toque de caixa, com urgência pedida por ela, um pacotaço de medidas que inclui a criação de mais uma estatal, a Agência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) com 130 cargos, além de mais 518 funções comissionadas para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Com o pedido de urgência constitucional, os dois projetos trancaram a pauta e foram aprovados por voto simbólico na frente de outras matérias como o segundo turno da PEC que institui o voto aberto em todas as votações do Legislativo, adiada para amanhã. (…) O impacto da Anater no orçamento de 2014 será de R$1,3 bilhão. O novo órgão, segundo a exposição de motivos da Presidência, terá função similar às empresas estaduais de assistência rural (Emater) e atenderá principalmente os pequenos produtores rurais. (Leia a íntegra AQUI)

O que vemos acima é o exemplo perfeito do desastre chamado Dilma Rousseff.

Ela tomou diversas decisões que, nos últimos anos, aumentaram os gastos do governo (leia detalhes AQUI). Agora ela resolve pedir “responsabilidade fiscal”. Fernando Henrique Cardoso aprovou a Lei da Responsabilidade Fiscal há anos, mas parece que Dilma, a anta, só descobriu essa Lei agora. Mas isso, como se vê, não foi suficiente para impedi-la de criar MAIS UMA ESTATAL, que vai servir de cabide de empregos, vai consumir recursos públicos, e não vai trazer resultado NENHUM.

Isso é a cara do PT!

Honestamente: não sei se esta senhora sofre de uma doença que a faz mentir de forma compulsiva, involuntária, ou se ela é apenas uma pessoa incrivelmente burra, hipócrita, cínica e incompetente.

O Brasil continua afundando, e a competitividade é quem mais sofre

O conceito de COMPETITIVIDADE é bastante amplo, muitas vezes até mesmo bastante divergente dependendo de quem fala. Não vou entrar no mérito da questão, mas uma boa leitura sobre o assunto está AQUI.

Por ora, juntando alguns dados e observando alguns fatos, podemos afirmar com total certeza que a competitividade no/do Brasil está piorando muito mais rapidamente do que os demais indicadores econômicos. Sim, TODOS os indicadores econômicos estão apontando uma situação muito ruim do Brasil, e as perspectivas futuras são ainda mais sombrias. Um pequeno resumo:

  • A taxa de investimento, que cresceu lentamente durante a década passada, a partir do governo Dilma começou a recuar, chegando a sofríveis 18,4% em setembro. Só para dar uma ideia do que isso representa, a China investe 46%; a Índia, 30%, a Indonésia, 33%; o México, 29%.
  • A poupança interna, que também já era baixa, caiu ainda mais, chegando a irrisórios 14%, quatro pontos abaixo dos 18% do final do governo Lula. (…) As economias mais bem sucedidas têm sempre taxas de poupança superiores a 30%. Ou seja, vamos continuar dependendo de poupança externa para crescer.
  • A taxa de crescimento médio, que no governo Lula foi de 4%, no governo Dilma caiu para 2%, inferior até mesmo ao turbulenta década de 90.
  • O superávit primário tem caído significativamente nos últimos anos. Depois de chegar à casa dos 4%, na década passada, e passar a maior parte do tempo acima dos 3%, hoje a expectativa é que o ano termine com algo em torno de 2% do PIB. Isso pela contabilidade oficial, pois corrigindo as manobras contábeis cada ano mais comuns no governo do PT, o superávit correto seria hoje seria 0,6 pontos percentuais abaixo (pelos cálculos do economista Raul Velloso). Pior: a previsão para 2014 já é de meio ponto percentual inferior.
  • O déficit nominal (o saldo final depois de descontados os gastos do governo, inclusive juros) continua crescendo assustadoramente. Depois de uma década de regressão (caiu de 6% para pouco mais de 1% no período pré-crise no governo Lula), desde então iniciou uma trajetória de alta que deverá fechar 2013 acima dos 3% do PIB.
  • O déficit da previdência caminha para mais um recorde. No acumulado do ano até setembro, o déficit alcança R$ 48,042 bilhões, valor que já supera com sobra o déficit total do ano passado que ficou em R$ 42 bilhões. E olha que além dos três meses restantes faltam ainda computar o décimo terceiro salário.
  • O déficit na balança comercial anual ainda não está consolidado, mas demos mais um passo em outubro para concretizar mais um recorde também neste indicador. Depois de anos seguidos exportando mais que importando, em outubro registramos um déficit de U$ 1,8 bilhões, o pior resultado desde a crise do final da década de 90. (…) Nos últimos 12 meses, enquanto as importações aumentaram 7,5%, as exportações recuaram 1,9%. A conta não fecha e entramos em mais um déficit.
  • A produtividade do trabalhador brasileiro, que já andava estagnada desde o final do governo Lula, começou a cair no governo Dilma, acentuando ainda mais a distorção do crescimento do salário mínimo acima do PIB.
  • A produção industrial tem tido movimentos erráticos no governo Dilma, porém a trajetória de queda é clara nos últimos três anos. Apesar do aumento de 0,7% em outubro, a produção industrial segue em déficit de 0,6% no semestre. Tudo isso apesar dos estímulos do governo para mais consumo via “Minha casa melhor”.
  • O índice de endividamento da família brasileira bateu mais um recorde, chegando em março deste ano aos 44%. Ou seja, as famílias brasileiras devem aos bancos quase metade do que ganham durante o ano. Quando a série histórica divulgada pelo BC começou, em 2005, o índice era de 18,39%. Ou seja, o governo Lula roubou potencial de crescimento do presente ao estimular o crédito muito além do que deveria.
  • A dívida bruta continua aumentando e em ritmo cada ano mais acelerado, tendo ultrapassado a marca dos R$ 3 trilhões. Pela contabilidade do governo, ela estaria hoje em 58% do PIB, enquanto que para o FMI (o padrão usado para o resto do mundo) tal percentual seria de 68%. Tal percentual é ainda mais significativo quando comparado à média dos países emergentes, algo em torno de 30%.
  • O risco país que já chegou a 143 pontos em dezembro de 2012, em setembro último já está na casa dos 232 pontos. Detalhe: a situação já esteve pior (chegou aos 250 no meio do ano) e só baixou um pouquinho por causa das últimas privatizações.

Alguns podem dizer que o desemprego é um único índice que apresenta “boas notícias”. Não é bem verdade.

Sobre o desemprego, que vem apresentando índices estabilizados na casa dos 5% há algum tempo, recomendo uma leitura bastante básica, AQUI. Trata-se, no fundo, de um raciocínio simples (com certo esforço, até um eleitor do PT pode ser capaz de entender, se alguém lhe der uma ajuda e fizer alguns desenhos coloridos): se o desemprego está tão baixo, e se esta situação vem se repetindo há tanto tempo, por que os gastos com seguro-desemprego cresceram exponencialmente? Ora, lógica elementar: se há tão poucos desempregados no Brasil, quem são estas pessoas pedindo (e recebendo!) o seguro-desemprego?

Complementarmente, é preciso lembrar que o IBGE chega aos índices de desemprego perguntando se o entrevistado PROCUROU EMPREGO NOS ÚLTIMOS 30 DIAS. Se o sujeito diz “não”, o IBGE considera que o sujeito está empregado – e, portanto, não entra nas estatísticas de desemprego. Além disso, o levantamento do IBGE cobre apenas ALGUMAS capitais, não todas – o que significa que cidades grandes que não sejam capitais ficam de fora do levantamento. Enfim, há uma série de “detalhes” envolvendo as estatísticas referentes ao desemprego que precisam ser melhor avaliadas antes de falar em “pleno emprego” no Brasil.

De qualquer forma, peço que o leitor faça uma pausa para ler, com carinho e atenção, este texto AQUI. Vou transcrever apenas alguns poucos trechos da conclusão, mas a leitura do restante do artigo é crucial:

Entre 1970 e 2011 o produto brasileiro aumentou 401%, o trabalho aumentou 204%, o capital aumentou 720% e a produtividade aumentou apenas 11%. (…) O crescimento do Brasil vem do capital e não da produtividade.

Não é por acaso que não conseguimos crescer de forma sustentada. No início do processo de crescimento o capital era realmente importante e necessário para produção, não tínhamos fogão nem panelas. Quando isto ocorre a própria aquisição de capital leva ao aumento da produtividade mensurada. Máquinas novas significam tecnologias novas e novas possibilidades de produção. A medida que o tempo passou precisávamos ter feito a mudança para um crescimento via produtividade, não fizemos. O resultado foi a estagnação. Aumentamos o estoque de capital sem que este novo capital gerasse ganhos de produtividade. O Brasil investiu em estradas que não ficaram prontas, ferrovias que não passam trens e coisas do tipo. Equivale a jogar água na feijoada já aguada. Por outro lado não educamos nem qualificamos nossa força de trabalho e não facilitamos a vida de nossos empreendedores. Muito tempo e dinheiro já foram desperdiçados na estratégia de colocar água no feijão, sempre é tempo de tomar o caminho da produtividade, mas quanto antes melhor.

Caso o leitor queira aprofundar um pouco mais a discussão sobre os vários problemas econômicos que foram (e estão sendo) criados pela incompetência das decisões de Dilma e sua equipe de samambaias, recomendo estes links AQUI, AQUI, AQUI, AQUI. Para coroar estas leituras, recomendo esta aqui: GASTO DISPARA, E CONTAS DO GOVERNO TÊM O MAIOR ROMBO DESDE O REAL.

Agora vem o pior de tudo, na minha opinião.

A ideologia burra, tacanha e cega que vem guiando as decisões do executivo desde 2003 (o maldito ano em que Lulla assumiu a Presidência e iniciou a destruição silenciosa do país) colocou o Brasil numa situação péssima. Como o PT precisa manter o discurso de oposição feroz a tudo o que venha dos Estados Unidos, o Brasil isolou-se no comércio internacional. Enquanto os EUA e a Europa estavam lidando com suas crises econômicas internas, este problema ficou “camuflado” – ele existia, estava lá, mas não era tão evidente.

Agora, porém, o contexto é outro. Muitos países europeus e os Estados Unidos estão mostrando indicadores sólidos de recuperação de suas economias. Calcados nesses dados, estão “colocando o pé no acelerador” de verdade, enquanto o Brasil está patinando – e vai continuar, haja vista a tenebrosa incapacidade gerencial de Dilma Rousseff.

Trechos de uma matéria da Folha de S.P (de 14/11/2013, disponível na íntegra AQUI) ilustram o meu ponto central:

Pressionada pela perda de competitividade e pela queda na exportação de manufaturados, a indústria brasileira está defendendo um acordo de livre-comércio com os EUA. Ontem, em discurso para 200 empresários americanos em Denver (EUA), o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, afirmou que o Brasil deveria fechar um acordo de livre-comércio com os EUA e deixar em segundo plano o Mercosul para avançar em outros tratados importantes. “Defendemos um acordo com os EUA, que compram principalmente manufaturados”, disse à Folha Andrade.

Foi a primeira vez desde o enterro da Alca, em 2003, que a indústria discutiu a abertura de mercado com os EUA. Até setores mais protecionistas, como o de eletroeletrônicos, defendem o acordo. “Mudamos o posicionamento. Há dez anos éramos refratários, e havia um açodamento para fechar um tratado”, disse Humberto Barbato, presidente da associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica. “Agora estamos isolados, o Brasil está fora das cadeias de valor, daqui a pouco estaremos parecidos com países da antiga Cortina de Ferro.” Procurado, o Ministério do Desenvolvimento limitou-se a dizer que “não há discussão em curso sobre essa questão”. “O governo está focado na troca de ofertas com os europeus para um futuro acordo de livre comércio Mercosul-União Europeia”, diz a nota.

Os EUA são o segundo parceiro comercial do Brasil, atrás da China. Mas, enquanto o Brasil exporta essencialmente commodities à China, vende em grande parte produtos manufaturados e semimanufaturados para os EUA. Entre 2000 e 2008, o Brasil manteve superavit comercial com os EUA de quase US$ 10 bilhões por ano. Desde 2008, porém, o país tem deficit (foram US$ 5,6 bilhões em 2012). O novo posicionamento da indústria vem do deficit em manufaturados (a Associação de Comércio Exterior do Brasil projeta US$ 105 bilhões neste ano), da queda no ritmo de exportações e da primarização da pauta. Além disso, o Brasil sofre cada vez mais concorrência da China na venda de manufaturados no Mercosul. E, como o Mercosul fechou só três acordos comerciais, o país pode ficar mais isolado.

O Mercosul virou um elefante branco: ao invés de potencializar a economia dos países-membros, transformou-se numa extensão do Foro de São Paulo, congregando apenas países refratários ao capitalismo, inimigos de empresas, empresários e lucros, países que cerceiam a liberdade de expressão, liberdade econômica, individualismo e meritocracia; países subdesenvolvidos, presididos por pessoas incapacitadas, ditadores de quinta categoria e palhaços sem noção que falam qualquer bobagem.

Exemplo PERFEITO? Venezuela: Chávez e Maduro têm imenso histórico de ataques e bobagens disparadas contra os Estados Unidos, mas sempre dependeram do petróleo que vendem aos EUA para manter suas políticas populistas, demagógicas e burras. E sabemos que a Venezuela está completamente destruída pelo tal “socialismo bolivariano” dos escroques Chávez e Maduro.

Mas calma, leitores otimistas, a situação fica ainda pior (leia a íntegra AQUI):

Um acordo de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia pode redesenhar a economia global e ter o Brasil como um dos grandes prejudicados. Caso seja de fato concluído, o tratado pode levar o país a experimentar uma queda em suas exportações, equivalente a uma redução de até 2,1% de seu PIB per capita, num cenário em que taxas de importação sejam zeradas e outras barreiras eliminadas, como padronizações conflitantes e reservas de mercado

O cálculo, da Universidade de Munique, mede os efeitos, em 126 países, do acordo. EUA e União Europeia discutem desde o início do ano um tratado de livre-comércio. A expectativa é que até o fim do ano que vem seja fechado um acordo que une quase metade do PIB global e um terço do comércio mundial. O estudo mostra que todos os países fora do novo bloco registrarão queda nas vendas ao exterior e, consequentemente, perderão receitas. A Coreia do Sul seria exceção.

Os países europeus terão ganhos variados de até 10% na renda média de seus cidadãos, e os Estados Unidos serão os maiores vitoriosos, com ganho de 13,4%. A queda das receitas para o Brasil ocorrerá nos dois destinos, segundo o estudo. Somente para os EUA, a perda seria de 30% das vendas. Os dois blocos absorvem um terço das exportações do país. “O mundo caminha para o fim das tarifas. Se houver um acordo entre EUA e UE, começará a haver um isolamento do Brasil”, diz Carlos Abijaodi, diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Uma simplificação extrema disso tudo que está demonstrado acima é a seguinte: o Brasil está isolado porque aliou-se (ideológica, econômica e politicamente) a países atrasados como Cuba, Venezuela, Bolívia, Argentina, Irã, ditaduras africanas, e distanciou-se de países capitalistas e desenvolvidos, como EUA, Canadá, Inglaterra, Alemanha etc.

Ao isolar-se, perde oportunidades (novas tecnologias, novos negócios, DINHEIRO NOVO), que terão custo futuro.

Sabe aquela estorinha de “país do futuro”? Pois é… não haverá. O Brasil seguirá atrasado enquanto estiver alinhado com Venezuelas, Cubas, ditadores e socialistas/comunistas/progressistas. Nunca antes na história deste planeta países socialistas e/ou comunistas desenvolveram-se e melhoraram – TODOS, sem nenhuma exceção, perderam o bonde da História, ficaram pobres e atrasados. Basta olhar para União Soviética e Cuba.

O Brasil, graças ao PT de Lulla e Dilma, escolheu aliar-se aos países subdesenvolvidos, atrasados, ultrapassados. Estas escolhas, ao longo do tempo, foram destruindo a competitividade do Brasil. Agradeça Dilma e Lulla.

O aeromóvel da anta – será o ANTAMÓVEL ?

Essa mulher é um verdadeiro assombro:

Transcrevendo a infinita burrice:

“Sempre acendeu todas as esperanças que nós temos ao ver a possibilidade de um empreendimento não usual, não comum, revolucionário, porque conviver com o aeromóvel ali em frente do Paraobé e sabendo que se tratava de uma tecnologia diferenciada despertou ao longo desse tempo uma certo parentesco, eu acho, entre os moradores de Porto Alegre e o aeromóvel. O aeromóvel é um pouco de cada um de nós que ele tem aquela familiaridade que as coisas com as quais você convive durante muito tempo despertam numa pessoa. Então quando eu chego aqui hoje e participo da inauguração deste projeto que leva e vai transportar concretamente milhares de pessoas do aeroporto para a estação do Trensurb e da estação do Trensurb para o aeroporto, eu vejo que hoje eu participo da inauguração dum símbolo que está sendo implantado (…).”

Sua empresa precisa de financiamento para expandir? Esqueça o BNDES – ele está sendo usado para demagogia, e não tem tempo nem disponibilidade para empreendedores

Está cada dia mais difícil ler as notícias e deixar de perceber que o Brasil está numa crise profunda, ampla. A despeito de maquiagens contábeis, discursos mentirosos e recursos nada honestos, o país está numa crise que há muito tempo não se via.

Exagero?

Não, não é.

Leio há pouco no Valor duas notícias que ajudam a dimensionar o tamanho da crise – não apenas econômica, mas institucional, moral, ética, gerencial. Sim, é grave. As provas (não escrevi “evidências”, mas PROVAS) estão todas pairando, basta analisá-las:

Diante do risco de rebaixamento da nota de crédito do país, o governo prepara operação de venda de ativos da carteira do Banco Nacional Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para reduzir o valor do repasse que o Tesouro Nacional fará ao banco neste ano. A equipe econômica também estuda reformular o papel do banco e reduzir seu peso na economia.
A mudança é motivada por uma necessidade fiscal – as autoridades temem o contínuo aumento da dívida pública bruta provocada pelos sucessivos aportes de recursos aos bancos estatais, principalmente ao BNDES, e um possível rebaixamento do risco soberano por parte das agências de rating – e pela constatação de que o ciclo da crise iniciada em 2007 nas economias avançadas está próximo do fim, o que não justifica mais o uso de instituições oficiais para expandir o crédito. “Está na hora de alterar a participação do BNDES na economia para reduzir o tamanho do cheque”, disse uma fonte, referindo-se ao custo fiscal do repasse de R$ 300,2 bilhões feito pelo Tesouro desde 2009. A preocupação do governo, neste momento, é controlar a evolução da dívida pública, que chegou a 64,2% do PIBO BNDES pediu entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões ao Tesouro para garantir os desembolsos até o fim do ano. Com a venda dos ativos, esse valor tende a cair para menos de R$ 20 bilhões. Segundo fontes do governo, as chances de não haver repasses da União neste ano são praticamente nulas, mas não se pode dizer o mesmo de 2014. Há um compromisso de redução gradativa dos repasses, mas, dada a situação fiscal, isso pode ser acelerado.
As discussões sobre a venda de ativos estão adiantadas, mas ainda não há definição sobre o valor. O governo avalia se haverá tempo hábil e condições de mercado para levar o plano adiante. Esse é um dos empecilhos à operação e explica a demora na definição do repasse do Tesouro. Em 30 de junho, a BNDESPar, braço de participações acionárias do BNDES, possuía ativo total de R$ 87,9 bilhões. Segundo apurou o Valor, o BNDES considera que, como o mercado acionário está “muito ruim”, vender ativos agora só pioraria ainda mais a situação da bolsa. Os ativos da BNDESPar representam 20% do ativo total do banco e responderam em média, nos últimos seis anos, por 50% do seu lucro.
Fonte: ValorEconômico

Mas não acabou, não… Mais uma:

O governo estuda a reformulação do papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ideia é reduzir o tamanho e o peso do banco na economia. Nesse novo desenho, o BNDES atuará no que Brasília chama de “novo ciclo de investimento” do país: a expansão da infraestrutura.A agenda de encolhimento do BNDES envolve a redução de aportes do Tesouro, a venda de ativos do banco para reduzir a necessidade desses repasses, a reestruturação de carteiras da instituição e a diminuição ou até eliminação da oferta de capital de giro puro (quando não associado a projetos de investimento de longo prazo).
No caso do financiamento de bens de capital (máquinas e equipamentos), a ideia é continuar oferecendo crédito, mas sob condições menos atrativas que as do ciclo anterior. O Programa de Sustentação do Investimento (PSI), linha criada para subsidiar a compra de bens de capital, cobra juro negativo (inferior à inflação) – neste momento, de apenas 3,5% ao ano. A tendência é que a linha seja mantida, mas a um custo mais alto. […] O governo acredita que o novo ciclo de investimento no Brasil vai durar pelo menos dez anos. Os financiamentos são de prazos superiores ao do crédito corporativo. “O funding para isso é diferente. É preciso construir um sistema de garantias, estimular outras formas de financiamento, como as debêntures incentivadas de infraestrutura com alto nível de segurança jurídica”, disse um técnico, lembrando que, no ano passado, a Lei 12.715 criou debêntures desse tipo.
Desde que a as duas principais agências de avaliação de risco – Standard & Poor’s e Moody’s – reduziram a perspectiva da nota do Brasil, a presidente Dilma Rousseff já anunciou que os bancos federais vão se concentrar em suas vocações originais. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deu ordens à Caixa Econômica Federal para se concentrar no financiamento habitacional e deixar o mercado de “corporate”.O papel de financiador da infraestrutura vem depois que o governo usou o BNDES para financiar a internacionalização de grandes empresas brasileiras e o investimento a taxas de juros mais baixas que as do mercado.
Fonte: Valor Econômico

O uso político, demagógico e populista do BNDES começa a cobrar seu preço.

Há cada vez menos interesse e/ou vontade, por parte das empresas, em investir no Brasil. Isso se deve à insegurança jurídica criada pelo perfil de Dilma Rousseff – centralizadora, intervencionista, incompetente, burra, pretensiosa, e, como se não bastasse, extremamente mal assessorada. Pior: mesmo com tantas características (ou justamente em decorrência delas), ela é incapaz de montar uma equipe capaz de conduzir a política econômica – ela se cerca de gente ainda mais burra e incompetente.

Para piorar, aos loucos que querem investir, agora, sobram menos alternativas de financiamento. O BNDES tem um papel crucial, mas foi tão mal usado que acabou na situação de alta alavancagem. Um exemplo recente (publicado na Folha do dia 04/10/2013):

O BNDES decidiu participar da capitalização da Oi e, com isso, apoiar a fusão da tele brasileira com a PT (Portugal Telecom), anunciada anteontem. Segundo a Folha apurou, o banco entrará no “bolo” de R$ 2 bilhões a serem disponibilizados pelos atuais sócios da Telemar Participações, holding que controla a Oi com 56% das ações ordinárias, e por um novo acionista, o BTG Pactual.

Ao divulgar a operação de fusão, na quarta-feira, o presidente da Oi e da PT, Zeinal Bava, tinha assegurado apenas o aporte de recursos dos acionistas privados, por meio de compra de ações em oferta pública prevista para o primeiro semestre de 2014.

O montante a ser levantado no lançamento de ações fica entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões. Ao todo, o aumento de capital será de até R$ 14,1 bilhões, incluindo R$ 6,1 bilhões em ativos da PT. O banco estatal ainda negocia quanto irá injetar na operação. Já está certo, no entanto, que não será na mesma proporção da participação do banco na Oi. Se participasse na mesma proporção, o BNDES teria que fazer um desembolso de cerca de R$ 3,5 bilhões, valor vetado pelo Planalto. Os fundos de pensão de estatais também controladores da Oi tendem a seguir o BNDES. Juntos, os fundos e o banco de fomento têm 38% de participação na holding Telemar Participações.

A notícia não é tão “desastrosa”, aparentemente, certo?

Errado. Vejam o gráfico que acompanha a matéria:

Endividamento Oi

Repare, caro leitor, a brutal distância que separa o endividamento da Oi (linha verde) do seu valor de mercado (representado pela linha cinza). Desde 2011, o endividamente da empresa cresceu numa velocidade e numa intensidade absurdas, incomparáveis ao montante investido (linha amarela) e ao patrimônio (linha vermelha). Isso indica que a empresa foi extremamente mal administrada. E, como prêmio pela péssima gestão, a Oi vai receber mais dinheiro do BNDES!!!!!!

É neste negócio que o BNDES vai aplicar dinheiro. Ou melhor, MAIS dinheiro, haja vista que o BNDES foi crucial para viabilizar a fusão Telemar + BrasilTelecom que deu origem à Oi: em 2008, o BNDES injetou R$ 2,8 bilhões.

Como resultado, empresas que REALMENTE precisam de empréstimo para negócios legítimos, e que não têm a sorte de poder bancar a empresa fajuta do filho do presidente da República, ficam sem acesso ao BNDES.

Vamos lembrar que o BNDES também injetou mais de R$ 10 bilhões no grupo do Eike Batista. Aquele grupo que está quebrado.

Enquanto isso, diariamente eu vejo negócios com grande potencial de crescimento que não conseguem financiamento…

Custo da incompetência de Dilma Rousseff: R$ 213 bilhões – e contando

Direto à notícia (na íntegra AQUI):

Três anos após realizar a celebrada capitalização de R$ 120,2 bilhões no mercado financeiro, com apoio do governo e participação de investidores privados, a Petrobras vale atualmente R$ 240,9 milhões na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), quase 50% a menos do que em outubro de 2010 (R$ 453,8 bilhões), quando concluiu a maior oferta da história mundial. Os dados foram levantados pela consultoria Economatica, a pedido do GLOBO, com base em números deflacionados. Com a perda de R$ 213 bilhões em valores de mercado no período, a companhia, que chegou a ser a terceira maior petroleira do mundo de capital aberto, ocupa hoje a décima posição do ranking.

A Petrobras vale hoje menos do que ela valia, mesmo antes da capitalização. É como se a oferta tivesse sido jogada fora. Essa tendência de queda do valor de mercado começou em 2012, e pode ter relações com as interferências do governo na gestão da empresa — avalia Einar Rivero, economista da Economatica.

Henrique Florentino, analista da Um Investimentos, destaca que uma série de fatores explica a perda de valor de mercado (que é a multiplicação dos preços das ações da empresa pelo total de papéis em circulação) da empresa. Ele cita a defasagem do preço dos combustíveis, o aumento de participação societária do governo, a obrigatoriedade de a estatal ter participação de pelo menos 30% nos projetos do pré-sal e os custos crescentes de empreendimentos na área de refino:

— Se você pensar no que é melhor para o país, algumas das atitudes do governo podem ter sido benéficas para a população. Para os acionistas, entretanto, não foram positivas. É o caso do conteúdo nacional dos projetos. A regra exigida (de ter uma participação mínima da indústria local nos projetos de petróleo) é menos eficiente para a empresa, já que os projetos atrasam e ficam mais caros. Mas é melhor para a geração de empregos.

Além dos trechos destacados acima, mais alguns pitacos meus:

1) NUNCA ANTES NA HISTÓRIA “DESTEPAÍS” uma empresa estatal foi mais usada e mais prejudicada pela pura e simples incompetência do governo. Nunca.

2) Nunca antes na História uma empresa petroleira, com o mercado aquecido e com o preço do petróleo em alta, teve um desempenho econômico-financeiro tão ruim. Nunca.

3) Sempre existem ignorantes que acham que a privatização de um estatal mal gerida pelo governo equivale a “entregar riquezas do país a capitalistas malévolos do exterior”. Isso é burrice, ignorância mesmo. Quem usa este “argumento” não passa num teste de QI planejado por uma criança de 6 anos. Por outro lado, a gestão temerária do PT na Petrobras, além de criminosa, está fazendo com que milhares de brasileiros percam dinheiro. Quem usou o FGTS para comprar ações da Petrobras está perdendo dinheiro.
Estou me referindo a milhares de pessoas que trabalharam durante muitos anos, economizaram dinheiro, e usaram suas economias para investir numa empresa brasileira. Estas pessoas estão vendo suas economias desaparecem, pois a Petrobras está minguando.

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Mais duas provas (precisava?) de que a educação no Brasil nunca foi prioridade

Como professor, fico muito triste em dizer isso, mas é inevitável: a educação, no Brasil, sempre foi um lixo. E, como se não bastasse, está cada dia pior.

Não se trata de colocar a culpa apenas no governo (neste ou naquele). Sim, todos os governos no Brasil, nos últimos 20 ou 30 anos, independentemente do partido ou da esfera (federal, estadual ou municipal), são responsáveis pela queda da qualidade da educação. Mas eles não são os ÚNICOS responsáveis/culpados.

Na semana passada, mais um sinal preocupante:

A Universidade de São Paulo (USP) caiu de posição no ranking da Times Higher Education (THE), a principal lista do ensino superior do mundo. Em 158.º lugar no passado, a instituição paulista agora figura entre as 226 e 250 melhores, segundo o levantamento 2013-2014, divulgado ontem. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) nem sequer aparece entre as 300 instituições. Com o revés da USP, o Brasil deixa o topo das 200 melhores universidades do mundo.

O THE não revela a posição exata de cada universidade depois do 200.º lugar. Dos países que tinham ao menos uma universidade no topo, o Brasil é o único que não está mais na lista. Hoje há 26 nações bem avaliadas, com a volta de Turquia, Espanha e Noruega. Não há nenhum país da América Latina. Os Estados Unidos, com 77 universidades, lideram o ranking, seguidos de Reino Unido, com 31, e Holanda, com 12. O Instituto Tecnológico da Califórnia aparece em primeiro lugar pelo terceiro ano seguido, à frente de Harvard, Oxford e Stanford.

O ranking adota 13 critérios para examinar as universidades, divididos em cinco categorias: ensino (30%), pesquisa (30%), citações (32,5%), parcerias com indústrias (2,5%) e diversidade internacional (5%). “A saída de USP e Unicamp surpreendeu porque ambas haviam avançado nos anos anteriores”, disse o editor da THE, Phil Baty, em entrevista ao Estado. Para ele, as universidades brasileiras enfrentam burocracia e dificuldades para contratar novos professores.

A reportagem solicitou entrevistas com representantes da USP. A instituição manifestou-se por meio de nota, na qual afirmou que a universidade esteve bem em outras avaliações e que há políticas de parcerias com outras instituições e intercâmbio de alunos e professores.

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, estranha o resultado. “USP e Unicamp têm aumentado a presença no cenário acadêmico internacional. É importante considerar quais quesitos foram avaliados”, afirma. Para ela, o inglês é um dos principais obstáculos para pesquisadores brasileiros em trabalhos e publicações científicas estrangeiras.

A matéria do Estadão está AQUI na íntegra. Neste link pode-se, inclusive, observar o ranking completo. Recomendo uma olhadinha.

Também na semana passada, mais uma triste notícia para a educação: depois de 15 anos em queda, o analfabetismo voltou a crescer no Brasil. A íntegra da notícia está AQUI; abaixo, alguns trechos com grifos meus:

O analfabetismo cresceu no Brasil em 2012. O contingente de pessoas que não sabem ler nem escrever chegou a 13,2 milhões de pessoas, o equivalente a 8,7% da população residente no país. Em 2011, segundo o IBGE, o analfabetismo atingia 8,6% da população residente no país, 12,9 milhões de pessoas. Os dados constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2012, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até a alta de 2012, o analfabetismo no Brasil vinha em uma trajetória de queda. Em 2004, a taxa era de 11,5%. […]

Entre as cinco regiões brasileiras, na passagem de 2011 para 2012, o analfabetismo teve o maior aumento no Nordeste, onde passou de 16,9% para 17,4%. No mesmo período, o indicador cresceu 0,4 ponto percentual no Centro-Oeste, para 6,7%. Nessa base de comparação, a Pnad verificou que o analfabetismo caiu no Sul e no Norte do país, de 4,9% e 10,2%, respectivamente, para 4,4% e 10%. Já no Sudeste, o analfabetismo manteve-se estável em 4,8% em 2012 na comparação com o ano anterior.

A taxa de analfabetismo funcional foi estimada em 18,3%, o equivalente a 27,8 milhões de pessoas. Em 2011, a taxa era de 20,4%. O analfabetismo funcional é representado pela proporção de pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos de estudos completos em relação ao total de pessoas de 15 anos ou mais de idade.

A definição de analfabetismo funcional utilizada na Pnad é da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A entidade estabelece que funcionalmente alfabetizada é a pessoa que pode participar de todas as atividades em que a alfabetização é necessária para o funcionamento efetivo do seu grupo e comunidade e também para lhe permitir continuar a utilizar a leitura, a escrita e o cálculo para seu próprio desenvolvimento e da comunidade.

As regiões Norte e Nordeste registraram os maiores percentuais de analfabetos funcionais em 2012, 21,9% e 28,4%, respectivamente. No Sudeste, o índice foi 13,2%; no Sul, 13,7%; e no Centro-Oeste, 16,5%.

A Pnad também pesquisou o nível de instrução da população brasileira. Na comparação entre 2011 e 2012, houve aumento do percentual daqueles que possuíam nível fundamental incompleto ou equivalente, de 31,5% para 33,5%. Por outro lado, no mesmo período, diminuiu a proporção das pessoas sem instrução e com menos de um ano de estudo, de 15,1% para 11,9%.

O percentual de pessoas com nível superior completo aumentou de 11,4%, em 2011, para 12%, em 2012. Assim, em 2012, havia 14,2 milhões de pessoas com nível superior completo, 6,5% a mais que em 2011.

Pois é…

A despeito de ser triste, lamentável, não chega a surpreender. O Brasil, sob Lulla, Dilma e PT, está emburrecendo cada vez mais. Os dados do IBGE apenas comprovam e reforçam este fato.

Não se trata APENAS da já conhecida incompetência de Dilma Rousseff. Apesar de estar conseguindo superar até seu mentor-padrinho em termos de incompetência, ignorância e arrogância, o que está em curso é uma ação com finalidade específica: nenhuma ditadura gosta de uma população inteligente, bem instruída, pensante.

Vejamos esta notícia AQUI:

As verbas de combate ao analfabetismo foram praticamente zeradas. Acabou o combate a esta chaga, a esta vergonha, a esta indignidade chamada analfabetismo. Em 2011, foram aplicados mais de R$ 600 milhões. A verba foi reduzida a pouco mais de 10% em 2012, ficando em R$ 69 milhões. Em 2013, até agora, foram aplicados míseros e vergonhosos R$ 9 mil reais. Este valor é um terço do que Dilma Rousseff pagou por uma diária em hotel de luxo em New York, recentemente. Não é à toa que o alfabetismo está subindo.

Finalmente, trecho do editorial do Estadão de 01/10:

Depois da universalização das matrículas no ensino fundamental, que foi uma das principais conquistas do país das décadas de 1990 e 2000, era de esperar uma significativa melhoria na qualidade das escolas nos últimos anos. Mas, em vez do desenvolvimento natural rumo a uma educação básica mais eficiente, capaz de assegurar ao país a formação de capital humano de que necessita para poder crescer e passar para níveis mais sofisticados de produção, o Brasil está retrocedendo.

Essa é uma das mais importantes ─ e preocupantes ─ conclusões que podem ser extraídas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012, divulgada pelo IBGE. A pesquisa é realizada desde 1967 e traz informações sobre população, migração, trabalho, rendimento e domicílios, além de educação. A partir de 2004, ela passou a cobrir todo o país. Para realizar a Pnad de 2012, os técnicos do IBGE consultaram 147 mil domicílios.

[…] Os números da Pnad mostram, no entanto, que, em vez de aumentar o número de pessoas preparadas para enfrentar o ambiente competitivo de um mercado de trabalho cada vez mais sofisticado em termos tecnológicos, a educação brasileira está no caminho inverso. E, com isso, o Brasil permanece com um importante segmento da população à margem do processo econômico, por falta de instrução, o que agrava a desigualdade. Esse é o atestado do fracasso da política educacional adotada nos últimos anos. Ela agitou bandeiras politicamente vistosas, como a adoção do sistema de cotas raciais, a democratização do ensino superior e a criação de universidades. Mas revelou-se incapaz de alfabetizar e preparar milhões de brasileiros para o mercado de trabalho, negando-lhes com isso as condições para que possam se emancipar econômica e socialmente.

Uma salva de palmas para a presidenta-ignoranta-incompetenta!

Palmas também para o PIOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL, Fernando Haddad! 

Haddadd