Os equívocos da campanha #NãoMereçoSerEstuprada

Já começo reproduzindo matéria da Folha de hoje (íntegra aqui), com alguns grifos meus:

Desde que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) assumiu, na última sexta-feira, um erro na pesquisa sobre violência contra mulher, houve um revés na campanha antiestupro difundida pelas redes sociais. Após o instituto corrigir de 65% para 26% a proporção de brasileiros que apoiam ataques a mulheres que mostram o corpo, a média diária de sites denunciados por incitação ao estupro diminuiu 98%, mostram dados da Safernet fornecidos à Folha.

A ONG monitora crimes e violações aos direitos humanos na internet em cooperação com o Ministério Público e a Polícia Federal. Nos nove dias entre a divulgação da pesquisa, em 27 de março, e a da errata, a organização recebeu 4.872 denúncias de sites pró-estupro, seis vezes mais do que o restante do mês de março. Nos últimos três dias, porém, quando o erro da pesquisa já era conhecido, a ONG recebeu só 31 queixas.

Thiago Tavares, presidente da Safernet, considera que apesar do equívoco “absurdo” do Ipea, a sociedade não deve menosprezar que um quarto dos brasileiros acha que mulheres merecem ser atacadas por seu modo de vestir. “Saímos do inacreditável [65%] para o inaceitável [26%]. A população precisa se conscientizar da necessidade de denunciar esses crimes e seus agressores” diz.

Para a especialista em pesquisas de opinião Fátima Pacheco Jordão, o erro numérico é secundário diante da repercussão da pesquisa. “A reação mostra que a sociedade e, em especial, as mulheres não acham que o problema é individual, mas sim estrutural, o que é passo muito importante para pararmos de culpabilizar as vítimas de estupro”, afirma.

Ativistas do #NãoMereçoSerEstuprada prometem continuar o movimento, que incentiva mulheres e homens a postarem fotos nas redes sociais com a mensagem da campanha. “Não tem errata que tire das mulheres o debate que se abriu. Ele continua, com as várias manifestações marcadas pelo país”, diz Nana Queiroz, criadora do movimento.

Eu não sei se estas pessoas ouvidas pela reportagem (Thiago Tavares, Fátima Pacheco Jordão, Nana Queiroz) são apenas burras, ou se estão falando essas bobagens por má-fé.

Quem menciona os números da pesquisa equivocada do IPEA e se refere aos tais 26% só pode ser muito (MUITO) burro, ou agir de má-fé. Não parece haver uma terceira via.

A pesquisa do IPEA estava TOTALMENTE ERRADA.

Totalmente.

Não sobra uma única vírgula daquela pesquisa que não merece a lata do lixo.

O ilustre Thiago Tavares, por exemplo: a reportagem escreveu que ele considera que apesar do equívoco “absurdo” do Ipea, a sociedade não deve menosprezar que um quarto dos brasileiros acha que mulheres merecem ser atacadas por seu modo de vestir. ‘Saímos do inacreditável [65%] para o inaceitável [26%]. A população precisa se conscientizar da necessidade de denunciar esses crimes e seus agressores’ diz”. Não, caro Thiago. Não é nada disso.

Deixa eu explicar de forma didática pra você.

O IPEA não perguntou se uma mulher DEVE/MERECE ser ESTUPRADA por causa das roupas que ela usa. A pergunta foi mal feita, e, portanto, é incapaz de auferir qual o percentual da amostra que concorda com essa afirmação. Esses 26% não significam NADA.

ENTENDEU OU DEVO DESENHAR?

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Como se não bastasse, o IPEA errou miseravelmente no cálculo da amostra.

NENHUM número produzido por esta pesquisa ridícula pode ser usado para generalizar qualquer conclusão sobre a população brasileira como um todo.

Como a dona Fátima Pacheco Jordão enfiou um “culpabilizar” na sua declaração, nem vou perder tempo comentando. Uma palavrinha dessas já demostra o nível intelectual (zero) da pessoa. Pior: foi caracterizada como “especialista em pesquisa de opinião” – mas está lá, “comentando” uma pesquisa furada.

Por seu turno, a terceira citação, da dona Nana Queiroz, é apenas inócua, vazia. Ela tem todo o direito de fazer a campanha que ela quiser enquanto (ainda) vivemos numa democracia (a despeito do PT). Isso não significa, todavia, que este movimento tenha QI acima de 2.

Estupro é crime, e deve ser punido sempre, no máximo rigor da lei.

Mas a campanha da dona Nana é burra. Não apenas por apoiar-se em premissas totalmente erradas (a equivocada e furadíssima pesquisa do IPEA), mas por não promover nada de novo. Dizer que a mulher não tem culpa pelo estupro é enaltecer o óbvio. É como dizer que o Sol é quente, que a chuva é molhada, que o PT é corruPTo ou que a Dilma é incomPTente.

E daí?

Finalmente, o mais importante. A tema central da reportagem é a queda das denúncias feitas à ONG.

Dizer que as denúncias deixaram de ser feitas POR CAUSA da correção da pesquisa do IPEA? A questão é que a pesquisa perdeu completamente a credibilidade (exceto para os muito muito burros ou para os de má-fé), e, com isso, muita gente que estava impressionada com os números “alarmantes” recobrou o bom senso.

Assim que foi divulgada a pesquisa do IPEA, houve histeria em massa. Depois, quando ficou demonstrado que estava tudo errado, as pessoas voltaram ao normal.

Mais uma razão pela qual a tal campanha da dona Nana é burra – porque apoiada num factóide derivado da histeria coletiva.

IPEA, Petrobras e Embrapa aparelhadas pelo PT: eu avisei

Há muito tempo eu venho alertando sobre o aparelhamento do Estado promovido pelo PT.

Nas últimas semanas, esse assunto veio à tona de forma ainda mais clara, e o que vimos foi o IPEA divulgando uma pesquisa COMPLETAMENTE EQUIVOCADA, com erros crassos de metodologia e análise; fatos sobre a Petrobras que ajudam a entender a estagnação da empresa; e, para finalizar o estrago, novos fatos sobre a Embrapa.

O arquivo do blog não me deixa mentir: EU AVISEI.

Venho escrevendo sobre isso há tempos.

Especificamente sobre a Petrobras, eu escrevi AQUI, AQUI, AQUI (neste post, aliás, há diversos dados para quem deseja entender um pouco melhor o setor), e mais AQUI e AQUI, para citar apenas alguns posts (há muitos outros, basta fazer a busca na ferramenta do blog, na coluna lateral).

Eis aqui alguns trechos de artigo publicado na revista Forbes sobre a Petrobras (a íntegra está aqui):

Petrobras’ problems are becoming Dilma’s problems.

Brazil’s oil and gas major, Petrobras, can do no right. And now President Dilma Rousseff is being blamed for the problems. Of course, she is being blamed by politicians who don’t want to see her re-elected in October. They probably won’t succeed at dethroning her, but one thing is certain: the deterioration of the shining star of Brazil’s state owned enterprises happened on her watch. This election season, Dilma isn’t the only one in the cross hairs. Petrobras is now her problem, too.

Not long ago, as in 2007, Petrobras was heralded as the Latin America Aramco, finding oil deep under the ocean floor far off the coast of Rio and São Paulo states. Goldman Sachs once put a $60 price target on the stock in early summer 2008. Today, Petrobras shares trade under $12, and its market cap is smaller than Colombia’s EcoPetrol EcoPetrol.

Over the last several weeks, Petrobras has been inundated with allegations of corruption. Chalk it up to the election cycle, but bad news has sprung a leak in the state energy giant. It’s going to get worse before it gets better.

The Federal Police have around five investigations out on Petrobras, not to mention one at the Congressional Budget Office in Brasilia. The crises goes beyond politics, though, and hits where investors feel it most. The company has lost 51% of its market cap in the last three years and is now valued at $75.5 billion.

Last year, Petrobras’ debt load hit $22 billion, a 30% increase from 2012 levels. Petrobras’ high debt caused the company’s fiscal counsel to warn executives of a possible credit rating downgrade. Petrobras is investment grade. Ratings downgrades mean higher risk premiums, which makes it more expensive for a company to borrow.

It’s one thing if the debt was soundly acquired. Most of it was, of course. But some of the debt was seen as possibly being siphoned off by unscrupulous technocrats at Petrobras through acquisition deals gone wrong.

One of the biggest problems at Petrobras today is the nearly $1 billion it paid for the Pasadena refinery in Houston in 2006, a deal that the government admits was improperly handled by the company. Two years prior, the same refinery was sold to Belgium firm Astra Oil for less than $50 million, Estado de São Paulo newspaper reported on Sunday. Even Dilma said this week that Petrobras failed on its due diligence to acquire the refinery, which they are currently trying to sell, undoubtedly at a loss. Unfortunately for her, she was a member of Petrobras’ Board of Directors at the time of the purchase.

On Friday, one of Petrobras’ former executive directors, Paulo Roberto da Costa, was arrested by Federal Police on allegations of money laundering while at the company. Costa was in charge of the Pasadena deal. Government entities overpaying for goods and services is a classic way politicians and well-connected executives can steal from the state.

Dilma was the hand-picked successor of Brazil’s most popular president since the dictatorship years, Luiz Inacio Lula da Silva. He put her in charge of the Ministry of Mines and Energy, before moving her to his Chief of Staff and setting her up to take over where he left off in 2009. The ex-leftist guerrilla leader was more activist than oil woman, but Petrobras was never viewed as a traditional corporation, not in Brasilia and not by the market. Petrobras is more of a policy tool of the government. And now, it appears that it has been used as a cash account for some people inside the firm if investigations turn out negative for Petrobras.

[…] Petrobras is one of the worst performing large caps on the Brazilian stock exchange, down 15.89% year-to-date. The MSCI MSCI Brazil is down 6.75%. Ecopetrol is down just 2.96%.

Mas não é necessário recorrer àquilo que a imprensa internacional vem escrevendo: tanto a Veja quanto a Época desta semana têm um assunto de capa em comum – a Petrobras.

Não li a matéria da Época, mas a da Veja é um verdadeiro escândalo. E uma coisa me chamou a atenção: a reportagem da Veja traz um quadro comparativo de alguns indicadores da Petrobras e da EcoPetrol colombiana, também mencionada pela matéria da Forbes. A comparação entre as duas é outro escândalo:

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Peço ao leitor que repare nos dados do quadro comparativo acima. Vou destacar alguns números ESCANDALOSOS:

1) Veja bem, caro leitor, a diferença na produção diária de cada uma das empresas: enquanto a EcoPetrol produz “apenas” 612 mil barris, a Petrobras produz 1,93 milhão. Mas o valor de mercado das 2 empresas é MUITO próximo. Porém, o maior escândalo está na antepenúltima linha: RENTABILIDADE. A rentabilidade da Petrobras é RIDICULAMENTE BAIXA (6,7%) diante da rentabilidade da EcoPetrol (19%).

2) EFICIÊNCIA: a diferença neste índice é um verdadeiro escândalo. A EcoPetrol produz, por funcionário, mais do que o dobro da Petrobras (2,3 vezes para ser exato).

É preciso lembrar que este setor é intensivo em capital, e ganhos de escala são essenciais. Ainda assim, a Petrobras é muito maior do que a EcoPetrol, operacionalmente falando, mas produz menos (índice de eficiência, ou seja, barris produzidos por dia, por funcionário) e tem uma rentabilidade 2,8 vezes MENOR do que a petroleira colombiana.

3) Na última linha do quadro, vemos um problema criado pela burrice (aliada ao populismo demagógico) do Lulla: a exigência de materiais nacionais. Ao adotar esta burrice como política interna da Petrobras, o demagogo apedeuta criou um problema para a empresa, um fator que reduz sobremaneira a competitividade de uma empresa que poderia (e deveria) tornar-se a cada dia mais competitiva para concorrer no mercado mundial.

Sobre a Embrapa, surgiram novas discussões depois de reportagem do jornal O Globo que está AQUI. Segue apenas um trecho:

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sempre foi considerada uma ilha de excelência técnica, tanto na condução de pesquisas decisivas para o setor quanto na escolha dos profissionais de carreira que ocupam os cargos de chefia da estatal. O atual momento do órgão vem redesenhando essa impressão. A empresa vive uma fase de aparelhamento e apadrinhamento partidário num de seus setores mais estratégicos, afrouxamento das regras para a escolha dos diretores executivos — com a predominância do critério de indicação política — desmantelamento da capacitação internacional, e forte disputa interna. Além disso, uma investigação em curso apura supostas irregularidades cometidas por sete servidores na criação da Embrapa Internacional, com sede nos EUA.

Documentos obtidos pelo GLOBO mostram que já está definida a extinção da Embrapa Estudos e Capacitação, também chamada de Centro de Estudos Estratégicos e Capacitação em Agricultura Tropical (Cecat), um projeto pessoal do então presidente Lula, inaugurado em maio de 2010. Lula pediu a criação da unidade para capacitar profissionais de outros países que atuam no campo da agropecuária, principalmente nações da África e da América Latina. Um bloco de quatro andares foi construído ao lado da sede da Embrapa em Brasília — os dois prédios estão conectados por um corredor — e os gastos somaram R$ 9,4 milhões.

A inauguração contou com a presença de Lula. Menos de quatro anos depois, a unidade sumirá do organograma da Embrapa. Uma nova secretaria será criada para abrigar a área de estudos estratégicos. A capacitação será assimilada pela área de transferência de tecnologia, cujo diretor-executivo foi indicado ao cargo por deputados federais do PT. Também o Departamento de Transferência de Tecnologia, subordinado à Presidência e a essa diretoria-executiva, é chefiado por um militante do PT, avalizado por uma das correntes — o Movimento PT.
O Cecat é uma unidade descentralizada, com maior autonomia de gestão. Com a transferência da capacitação para um departamento, os gestores com indicação política terão mais controle das atividades desenvolvidas.

E, finalmente, sobre o IPEA… Bom, o que sobrou?

O IPEA fez uma pesquisa com erros crassos, números invertidos, amostragem equivocada, perguntas toscas e dúbias, péssima seleção de palavras, gerou burburinho quando divulgou os resultados e depois teve que soltar uma correção.

A pesquisa do IPEA ganhou destaque na imprensa, e acabou gerando uma campanha pelas redes sociais (twitter, facebook, instagram). O caso serviu para provar que:

1) A grande imprensa acredita em qualquer pesquisa, por mais evidentes que sejam os erros e deturpações, o que expôs os “jornalistas” como verdadeiros analfabetos; e

2) Qualquer informação divulgada pela imprensa é imediatamente assimilada como verdade por uma imensa quantidade de ignorantes, que não perdem tempo em se lançar numa campanha burra, ignorante, tosca e ridícula.

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Pior: a correção (“errata”) ignorou todos os erros graves na metodologia e na amostragem.
A verdade é que aquela pesquisa sobre estupro do IPEA deve ser jogada, integralmente, no lixo. Ela está errada em tudo.

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Em 2008, a Standard & Poor’s era legal. Hoje ela é mentirosa.

O mundo gira… Pessoas ignorantes e mentirosas sempre acabam pagando pelas bobagens e mentiras que falam.

Nesta semana, a agência Standard & Poor’s rebaixou a nota do Brasil (os detalhes podem ser lidos AQUI).

Houve uma reação generalizada do governo, do PT e dos babacas-oficiais do PT (os militantes virtuais, MAVs) tentando desqualificar a agência, e suas avaliações. O pessoal tentou achincalhar a S&P porque ela fez uma coisa que contraria os interesses do governo – e, quando isso acontece, o pessoal sai atacando loucamente.

Pena que a galera se esqueceu que em 2008, quando a mesma agência S&P aumentou a nota do Brasil, houve uma enxurrada de elogios – vou destacar a seguir a declaração do então Presidente da República, o mentiroso contumaz (e notório ignorante) Lulla da Silva:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (30) que o Brasil foi considerado um “país sério” por investidores estrangeiros. “Nós acabamos de ter a notícia de que o Brasil passou a ser ‘investment grade’. Não sei nem falar direito a palavra, mas se formos traduzir para uma linguagem que todos os brasileiros entendam poderia dizer que o Brasil foi declarado um país sério, que tem políticas sérias, que cuida das suas finanças com seriedade e que por isso passamos a ser merecedores de uma confiança internacional que há muito tempo necessitava”, disse o presidente.

Nesta quarta, a agência de classificação de risco Standard and Poor’s concedeu ao Brasil o patamar de grau de investimento. A decisão representa uma melhora na recomendação do Brasil, que passa a ser considerado investimento seguro para investidores estrangeiros.

[…] Na opinião do presidente, o Brasil já deveria ter recebido o grau de investimento “há muito tempo”. “Recebemos aval de que passamos a ser os donos do nosso próprio nariz em determinarmos a política que achamos conveniente para o Brasil. É uma conquista do povo brasileiro que durante tantos e tantos anos esperou por esse momento. Quis Deus que isso acontecesse quando um presidente de sorte assumiu a Presidência. E Deus queira que nunca mais o Brasil eleja governantes que não tenham sorte.”

A íntegra da reportagem, incluindo um vídeo, está AQUI.

Os trechos que eu destaquei são, digamos, contraditórios quando se observam as reações à notícia, do último dia 24/03, do rebaixamento da nota:

Nota do Brasil S&P_01

 

Nota do Brasil S&P_02

 

Nota do Brasil S&P_03

 

Que coisa…

Quando, em 2008, a Standard & Poor’s concedeu o investment grade, Lulla exaltou a conquista de todos os brasileiros, a “sorte” etc…

Agora em 2014, quando a mesma S&P reduz a nota do Brasil por causa do desastre que dona Dilma Ruinsseff está causando, o pessoal sai atacando a credibilidade da agência. Não que as agências de risco (não apenas a S&P) tenham uma credibilidade altíssima – mas elas já não tinham esta credibilidade altíssima lá em 2008, época em que aumentaram a nota do Brasil. Porém, naquele momento, como o aumento da nota poderia ser usado nos discursos mentirosos e distorcidos do PT, o próprio Lulla ficou exaltando as agências de risco.

O PT é assim mesmo: quando você concorda com ele ou ataca os “inimigos” dele, você é ótimo, tem credibilidade etc. Basta ver que os asseclas do PT não hesitam em usar notícias publicadas na Veja, na Folha, na Estadão ou na Globo quando estas notícias são negativas para o PSDB ou qualquer outro grupo que discorde ou critique o PT.

Mas quando você discorda, passa a ser do “PIG”, fascista (essa palavra hoje é usada para qualquer coisa, mas 99,98% de quem usa não faz idéia do significado) e outros impropérios…

Os 20 anos do Real

Comemorou-se nesta semana o aniversário de 20 anos do Plano Real.

Na tribuna do Senado, Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves fizeram bons discursos (que milagre!).

Apontaram, com toda a razão, que o PT sempre foi contra o Plano Real – e, mais do que isso, trabalhou para boicotá-lo.

Provas disso não faltam. Apresento, abaixo, apenas duas.

A primeira: em vídeo, Lulla destila sua costumeira ignorância, e aquela truculência boçal que miseráveis intelectuais confundem com iluminação divina proletária.

A segunda: em texto (publicado na Folha de São Paulo em 12 de Julho de 1994), Guido Mantega mostra que é um economista coerente consigo mesmo, comprometido com sua necessidade de estar sempre, sempre, errado – ele erra de forma constante, inexorável. Guido Mantega está sempre do lado errado, e jamais corre o menor risco de acertar em suas análises e previsões. Por isso, inclusive, segue como Ministro da Fazenda de Dilma. Abaixo, a íntegra do artigo de Guido Margarina, com grifos meus:

Diga-se o que quiser do Plano Real, pelo menos num aspecto ele foi bem sucedido. Conseguiu excitar a imaginação popular e passar a impressão de algo novo e diferente dos planos anteriores.

Os arquitetos do real não pouparam sua imaginação para lançar velhas ideias com aparência de novas, como o Comitê da Moeda, Banco Central independente, ou a dolarização com conversibilidade, mesmo que nada disso tenha sido utilizado.

Chegaram ao ponto de reinventar os reis ou reais, uma nova moeda fantasiada do dólar e garantida por um lastro que não exerce nenhum papel prático, uma vez que o real não é conversível, a não ser o de dar a impressão de que o real vale tanto quanto a moeda norte-americana.

E todo esse barulho para quê? Para vestir com roupagens sofisticadas e muitos truques de ilusão, mais um ajuste tradicional, calcado no corte de gastos sociais, numa contração dos salários, num congelamento do câmbio e outros ativos e, sobretudo, num forte aperto monetário com taxas de juros estratosféricas.

A parte mais imaginativa do plano, que foi a superindexação da economia pela URV, revelou-se a mais perversa, porque passou a ideia de que os salários estavam sendo perfeitamente indexados e resguardados da inflação. Quando, na verdade, foram colocados em desvantagem na conversão para a URV em relação a preços, tarifas e vários outros custos e ainda perderam os reajustes automáticos que a lei salarial lhes garantia.

De primeiro de julho em diante os salários serão pagos em real, que tem a aparência de ser uma moeda indexada, como se tivesse herdado as virtudes da URV, porém é uma moeda desindexada e totalmente vulnerável a corrosão inflacionária do real.

A regra de conversão dos salários pela média e dos preços, tarifas e outros custos pelo pico, matou dois coelhos de uma só cajadada. Reduziu preventivamente a demanda dos assalariados, que poderia aumentar com a queda brusca da inflação e comprimiu os custos salariais, dando uma folga para os preços.

Com esses artifícios, os preços têm chance de apresentar alguma estabilidade por algum tempo, porque desfrutarão de um conjunto de custos estáveis, como salários, tarifas, matérias-primas importadas, aluguéis e tudo o mais que foi congelado por até 12 meses, sem a aparência de estar congelado.

E aqui também a ilusão funcionou, porque vendeu-se a idéia de que o plano não utilizou o congelamento, quando, na verdade, congelou o câmbio, tarifas, aluguéis e contratos. Só não congelou mesmo os preços e deixou os salários no limbo de um semicongelamento, com o ônus de correr atrás do prejuízo que será causado pela inflação do real.

Portanto, mais do que um plano eficiente e bem concebido, o real é um jogo de aparências, que pode durar enquanto não ficar evidente que as contas do governo não vão fechar por causa dos juros altos, que o mercado sozinho não é capaz de conter os preços dos oligopólios sem uma coordenação das expectativas por parte do governo, que os salários não manterão o poder aquisitivo por muito tempo, que o real não vale tanto quanto o dólar.

Mas não se deve subestimar a eficiência das aparências e dos jogos de prestigiação nas artimanhas eleitorais. As remarcações preventivas dos preços, junto com os congelamentos, permitirão uma inflação moderada em julho e, talvez, uma ainda menor em agosto, numa repetição da trajetória dos preços por ocasião da implantação da URV, que subiram muito em fevereiro, na véspera da fase dois, elevando os índices de inflação de março, e depois caíram em abril e só voltaram a subir em maio e junho.

A questão é saber em quanto tempo o grosso da população irá perceber que uma inflação moderada por si só, acompanhada por um aperto monetário e recessão, não melhora sua situação, não cria empregos e, na ausência de uma lei salarial e correções automáticas, pode ser tão deletéria quanto uma inflação de 30% a 40% com indexação.

Se tudo isso não fosse suficiente (é!), eis aqui algumas declarações de gente altamente capacitada, verdadeiros intelectuais:

Lula: “Esse plano de estabilização não tem nenhuma novidade em relação aos anteriores. Suas medidas refletem as orientações do FMI (…) O fato é que os trabalhadores terão perdas salariais de no mínimo 30%. Ainda não há clima, hoje, para uma greve geral, mas, quando os trabalhadores perceberem que estão perdendo com o plano, aí sim haverá condições” (O Estado de S. Paulo, 15.1.1994).
O Plano Real tem cheiro de estelionato eleitoral” (O Estado de S. Paulo, 6.7.1994).

Marco Aurélio GarciaO Plano Real é como um “relógio Rolex, destes que se compra no Paraguai e têm corda para um dia só (…) a corda poderá durar até o dia 3 de outubro, data do primeiro turno das eleições, ou talvez, se houver segundo turno, até novembro” (O Estado de S. Paulo, 7.7.1994). [uma analogia digna da capacidade intelectual deste pilar moral do PT]

Gilberto Carvalho: “Não é possível que os brasileiros se deixem enganar por esse golpe viciado que as elites aplicam, na forma de um novo plano econômico” (“O Milagre do Real”, de Neuto Fausto de Conto).

Aloizio Mercadante: “O Plano Real não vai superar a crise do país (…) O PT não aderiu ao plano por profundas discordâncias com a concepção neoliberal que o inspira” (“O Milagre do Real”, de Neuto Fausto de Conto)

Vicentinho, atual líder do PT na Câmara dos Deputados: “O Plano Real só traz mais arrocho salarial e desemprego” (“O Milagre do Real”).

Maria da Conceição Tavares: “O plano real foi feito para os que têm a riqueza do País, especialmente o sistema financeiro” (Jornal da Tarde, 2.3.1994).

Paul Singer: “Haverá inflação em reais, mesmo que o equilíbrio fiscal esteja assegurado, simplesmente porque as disputas distributivas entre setores empresariais, basicamente sobre juros embutidos em preços pagos a prazo, transmitirão pressões inflacionárias da moeda velha à nova” (Jornal do Brasil, 11.3.1994). [adoro quando um mendigo intelectual usa e abusa de termos e construções aparentemente complexas e sofisticadas para expressar uma sequência de imbecilidades que não fazem nenhum sentido, nem tampouco têm qualquer fundamento na lógica e na realidade factual]
“O Plano Real é um arrocho salarial imenso, uma perda sensível do poder aquisitivo de quem vive do próprio trabalho” (Folha de S.Paulo, 24.7.1994).

Gilberto Dimenstein: “O Plano Real não passa de um remendo” (Folha de S.Paulo, 31. 7.1994 ).

O ufanismo da Luiza Trajano que “viralizou”

Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, esteve no programa Manhattan Connection recentemente, e hoje me dei conta de que a sua entrevista acabou se tornando assunto que “viralizou” – lamento, mas este é o termo que virou moda, a despeito de ser bastante boçal.

Supostamente, ela teria “humilhado” o Diogo Mainardi quando tratou da situação do varejo (e, de forma mais abrangente, da economia) do Brasil. Primeiro, vamos ao vídeo:

Só agora há pouco tive chance de assistir ao vídeo na íntegra. E percebo que não houve nenhuma “humilhação” ou nada do gênero – aliás, pelo contrário: o Diogo Mainardi só errou em UM único dado, referente à inadimplência no Brasil em 2013. De resto, ele estava certo.

ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO – Depois que já havia publicado o post, o Diogo Mainardi colocou no Twitter o link da fonte que ele usou para afirmar, no programa, que a inadimplência de 2013 havia crescido. Ele está certo. Segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o índice de inadimplência realmente cresceu em 2013. Eis aqui o link da reportagem. Assim sendo, preciso ME corrigir: o Mainardi não errou em nada. No quesito da inadimplência, ele citou uma base de dados (CNDL, que usa dados do SPC), e a Luiza Trajano usou outra (Serasa). Cabe ressaltar, ainda, que quando o programa foi gravado, a Serasa ainda não havia tornado públicos os dados de 2013. Então, não era possível o Mainardi saber desse resultado quando da gravação do programa.

“Há três espécies de mentiras: as mentiras, as mentiras sagradas e as estatísticas.”
Mark Twain

Vamos por partes.

1) Eu sou acionista do Magazine Luiza, e não vejo, nem nos dividendos e nem nos balanços, esse otimismo todo da Luiza Trajano. O varejo cresceu menos do que a inflação OFICIAL (e a inflação oficial é uma piada hoje no Brasil – eu sinto, nas minhas compras no supermercado, uma inflação de mais de 13% fácil, fácil. Além disso, estamos na época da “contabilidade criativa” de um governo que não hesita em mentir). Quando você cresce menos do que a inflação, significa que, na prática, você NÃO cresceu. Comprei ações do Magazine Luiza faz tempo, e o retorno sobre o meu investimento, até aqui, está negativo.

Houve, sim, uma “explosão” do varejo há alguns anos. Mas já acabou. Os dividendos que eu recebo provam isso. Os balanços do Magazine Luiza e das demais varejistas mostram isso. O problema é que são dados pouco compreensíveis para quem é afeito a “vídeos viralizados”.

Eis aqui uma pequena amostra do que ocorreu com as ações do Magazine Luiza entre 2011 e ontem (21/01/2014):

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Como presidente do Magaine Luiza, será que a Luiza Trajano vai dizer que as ações da empresa caíram tanto devido a uma gestão ruim ou porque o ambiente de negócios (Brasil) deteriorou-se significativamente? Será que o ufanismo se aplica às ações da empresa que ela preside?

2) O Magazine Luiza virou case em Harvard há mais de uma década; de lá pra cá, eles estancaram: zero de inovação. Não souberam dar sequência no boom do crescimento inicial. Além disso, o atendimento ao cliente NÃO é dos melhores. E quem fala isso é um cliente que desistiu de comprar no site do Magazine Luiza – eu prefiro comprar na Fast Shop.

Mas você é acionista do Magazine Luiza e compra na concorrência?

Sim.

O Magazine Luiza (ao menos o site, por onde eu compro 99% das vezes) tem pouca variedade e os preços não são tão mais baixos do que a concorrência – que tem maior diversificação e sistema de entrega (logística) superior. E, quando precisei do atendimento para resolver um problema, foi um desastre. Sou um consumidor exigente, então fui para a concorrência. Simples.

3) Há mais de uma década o varejo é o maior empregador no Brasil (exceto governos). Isso é realidade há muito tempo, aliás. Mas a Luiza fala disso como se fosse algo novo, recente, uma novidade que ninguém sabia. Eu poderia puxar dados e contextualizações que trariam à tona a automação industrial e a adoção de máquinas e equipamentos mais eficientes na agropecuária, o que reduziu a mão de obra no campo e na indústria, deixando o setor de comércio e de serviços com a maior parcela do “Pessoal Ocupado (PO)” nos levantamentos do IBGE, mas não vou me dar ao trabalho.

A tabela abaixo dá uma idéia disso (e pode ser consultada diretamente no site do IBGE, aqui):
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4) Sobre a inadimplência: a Serasa divulgou ontem (21/01) os dados consolidados de 2013. Sim, houve uma pequena redução da inadimplência em 2013, mas tanto em 2011 quanto em 2012 o aumento havia sido recorde. Os detalhes estão aqui. O Mainardi errou com relação a 2013, mas a Luiza errou quanto a todos os outros: desde que a Serasa começou a fazer este levantamento/índice, em 2000, foi a PRIMEIRA VEZ QUE HOUVE QUEDA – e, ainda assim, de apenas 2%. [VER ATUALIZAÇÃO/CORREÇÃO FEITA ANTERIORMENTE: O Mainardi não errou, ele citou outro dado/fonte]

Finalmente, quero lembrar de uma coisinha. Alguns anos atrás, o Eike Batista foi ao mesmo programa; o Mainardi questionou o otimismo exacerbado dele com o Brasil e questionou a solidez das empresas do grupo. Na época também disseram que o Mainardi estava errado, e que a resposta do Eike Batista havia “humilhado” o pessimista Mainardi. Eis aqui o vídeo:

Hoje, 2014, o que aconteceu com o Eike Batista? No ano passado, a verdade apareceu: as empresas do “grupo EBX” viraram pó. Não valem nada. O BNDES, que emprestou mais de R$ 10 bilhões, tomou calote.

A Luiza é muito simpática etc etc etc. Eu gosto dela. Mas ela, hoje, depende do governo em diversos aspectos: não apenas dinheiro do BNDES, mas o Magazine Luiza foi o primeiro varejista a aderir ao “Minha Casa Melhor”, que conta com linha de crédito da Caixa para vender eletrodomésticos, e faz tempo que ela é cotada para integrar o governo. Alguém acha que ela vai abrir mão disso tudo para “falar a verdade” num programa de TV que não é visto nem por 1% da população do Brasil, numa entrevista que dura menos de 15 minutos?

“Estatística é a arte de espancar os números até que eles confessem.”
Millôr Fernandes

“Contra fatos não há argumentos”, alguns dizemDepende.

Hoje em dia está cada vez mais “normal” os fatos serem distorcidos e espancados até que eles “confessem” aquilo que se pretende. Um exemplo recente: o IBGE mudou os métodos de cálculo do índice de desemprego. Num único dia, o Brasil passou de uma taxa de 5% para mais de 7,4%. Detalhe: em 2003 o IBGE já havia alterado seus métodos, o que reduziu o índice de desemprego da noite para o dia.

Porém, se o IBGE passasse a adotar os mesmos critérios usados na Europa para medir o desemprego, o Brasil hoje estaria com índices na casa dos 20%. Evidentemente isso não impede que muita gente fique exaltando o suposto “pleno emprego” no Brasil.

Leituras adicionais recomendadas:

O questionável otimismo de Luiza Trajano com o governo Dilma

Todo mundo sabe que a economia brasileira está com problemas… menos a Luiza 

Hitler, Stálin e outros “heróis” estão sofrendo bullying – e Che Guevara é o culpado

Como é possível transformar um genocida sanguinário num ícone cultural?

Você, caro leitor, já viu mochila escolar estampando a foto de Adolf Hitler? Já imaginou o rosto do “maníaco do parque” em estojos escolares, cadernos e capinhas de iPhone?

Então, como é possível haver coisas assim à venda no Brasil hoje?

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Por que apenas Che Guevara foi promovido a “ícone cultural”? Isso é um tremendo preconceito! Gente como Stálin, Hitler, Mao Tse Tung, Pol Pot e tantos outros genocidas estão sofrendo bullying!!!!!!

Por que não fazem camisetas com Hitler ou Stálin no peito e imagens dos milhões de pessoas que eles assassinaram nas costas?

Aliás, segundo o livro “Death by Government“, os maiores assassinos do Século XX seriam:

Joseph Stalin – 42,672,000
Mao Tse-tung – 37,828,000
Adolf Hitler – 20,946,000
Chiang Kai-shek – 10,214,000
Vladimir Lenin – 4,017,000
Tojo Hideki – 3,990,000
Pol Pot – 2,397,000
Yahya Khan – 1,500,000
Josip Tito – 1,172,000

Então, volto a perguntar: POR QUE APENAS CHE GUEVARA VIROU ÍCONE CULTURAL?

Isso é preconceito!!!!!

Há gente mais maluca do que Che, que matou muito mais gente, numericamente falando. Então, por que eles não foram agraciados, assim como Che foi, com camisetas, mochilas, estojos e capinhas de iPhone?

No dia 11/12/1964, Che Guevara fez um pronunciamento na Assembléia Geral da ONU, no qual ele defende os fuzilamentos realizados pelo regime comunista de Fidel Castro, e ainda afirma que haverá mais mortes, sim – pois elas são necessárias à revolução cubana. Quem discordar dele e de Fidel, morrerá – e não há nada de errado nisso, é apenas “necessário”.

Depois disso, é claro que ele acabaria estampando mochilas e capinhas de iPhone, não é ?!

Como seria o socialismo no Brasil?

Recebi por e-mail, e reproduzo pois vale a pena:

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um “A”.

Após calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.

O professor explicou: “o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso.”

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

Texto adaptado por: Rodrigo Campanini Rubio

Infelizmente, no Brasil está acontecendo o oposto disso: a meritocracia está sendo cada vez mais abandonada, dando lugar a um assistencialismo barato, que, em médio e longo prazos, acabarão minando completamente o país. Teremos uma geração de ignorantes, aprovados por cotas nas universidades, concursos, empregos etc.

Tudo em nome da “justiça social” – termo que os “pogreçistas” adoram. E que, na prática, significa colocar qualquer idiota, sem capacidade, sem competência e sem conhecimento, no lugar de alguém que estudou e se dedicou para desenvolver-se. Exatamente o perfil da Dilma, por exemplo: uma ignorante, sem nenhum conhecimento e/ou experiência gerencial (exceto na lojinha de R$ 1,99 que foi à falência), que só tornou-se ministra por causa de cotas de patidos aliados, e acabou virando presidente da República.

Por que a educação no Brasil é tão ruim? Porque há professores fazendo lavagem cerebral ao invés de alfabetizar e ensinar a pensar.

Reproduzo abaixo, na íntegra, um caso ESTARRECEDOR que mostra de forma clara e insofismável algo que qualquer professor minimamente capaz de pensar sabe: a educação no Brasil é um horror, e tende a piorar ainda mais.

Isso porque há um contingente IMENSO de professores que usam o tempo de aulas para fazer lavagem cerebral em alunos – que, na maioria dos casos, acabam acreditando nas bobagens ditas pelos professores e formam opiniões com base em invencionices, mentiras deslavadas e distorções abjetas da realidade.

Comentarei o caso posteriormente, acrescentando a minha experiência própria – como aluno e, anos depois, como professor. Por ora, fica o registro do excelente trabalho feito pelo pessoal do ESCOLA SEM PARTIDO. Aliás, o caso abaixo está disponível AQUI – e o link merece ser guardado, porque o relato abaixo é apenas a 1a parte, que foi publicada hoje; aguardo ansiosamente pela divulgação das demais partes, que espero que aconteça em breve.

Peço ao leitor que preste MUITA atenção às respostas dadas, por escrito, pela professora/militante/evangelizadora, pega em flagrante. Ela apenas ataca a pessoa/organização que a questionou, não refuta nenhuma das afirmações, tenta se fazer de vítima (chega ao cúmulo do ridículo de se colocar como “vítima de bullying”!) e usa aquele linguagar obsoleto, ultrapassado, antiquado e ignorante – típico dos “progressistas” brasileiros, que não passam de comunistas frustrados com o retumbante fracasso do seu regime totalitário, que desmoronou em 1989, junto com o Muro de Berlin.

Vamos ao caso:

Escola sem Partido inicia, a partir de hoje, 22.11.2013, a publicação de uma série de artigos sobre as aulas ministradas pela Prof.ª Cléo Tibiriçá, na Faculdade de Tecnologia de São Paulo – FATEC. A publicação de cada texto será precedida do seu envio à professora (como ocorreu com o texto abaixo), a fim de que ela possa contestar nossas afirmações quanto aos fatos e exercer da forma mais ampla o direito de resposta. Além disso, enviaremos cópias dos artigos publicados ao coordenador do curso de Comércio Exterior da FATEC-Barueri, Givan Fortuoso, ao diretor da faculdade,Evandro Cleber da Silva, e ao Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Não nos move nessa iniciativa nenhuma indisposição pessoal em relação à professora — que sequer conhecemos –, mas a convicção de que é necessário denunciar publicamente essa prática ilícita que é a doutrinação política e ideológica em sala de aula (para saber mais sobre o caráter ilícito da doutrinação, leiam o artigo“Professor não tem direito de ‘fazer a cabeça’ de aluno”).

Por Miguel Nagib

De acordo com o plano de ensino da Prof.ª Cléo Tibiriça — que dá aulas de Comunicação e Expressão na FATEC de Barueri-SP –, o objetivo de sua disciplina é “desenvolver nos alunos a capacidade e o rigor na leitura, interpretação e produção de textos (…).”

Mas, a julgar pelo material que seus alunos são obrigados a ler, assistir e debater, há mais alguma coisa que a professora está tentando “desenvolver” nos estudantes.

Dêem uma olhada e digam que coisa é essa:

– Prefácio do livro “A Era dos Extremos”, do historiador marxista Eric Hobsbawn;

– “Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá”,documentário de Silvio Tendler sobre o geógrafo “marxista não ortodoxo” Milton Santos;

– “Medíocres e Perigosos”, artigo do jornalista Matheus Pichonelli, publicado na revista Carta Capital;

– “Direitos Humanos para humanos direitos”, artigo do jornalista Matheus Pichonelli, publicado na revista Carta Capital;

– “Desassossego na cozinha”, artigo do sociólogo e militante do PSTU Ruy Braga, publicado no Estadão;

– “Procuram-se domésticas, Paga-se bem”, reportagem publicada no Estadão;

– “No Brasil a pobreza tem cor”, artigo do jornalista e vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro Roberto Amaral, publicado na revista Carta Capital.

– “Tinha que ser preto mesmo!”, texto do jornalista Leonardo Sakamoto;

– “O sonho do ministro Joaquim Barbosa”, artigo no qual o professor de História e presidente do INSPIR – Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial, Ramatis Jacino, acusa o Min. Joaquim Barbosa de ingratidão por não haver retribuído com seu voto no julgamento do Mensalão o “favor” de haver sido nomeado ministro do STF pelo PT;

– “Direita e esquerda – razões e significados de uma distinção política”, texto do economista Fernando Nogueira da Costa;

– “O dia que durou 21 anos”, documentário dirigido por Camilo Tavares, sobre a participação dos EUA no golpe militar que depôs o Pres. João Goulart;

– “Capitães de Abril”, filme sobre o golpe militar que pôs fim ao regime salazarista em Portugal;

– “Tanto Mar”, canção de Chico Buarque sobre o mesmo golpe;

– Entrevista do filósofo Edgar Morin no programa Roda Viva;

– “Preconceito Linguístico”, livro de Marcos Bagno segundo o qual a norma culta é instrumento de opressão da classe dominante contra os pobres.

E então, alguma dúvida? Obviamente, não. O que a Prof.ª Cléo está tentando “desenvolver” nos alunos, a julgar pelo escandaloso viés ideológico do material adotado em seu plano de ensino, é a maior aversão possível a tudo o que não se identifique com uma visão esquerdista ou progressista da sociedade, da cultura, da economia e da história.

É o que veremos em detalhe na continuação da presente análise.

DIREITO DE RESPOSTA

Cientificada do conteúdo dos dois primeiros artigos da série dedicada ao exame de suas aulas na FATEC, a Prof.ª Cleonildi Tibiriçá nos enviou a mensagem abaixo, com cópia para os deputados estaduais Carlos Giannazi, do PSOL, e João Paulo Rillo, do PT. Trata-se, ao que parece, de um apelo não tão discreto à solidariedade dos companheiros. Faz sentido.

Nossos comentários estão em azul (colchetes inseridos; negritos do original):

Em resposta a seu aviso de publicação de artigo em que veicula informações descontextualizadas e distorcidas sobre minhas aulas e minha correspondência particular com meus alunos – vale ressaltar que a simples publicização de informações circulantes em grupo fechado privado, sem previa autorização, já constitui irregularidade passível de responsabilização e penalidade previstas em lei  [a professora se refere a  uma mensagem eletrônica por ela enviada aos alunos e que nos foi encaminhada por um dos destinatários; essa mensagem será objeto de análise no próximo artigo da série] –, venho notificá-lo de minha discordância e consequente desautorização da referida publicação, vinculando meu nome aos propósitos difamatórios do blog que o sr. coordena.

1 – A publicação desta série de artigos sobre as aulas da Prof.ª Cléo Tibiriçá na FATEC-Barueri não possui nenhum propósito difamatório. Trata-se, ao contrário, da crítica democrática e republicana a um aspecto específico da atividade por ela desenvolvida como docente de uma instituição pública de ensino (ainda que a instituição fosse particular, a prática docente não deixaria de ser pública por sua própria natureza). Nosso propósito exclusivo é expor e debater publicamente a prática adotada pela Prof.ª Cléo Tibiriçá no ambiente restrito e protegido da sala de aula. Obviamente, o ordenamento jurídico não confere a nenhum professor da rede pública ou particular de ensino o direito de manter sob sigilo o conteúdo de suas aulas.

2 – As únicas “informações” contidas no texto foram extraídas de documentos produzidos pela própria professora, a saber: o seu plano de ensino e a mensagem por ela enviada aos alunos (da qual se falará no próximo artigo). A professora não contesta a autenticidade desses documentos.

3 – O plano de ensino é um documento público, que ostenta nada menos que os timbres do Governo do Estado de São Paulo e do Centro Paula Souza. Já a mensagem enviada aos alunos — encaminhada ao email do ESP por um dos seus destinatários — não se qualifica como “correspondência particular”. Trata-se de orientação transmitida aos alunos sobre temas relativos às aulas ministradas pela professora na Fatec. Novamente, portanto, está-se diante de ato praticado no âmbito das atividades docentes da servidora pública Cleonilde Tibiriçá.

4 – Cabe à professora demonstrar que as informações veiculadas em nosso artigo foram “descontextualizadas e distorcidas”. Para isso, o ESP lhe assegura o mais amplo direito de resposta.

Primeiramente, dado que a questão me é dirigida como docente, e não como simples cidadã, quero salientar, antes de qualquer coisa, a ausência de legitimidade de seu blog para julgar conteúdos ministrados por mim ou por qualquer outro professor. O direito à liberdade de expressão lhe garante a divulgação de suas opiniões sobre qualquer coisa, mas serão sempre, e apenas, opiniões.

5 – Ao contrário do que afirma a professora, a legitimidade de nossa crítica provém justamente do fato de ser dirigida à sua atividade como docente, e não como cidadã.

6 – A servidora pública Cleonildi Tibiriçá — cujos salários são pagos pelos cofres públicos — não tem direito a que os atos por ela praticados no âmbito do sistema público de ensino fiquem imunes à crítica. No Estado Democrático de Direito, ninguém que atue na esfera pública tem esse direito. Até os ministros do Supremo Tribunal Federal podem ser criticados — e são criticados muitas vezes com extremo rigor — por sua atividade judicante.

Ainda que o sr. tenha assumido, perante seu grupo ou seu partido, o papel de paladino da educação brasileira, nem o sr. nem seu blog são órgãos fiscalizadores do Ministério da Educação, nem podem pretender agir como tal, arrogando-se autoridade legal para censurar o pensamento e a livre expressão. Por isso, causa estranheza sua ameaça de que a “publicação será feita, a menos que eu demonstre não serem verdadeiros os fatos” (tendenciosamente) articulados, em que se pressupõe que, além de “fiscal”, o sr. atribui-se a posição de “julgador” do que seja a verdade (e isso, logicamente, sob sua lente particular e enviesada).

7 – Engana-se a professora ao supor que sua atividade como docente está sujeita apenas à “fiscalização” do Ministério da Educação. “Nos países não empolgados pelo autoritarismo estatal — ensinava Nelson Hungria –, o exercício dos cargos públicos, criados para servir ao interesse público, não pode deixar de ficar exposto à censura pública, à sindicância dos cidadãos em geral”.

8 – É evidente, por outro lado, que nossa crítica nada tem a ver com censura. Na verdade, é a professora quem está pretendendo censurar a nossa crítica. Ou seja, ela nos acusa daquilo que ela mesma pretende fazer.

Além disso, sr. preclaro autoproclamado paladino das liberdades democráticas, antes de tudo, deixemos evidente que quem se declara “sem partido” como o faz o seu blog está se declarando, na verdade, a favor dopartido que sempre quis ditar os rumos desse país. Portanto, para começo de conversa, é imperativo esclarecer que é desse lugar de desinteligência que entendo partir sua ameaça, de resto, tendenciosa e infundada.

9 – A professora nos filia ao partido da direita e reconhece, implicitamente, a sua filiação ao partido da esquerda, já que, a seu ver, é impossível não pertencer a um desses dois partidos. Assim, ao tentar deslegitimar a nossa crítica — vinculando-a aos interesses do partido que “sempre quis ditar os rumos desse país” –, a professora assume de forma inequívoca a mesma identidade ideológica do seu plano de ensino. 

10 – Não existe, de nossa parte, nenhuma ameaça. O que existe é a denúncia de uma prática ilícita. E essa denúncia nada tem de tendenciosa ou infundada, como se vê do plano de ensino da professora.

Não pretendo perder meu tempo com excrescências de corte fascista, mas, como advogado que é, o sr. deve saber que devo notificá-lo, para alertá-lo sobre as consequências de sua não observância de minha desautorização. É assim que, ciente de meus direitos como cidadã e docente, bem como do que determina a Constituição Federal, notifico em resposta minha discordância e desautorização diante do que considero uma afronta de sua parte, passível de reparação nos termos da lei. Sem a menor intenção de dar-lhe qualquer explicação, mas a título de ressaltar fatos elementares, amplamente conhecidos, recordo-lhe que a autonomia didático-pedagógica assegurada às Instituições de Ensino confere à FATEC o poder-dever de determinar os programas de ensino da Instituição, conforme o artigo 207 da Constituição Federal: “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.”

Como professora contratada pela FATEC por meio de concurso público, igualmente me é assegurada a autonomia para, dentro de minha área de especialidade, definir o plano de ensino no formato em que julgar que deva sê-lo.

11 – Vejamos: doutrinação política e ideológica em sala de aula é prática comum em regimes totalitários, sejam fascistas, nazistas ou comunistas. Se o ESP se opõe a essa prática, como pode ser tachado de fascista?

12 – A essência da nossa proposta jurídico-pedagógica está resumida no cartaz com os Deveres do Professor, cuja afixação nas salas de aula a partir do ensino fundamental constitui a principal bandeira do ESP. Lê-se no cartaz:

1. O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-partidária, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.

2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.

3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

5. O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.

13 – É isso que a Prof.ª Cleonildi chama de “excrescência de corte fascista”?

14 – A autonomia didático-pedagógica assegurada às universidades não dá aos professores o direito de usar a sala de aula para “fazer a cabeça” dos alunos. Isso, repito, é coisa de regime totalitário, onde não existe liberdade de consciência.

15 – O professor não pode se aproveitar do fato de o aluno ser obrigado a frequentar suas aulas para forçá-lo a escutar e estudar uma pregação política e ideológica. Se o fizer, estará violando, a um só tempo, a liberdade de consciência e a liberdade de aprender do estudante (arts. 5º, VI, e 206, II, da Constituição Federal).

16 – Conforme decisão recente do Tribunal Supremo da Espanha, fundada em princípios jurídicos que também são adotados pela Constituição brasileira,

“O Estado não pode incorrer em qualquer forma de proselitismo ideológico.

As matérias que o Estado qualifica como obrigatórias não devem ser pretexto para tratar de persuadir os alunos sobre ideias e doutrinas que reflitam tomadas de posição sobre problemas a respeito dos quais não existe consenso generalizado na sociedade espanhola.

Em uma sociedade democrática, nem o Estado, nem as escolas, nem os professores, podem se erigir em árbitro de questões morais [e também de questões políticas e ideológicas] controvertidas.

Estas questões pertencem ao âmbito do livre debate na sociedade, e não existe livre debate na relação vertical entre professor e aluno.”

Isso seria o bastante para apenas ignorar sua ameaça (e é disso que se trata, já que, salvo melhor juízo, não há qualquer embasamento científico que confira ‘foros’ de ‘parecer’ àquilo que, a despeito de ser livre exercício de manifestação de pensamento, é apenas tentativa de calar o que vai de encontro àquilo que o “partido” – seja lá qual for – da “escola sem partido” crê deva ser posto em debate); todavia, ameaças desse tipo, por mais inócuas que pareçam, não podem ser ignoradas. O sr., seus chefes e seus seguidores são adultos que devem assumir a responsabilidade pelas ações persecutórias que desencadeiam e suas consequências. E é o que acontecerá – o sr., seus chefes e seus seguidores responderão judicialmente caso tentem vincular meu nome à sua campanha de bullying ideológico.

17 – Como resta claro de sua resposta, é a professora quem está ameaçando o ESP, não o contrário. De nossa parte, o que desejamos é que a Prof.ª Cléo perceba o erro que está cometendo ao usar suas aulas para tentar “fazer a cabeça” dos alunos; e se emende desse erro. Ou, se isto não ocorrer, que seja impedida por seus superiores hierárquicos ou pelos próprios alunos de usar a sala de aula para fazer proselitismo político e ideológico.

18 – Bullying ideológico é o que faz a professora com seus alunos ao obrigá-los a ler e debater os artigos de Matheus Pichonelli e companhia.

Posto isso e neste sentido é que deve seu blog – que considero um instrumento pernicioso de desinformação e desrespeito às liberdades democráticas – abster-se de publicar qualquer artigo com meu nome. Como advogado, o sr. deve conhecer o artigo 20 do Código Civil – que fiz constar na epígrafe desta carta-notificação –, onde se lê que:

“Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.”

Não é preciso grande esforço argumentativo para evidenciar que a mera citação de meu nome em qualquer publicação veiculada por seu blog incorreria em todos os aspectos previstos pelo referido artigo, tendo em vista que meu currículo de profissional graduada e pós-graduada pela melhor universidade da América Latina, pesquisadora atuante, pela mesma instituição, em grupo devidamente credenciado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), bem como minha irrepreensível conduta profissional como professora de ensino médio, técnico e superior de instituições educacionais públicas e privadas de reconhecido prestígio, garantem-me a honra, a boa fama e a respeitabilidade que seu tacanho projeto ideológico visa comprometer e a cuja preservação fica-me garantido o direito pelo já citado artigo 20 do Código Civil.

19 – O ESP não tem fins comerciais. Estamos nessa luta por amor ao conhecimento e à verdade.

20 – O art. 20 do Código Civil não prevalece sobre as liberdades de expressão e de informação, ambas asseguradas pela Constituição Federal. Bem por isso, ele é objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.815.

21 – Se a honra, a boa fama ou a respeitabilidade da Prof.ª Cléo forem lesados, isso terá ocorrido por força, unicamente, da divulgação de seus próprios atos. O mais provável, no entanto, é que ela seja tratada, no seu meio, como heroína da causa esquerdista.

22 – “Projeto ideológico” é o que a professora desenvolve em suas aulas na FATEC, às custas dos contribuintes do Estado de São Paulo. O projeto do ESP, bancado integralmente com os nossos próprios recursos, é anti-ideológico, como deixa claro a simples leitura do cartaz com os Deveres do Professor.

Sendo, por ora, o que tenho a notificar, finalizo por registrar meu mais profundo sentimento de honra por saber-me listada entre os desafetos de seu grupo. Em minha humilde prática docente, é motivo de imensurável orgulho ser objeto da sanha persecutória do “partido” da “escola sem partido”, ao lado de autores e educadores, eles, sim, dignos de reconhecimento e respeito.

22 – Ora, se a professora está honrada e orgulhosa pelo fato de sua prática docente ser objeto de nossa crítica, ela não tem do que reclamar.

Atenciosamente,

Cleonildi Tibiriçá

Dilma Rousseff: mitômana ou apenas incompetente mesmo?

Não consegui chegar a uma conclusão definitiva ainda: será que Dilma Rousseff, a anta, é uma mitômana ou apenas incompetente mesmo?

Se for mitômana, precisa de tratamento médico, haja vista que é um distúrbio reconhecido. Mas eu desconfio que ela é apenas uma incompetente, uma pobre ignorante, que acabaou no lugar errado.

Senão vejamos estas duas notícias publicadas hoje no Globo:

PRIMEIRA:  Em reunião com a presidente Dilma Rousseff, os líderes e presidentes dos partidos aliados do governo assinaram nesta terça-feira um pacto pela responsabilidade fiscal, no qual se comprometem a não votar projetos que representam aumento de gastos públicos. No documento, os aliados dizem que ações para o equilíbrio fiscal “são imprescindíveis para dar continuidade aos programas governamentais de desenvolvimento sustentável, com distribuição de renda, geração de emprego e inclusão social”, além de garantirem investimentos em infraestrutura urbana, logística e de energia. Os governistas dizem, no documento, que tomaram “a decisão de não apoiar matérias que impliquem, neste momento, aumento de gastos ou redução de receita orçamentárias”. (Leia a íntegra AQUI)

SEGUNDA: No momento em que a presidente Dilma Rousseff se reunia com o Conselho Político no Planalto, para pedir que o Congresso não aprove matérias que impliquem em novos gastos, senadores da base aliada aprovaram a toque de caixa, com urgência pedida por ela, um pacotaço de medidas que inclui a criação de mais uma estatal, a Agência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) com 130 cargos, além de mais 518 funções comissionadas para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Com o pedido de urgência constitucional, os dois projetos trancaram a pauta e foram aprovados por voto simbólico na frente de outras matérias como o segundo turno da PEC que institui o voto aberto em todas as votações do Legislativo, adiada para amanhã. (…) O impacto da Anater no orçamento de 2014 será de R$1,3 bilhão. O novo órgão, segundo a exposição de motivos da Presidência, terá função similar às empresas estaduais de assistência rural (Emater) e atenderá principalmente os pequenos produtores rurais. (Leia a íntegra AQUI)

O que vemos acima é o exemplo perfeito do desastre chamado Dilma Rousseff.

Ela tomou diversas decisões que, nos últimos anos, aumentaram os gastos do governo (leia detalhes AQUI). Agora ela resolve pedir “responsabilidade fiscal”. Fernando Henrique Cardoso aprovou a Lei da Responsabilidade Fiscal há anos, mas parece que Dilma, a anta, só descobriu essa Lei agora. Mas isso, como se vê, não foi suficiente para impedi-la de criar MAIS UMA ESTATAL, que vai servir de cabide de empregos, vai consumir recursos públicos, e não vai trazer resultado NENHUM.

Isso é a cara do PT!

Honestamente: não sei se esta senhora sofre de uma doença que a faz mentir de forma compulsiva, involuntária, ou se ela é apenas uma pessoa incrivelmente burra, hipócrita, cínica e incompetente.