Dilma Rousseff: mitômana ou apenas incompetente mesmo?

Não consegui chegar a uma conclusão definitiva ainda: será que Dilma Rousseff, a anta, é uma mitômana ou apenas incompetente mesmo?

Se for mitômana, precisa de tratamento médico, haja vista que é um distúrbio reconhecido. Mas eu desconfio que ela é apenas uma incompetente, uma pobre ignorante, que acabaou no lugar errado.

Senão vejamos estas duas notícias publicadas hoje no Globo:

PRIMEIRA:  Em reunião com a presidente Dilma Rousseff, os líderes e presidentes dos partidos aliados do governo assinaram nesta terça-feira um pacto pela responsabilidade fiscal, no qual se comprometem a não votar projetos que representam aumento de gastos públicos. No documento, os aliados dizem que ações para o equilíbrio fiscal “são imprescindíveis para dar continuidade aos programas governamentais de desenvolvimento sustentável, com distribuição de renda, geração de emprego e inclusão social”, além de garantirem investimentos em infraestrutura urbana, logística e de energia. Os governistas dizem, no documento, que tomaram “a decisão de não apoiar matérias que impliquem, neste momento, aumento de gastos ou redução de receita orçamentárias”. (Leia a íntegra AQUI)

SEGUNDA: No momento em que a presidente Dilma Rousseff se reunia com o Conselho Político no Planalto, para pedir que o Congresso não aprove matérias que impliquem em novos gastos, senadores da base aliada aprovaram a toque de caixa, com urgência pedida por ela, um pacotaço de medidas que inclui a criação de mais uma estatal, a Agência de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) com 130 cargos, além de mais 518 funções comissionadas para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Com o pedido de urgência constitucional, os dois projetos trancaram a pauta e foram aprovados por voto simbólico na frente de outras matérias como o segundo turno da PEC que institui o voto aberto em todas as votações do Legislativo, adiada para amanhã. (…) O impacto da Anater no orçamento de 2014 será de R$1,3 bilhão. O novo órgão, segundo a exposição de motivos da Presidência, terá função similar às empresas estaduais de assistência rural (Emater) e atenderá principalmente os pequenos produtores rurais. (Leia a íntegra AQUI)

O que vemos acima é o exemplo perfeito do desastre chamado Dilma Rousseff.

Ela tomou diversas decisões que, nos últimos anos, aumentaram os gastos do governo (leia detalhes AQUI). Agora ela resolve pedir “responsabilidade fiscal”. Fernando Henrique Cardoso aprovou a Lei da Responsabilidade Fiscal há anos, mas parece que Dilma, a anta, só descobriu essa Lei agora. Mas isso, como se vê, não foi suficiente para impedi-la de criar MAIS UMA ESTATAL, que vai servir de cabide de empregos, vai consumir recursos públicos, e não vai trazer resultado NENHUM.

Isso é a cara do PT!

Honestamente: não sei se esta senhora sofre de uma doença que a faz mentir de forma compulsiva, involuntária, ou se ela é apenas uma pessoa incrivelmente burra, hipócrita, cínica e incompetente.

Custo da incompetência de Dilma Rousseff: R$ 213 bilhões – e contando

Direto à notícia (na íntegra AQUI):

Três anos após realizar a celebrada capitalização de R$ 120,2 bilhões no mercado financeiro, com apoio do governo e participação de investidores privados, a Petrobras vale atualmente R$ 240,9 milhões na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), quase 50% a menos do que em outubro de 2010 (R$ 453,8 bilhões), quando concluiu a maior oferta da história mundial. Os dados foram levantados pela consultoria Economatica, a pedido do GLOBO, com base em números deflacionados. Com a perda de R$ 213 bilhões em valores de mercado no período, a companhia, que chegou a ser a terceira maior petroleira do mundo de capital aberto, ocupa hoje a décima posição do ranking.

A Petrobras vale hoje menos do que ela valia, mesmo antes da capitalização. É como se a oferta tivesse sido jogada fora. Essa tendência de queda do valor de mercado começou em 2012, e pode ter relações com as interferências do governo na gestão da empresa — avalia Einar Rivero, economista da Economatica.

Henrique Florentino, analista da Um Investimentos, destaca que uma série de fatores explica a perda de valor de mercado (que é a multiplicação dos preços das ações da empresa pelo total de papéis em circulação) da empresa. Ele cita a defasagem do preço dos combustíveis, o aumento de participação societária do governo, a obrigatoriedade de a estatal ter participação de pelo menos 30% nos projetos do pré-sal e os custos crescentes de empreendimentos na área de refino:

— Se você pensar no que é melhor para o país, algumas das atitudes do governo podem ter sido benéficas para a população. Para os acionistas, entretanto, não foram positivas. É o caso do conteúdo nacional dos projetos. A regra exigida (de ter uma participação mínima da indústria local nos projetos de petróleo) é menos eficiente para a empresa, já que os projetos atrasam e ficam mais caros. Mas é melhor para a geração de empregos.

Além dos trechos destacados acima, mais alguns pitacos meus:

1) NUNCA ANTES NA HISTÓRIA “DESTEPAÍS” uma empresa estatal foi mais usada e mais prejudicada pela pura e simples incompetência do governo. Nunca.

2) Nunca antes na História uma empresa petroleira, com o mercado aquecido e com o preço do petróleo em alta, teve um desempenho econômico-financeiro tão ruim. Nunca.

3) Sempre existem ignorantes que acham que a privatização de um estatal mal gerida pelo governo equivale a “entregar riquezas do país a capitalistas malévolos do exterior”. Isso é burrice, ignorância mesmo. Quem usa este “argumento” não passa num teste de QI planejado por uma criança de 6 anos. Por outro lado, a gestão temerária do PT na Petrobras, além de criminosa, está fazendo com que milhares de brasileiros percam dinheiro. Quem usou o FGTS para comprar ações da Petrobras está perdendo dinheiro.
Estou me referindo a milhares de pessoas que trabalharam durante muitos anos, economizaram dinheiro, e usaram suas economias para investir numa empresa brasileira. Estas pessoas estão vendo suas economias desaparecem, pois a Petrobras está minguando.

LEIA MAIS:

Moody’s corta nota de crédito da Petrobras
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Steve Jobs fazia História em 2007 – mas o que aconteceu nos “bastidores”?

Em 9 de Janeiro de 2007, Steve Jobs fazia História. Sim, com letra maiúscula mesmo.

Foi neste dia em que ele apresentava o primeiro iPhone. A íntegra da apresentação dele é esta aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=9hUIxyE2Ns8

Na edição da última sexta-feira, dia 04/10, o New York Times trouxe uma reportagem longa, interessantíssima, sobre algumas coisas que aconteceram antes dessa apresentação – e algumas que estavam acontecendo DURANTE.

A reportagem (AQUI) é restrita a assinantes, mas destaco alguns trechos abaixo:

Grignon had been part of the iPhone rehearsal team at Apple and later at the presentation site in San Francisco’s Moscone Center. He had rarely seen Jobs make it all the way through his 90-minute show without a glitch. Jobs had been practicing for five days, yet even on the last day of rehearsals the iPhone was still randomly dropping calls, losing its Internet connection, freezing or simply shutting down.

“At first it was just really cool to be at rehearsals at all — kind of like a cred badge,” Grignon says. Only a chosen few were allowed to attend. “But it quickly got really uncomfortable. Very rarely did I see him become completely unglued — it happened, but mostly he just looked at you and very directly said in a very loud and stern voice, ‘You are [expletive] up my company,’ or, ‘If we fail, it will be because of you.’ He was just very intense. And you would always feel an inch tall.” Grignon, like everyone else at rehearsals, knew that if those glitches showed up during the real presentation, Jobs would not be blaming himself for the problems. “It felt like we’d gone through the demo a hundred times, and each time something went wrong,” Grignon says. “It wasn’t a good feeling.”

[…] Grignon knew the iPhone unveiling was not an ordinary product announcement, but no one could have anticipated what a seminal moment it would become. In the span of seven years, the iPhone and its iPad progeny have become among the most important innovations in Silicon Valley’s history. They transformed the stodgy cellphone industry. They provided a platform for a new and hugely profitable software industry — mobile apps, which have generated more than $10 billion in revenue since they began selling in 2008. And they have upended the multibillion-dollar personal-computer industry. If you include iPad sales with those for desktops and laptops, Apple is now the largest P.C. maker in the world. Around 200 million iPhones and iPads were sold last year, or more than twice the number of cars sold worldwide.

[…] It’s hard to overstate the gamble Jobs took when he decided to unveil the iPhone back in January 2007. Not only was he introducing a new kind of phone — something Apple had never made before — he was doing so with a prototype that barely worked. Even though the iPhone wouldn’t go on sale for another six months, he wanted the world to want one right then. In truth, the list of things that still needed to be done was enormous. A production line had yet to be set up.Only about a hundred iPhones even existed, all of them of varying quality. Some had noticeable gaps between the screen and the plastic edge; others had scuff marks on the screen. And the software that ran the phone was full of bugs.

The iPhone could play a section of a song or a video, but it couldn’t play an entire clip reliably without crashing. It worked fine if you sent an e-mail and then surfed the Web. If you did those things in reverse, however, it might not. Hours of trial and error had helped the iPhone team develop what engineers called “the golden path,” a specific set of tasks, performed in a specific way and order, that made the phone look as if it worked.

But even when Jobs stayed on the golden path, all manner of last-minute workarounds were required to make the iPhone functional. On announcement day, the software that ran Grignon’s radios still had bugs. So, too, did the software that managed the iPhone’s memory. And no one knew whether the extra electronics Jobs demanded the demo phones include would make these problems worse.

Jobs wanted the demo phones he would use onstage to have their screens mirrored on the big screen behind him. To show a gadget on a big screen, most companies just point a video camera at it, but that was unacceptable to Jobs. The audience would see his finger on the iPhone screen, which would mar the look of his presentation. So he had Apple engineers spend weeks fitting extra circuit boards and video cables onto the backs of the iPhones he would have onstage.The video cables were then connected to the projector, so that when Jobs touched the iPhone’s calendar app icon, for example, his finger wouldn’t appear, but the image on the big screen would respond to his finger’s commands. The effect was magical. People in the audience felt as if they were holding an iPhone in their own hands. But making the setup work flawlessly, given the iPhone’s other major problems, seemed hard to justify at the time.

The software in the iPhone’s Wi-Fi radio was so unstable that Grignon and his team had to extend the phones’ antennas by connecting them to wires running offstage so the wireless signal wouldn’t have to travel as far. And audience members had to be prevented from getting on the frequency being used. “Even if the base station’s ID was hidden” — that is, not showing up when laptops scanned for Wi-Fi signals — “you had 5,000 nerds in the audience,” Grignon says.“They would have figured out how to hack into the signal.” The solution, he says, was to tweak the AirPort software so that it seemed to be operating in Japan instead of the United States. Japanese Wi-Fi uses some frequencies that are not permitted in the U.S.

There was less they could do to make sure the phone calls Jobs planned to make from the stage went through. Grignon and his team could only ensure a good signal, and then pray. They had AT&T, the iPhone’s wireless carrier, bring in a portable cell tower, so they knew reception would be strong. Then, with Jobs’s approval, they preprogrammed the phone’s display to always show five bars of signal strength regardless of its true strength. The chances of the radio’s crashing during the few minutes that Jobs would use it to make a call were small, but the chances of its crashing at some point during the 90-minute presentation were high. “If the radio crashed and restarted, as we suspected it might, we didn’t want people in the audience to see that,” Grignon says. “So we just hard-coded it to always show five bars.”

O artigo é longo, realmente longo, mas vale cada vírgula. Ele ajuda a entender um pouco da “mágica” que acabou fazendo parte da personalidade marcante de Steve Jobs – e, convenhamos, que teve um papel central no crescimento e na expansão incrível da Apple.

Porém, o texto também revela que a inovação que fez Steve Jobs e sua Apple famosos não era APENAS fruto da genialidade de um homem. Aliás, quanto mais eu estudo sobre a vida de Jobs e seus métodos na Apple, mais fica evidente que o que estava por trás da inovação da Apple, pelo menos enquanto Jobs era vivo, era o exato oposto do improviso, da liberdade: Steve Jobs era extremamente metódico.

Ele ensaiava exaustivamente as apresentações públicas e palestras que fazia – especialmente as apresentações de produtos. Não havia espaço para improviso – era MÉTODO.

O processo de desenvolvimento de produtos também seguia o método rigoroso de Jobs.

Sim, ele tinha uma personalidade única. Mas se não aliasse esta personalidade marcante a um conjunto de métodos rigorosos, não seria o inovador que foi.

Fusão Oi + Portugal Telecom remete a um MONSTRUOSO escândalo do PT que foi ignorado, e revela MAIS um problema gravíssimo do Brasil

Mesmo sabendo que é uma atitude desagradável, não posso deixar de registrar.

Desde o primeiro momento eu escrevi e disse que o caso Brasil Telecom + Telemar + Gamecorp + Lulla + PT era um escândalo gigantesco, coisa que num país minimamente sério levaria qualquer governo à renúncia imediata, sem firulas. Coisa mais grave do que Watergate e Nixon.

Eu estava certo.

Em 2008 eu escrevi alguns textos sobre o caso (estou colocando os links em ordem cronológica, para facilitar o trabalho do leitor): AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.

Para quem não tem tempo e/ou paciência de abrir cada um dos links, eis um resumo:

Duas empresas de telefonia (Telemar e BrasilTelecom) queriam juntar-se numa única empresa. Alegavam que a fusão lhes daria tamanho/capacidade de concorrer com gigantes mundiais do setor de telecom, notadamente marcado por grande escala. Porém, nas regras da privatização do sistema de telefonia (Plano Geral de Outorga, ou PGO) brasileira, havia uma barreira, visando a impedir que duas (ou mais) empresas pudessem criar um oligopólio.

Como resolver isso? Uma das empresas fez um negócio mais do que duvidoso com uma empresa mequetrefe, que pertencia ao filho do presidente da República. Com isso, uma empresa de fundo de quintal, dirigida por um sujeito que até então trabalhava como auxiliar num zoológico, e ganhava R$ 800,00 mensais, passou a ter um capital social de mais de R$ 5 milhões. Milagrosamente, da noite para o dia!

A empresa mequetrefe chama-se Gamecorp, e pertence ao filho do Lulla.

Feito este negócio, o papai do gênio empresarial ignorou as normas e leis, fez o possível e o impossível, e acabou mudando a regra. Alterou-se o PGO para que, convenientemente, as duas empresas se unissem. Nasceu a Oi.

Oficialmente, o governo passou a adotar um discurso vazio, insustentável, que acabou ficando conhecido como “política dos campeões nacionais”. Lulla usou o BNDES para financiar a criação de empresas brasileiras que deveriam tornar-se competitivas internacionalmente.

Feito o resumo, voltemos ao presente: a Portugal Telecom e a Oi anunciaram a fusão entre suas operações. Detalhes podem ser lidos AQUI.

Abaixo, trechos de uma análise do economista Mansueto Almeida, pesquisador do IPEA, sobre o caso (a íntegra está AQUI):

Hoje, a Portugal Telecom anunciou fusão com a empresa brasileira de telecomunicação Oi. A princípio, isso me parece uma operação normal entre duas grandes empresas no setor de telecomunicação para aumentar ganhos de escala e conseguir sinergias financeiras e operacionais.

No entanto, do ponto de vista de política industrial é um mais um caso que não saiu como o planejado e o BNDES fica devendo para a sociedade um estudo detalhado do porque dessa aposta não ter dado certo, pois quando a operação de venda da Telemar para a Brasil Telecom/Oi foi aprovada, em 2007, houve uma grande ingerência do governo com a garantia de empréstimo do BNDES, antes mesmo de a legislação da época permitir tal concentração, e com a exigência de que o BNDESPar tivesse prioridade na compra do controle da nova empresa caso os grupos controladores nacionais decidissem vender suas participações no futuro.

Um dos sócios da Brasil Telecom na época, a Telecom Itália, por várias vezes mostrou interesse em aumentar sua participação na empresa. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo em 13 de julho de 2005, o presidente da Telecom Itália no Brasil, Paolo Dal Pino, deu a seguinte declaração sobre a possível venda da Brasil Telecom para a Telemar:

Sim, fomos procurados pela Telemar e ficamos muito surpresos, pois essa empresa não poderia nem cogitar comprar uma participação em outra operadora de telefonia fixa. É uma evidente violação da lei e de todos os mais básicos princípios que inspiraram a privatização do sistema de telecomunicações brasileiro, no qual os investidores internacionais depositaram sua confiança. Ou a Telemar está afrontando a legislação ou a proposta que recebemos já faz parte de um plano da empresa, com os fundos de pensão e o Citigroup, para modificar a Lei Geral das Telecomunicações. (…) Pelas informações que nós temos, parece que isso será feito com o suporte da própria Telemar, via lobby no Congresso para alterar drasticamente a lei aplicável e permitir, com a ajuda do governo, a reestatização da Brasil Telecom (Leite, 2005, Folha de São Paulo, 13/07/2005).

Na verdade, não houve reestatização, mas sim a venda da parcela de 19% que a Telecom Itália tinha na Brasil Telecom para os fundos de pensão em 18 de julho de 2007 e, no ano seguinte, a venda da participação do grupo Opportunity na Brasil Telecom para a Telemar. Isto deu origem à empresa Oi, que passou a ter como acionistas majoritários os mesmos controladores da Telemar: os empresários Carlos Jereisatti, do Grupo La Fonte, e o empresário Sérgio Andrade, do grupo Andrade Gutierrez – dois grupos nacionais.

Apenas após a operação ter sido totalmente estruturada e garantido o financiamento de R$ 2,6 bilhões do BNDES e de R$ 4,3 bilhões do Banco do Brasil à nova empresa, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou, no dia 16 de outubro de 2008, por 3 votos a 2, o novo Plano Geral de Outorgas do setor de telecomunicação, que flexibilizava as regras do setor no Brasil e permitia a venda da Brasil Telecom para a Telemar/Oi.

Além do empréstimo de R$ 6,9 bilhões de bancos públicos para viabilizar a venda da Brasil Telecom para a Telemar, os fundos de pensão estatais (Previ, Petros e Funcef) participaram ativamente da operação e passaram a ter cerca de 34% do capital da nova empresa de telecomunicação. Este episódio mostra de forma clara que o governo optou por criar uma companhia nacional de grande porte no setor de telecomunicação – não havia a possibilidade de a venda ter acontecido para um grupo estrangeiro.

Infelizmente, depois de quatro anos dessa aposta na criação de mais um campeão nacional que na época era uma aposta que muitos do governo diziam que era uma aposta de baixo risco, dado o forte crescimento do mercado brasileiro, o resultado foi que a companhia aumentou excessivamente o seu endividamento e não entregou o retorno esperado.

[…] O final dessa história é muito simples: o governo operou em 2007 e 2008 para criar um super tele brasileira e o script saiu errado. Se criou uma grande companhia sem capacidade de investimento e com um baixo valor de mercado (R$ 8 bilhões) frente ao seu endividamento. E na fusão anunciada hoje parece que haverá uma transferência do knowhow do grupo português para o grupo brasileiro – uma história diferente da saga por trás da fusão da AMBEV com a belga Interbrew, em 2004, quando o grupo brasileiro passou a controlar operacionalmente a nova companhia e iniciar um processo de internacionalização que se mostraria ainda mais ousado com a compra da Anheuser-Busch nos EUA, em 2008, e do Grupo Modelo do México, em 2012.

Os dois casos referidos acima são de fusão com vistas a ganhar escala para se internacionalizar, mas o caso da AB INBEV teve por trás uma estratégia privada, enquanto o caso Brasil Telecom/Oi teve como origem uma aposta de política industrial. No caso que nasceu de uma estratégia privada, o grupo brasileiro levou seu estilo de gestão para o resto do mundo No outro caso que foi planejado a partir de uma visão de política industrial, o grupo de fora (Portugal Telecom) é quem vai colocar o seu estilo de gestão. […]

POR ONDE COMEÇAR?

Primeiro: este caso revela um escândalo monstruoso. Uma pessoa usou o governo para criar vantagens para seu filho (que tornou-se milionário sem ter competência para tanto, valendo-se, única e excusivamente, da condição de filho do presidente da República). Para isso, órgãos de Estado foram usados (Ministério das Comunicações, ANATEL etc), a legislação foi alterada com o intuito de possibilitar UM ÚNICO NEGÓCIO, e os cidadãos não obtiveram um NENHUM benefício sequer. Pelo contrário: pagarão uma conta por um negócio que não deu certo, mas foi financiado com recursos públicos (via BNDES, fundos de pensão etc).

Segundo: deixa claro que o ambiente concorrencial do Brasil é uma piada de mau gosto. Para conseguir fechar um negócio, o jeito é o jeitinho; basta aproximar-se do presidente da República corrupto, que ele dá um jeitinho de mudar as leis que estiverem te atrapalhando. Se sua empresa não tem dinheiro, tudo bem: você injeta alguns milhões numa empresinha de bosta do filho do presidente, e ele coloca o BNDES e/ou algumas estatais para financiar quase tudo – ou seja, sua empresa só precisa ter o suficiente para transformar um auxiliar de um zoológico num milionário.
A falta de escrúpulos e a baixeza ética são, afinal, parte do nome Luis Inácio da Silva. Esta é a mensagem claríssima que fica.

Terceiro: percebe-se que a imprensa não é tão rigorosa assim – afinal, com uma ou duas exceções, ninguém deu ao caso a dimensão que ele tem. A Veja deu uma capa ao assunto, gerou alguma (pequena) comoção sobre o tema, mas em pouco tempo o assunto foi esquecido. Aliás, o filho do Lulla processou a revista E PERDEU. Reinaldo Azevedo deu o destaque devido ao tema, inclusive trazendo com alguma frequência novas informações e desdobramentos sobre o caso (AQUI, por exemplo), mas isso ainda é pouco.
A Procuradoria da República deixou a investigação engavetada, não ouviu NENHUMA testemunha (convocou quantas?), e, subitamente, encerrou o caso (sem tê-lo, na prática, aberto).

Esta é a seriedade com a qual o Brasil acha que vai tornar-se “o país do futuro”?

ATUALIZAÇÃO: Depois que publiquei este post, tanto o Rodrigo Constantino quanto a Miriam Leitão trataram do mesmo assunto. Vale a pena conferir.

Comércio eletrônico busca lucro, não apenas vendas

O comércio eletrônico já passou por diversas fases no Brasil.

Agora, como retrata muito bem uma reportagem da Reuters (publicada na Folha de 21/09, AQUIna íntegra), ele está na fase de buscar lucratividade (grifos meus):

O comércio eletrônico mantém uma forte expansão no Brasil ante a desaceleração do varejo tradicional, mas agora com uma nova tônica: a busca da rentabilidade em primeiro lugar. Enquanto empresas como Máquina de Vendas e Ri Happy apostam na integração das lojas físicas e on-line, outras que se dedicam apenas à operação eletrônica, como a Netshoes, adotam a cobrança de frete para aumentar margens. “Até dois anos e meio atrás, eu só ouvia uma palavra do controlador: venda. Mas isso mudou para me dê dinheiro'”, diz o diretor de e-commerce da Máquina de Vendas, Marcelo Ribeiro. “Não há mais a possibilidade de vendermos com prejuízo.”

Segunda maior varejista de eletroeletrônicos e móveis do Brasil, e dona de marcas como Ricardo Eletro e Insinuante, a empresa vem integrando os centros de distribuição utilizados pelas lojas físicas. “Não posso desprezar 1.100 pontos de venda que temos no país”, afirmou Ribeiro. Com a integração, não é mais necessário, por exemplo, enviar uma geladeira de São Paulo para uma cidade no Pará, ao custo de R$ 300. Agora o produto sai do próprio Estado a um custo de R$ 20. A empresa de brinquedos Ri Happy segue o mesmo rumo. “Vivemos um momento de reintegração, com on-line e lojas físicas numa operação única”, diz o diretor de e-commerce, Roberto Wajnsztok.

As varejistas também vêm mudando a política de promoções para fretes. Ofertas de pagamento em prazos longos também estão caindo. “Hoje também cobramos frete e diminuímos o parcelamento, que caiu de 9 para 5 vezes sem juros”, diz Ribeiro. Para Wajnsztok, a operação da Ri Happy visa “dar lucro o tempo todo”. “Olhar o crescimento a qualquer preço é uma visão equivocada.”

Essa mudança de postura reflete a percepção das empresas de que é preciso ganhar eficiência para conquistar os clientes, em vez de simplesmente cair na receita sedutora, porém perigosa, de alongar prazos de pagamento e baratear as entregas.

A varejista de calçados Netshoes também está fazendo a transição. Apesar de ter superado a marca de R$ 1 bilhão em faturamento em 2012, ela ainda apresenta prejuízo. Para reverter esse quadro, a Netshoes adotou um sistema em que clientes com pressa para receber as encomendas pagam um valor maior pelo frete. “Consumíamos 16% da receita líquida com frete há dois anos. Agora passou para 6,5%”, afirma o vice-presidente de planejamento da varejista de artigos esportivos, José Rogério Luiz.

As vendas on-line avançaram 24% no primeiro semestre na comparação anual, segundo a E-bit, empresa especializada no setor. No mesmo período, as vendas totais do varejo subiram apenas 3%.

Comércio eletrônico

Evidentemente, a busca pelo lucro no e-commerce brasileiro chega alguns anos atrasada: esta reportagem da revista britânica The Economist, de 2002 (11 anos atrás!) já demonstrava algumas mudanças de mentalidade no que tange ao comércio eletrônico (novamente, grifos meus):

Conventional retailers face soft sales, but many online shops are jam-packed with customers, buying everything from trendy gadgets to budget hotel rooms. The share price of Amazon, an e-tailer that is tantalisingly close to profitability, and Expedia, an already profitable online travel agent, has more than doubled this year. Lastminute.com, a British e-commerce firm that plunged in 2001, finds itself, bungee-like, back in the FTSE 250 index of leading British companies.

It is not just the Internet-shopping boom that has delivered an early Christmas gift to investors. Behind the scenes, a more significant trend can be discerned. A year ago, the collapse in online advertising sales threatened any business—from portals such as AOL and Yahoo! to online magazines such as Salon—that had built itself around banner-advertising sales. Yet necessity is the mother of invention. Deprived of advertising dollars, some Internet firms have proved surprisingly adept at unearthing alternative sources of income, from subscriptions for digital content to fees for online services.

Thus eMarketer, a research firm, says that this year American consumers paid $1.2 billion for various Internet content (excluding gambling and pornography). This is barely one-quarter of what websites raised by selling advertising space. But the online ad market is struggling. Data from the Online Publishers Association (OPA), a trade group, show that Internet content revenues are doubling each year.

This growth should build on itself. As people find less free stuff available, they will become more comfortable with the notion of buying online content. It is already hard to find such former staples as a good free e-mail service or free online-data storage, as firms like Yahoo! nudge customers towards new “premium” offerings by making the free service less useful. Theendoffree.com, a website that tracks the shift towards paid-for content and services, posts daily evidence. The latest news? Visitors to filathlos.gr should no longer expect their Greek sports news free.

The OPA counts 1,700 websites that charge for some form of digital content, from greeting cards to games to genealogy services. Weightwatchers.com, a privately owned online dieting firm that introduced a subscription service in June 2001, says it pulls in about $5m a month in fees, suggesting a paying customer base that has already grown to around 300,000 cyberdieters. (Weightwatchers International, a $5 billion public firm that licenses its brand to its online cousin, has 1m dieters a week at offline meetings.) Match.com, an online dating-site where people post personal ads, has more than doubled its paying subscribers this year, to 650,000.

Still, the successful are few: just 50 sites collect 85% of revenues, according to the OPA. Some chargers are desperate. This month, AOL Time Warner said that its online advertising sales would halve next year, and that it was redoubling efforts to sell content. AOL’s latest plans have met with derision: repackaged news and entertainment remains a hard sell. But Americans will pay $14.99 for second-hand car histories from Carfax.com, $12.95 for personal credit-rating data from Equifax.com and $189.95 a year to search for their forebears at Ancestry.com, which claims over 900,000 paying subscribers. Some of the most valuable (and cheapest) content may come from customers. One site charging for “user-generated” content is Voyeurweb.com, whose audience of voyeurs and exhibitionists log on to look at do-it-yourself porn, a hobby that has boomed with the spread of digital cameras.

The Internet’s ability to bring people together cheaply and anonymously has made possible the creation of entirely new business models. Some are now starting to pay handsomely. For instance, eBay, an online auction site that is the leading exponent of profitable network creation, has raised prices this year; the value of its network of bargain-hunters has grown as more people join in. NCsoft, a Korean online-gaming company, boasts more than 4m customers (250,000 of whom pay subscriptions), who join swords in “massively multiplayer” games such as Lineage, a fantasy role-playing game that can involve hundreds of thousands of people at a time. Friendsreunited.co.uk, a British website that brings together old friends, claims 8m registered users, many of whom pay the £5 ($8) a year fee that the website charges to put people in touch with each other.

[…] None of this is likely to mean that Internet firms will deliver on the absurd claims of the late 1990s. But it does suggest that there are profits to be made by selling consumers content and services—as well as physical goods—online. A year ago, even this modest claim would have sounded as implausible as a visit down the chimney from Santa Claus.

Recomendo, ainda, algumas leituras para aqueles interessados em aprofundar a questão:

  1. http://www.economist.com/news/business/21586557-chinese-internet-firm-finds-better-way-make-money-tencents-worth
  2. http://www.emarketer.com/Article/B2Cs-B2Bs-See-Digital-Social-Ad-Spend-Rising-Traditional-Stalls/1010270
  3. http://www.emarketer.com/Article/Online-Shoppers-Brazil-Heavily-Swayed-by-Social-Media-Ads/1010269

Microsoft traz de volta o botão “iniciar” ao Windows

Já era público e sabido: a Microsoft, depois do fiasco do lançamento do Windows 8, decidira trazer de volta o botão “Iniciar” à base esquerda do sistema operacional. Mas a primeira propaganda da “nova” versão do Windows, a 8.1, mostra o mico:

http://youtu.be/6QGrv7JbzjU

Sim, isso é um mico da Microsoft. Como eu já escrevi antes (AQUI e AQUI, por exemplo), a Microsoft enfiou os pés pelas mãos com o Windows 8. Esta versão 8.1 não passa de um remendo, um conserto de última hora. Ou seja, um mico.

Aqui, um resumo do que foi escrito pela BusinessWeek sobre o Windows 8 e o 8.1:

Users told Microsoft not to kill the Start button. Even Microsoft co-founder Paul Allen publicly griped about its loss when he reviewed an early version of Windows 8. After a lot of soul searching, Microsoft saw the light and listened to users.

Bringing it back is a step in the right direction, but, as we said before, if you already tried Windows 8, and hated it, Windows 8.1 likely won’t change your mind, Start button or not. The bigger problem is that user interface just isn’t intuitive in a whole bunch of ways. It’s almost downright secretive.

 

Volkswagen de volta a 1985 com A-Ha

Jamais me canso de ver propagandas bem feitas. Eis aí mais um bom exemplo.

Avatar de Fabí MagnierComum de Duas

TakeOnMe_Volkswagen

Depois de mais de duas décadas do seu lançamento, o clipe da música “Take on me”, sucesso da banda A-Ha, continua inspirando os criativos. O videoclipe foi lançado oficialmente em 1985. Nesse ano eu ainda nem “sonhava” em nascer, mas minha irmã mais velha era adolescente e suspirava com olhinhos pequenos do Morten Harket. Conheci a música e o clipe através dela e se eu pudesse escolher o melhor clipe já criado, com certeza seria esse.

Pois bem, a Volkswagen, em parceria com a agência Deutsch L. A. criou seu novo comercial, intitulado “Feeling carefree” e dirigido por David Shane, seguindo a mesma ideia do clipe da música e, obviamente, a trilha sonora não deixaria de ser “Take on me”. Confira:

Aproveite e confira o clipe também:

Fonte.

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Intervenção excessiva do governo afugenta potenciais investidores do pré-sal

A matéria é do Valor Econômico de hoje (aliás, é a manchete de alguns dos maiores jornais do país nesta sexta), que está AQUI na íntegra, e os grifos são meus:

As britânicas BP e BG e as americanas ExxonMobil e Chevron, quatro das maiores companhias de petróleo do mundo, desistiram de participar do leilão do campo de Libra, o primeiro da camada pré-sal a ser realizado sob o regime de partilha. A desistência foi comunicada ontem por representantes das empresas à diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard.

A notícia surpreendeu o governo, que esperava a inscrição de 40 companhias e a formação de oito consórcios para a disputa. Agora, a expectativa no setor é que haja um número pequeno de consórcios e pouca competição.

Apenas 11 empresas se inscreveram. Seis são estatais: as chinesas CNOOC e China National Petroleum Corporation (CNPC), a colombiana Ecopetrol, a indiana ONGC, a malaia Petronas e a brasileira Petrobras. Outra estatal chinesa, a Sinopec, também entrará no leilão por meio da portuguesa Petrogal, na qual detém 30% do capital, e da joint venture Repsol Sinopec. Participarão também a japonesa Mitsui, a anglo-holandesa Shell e a francesa Total.

O leilão chamou mais a atenção pelo potencial de recursos energéticos a serem agregados às reservas das companhias do que pela expectativa de lucro. “Eu esperava 40 empresas, mas existe um contexto mundial, razões muito específicas que levam a essa situação”, disse a diretora da ANP.

Para especialistas no setor, a baixa atratividade do leilão é explicada por um conjunto de incertezas financeiras e regulatórias. Há dificuldade, por exemplo, para o cálculo da taxa de retorno, uma vez que não se sabe ao certo a quantidade de óleo que será retirado de Libra e o volume que será obrigatoriamente entregue ao governo federal.

Outro motivo de preocupação é a forte presença do governo no consórcio que sairá vencedor do leilão. Além de a legislação estabelecer que a Petrobras deve ter participação mínima de 30% em cada campo, a estatal recém-criada Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA) terá poder de veto no comitê operacional dos consórcios, mesmo sem deter participação acionária.

A opinião em Brasília é que o valor do bônus de assinatura de Libra, fixado em R$ 15 bilhões, é alto até mesmo para grandes multinacionais do setor. Isso, segundo fontes oficiais, estaria limitando o número de candidatos.

Temos aí MAIS UM exemplo claríssimo das consequências da intervenção do Estado no mercado: grandes investidores fugindo, com receio de amanhã a Dilma acordar de mau humor e resolver intervir no mercado, quebrar contratos etc.

Ela já fez isso no setor bancário.
Ela já fez isso no setor elétrico.

O resultado em ambos foi um desastre (no setor elétrico foi ainda mais evidente, pois há menor quantidade de empresas, menos pulverizadas).

Quanto maior o Estado, pior a vida do cidadão

O Brasil vive um momento muito triste. E as perspectivas de futuro não são boas.

Digo isso não APENAS por causa da pizza que foi servida ontem no STF. Isso é apenas MAIS UM fator, mas nem de longe o único.

Lamentavelmente, o país está seguindo cada vez mais a rota à esquerda, aproximando-se de uma abordagem socialista. Começou com a social-democracia do PSDB (época em que foram criadas as OTG, ou “Organizações Totalmente Governamentais”, aquelas organizações que se dizem “NÃO-governamentais”, mas dependem de dinheiro repassado PELO GOVERNO!), e agravou-se a partir do lulismo (que combina elementos do socialismo, do comunismo, do mau-caratismo, do oportunismo e do mi-mi-mi-mismo, este último também conhecido como “coitadismo“, ou “chorume de socialista de iPhone que acha que vai mudar o mundo através da internet e idolatra Che Guevara sem saber que ele era um assassino homofóbico“).

A partir da eleição da Dilma, piorou ainda mais! Senão vejamos: politicamente correto burro e coitadista, cotas racistas e “bolsas” para tudo, paternalismo ridículo do Estado, demagogia, populismo rastaquera, criação de NOVAS estatais, uso político desenfreado das estatais já existentes, intervenção no mercado etc. Isso sem falar na incapacidade de proteção ao direito de propriedade.

Exemplos não faltam. Podemos começar pelo setor elétrico: a presidente incomPTente quis fazer demagogia populista baratinha e interviu no setor elétrico de forma burra, vexatória mesmo. Para poder mentir em rede nacional de rádio e TV, dizendo que as tarifas de energia iriam ser reduzidas, Dilma Rousseff criou um buraco nas contas do Tesouro Nacional. Quem paga a conta BILIONÁRIA desse rombo criado pelo populismo demagógico da Dilma?

Cada cidadão do Brasil. Cada cidadão LESADO pela incompetência da gerentona que não entende nada de nada, uma analfabeta.

Hugo Chávez levou a economia da Venezuela ao buraco quando resolveu manter a gasolina a um preço artificialmente baixo (cerca de R$0,03), para fazer seu populismo bolivariano patético. Dona Dilma quer seguir pelo mesmo caminho, mas em DIVERSOS setores. Começou pelo elétrico, mas há outros setores paralisados pelo receio da intervenção exagerada do governo – e depois o Mantega fica se perguntando por que o PIB segue patinando! Ora, ninguém em sã consciência vai investir em mercados que podem, a qualquer momento, ser destruídos pelo intervencionismo burro de um governo estatizante, socialista, demagógico e corruPTo.

Tanto a Dilma quanto o Lulla usaram (e seguem usando) as empresas estatais de forma escandalosa. A Petrobras está em ruínas: endividamento recorde, valor de mercado em queda livre, precisa importar gasolina, produção interna em queda, vendendo ativos para tentar fazer caixa… Em suma, foi DESTRUÍDA pela incomPTência.

O mesmo problema enfrentam outras estatais: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, Correios, Embrapa – e a lista vai longe. Além de inchadas e mal administradas, as estatais são usadas para a politicagem da pior estirpe.

E, para coroar tudo isso, estamos pagando cada vez mais impostos mas sem nenhum retorno em termos de serviços públicos:

As diferentes fórmulas de cobrança de impostos e taxas incidentes sobre as micro e pequenas empresas provocam diferenças significativas entre os estados. Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), verificou carga fiscal média de 5,2% no país. Mas existem grandes distorções do Simples Nacional entre os 26 estados e o Distrito Federal. A maior tributação, de 8,62% no Mato Grosso, está 85% acima da menor tributação, de 4,66% no Paraná.

A constatação das diferenças originou o estudo Tributação sobre Micro e Pequenas Empresas: Ranking dos Estados, lançado nesta quinta-feira, na sede da CNI, com o objetivo de identificar práticas incomuns na aplicação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas empresas optantes pelo Simples Nacional.

O ministro interino da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Nelson Hervey, defendeu o monitoramento constante do Simples Nacional, para que os pequenos empreendedores não sejam prejudicados. “Não podemos permitir que mecanismos como sublimites, substituição tributária, antecipação ou qualquer outro diminuam o benefício que o Simples oferece. Temos que melhorar o diálogo” – disse ele.

Para o presidente do Conselho Permanente da Micro e Empresa da CNI, Amaro Sales, as discrepâncias entre as cargas tributárias só serão equalizadas quando os governos estaduais se conscientizarem que a isonomia é decisiva para dar sustentação às empresas de menor porte – responsáveis por quase 60% dos empregos no país – e para favorecer a arrecadação.

Nosso grande desafio, acrescentou, é fazer com que os governadores e secretários de Fazenda entendam as distorções no Simples Nacional, e o que elas provocam no desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Segundo Amaro, os estados se preocupam somente em aumentar a arrecadação e não percebem que, no médio prazo, a arrecadação vai diminuir se as empresas não prosperarem.  (FONTE: Brasil Econômico)

É preciso lembrar o seguinte: o Estado (governos) não tem receitas, não produz nada. O Estado arrecada/cobra impostos e taxas. Todo o dinheiro do Estado pertence, na verdade, aos cidadãos. Quando o Estado gerencia mal esse dinheiro, o que está acontecendo é que um pequeno grupo de pessoas (aqueles que tomam as decides em nome do governo) está decidindo o que fazer com o dinheiro que pertence aos cidadãos.

E o que mais existe no Brasil é gente incomPTente gerenciando mal o dinheiro arrecadado. Eis aqui um exemplo:

2014-02-27 12.15.39

E o cidadão? E o sujeito que resolve abrir uma pequena empresa, ou melhor, que TENTA abrir uma pequena empresa mas acaba sendo soterrado pela burrocracia, pelos impostos ?

As pequenas e médias empresas sofrem. Um país que não cria condições para que essas empresas surjam, perde capacidade de inovar. Perde competitividade. E vai ficando cada vez mais atrasado. Basta ver a situação deplorável de Argentina, Venezuela, Bolívia, Equador… Países que adotaram, em maior ou menor grau, essa abordagem socialista nefasta. Países que estão piorando – e servem de modelo à Dilma. A presidenta-incomPTenta prefere transformar o Brasil em capacho de republiquetas socialistas da América Latrina a aproximar o país de nações de primeiro mundo, que poderiam beneficiar a economia do Brasil.

A dúvida é: o Brasil vai virar um país decente, de primeiro mundo, sério, próspero ou vai tornar-se uma Cuba mais ao sul?