FLUXOGRAMA para resolver problemas no trabalho

Uma dica da maior utilidade:

fluxograma-problemas

PHA: demitido

Não é uma “notícia quente”, mas Paulo Henrique Amorim foi demitido do portal iG.

A última coluna do Diogo Mainardi que trata do assunto (aqui) está impagável. Leitura obrigatória. E para ilustrá-la, recomendo ESTE link.

O “jornalista” de bosta recém-demitido já foi discutido aqui no blog anteriormente. Eu já sabia que PHA é uma ameba em conserva vendida ao PT, assim como qualquer pessoa que consiga ter um pingo de QI. Mas se houvesse ainda alguma dúvida, a defesa enfática que PHA fez do bispo Edir Macedo (quando este lançou seu livro e desandou a inventar processos judiciais falsos contra a Folha de São Paulo) seria suficiente para dirimir quaisquer dúvidas. Um “jornalista” que fica babando ovo para uma figura asquerosa como Edir Macedo mostra o não valor que tem de forma inequívoca.

Contudo, recomendo ESTA leitura, enfaticamente.

Não apenas o texto é excelente, como os comentários postados por “leitores” demonstram o grau de capacidade argumentativa dos energúmenos que defendem o PHA – um “jornalista” de bosta que idolatra a igualmente filósofa de bosta Marilena Chauí, a despeito das idéias tresloucadas e deturpadas desta pobre coitada, que tem sérios distúrbios mentais.

Sobre a demissão do PHA, contudo, preciso compartilhar algo que me parece ser um “padrão”.

Ele trabalhou na VEJA, na Rede Globo e, agora, no iG.

As 3 empresas, subitamente, tornaram-se alvo de críticas e acusações duras.

Primeira pergunta: por que ele nunca levantou nenhuma destas críticas quando era funcionário destas empresas ?

Segunda pergunta: se ele só tomou conhecimento das “malandragens” cometidas (segundo o próprio PHA, frise-se) por estas empresas DEPOIS que foi demitido, que porra de jornalista investigativo de bosta ele é ?

Terceira pergunta: será que alguma empresa (TV, revista, rádio, provedor, PT etc) vai contratar esse cara, sabendo que no dia seguinte à demissão dele, ele passará a acusar o ex-empregador de tudo o que há de pior na face da terra ?????

Quarta pergunta: parece que o PHA tem uma incrível incapacidade de aceitar trabalhar em empresas que ele mesmo, algum tempo depois, descobre serem mentirosas, trapaceiras e tudo de pior….. Ele não tem capacidade de escolher melhor seus empregadores, sendo tão “brilhante, inteligente, esperto, investigativo, bem informado” ?????????

Hipocrisia e dossiê

Essa recente estória do dossiê que a Casa Civil (da pré-candidata e “toda poderosa” mãe do PAC) vazou é muito interessante.

Ajuda a mostrar de forma irremediável a hipocrisia PTralha.

Se é para divulgar gastos da Presidência, que sejam divulgados todos. Incluam-se Collor, Itamar, FHC e Lulla. Caso contrário, que não sejam divulgados dados de ninguém.

Porque, afinal, o PT já está há 5 anos na Presidência – se nunca investigou não apenas os cartões corporativos ou contas “tipo B”, mas NADA mais, ou não tem interesse em investigar nada (e, neste caso, deve abandonar o patético discurso da ética, moralidade etc), ou investigou e não achou nada (o que demonstra incomPTência exacerbada, pois decerto haverá muitas casos de corrupção).

A cada dia mais, a situação política do Brasil me enoja. Fica a leitura da coluna de Janio de Freitas (Folha de São Paulo, 30/03/2008):

O dossiê da maternidade

A MATERNIDADE recente é causa comum de vários problemas, e a ministra Dilma Rousseff, mãe do PAC de que Lula é o pai indeclarado mas óbvio, tem aí um diagnóstico para as perturbações que a acometem. Bem maiores do que a intromissão em gastos alheios. A casa de Dilma, que chamam de Casa Civil, está em desordem lastimável, relegada pela dona tomada de repentina mania de passar o tempo nas praças e solenidades. É difícil saber se mais revelador da atual Casa Civil é o vazamento mal intencionado do tal dossiê ou a menos falada, e não menos grave, remessa ao Congresso de medida provisória que é plágio integral do projeto de um deputado. A lucidez foi-se nas perturbações pós-maternidade.

A oposição não tem gerado rebentos de espécie alguma, limitada a uma discurseira estéril. Em sua permanência nas preliminares, não se deu conta sequer de que a gravidade do tal dossiê não está em que o Planalto levante e organize gastos de Fernando Henrique e Ruth Cardoso. Nem mesmo vem da divulgação em si de pequena parte desses dados, porque gastos de governo devem ser de conhecimento público. A gravidade está em que, de um levantamento talvez útil, os gastos pinçados e divulgados o foram com o propósito de intervenção velada do governo em uma comissão de inquérito do Congresso. Para assim inibir a busca parlamentar dos gastos de Lula e familiares. E essa operação perturbadora, de fins políticos e anti-éticos, foi feita na própria Presidência da República.

Dilma Rousseff e os governistas atribuem a má-fé da imprensa, em particular da Folha e de “Veja”, às referências a dossiê. Para contestá-lo, de início disseram ser um levantamento pedido pelo Tribunal de Contas da União. Constatado haver apenas uma sugestão do TCU para menos precária organização de dados da Presidência da República, a explicação passou a ser os preparativos para atender à CPI, cuja criação refere-se ao uso de cartões e da conta B (gastos em dinheiro) dos últimos dez anos. Agora, nota oficial da Casa Civil, com a dona-de-casa em viagem pelo Nordeste, pretende que o levantamento dos gastos “trata-se de uma ferramenta de gestão”.
Ocorre que “ferramenta de gestão” não quer dizer nada. É só uma expressão de burocratas e tecnocratas iletrados. Dossiê diz. Todos sabemos ser um conjunto de informações ou documentações que têm alguma ligação entre si. O que saiu da Presidência da República para divulgação é, sim, o que se chama de dossiê.

  recusa à denominação quer negar o propósito. Mas retrata também a perturbação da trabalhosa maternidade recente, Brasil afora ao som de cada discurso mais tresloucado que o anterior, e da também perturbadora condição de já candidata a Mãe do Ano de 2010. Algumas palavras que nunca se suporia ouvir de Dilma Rousseff:
“Se estão interessados em apurar mais profundamente esse episódio [do dossiê], seria importante que aqueles que divulgaram informações que constam de um banco de dados da Casa Civil viessem a público e assumissem quem recebeu aqueles documentos, aquelas páginas”.

Pois é, quem recebeu, e não quem entregou, é que teria de vir a público para assumir não sei o quê. De tal modo que o auxiliar de Dilma Rousseff que selecionou os dados e aquele que os entregou a um repórter continuassem anônimos. O que está aí não é só a inversão de responsabilidades e o abandono da lucidez. É a adesão a práticas de regimes em que a inculpação e a inocentação distribuíram-se segundo a conveniência do poder, ou de um poderoso.

E quem será o chamado a assumir a responsabilidade pela medida provisória plagiadora? O deputado Asdrubal Bentes, que apresentou o projeto com o texto original no ano passado, e não o funcionário que o copiou na íntegra, talvez no Ministério do Desenvolvimento Agrário, e a Casa Civil que o recebeu, aprovou, deu à assinatura de Lula e o mandou à Câmara, para entrada imediata em vigor? Note-se ainda que Lula se comprometera a não enviar MPs senão em caso de relevância e urgência, para evitar decisões do Congresso que as limitem mesmo ao permitido pela Constituição.

O jornalismo agradece a divulgação de gastos presidenciais, ainda que só do passado, mas a operação palaciana que a executou é repugnante. O plágio da MP, por sua vez, é só uma clara radiografia do comando do governo.

Boca a boca: tradição, e não modismo

“Propaganda boca-a-boca”.
Um termo decano, que permanece atual.
Já há alguns (muitos) anos, vemos o marketing preocupado com esta questão, como parte do composto de comunicação e promoção.
Para entender melhor o que é e como funciona a propaganda boca-a-boca, podemos recorrer a algumas leituras básicas: aqui, aqui, aqui e aqui.

Em inglês, o termo que representa a propaganda boca-a-boca é “word of mouth”.
Referências e explicações detalhadas não faltam. Começando por aqui.
Algumas sugestões: aqui, aqui e aqui.

Porém…….há mais…..

AQUI, disponibilizo um artigo que usei na minha dissertação, obtido diretamente com o autor (por isso o “formato” estranho, pois o artigo não havia sido publicado ainda……atualmente, já deve tê-lo sido), que trata, também, do “word of mouth” (ou WOM para os íntimos).

AQUI está um artigo publicado no Journal of Marketing Research, um dos mais respeitados “journals” publicados sobre marketing (editado pela American Marketing Association).

AQUI outro artigo, desta vez publicado no Journal of Advertising Reasearch de dezembro de 2007. Esta edição do JAR, aliás, é uma edição especial, dedicada EXCLUSIVAMENTE à propaganda boca-a-boca. São mais de 8 artigos sobre o tema.

Seria possível continuar listando referências e mais referências, mas estas já são suficientes para se compreender melhor o que é, afinal, a propaganda boca-a-boca.

Estas referências podem ser úteis para o Rafael, que me pediu para explicar com mais calma se “marketing viral” é a mesma coisa que “propaganda boca-a-boca”.

Bom, isso depende, Rafael…..

Honestamente, “marketing viral” me parece um tema vazio, sem nenhum sentido.
Utilizando a definição que ele forneceu no comentário que deixou neste post (em linhas gerais, marketing viral foi o nome criado para designar as técnicas utilizadas nas redes sociais para estimular o boca-a-boca online em larga escala. Agora, entender todo o processo que há por trás disso vai muito além de uma matéria na Folha e ler alguns “blogs imbecis”), parece que marketing viral nada mais é senão a propaganda boca-a-boca realizada no ambiente da internet, recorrendo a blogs, vídeos do YouTube e afins.
Será que “SPAM” estaria incluso nisso ?????

Comparativamente, eu proponho a seguinte reflexão: dirigir um carro com câmbio automático é a mesma coisa que dirigir um carro com câmbio manual ?
Para mim, sim.
O ato de dirigir aplica-se a carros automáticos ou “manuais”, e as habilidades e conhecimentos necessárias são basicamente iguais. Há uma ou outra particularidade, mas, grosso modo, é a mesma coisa.
Então, seguindo esta linha de raciocínio, fazer propaganda boca-a-boca pela internet (seja blog, seja qualquer outro meio “virtual” ou “digital”) é a mesma coisa que fazer propaganda boca-a-boca pessoalmente ou por telefone ?
O ato, o processo em si, é o mesmo; o que muda é o MEIO utilizado (telefone, conversa pessoal, carta, telegrama, telex, fax etc). Os objetivos também são os mesmos, não ?!

Então, se o termo “dirigir” vale tanto para carros “manuais” como para carros automáticos, por que cargas d´água eu teria que inventar um verbo exclusivo para representar o ato de dirigir um carro automático ?

Isso é o que acontece com o modismo……
Cria-se um termo “novo”, aparentemente revolucionário, mas que serve para designar uma ação conhecida (e amplamente utilizada) há anos, décadas quiçá…..

Qual é, afinal, a diferença entre “marketing viral” e “propaganda boca-a-boca” ?
Existe alguma ?
Se não houver diferenças, por que criar um termo novo ?
Só para vender mais livro ? Só pra parecer “importante” ao dizer “sou especialista em marketing viral” ?

Enfim…….qual o propósito ?
Ou seria só frescura ?????

 

Logística e custo-Brasil

Uma contribuição do (quase) aluno Chico, muito interessante – por isso, reproduzo integralmente.
A entrevista foi publicada no DCI.

Um dos setores com maior ênfase em expansão e gargalos neste ano, o mercado de logística segue em um ritmo ascendente, e atrai investidores internacionais, afoitos por uma parcela do mercado de frete e serviços voltados à exportação e importação. Tudo o que envolve a cadeia logística tem uma vitrine neste mês de abril, a realização da maior feira do setor na América Latina, a Intermodal South America, que pode ser replicada depois na Europa, de 15 a 17 de abril, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.
Para falar do setor e da mudança de mãos por qual passa o mercado de promoção de eventos corporativos no País, o programa Panorama do Brasil recebe esta semana o especialista no ramo, Tadeusz Polakiewicz , diretor da Intermodal. O executivo conversou com o apresentador do programa, Roberto Müller, e os jornalistas Milton Paes, da rádio Nova Brasil FM e Márcia Raposo, diretora de redação e editora-chefe do DCI. Veja alguns dos principais trechos da entrevista.

Roberto Müller: Como é essa história de comprar e vender uma empresa, e depois comprar de volta e vender de novo?
Tadeusz Polakiewicz
: É sempre bom montar um negócio, chegar a um momento em que ele esteja maduro o suficiente e vender de novo. Acho que todo empresário tem isso como um sonho. Entramos nesse mercado há 16 anos, com meu sócio, no lado de mídia.
Começamos com uma revista, o Guia Marítimo, focada no setor marítimo, daí atendendo a demanda e aos pedidos dos clientes, montamos feiras e depois outras revistas e preenchemos uma lacuna no mercado de atender profissionalmente ao que o usuário, o embarcador de carga precisava, e especialmente a comunidade prestadora de serviços de comércio exterior, fomentando opções e ferramentas de marketing para eles. Com isso, fomos fechando o mercado, despertando o interesse de empresas de fora que queriam entrar.
O primeiro contato foi em 1999, quando fomos assediados por alguns grupos querendo entrar na América Latina. Nosso evento é focado na América Latina, aí tivemos a primeira proposta e fechamos uma venda para o Dahling Mail Group, um grupo de jornais ingleses que também com uma divisão de feiras e negócios, dirigidos a diversos segmentos.
Ficamos trabalhando para essa empresa por três anos e em 2003 eles resolveram sair da América Latina. Eles também tinham aqui uma feira chamada Salão de Duas Rodas e algumas feiras na Argentina. Aqui ajudamos a desenvolver a Off Shore, em Macaé (RJ), voltada ao setor petrolífero que tem um sucesso estrondoso, focado mais para o lado operacional e não para o comercial. Então, em 2003, depois do soluço na Argentina, eles resolveram sair da América Latina e nós ficamos sendo o único produto deles aqui.

Roberto Müller: E daí foi então que o senhor comprou de novo…
Tadeusz Polakiewicz
: Em 2003, eles resolveram investir para a China e nós éramos o único produto no mapa deles, por assim dizer, da estratégia deles na América Latina. Daí compramos de volta com um bom negócio e assumimos novos produtos, compramos uma feira concorrente, uma pequena feira setorial em São Paulo e desenvolvemos o produto mais ainda. Agora, no começo do ano passado, fomos contatados de novo por um outro grupo, que tem o perfil e o empenho em trabalhar na área de transporte operacional, o perfil do portfólio de produtos deles, e acabamos vendendo. Agora, então, a Intermodal faz parte de um grupo inglês, que é conhecido como United Business Media, e várias divisões deles.
Uma delas é focada no setor de feiras especializadas, que chama CMP, e ela já detém alguns eventos aqui no Brasil, nos setores de farmacêutica, restaurantes e bares, de informática, e está com intenção, este ano, de investir em R$ 30 milhões, em novos produtos, em novas feiras.
Agora estamos passando o bastão, a gerência, nosso pessoal todo para esse Grupo, mantendo a mesma estrutura, a mesma qualidade, com possibilidades ainda maiores, como eles já têm um perfil editorial, uma divisão focada no setor de transportes internacional, isso possibilitará nossos expositores maior visibilidade, maior capilaridade no exterior.

Milton Paes: O senhor continua lá?
Tadeusz Polakiewicz
: Continuo até a entrega dessa feira [a Intermodal, realizada em abril]. Depois eu saio porque tenho outras empresas, outros negócios, então vou começar a focar melhor novos negócios.

Márcia Raposo: Eu gostaria de falar um pouco sobre essa Intermodal, porque o DCI tem uma sessão que acompanha com muito carinho os eventos desse setor, e nós vemos que os setores ligados ao comércio exterior têm tido uma afluência inesperada de interessados. Queria que o senhor nos contasse, se essa Intermodal já está vendida faz tempo, se ela vai ser muito grande. Porque o que percebemos que às vezes tem de pegar uma fila para esperar um lugar nessas feiras. É isso mesmo?
Tadeusz Polakiewicz
: Correto. Esses setores, principalmente o setor de transporte internacional de carga, vamos falar em logística. A logística pode ser dividida em dois setores, a nacional, ou doméstica, que é focada na distribuição de um supermercado, de uma fábrica; e a logística internacional, já muito voltada, é claro, ao comércio exterior.
Quando iniciamos o evento, existia essa lacuna. A feira acontece agora, já em sua 14ª edição, e nós começamos também a ter as importações, e com as importações, o comércio exterior brasileiro se fez presente. Nós acompanhamos nesses 15 anos e começamos a ver um crescimento do exterior. Com isso, houve um boom, e a feira tornou-se um ponto de referência, ponto de encontro da América latina. Ela se chama Intermodal South América e é focada a todo o setor.
Com isso, realmente houve uma grande demanda, um crescimento de provedores de soluções logísticas para o comércio exterior, e uma afluência muito grande. Várias empresas surgindo, empresa de fora comprando soluções de provedores locais, e então cresceu muito e realmente o nível de satisfação de uma feira, o nível de sucesso, é medido a partir do índice de renovação da feira.
Então, sim, a feira é vendida. 85% da feira é negociada no próprio evento anterior. Há uma demanda por áreas, nossa intenção não é expandir, nós aumentamos agora a fera em 10%, a capacidade física da feira, ela ocupa agora quatro pavilhões do Transamérica [Expo Center, em São Paulo], mas a nossa idéia é qualificar cada mais o público, e também o lado dos expositores, então a comunidades de prestadores, os líderes dos distintos segmentos, dos serviços de comércio exterior estão lá presentes. Não há necessidade de expandir, não queremos uma feira muito grande, queremos focar como uma feira de negócios, nesse sentido, a feira é um grande sucesso.

Márcia Raposo: Quantos milhões giraram na última edição?
Tadeusz Polakiewicz
: É difícil mensurar, normalmente temos um índice dado pela Fiesp, que a logística internacional representa de 3% a 4 % do PIB, então, esse é um dado bastante relevante. Durante a feira são fechados negócios para ano inteiro, uma montadora vai fechar um acordo com uma companhia de navegação; um armador para uma prestação se serviço anual; um movimentador de contêineres, ou abertura de portos que terminaram como novos terminais, esses tipos de contratos são a longo prazo, então na há um número específico para a feira, mas ela é extremamente representativa para os setor durante todo o ano, então as empresas alocam boa parte de sua verba promocional à Intermodal.

Roberto Müller: No caso, por exemplo da entrada desse grupo inglês, a Intermodal vai ter um aspecto maior, principalmente sobre o ponto da logística internacional? Já nesta edição?
Tadeusz Polakiewicz
: Sim, vai aumentar. É a visibilidade dela, talvez a até a própria exportação da Intermodal para outros continentes; ela já é maior feira das Américas. Tivemos 44 mil visitantes no ano passado, focada realmente em transporte e logística internacional. Nós estamos tentando filtrar cada vez mais, selecionar cada vez mais. O porque disso, é interessante, o que o embarcador, ou seja, o executivo de comércio exterior procura na feira o que ele vai encontrar na feira.
Hoje, o mercado internacional é extremamente competitivo, para que nós consigamos concorrer com um café colombiano, por exemplo, onde nosso café sai daqui ao mesmo preço, a diferença é por centavos de dólar colocado no ponto de destinos. O que vai possibilitar a competitividade melhor do nosso produto é a entrega no destino final, então a logística é um valor agregado ao marketing muito grande, então esses embarcadores procuram através varias empresas prestadoras de serviços de comércio exterior, vantagens logísticas que na contabilidade final, possibilitem que seu produto chegue a Roterdam, Nova York ou Cingapura, por um valor mais em conta e com isso ele é mais competitivo com nosso vizinho.
Quem carrega realmente hoje o comércio exterior brasileiro não é tanto o Estado, vendo o abandono das estradas. Esse sonho eterno de tapa buracos, vamos dizer assim, passiva, enquanto em outros países, nosso colegas pensam no porto que vai ter daqui a 10 anos um problema de sobrecarga, então, enquanto eles investem em novos portos, novas estradas, nós aqui estamos tapando buracos.
Quem carrega a logística realmente hoje é o prestador de serviços de comércio exterior, porque o produto brasileiro que sai de fábrica hoje, é um produto em primeira mão, realmente em estado de arte, quando ela sai do portão do exportador brasileiro, ele começa a bater na burocracia, bater de frente com os buracos, o frete aumenta, a falta da infra-estrutura portuária, esse tipo de entrave quem consegue facilitar é uma transportadora, é um equipamento diferente, é um pregador de serviços, um armador, opções que possibilitem esse exportador ultrapassar esses entraves que existem no comércio exterior.

Roberto Müller: É possível que o novo controlador da Intermodal replique essa experiência em outros países, porque o Brasil, tem uma participação ainda restrita no comércio internacional, não obstante o crescimento significativo dos últimos anos, exportando o modelo de feiras.
Tadeusz Polakiewicz
: Na indústria de feiras nós temos vários players e cada um segmentado por uma temática, então temos organizadores de feiras especializados em informática, alguns em petróleo, alguns em setores de varejo dos mais diversos e há uma concentração, um foco por setor. No foco de transporte, comércio exterior a nossa fórmula provou ser muito interessante. Havia até uma feira nos Estados Unidos há alguns anos atrás, onde o foco acabou sendo o hardware do comércio exterior, quer dizer só para os equipamentos, e o nosso foco foi sempre andar de mãos dadas como embarcador de cargas, e essa é uma fórmula de sucesso.

Milton: A Intermodal é anual e acontece agora em abril?
Tadeusz Polakiewicz
: Em São Paulo, de 15 a 17 de abril. Acontece anualmente, no primeiro semestre. A idéia dos novos controladores, sim, é expandir, é exportar esse modelo, eventualmente para índia, ou Estados Unidos, dessa trazer os embarcador, então isso nós sentimos que é uma lacuna no mercado e a United Business Media, tem essa possibilidade, junto com a divisão de revistas dela que são vários títulos, tem estatísticas de comércio exterior, que possibilitam esse contato com mercado durante os outros 11 meses do ano.

Márcia Raposo: Queria voltar a um tema muito interessante para nós, brasileiros. Você tocou num ponto que eu acho ser um desafio para os empresários de comércio exterior, quando um produto sai dos muros da fábrica e tenta chegar no porto. Acho que deve ter uma grande parcela desse empresário que procura fazer com que o produto dele não chegue com embalagem quebrada em Amsterdã, não chegue torto em Hong Kong. Como é que a Intermodal tem abrigado essa gente, se eles são a maior parte?
Tadeusz Polakiewicz
: Hoje o prestador de serviço de logística internacional tem que ter um acordo com a sua parceira ou a sua própria empresa no exterior que ofereça os serviços no ponto de entrega, no destino final. Para levar o produto porta-a-porta tem que ter uma capilaridade de serviços muito grande, porque do mesmo jeito que atende uma exportação para Angola, ele vai atender uma exportação para Cingapura, ou Alaska. Precisa ter ali parceiros que atendam esse lado Quando nós vimos há alguns anos várias empresas internacionais de logística vindo para a América Latina, e vários governos investem nisso, o alemão, por exemplo, através da DHL, que é do Deutsche Post. Investindo também em companhia aéreas, tamanha é a importância da logística hoje para a economia.
O que aconteceu, quando essas empresas vieram aqui para o Brasil, houve várias aquisições, acordos, onde os líderes, as prestadoras de serviços locais forma adquiridas por elas, porque o know-how, a tropicalização da logística, não há como nós possamos influenciar uma logística no sudeste da Ásia, ou antigos países da Europa que têm sua peculiaridade. Nós aqui também temos, então eles precisam desses parceiros, e as empresa brasileiras tem um know-how, de passar pelo lado burocrático, realmente ímpares, então, elas que conseguem sair através desse meandro, desses entraves, que travam o comércio exterior, nem tanto uma avaria, algum problema assim.
Mas, hoje o comprador de um produto brasileiro, vê que entre o produto brasileiro ou o indiano a diferença é mínima, é quem consegue colocar ali no tempo que ele precisa o just in time a logistic. Hoje você entra na produção mesmo, você está entregando o produto ali na linha de produção, então você atrasa cinco dias, por congestionamento de portos, por causa da safra em Paranaguá, ou por greve de transporte ferroviário, ou por não ter infra-estrutura e levar mais tempo para chegar ali. Isso acaba sendo levado em conta pelo comprador do nosso produto, então ele acaba pensando, com vou contratar alguém que realmente coloque o produto ali no dia, ou em questão de horas. Muitas vezes os malotes ou curriers levam 24 horas.

Roberto Müller: Não sei se tem como o senhor dinamizar isso, mas qual é a visão no exterior em relação ao Brasil, a logística e esses entraves burocráticos?
Tadeusz Polakiewicz
: Não perdemos nada para nenhum fabricante no exterior, temos inclusive boa parte da exportação entre o comércio internacional interfábricas, ou seja, uma empresa provedora de serviços automobilísticos enviando para sua filial num outro setor, mas os entraves são vistos ainda sim como problemas e hoje já vemos um certo êxodo de empresas mudando de local, indo para Argentina, indo para a China, onde quer que seja, nós estamos exportando nossas empresas por motivos logísticos muito fortes, mais que trabalhistas.

Post longo, mas o assunto é relevante…..

Saudação das FARC

É sempre interessante “remexer” o baú de notícias…….

Agora em 2008, muito se falou sobre as FARC, um grupo terrorista que conta com o apoio de Hugo Chávez, Fidel Castro (R.I.P.), Lulla e outros trogloditas debilóides. A notícia abaixo dispensa qualquer comentário:

Farc divulgam carta em que saúdam Lula pela reeleição

Reuters22/11/2006

BOGOTÁ (Reuters) – A principal guerrilha colombiana de esquerda, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), enviou na quarta-feira uma “saudação bolivariana” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o parabenizou pela sua recente vitória eleitoral, que lhe garantiu mais quatro anos de mandato, classificando-o como filho predileto do Brasil.

As Farc, uma força guerrilheira de 17.000 combatentes, costuma enviar saudações aos governos de esquerda da América Latina.

“O mundo é testemunha de que o povo brasileiro fez das urnas eletrônicas o sacrário de sua vontade soberana, pois transformou a reeleição do presidente Lula em uma lição de soberania popular, em uma manifestação clara de rejeição às velhas formas de governo”, disse a guerrilha em uma carta enviada por email.

As Farc anunciaram que respeitarão o território do Brasil e que estão dispostas a estabelecer relações políticas com os governos e populações de países vizinhos.

O Brasil compartilha com a Colômbia uma fronteira terrestre de 1.645 quilômetros.

As Farc, que afirmam lutar pela implementação do socialismo num país de mais de 41 milhões de pessoas com uma grande distância entre ricos e pobres, reiterou suas críticas aos Estados Unidos e ao governo do presidente colombiano, Alvaro Uribe, que promove uma agressiva campanha militar para combater a guerrilha com o apoio de Washington.

(Por Luis Jaime Acosta)

 

Bolsa-esmola

Vai transar? O governo dá camisinha.
Já transou? O governo dá a pílula do dia seguinte.
Engravidou? O governo dá o aborto.
Teve filho? O governo dá o Bolsa Família.
Tá desempregado? O governo dá Bolsa Desemprego.
Vai prestar vestibular? O governo dá o Bolsa Cota.
Não tem terra? O governo dá a Bolsa Invasão e ainda te aposenta.

 

AGORA……Experimenta estudar e andar na linha pra ver o que é que te acontece !!!!!

VOCÊ VAI GANHAR UMA BOLSA DE IMPOSTOS NUNCA VISTA EM LUGAR ALGUM DO MUNDO !!!!! PARABÉNS.

OXÍMORO

Oxímoro é, segundo o dicionário Houaiss, uma figura de retórica, na qual se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente,mas que, no contexto, reforçam uma expressão.
Por exemplo: “o grito do silêncio”,”silêncio ensurdecedor”, “obscura claridade”, “contentamento descontente” “ilustre desconhecido”, e por aí vai.

Escola Superior de Guerra, noutro exemplo, é um oxímoro, na opinião de Millôr Fernandes: segundo ele, sendo de guerra não poderia ser superior.
Pois é.

O Brasil, além de tudo, é mesmo um país oximoroso. O autor da descoberta é o professor de português Sérgio Rodrigues. No país, temos vários oxímoros. Um dos mais óbvios:

“Conselho de Ética do Senado”

GLOBALIZAÇÃO

Qual é a mais correta definição de Globalização?

A Morte da Princesa Diana.

Por quê?

Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas.

A princesa foi tratada por um médico americano, que usou medicamentos brasileiros.

E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana -(Bill Gates), e, provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios,descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por judeus, através de uma conexão paraguaia.

Isto é GLOBALIZAÇÃO !!!