Teoria dos Jogos: simetria, cooperação e diversão

Há algumas semanas estou enrolando, mas neste fim de semana PRECISO tirar essas leituras da lista de “stand by”, sob o risco de permitir a criação de teias de aranha no cérebro (não dá para ler só TCC, senão atrofia tudo!). As 3 me parecem bem interessantes:

1) Cooperation under incomplete information on the discount factors

Abstract: In repeated games, cooperation is possible in equilibrium only if players are sufficiently patient, and long-term gains from cooperation outweigh short-term gains from deviation. What happens if the players have incomplete information regarding each other’s discount factors? In this paper we look at repeated games in which each player has incomplete information regarding the other player’s discount factor, and ask when full cooperation can arise in equilibrium. We provide necessary and sufficient conditions that allow full cooperation in equilibrium that is composed of grim trigger strategies, and characterize the states of the world in which full cooperation occurs. We then ask whether these “cooperation events” are close to those in the complete information case, when the information on the other player’s discount factor is “almost” complete.

2) The single crossing conditions for incomplete preferences

Abstract: We study the implications of the single crossing conditions for preferences described by binary relations. All restrictions imposed on the preferences are satisfied in the case of approximate optimization of a bounded-above utility function. In the context of the choice of a single agent, the transitivity of strict preferences ensures that the best response correspondence is increasing in the sense of a natural preorder; if the preferences are represented by an interval order, there is an increasing selection from the best response correspondence. In a strategic game, a Nash equilibrium exists and can be reached from any strategy profile after a finite number of best response improvements if all strategy sets are chains, the single crossing conditions hold w.r.t. pairs (one player’s strategy, a profile of other players’ strategies), and the strict preference relations are transitive. If, additionally, there are just two players, every best response improvement path reaches a Nash equilibrium after a finite number of steps. If each player is only affected by a linear combination of the strategies of others, the single crossing conditions hold w.r.t. pairs (one player’s strategy, an aggregate of the strategies of others), and the preference relations are interval orders, then a Nash equilibrium exists and can be reached from any strategy profile with a finite best response path.

3) Strategy-proofness versus symmetry in economies with an indivisible good and money

Abstract: We consider the problem of allocating a single indivisible good among $n$ agents when monetary transfers are allowed. We study the possibility of constructing strategy-proof, symmetric, and budget balanced mechanisms. We show that there is no strategy-proof, symmetric, and budget balanced mechanism (under the weak domain condition that the set of agent’s possible valuations includes at least $n+1$ common valuations). Moreover, this result implies that there is no strategy-proof, symmetric, and budget balanced mechanism (i) in the model where agents may have non-quasilinear preferences, and/or (ii) in the unit-demand model with $n$ heterogeneous indivisible goods.

E, ainda no assunto Teoria dos Jogos, li isso aqui há algum tempo no blog Economista X e havia esquecido de divulgar. Vale a pena:

Um programa de TV (Japonês) colocou três campeões olímpicos de esgrima para lutar contra 50 esgrimistas amadores. O objetivo era, com a espada, “matar” o oponente — o que significava furar um pequeno balão no peito do mosqueteiro. Antes de olhar o vídeo (no fim do post), vale a pena perguntar: qual é o resultado previsto pela teoria dos jogos? Será que a teoria acerta?
Que jogo é esse e qual é sua solução?
Antes de saber qual conceito de solução aplicar (Nash, subjogo perfeito, sequencial etc), é preciso descobrir que “classe de jogo” esse quadro da TV seria.
Não é exatamente trivial caracterizar essa situação dentro de um “game-theoretic” framework. Mas vejamos. Existe um conjunto de jogadores. O jogo é claramente sequencial, com se fosse dividido em vários estágios em cada um dos quais um grupo de amadores vai se revezar no ataque dos mosqueteiros olímpicos. Quando cada amador decide o que fazer em cada estágio do jogo, ele não sabe exatamente o que os demais jogadores fizeram nos estágios anteriores. Em cada conjunto de informação, há várias histórias de jogo e cada jogador não sabe exatamente qual foi exatamente a história de jogo de cada um dos demais jogadores.
Cada jogador tem um conjunto de estratégias em cada conjunto de informação do jogo. E cada uma dessas estratégias tem um ganho associado à ela. Há claramente heterogeneidade entre os jogadores: cada um parece ser de um dos dois seguintes tipos: o tipo “brigão”, que vai “engage” um dos esgrimistas olímpicos, e o tipo “malandro”, que vai pegar carona na multidão pra prolongar sua sobrevivência no jogo. Há uma distribuição (subjetiva) de provabilidades sobre quem é de que tipo aqui, supõe-se. O payoff desses tipos é provavelmente diferente porque os primeiros derivariam uma utilidade em exercer esforço.
Dito isto, estamos diante de um jogo dinâmico com informação incompleta. A questão então é: qual é o Equilíbrio Perfeito Bayesiano de Nash nesse jogo?
Solução
Esse tipo de equilíbrio envolve não apenas uma sequência de estratégias para todos os estágios do jogo (perfil de estratégias) mas também um conjunto de crenças que seja consistente com as estratégias em cada estágio e onde a crença sobre em qual trajetória ele se encontra em cada conjunto de informação no qual ele é chamado a jogar é definido de acordo com a regra de Bayes.
Com a informação que está disponível ao se assistir o vídeo, é obviamente impossível computar o equilíbrio desse jogo sem fazer um monte de suposição adicional que restrinja o espaço de estratégias e diminua a multiplicidade de trajetórias que 50 jogadores em um jogo com tantos estágios pode gerar. O que torna esse jogo mais complicado de analisar mas também mais fascinante é que o número de jogadores vai diminuindo ao longo do jogo.
Schelling point
Mesmo assim, considerando que o payoff do jogo para os mosqueteiros amadores era uma função direta tanto do ato de derrotar os esgrimistas olímpicos quanto de permanecer no jogo por mais tempo possível, é possível argumentar que o equilíbrio do jogo seria “misturada” no sentido de que envolveria uma estratégia na primeira parte do jogo (se esconder e evitar uma disputa direta com os esgrimistas olímpicos) e outra na segunda parte do jogo (atacar o esgrimista olímpico — ponto focal — usando o tamanho menor de esgrimistas para uma ação coordenada, o que em certo sentido poderia ser uma “misrepresentation” de tipo). Tudo indicaria, ao menos teoricamente, que um dos esgrimistas amadores seria o vencedor.  Será que é isso que acontece? Vejam o vídeo por vocês mesmos.

Há obviamente, dezenas de outras explicações possíveis — inclusive mais simples.

Finalmente, eis aqui o vídeo mencionado:

 

 

Politicamente correto enfiado no rabo

Excelente vídeo, com um discurso que literalmente enfiou o politicamente correto no rabo da fofinha:

Apenas para deixar claro: o chamado “politicamente correto” é o apoio dos ignorantes e intelectualmente despreparados; tornou-se o grande muro de arrimo de imensa maioria da esquerda paternalista (perdão pelo pleonasmo) que não tem capacidade de fazer e precisa, pois, chupar o Estado e os demais cidadãos.

Fica o registro desse artigo brilhante de João Pereira Coutinho publicado na Folha:

O mundo é dos bárbaros

O Muro de Berlim caiu há 25 anos e alguns lunáticos acreditaram genuinamente que o mundo chegara ao “fim da História”. Francis Fukuyama foi apenas um deles: com o descrédito do comunismo, só restava ao mundo a solução demo-liberal.

Poucos anos depois dessa proclamação pseudo-hegeliana, dois aviões rebentavam com as Twin Towers de Nova York.
E hoje, ano da graça de 2014, o Iraque está a ser devorado, pedaço a pedaço, por aquele grupo terrorista (a Al Qaeda) que toda a gente declarava morto e enterrado. Moral da história? A história não tem moral. Nem fim.

Mas há uma consequência da Queda do Muro que faz parte da história intelectual do nosso tempo: a emergência do pensamento politicamente correto nas pocilgas acadêmicas e editoriais.
Calma, povo: o pensamento politicamente correto é anterior a 1989. Para sermos rigorosos, começou com a ambição respeitável de garantir condições de igualdade a minorias várias que eram objetivamente destratadas pelo Estado.

A luta pelos direitos civis na América segregacionista de meados do século 20 foi uma luta politicamente correta. Em vários sentidos da palavra.
O problema é que situações de discriminação objetiva foram substituídas por delírios linguísticos que ganharam força de dogma depois de 1989. Porquê depois de 1989? Porque com a morte do comunismo não morreu a sua ideia motriz: a ideia de que a humanidade se define pela luta perpétua entre exploradores e explorados.

E se o proletariado já não era o explorado da situação –nas ruas de Berlim ou de Bucareste o proletariado desprezava o “materialismo histórico” e desejava ardentemente os confortos do mundo capitalista– então era preciso encontrar novas vítimas. E elas foram encontradas: os negros, as mulheres, os gays, os anões –a lista é infinda.

E, com essa lista, vieram as patrulhas: gente que copia os piores vícios dos velhos inquisidores, procurando sinais de corrupção onde eles nem sequer existem.

Por isso merece leitura obrigatória o texto publicado nesta Folha (“Tolerância intolerante”, 15/6/2014) de Luís Pereira e Sílvio Pera. São dois professores de pré-vestibular que analisam o “neofundamentalismo politicamente correto” que hoje existe nas escolas.

Exemplos? Pereira e Pera contam esse: um professor dissertava na aula sobre a inferioridade da mulher na sociedade patriarcal do Ocidente. Não vou perder tempo com a natureza anacrônica da expressão “sociedade patriarcal”. O que interessa é que o professor até admitiu que a história que existe nos livros é, sem grandes exceções, uma “história masculina”.

Foi o que bastou para que uma aluna apenas escutasse “história masculina” (fora do contexto) e pulasse de indignação contra o professor “machista”.

Nada disso me espanta. Anos atrás, ainda como aluno, um professor de Filosofia explicava pacientemente que, ao contrário da caricatura habitual, Sócrates até tinha uma opinião moderada sobre as mulheres (coisa rara entre os seus pares), apesar de as considerar seres intelectualmente inferiores.

A falange feminista abandonou ruidosamente a sala. Seguiu-se uma queixa contra o professor.
O professor não se atemorizou. Solidário com a luta das alunas, propôs que todos lavrassem em conjunto uma queixa contra Sócrates, o verdadeiro responsável pelo insulto. Até sugeriu um título: “O Julgamento de Sócrates”.

As alunas, com o sentido de humor que as cabeças politicamente corretas normalmente têm, consideraram a sugestão um novo insulto. E resolveram apresentar os seus argumentos no carro do professor –com tinta, pregos e vidraças quebradas.

O professor, em idade de pré-aposentadoria, resolveu tratar da burocracia mais cedo. Aos bárbaros o que é dos bárbaros, disse ele.

Ou, pelo menos, eu quero muito acreditar que sim.

Startups Brasil

Em novembro de 2013, recebi esta mensagem abaixo pelo site:

Olá Munhoz, nós somos o Startups Brasil, o maior mapa de empresas Startups e universidade do Brasil.

Gostaria de apresentar nosso portal (http://www.guiato.com.br/startups/), que tem o objetivo de linkar os estudantes universitários, técnicos e profissionais, com as Startups, que estão em busca de funcionarios qualificados, mostrando ainda quais empresas ficam mais próximas de sua casa ou instituição de ensino.

Além disso, o site oferece o serviço de localizar a universidade mais próxima do futuro estudante. Possuímos em nosso banco de dados mais de 700 Startups geolocalizadas e mais de 1000 universidades mapeadas e cadastradas em nosso site.
A preocupação de criar um projeto sem fins lucrativos focando em Startups é de que muitas pessoas não tem conhecimento de como funciona uma Startup. Para isso o site oferece diversas dicas de como trabalhar em uma e as vantagens de trabalhar em uma empresa Startup.

Como o Startups Brasil é um projeto novo, queremos seu apoio nos auxiliando a divulga-lo para que os estudantes e profissionais tenham a oportunidade de trabalhar em uma Startup. Você pode ajudar colocando um link do nosso site em alguma seção de seu portal ou fazer um artigo sobre nosso projeto e colocar o link. Caso você possua uma empresa Startup e quer ser cadastrada em nosso banco de dados, nos envie o nome, o endereço (se possivel latitude e longitude), telefone e o link de seu site.

Se tiver dúvidas, sugestões ou comentários, por favor, não hesite em nos contatar!

Atenciosamente,
Vitor Moya – Startups Brasil
Av. Brig. Faria Lima 1571, 7º andar | São Paulo-SP, 01452-918 | Brazil

Primeiro, preciso pedir desculpas pela demora em mencionar este assunto. A mensagem ficou “soterrada” pelas mensagens recebidas posteriormente, e eu, claro, acabei esquecendo (a idade é um problema sério!).

Segundo, agora que achei a mensagem, resolvi divulgar porque é uma iniciativa interessante.

Desejo muito boa sorte ao pessoal, e me coloco à disposição por aqui.

O bote de “fibra ótico” da anta

Recebi por e-mail do amigo Lúcio e reproduzo, porque é muito divertido – na verdade é patético ter uma ignorante como Presidente da República, mas já que a anta foi colocada lá, resta rir da infinita ignorância:

Em duas palavras, S. Excia Anta cometeu erro de concordância e erro quanto ao material que pode ser empregado para construir barcos!!!

Nenhum barco é fabricado com fibra ótica, um material usado em telecomunicações por não sofrer interferência eletromagnética.
A fibra ótica (e não fibra ótico) é fabricada com vidro, mas não é nem de longe parente da fibra de vidro (fiberglass) utilizada para construir barcos.
S. Excia Anta ouviu o galo cantar, misturou as estações e inventou esse material.

Esta é a anta. A PresidANTA.

O Estadão critica o bandido; a Folha contrata como colunista

Em janeiro cancelei minha assinatura da Folha, depois de quase 20 anos como assinante. Escrevi au passant sobre isso aqui no blog.

Desde então, a Folha de São Paulo só me deu bons motivos para ter certeza de que fiz a coisa certa. Mas agora ela extrapolou. Hoje a Folha anunciou que o chefe do MTST, um sedizente intelectual, que não passa de um bandido com ares que agradam aos intelectuais ignorantes que o Brasil produz fartamente (especialmente na FFLCH), é o novo colunista do jornal:

Firefox 5
Enquanto isso, o Estadão publica um editorial que eu gostaria de assinar embaixo:

Triste espetáculo

26 Junho 2014

É constrangedor – para não dizer humilhante – o espetáculo do poder público, em todos os seus níveis, dobrando-se às vontades e caprichos do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). Primeiro o prefeito Fernando Haddad, depois a presidente Dilma Rousseff e agora o governador Geraldo Alckmin vêm cedendo à chantagem do coordenador desse movimento, Guilherme Boulos, cada vez mais afoito e seguro de si, que começou ameaçando todos com manifestações capazes de tumultuar a Copa do Mundo em São Paulo, se seus desejos não forem satisfeitos, e agora está literalmente sitiando a Câmara Municipal com o mesmo objetivo.

O MTST prometeu realizar uma ocupação de novos terrenos por dia, sem falar nas manifestações que estão virando rotina, até que a Câmara vote o projeto de revisão do Plano Diretor, que prevê – como resultado de pressão dele – a transformação em Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), para nelas serem construídas moradias populares, de quatro áreas ocupadas pelo movimento: Faixa de Gaza, em Paraisópolis; Nova Palestina, em M’Boi Mirim; Dona Deda, no Parque Ipê; e Capadócia, no Jardim Ingá.

A elas foi acrescentada a Ocupação Copa do Povo, em terreno situado, não por acaso, a apenas 4 km do Estádio Itaquerão, na zona leste. Como a inclusão dessa Zeis no projeto do Plano poderia complicar sua aprovação, já que bom número de vereadores com isso não concorda, optou-se – para atender a mais essa exigência do MTST – por fazer isso por meio de projeto de lei separado.

Como se não bastasse a ameaça de mais ocupações e manifestações, o movimento sitiou a Câmara na terça-feira e diz que os 9 mil sem-teto – mil segundo a PM, mas o número a essa altura pouco importa – que se encontram acampados em frente ao prédio, com colchões, cobertores e cozinha improvisada, dali só sairão quando os vereadores aprovarem tudo que lhes interessa.

Ou seja, o MTST se julga no direito de comandar a pauta do Legislativo municipal, não apenas nela colocando matérias de seu interesse, como estabelecendo prazos para sua aprovação. Nesse caso, com a agravante de que faz isso por meio de manipulação do Plano Diretor, matéria da maior importância, porque deve orientar o desenvolvimento urbano de São Paulo, mas que está sendo transformado em reles instrumento para a satisfação de interesses de grupos aguerridos, sempre prontos a recorrer à violência.

A essa altura restam poucas dúvidas de que o MTST conseguirá tudo, ou quase, que deseja. Uma indicação segura de que o sítio da Câmara já está funcionando é que na própria terça-feira o seu presidente, José Américo (PT), recebeu uma comitiva do movimento para negociar a data para a votação das matérias de seu interesse.

Américo não fez mais do que seguir o caminho aberto por Haddad e Dilma Rousseff, que numa de suas visitas à capital paulista abriu espaço em sua agenda para receber Boulos, a quem prometeu incluir a área da Ocupação Copa do Povo no programa Minha Casa, Minha Vida. Dupla de governantes à qual acaba de se juntar o governador Alckmin. Ele também se encontrou com Boulos, que saiu triunfante de reunião de uma hora e meia. Entre outras coisas, obteve a promessa de criação de uma comissão estadual de mediação de conflitos urbanos, que ele certamente pretende usar para sacramentar suas invasões.

A coisa está chegando a tal ponto que Boulos disse ter tratado com Alckmin também de transportes na região metropolitana e até da falta de água nas regiões sul e leste. Até onde ele e seu movimento irão? Bem longe, certamente, porque uma característica da chantagem é que a ela não se cede uma vez só. O chantagista é insaciável.

Outra grave consequência dessa rendição do poder público aos arreganhos do MTST é que, como alertam membros do Ministério Público Estadual, as ocupações semeiam entre as 130 mil pessoas há muito inscritas nos vários programas habitacionais da capital o medo de que os invasores de Boulos passem em sua frente. O que já está acontecendo.

Coincidência ou não, ontem resolvi assinar o Estadão. Posso dizer que já estamos tendo um bom começo!

Quanto à Folha de São Paulo…. Aguardo o momento de contratarem o Fernandinho Beira Mar, o Marcola, os irmãos Cravinhos, José Genoíno, José Dirceu, Edemar Cid Ferreira, Cesare Battisti e outros bandidos, meliantes e afins. Não deve demorar, obviamente. Gente galopantemente ignorante já habita as páginas da Folha (Gregorio Duvivier, Janio de Freitas, Vladmir Safatle, Ricardo Mello, Suzana Singer, Álvaro Pereira Júnior, André Singer, Marcelo Miterhof, Antonio Prata, Raquel Rolnik, Sérgio Malbergier e tantos outros), então as portas estão abertas.

O pessoal anda confundindo diversidade de opiniões com absoluta falta de critérios técnicos e intelectuais. E tem assinante bem irritado com (mais) essa cagada da Folha.

Meus pêsames, Folha de São Paulo!

Chega de papel: digitalizar é a solução

Há alguns anos, participei de uma banca de plano de negócios cujo mote era criar um empresa para digitalizar documentos importantes, que não poderiam ser destruídos. Infelizmente, não me lembro o nome do aluno que fez este plano, mas lembro que não apenas o plano em si estava muito bem feito, mas que a idéia que sustentava a empresa era muito boa. Aliás, era e ainda é.

Hoje leio na Folha o seguinte (íntegra da matéria AQUI, disponível apenas para assinantes):

O espaço limitado dos escritórios de advocacia, bancos, seguradoras e até hospitais em São Paulo e no Rio virou um negócio de alta tecnologia para guardar documentos, contratos e notas fiscais para gestores de documentos e arquivos, como a P3Image.

Da simples digitalização de notas e contratos, a empresa passou a fazer o serviço completo de gestão de arquivos e até prontuários médicos para clientes que não têm espaço nem funcionários suficientes para lidar com herança passada dos negócios.

A empresa faz a coleta periódica dos documentos na sede de clientes como a seguradora SulAmérica, as Lojas Marisa e o hospital São Luís. Depois etiqueta folha com código de barra, confere os dados, digitaliza as páginas e disponibiliza a imagem, pela internet, para todos os funcionários da empresa que tiverem o acesso autorizado.

Os documentos originais são arquivados no galpão da própria P3, sendo que alguns mais sensíveis -microfilmes, negativos de fotos, CDs, DVDs etc- vão para cofres projetados contra a ação da umidade, insetos e incêndio.

Um desses cofres, cujas imagens são gravadas e monitoradas 24 horas, está programado para retirar todo o ar em caso de incêndio, evitando a proliferação do fogo.

No Brasil, a Receita Federal pede que recibos e notas fiscais fiquem guardados por cinco anos. Prontuários médicos devem ser mantidos para sempre pelos hospitais, mesmo após a morte do paciente. Até a gravação de conversas de consumidores no call center podem ser requisitadas a qualquer momento pelas ouvidorias e órgãos de defesa do consumidor.

Além de se livrar da papelada, a empresa que digitaliza os documentos ganha agilidade para lidar só com a imagem on-line dos originais.

“Um documento parado um dia na mesa de um funcionário pode significar vários negócios perdidos. Só ele tem acesso. Digitalizado, fica disponível ao mesmo tempo para todos na empresa. É a chance de vender um produto complementar, oferecer um serviço importante, evitar uma possível reclamação e entender as necessidades do consumidor”, disse Paulo Carneiro, 43, dono da P3.

A sede fica em um antigo galpão da Lapa (zona oeste de SP), que parece uma grande biblioteca, com quilômetros de estantes e milhares de caixas de arquivos.

Se alguém precisar dos originais (por exemplo, para cumprir o pedido de um fiscal ou uma decisão judicial), o cliente faz a solicitação on-line e recebe o documento original em até três horas.

Em suma, o negócio é extremamente interessante!

Posso dar como exemplo eu mesmo: há alguns anos venho tentando eliminar papéis, de todas as formas possíveis – digitalizando documentos, notas fiscais, recibos etc. Recentemente, aliás, cancelei minha assinatura do ValorEconômico para fazer a assinatura exclusivamente da edição digital, que não ocupa espaço nenhum em casa e/ou na minha mesa.

Além disso, procurar uma reportagem na versão digital é muito mais rápido e eficaz do que folhear “trocentos” jornais impressos!

Biblioteca Digital Mundial da ONU

Recebi esta ótima notícia por e-mail (e agradeço ao amigo Carlos Bertini pela dica) e compartilho.

A Biblioteca Digital Mundial da ONU reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

Tem, sobre tudo, “caráter patrimonial, antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projeto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser “com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas.

Entre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562″, explicou Abid.

Os tesouros incluem o Hyakumanto darani, um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos astecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes revelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.

Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas o português. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do link: http://www.wdl.org/   O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.

Ela permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa.

Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das “Fábulas” de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutenberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A .C.

Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas: América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à ativa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egito e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

A estrutura da BDM foi decalcada do projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e atualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse site vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audiovisual.

Dizer que o cliente é importante é fácil; demonstrar isso, na prática, é que é o problema!

Quase diariamente eu leio notícias e “análises” semelhantes a esta aqui:

No mundo digital, quem manda é o cliente. Uma estratégia de sucesso para ser efetiva precisa ser traçada com o ajuda do consumidor, que hoje só perde em influência dentro das empresas para o C-level. Essas são algumas das conclusões da pesquisa Global CEO 2014, realizada pela IBM com 884 presidentes de empresa em 67 países. “Vivemos a época do Chief Client Officer”, brinca Roberto Ciccone, executivo de Global Business Services da IBM Brasil.

O estudo da multinacional mostra que 57% dos CEOs consideram que os clientes têm uma influência relevante em suas empresas. Nos próximos três a cinco anos, 60% deles pretendem incluir os consumidores no desenvolvimento das estratégias de negócios.

Além da crescente influência do consumidor no ambiente corporativo, a pesquisa mostra também a intenção das companhias em aumentar sua participação em projetos de inovação aberta. Sete em cada dez CEOs das organizações de melhor desempenho estão expandindo seus negócios com parceiros. Um quarto dos CEOs já antecipa, inclusive, um período em que alguns desses parceiros serão seus competidores tradicionais.

A íntegra do texto acima está AQUI. Traz, inclusive, uma entrevista que merece ser lida (da qual eu discordo, mas, ainda assim, é interessante ler).

Contudo, por mais que as empresas afirmem que o cliente/consumidor é cada dia mais importante, na prática, infelizmente, não vejo isso.
Alguns exemplos recentes, que eu vivenciei:

CASO 1) Brastemp: Tenho um purificador de água da Brastemp, cuja mensalidade (cerca de R$ 80,00) inclui manutenção periódica. No dia 06 de Junho recebi a mensagem abaixo, via SMS:

2014-06-18 23.25.52
Respondi a mensagem com um SIM, conforme as instruções.
O que aconteceu, então?
NADA.
Não apenas o técnico da Brastemp NÃO apareceu no dia que eles mesmos sugeriram para a prestação do serviço, como ninguém se importou em avisar que teria havido algum problema e a visita teria de ser reagendada. Nenhum SMS, nenhuma ligação, nenhum e-mail. Nenhum contato. Nada!
O cliente fica com cara de otário, e a Brastemp não liga, não manda SMS, nada.
Legal, né?!

No dia 13/06 (portanto, UM DIA DEPOIS DA DATA EM QUE O SERVIÇO ESTAVA AGENDADO) recebi outro SMS, com o mesmo texto, mas desta vez marcando a visita para o dia 20/06. Via SMS, pedi que fosse CONFIRMADA a visita no dia 20/06. Recebi a confirmação:

2014-06-20 15.23.25

Não satisfeito, em 18/06 liguei no SAC e perguntei se estava confirmada a manutenção no dia 20. A menina garantiu que sim.

Hoje é dia 20, são 15:20, e não apenas não apareceu ninguém da Brastemp como também não houve nenhum contato, explicação, pedido de desculpas etc.

CASO 2) Mais uma vez a SKY…
Depois de perceber um aumento excessivo e súbito na minha fatura, tentei ligar para a SKY no 10611. Vinte minutos entre digitar as opções, digitar CPF, ouvir menus e mais menus e, finalmente, recebi o número do protocolo e fui direcionado a um rapaz. Expliquei o porque da minha ligação. Depois de verificar meu cadastro, ele me disse que eu teria que falar com o setor de vendas para cancelar o tal pacote de futebol que teria sofrido reajuste e causado o aumento do valor final da minha fatura (detalhe: eu jamais comprei um pacote de futebol, até porque eu odeio futebol).

Fui transferido, então, para o 2.o atendente. Expliquei a situação, ele pediu que eu aguardasse e… A LIGAÇÃO CAIU!
Resolvi, então, recorrer ao chat – imaginei que passaria menos nervoso.
Ledo engano.

Eis aqui a íntegra do chat (clique nas imagens para ampliar):

Sky

Não é muito inteligente por parte da SKY colocar uma analfabeta funcional para digitar frases sem sentido para os clientes. O pior, porém, é que perdi uns 40 minutos (o chat em si durou das 7:31 até 7:49, mas fiquei uns 15/20 minutos aguardando para iniciar o chat) e não resolveram nada!

Logo depois desse chat mal sucedido, reclamei via twitter, e no dia 10/06 a SKY começa a se comunicar comigo via twitter, dizendo que iriam resolver o problema.

Twitter - carlos_munhoz- Cada vez que tenho que usar ...

Recebi uma ligação da Fátima, das “mídias sociais” da SKY no dia 16/06 pela manhã. Cabe notar que comecei a tentar falar com a SKY no dia 10/06, ou seja: só consegui falar com a empresa depois de SEIS DIAS. A ligação deve ter durado quase 1 hora e meia. De qualquer forma, ela agendou duas datas comigo: (1a) 26/06 para verificar um aparelho que está queimado (e, portanto, sem uso) desde Julho do ano passado; (2a) 04/07 para a instalação de 2 equipamentos, decorrência da mudança do meu plano.

[Por que eu estou com um aparelho HDTV queimado desde Julho de 2013, ou seja, há quase um ano? Simples: tenho medo de ligar na SKY e passar nervoso – exatamente como aconteceu de novo! – então evito ao máximo. Pois é: o SAC da SKY é tão ruim que eu, cliente, TENHO MEDO!]

No momento em que ela fez estes 2 agendamentos, achei estranho marcar datas diferentes, porque trata-se de trocar 3 aparelhos (um que está queimado e 2 novos, que irão substituir 2 aparelhos “antigos”, que não são HDTV), e questionei se não seria mais fácil fazer tudo no mesmo dia. Ela disse que seria impossível.

Como eu já estava em cima da hora para sair, nem questionei mais, porque a menina era bem lentinha (um eufemismo evidente para burrinha).

Mais tarde, naquele mesmo dia, peguei minha conta da SKY, e vi que consta a cobrança por um certo serviço “SKY Prime”. Acessei o site da SKY e, de fato, existe o tal serviço, cuja descrição é esta:

SKY Assistência Premium | Compra Online | SKY

Ora, se eu pago por um serviço que cobre assistência técnica em até 24 horas da minha solicitação/problema, por que a Fátima agendou a visita técnica para 26/06? Eu pago por um serviço cujo prazo é 24 horas e ela quer que eu espere 10 dias?

No dia seguinte fui fuçar um pouco mais no site da SKY – afinal, como já resta provado e evidenciado, os atendentes não sabem informar nada!

Descobri que pelo próprio site eu poderia agendar as visitas técnicas. Verifiquei, inclusive, que a Ordem de Serviço que a Fátima havia informado na segunda-feira (dia 16) estava lá, e havia um botão com a opção de reagendar. Não custava tentar! Cliquei no botão e depois de uma demora absurda, abre-se uma janela (que demorou uma eternidade para carregar) que me permitia escolher até mesmo o dia seguinte! Sim, no dia 17 eu poderia escolher o dia 18 para a visita! Ora, então por que a Fátima não me deu a opção desta data? Por que ela me “empurrou” para o dia 26?

Safari 8

Resolvi arriscar.

Reagendei a visita técnica para o dia 19/06 (não foi fácil, porque a janela era de uma lentidão digna da internet discada de 15 anos atrás). Porém, não localizei a ordem de serviço referente à instalação dos 2 equipamentos novos, apenas aquela referente à troca do receptor queimado.

Me aventurei pelo chat mais uma vez. E mais algumas surpresas desagradáveis me aguardavam. Quem quiser, pode ler o chat no PDF disponível AQUI (ficou longo demais para colocar em PNG ou JPG aqui).

Para resumir o que houve depois: no dia 19/06, ontem, ninguém apareceu. Eu liguei no SAC ao meio-dia, perguntando se o técnico viria mesmo (o prometido era período da manhã, que, para a SKY, é das 8 às 13 horas). A atendente garantiu que sim, que eu deveria aguardar e o técnico compareceria ATÉ AS 13 HORAS.
Às 14:20, como não apareceu ninguém, liguei novamente no 10611, e aí recebi a informação de que os técnicos não trabalham aos domingos e feriados – e, portanto, nenhum técnico iria comparecer à minha casa naquele dia (a rigor, a menina disse que os técnicos não trabalham “de dias de feriados e dias de domingos”, demonstrando, assim, pleno conhecimento do idioma).

Obviamente eu questionei a atendente (que, claro!, mal e porcamente sabia o próprio nome) por que recebi DUAS confirmações de que a visita seria realizada no dia 19 se os técnicos não trabalham aos feriados (a primeira confirmação via chat e a segunda via telefone, sendo que esta segunda confirmação me foi dada no próprio dia 19, o feriado!).

A SKY não apenas desrespeita o cliente de forma vexatória; ela demonstra que tem sérios e profundos problemas em termos de processos internos. Pelo site, marquei a visita técnica para o dia 19 – porém, se os técnicos não fazem visitas aos feriados, o site deveria impedir o agendamento de visitas nestes dias! Isso é tão óbvio, tão evidente, e tão básico, elementar mesmo – mas não para a SKY.

E o que dizer da menina que atendeu minha ligação ao meio dia? Ela também não sabia que aos domingos e feriados não há visitas técnicas?

Diante de tudo isso, confesso que fica muito difícil dizer, em sala de aula, que o cliente é fundamental para o sucesso de uma empresa… Como vou dizer isso, COM PLENA CONVICÇÃO, aos meus alunos?

Petardos de “iguinorânssia” da Copa

Recebi por e-mail do amigo Carlos Bertini, e reproduzo:

“Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?”
– “Sim” – respondeu o militante.
– “E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?”
– “Sim” – novamente respondeu o valoroso militante.
– “E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?”
– “É claro que doaria” – respondeu o orgulhoso companheiro.
– “E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?”
– “Não” – respondeu o camarada.
– “Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?”
– “Porque as galinhas eu tenho.”

Como disse o Presidente francês Jacques Chirac sobre o Lula:
” – Para o Presidente Lula, o que é dele é dele, e o que é dos outros pode ser dividido.”

Esperidião Amim (ex-governador), disse:
” – O pior atentado que se pode cometer contra Lula, além de alvejá-lo com um mortífero dicionário, é atirar-lhe uma Carteira de Trabalho.”

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E, para finalizar, algumas pérolas produzidas por um militonto que levou o termo ignorância a um outro nível:

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E, para finalizar mesmo, depois do fiasco da abertura da Copa, o melhor que poderia ter havido foi a torcida mandando a Dilma ir tomar no cu. O que houve na sequência foi o PT e os jornalistas com rabo preso saírem em defesa da Dilma, e aí seguiu-se um espetáculo vexatório de críticas ruins, frases idiotas (muitas delas, claro, vindas do Lulla) e tentativas de culpar uma “elite branca paulistana” pelas vaias…

Tudo bobagem.

Afinal, o PT gastou BILHÕES para fazer a Copa e só tinha “elite branca paulistana” no jogo do Brasil?

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