A propaganda analfabeta

Tenho pena da língua portuguesa.
Não bastassem os erros absurdos que vemos em nosso dia-a-dia, algumas empresas não têm o bom senso de revisar suas propagandas antes de publicá-las.

Esta aqui, do Hipermercado Extra, foi publicada na Folha de São Paulo em 22/07. Página dupla, central, no primeiro caderno da Folha:

Durante a Copa, o Abílio Diniz usou seu Twitter para fazer um escândalo quando a Folha de São Paulo publicou um anúncio errado (história completa AQUI). Por que ele não faz o mesmo estardalhaço quando sua empresa estupra a concordância verbal?

A reputação do Brasil – e a MARCA

O artigo abaixo foi publicado no Valor Econômico de ontem, dia 14/06, e resume brilhantemente o quanto o Lulla prejudica a imagem do país, com sua insistência em se achar a terceira bolacha do pacote (coisa que qualquer um com um pouco de tutano, algum QI e o mínimo de informação já sabe):

Lula prejudica reputação do Brasil

O Brasil pode estar ganhando respeito no front econômico, mas quanto à liderança geopolítica, Lula acaba preservando imagem de país ressentido e com complexo de Terceiro Mundo

Provavelmente não demorou muito depois que fomos expulsos do Jardim do Éden para o Brasil começar a sonhar em se tornar um país sério e um protagonista no cenário mundial. Agora, justo quando parecia que o eterno sonho brasileiro iria se tornar realidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está botando tudo a perder.

O Brasil pode estar ganhando algum respeito no front econômico e monetário, mas quando se trata de liderança geopolítica, Lula está fazendo horas extras para preservar a imagem que o país tem de ressentido e sofrer de complexo de Terceiro Mundo.

O exemplo mais recente de como o Brasil ainda não está pronto para ter um lugar de destaque nos círculos internacionais, foi dado na semana passada quando ele votou contra as sanções ao Iraque no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A Turquia foi a única parceira do Brasil nesse exercício embaraçoso. Mas a Turquia pelo menos pode culpar a complexidade de suas raízes muçulmanas. Lula está prejudicando a reputação do Brasil em nome de sua própria gratificação política.

O Brasil defendeu sua posição na ONU alegando que “as sanções muito provavelmente levarão sofrimento à população do Irã e favorecerão aqueles, nos dois lados, que não querem que o diálogo prevaleça”. Não há nada nessa declaração. As sanções não são direcionadas para a população civil, e sim para as ambições nucleares e de proliferação de mísseis do Irã. Quanto ao “diálogo”, deveria ser óbvio a esta altura que é preciso um pouco menos de conversa com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Se o Brasil considerava seu voto uma posição de princípios em defesa da justiça, ele logo desistiu disto. Após protestar contra as sanções, ele rapidamente anunciou que vai honrá-las. Isso sugere que o país pode estar tendo um certo reconhecimento da diminuição dos retornos de suas políticas externas lunáticas.

O Partido dos Trabalhadores (PT) de Lula é de extrema esquerda, mas ninguém deveria confundí-lo com um bolchevique determinado. Ele é apenas um político esperto que saiu das ruas e adora o poder e as limusines. Como o primeiro presidente brasileiro eleito pelo PT, ele vem tendo que contrabalançar as coisas úteis que aprendeu sobre os mercados e as limitações monetárias com a ideologia de suas bases.

Sua resposta a esse dilema tem sido usar seu Ministério das Relações Exteriores – onde uma burocracia de inclinações esquerdistas é comandada por um intelectual notoriamente antiamericano e anticapitalista, Celso Amorim – para polir suas credenciais esquerdistas. Com sua amizade com os “não-alinhados” proporcionando um escudo, ele vem conseguindo manter os ideólogos coletivistas fora da economia.

Mas a reputação do Brasil de líder entre as economias emergentes vem sofrendo muito. Para satisfazer a esquerda, Lula vem sendo solicitado a defender e elevar seus heróis, que são alguns dos maiores violadores dos direitos humanos do planeta.

Uma análise de seus dois mandatos presidenciais revela uma tendência de defender déspotas e desrespeitar democratas. O repressivo governo iraniano é apenas o exemplo mais recente. Há também o apoio incondicional de Lula à ditadura de Cuba e ao presidente da Venezuela Hugo Chávez. Em fevereiro, Cuba deixou o dissidente político Orlando Zapata morrer por causa de uma greve de fome, na mesma semana em que Lula chegou à ilha para se confraternizar com os irmãos Castro. Ao ser perguntado pela imprensa sobre Zapata, Lula comparou sua morte a mais uma entre as muitas pessoas que fizeram greve de fome na história e que o mundo ignorou. Ele obviamente nunca ouviu falar do militante irlandês Bobby Sands.

Lula também mantém-se fiel a Chávez, depois dele ter destruído as instituições democráticas de seu país e colaborado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que atuam no tráfico de drogas. Um Brasil adulto teria usado sua influência para liderar um esforço contra esse terrorismo patrocinado pelo Estado. Mas sob a análise dos custos e benefícios políticos de Lula, as vítimas da violência das FARC não têm importância.

Os hondurenhos não se saíram melhores durante a viagem de Lula pelo poder. O Brasil passou boa parte do ano passado tentando forçar Honduras a reempossar o presidente Manuel Zelaya, mesmo tendo ele sido destituído pelo governo civil por violar a constituição. As medidas brasileiras, inclusive abrigar Zelaya na embaixada brasileira por meses, criaram um sofrimento econômico imenso para os hondurenhos.

Na semana passada, a secretária de Estado americana Hillary Clinton pediu a volta de Honduras para a Organização dos Estados Americanos (OEA), observando que o país realizou eleições e voltou à normalidade. O Brasil foi contra. “O retorno de Honduras à OEA deve ser atrelada e meios específicos que garantam a redemocratização e o estabelecimento de direitos fundamentais”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores do Brasil Antonio de Aguiar Patriota. Uma observação ao Brasil: Está se referindo a Cuba?

O Brasil realiza eleições presidenciais em outubro e embora Lula esteja saindo com elevados níveis de popularidade, isso não é garantia de sucesso para a candidata do PT. Portanto, ele agora está agradando sua base partidária dando as mãos a Ahmadinejad e votando contra o Tio Sam.

Será que isso vai funcionar? Muita coisa vai depender se o número de brasileiros que acham que ele está prejudicando a emergente relevância do Brasil vai superar o número daqueles que apoiam a dança de Lula com os déspotas. Conforme alertou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a política de Lula está fazendo o Brasil “mudar de lado”, mas não está nem um pouco claro se os brasileiros concordam com isso.

Mary Anastasia O’Grady é editorialista do Wall Street Journal

A mesma articulista do Wall Street Journal já havia publicado outro texto, no qual escrevera que a melhor coisa que o Lulla fez, em todo o seu mandato, foi NADA. Basicamente, ela aponta, mui corretamente, que Lulla apenas manteve TUDO o que FHC havia implantado, e isso foi a razão do seu “sucesso”.
Eis um trecho (grifos meus):

President Lula da Silva wins accolades from entrepreneurs like Mr. Batista, but a review of his tenure finds that the best thing he has done as the country’s chief executive is nothing. That is to say, he did not undo Mr. Cardoso’s monetary and fiscal achievements. Instead he continued to support an anti-inflationary bias by hiring Henrique Meirelles, a former president of Bank of Boston, to replace Mr. Fraga. Yet beyond a bankruptcy-code reform and improvements to insurance legislation, he has done little else.

Este brilhante artigo está disponível AQUI. Infelizmente, o site do WSJ é restrito a assinantes – mas é possível ler o artigo, na íntegra, AQUI.

Coat_of_Brasil

O que o PT tem feito, em termos de política externa, é ridículo. O mais recente mico foi o caso do Irã, o que levou o Brasil a ficar isolado na votação do Conselho de Segurança da ONU (exceção feita à Turquia), e pode ter consequência não apenas na imagem do país, mas também em sua competitividade internacional – o que pode ser observado nesta matéria do Valor de ontem também:

Uma das possíveis consequências da ação diplomática no Irã poderá ser a retirada do Brasil, pelo Congresso americano, do Sistema Geral de Preferências (SGP), que permite ao país exportar, sem imposto de importação, cerca de US$ 3,5 bilhões por ano aos Estados Unidos. O montante equivale a 17,4% das vendas brasileiras ao mercado americano. O benefício será reavaliado até o fim do ano pelos parlamentares americanos.
 
Outro efeito possível, a curto prazo, diz respeito ao etanol, produto que o Brasil não consegue exportar em quantidades significativas para os EUA por causa de uma sobretaxa aplicada pelos americanos. Nos próximos meses, provavelmente antes do fim do ano, os congressistas votarão a manutenção ou não da sobretaxa. Principal defensor da liberação do etanol brasileiro, o líder do Partido Republicano na Comissão de Relações Exteriores do Senado, Richard Lugar, perdeu força entre seus pares para continuar defendendo o Brasil.
 
“O sentimento no Congresso dos EUA quanto ao Brasil é o de que o país é nosso amigo, mas não nosso aliado”, comentou ao Valor um assessor graduado dos republicanos no Congresso. “Isto [a posição brasileira em relação ao Irã] fez com que o Brasil parecesse estar inebriado com a percepção de sua própria grandeza”, disse o assessor, quando questionado sobre se a iniciativa brasileira estaria prejudicando a imagem do país no parlamento americano.
 
“A visão predominante em Washington é a de que o Brasil está fazendo isso [em relação ao Irã] para buscar independência em relação aos EUA e porque já é um poder internacional”, revela Kellie Meiman, ex-funcionária do serviço diplomático dos EUA e especialista em Brasil da firma McLarty Associates.
 
Os congressistas americanos analisam também neste momento modificações na legislação americana para adequá-la à decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) de proibir a concessão de subsídios à produção de algodão, resultado de uma ação movida pelo governo brasileiro. A tendência já era de não cumprir a determinação, o que levará o Brasil a aplicar retaliação, de US$ 268 milhões, contra produtos americanos. Agora, é bem provável que, por causa do mal-estar provocado pelo envolvimento brasileiro na questão iraniana, os parlamentares radicalizem.
 
“A curto prazo, vamos entrar numa área de turbulência nas relações bilaterais até porque, num assunto totalmente separado, mas que entra nesse quadro, os americanos não estão avançando no cumprimento da decisão da OMC de eliminar os subsídios ao algodão. É possível que o Brasil, com toda razão, venha a impor sanções comerciais contra os EUA, o que, por sua vez, levará o Congresso a retaliar e eventualmente tirar o Brasil do SGP”, prevê Roberto Abdenur, que foi embaixador do Brasil em Washington entre 2004 e 2007.
 
No governo brasileiro, o fim do benefício do SGP, um mecanismo criado no âmbito do Gatt (o acordo que antecedeu a criação da OMC) para favorecer exportações de países pobres, não é visto com preocupação. “É a crônica de uma morte anunciada”, ironizou uma fonte oficial, lembrando que, há muitos anos, autoridades americanas ameaçam retirar o Brasil, assim como a Índia, do sistema.
 
O fim das preferências também parece não preocupar o meio empresarial. No fim de fevereiro, durante videoconferência com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), representantes do USTR, o órgão do governo americano encarregado das negociações comerciais, ameaçaram retirar o Brasil do SGP se o país não cedesse na questão do algodão. Na ocasião, Roberto Giannetti, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade, reagiu com irritação. “Então, podem cancelar”, disse o empresário durante a videoconferência.
 
“Esses produtos vão continuar entrando no mercado americano e vão gerar receita de apenas US$ 70 milhões aos EUA. O consumidor americano é quem vai pagar por isso”, explicou Gianetti ao Valor. O dirigente da Fiesp não esconde, no entanto, sua posição crítica à iniciativa brasileira no Irã. “O Brasil está, de certa maneira, desafiando os EUA, criando um clima de hostilidade. É claro que o Congresso americano terá uma atitude azeda nos temas que nos interessam”, afirmou. “É importante assinalar que essa posição é exclusiva do governo porque a posição da sociedade brasileira é a de que o Irã representa, sim, uma ameaça.”
 
Na avaliação do governo, no caso do algodão, a vantagem é brasileira, uma vez que, se o Congresso americano não eliminar os subsídios, caberá ao Brasil aplicar retaliações. Na semana passada o Congresso Nacional aprovou medida provisória autorizando o governo a fazer retaliação cruzada, ou seja, impor, por exemplo, punições aos detentores de direitos de propriedade intelectual dos EUA. Há preocupação, no entanto, em relação à sobretaxa do etanol. “Nossa avaliação, de qualquer maneira, é a de que isso não avançaria agora mesmo”, ponderou uma fonte.
 
O impacto da ação brasileira no Irã está sendo mais forte no Congresso. Mesmo desgostoso com o voto do Brasil contra as sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU, o governo Obama quer manter o diálogo por acreditar que o Brasil ainda pode ser útil numa futura negociação com Teerã. Por isso, aposta-se que, apesar dos desentendimentos, a relação entre os dois países voltará à normalidade a médio prazo.
 
“O Brasil continua sendo muito importante para resolver dois problemas centrais: a volta de Honduras à OEA, que até agora não aconteceu porque o Brasil tem conseguido bloqueá-la; e a questão iraniana, que está longe de ser resolvida. É plausível acreditar que, para os EUA, seja útil poder contar com o apoio do Brasil. Hoje, não há espaço para isso, mas, com o novo governo, acredito que haverá”, sustenta Matias Spektor, professor da Fundação Getulio Vargas que está, neste momento, trabalhando como pesquisador visitante no Council on Foreign Relations (CFR), o principal centro de estudos internacionais dos EUA.
 
Para Spektor, essas duas questões criam oportunidades de reaproximação a partir de janeiro de 2011, quando tomará posse o novo presidente brasileiro. Crítico contundente da posição brasileira sobre o Irã, que considera “vexatória”, “autista” e “incômoda”, o embaixador Roberto Abdenur também aposta no revigoramento das relações.
 
“Os EUA passaram a ver o Brasil, nos anos recentes, com outros olhos. E isso porque o Brasil, e isso é mérito do Lula, basicamente aplicou uma política econômica que deu solidez, credibilidade e voz ao país, aliada a uma política externa que, inegavelmente, foi muito ativa e criativa. Não acho que o Irã seja uma expressão natural dessa maior projeção do Brasil. É algo totalmente anômalo porque não corresponde aos interesses do país”, criticou o embaixador, lembrando que o fracasso das negociações da Alca (a área de livre-comércio das Américas) e da Rodada Doha da OMC não afetou as relações entre os dois países. “Essas coisas [as divergências quanto ao Irã] são administráveis e não acho que descarrilhem a relação bilateral.”
Mapa_do_Brasil_com_a_Bandeira_Nacional
Portanto, da próxima vez que você ouvir alguém elogiando a “liderança internacional do Lulla”, saia de perto.
Esta pessoa não sabe diferenciar notoriedade/fama de liderança. É mais ou menos como não saber a diferença entre a fama de ex-BBBs e o talento de um Paulo Autran.

Ou, pior ainda, é um PTralha – o que significa que além de não saber de nada, mesmo se soubesse continuaria dizendo a mesma bobagem pela simples razão de que não tem nenhum outro discurso. 

2013-12-16 12.10.35

A Onézima Explicação Petista

Suck it up

Ótima propaganda da VW:

O histórico Ford T

O vídeo abaixo é SENSACIONAL.
Conta a história do Ford T, o carro que mudou a indústria – não apenas a automobilística, mas TODA a indústria.

Histórico, e cheio de informações interessantes.

 

Send me an Angel – DIO

Bela música, de uma banda incrível, dedicada a um vocalista igualmente incrível.
Uma semana depois, e eu ainda estou triste pela morte de Ronnie James Dio.

Fade To Black – for DIO

Fade to black….
Uma música adequada a este momento.
Bela homenagem ao incrível Ronnie James Dio.

Life it seems will fade away
Drifting further every day
Getting lost within myself
Nothing matters, no one else

I have lost the will to live
Simply nothing more to give
There is nothing more for me
Need the end to set me free

Things not what they used to be
Missing one inside of me
Deathly lost, this can’t be real
Cannot stand this hell I feel

Emptiness is filling me
To the point of agony
Growing darkness taking dawn
I was me but now he’s gone

No one but me can save myself
But it’s too late
Now I can’t think
Think why I should even try

Yesterday seems as though
It never existed
Death greets me warm
Now I will just say goodbye

Dio

Estou sem palavras.
Ontem morreu um ídolo.
Meu, inclusive.

2010-12-29-dio
Por isso, reproduzo (e assino embaixo!):

Que bom seria se os heróis do mundo real fossem como alguns heróis da ficção, aptos a se livrar de todos os perigos, superar todo e qualquer desafio ou até mesmo carregar consigo o dom da imortalidade. No entanto, se não fomos criados com a capacidade de viver aqui eternamente, é provável que exista um motivo maior, o qual não somos capazes de entender, para que as coisas sejam assim. Pensando bem, talvez o melhor seja que nossos heróis da realidade não tenham os mesmos superpoderes das personagens do faz-de-conta, pois apesar de esses últimos nos divertirem com suas histórias, somente aqueles primeiros e seu legado é que são realmente capazes de nos marcar e influir de fato em algo de nossas vidas.

O mundo do heavy metal teve a triste notícia do falecimento de um de seus mais notáveis representantes, o americano Ronald James Padavona, que ficou famoso no mundo inteiro sob a alcunha de Ronnie James Dio. Desde muito cedo, Dio já mostrava um gigantesco talento, iniciado na banda Vegas Kings, formada por ele e alguns colegas de escola. O grupo trocou de nome inúmeras vezes. Ronnie and the Rumbles, Ronnie and the Redcaps, Ronnie Dio and the Prophets, The Eletric Elves, The Elves, até chegar à sua primeira banda a se tornar realmente famosa, o ELF. Sua voz e estilo sempre chamaram a atenção de grandes músicos do meio, sendo que dois dos maiores guitar heroes do rock fizeram questão de contar com a colaboração do cantor. Primeiro foi Ritchie Blackmore, que convocou Dio para o posto de vocalista do RAINBOW em meados dos anos 70. Ali, Ronnie gravou quatro álbuns, onde se pode constatar com enorme facilidade que se tratava de uma das pessoas mais capacitadas em todo o planeta para exercer a função de vocalista de uma banda de rock.

Após sua saída do RAINBOW, foi outro gênio da música, conhecido como Tony Iommi, que enxergou em Dio o substituto ideal para Ozzy Osbourne no posto de vocalista do Black Sabbath, ainda que tivesse características absolutamente diferentes de seu antecessor. De sua primeira passagem pela banda ficaram como legado dois dos maiores e mais influentes clássicos da história do metal, os discos “Heaven and Hell” e “Mob Rules”, além do excelente registro ao vivo “Live Evil” que, aliás, seria o ponto crucial que motivou sua saída da banda. Contudo, a passagem de Dio pelo Sabbath o credenciou como figura emblemática e essencial do heavy metal, colocando-o na posição de um dos ícones do estilo. Não só sua capacidade, técnica, alcance e interpretação marcaram gerações, como também sua atitude nos shows. Mesmo não sendo seu criador, foi Dio quem popularizou um gesto que se tornaria talvez a maior marca registrada do metal, o famoso sinal dos chifres com a mão, algo hoje indispensável em qualquer apresentação de heavy em qualquer lugar do mundo e que se confunde com a própria essência deste gênero musical.

Quando resolveu partir para a carreira solo, Dio presenteou os fãs com mais alguns dos grandes clássicos do metal oitentista, como “Holy Diver” e “The Last In Line”, discos obrigatórios em um bom acervo de obras de rock pesado. Construiu uma sólida carreira até retornar ao Sabbath no início dos anos 90, quando gravou com a banda o ótimo álbum “Dehumanizer”, outro petardo que agradou e muito seus fãs e os de sua fase no Black Sabbath, de onde sairia mais uma vez e retornaria aos trabalhos solo. Em 2007, uma nova reunião com os antigos companheiros e uma turnê comemorativa e, ao mesmo tempo, de divulgação de uma coletânea que englobava seu trabalho junto à banda. Sob o nome de HEAVEN AND HELL, excursionaram por vários países e a aceitação a essa novo encontro da banda foi tamanha que levou aos membros considerarem continuar com o projeto, que inicialmente era previsto para durar apenas aquela turnê. Daí, sairia um novo trabalho de estúdio, intitulado “The Devil You Know”, que ficará eternizado na história como a última obra da prolixa carreira do cantor.

Sua trajetória foi marcada por algumas polêmicas, brigas e reconciliações. No entanto, a essa altura do campeonato, nem é necessário recontar em detalhes a história de Dio, pois ela já é amplamente conhecida por todos aqueles que se consideram amantes do metal. É e será muito difícil encontrar qualquer headbanger que não tenha batido cabeça, tocado aquela guitarrinha imaginária ou empunhado algo que simulasse um microfone ao som de alguma música do cantor. Quem, sobretudo aqueles que presenciaram a cena rockeira nos anos 80, que nunca se deixou transportar para o universo de dragões, elfos e fadas tão bem contados, cantados e interpretados por Ronnie? Quantas vezes já não nos reunimos com nossos colegas e viajamos com o som do baixinho, ao mesmo tempo em que examinávamos quase que em transe os encartes e letras dos álbuns? Quem nunca tentou acompanhar seu vocal em determinada canção para logo perceber que a tentativa era em vão? Quem nunca se impressionou com a altura, com o timbre, com a afinação da voz daquele homem, diminuto em sua estrutura física, mas que se transfigurava num gigante quando colocava os pés em um palco? Um cantor com vocal tão contundente que dispensava até mesmo a necessidade de se esgoelar para poder impressionar. Um cantor que sabia ser suave quando a canção assim pedia, que era melódico quando fosse preciso e que era agressivo quando a música fazia disso algo necessário.

Não há no ambiente do heavy metal, mesmo entre aqueles que não gostem de seu trabalho, quem ache absurdo colocar o mestre no mínimo entre os 3 maiores vocais que o estilo já conheceu. É natural do ser humano engrandecer, endeusar, cobrir de glórias a trajetória de alguém que foi marcante e famoso quando esta pessoa morre. No entanto, no caso de Dio, o mesmo foi digno e testemunha de todos os aplausos, elogios, menções e manifestações de idolatria ainda em vida. O metal deixou de ter uma de suas mais talentosas e emblemática figuras, mas deixou de ter apenas em corpo presente, pois Dio continuará sendo e sempre será uma daquelas pessoas cuja imagem e obra se confundem com a do próprio rock pesado.

Refletindo sobre o que está escrito no início deste texto, a verdade é que, à sua maneira, alguns de nossos heróis do mundo real também têm seus superpoderes, alguns até o dom da imortalidade. Têm o poder de compor e gravar obras que, às vezes nem percebemos direito, mas marcam nossa memória e, por conseguinte, nossa vida. Mesmo sem estarem presentes ali, têm o poder de estar ao nosso lado durante horas e mais horas dentro de nossas casas, nossas salas, quartos, dentro de nossos carros, nos bares que frequentamos, e isso por anos e anos. Têm o poder de nos conceder momentos de alegria ao brindar-nos com sua genialidade. E têm o poder de se tornarem imortais, se não em seus corpos mas por meio de seus legados. Este é Ronnie James Dio. Parafraseando alguns internautas que deixaram suas mensagens neste site e em outros locais da internet, realmente muito mais importante do que dizer ‘que pena’ ou ‘adeus’ é dizer ‘obrigado, Dio, valeu por tudo’.
FONTE: http://whiplash.net/materias/opinioes/107993-dio.html

Freddie Mercury se foi.
John Bonham se foi.
Agora, DIO.

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Concordo com isto: “Descanse em paz, Ronnie James Dio… um dos melhores de todos os tempos. Parece que Dime (Dimebag, PANTERA), Rhandy (Rhoads, OZZY OSBOURNE), Cliff (Burton, METALLICA) e Bonzo (John Bonham, LED ZEPPELIN), acabaram de achar um vocalista. Este é um dos dias mais tristes que o metal já teve.” (Mike Portnoy, DREAM THEATER).

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O discurso contradiz a realidade

O discurso do PT e de seus asseclas sempre contradiz a verdade. Isso é fato, e já virou até tradição.
Mas em alguns casos, ganha ares de “nonsense”:

 
Agora, vemos que aquilo que o PT classificou de “cena inaceitável” ocorreu também em Brasília, com professores que tentavam audiência com Lulla: