Por que NINGUÉM previu a pior crise econômica do Brasil desde 1930?

A pergunta do título é uma provocação. Na realidade, MUITA gente previu, alertou, avisou e adiantou que o Brasil passaria por uma crise fortíssima. Estava escrito de forma clara, em Outubro de 2014, num manifesto assinado por 164 economistas:

1) Não há, no momento, uma crise internacional generalizada

2) Neste cenário de baixo crescimento e inflação alta, a semente do desemprego está plantada. E os avanços sociais obtidos com muito sacrifício ao longo das últimas décadas estão em risco.

3) O atual governo tenta se eximir de qualquer responsabilidade pelo nosso desempenho econômico pífio e culpa a crise internacional. Entretanto, como a realidade dos fatos mostra que não há crise internacional generalizada, a explicação só pode ser outra.

4) Em grande parte, atribuímos o desempenho medíocre da economia brasileira e a perspectiva de retrocesso nas conquistas sociais às políticas econômicas equivocadas do atual governo.

5) O atual governo ressuscitou os fantasmas da inflação e da instabilidade macroeconômica.

6) O governo Dilma amedrontou os investimentos.

7) O atual governo expandiu a oferta de crédito subsidiado de forma discricionária e irresponsável.

A íntegra deste manifesto pode ser lida AQUI.

Vamos a alguns exemplos mais específicos? Como ponto de partida, uso um post do economista Roberto Ellery (que, por sinal, foi um dos signatários do manifesto mostrado acima) em sua página no Facebook (AQUI):

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O Roberto já indica, inclusive alguns links. Vamos a eles, então.

Em 15/09/2015, o Leandro Narloch escreveu (AQUI) um texto intitulado “Os economistas que previram a crise”. Vale a pena destacar alguns trechos:

“A troca de crescimento por inflação não é estável; com o tempo, o resultado é apenas inflação mais alta”, disse o economista Alexandre Schwartzman em janeiro de 2012.
“O mais grave do quadro atual é que este governo não demonstra que conhece – ou que concorde – com a importância da preservação do tripé macroeconômico. Portanto, ele corre o risco de desabar”, afirmou a jornalista Beatriz Ferrari na Veja de 18 de abril de 2011.
“Risco é que grau de investimento seja retirado em 2015”, diz uma reportagem do Valor Econômico de novembro de 2013. Paulo Vieira da Cunha, um dos economistas ouvidos pelo Valor, disse: “quem está rodando modelos de análise da dívida pública já vê que ela não é sustentável em um horizonte mais longo, entre 2015 e 2016”.

E aí, o Leandro destaca um artigo do Adolfo Sachsida que merece ser reproduzido:

Em 2014, como sempre acontece em ano de eleições, o gasto público dará um salto. Inclua nesse cenário a avalanche de medidas provisórias e intervenções governamentais na economia de todo tipo, inclusive as do BNDES, que aumentam o gasto público e favorecem setores eleitos pelo governo em detrimento do restante da sociedade.

Em 2015, primeiro ano do novo governo eleito, será o momento de pagar a conta da irresponsabilidade fiscal e monetária do passado. Economizem dinheiro, pois quando a crise chegar quem tiver liquidez (dinheiro em caixa) vai conseguir fazer excelentes negócios. A partir de 2015 o Brasil amargará o mesmo tipo de cenário que já enfrentou no começo dos anos 1980.

A íntegra desta análise do Sachsida está AQUI.

Por favor, leia na íntegra. Já leu? Ainda não? Ok, eu aguardo: vá ler.

Pronto?

Faço questão de destacar que o texto do Sachsida é de 14 de SETEMBRO DE 2012. Naquela época, todo mundo que criticava a política econômica desbaratada, irresponsável e inconsequente praticada pela Dilma era criticado. Quem se lembra do PESSIMILDO? Peço perdão antecipado ao leitor, mas não resisti: vou mostrar aqui uma imagem forte, violenta, nojenta mesmo.

Trata-se da página do lixo Brasil 247 (pode chamar de 171 que ele atende – aliás, basta chacoalhar um maço de dinheiro que ele atende e obedece também, abana o rabo, faz tudo):

PT_cria_Pessimildo_contra_críticos_de_Dilma_Brasil_24_7_-_2015-11-13_05.30.35

Em 16 de Setembro de 2014, este libelo do petralhismo na blosta (blogosfera de bosta) estampava a seguinte pérola:

O marqueteiro João Santana lançará no horário eleitoral o “Pessimildo”, personagem rabugento que ironiza os críticos do governo Dilma.
Inspirado em figuras ranzinzas do cinema e da TV, como o Gru, do “Malvado Favorito”, e “Seu Saraiva”, do programa de TV “Zorra Total”, ele satiriza ataques de adversários da presidente.
“Viu que os empregos continuam subindo?”, indaga um locutor. “Tudo o que sobe, desce”, contradiz “Pessimildo”.
Cada cena será encerrada pelo mote: “Chega de pessimismo. Pense positivo, pense Dilma”.

É ou não é um exemplo perfeito do Jornalismo da Esgotosfera Governista – vulgo JEG ? A propósito: outro site do JEG, o ” Diário do Centro do Mundo” (pode chamar de Diário do Cu do Mundo que combina mais com o cheiro que exala de lá) publicou AQUI um texto ABSOLUTAMENTE IDÊNTICO. Quem plagiou quem? Não sei, e não me importo – esses sites alugados, feitos por “jornalistas de nariz marrom” se merecem. A figura abaixo resume bem o amontoado de lixo que trabalha para desinformar:

Esgotosfera
FUJA!!!!! Se receber um link ou um “texto” oriundo de qualquer site destes, suja, pois ali só bastéria e rato sobrevive.

Preciso registrar, primeiro, que João Santana ser chamado de “marqueteiro” é uma ofensa. O que este senhor faz é PROPAGANDA ENGANOSA, não marketing.

Em segundo lugar: por que os pessimildos desapareceram? Perderam o emprego? Estão inadimplentes? Não conseguem pagar a conta de luz?

Em terceiro lugar: aqueles que a propaganda enganosa do PT chamou de pessimildos incluem os economistas que alertavam sobre os erros cometidos pelo PT? Simples assim.

Eis aqui um dos vídeos do Pessimildo – e repare que ele começa falando justamente dos empregos, e depois ainda fala de uma “crise mundial” que não havia em 2014 e continua não havendo hoje:

Aliás, por falar em vídeos, quem lembra daquele em que a campanha da Dilma acusava a Marina Silva de querer entregar a economia aos banqueiros malvadões que iriam aumentar a taxa de juros, resultando em menos comida no prato dos brasileiros?

E o que foi que aconteceu alguns dias após o segundo turno das eleições?

Firefox 78

Cadê o pessimildo agora, Dilma?

Em tempo: no post do Roberto Ellery, ele menciona “um famoso economista que foi ministro de Sarney e FHC”. Ele está se referindo a Luiz Carlos Bresser-Pereira, que concedeu longa entrevista publicada pela Folha AQUI.

Com relação a esta entrevista, aliás, tenho algumas considerações também.

Primeiro, que o Bresser-Pereira escreveu um dos melhores livros que existem, em português, sobre burocracia e organizações. Uso muito esse livro nas minhas aulas, e trata-se de um primor.

Justamente por isso, acho lamentável, deplorável, que ele tenha descambado a falar/escrever tanta merda. O sujeito perdeu o rumo completamente! Dá pena de ler/ouvir certas besteiras homéricas que o sujeito insiste em repetir. A entrevista publicada pela Folha traz alguns exemplos. Não sei, honestamente, se sinto pena por um sujeito outrora inteligente ter-se perdido desta forma, ou se fico apenas com a ojeriza e repulsa pela burrice que lhe restou.

Um exemplo (referenciado pelo Roberto Ellery):

O sr. apoiou a Dilma na campanha. Ela prometeu uma política econômica e ao ser eleita aderiu a outra, fazendo cortes até em áreas como educação e saúde. Houve estelionato eleitoral?

Bresser – De nenhuma maneira. A Dilma cometeu erros graves como a irresponsabilidade fiscal, que atribuo ao desespero. Não conseguia fazer o país crescer e, de repente, acreditou na bobagem de fazer uma política industrial agressiva.
Mas, em outubro de 2014, quem estava prevendo que o Brasil entraria em uma gravíssima recessão econômica, com queda de 3% do PIB? Ninguém. Não sabíamos. A economia é uma cienciazinha muito modesta, só é perfeita na cabeça dos economistas ortodoxos. Só se começou a falar em crise em dezembro.
As pessoas dizem que ela (Dilma) passou a fazer o que “a direita quer”, mas a mudança de política mostra algo admirável: ela reconheceu o erro. O que ela é, de fato, é incrivelmente incompetente do ponto de vista político. Em dezembro ela já devia estar sabendo que a situação das contas estava ruim e precisava reajustar o que havia desajustado.

Destaquei o trecho em que Bresser-Pereira afirma que em outubro de 2014 “ninguém” estava prevendo que o Brasil entraria numa gravíssima recessão econômica. Isso nos traz de volta ao início do post: sim, senhor Bresser-Pereira, MUITA gente sabia disso, e vinha dizendo há muito tempo!

Se o senhor não viu, não leu, não ouviu, só posso lamentar por sua burrice. Mas dizer que ninguém sabia, é pura e simplesmente uma mentira.

Se este é o nível dos “intelectuais” que apoiam e/ou defendem Dilma e o PT, e sabemos que é, muita coisa pode ser explicada. Quem nasceu para ser Bresser-Pereira jamais será Roberto Campos.

Roberto Campos define o PT

Os números, as estatísticas e as mentiras do PT

Cada vez que ouço/leio/vejo alguém dizendo que graças ao PT (ou ao Lula) 48 milhões de brasileiros saíram da pobreza e tornaram-se ricos, além de sentir pena da pessoa em questão devido à sua evidente limitação intelectual, lembro disto aqui:

Sim, existe muita gente que acredita nas estatísticas e números vomitados pelo PT no afã de defender a corrupção que o partido sistematizou no Brasil:

https://twitter.com/Apox18/status/658254368756645892

https://twitter.com/AtnioMarques/status/649107317649211392

https://twitter.com/SimoneSantarm/status/637685370767978496

Mas creio que temos, a seguir, um vencedor:

Acho engraçado que os números não batem! Falam 8 milhões, 10, 20, 25, 30, 38, 40, 48, até 50!!! Se houvesse 50 milhões de brasileiros na pobreza, haveria um colapso social inimaginável – mas os débeis mentais, no desespero de repetir uma mentira até que ela se torne verdade, nem se dão ao trabalho de verificar se o número faz sentido. A função desses militontos é ajudar a espalhar as mentiras criadas pelo PT (e seus linhas auxiliares, como PSOL, PCdoB, MST, MTST, CUT etc).

Não faz sentido. Nenhum destes números faz sentido.

Todos, sem exceção, são fruto da imaginação fértil de uns, e do mau-caratismo de outros. Inventam-se números aleatórios, sem nenhum embasamento, desde que eles fiquem “bonitos” na propaganda, ou que sejam, de alguma forma, favoráveis ao PT, com o intuito de se criar uma narrativa para defender o partido mais corruPTo da História do Brasil.

Não são apenas números que essa gente inventa: eles extrapolam todo e qualquer limite do bom senso, e produzem bobagens numéricas e conceituais.

O exemplo mais recente: Paul Krugman. Sim, não são apenas os militontos, ignorantes e abestados anônimos que engrossam a narrativa falsa do PT. Em 2014, esta imagem circulou nas redes sociais do PT e dos sites criados para espalhar as mentiras do estelionato eleitoral da Dilma:

Paul Krugman na campanha Dilma 2014

Agora em 2015, estamos vendo o resultado: a pior crise econômica em mais de 80 anos.

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Mas como um ganhador de um Prêmio Nobel pode ser tão burro? Como ele faz uma afirmação desparatada e sem noção como essa? Em 2014 ele afirma que não há razão para preocupação com a economia do Brasil, mas desde 2014 já havia recessão – que vem se aprofundando SEM PARAR desde lá. Agora em 2015, a bomba explodiu de vez. Mas o “jenial” Paul Krugman não sabia!

Calma, dileto leitor. A coisa fica pior – com o PT, sempre fica. Eis aqui o que li ontem:

O economista americano Paul Krugman, prêmio Nobel de 2008, traçou um cenário benigno para a economia brasileira que, segundo ele, passa por percalços devido ao fim do ciclo de alta nos preços das commodities e pelo abalo na credibilidade do governo.
Segundo o economista, o país tem tudo para sair da atual crise assim que a inflação cair e o Banco Central puder reduzir as taxas de juros. “Não vai ser neste ano e talvez não seja no próximo. Com a inflação menor, os juros vão voltar a cair e isso vai aliviar as contas do governo”, afirmou.
O maior risco, segundo o economista, é a economia mundial mergulhar em uma nova crise derivada da desaceleração do crescimento na China. Nesse caso, Krugman vê uma depreciação adicional no preço de commodities, deflação espalhada pelo mundo e baixo crescimento tanto nos países desenvolvidos quando nos emergentes.
“Não acredito muito nessa possibilidade, mas gostaria de estar mais certo sobre isso. Mas será uma crise menor do que a de 2008 porque não há contaminação nos ativos financeiros”, afirmou.

Krugman disse que a economia brasileira está mais sólida do que no passado, especialmente nas contas externas. Afirmou ainda que a inflação atual é alimentada pela alta do câmbio e não por fatores estruturais, como nos anos 90. No entanto, reconheceu que a história brasileira não permite descuidar da alta dos preços.

O economista americano afirmou que o “Brasil saiu de moda” entre os investidores internacionais, que passaram a dar mais atenção aos problemas fiscais e às dificuldades políticas do governo. “Daqui algum tempo verão que houve um excesso de pessimismo”, afirmou.
Segundo Krugman, a economia mundial está “persistentemente deprimida”, o que deveria inviabilizar um aumento de juros nos EUA. No entanto, Krugmam afirmou que o Fed [Federal Reserve, BC dos EUA] vai subir os juros americanos em dezembro. “Será um grande equívoco”.

Como consequência da alta de juros americanos, Krugman acredita em uma pressão adicional pela valorização do dólar em relação às moedas emergentes e aos preços das commodities, o que deve dificultar o combate à inflação brasileira.

A íntegra desta sequência inacreditável de boçalidades está AQUI. Há poucos dias, aliás, o Paul Krugman falou mais um ajuntamento de bobagens, como pode ser lido AQUI.

Há muito tempo Krugman especializou-se em falar bobagem, mas a cada dia ele está ficando mais afiado! De qualquer forma, ele mostra-se um excelente ativo para a narrativa mentirosa, distorcida e burra do PT. Tem que ser muito ignorante para acreditar nessa narrativa do PT…

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A crise econômica criada pelo PT, Lulla e Dilma está arrasando o varejo – e vai piorar!

A notícia fala por si mesma (íntegra AQUI):

O BTG Pactual fez relatório nesta segunda-feira (19) sobre o setor de varejo. Para analistas do banco, a volatilidade nos lucros continua e a má notícia é que o segundo trimestre não foi o fundo do poço: ainda tem mais por vir (e vai piorar).

O banco estima queda de 55% no lucro líquido das varejistas no período quando comparado com o mesmo trimestre de 2014. Um resultado que será impactado basicamente por seis empresas: Pão de Açúcar (PCAR4), Via Varejo (VVAR11), Magazine Luiza (MGLU3), Hypermarcas (HYPE3), Restoque (LLIS3) e Natura (NATU3). Essas seis empresas serão responsáveis por 97% da queda do lucro no setor.

Por outro lado, devem se salvar apenas Raia Drogasil (RADL3), CVC (CVCB3) e Lojas Renner (LREN3) – as três que sinalizam crescimento no lucro no período, aponta relatório dos analistas Fabio Monteiro e Thiago Andrade.

Eles acreditam que Via Varejo, Pão de Açúcar e Magazine Luiza são as mais impactadas no setor atual, de expectativa de vendas no segmento “mesmas lojas” (lojas abertas há, no mínimo, um ano) bem negativa e queda substancial no lucro. Na mesma linha, eles apontam que Cia Hering (HGTX3) e Natura enfrentam vários problemas micro e competição acirrada, o que contribuirá para um resultado pior.

Quase (repito: QUASE) sinto pena da Luiza Trajano. Porém, como sou acionista do Magazine Luiza e ela tem feito e falado muitas bobagens, não consigo.

Magazine LuizaReportagem do Estadão (íntegra AQUI) e alguns dados preocupantes sobre o varejo:

Entre dezembro de 2014 e julho de 2015, o comércio varejista do Estado fechou 57.235 vagas, segundo a FecomercioSP. É o pior resultado em oito anos e mostra que o setor já não abriga os trabalhadores que deixaram outras atividades nem emprega jovens que buscam no comércio a renda de que precisam para financiar os estudos ou ajudar a família. O varejo é uma das principais portas de entrada na vida profissional.

O comércio varejista paulista empregava, em julho, 2,13 milhões de trabalhadores, dos quais 31,2% em estabelecimentos da capital. A rotatividade foi alta, segundo estudo da FecomercioSP baseado em dados do Ministério do Trabalho: neste ano houve 674 mil desligamentos e 617 mil admissões. Em julho, mais de 5 mil vagas foram cortadas.

O aumento do desemprego, a perda de renda e do poder aquisitivo afetado pela inflação derrubaram o consumo – e, com ele, o faturamento das lojas, obrigadas a encolher.

Os maiores cortes ocorreram em segmentos em que é mais fácil adiar o consumo (como lojas de vestuário, tecidos e calçados, que demitiram 8% da mão de obra) ou em que o preço unitário dos bens é mais elevado (como concessionárias de veículos, em que 5% do pessoal foi afastado). As despesas das famílias tendem a se concentrar em itens essenciais, como remédios – tanto que nas farmácias e perfumarias o saldo das contratações foi positivo (1.763 postos). Mas nos supermercados 0,9% das vagas foi eliminado.

O comércio tem uma agenda destinada a manter o ritmo constante da atividade. Vale-se de datas comemorativas, como Dia das Mães, dos Pais, da Criança, Natal, réveillon, Páscoa e carnaval, entre outras. Neste ano, nem promoções e liquidações presentes em quase todos os segmentos bastam para sustentar a atividade.

O mesmo ocorre no Brasil: entre os primeiros semestres de 2014 e de 2015, o volume de vendas do comércio ampliado, que inclui veículos e material de construção, caiu 6,4%. No Estado de São Paulo, o corte de vagas foi generalizado. O varejo da capital foi o que mais demitiu (fechou 14.155 postos no ano). Em seguida está Itapevi, onde foram cortadas 2.415 vagas, com evidente impacto social.

Como de costume, parabéns aos imbecis que votaram 13.

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O samba da presidanta doida

A notícia é do Valor Econômico de hoje, e destaco o termo SAMBA logo na primeira frase:

O Banco Central recalibrou o seu supermodelo de projeções econômicas, o Samba, e descobriu que ele próprio – o BC – foi responsável por uma boa parte das pressões inflacionárias de 2013 para cá, depois de colocar os juros básicos no menor nível da história, em 7,25% ao ano.

O modelo também revela que, ao contrário do que a presidente Dilma Rousseff vem repetindo, choques externos não são a principal causa da desaceleração econômica. A queda da produtividade é o fator mais representativo.

Segundo boxe do Relatório de Inflação do Banco Central de setembro, cerca de metade das pressões inflacionárias negativas ocorridas em 2013 decorrem do agressivo ciclo de corte de juro entre 2011 e 2012.

Em 2013, os fortes reajustes salariais, os juros baixos, a alta do dólar e o aumento de margem de lucro das empresas puxaram a inflação para cima em cerca de 4,3 pontos percentuais. Desse total, os juros baixos responderam por cerca de 2,2 pontos.

Naquele ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,91%, quase igual aos 5,84% de 2012. A inflação só não subiu mais graças à ajuda, sobretudo, do represamento de reajustes de tarifas, como energia elétrica e gasolina, que teve um efeito favorável de 2,2 pontos.

Os juros baixos provocaram pressão inflacionária de cerca de 1,2 ponto percentual em 2014. Isso equivale a cerca de um terço dos fatores que pressionaram os preços, incluindo alta de salários, câmbio e margem de lucros. Nesse ano, a inflação subiu para 6,41%. Só não foi maior porque a contenção de reajustes de tarifas teve um efeito baixista de cerca 1,4 ponto percentual no IPCA.

Os juros de 7,25% ao ano reverberaram até o começo deste ano, pressionando a inflação em cerca de 0,5 ponto nos 12 meses até junho. Já as tarifas, que tinham segurado a inflação, tornaram-se o principal fator de pressão, com impacto de 1,5 ponto percentual.

Os dados foram apresentados em dois gráficos no boxe “Revisão do Modelo Estrutural de Médio Porte – Samba”, publicado no Relatório de Inflação. O Samba, o mais sofisticado dos modelos do BC, usa técnicas da chamada “economia artificial” para replicar em laboratório as condições reais da economia brasileira.

Periodicamente, o BC recalibra os seus modelos para checar, por exemplo, como apertos monetários e expansões fiscais afetam a inflação. Os economistas do BC aplicaram retroativamente o modelo para decompor as causas da alta da inflação e da debilidade do Produto Interno Bruto (PIB).

Ironicamente, o Samba foi usado como justificativa em 2011 para baixas de juros, quando o Copom começava o ciclo agressivo de distensão que levou a taxa básica a 7,25% ao ano. Naquela época, o modelo dizia que a crise na Europa e nos Estados Unidos teria forte poder desinflacionário no Brasil.

Em explicações ao Valor, fontes do BC ponderam que “o modelo não capta em sua estrutura mudanças na economia que influenciam esses choques mostrados na decomposição”. Além disso, na recalibragem do modelo, o efeito da ação da política monetária está mais defasado, ou seja, leva mais tempo para se fazer sentir.

Assim, uma política de juros que era adequada num período poderia deixar de ser devido a mudanças na economia e uma defasagem maior do que estimada quando ela foi decidida.

No caso do PIB, de fato choques externos pesaram no menor dinamismo da economia, mas não tanto quanto sustentado pelo governo. Seu efeito foi tornar o PIB de 2013 cerca de 0,6 ponto percentual menor, num ano que a economia cresceu 2,74%.

Em 2014, quando o crescimento foi de apenas 0,15% e a economia entrou na recessão atual, os choques externos subtraíram 0,5 ponto percentual do PIB. No primeiro semestre deste ano, a economia afundava na recessão, mas os choques externos não tiveram influência relevante no PIB.

O Samba mostra que outros choques pesaram bem mais na evolução desfavorável da economia. Em 2013, por exemplo, o modelo calculou que os reajustes salariais acima da produtividade comeram 1,2 ponto percentual do PIB. A partir de 2014, o vilão é a queda na produtividade da economia, com um efeito de 2,2 pontos percentuais. Nos 12 meses até o primeiro semestre, a queda da produtividade subtraiu 4 pontos do PIB. A queda do consumo e do investimento, em boa medida afetados pela baixa dos índices de confiança, também explica a queda.

Sobre as causas da desaceleração do PIB, fontes do BC disseram que “não há dúvidas sobre o papel dos fatores externos na desaceleração da economia”. O descompasso entre o crescimento da economia e o nível de emprego dos fatores se traduz na baixa produtividade mostrada na decomposição dos fatores que influenciaram o PIB.

Não há rigorosamente nenhuma novidade na notícia: o que gerou o aumento descontrolado da inflação foi a incompetência do governo – a mesma incompetência responsável pelo descalabro das contas públicas, a pior recessão em mais de 40 anos, e toda a sorte de desgraças que estamos vivendo hoje.

Simples.

Muita gente vem dizendo, HÁ ANOS, que o problema a ser enfrentado no Brasil é a baixa produtividade. Enquanto não houver preocupação com isso, o Brasil vai seguir piorando – como vem piorando há muitos anos.

E mesmo com todas as provas de que o PT piorou o Brasil, ainda tem os loucos que falam em “conquistas sociais” que não passam de uma farsa.

É o Samba da Dilma louca, a Rainha da Mandioca.

E o vento estocado na cabeça da presidanta?

Chora, Luiza!

Pobre Luiza Trajano… A vida da presidente do Magazine Luiza não tem sido fácil desde que ela resolveu defender abertamente Dilma Ruinsseff e sua gestão desastrosa.

Primeiro, Luiza Trajano pagou um mico na televisão, mas para a sorte dela foi num programa segmentado, de baixa audiência – como mostrei AQUI.

Depois, a empresa que ela preside se viu obrigada a fechar lojas graças à crise econômica que começou em 2014 e só vem se agravando, entre outros fatores, como mostrei AQUI.

Agora, coitada, sofreu mais um revés – e este foi causado DIRETAMENTE pela sua mais nova amiga, a gerentona incompetentona Dilma Ruinsseff, a pior gerente da História da Administração. Eis aqui o problema (a íntegra, no site do Estadão AQUI):

O governo descarta voltar com o programa Minha Casa Melhor, que dava empréstimos em condições especiais para a compra de eletrodomésticos, eletrônicos e móveis para os beneficiários do Minha Casa Minha Vida. Desde o início do ano, as contratações estavam suspensas, mas a presidente Dilma Rousseff garantiu que seriam retomadas ainda em 2015, com o lançamento da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida. A promessa não será cumprida. Faltam recursos no governo para bancar o Minha Casa Melhor, que é alvo de críticas da atual equipe econômica. 

A morte prematura do programa – que durou um ano e meio – deixa o governo bem longe de cumprir a meta de liberar R$ 18,7 bilhões nessa linha de crédito especial, com juros de 5% ao ano, bem abaixo das taxas de mercado. A Caixa Econômica Federal informou que as famílias que pegaram o cartão do programa usaram R$ 2,92 bilhões, ou seja, 15,6% do valor total prometido pelo governo.

“Não há, neste momento, previsão de retomada de contratações do produto”, admitiu o banco, em nota ao ser procurado pela reportagem. O Estado apurou que não existe na Caixa estudo para “ressuscitar” o produto, rejeitado pela equipe técnica do banco. Antes mesmo do lançamento, a área de risco da Caixa produziu um relatório com o alerta que o Minha Casa Melhor representava perigo à saúde financeira do banco.

Vitrine eleitoral. O Minha Casa Melhor foi lançado em junho de 2013 como vitrine eleitoral da presidente Dilma, que buscava a reeleição. Para operá-lo, a Caixa recebeu R$ 8 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões foram direcionados para o programa – o resto foi usado para capitalizar o banco. No lançamento, o governo disse que esperava atender 3,7 milhões de famílias. 

Quando o programa foi suspenso no início deste ano, 640 mil famílias tinham recebido o cartão. Cada uma podia financiar até o limite de R$ 5 mil nos produtos determinados pelo governo, como geladeira, fogão, lavadora de roupas, TV digital, guarda-roupa, cama, mesa e sofá. O prazo de pagamento é de dois anos. No total, foram colocados à disposição R$ 3,2 bilhões a essas famílias.

Inadimplência em massa. Outro ponto ressaltado pelos críticos do programa, dentro do próprio governo, é o elevado calote. A Caixa não divulga a inadimplência – atrasos superiores há 90 dias – de linhas específicas, mas o Estado apurou que no programa está em torno de 30%. Em linhas similares oferecidas pela rede bancária para a compra desses produtos, o calote médio não ultrapassa 10%, segundo dados do Banco Central.Para compensar a perda do banco com a inadimplência dessa linha, o governo dispensou a Caixa de repassar ao Tesouro até 75% do lucro líquido ajustado todo ano enquanto durarem as operações do programa.

O governo descarta voltar com o programa Minha Casa Melhor, que dava empréstimos em condições especiais para a compra de eletrodomésticos, eletrônicos e móveis para os beneficiários do Minha Casa Minha Vida. Desde o início do ano, as contratações estavam suspensas, mas a presidente Dilma Rousseff garantiu que seriam retomadas ainda em 2015, com o lançamento da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida. A promessa não será cumprida. Faltam recursos no governo para bancar o Minha Casa Melhor, que é alvo de críticas da atual equipe econômica.

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Quando o governo lançou este “programa” (pode chamar de PROPAGANDA ENGANOSA que ele atende), as ações do Magazine Luiza subiram muito, pois a empresa seria uma grande beneficiada da iniciativa – e a Luiza Trajano começou a elogiar a Dilma publicamente um pouco antes.

E agora, Luiza?

Chora, Luiza!!!

É preciso notar o seguinte: o programa em si é ruim, tanto do ponto de vista técnico-gerencial (veja a taxa de inadimplência), como do ponto de vista moral, na medida em que ajuda a criar uma ilusão, diretamente relacionada à visão paternalista do Estado-babá, de que o governo vai ajudar todo mundo a mobiliar sua casa. A melhor forma de mobiliar (e reformar, e melhorar) sua casa é trabalhando, economizando o dinheiro necessário para isso e, finalmente, comprando os produtos/serviços necessários/desejados.

E qual o papel do governo nisso? Deveria ser simples, mas no Brasil não é. O governo deveria criar as condições para que a economia cresça, reduzindo impostos e oferecendo infra-estrutura e menos burocracia; desta forma, os empresários e empreendedores investirão, criarão novos e melhores empregos, e as pessoas poderão poupar parte de seu salário e comprar móveis e utilidades domésticas gradativamente.

Caramba, isso é tão simples e tão óbvio! Mas não no Brasil burrocrático, paquidérmico, ineficiente e caro da Dilma e do PT.

A gerentona não consegue enxergar isso porque ela está ocupada tentando estocar vento…

Vanguarda do atraso: Brasil segue preso ao Mercosul enquanto o mundo avança

Graças à ideologia burra do PT, de Lulla e de Dilma Ruinsseff, o Brasil continuará preso à vanguarda do atraso da América Latrina conhecida como Mercosul enquanto o mundo avança – e México, Chile e Peru, para ficar naqueles mais próximos, resolveram ficar ao lado do avanço. O Brasil não corre NENHUM risco de dar certo sob a batura da incomPTente Dilma Ruinsseff.

Eis um trecho do que reportou o Valor Econômico (íntegra AQUI):

O acordo da Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), o maior acerto comercial regional da história, foi alcançado nesta segunda-feira depois de uma maratona de negociações em Atlanta no fim de semana. “Acreditamos que ele ajuda a definir as regras da rota para a região Ásia-Pacífico”, comentou o representante de Comércio dos EUA, Michael Froman.

O TPP foi elaborado para incentivar o comércio entre os Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã. O acerto deve eliminar gradualmente centenas de tarifas de importação assim como outras barreiras ao comércio internacional, apontou o jornal New York Times. Como esse processo ocorrerá gradualmente ao longo dos anos, os benefícios para a economia americana devem levar tempo para se materializar.

A Parceria Transpacífico estabelece ainda regras uniformes sobre a propriedade intelectual, abre a internet e trata do tráfico de animais silvestres e violações ambientais.

Enquanto países interessados em melhorar perceberam que o comércio internacional é importante, e que é importante buscar acordos com países desenvolvidos, sob o desgoverno ridículo do PT, o Brasil tenta se aproximar da escória, reforçando laços com Venezuela, Bolívia, Argentina, Equador, Cuba etc.

Curioso que no mesmo dia em que o acordo é anunciado, o que está acontecendo em São Paulo? O Estadão reporta (íntegra aqui):

Em evento que contou com a presença do vice-presidente da Bolívia, Alvaro Linera, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva minimizou a relevância do Foro de São Paulo e defendeu a criação de uma nova organização na qual as forças de esquerda da América Latina possam se articular para enfrentar a “onda conservadora” que, segundo Lula, avança na região.

“Faço o mea culpa. O PT não soube transformar em grandeza de política internacional aquilo que fizemos aqui no Brasil. O PT poderia ter feito muito mais. Nós ficamos só no Foro de São Paulo e cada vez com menos gente importante comparecendo. Temos que criar um instrumento na América Latina para unificar as forças de esquerda“, disse o ex-presidente, nesta segunda-feira, em um hotel em São Paulo.

O Foro de São Paulo é uma organização criada em 1990 que reúne anualmente dezenas de partidos e organizações de esquerda de toda a América Latina. Segundo petistas, esta não foi a primeira vez que Lula reclamou da representatividade do Foro.

“O problema é de outra natureza. Os partidos de esquerda que estão no governo é que precisam de outro espaço mais permanente. Porque o Foro tem partidos que também são de oposição”, disse Valter Pomar, ex-secretário nacional de relações internacionais do PT e ex-secretário executivo do Foro de São Paulo.

Segundo Lula, existe uma onda conservadora que põe em risco os governos de esquerda que chegaram ao poder nas últimas duas décadas em vários países importantes da América Latina como Brasil, Argentina, Venezuela e Equador. “Estou percebendo que há um avanço das forças conservadoras. Há mais agressividade, mais determinação para que este ciclo progressista deixe de existir. As coias estão ficando mais agressivas, mais delicadas”, disse Lula. […]

Ao lado do segundo homem na cadeia de comando da Bolívia, Lula revelou que foi consultado por Evo Morales, então candidato a presidente do país vizinho, sobre a possibilidade de estatizar as plantas da Petrobrás em território boliviano. “O Evo me perguntou: ‘como vocês ficarão se nós nacionalizarmos a Petrobrás’. Respondi: ‘o gás é de vocês’. E foi assim que nos comportamos, respeitando a soberania da Bolívia”, disse Lula.

No dia 1º de maio de 2006, assim que assumiu o poder, Morales determinou a nacionalização de toda cadeia de exploração de gás e petróleo da Bolívia e a ocupação militar das plantas, inclusive da Petrobrás, sob alegação de que as petroleiras ganham muito, pagam pouco ao Estado e que os contratos haviam sido fechados em governos anteriores sob suspeitas de corrupção. A estatal brasileira havia investido US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) no país andino desde 1997.

Definitivamente, com essa mentalidade obsoleta, o Brasil não corre nenhum risco de dar certo. E a imprensa no Brasil, que sempre escondeu o fato de que o Foro de SP existe, e foi fundado por Lula e Fidel Castro?

2015-09-23 10.31.05Quem vota 13 merece esses imbecis como governantes.

2015-09-24 12.40.002015-09-24 21.11.582015-09-21 13.19.19 2015-10-02 14.36.27

Impeachment explicado de forma clara e cristalina

Creio que esta edição do Roda Viva deixa muito evidente e claro que impeachment é uma necessidade no Brasil hoje:

Chamo a atenção para a explicação claríssima, cristalina, da Dra. Janaina Paschoal (salte para 41 minutos e 10 segundos e acompanhe até 46:40, pos neste intervalo são detalhados os TRÊS tipos de crimes cometidos por Dilma), que demonstra que o pedido de impeachment está fundamentado em DIVERSOS crimes cometidos pela Dilma – diferentemente das bobagens que os militontos e os ignorantes iludidos andam afirmando por aí.

Não há nenhum resquício de golpe, rigorosamente nada – o que qualquer um com QI maior ou igual a 2 já sabe há muito tempo.

PS: A “jornalista” (pode chamar de “jornas13” que ela atende, feliz e saltitante) da Folha faz jus ao baixíssimo nível da Folha de São Paulo atualmente: não apenas ela tem uma voz esganiçada e irritante, mas ela é burra de doer. É uma tortura de ouvir; dá vergonha de ver.

Síndrome de Peggy Sue: Lula, Dilma e os militontos engolidos pela verdade

Certas coisas são tão irônicas que dispensam grandes comentários e/ou análises.

Este vídeo, de 1998, é o exemplo perfeito disso:

Veja todas as acusações e reclamações contra o governo FHC e verifique se não poderiam estar TODAS sendo feitas hoje, 2015, contra Dilma. Aliás, TODAS e mais algumas, novas…

Irônico, não?!

Hoje temos um parque industrial DESTRUÍDO, inflação fora de controle, recessão (a pior da história do Brasil, ao que tudo indica até agora), política cambial arrasada, e até mesmo o Plano Real (aquele plano econômico que Lula dizia, em 1994, que jamais daria certo, e, depois de lançado,  fez o possível para sabotar) foi absolutamente devastado pela incompetência da dupla Lula+Dilma…

Enfim, o Brasil está um caco. Terra arrasada mesmo.

Mas os boçais de sempre continuam firmes e fortes, com os dois pés no chão (e as duas mãos também), comendo seu capim e incapazes de perceber a realidade…

Vamos nos divertir com a burrice alheia?! Lá vai:

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Ministério do governo Dilma conclui que Pronatec é inútil

Como dizem por aí, essa notícia é de fazer cair o cu da bunda. Começo com a reportagem do Estadão (íntegra AQUI):

O Ministério da Fazenda divulgou nesta quinta-feira, 24, um relatório de avaliação sobre o Pronatec mostrando que quem fez cursos profissionalizantes no programa federal tem praticamente a mesma “probabilidade” de voltar ao mercado formal de trabalho na comparação com aquele que não passou por nenhuma qualificação na maioria dos Estados. O material, apresentado pelo secretário-adjunto de Política Econômica, Fernando Barbosa Filho, analisa o período entre outubro de 2011, quando o programa foi criado e junho de 2013. A Fazenda avaliou a situação de 160 mil pessoas que foram demitidas, se matricularam ou se pré-matricularam em cursos no Pronatec e depois conseguiram se reintegrar ao mercado de trabalho com carteira assinada.

Os resultados revelaram que não existe diferença estatística significativa entre as probabilidades de reinserção no mercado de trabalho formal entre o grupo dos inscritos que cursaram e o grupo de controle na maioria dos Estados e eixos tecnológicos“, afirma Barbosa na avaliação. “O mesmo pôde ser verificado com relação aos ganhos salariais”, concluiu. O estudo teve como foco analisar uma parte específica do programa, o Bolsa-Formação, que é executado em parceira com Ministério do Desenvolvimento Social.

A apresentação acabou gerando um problema entre a equipe econômica e os ministérios da Educação e do Desenvolvimento Social. Nesta quinta-feira, ao longo do dia, os comandos das duas Pastas tentaram convencer a Fazenda a não divulgar o documento, alegando que o material era superficial e poderia arranhar a imagem do governo. O Pronatec é uma das principais bandeiras do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff e de sua campanha de reeleição no ano passado.

Foi em vão. Como a Fazenda insistiu em divulgar o trabalho, o ministério da Educação convocou uma entrevista coletiva conjunta das três Pastas para minimizar o estrago e escalou um integrante do Desenvolvimento Social para fazer uma defesa pública do Pronatec.

Após a fala de Barbosa, o secretário de Avaliação e Gestão da Informação do MDS, Paulo Januzzi, afirmou que é preciso avaliar o Pronatec “em diferentes contextos e regiões”. O secretário de Educação Profissional e Tecnologia, Carlos Arthur Arêas, ressaltou que o programa atinge 77% municípios brasileiros e conta com mais de 600 cursos. “Os estudos são diferentes, mas não concorrem entre si”, minimizou.

Desde que chegou ao comando da pasta da Fazenda, Joaquim Levy iniciou um pente fino em programas do governo para avaliar possíveis cortes. O primeiro alvo foi o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa de financiamento de curso superior. Desde o começo do ano, o programa tem sido reduzido.

Não é novidade nenhuma que Dilma Ruinsseff se elegeu e se reelegeu com campanhas mentirosas, recheadas de baixaria. A reeleição, aliás, foi a campanha mais suja e sórdida da História, configurando o maior estelionato eleitoral já registrado (tratei disso AQUI).

Mas esse fato de hoje é inusitado por várias razões. Se fosse um jornal ou revista a divulgar um levantamento que apresentasse a conclusão de que o Pronatec é inútil (na medida em que NÃO faz diferença para a recolocação profissional de quem dele participa), imediatamente diriam que é mentira, que trata-se de uma invenção da “imprensa golpista”. Enfim, aquele conjunto de desculpas esfarrapadas e burras que os militontos do PT sempre bradam.

Porém, a afirmação de que o Pronatec, na prática, é inútil e, assim, serve apenas para gastar dinheiro público sem gerar resultados efetivos, veio do Ministério da Fazenda do próprio (des)governo Dilma! Basicamente, é uma confissão da mentira.

Convenhamos que não surpreende ninguém o fiasco do Pronatec. Qualquer pessoa com QI suficiente para entender a diferença entre capim e alface já sabia. Obviamente, os que comem capim seguirão defendendo o Pronatec mesmo diante dos fatos – como a mesma reportagem do Estadão deixou claro, ao citar a fala do Sr. Paulo Januzzi, que escolheu falar coisas que não têm RIGOROSAMENTE NENHUMA relação com as conclusões do levantamento apresentado pelo Ministério da Fazenda. O mesmo vale para seu colega, Sr. Carlos Arthut Arêas.

Repare lá, caro leitor, que ao vomitar o papo furado de “contextos e regiões” e mencionar “mais de 600 cursos” ou “atinge 77% dos municípios brasileiros”, os ilustres senhores que tentavam defender o fracasso mostraram que não tinham nenhum argumento realmente útil e factualmente crível para contestar o fiasco.

As falas dos senhores Januzzi e Arêas, aliás, são tão absurdas que sequer podemos dizer que elas estão erradas ou certas – elas simplesmente não têm NENHUMA RELAÇÃO COM A DISCUSSÃO.

É mais ou menos como o sujeito que ouve “Puxa, que dia lindo, limpo, Sol brilhando! Parece que não vai chover hoje” e responde “Num triângulo retângulo, a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa“. Olha, o Teorema de Pitágoras em si está correto, mas o assunto era o dia lindo e ensolarado, não a trigonometria!

Dizer que o sujeito saiu pela tangente não seria apenas um trocadilho infame após a referência trigonométrica, seria impreciso: os ilustres senhores fizeram como a chefa deles e deram declarações desparatadas, sem nenhuma lógica, totalmente desprovidas de nexo.

Como de costume, parabéns aos envolvidos! Provam, mais uma vez, que é preciso ser muito desqualificado intelectual e moralmente pra aceitar fazer parte deste desgoverno patético.

2015-09-23 20.28.25