Algumas empresas realmente parecem de mentira

Isso parece piada (de mau gosto), mas não é.

Uma empresa de telefonia recebeu uma reclamação através do site Reclame Aqui.

E produziu esta resposta:

Pois é, infelizmente esta localidade estamos com sérios problemas, com pessoal mesmo, parece cultura do pessoal ai, ser irresponsável, sem comprometimento e irresponsaveis. Quando comparado as demais regiões do país, temos sérios problemas no nordeste, o nordestino tem isto mesmo, de não gostar de trabalhar, de não ter responsabilidade, de ser o que são, irresponsáveis, preguiçosos, eles não respeitam nem os conterrâneos deles, pois, se respeitasse não teríamos tantas reclamaçoes. Encaminhei para o responsável para tentar solucionar. Mas a providencia mais sensata a MinasMais esta tomando, que é mandar GENTE daqui do sul e sudeste para trabalhar ai, pois ai, meu caro cliente, ai não se arranja GENTE que preste para trabalhar.

Não satisfeita, quando foi questionada sobre os absurdos da resposta, ainda produziu outras afirmações absurdas:

Não so retirarei, como reafirmo, a falta de comprometimento, a falta de irresponsabilidade do nordestino. Ai foi são joao, eles simplesmente deixaram de trabalhar por 20 dias, um bando de [editado pelo Reclame Aqui] e vagabundos.
Esta revolta se dá, porque já passamos 176 funcionários apenas neste provedor de Aracaju-se. O que esta sendo feito é mandar daqui, pessoas dignas, responsáveis para tomar conta das aplicações no nordeste, foi apenas assim que conseguimos equilibrar as operações.
Por favor, faça a divulgação, para que eles acordam, eles percebam que precisam de trabalhar, e não ser a escoria do país… quem sabe eles não viram gente de verdade e lutem para um país mais rico, e não um pais de vagabundos, festeiros, que não tem comprometimento com nada.

O link para ler o caso na íntegra está AQUI.

Como eu ainda tenho a esperança de que alguém na empresa perceba o tamanho do desastre e dê um jeito de apagar esses comentários, fiz alguns “print-screens”, abaixo.

Firefox 22Firefox 21Firefox 20

Esse pessoal da Minas Mais Telecom não precisa “apenas” de umas aulinhas sobre relações públicas, atendimento ao cliente, branding etc.; eles precisam morrer e renascer umas 6 vezes para ver se dá para consertar algo.
 

Encontrando e usando imagens online: dicas e direitos autorais

Excelente artigo para quem trabalha com relações públicas ou comunicação em geral:

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This post originally appeared on social media consultant Malhar Barai’s blog.

Erros na estratégia da Microsoft estão custando caro

Tão logo a Microsoft anunciou sua “parceria” com a Nokia, eu dei uma de “guru”, avaliando que não daria certo.
Fiz o mesmo quando o Windows 8 foi anunciado – na época, aliás, um defensor ferrenho do Windows discutiu comigo pelo twitter, dizendo que o Lumia era um sucesso, que a Microsoft acabaria com o reinado do iPad graças ao Windows 8 para tablets etc…. Alguns trechos dessa “conversa” virtual estão AQUI, AQUI e AQUI. Eu seguia o Ricardo, mas quando ele se revelou esse xiita defensor da Microsoft que se recusava a enxergar a verdade, parei.

Eu afirmei que a linha Lumia com o Windows Phone seria um fiasco. Indiquei matérias que revelavam que a própria MS reconhecia que as vendas estavam muito abaixo do esperado, mas ele dizia que não, que o Lumia era um tremendo sucesso.
Disse o mesmo do Windows 8, que naquela época ainda não estava à venda.

A Microsoft parece completamente perdida, e a matéria abaixo (da coluna Link do Estadão) ilustra bem isso (como de costume, grifos meus):

A mistura de interface de tablet e desktop proposta pelo Windows 8 pode ter empolgado a alguns, mas desagradado a tantos outros. Nesta terça-feira, a Microsoft revelou ao Financial Times  que falhou com seu último sistema operacional e está se preparando para alterar alguns de seus aspectos na próxima atualização.

Para especialistas, a substituição do familiar desktop e das barras de tarefas por uma série de “tijolos” personalizados em tela touchscreen foi uma cartada corajosa, mas que confundiu a muitos usuários de PC — que preferiam uma abordagem mais tradicional.

O chefe de marketing e finanças da Microsoft, Tami Reller, disse em entrevista ao jornal inglês que os “elementos-chave” do sistema operacional sofrerão alterações quando a Microsoft lançar uma atualização do sistema operacional, ainda neste ano.

A empresa também admitiu falha em preparar usuários e vendedores para se reeducarem na nova experiência tablet/PC, além de apontar erros de marketing em pontuar diferenciais e pontos positivos do novo sistema operacional em comparação ao Windows 7.
 

“É muito claro que poderíamos e deveríamos ter feito mais”, disse Reller. Para amenizar o fiasco entre usuários de PC, o executivo afirmou que a satisfação dos consumidores do Windows 8 em dispositivos móveis é forte.

Analistas compararam a estratégia falha ao grande fiasco da New Coke, tentativa de reformulação da famosa bebida Coca-Cola nos anos 1980 – que, pela recepção extremamente negativa dos consumidores, fez a empresa voltar atrás em três meses. “Isto (da Microsoft) é como a New Coke se estendendo por sete meses – só que a Coca-Cola prestou mais atenção”, declarou o analista Richard Doherty ao Financial Times.
 

O Windows 8 foi lançado em outubro do ano passado e foi visto como a grande aposta da Microsoft para concorrer com o sucesso da experiência móvel proporcionada pelo iPad, tablet da Apple.Em novembro, uma pesquisa feita pela empresa de segurança Avast com 350 mil clientes do seu software de antivírus revelou que cerca de 70% dos usuários de Windows não queria atualizar seu software para Windows 8.

Qual foi o erro da Microsoft?
Na verdade, foram vários.

Os mercados nos quais a MS sempre foi dominante estavam passando (a rigor, ainda estão) por mudanças profundas, sendo a principal a transição dos desktops para os notebooks e finalmente para smartphones e tablets.
A MS conseguiu estabelecer seu domínio em softwares como sistema operacional e aplicativos de escritório (Office) na época dos desktops, manteve-se competitiva nos notebooks (e estou incluindo laptops, ultrabooks e quaisquer outros termos semelhantes), mas perdeu o bonde da mobilidade quando surgiram os smartphones e depois os tablets.

A Apple tinha a vantagem de primazia com o iPhone e, depois, com o iPad.
Ela desenhou o que seria a mobilidade, e sempre dominou os aplicativos e sistema operacional (iOS) para os produtos móveis.
O Google largou depois, com o Android, e juntou-se a empresas que tinham know-how, canais de distribuição estabelecidos e estavam em ascensão – o caso mais notório é a Samsung, evidentemente.

E o que fez a Microsoft?
Eu chamei, na época, de ABRAÇO DOS AFOGADOS: ela fez uma parceria com uma empresa que estava em queda livre em todos os aspectos – a Nokia estava perdendo mercado, receita, começava a dar prejuízo e não tinha um novo produto a oferecer.
A MS achava que poderia usar o know-how da Nokia, seus canais de distribuição, seu hardware, e finalmente emplacar seu sistema operacional móvel.

Tanto Microsoft como Nokia continuam se afogando.
E a Microsoft se colocou numa situação ainda pior, pois fez mudanças drásticas no seu carro chefe, o Windows.

Vejam que pitoresco: a Microsoft, durante muitos anos, teve a vantagem da primazia nos PCs, pois quase 100% dos computadores pessoais vendidos no mundo vinham com o Windows – então, o primeiro contato de centenas de milhões de pessoas com um computador aconteceu numa plataforma Windows. Ao fazer a mudança radical no Windows 8, a Microsoft jogou fora essa vantagem!
A Microsoft começou como uma pequena fabricante de um software específico, portanto um produto segmentado (na época, a bem da verdade, era quase um nicho, devido ao tamanho reduzido, haja vista que o mercado de computadores pessoais ainda era inexistente).
Graças ao crescimento da IBM, que passou a oferecer o MS-Dos, a Microsoft começou a introduzir suas inovações, e criou o Windows, Word, Excel etc…
Nos anos 1990, ela tornou-se uma empresa massificada, uma gigante do software, e justamente no período em que os computadores pessoais se espalharam mundialmente.
Mas a parceria com a Nokia significava uma volta ao mercado segmentado. A MS não conseguiu.

Talvez pelo tamanho da empresa – que geralmente implica processos pouco flexíveis, demora na tomada de decisões etc – o fato concreto é que a MS lançou seus sistema operacional móvel tarde demais e, ao mudar radicalmente o Windows, abriu mão da ÚNICA vantagem competitiva que ainda tinha: a familiaridade de milhões de usuários do Windows (XP, Vista, 7).
Hoje em dia, o comprador de um computador (desktop, notebook ou afins) tem mais opções.
Se ele quiser uma mudança radical, ele pode comprar, por exemplo, um MacBook (ou iMac, caso queira um desktop), da Apple, inclusive pelo efeito halo gerado por iPod, iPhone e iPad – o sujeito entra no ecossistema da Apple e tem diversas vantagens.

Ao que tudo indica, a Microsoft vai continuar em queda livre.
É possível reverter isso? Claro que sim – mas será preciso corrigir os rumos da empresa. Coisa que, até agora, ela parece não ter percebido ainda.

Windows8 drop1

Alguns dados interessantes para observar o problema da Microsoft no mercado móvel (smartphones e tablets) podem ser observados AQUI.
Além disso, é importante notar a insatisfação dos acionistas da Nokia, como demonstra esta reportagem AQUI.

ENADE 2012 (1)

Hoje, finalmente, consegui ler a prova de Administração do ENADE 2012.

A prova, no geral, está entre ruim e péssima. O lado bom é que a anterior, de 2009, estava entre péssima e medonha. Portanto, houve uma melhora.
Para quem quiser verificar a prova, pode fazer o download AQUI. O gabarito pode ser baixado AQUI.

Como eu havia feito em 2009, pretendo fazer uma análise mais detalhada das questões de marketing e TGA/Administração geral.

Em breve.

Por ora, todavia, quero ressaltar o que o MEC/Inep chama de “formação geral”.

São 8 questões de múltipla escolha e 2 dissertativas, que, somadas, equivalem a 25% da nota geral do ENADE.

A questão 01 não passa de interpretação de texto. Só.
Basta saber interpretar as tabelas com proporção de leitores (de livros) no período 2007-2011 para escolher uma das alternativas.
A questão 02 também: pura interpretação de texto, assim como a 03.
Temas babacas, sem nenhuma relevância.

Na questão 04, porém, a coisa muda: a partir de um trecho curto de um documento do MEC sobre ética e cidadania, o aluno tem que avaliar 3 proposições, quais sejam:

I. Toda pessoa tem direito ao respeito de seus semelhantes, a uma vida digna, a oportunidades de realizar seus projetos, mesmo que esteja cumprindo pena de privação de liberdade, por ter cometido delito criminal, com trâmite transitado e julgado.

II. Sem o estabelecimento de regras de conduta, não se constrói uma sociedade democrática, pluralista por definição, e não se conta com referenciais para se instaurar a cidadania como valor.

III. Segundo o princípio da dignidade humana, que é contrário ao preconceito, toda e qualquer pessoa é digna e merecedora de respeito, não importando, portanto, sexo, idade, cultura, raça, religião, classe social, grau de instrução e orientação sexual.

A pegadinha: o trecho do documento do MEC remete aos “Direitos Humanos” – e a proposição I trata de presidiários (“mesmo que esteja cumprindo pena de privação de liberdade, por ter cometido delito criminal”).
Se o sujeito cometeu um crime e está preso por isso, que projetos ele vai “realizar”?
Só se o projeto de vida do sujeito é ser preso!

Essas perguntinhas cretinas que o MEC adora……

A questão 05 é daquelas de arrepiar os cabelos do cu: pede-se o aluno que aponte uma relação causa-efeito entre globalização, desregulação de mercados financeiros e políticas neoliberais.
Evidentemente essa josta foi redigida por um desses desavisados que o PT alojou no MEC e que acredita que FHC, por exemplo, enquadra-se no perfil de “neoliberal”.
Bobagem.
Como a questão toda, aliás.

A questão 06 trata de financiamento público de estudos nas áreas de “ciências básicas” (termo usado na pergunta). Questãozinha sem pé nem cabeça, que pretende que o aluno faça uma simplificação de um tema bem mais complexo – e provavelmente o aluno de 1o ano nem tem embasamento para tratar disso.

Aliás, o critério (ou ausência de um) do MEC é ridículo: alunos do 1o ano não tiveram, ainda, contato com 90% ou mais do que se pergunta nessa prova – não deveriam, evidentemente, ser obrigados a fazê-la.

As questões dissertativas tratam de “sustentabilidade” (questão discursiva 1) e violência (questão discursiva 2) – em ambas, novamente, pedem-se análises e propostas sem oferecer dados suficientes para sustentar argumentos minimamente razoáveis.

Em suma: um lixo.

Aliás, já adiantando uma questão da parte que compete efetivamente a um graduando em Administração, pulo para a questão 30.

Trata-se de uma questão sobre a Matriz BCG, assunto bastante básico de Marketing.

E qual o problema/falha com a questão?

Ela faz com que o aluno perca tempo desnecessariamente.
Porque: apresenta-se um texto de 3 parágrafos (retirado de uma matéria da Exame), e na sequência mostra-se a figura que sintetiza a Matriz BCG.
A seguir, uma suposição, e 5 alternativas.
A única alternativa sensata é a “A”, mas a questão certamente obriga alunos possivelmente nervosos a ler um texto inútil e quiçá buscar nele a explicação para assinalar a alternativa correta.

Bobagem. Basta identificar que o produto VAI SER LANÇADO para enquadrá-lo como ponto de interrogação logo de cara.
Só isso.

Mais uma vez, portanto, o graduando é obrigado a passar por uma provinha RIDÍCULA, mal-feita, incapaz de avaliar a capacidade do formando, incapaz de lidar com questões realmente importantes.
A educação no Brasil está uma desgraça.

E tende a piorar.

PS – Para quem se interessa pelo assunto EDUCAÇÃO, sugiro fortemente a leitura deste artigo AQUI. Trata-se de uma análise extremamente bem estruturada sobre essa praga que ganhou o apelido de “preconceito linguístico”, um nome inventado por gente que quer manter os índices de analfabetismo funcional alarmantemente altos no Brasil do jeito que estão; pessoas que infelizmente estão em postos-chave da educação no país, mas que usam uma terminologia rasa e ignorante para tentar minimizar a importância da educação – em tese, isso seria uma contradição, mas no Brasil….

Aplicativos de mensagens: aliados ou inimigos ?

Notícia muito interessante publicada no blog Link do Estadão:

O número de mensagens enviadas por aplicativos como o WhatsApp superou o volume de SMS enviado no ano passado em todo o mundo e deve dobrar até o fim deste ano, diz um estudo divulgado pela consultoria europeia Informa.

Em 2012, foram 19 bilhões de mensagens enviadas por dia por meio desses aplicativos, contra 17,6 bilhões de SMS. O contraste será ainda maior em 2014, quando serão enviados 21 bilhões de SMS contra 50 bilhões de mensagens via apps.

Apesar do crescimento desses aplicativos no mercado, os dados mostram que o volume de SMS vai continuar aumentando. Isso se explica, entre outros motivos, porque os usuários desses apps não deixam de usar SMS para se comunicar, por exemplo, com aqueles que ainda não possuem um smartphone.

A situação para as operadoras de telefonia, no entanto, fica cada vez mais difícil. O IDC divulgou na semana passada que no primeiro trimestre deste ano as vendas de smartphones superaram pela primeira vez a venda dos ”feature phones”, como são chamados os celulares tradicionais. Do total de 418,6 milhões de celulares que saíram das fábricas, 51,6% eram smartphones.

Chama a atenção o fato de que o número de usuários de apps de mensagens é bem inferior ao de usuários de SMS. A Informa estimou que atualmente seis dos mais famosos aplicativos no mercado (WhatsApp, BlackBerry Messenger, Viber, Nimbuzz, iMessage e KakaoTalk) possuem, juntos, 586,3 milhões de usuários, ante 3,5 bilhões de usuários de SMS em 2012.

Os dados sobre o crescimento desses aplicativos se tornam ainda mais assombrosos quando se considera que esses apps chegaram ao mercado há cerca de cinco anos, enquanto o SMS completa 20 anos de existência.

Para a Informa, as operadoras de telefonia móvel precisam tomar medidas rápidas se quiserem conter a diminuição da receita com SMS. Uma saída para elas, segundo a empresa, seria investir em apps de mensagens próprios para concorrer nesse mercado. A Telefônica, por exemplo, lançou no Reino Unido o Tu Go, aplicativo que permite o envio de mensagens e a realização de chamadas telefônicas a partir de uma conexão com a internet.

Trata-se de uma tendência num mercado em plena ascensão: no mundo inteiro, pessoas estão trocando seus celulares antigos pelos modelos conhecidos como “smartphones”, os celulares inteligentes – que têm diversos aplicativos variados, e tentam, em maior ou menor grau, substituir um computador com a facilidade de ser móvel, caber no bolso/a.

Enquanto isso, as operadoras de telefonia móvel têm razões de sobra para se preocupar: pacotes de SMS tendem a ser menos procurados, o que afeta a receita das telefônicas.

Elas devem se unir à tendência e fazer parcerias com apps de mensagens, ou devem “brigar” com a tendência?

É preciso considerar o seguinte: os clientes de telefonia celular no Brasil têm péssimas avaliações das operadoras – ligações cortadas, ausência de sinal, lentidão da internet móvel, cobranças erradas etc… Diante de tal grau de insatisfação generalizada, aplicativos que não tenham vínculo com nenhuma operadora teriam uma vantagem competitiva, certo?

Depende.

A matéria cita o serviço lançado pela Telefonica no Reino Unido (Tu Go). Infere-se que a Telefonica avaliou que não poderia ficar de fora do mercado de mensagens via internet – a empresa considera estes aplicativos um complemento (ou talvez EVOLUÇÃO) do tradicional serviço de SMS. Ela passa a ter, assim, 2 fontes de receita: o tradicional SMS e o novo aplicativo do tipo WhatsApp. Desta forma, se o mercado de SMS realmente desaparecer (ou se sofrer uma redução drástica em termos de volume), a empresa garantiria uma outra fonte de receita com um serviço cujo objetivo central satisfaz a mesma necessidade (mensagens instantâneas, via celular).

Por outro lado, considerando-se o grau de insatisfação dos clientes brasileiros, é de se imaginar se as pessoas aceitariam usar um serviço que carregue o nome/marca da Vivo, TIM, Claro ou Oi.
Ora, o sujeito está irritado com a operadora (qualquer que seja) porque a ligação vive caindo, ou nunca tem uma conexão rápida à internet – então, esse  sujeito dificilmente vai acreditar que o aplicativo da sua operadora possa ser muito melhor.

Enquanto as operadoras não obtiverem uma avaliação mais favorável por parte dos clientes, associar sua marca a um aplicativo concorrente do iMessage ou WhatsApp não me parece uma boa idéia – inclusive porque estes aplicativos dependem da disponibilidade de conexão à internet móvel.

 

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Previsões furadas

Um site chamado 2Spare compilou dezenas de previsões furadas sobre o futuro, em diversas áreas, como tecnologia, comunicação, aviação, guerra e outras. Algumas anteciparam o fracasso das “compras à distância” e da “transmissão de documentos por cabos de telefone” antes mesmo de se ouvir falar em Internet e compras online.

Computadores e tecnologia

    “Não há razão para que alguém queira ter um computador em casa”.
    Ken Olson, presidente e fundador da Digital Equipment Corp. (DEC), fabricante de computadores mainframe computers, discutindo os computadores pessoais, em 1977.

    “Mas… para o que serve isso?”
    Robert Lloyd, executivo da IBM, sobre o microprocessador, em 1968.

    “Na medida em que uma calculadora no ENIAC é equipada com 18 mil tubos de vácuo e pesa 30 toneladas, os computadores do futuro deverão ter apenas mil tubos de vácuo e pesar 1,5 mil toneladas”.
    Revista Popular Mechanics, em 1949.

    “Eu viajei por todos os cantos deste país e conversei com as melhores pessoas, e posso assegurar a você que o processamento de dados é uma moda e não vai durar até o final do ano”.
    Editor responsável por livros de negócios da Prentice Hall, em 1957.

    “Esta coisa de antitruste vai passar”.
    Bill Gates, fundador da Microsoft (data não disponível).

    “O potencial mercado de máquinas de cópia é de, no máximo, cinco mil (unidades).”
    IBM, para os eventuais fundadores da Xerox, dizendo que as fotocopiadoras não teriam um mercado tão grande que justificasse a sua produção, em 1959.

Internet e comunicação por satélite

    “A transmissão de documentos por cabos de telefone é possível, em princípio, mas o aparato requerido é tão caro que nunca irá se tornar uma proposta prática”.
    Dennis Gabor, físico britânico e autor de Inventing the Future, em 1962.

    “A compra à distância, apesar de ser completamente possível, irá fracassar – porque a mulher gosta de sair de casa, segurar a mercadoria, gosta de estar apta a mudar a sua intenção”.
    Revista Time, descartando as compras online antes mesmo de se ouvir falar nelas, em 1966.

    “Não há praticamente nenhuma chance dos satélites espaciais de comunicação serem usados para prover melhores serviços de telefone, telégrafo, televisão ou rádio dentro dos Estados Unidos”.
    T. Craven, membro do conselho da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos, em 1961 (o primeiro satélite comercial de comunicações entrou em serviço em 1965).

Telefone

    “O telefone tem muitas desvantagens para ser considerado, seriamente, um meio de comunicação. O aparelho não tem valor para nós”.
    Memorando da Western Union, entre 1876 e 1878.

    “Os americanos têm necessidade de telefones, mas nós não. Temos um monte de mensageiros”.
    Sir William Preece, engenheiro-chefe da Escritório Postal Britânico, em 1878.

    “É uma grande invenção, mas de qualquer forma, quem iria usar isso?”
    Rutherford B. Hayes, presidente norte-americano, depois da demonstração do telefone de Alexander Bell, em 1876.

Televisão e cinema

    “A televisão não vai durar. É uma tempestade num copo d’água”.
    Mary Somerville, pioneira em radiodifusão educacional, em 1948.

    “A televisão não vai durar porque, logo, as pessoas irão ficar cansadas de olhar para uma caixa de madeira todas as noites”.
    Darryl Zanuck, produtor de cinema da 20th Century Fox, em 1946.

    “Quem diabos deseja ouvir os atores falando?”
    H. M. Warner, co-fundador da Warner Brothers, em 1927.

Rádio e música

    “O rádio não tem futuro”
    Lord Kelvin, matemático e físico, em 1897.

    “A caixa de música sem fio não tem valor comercial imaginável. Quem pagaria para uma mensagem enviada para ninguém em particular?”
    Associados de David Sarnoff, respondendo a um pedido de investimento para o rádio, em 1921.

    “O fonógrafo não tem nenhum valor comercial”.
    Thomas Edison, inventor norte-americano, nos anos 1880.

Automóveis

    “O cavalo está aqui para ficar, mas o automóvel é apenas uma novidade, uma moda”.
    Presidente do banco de Michigan alertando o advogado de Henry Ford para não investir na montadora, em 1903.

    “Que o automóvel praticamente chegou ao seu limite é confirmado pelo fato de que, nos últimos anos, nenhum aprimoramento radical foi introduzido.”
    Revista Scientific American, em 1909

    “A ‘carruagem sem cavalo’ normal é, no momento, uma luxuria para os ricos, e por causa do seu preço, provavelmente vai falhar no futuro. Com certeza, jamais se tornará tão comum como a bicicleta”.
    Literary Digest, em 1899.

Aviação

    “O homem não irá voar em 50 anos”.
    Wilbur Wright, pioneiro da aviação, ao irmão Orville, depois de uma tentativa fracassada de voar, em 1901 (os dois norte-americanos obtiveram sucesso em 1903).

    “Máquinas de voar mais pesadas do que o ar são impossíveis”.
    Lord Kelvin, matemático, físico e presidente da Sociedade Real Britânica, em 1895.
    “Aviões são brinquedos interessantes, mas não têm valor millitar”.
    Marechal Ferdinand Foch, professor de estratégia da Ecole Superieure de Guerre, em 1904.
    “Jamais será construído um avião grande”.
    Engenheiro da Boeing, depois do primeiro vôo do modelo 247, que tinha motor duplo e transportava 10 pessoas.

Outros temas

    “Tudo que pode ser inventado já foi inventado”.
    Charles H. Duell, oficial do escritório de patentes dos Estados Unidos, em 1899

    “Qualquer um familiarizado com o assunto vai reconhecer isso como um evidente fracasso”
    Henry Morton, presidente do Instituto de Tecnologia Stevens, sobre a lâmpada elétrica de Thomas Edison, em 1880.

    “Um foguete jamais será capaz de deixar a atmosfera da Terra”.
    Jornal New York Times, em 1936.

    “A energia atômica deve ser tão boa como os explosivos de hoje, mas é improvável que produza algo muito mais perigoso”.
    Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, em 1939

    “Não há a menor indicação de que a energia nuclear será obtida. Isso significaria que o átomo teria que ser rompido no futuro”.
    Albert Einstein, em 1932.

Novo produto, mesma estratégia

E ontem, dia 12, foi lançado o novo modelo do iPhone, o 5 (que foi precedido pelo iPhone, iPhone 3G, 3GS, 4 e 4S).
A web está repleta de “reviews” e opiniões sobre o produto em si – que não vou comentar (mas recomendo a leitura deste “overview” AQUI).
 
Quero comentar brevemente algumas coisas que me chamam a atenção na estratégia da Apple.
 
1) PREÇO – A Apple, há anos, mantém a mesma estratégia de precificação (premium, ou seja, cobra mais caro por um produto de qualidade superior, sempre considerando o valor percebido pelo cliente). Agora não é diferente: dado o lançamento do novo modelo do iPhone, o modelo 3GS foi descontinuado, e os 2 modelos remanescentes na linha (4 e 4S) tiveram seus preços reduzidos, enquanto o novo modelo “herdou” o mesmo preço praticado até ontem para o 4S.
 
Veja a imagem abaixo, extraída do site da Apple (acesso direto através DESTE LINK, que inclusive traz um interessante comparativo entre as características dos modelos 4, 4S e 5):

 

Vemos ali as opções de 16, 32 e 64 Gb de memória do iPhone 5, variando de 199 a 399 dólares 1a coluna à esquerda), enquanto o modelo 4S (na coluna do meio) teve seu preço reduzido a 99 dólares, e o modelo 4 está “gratuito” (tudo considerando um plano de 2 anos).
 
Basicamente, o que a Apple está dizendo é: cobramos caro, sim. Mas você vai ter o melhor PRODUTO (experiência resultante da soma do hardware com o software)
 
 
2) PRODUTO – Interessante notar que o hardware (aparelho celular) é novo, com tela maior, mais fino e outras coisinhas mais. Contudo, ficou EXTREMAMENTE parecido com o modelo anterior (4S). Isso é bom, pois a Apple criou um padrão de mercado com o lançamento do modelo 4 (apresentado pelo Steve Jobs). O padrão ainda não foi batido, e a Apple segue dominando o quesito layout – isso sem mencionar a qualidade dos materiais empregados.
 
Aqui posso oferecer meu testemunho pessoal: no ano passado fui pesquisar algumas opções para trocar de celular, e comparei o Samsung Galaxy II (ainda não havia sido lançado o III) com o iPhone 4S. Decerto o Samsung tem diversas qualidades, mas o fato é que o tamanho exagerado e o excesso de plástico (em detrimento do vidro e alumínio usado no iPhone) dão uma impressão de um aparelho mais frágil. Não espero um acabamento tão pobre num aparelho top de linha.
 
Pelo que vi, o iPhone 5 continua sendo o aparelho com mais cara “top de linha” do mercado, incluindo Samsung, Motorola, LG etc.
 
Além disso, a Apple vende, na verdade, DOIS produtos em um, a saber, hardware + software. Foi lançado o novo hardware, mas em alguns dias os proprietários de modelos anteriores (3GS, 4 e 4S) poderão fazer a atualização do software, o iOS6. GRATUITAMENTE.

 

 

A Apple, assim, reforça a impressão de oferecer ao cliente SEMPRE o software mais atual – quesito no qual seu maior concorrente, o Android (Google) falha miseravelmente. A versão Ice Cream Sandwich do Android foi lançada em 2011, mas a maioria dos aparelhos vendidos hoje AINDA traz alguma versão anterior. A “próxima” versão do Android, Jelly Bean, mesmo já tendo sido lançada, ainda não é oferecida em nenhum aparelho!
 
3) COMUNICAÇÃO – A capacidade que a Apple tem em gerar mídia espontânea é FENOMENAL. Não me recordo de nenhuma outra empresa, NUNCA, JAMAIS, EM TEMPO ALGUM, que tenha conseguido usar tão bem a publicidade gerada por jornalistas ensandecidos publicando em blogs, revistas, jornais, twitter, facebook e no diabo à quatro os detalhes, os “furos”, os rumores etc….
 
Parece que ao mencionar a Apple, a vendagem dos jornais (ou revistas, ou audiência do blog ou site etc) vai disparar – o que, obviamente, não é verdade.
Daqui a uma semana, com os primeiros aparelhos do novo modelo sendo vendidos ao consumidor final, vai começar nova rodada de rumores sobre o iPhone 6 (ou vai ser chamado 5S? Vai ter tela de quantas polegadas? O carregamento da bateria será através de telepatia? E por aí vai…).
Os rumores só vão acabar quando for lançado o novo modelo – daqui a 1 ano, mais ou menos.
 
Interessante notar que a Apple não deixa mais que o evento de apresentação do produto seja transmitido (via TV, internet etc). Com isso, ela consegue o seguinte:
 
  • Antes do evento, instala-se o desespero para tentar “adivinhar” quem acerta mais rumores;
  • Durante o evento, é uma briga para oferecer as novidades em primeira mão, chegando a congestionar twitter, sites, blogs etc;
  • Depois do evento, a própria Apple disponibiliza a íntegra da apresentação em vídeo, para quem quiser assistir (se você quiser ver, está AQUI).
 
Ao fazer estas 3 “coisinhas”, a Apple garante que haja um “buzz” constante – ou seja, ela estará sendo mencionada milhares (quiçá milhões!) de vezes, gerando burburinho sem parar!
 
 
4) CONCORRÊNCIA – Só para comprovar a superioridade de mercado e de estratégia da Apple: 2 dias antes do lançamento do iPhone 5, a Samsung ofereceu seu modelo top de linha, o Galaxy S3, por 100 dólares no mercado americano. Repetindo: 100 dólares.
Só para relembrar: quando a Samsung lançou o Galaxy SIII, o que a Apple fez?
NADA.
RIGOROSAMENTE NADA.
Isso mostra que a empresa confia no seu produto e no seu preço (resumindo, na sua OFERTA DE VALOR). O concorrente vai lançar um produto novo? Ok, deixe lançar. O meu produto seguirá tendo demanda, e no meu tempo eu lançarei o meu novo modelo.
De certa forma, um “foda-se” para a Samsung…
 
 
Antes que me chamem de “Apple-boy” ou algo do gênero: sim, tenho um iPhone (4S), estou muito satisfeito com ele, mas, no geral, estas observações aqui NÃO são de um proprietário puxando o saco da marca (ou “evangelizador da marca”, como preferem alguns).
Relatei aqui apenas algumas impressões, pelo que acompanhei ao longo desta quarta-feira.
 
A Apple tem, nos últimos anos, acertado muito mais do que errado.
Houve alguns poucos tropeços, mas os sucessos da empresa da maçã são muito maiores.
Obviamente a Apple não pode “dormir em berço esplêndido”, mas hoje ela está, sim, muito acima da concorrência.
 
A Nokia, coitada, se abraçou com a afogada Microsoft para afundarem juntas (inobstante a força da Micro$oft em alguns mercados, em telefonia ela é fraca demais).
A Samsung está tentando copiar a Apple para, quem sabe, um dia, superá-la. Ainda não conseguiu (mas tem chances).
 
E o resto….bom, é só o resto.

 

Vamos tratar o cliente como otário? Ele nem vai perceber!

Alguns poderão dizer que eu sou tão chato a ponto de ficar por aí “caçando” cagadas das empresas para reclamar.
Mas a verdade é que as empresas me perseguem, entregando as cagadas em domicílio!

Na semana passada, recebi um e-mail da Editora Abril, me oferecendo a renovação da minha assinatura da Quatro Rodas. Eis aqui o print-screen do e-mail (do dia 04 de Setembro, portanto 6 dias atrás):

Como pode ser visto na imagem (basta clicar para ampliar), a “oferta” era para renovar a assinatura por 3 anos (36 edições), pagando 12 parcelas de R$ 29,10, o que totalizaria R$ 349,20.

Hoje, fui até o site da Editora Abril, para simular qual seria o custo de uma NOVA assinatura.
Selecionei duas opções, que mostro abaixo:
(1a) Assinatura de 36 edições (3 anos) apenas da edição impressa, que custaria 12 parcelas de R$ 24,00, totalizando R$ 288,00, e
(2a) Assinatura de 36 edições (3 anos) da edição impressa + digital, que custa R$ 331,20, divididos em 12 parcelas de R$ 27,60.

As imagens abaixo comprovam ambos os valores:

Basicamente, a Editora Abril está sinalizando o seguinte: ou eles acham que o cliente é tão otário, tão idiota, a ponto de NÃO verificar qual seria o custo de uma NOVA assinatura antes de renovar a sua, ou eles acham que o cliente GOSTA de pagar mais caro para ter o mesmo produto.
Bom, na verdade, outro produto: se eu ficasse quieto e aceitasse a renovação por R$ 349,20, (se eu não entrasse em contato com o setor de assinaturas, a renovação seria automaticamente enviada para o meu cartão de crédito) eu pagaria APENAS a edição impressa mais caro do que um novo assinante que escolhesse o “pacote” composto pela edição impressa mais a edição eletrônica.

Pois bem, liguei no 0800 para perguntar por que uma NOVA assinatura seria bem mais barata do que a renovação de um assinante de longa data (são mais de 15 anos!).
A menina que me atende, Jaqueline, disse que no momento em que a oferta me foi enviada por e-mail, era a melhor oferta disponível; provavelmente, DEPOIS de ter sido enviado o e-mail houve uma alteração nos preços do site (para novas assinaturas).

Sei, sei…..
Relembrando: o e-mail foi enviado no dia 04 de Setembro – SEIS dias atrás, portanto!

A Editora Abril é a única empresa que faz isso?
NÃO.

Contudo, erros alheios não justificam os seus próprios.

Quando as empresas vão parar de tratar seus clientes como otários?

Invenção da Xerox, a empresa das copiadoras, que acabou sendo copiada…

Ironia do destino: a Xerox, empresa que ficou mundialmente famosa como sinônimo de copiadora (ou máquina de “xerox” mesmo) acabou tendo uma de suas maiores invenções copiadas.
Anos depois, a Xerox enfrenta dificuldades. Enquanto isso, MicroSoft e Apple estão entre as maiores (e mais lucrativas) empresas do mundo – especialmente a Apple.
Eis o vídeo interessantíssimo de uma propaganda de 1972, na qual a Xerox apresentava sua visão sobre o futuro do “computador”:

Interessante, não?!

Em abril de 2012 (alguns dias atrás!), leio esta matéria no Valor Econômico (íntegra AQUI):

A Xerox registrou lucro líquido de US$ 269 milhões no primeiro trimestre deste ano, uma queda de 4% na comparação com o mesmo período de 2011. As vendas da empresa de tecnologia apresentaram queda de 5%, também em bases anuais, para US$ 1,59 bilhão. Por outro lado, o faturamento com serviços e aluguéis, no entanto, subiu 4%, a US$ 3,77 bilhões.

Com isso, a receita líquida da companhia ficou quase estável, em US$ 5,50 bilhões, um avanço anual de 1%. No entanto, esses ganhos foram neutralizados também por um crescimento igual dos custos e despesas gerais, que finalizaram o trimestre em US$ 5,19 bilhões.

O balanço do primeiro trimestre mostrou uma redução da eficiência da Xerox. A margem operacional cedeu 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2011, até 8,5%.

Para voltar a se expandir, a empresa confirmou que vai continuar investindo no segmento de serviços. “Agora, os serviços representam mais de metade de nossa receita total e vão continuar sendo o motor de crescimento de nossa companhia, enquanto aumentamos nossa oferta de BPO (terceirização de processos de negócios, na sigla em inglês)”, afirmou Ursula Burns, presidente-executiva da Xerox.

No primeiro trimestre deste ano, a receita da companhia com BPO subiu 13%, frente aos mesmos meses de 2011. Enquanto isso, o ITO, que se refere à terceirização em tecnologia da informação manteve-se estável.

E como estão Apple e MicroSoft agora em 2012?!
Apple tornou-se maior do que MicroSoft e Xerox SOMADAS, por exemplo, e tornou-se aquela empresa capaz de influenciar resultados das maiores bolsas de valores do mundo todo:

A forte alta das ações da Apple e os comentários “suaves” (dovish) do presidente do Federal Reserve deram impulso aos mercados de ações e o índice Nasdaq Composite encerrou o pregão com a maior alta do ano.

O índice Dow Jones subiu 0,69% e fechou aos 13.090,723 pontos, enquanto o S&P-500 avançou 1,36% e fechou aos 1.390,69 pontos.

O Nasdaq subiu 2,30% e fechou aos 3.029,63 pontos, impulsionado pela alta de 8,87%, para US$ 610,00, das ações da Apple. Na noite de terça-feira, a gigante do setor de tecnologia anunciou robustos lucros no primeiro trimestre, que foram impulsionados pelas fortes vendas do iPhone e do iPad.

O balanço da Apple ajudou a dissipar os temores de uma potencial desaceleração nas vendas do iPhone e deram impulso as ações do setor de tecnologia nos Estados Unidos e ao redor do mundo.

A alta de hoje foi a maior das ações da Apple desde novembro de 2008 e ajudou a apagar boa parte das perdas acumuladas desde o início do mês. A Apple viu o seu valor de capitalização no mercado disparar quase US$ 50 bilhões hoje, acrescentando no mercado o valor equivalente a uma Hewllet-Packard em apenas uma sessão.

“A máquina da Apple está intacta”, disse Jeff Morris, gerente de carteira e chefe de transações com ações da Standard Life Investments. “De tempos em tempos, o mercado fica preocupado sobre a possibilidade da Apple ficar grande demais para crescer, mas o crescimento da receita, as margens e os lucros parecem ter silenciado” esses temores, acrescentou.

O balanço da Apple deu impulso as ações da Broadcom, uma fornecedora da cadeia de produção do iPhone, que subiram 6,07%. Isso, por sua vez, fez o setor de tecnologia registrar o melhor desempenho no S&P-500, em um dia que todos os 10 setores do índice fecharam em território positivo.
Matéria do Valor Econômico de 25/04/2012, na íntegra AQUI.

Quanto à MicroSoft….

A Microsoft teve uma receita de US$ 17,41 bilhões em seu mais recente trimestre fiscal – o terceiro do ano de 2012, segundo o calendário da companhia. Já o lucro teve uma ligeira retração de 2,3%, ficando em US$ 5,1 bilhões (foram US$ 5,23 bilhões no mesmo período do ano passado).

O resultado satisfez analistas, já que o lucro por ação divulgado pela companhia ficou acima das estimativas compiladas pela Bloomberg: foi de US$ 0,60, contra projeções de US$ 0,57. Às 17h33, as ações da companhia subiam 2,90% nas negociações que acontecem após o fechamento do mercado, o after market.

Das cinco linhas de operação da empresa, apenas a de Entertainment & Devices teve queda nas receitas: 16%, para US$ 1,62 bilhão. De acordo com a companhia, a unidade foi impactada pela desaceleração nas vendas do console Xbox 360. O melhor desempenho ficou com a área de Server and Tools – que vende softwares para os departamentos de tecnologia da informação (TI) das empresas. A receita cresceu 14%, para US$ 1,73 bilhão.

“Com a proximidade do lançamento de novos PCs e tablets equipados com o Windows 8, a chegada da nova versão do Office e uma grande variedade de produtos e serviços para empresas e consumidores residenciais, vamos entregar muita coisa para nossos consumidores ao longo do ano”, escreveu Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft em comunicado.
Extraído do Valor Econômico de 19/04/2012, na íntegra AQUI.

RESUMINDO: A HISTÓRIA PODE SER MUITO CRUEL COM EMPRESAS QUE TÊM BOAS INVENÇÕES MAS FALHAM AO TRANSFORMÁ-LAS EM INOVAÇÕES.