Slogans sinceros

 

Slogans sinceros assim deveriam ser vistos com maior frequência. Pelo menos são… SINCEROS!

Fortalecendo a marca – até no banheiro do cliente

Essa eu li no Meio & Mensagem (íntegra AQUI):

Com a apresentação de um curta-metragem de Roberto Andreoli, a Neve deu início, na segunda-feira 16, a um inusitado concurso. Pelas próximas semanas, a marca de papel higiênico da Kimberly-Clark promoverá uma votação para que os internautas elejam os melhores banheiros de restaurantes da cidade de São Paulo. Batizado de “Banheiros Espetaculares”, o projeto foi criado pela DPZ e Simple. “Queremos mostrar que zelamos pela intimidade do consumidor dentro e fora de casa, que temos a preocupação de reconhecer os ambientes que cuidam tão bem dele como a marca Neve”, afirma Alessandra Castro – gerente da categoria de papel higiênico. Mais de cem banheiros foram visitados na primeira fase do projeto. Destes, 30 foram selecionados por um júri formado por arquitetos, designers, fotógrafos e jornalistas para participarem da votação pública. Os finalistas receberam também a visita do mordomo Alfredo – o personagem protagonista dos anúncios da marca Neve entregou uma placa especial para os estabelecimentos e instalou um totem para a votação. Os seis banheiros mais votados serão divulgados durante o evento “O melhor da arquitetura”, da revista Arquitetura e Construção, da Editora Abril. A divulgação da promoção será feita em veículos online e impressos.

Uma excelente idéia!

Assim como o garoto Bombril, o mordomo Alfredo é um personagem estabelecido há anos, ainda que menos famoso do que o personagem de Carlos Moreno. A Kimberly-Clark vai gastar uns bons trocados com esta campanha, mas reforça os valores da marca Neve ao promover um concurso inusitado e, ainda assim, próximo do cliente – afinal, quem não gosta de ver banheiros bonitos para inspirar-se a reformar o próprio?

New York Times inovando na internet. Novamente.

O New York Times foi o primeiro grande jornal a utilizar o sistema pay-wall – no qual é possível acessar um número determinado de notícias por mês através do site; acima deste número (geralmente 20), é preciso fazer uma assinatura digital, que pode ser mais simples e dar acesso a menos recursos, ou completa, dando acesso ao conteúdo total do jornal.

Os jornais brasileiros (Estadão, Globo, Folha) já começaram a adotar o mesmo sistema.

Agora o NYT inova, mais uma vez, na propaganda em seu site:

The New York Times has notched a number of advertising firsts lately in its ongoing effort to make marketing messages more engaging, and today it’s unwrapping another one.

Bank of America is running a takeover unit at the top of the NYTimes.com homepage that when clicked, will activate a Webcast of the Times’ Schools for Tomorrow education conference. It’s the first time an advertiser has hosted a live Webcast of a Times conference within an ad unit.  The ad unit is expected to carry the entire all-day conference, which was scheduled to kick off at 7:45 a.m. Tuesday. BofA videos featuring Sal Khan, the founder of the online education site Khan Academy and a keynote speaker of the conference, will play until the start of the conference, of which BofA is a sponsor. (No annoying auto-play ad here; you have to click to activate the ad, and the player will stay confined to the banner ad. The ad is a homepage-only experience, too, so it won’t follow the viewer if he or she leaves the page.) The Times has allowed advertisers to run hand-picked editorial content in ad units before; examples are here and here. In those cases the articles were archived (lest it look like the edit side served up content to suit an advertiser’s purpose).
Through its Idea Lab, the Times has also drawn inspiration from editorial executions for new ad units. What sets apart the BofA example is that the content is live and streaming.
Meredith Kopit Levien, evp of advertising at the Times and a recent hire from Forbes, which has been aggressive in introducing new ad formats in its own right, said that the idea for the BofA unit grew out of a discussion about the bank’s support of the conference. “As with any of our content partnerships, we looked for a way to extend it beyond the people in the room,” Levien said. “The conference is about the intersection between technology and education, and there’s no better way to promote that than through technology.” The ad also represents the demand by marketers today to align with, create and use content to get the attention of ad-weary consumers in fresh ways, a trend that’s given rise to new forms of content marketing and its cousin, native advertising. In this case, BofA isn’t creating the content itself or trying to dress up an ad message as real editorial content; rather, its unit is a modern update on the “brought-to-you-by” sponsorship model where the conference is the content. “The need for marketers to be associated with content and to use content is a huge thing driving the market right now,” Levien said.

The Times, along with design and ad agency Pickle Group, worked with BofA to develop the unit. The newspaper has been focusing on measuring online ads in ways other than clicks, and as such, it’ll gauge the BofA ad’s success based on views and total viewing minutes, given the expectation that viewers will hop on and off throughout the day.  Lembro perfeitamente que quando o NYT começou a cobrar pelo acesso muita gente disse que seria um erro, que as pessoas não pagariam.

Estavam erradas.

O NYT conseguiu aumentar o número de assinantes de forma consistente desde que adotou o sistema. Vamos ver, agora, o resultado desse tipo de propaganda num site de conteúdo…

Quem é quem entre os relações públicas do setor de tecnologia

Notícia interessante para quem acompanha a área de Relações Públicas (RP):

Business Insider has released its list of the best PR people in the tech industry and I’ll give you one guess which company’s rep sits atop the list.
Here’s a hint: Google it.

Rachel Whetstone, Google’s top comms person, takes the honors of BI’s best tech PR pro.
BI’s reasoning for the choice is that Whitestone has political pull and has been known to dine with U.K. Prime Minister David Cameron.
“Although she’s not the one on the phone with reporters, she’s steering the search giant’s image with not just the media, but with the governments of Europe, the Middle East, and Africa,” according to the explanation.

Here’s the top ten:

1. Rachel Whitestone, Google
2. Brooke Hammerling, Brew Media Relations
3. Caryn Marooney, Facebook
4. Frank Shaw, Microsoft
5. Margit Wennmachers, Andreessen Horowitz
6. Steve Dowling, Apple
7. Ricardo Reyes, Square
8. Barry Schnitt, Pinterest
9. Krista Canfield, LinkedIn
10. Carolyn Penner, TwitterClick here for the full list of the top 50.

Convenhamos: não deve ser fácil ser RP de uma empresa tão amada e, ao mesmo tempo, odiada como o Google…

Android Kit Kat

Essa foi inusitada – mas não menos interessante:

O Google sempre batizou as diferentes versões do sistema operacional Android com o nome de doces, como Cupcake, Donut, Ice Cream Sandwich e Jelly Bean, seguindo a ordem alfabética. A nova versão do sistema, no entanto, surpreendeu ao adotar pela primeira vez o nome de uma marca conhecida de chocolate. O novo Android 4.4 vai chamar KitKat.

A informação foi confirmada pelo executivo do Google Sundar Pichai em sua página no Twitter. Antes do anúncio oficial, especulava-se que o nome do sistema seria Key Lime Pie. O executivo do Google também divulgou que existem atualmente 1 bilhão de aparelhos que utilizam Android no mercado, um novo recorde para a empresa. Com a parceria, o sistema Android, atualmente líder do mercado, deve ter ainda mais exposição.

O Google já lançou até uma página promocional do novo sistema. Na sede da empresa, em Mountain View, na Califórnia, uma estátua gigante do robô mascote do Android feita com KitKat já pode ser vista em frente ao prédio da equipe responsável pelo sistema operacional. Ainda não há informações sobre os recursos que estarão disponíveis na nova versão do Android nem uma data de lançamento prevista.

A ideia de fazer uma parceria com a Nestlé, responsável por fabricar o chocolate, partiu do próprio Google, segundo a empresa, que afirmou ao site TechCrunch que se trata de uma parceria entre as marcas, sem qualquer pagamento em dinheiro por nenhuma das partes para uso das marcas.

Mais de 50 milhões de barras de KitKat serão lançadas em uma embalagem especial com o robô mascote do sistema, que dará aos clientes a chance de ganhar um tablet Nexus 7 ou créditos na loja de aplicativos Google Play. Uma pequena quantidade de barras de KitKat com o formato de robô também será oferecida como prêmio em mercados selecionados, segundo a Nestlé. A empresa não informa, no entanto, se o Brasil está entre esses mercados. No total, 19 países receberão a edição comemorativa do chocolate.

Fonte: Link/Estadão – íntegra AQUI

Eis aí uma excelente estratégia de marketing!

O Google mantém uma prática que já era adotada (usar nomes de doces, termos populares entre crianças e adolescentes – que tornar-se-ão potenciais consumidores de seu sistema operacional em smartphones, tablets e outros dispositivos ainda a serem inventados), e, portanto, mantém seu branding (e respectivos valores); a Nestlé atrai mais visibilidade para uma de suas marcas mais conhecidas, tendo a chance, inclusive, de revigorar o recall, e associar um produto tradicional/clássico com um sistema operacional de smartphones – ou seja, algo “moderno”, “inovador”.

Parabéns aos envolvidos – mas eu seguirei comprando apenas o chocolate, pois ainda prefiro o iOS.

Androidkitkat600

Microsoft segue ladeira abaixo – e quer arrastar a Nokia junto

Não quero dar uma de “vidente”, mas… EU DISSE, EU DISSE!

Comecei a redigir este post há, sei lá, 2 semanas mais ou menos – mas acabei deixando o coitadinho nos rascunhos, e nunca finalizei.

Foi até bom, pois agora sabemos que a Microsoft comprou a Nokia.

Vamos por partes….
Primeiro, o que eu havia começado a redigir, e, ao final, as atualizações.

Em 9 de maio desse ano (AQUI) eu escrevi que a Microsoft estava se afundando cada vez mais, graças a erros estratégicos tanto na linha de produtos para PCs (especialmente o seu carro chefe, o Windows) quanto na linha de softwares para dispositivos móveis.
O noticiário (posterior) mostrou que eu acertei.
Eis algumas das coisas que foram publicadas nos últimos dias:

Microsoft Experiences Its Biggest Drop Of The Century As Shares Fall 12 Percent
Microsoft shares dropped 12.2 percent, representing the biggest single-day drop in over 13 years. On April 24, 2000, shares dropped 15.6 percent — since then, Microsoft has never experienced such a shelling. Yesterday, the company announced disappointed earnings and took a massive $900 million writedown due to unsold Surface RTs.

When the Surface RT was unveiled, many saw it as a potential revenue generator and as a way to finally make a dent in the tablet space. But Windows 8 and Office remain Microsoft’s two most important products. The company likes to share Office 365 and Xbox Live Gold numbers because those subscription services are on the rise. But they are tiny compared to Windows and Office.

Some investors may have suddenly stopped believing in Microsoft’s tablet dreams. That’s why the company is experiencing such a difficult day on the stock market. But the Surface RT writedown is the second writedown in a year. It could indicate that there are serious strategic issues afoot.

The company recently announced a total reorganization dubbed ‘One Microsoft’. It should make the company more efficient if it wants to release hardware products again. While the Xbox is a success, the company doesn’t have any successful tablet, phone or computer in its portfolio. The Surface RT and the Microsoft Kin are far from success stories. Everybody agrees on that today.
Íntegra AQUI.

Mais uma:

As ações da Microsoft caíram cerca de 9% no início das negociações, um dia após a empresa anunciar resultados trimestrais ruins devido à fraca demanda por computadores pessoais e vendas decepcionantes do tablet Surface. A Microsoft teve lucro abaixo do esperado no trimestre, em meio a vendas mais lentas de computadores pessoais que afetaram os negócios do sistema Windows e a gastos inesperados de US$ 900 milhões com estoques de seu tablet Surface RT. Lançado junto com o Windows 8 em outubro para competir como iPad, da Apple, o dispositivo não vendeu bem.

Microsoft surface390

As corretoras Raymond James e Cowen & Co reduziram suas recomendações para os papéis da empresa para “market perform” (performance em média com o mercado) e pelo menos outras cinco cortaram os preços-alvos em até US$ 3. A receita cresceu 10% para US$ 19,9 bilhões de dólares, ajudada pelas vendas do Microsoft Office, mas ficou abaixo das estimativas de analistas de US$ 20,7 bilhões.

“Nós sabemos que temos que fazer melhor, particularmente nos dispositivos móveis”, disse Amy Hood, nova diretora financeira da Microsoft”, em entrevista. “Esta é uma grande razão pela qual nós fizemos mudanças estratégicas organizacionais”. No início desta semana, a Microsoft disse que estava cortando drasticamente os preços do Surface para atrair compradores, reduzindo o valor dos aparelhos no seu inventário.
Íntegra AQUI.

Quem quiser ler mais detalhes sobre os números da empresa poderá encontrá-los AQUI.

O próprio Bill Gates admitiu em fevereiro deste ano que a MS cometeu erros na estratégia de dispositivos móveis (AQUI), mas deixou de lado os (diversos) erros na estratégia global.
Pelos dados disponíveis, apenas o XBox tem sido bem sucedido – o resto dos produtos da Microsoft ou está numa situação estável (Office) ou está com problemas (Windows, Windows phone).
A Microsoft, ao que parece, perdeu a capacidade de inovar. Isso aconteceu há muito tempo.
E, até aqui, nada indica que ela esteja remotamente perto de recuperrar esta importante habilidade no mercado de tecnologia. Aliás, pelo contrário: os erros que ela tem cometido apenas reforçam que o futuro da empresa está seriamente ameaçado.

Finalmente:

Uma questão intrigante ronda a Nokia desde 2010: por que a companhia optou pelo Windows Phone para substituir o Symbian em vez de apostar no Android, como a maioria das rivais? Stephen Elop, CEO da Nokia, explica que, na época, a empresa não via um mercado promissor para o sistema do Google e afirma que nunca se arrependeu da decisão.

“Estou muito satisfeito com nossa escolha. O que nos preocupava, na época, era o risco de que uma fabricante dominasse o Android. Suspeitávamos de quem poderia ser, pelos recursos disponíveis e a integração vertical, e nós respeitamos o fato de que demoramos para fazer a decisão. Muitos outros já estavam neste espaço”, afirmou ele em entrevista coletiva.

A empresa que poderia dominar o Android, em questão, é a Samsung, como acabou se confirmando alguns anos depois. “Há hoje muitos bons dispositivos, de diferentes empresas, mas uma empresa, essencialmente, se tornou dominante”, ressalta Elop, apontando para a enorme fatia de mercado global que a empresa sul-coreana apresenta, segundo o Guardian.

Ele aponta que o fato de se tornar a maior referência em Windows Phone é um ponto estratégico para a empresa. A empresa passa a ser a principal alternativa após Apple e Samsung/Android, aponta Elop, ressaltando que a abertura desta terceira via abre espaço para negociações com operadoras como a AT&T, que tem se mostrado grande parceira da Nokia nos Estados Unidos.

“Ralph de la Vega, CEO da AT&T, quer negociar com pessoas diferentes para oferecer o maior número de opções. Ele quer uma terceira alternativa. Com isso, nós temos uma abertura com todas as operadoras do mundo, por termos o terceiro ecossistema”, diz Elop. “É difícil, porque começamos como ‘desafiantes’ e precisamos construir a credibilidade, mas com boas parcerias, ganhamos força. Foi a decisão correta”, ele completa, apontando que outras empresas que apostam no Android também não estão bem das pernas, como a HTC.

Mesmo acreditando ter tomado a decisão correta, a Nokia ainda vive um momento ruim. A empresa anunciou na última quarta-feira, 17, seus resultados trimestrais e fechou o período com um prejuízo de US$ 150 milhões.
Íntegra AQUI

Um gráfico que circulou nesta semana ajuda a mostrar o tamanho do problema da Microsoft:

Chart of the day

Pronto, agora vamos avançar no tempo, chegando ao fatídico 3 de Setembro (com grifos meus):

A Microsoft fechou um acordo para comprar a fabricante finlandesa Nokia por um total de 5,44 bilhões de euros (cerca de R$ 17 bilhões). O valor corresponde a 3,49 bilhões de euros pela unidade de aparelhos e serviços da Nokia e 1,65 bilhão de euros pelas patentes em nome da fabricante. De acordo com as empresas, o valor do acordo será pago em dinheiro. A Microsoft afirmou que usará fundos aplicados no exterior para fazer o pagamento. A transação deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2014, se aprovada por agências reguladoras e acionistas das empresas.

As operações vendidas à Microsoft geraram 14,9 bilhões de euros em 2012 em receita para a Nokia, metade do faturamento da fabricante de celular.

“Com o compromisso e recursos da Microsoft para levar os aparelhos e serviços da Nokia para frente, agora entendemos o potencial completo do ecossistema do Windows, oferecendo as experiências mais completas para as pessoas em casa, no trabalho e em qualquer lugar”, escreveram em uma carta conjunta o presidente executivo da Microsoft, Steve Ballmer, e o presidente executivo da Nokia, Stephen Elop.

Elop, um ex-executivo da Microsoft que assumiu a presidência da Nokia em 2010, vai assumir a divisão de produtos da Microsoft, que vai assumir equipes da Nokia. Outros executivos da Nokia responsáveis pelas divisões de smartphones e celulares vão manter suas posições e ficarão subordinados a Elop.

Risto Siilasmaa, membro do conselho de administração da Nokia, assume o cargo de presidente executivo interino da fabricante. “Depois de uma avaliação rigorosa de como maximizar o valor para os acionistas, incluindo a consideração por uma variedade de alternativas, acreditamos que essa transação é o melhor caminho para a Nokia e seus acionistas”, disse Siilasmaa, em comunicado divulgado pela Nokia.

A empresa afirmou que depois que a transação for finalizada, pretende focar seus negócios na companhia de infraestrutura de telecomunicações Nokia Siemens Network, em seu serviço de mapas HERE e no desenvolvimento e licenciamento de tecnologias. Cerca de 32 mil funcionários da Nokia, incluindo 4,7 mil na Finlândia, vão passar a fazer parte da fabricante de software.

A Nokia continuará dona da marca, que será licenciada para a Microsoft em uma acordo de 10 anos.

A compra da Nokia pela Microsoft coloca a fabricante do Windows em um mercado que seus tradicionais rivais, Google e Apple, tiveram mais êxito ao longo dos últimos anos. Enquanto a Apple conquistou um mercado com seus iPhones e o Google disseminou seu sistema operacional Android para aparelhos de fabricantes concorrentes, a Microsoft ainda tenta se fortalecer como uma terceira alternativa, com seu sistema Windows Phone.

O Windows Phone tem sido usado principalmente em smartphones da Nokia desde que foi lançado. Em 2011 — já com Elop no comando — as empresas fizeram um acordo para que o sistema da Microsoft fosse o software oficial dos smartphones da finlandesa. No segundo trimestre deste ano, as vendas de celulares com Windows Phone cresceram 77% em um ano, passando de 4,9 milhões de unidades para 8,7 milhões. Mas o crescimento não foi suficiente para expandir a participação do sistema no mercado de smartphones, que ficou com 3,7% do mercado, ante 3,1%. O Android tem quase 80% das vendas, e o iOS, da Apple, 13,2%.
A íntegra da notícia pode ser lida AQUI

No meu texto de Maio, eu encerrei afirmando o seguinte:

Ao que tudo indica, a Microsoft vai continuar em queda livre.
É possível reverter isso? Claro que sim – mas será preciso corrigir os rumos da empresa. Coisa que, até agora, ela parece não ter percebido ainda.

Hoje, alguns meses mais tarde, reafirmo o que escrevi.

Comprar a Nokia não muda os fatos: a Microsoft perdeu o bonde da evolução. E a Nokia também.
A Nokia tinha um sistema operacional que chegou a ocupar 70% dos celulares do mundo inteiro (Symbian), mas desde o lançamento do iPhone/iOS começou a declinar. A Nokia não conseguiu oferecer um sistema substituto ao Symbian quando as pessoas começaram a trocar os celulares “simples” pelos smartphones – se bem que, a rigor, o Symbian funcionava lindamente em smartphones (eu tive um N97 e um E72 da Nokia que eram uma belezura, mas acabaram ficando ultrapassados quando comparados ao iOS).

A Microsoft, por sua vez, ignorou completamente o mercado móvel: o primeiro WindowsPhone (OS) era uma coisa medonha de ruim, e era visto na própria empresa como um produto que foi lançado apenas para não dizerem que a MS não tinha nenhum sistema móvel. Nunca foi dada a devida atenção a este segmento nas decisões estratégicas da Microsoft. A própria empresa colocou-lhe a pecha de “2a linha”.

O que a Microsoft fez com o Windows 8 foi mais uma cagada monumental.

Comprar a Nokia corrige os erros da Microsoft?

Não.

O que ela vai fazer? Insistir na estorinha de que o Windows Phone é uma “terceira via” na briga Android X iOS?

Lamento, Microsoft, mas isso não vai colar. Especialmente porque a própria MS ficou rateando com o Windows Phone: a palhaçada com o tablet Surface (2 tipos, um que roda os aplicativos do Windows, e uma outra versão, mais “pobre”… Aquilo criou uma confusão na cabeça do comprador, que afungenta qualquer potencial cliente) e a mesma palhaçada com o Windows 8 (que precisou de um “remendo” devido à alta rejeição das [péssimas] mudanças promovidas na 1a versão)…

Enfim, enquanto a Microsoft continuar cometendo erros grotescos, primários mesmo, ela pode comprar quem quiser – e nada vai mudar seu declínio.

Como gosto de fazer, ficam algumas sugestões de leituras “complementares”:
Steve Ballmer’s Biggest Mistakes As CEO Of Microsoft
Desafio do sucessor de Ballmer
Post-Ballmer, Microsoft Must Focus on Products to Avoid Extinction
Microsoft perde direito de usar nome SkyDrive
Android Is The New Windows
Microsoft losing money on Surface tablets

Exageros linguísticos em propagandas: o limite do ridículo

No fim de semana, ao ler o jornal, percebo que propagandas de lançamentos imobiliários são muito frequentes – numa frequência MUITO superior aos dias de semana.

Ok, isso sempre foi assim. E existem (boas) razões para tanto.

O problema é que algumas propagandas exageram no uso de palavras em outras línguas, especialmente o inglês, e acabam chafurdando no ridículo.

As 3 imagens abaixo são de um mesmo empreendimento imobiliário. Veja os nomes e termos usados:

2013 08 03 21 41 50

O nome do empreendimento: WIN WORK IBIRAPUERA – Offices & Mall. Só mesmo o nome do bairro escapou do uso indiscriminado (e errado!) do inglês.

Aliás, a quantidade de pessoas, no Brasil, que não sabe o significado da palavra MALL deve bater nos 90%.

Vamos à segunda:

2013 08 03 21 41 18

Vemos agora que o empreendimento tem um(a?) “PORTE COCHERE DE ACESSO AO OPEN MALL“.

Ganha um pirulito de jaboticaba (ou um raspberry lollipop) quem conseguir entender o que quiseram dizer com essa expressão tortuosa, que mistura 3 línguas diferentes em meras 7 palavras.

Finalmente, vamos à terceira:

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Uau, o empreendimento tem “BOUTIQUE OFFICES“!!!!!

FANTÁSTICO, NÃO?!

Certamente impressiona – ainda que não se saiba o que viria a ser isso.

Construção da marca, empreendedorismo e tecnologia

Depois de ver o vídeo abaixo, lembrei de um texto interessante sobre branding e empreendedorismo.

Primeiro, o vídeo (curtinho):

 

O texto está AQUI, e trata de construção de marcas em pequenas empresas, empreendimentos que estão começando.

Paralelamente, algumas sugestões para o fim de semana:

1) Recomendo a leitura deste artigo AQUI, sobre mobile social networking, bem interessante.

2) O vídeo abaixo é a palestra do Ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha na Universidade Stanford, em Maio/2013. Como é bom ver um Ministro que entende do assunto da sua pasta, numa discussão de alto nível!

 

GIGANTES DA INDÚSTRIA – documentário imperdível

Para quem quiser entender um pouco mais sobre capitalismo, sociedade, governo e empresas, além de conhecer uma parte da vida dos maiores empreendedores da História, recomendo fortemente o documentário OS GIGANTES DA INDÚSTRIA.

São oito episódios, com dramatização de situações cruciais no desenvolvimento do capitalismo norte-americano, mas que tiveram impacto na Administração moderna. John Rockefeller, Henry Ford, Andrew Carnegie, John Paul Morgan são alguns dos personagens/personalidades mostrados, e certamente muito pouca gente conhece os detalhes que cercaram as histórias desses homens.

O History Channel passou recentemente, mas eles fuderam o documentário com excesso de intervalos e falta de regularidade de transmissão (tentei gravar mas mudanças de horário e reprises me quebraram).

Descobri um site que tem os 8 episódios disponíveis para download (infelizmente para mim, apenas nas versão dublada em português, sem opção de áudio original). Veja AQUI.

De qualquer forma, esse é um documentário que, se estivesse disponível em DVD, eu compraria sem hesitar.

IMPERDÍVEL.

Aqui o teaser oficial:

Obs: os arquivos que baixei pelo site estavam em formato MKV, um formatou pouco usual, e que muitos softwares populares não conseguem reproduzir. Use um aplicativo chamado VLC. É o melhor player que conheço, porque consegue abrir tudo que é formato de áudio e vídeo. Além disso, tem versões para Mac e Windows, e agora também para iPhone/iPad (iOS).
Você pode baixar AQUI.
É gratuito, e funciona bem pacas!


ATUALIZAÇÃO: fui informado por um aluno de que os episódios já estão no YouTube (quando escrevi o post, originalmente, não estavam). Fui procurar, e estão mesmo!

Vou colocar todos abaixo.


ATUALIZAÇÃO 30/05/2015: Parece que o YouTube fez o desfavor de tirar todos os episódios do ar. Se alguém tiver os vídeos e quiser compartilhar o link, por favor envie pela página de contato. Obrigado.

Consegui localizar o primeiro episódio, já colocado abaixo. Porém, nunca se sabe por quanto tempo ficará no ar…

Finalmente: há uma página no Facebook dedicada a esta série, e eles estão oferecendo a série em DVD. Não conheço os administradores da página, portanto não posso dizer se são idôneos e se é seguro comprar, mas quem quiser saber mais pode acessar diretamente ESTE POST no Facebook.


Episódio 1:

Episódio 2:

Episódio 3:

Episódio 4:

Episódio 5:

Episódio 6:

Episódio 7:

Episódio 8: