Uma explicação simples e facilmente compreensível sobre o “Caso Renan Calheiros”, recebida por e-mail……
Autor: Carlos Munhoz
Mais sobre a CPMF
A Revista Exame (Edição 902, de 20/09/2007, nas bancas) traz uma matéria excelente sobre a CPMF (aqui, passa assinantes), e outra, sobre a desoneração do setor de informática (aqui), que demonstra a miopia do governo brasileiro (não apenas do PT, registre-se, a despeito dessa gentalha PTista ser, de longe, a mais boçal e hipócrita, superando até os “clássicos” anteriores), bem como a incomPTência no gerenciamento da máquina pública (esta, muito pior no desgoverno PTista).
Na matéria sobre a CPMF, há informações preciosas sobre a falta de comPTência na gestão governamental, e o impacto disso na carga tributária brasileira. Destaco alguns trechos: A despesa corrente da União tem crescido à média de 0,6% do PIB nos últimos cinco anos — ou seja, cerca de 14 bilhões de reais. O inchaço da máquina pública continua desenfreado. Nos últimos cinco anos, as despesas da União cresceram 53 bilhões de reais somente com a admissão de 94 000 funcionários. É uma média de 11 bilhões de reais por ano de elevação de gastos fixos. Para o ano que vem, está previsto que as repartições federais serão lotadas com a contratação de mais 56 000 servidores, a um custo fixo adicional de 3,5 bilhões de reais por ano. Somando-se apenas esses valores referentes ao aumento do quadro de pessoal, chega-se a 14 bilhões de reais, mais de um terço do que se pretende arrecadar com a CPMF no próximo ano. Trata-se de um gasto particularmente daninho, pois os salários e as futuras aposentadorias provavelmente pesarão por décadas à frente. Além disso, a inventividade do governo para criar novas formas de torrar o dinheiro subtraído dos contribuintes não tem limites. Para ficar em alguns exemplos, neste ano foi anunciada a criação da TV Brasil, uma emissora estatal, a um custo inicial de 350 milhões de reais. Outra novidade é a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República, com status de ministério e despesa de 44 milhões de reais por ano. Em 2007, até a comemoração do Sete de Setembro foi inflacionada. Custou 800 000 reais a mais que o desfile do ano passado. Quando somadas, tais despesas indicam que, com um pouco de controle, há muito espaço para que a União inicie uma eliminação gradual da CPMF.
Em termos absolutos, os 40 bilhões de reais da CPMF são uma fração menor da carga tributária total, que deve superar os 900 bilhões no ano que vem. Acontece que o orçamento da União é quase todo comprometido por gastos fixos, como folha de salários. Nesse contexto, a CPMF se transforma em ouro puro. De acordo com Velloso, o tributo representa 73% da receita líquida não comprometida da União. Muito já se falou sobre os males da CPMF. Seu principal vício é o caráter cumulativo, ou seja, incide sobre toda a cadeia produtiva, encarecendo bens e serviços. Agora, um estudo do economista Paulo Rabello de Castro indica que a elevação da carga tributária está relacionada à baixa expansão da economia. Segundo ele, para cada 5 pontos percentuais de carga de impostos, o país deixa de crescer 1,43%. Se a carga de 2006, que foi de 35,5%, fosse reduzida para 30%, o crescimento, que ficou em 3,7%, poderia ter sido de 5,1%. “Prorrogar a CPMF é prorrogar a improdutividade”, diz Rabello.
Por outro lado, quando há desoneração de impostos, o resultado mostra-se muito melhor (para todos!): Enquanto empenha todas as forças em prol da manutenção da cobrança da CPMF, o imposto do cheque, o governo deixa de observar os resultados de um exemplo positivo que ele próprio criou. Esse exemplo é o da chamada MP do Bem, medida provisória editada há quase dois anos para diminuir os impostos pagos pelo consumidor ao comprar computadores. Por se aplicar a um produto de grande apelo de consumo e valioso tanto para pessoas quanto para empresas, tornou-se o mais bem-sucedido caso de corte de tributos feito pelo governo — outros, como o da cesta básica de itens da construção civil, não produziram efeito tão visível. Em pouco tempo, a medida provou ser eficiente para cumprir todos os objetivos a que se propunha: combater o mercado cinza e expandir as vendas legais, ampliar a inclusão digital, criar empregos formais e estimular investimentos. Mais que isso, a redução da carga tributária dos PCs gerou um ganho efetivo para o próprio governo na forma de mais arrecadação. Segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a receita com impostos recolhidos pelo setor de computadores deve chegar a 1,5 bilhão de reais neste ano, quase 50% mais que o valor arrecadado em 2005.
O alívio tributário foi um dos fatores que impulsionaram as vendas de computadores no Brasil nos últimos anos — a valorização cambial também ajudou ao baratear a importação de componentes. Apenas o corte de tributos — do PIS e da Cofins — significou uma queda imediata de 9,25% nos valores. Em novembro de 2005, ele foi aplicado inicialmente para os PCs de mesa com preço de até 2 500 reais e portáteis de até 3 000. No início deste ano, a redução foi ampliada para compu tadores de até 4 000 reais. Com o impulso, as vendas totais no país devem superar os 10 milhões de unidades neste ano, quase o dobro de 2005. O melhor é que o crescimento se deu no mercado formal — o comércio de computadores contrabandeados ou piratas empacou, enquanto o de produtos legais triplicou. Assim, o jogo de forças no mercado se inverteu: agora, os produtos que saem de fábricas que pagam impostos já respondem por 70% do consumo nacional. No momento de maior domínio da ilegalidade no setor, em 2004, os piratas chegaram a ter 73% de participação. “Entramos num círculo virtuoso com aumento da escala e de faturamento”, diz Jorge Almeida, diretor comercial de pequenos e médios negócios da Itautec, que está aproveitando uma mudança de endereço da fábrica em São Paulo para dobrar a capacidade de produção.
Pelo menos metade da expansão das vendas oficiais do setor deve ser atribuída à formalização de fabricantes que antes operavam na clandestinidade. De acordo com levantamento da Abinee, o número de empresas que produzem PCs no Brasil aumentou de 45 para 90 no período. O número de empregos com carteira assinada cresceu 30%, para 25 000 atualmente. No varejo, a possibilidade de oferecer produto mais barato foi combinada com a ampliação da oferta de crédito. O resultado é uma febre de consumo de micros, agora um produto que compete em volume com os televisores. A Casas Bahia multiplicou por 4 seu faturamento com artigos de informática em relação a 2004. No crediário, há computadores a partir de 59,90 reais por mês em 20 parcelas, facilitando o acesso da classe C ao mundo digital. Mais de 2 milhões de famílias no país compraram seu primeiro computador.
É possível concluir, pois, que o maior problema no Brasil continua sendo o mesmo, há mais de 10 anos: falta de uma Administração profissionalizada, orientada para resultados. As picuinhas políticas, porém, ainda ganham. Basta ver a questão envolvendo a (ridícula) proposta de re-estatizar a Vale do Rio Doce….
Enquanto isso, Rei Lulla segue passeando de jatinho chique, criticando “a zelite”, e desviando dinheiro público para o seu PT…..
É ou não é a Casa da Mãe Joana ??????????
O Gramsci das Alagoas
Tomo a liberdade de destacar artigo de Nelson Motta publicado na Folha de São Paulo desta sexta-feira (21/09), intitulado “O Gramsci das Alagoas” (na íntegra aqui, para assinantes da Folha ou do UOL).Brilhantemente, o articulista coloca no mesmo balaio Renan Calheiros, José Dirceu e a empáfia PTista que ainda insiste no engodo de um “golpe da mídia imperialista”.
Em dado trecho: Nem mesmo um militante partidário, desde que alfabetizado, acredita que empresas comerciais concorrentes como a Folha, o “Estadão”, “O Globo”, o “Zero Hora”, a “Veja”, a TV Globo, o SBT, a CBN, a RBS e os maiores veículos de comunicação do país, que disputam ferozmente leitores, espectadores e anunciantes, juntaram suas forças em uma conspiração para destruir as reputações ilibadas dos patriotas Renan e Zé Dirceu.
Para eles, só os veículos “independentes” -que vivem de publicidade do governo e de estatais- têm isenção para noticiar e comentar o mensalão, os sanguessugas e o caso Renan. Mas o povo é ingrato e despreza tantas qualidades, poucos compram as verdades deles. Talvez a maioria absoluta dos anunciantes e da população não saiba escolher os jornais, blogs, revistas e TVs para anunciar e para se informar. Só iluminados, como Dirceu e Renan, sabem como deve ser uma mídia democrática a serviço do país e dos cidadãos. O duro é convencer as pessoas a acreditar nela. E sobretudo neles.
Se os políticos e os partidos fizessem pelos seus eleitores uma pequena parte dos serviços prestados pela mídia independente -que não precisa deles nem do governo para sobreviver-, seríamos poupados de ouvir o Gramsci das Alagoas nos dar lições de ética e democracia.
Irretocável.
E, por falar em “golpe da mídia”, o que será que anda escrevendo e dizendo a brilhante Marilena Chauí ? Não é recente, mas o imparcial e isento jornalista (sic) Paulo Henrique Amorim também deu sua contribuição para que a filósofa-mor do PT continuasse tornando pública sua condição mental pra lá de duvidosa: aqui, comentado.
E esta brilhante professora-intelectual-pseudo-marxista-socialista reforça o texto de Nelson Motta, numa entrevista concedida em 2005, ao “jornal Brasil de Fato” uma das publicações que servem às mentiras da corja criminosa do MST, Via Campesina, e assemelhados (veja detalhes aqui). Um trecho que ilustra incrivelmente bem a mentalidade tacanha e doentia da “filósofa” é a resposta à seguinte pergunta (feita pelo jornal imparcial, que não pode ser incluso no conceito PTista de “mídia golpista”, pois defende a corja PTista, quesito que serve para separar quem é golpista de quem não é): A senhora não acha que os intelectuais e ativistas de esquerda no Brasil só deveriam, como a senhora, dar declarações exclusivas aos veículos de esquerda (Brasil de Fato, Caros Amigos, entre outros)?
A pluralidade de opiniões (ou seja, a democracia, numa leitura ampla), já fica evidente na pergunta. Porém, NADA supera a resposta galopante de Marilena Chauí (outra galopante): Concordo plenamente. A partir do instante em que você tem plena consciência do jogo econômico e do jogo político que está efetivamente envolvido com os meios de comunicação – e é por isso que eu não posso perdoar as palavras do presidente da República -, e que você não tem efetivamente a constituição de um espaço público, muito menos à esquerda,
porque o que você tem é o interesse privado do mercado (…), você simplesmente aceita entrar num processo de servidão voluntária. E aceita ser um instrumento passivo como um arauto da negação do que você pensa e do que você quer. E mais do que ser instrumentalizado pelo adversário, é ser instrumentalizado na direção daquilo que você nega. É preciso aceitar que há divisão social, que há divisão de classes, e que a gente tem que tomar partido.
A íntegra da entrevista dessa coitada, doente, patética está aqui.
Essa mulher é, ou não é, uma anta apoplética ??????? Nem anfetaminas resolvem.
CPMF
A história dá voltas, o tempo passa, e muita gente acaba tendo sua verdadeira essência revelada.
O PT votou em peso para aprovar a prorrogação da CPMF, ontem. A lista completa de quem votou pela manutenção do “imposto do cheque” está disponível AQUI. Vale a pena guardar para ser verificada novamente nas próximas eleições.
Minha vontade é enviar um e-mail para cada um dos mentecaPTos, perguntando quais razões levaram o partido, como um todo, a mudar de posição (novamente), dado que anteriormente, quando o Executivo (mandato de FHC) criou o tal imposto, o PT foi virulenta e enfaticamente CONTRÁRIO à criação do imposto.
Nada mais parecido com a situação do que a oposição no governo…………………..
Será que alguém, do PT, consegue explicar mais esta mudança de “lado” ???? Justo no “partido da ética, do socialismo” ??????
Deturpações e mentiras do MST
Continuando a “saga” das organizações atreladas à quadrilha do PT (não sei quais são mais criminosas….), o MST segue encabeçando a campanha pela re-estatização da CVRD.
No site do MST (aliás, uma dúvida: como é que uma organização que NÃO possui registros legais, ou seja, uma “pessoa jurídica”, consegue registrar um domínio “.org.br” ?!), aqui, prossegue a enxurrada de mentiras e deturpações. Passam desde inócuas discussões sobre as reservas de minérios de ferro (que são concessão pública, da União, e NÃO devem ser contabilizados quando da privatização da empresa que recebeu a concessão da União) declaradas ou não à Securities and Exchange Comission (puxa, o MST se deu ao trabalho de escrever o nome da agência americana que regula empresas negociadas em bolsa, mas esqueceu de conferir os arquivos que a SEC disponibiliza sobre a CVRD ?! Que conveniente……), até valores fictícios, inventados ao bel-prazer dos criminosos do MST para tentar convencer alguns incautos a apoiar esta sandice…..
Os criminosos afirmam: “A privatização inclusive atenta contra a Constituição Federal. Reservas de urânio (matéria-prima para a energia e armas nucleares) são de propriedade exclusiva da União e não poderiam ter sido vendidas. Já a exploração mineral na faixa de fronteira não pode ser realizada sem uma aprovação do Congresso Nacional – que não ocorreu.“. Mentira sobre mentira. Erro sobre erro.
Nenhuma reserva foi vendida – nem de urânio, nem de qualquer outra coisa. Foram vendidas ações ordinárias da CVRD. Só. Sobre a “exploração mineral” que dependeria da aprovação do Congresso…….ora, a CVRD já operava na fronteira, e recebeu aprovação para tal anos antes. Não precisava recebê-la novamente. Lei.
Mais mentiras e deturpações: “A venda da Vale também compromete a soberania do Brasil ao transferir para acionistas estrangeiros 26 milhões de hectares de terra“. Já citei anteriormente: o consórcio que arrematou a CVRD tinha, sim, estrangeiros, mas os maiores acionistas eram (e continuam sendo) nacionais: Previ, CSN e Bradesco. A maior parte dos dividendos da CRVRD, portanto, FICA NO BRASIL. Até porque o próprio governo estimulou que os brasileiros investissem nas ações da CVRD…….
Esse MST, sempre mal-informado e mal-intencionado…….. Criaram a tal “Campanha Nacional pela Anulação do Leilão da Vale do Rio Doce – A VALE É NOSSA!” (cujo site pode ser conferido aqui) com base em mentiras e deturpações…. Até a Governadora Ana Júlia Carepa, do Pará, está lá no site, sorridente, declarando seu apoio à campanha. Péraí: foi esta governadora que há alguns meses contratou sua manicure ou cabeleireira como funcionária pública, remunerada pelo Estado ? Só para confirmar, para ter certeza do tipo de apoio, do caráter dos apoiadores da tal campanha……..
Não são, afinal, a cara do papai-PT ????
Privatizar, sim
Então o PT resolveu apoiar o tal plebiscito para que a população opine sobre a proposta de re-estatizar a Vale do Rio Doce (aqui) ? Para “sustentar” o absurdo, diversos asseclas do PT costumam espalhar dados e informações falsas (aqui, por exemplo).
Entre as besteiras que o “jornalista” José Cristian Góes divulga, algumas merecem atenção:
1) Diz o jornalista mal-informado (ou mal-intencionado) que “Em 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) “vendeu” a CVRD por apenas R$ 3,3 bilhões. Curiosamente a avaliação dos auditores privados e do próprio Governo davam a Vale um preço de R$ 93 bilhões, ainda assim um valor muito abaixo do real“.
Tudo mentira. O leilão das ações da CVRD previa a venda de cerca de 41,73% das ações ON (ordinárias) da empresa, não “toda a empresa”, como o pseudo-jornalista tenta levar o leitor a acreditar. Além disso, a privatização, ocorrida em 07 de Maio de 1997, não poderia identificar o valor de mercado da CVRD em R$ 93 bilhões: HOJE, o valor de mercado da CVRD é de R$ 127 bilhões, com um lucro líquido anual de R$ 7 bilhões. O “jornalista” inventou um lucro de incríveis R$ 13,4 bilhões em 1996 – MENTIRA !!!!
Em 1998, primeiro ano de demonstrações contáveis pós-privatização, o balanço da CVRD indicava lucro que aproximadamente R$ 1 bilhão (basta consultar o site da Comissão de Valores Mobiliários, aqui, ou da própria Vale do Rio Doce, aqui).
2) O mentiroso jornalista afirma, ainda, que “E tem mais: quase 70% do lucro da Vale, isto é, os dividendos construídos em cima dos minérios desta terra, do nosso povo, estão nas mãos dos controladores privados estrangeiros da CVRD, ou seja, quase nada fica aqui.“. Ele mente, novamente – e continua mentindo, algumas linhas abaixo: “os lucro [sic] da Vale privatizada enriquecem os acionistas, principalmente, estrangeiros que investem na bolsa de valores nos EUA e na Ásia“.
O pior é que grande parte dos eleitores do PT, por ignorantes, acabam acreditando nestas bobagens….. As empresas que compraram os 41,73% das ações ordinárias da CVRD foram: CSN (Companhia Siderúrgica Nacional, empresa brasileira), Bradesco (maior banco privado brasileiro), Previ (Fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, brasileiro), além de grande parcela negociada em bolsas de valores. A composição acionária da empresa é pública, e pode ser conferida aqui, ou então diretamente nas Bolsas de Valores nas quais opera (NYSE e Bovespa inclusas).
O “jornalista” José Cristian Góes continua mentindo, sempre com base nestas deturpações – que são as mais graves, porque embasam argumentos sofismáticos. Pior, MENTIROSOS.
Ele mente para tentar justificar o injustificável.
A privatização de empresas brasileiras, ao longo dos 2 mandatos FHC, foram positivas: criaram empregos, dinamizaram diversos setores da Economia brasileira, beneficiaram a população diretamente (via de regra, através da oferta de melhores serviço) e, em alguns casos, colocaram empresas brasileiras em posição competitiva MUNDIALMENTE.
Além da Vale do Rio Doce (que, antes da privatização, era a nona maior mineradora do mundo; HOJE, É A SEGUNDA), a Embraer: estava à beira da falência quando foi a leilão, em 1995; hoje é a terceira maior fabricante mundial de aviões. Sob o comando da iniciativa privada, a Embraer passou por um ajuste brutal, impossível de ser feito numa companhia regida pelos princípios do Estado. Foi isso que a colocou na posição de empresa de classe mundial. Guinadas como essas são tarefas para executivos profissionais – não para políticos, que chegam e vão embora de acordo com o resultado das eleições.Maurício Botelho, presidente da Embraer, está no cargo há 12 anos (para maiores detalhes, ler a íntegra da reportagem, da Revista Exame, Edição 880, de 02/11/2006, aqui).
O presidente do Banco do Brasil (estatal) já mudou mais de 3 vezes APENAS no primeiro mandato (sic) Lulla. Em 1994, antes da privatização, a Embraer empregava 6.100 pessoas. Em 2005, já privatizada há 10 anos, o número era de 17.000. Em 1994, a empresa entregou 4 aviões; em 2005, foram 141.
As empresas que compraram as malhas da Rede Ferroviária Federal – típica estatal com muitos funcionários e pouco investimento – hoje transportam 80% de carga a mais. Para dar conta desse aumento, a indústria de equipamento ferroviário renasceu: o número de vagões produzidos saltou de 200 em 1992 para 7 500 em 2005, o que representou a construção de quatro novas fábricas e a criação de 30.000 empregos.
São vários os exemplos de privatizações bem-sucedidas – mas a “imprensa vermelha” bancada pelo PT distorce fatos, mente e tergiversa. Má-fé aliada à ignorância.
Por que os (pseudo) “jornalistas” que abastecem as páginas de mentiras do site do PT, da “Agência Carta Maior” e de outras publicações deste mesmo (baixo) nível, como Caros Amigos e Caca CaPTal, não têm coragem de buscar fatos verdadeiros para tentar argumentar ?
Por que os militantes do PT e seus asseclas (remunerados ou não) recorrem a tantas mentiras ? Só porque eles não têm argumentos que respaldem suas propostas ridículas ?
Circo Brasil
Em homenagem às recentes declarações do Rei Lulla (sobre CPMF e mudança de postura):

CVRD – estatização estapafúrdia
Artigo de excepcional clareza foi publicado ontem, na Folha de São Paulo, tratando justamente sobre a questão da privatização – assunto que eu tratara no post de ontem (abaixo). Para assinantes da Folha ou do UOL, texto completo aqui.
Para aqueles debilóides do PT, CUT, MST e outras entidades (ou quadrilhas?!) que orbitam nas tetas governamentais por recursos, alguns dados da CVRD privatizada merecem ser repetidos.
Recorde de investimento: US$ 44,6 bilhões nos últimos seis anos contra US$ 24 bilhões nos 54 anos anteriores.
Recorde de produção: 300 milhões de toneladas de minério neste ano contra média anual de 35 milhões da Vale estatal.
Recorde de emprego: 56 mil empregos diretos hoje contra 11 mil há dez anos.
Recorde de exportações: quase US$ 10 bilhões em 2006 contra US$ 3 bilhões em 1997, garantindo mais de um quarto do saldo da balança comercial “deste país”.
Isso sem contar um fato da maior importância: “A quem pertence a Vale privatizada? Aos funcionários e aposentados do Banco do Brasil, principalmente, por intermédio de seu fundo de pensão. Com o BNDES, eles detêm dois terços do capital da Vale. O restante se distribui entre o Bradesco, a “trading” japonesa Mitsui e mais de 500 mil brasileiros que aplicaram parte do FGTS em ações da companhia. padrão de gestão da Vale é privado. A propriedade, como se vê, nem tanto. Depois de privatizada, a empresa recolheu aos cofres da União, em impostos e dividendos, algumas vezes mais do que fez ao longo de toda a sua existência como estatal.”
O mais assustador é o baixo nível de uma significativa parcela da “elite intelectual” brasileira – não apenas neste caso, da Vale, como em outros. Tome-se como exemplo o Prof. Fábio Konder Comparato (presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia do Conselho Federal da OAB), que publicou na Folha de São Paulo, em 02/09, artigo intitulado “Um atentado contra o patrimônio nacional” (artigo depois ecoado, obviamente, pelo site do PT, aqui).
Quando era professor da Faculdade de Direito da USP, o Prof. Comparato não costumava divagar nesta proporção…….. Confunde conceitos tão básicos, e, pior, “compra” o argumento furado porque sofismático da comparação dos R$ 3 bilhões com os atuais R$ 50 bilhões…….
Primeiro: valor presente, valor passado. O que vale R$ 50 bilhões hoje valia quanto em 1997, quando a CVRD foi privatizada ? Uma conta não tão complexa, amplamente amparada pelas teorias de Administração Financeira, mas que obviamente os PTistas não fazem idéia de que se trata……..
Mas o Prof. Comparato ignorar isso ? Ou ingenuidade excessiva, ou prova cabal de que o PTismo extermina neurônios de quem a ele converte-se.
Segundo ponto: quanto a CVRD valeria hoje se NÃO tivesse sido privatizada ?
A julgar pela prática corriqueira nas autarquias e empresas estatais, regidas pelo loteamento político de cargos, menos do que os antigos R$ 3 bilhões, porque, assim como ocorreu (lamentavelmente) com a Petrobrás, estaria sendo dirigida por incomPTentes amigos (sindicalistas, PTistas etc).
Neste sentido, aliás, cabe registrar um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (leitura PRECIOSA, merece toda a atenção!) que mostra a amplitude da “dominação PTista” em autarquias e outros órgãos antigamente públicos – mas hoje, infelizmente, privados, pois pertencem ao PT. E, não se pode esquecer: o escândalo do Mensalão começou a tornar-se público após denúncia de práticas PTistas na ECT (empresa de Correios e Telégrafos), loteada politicamente pela cambada PTista.
Dias depois, o Prof. Adilson Abreu Dallari respondeu ao Prof. Comparato, no mesmo espaço da Folha (na íntegra, aqui). Não era sem tempo !!!!!!!
A versão pobre de Oscar Wilde
A pior pobreza não é a material, de bens e dinheiro.
A pior é a pobreza de espírito.Empatada, talvez, com a pobreza intelectual.
A mesma pobreza intelectual que assola o PT, estende-se a seus asseclas remunerados e acachapa, ainda, os asseclas não-remunerados – estes, talvez, o pior tipo: não ganham nada para proferir asneiras – conseguindo, assim, unir o inútil (não-remuneração) com o desagradável (bobagens que escrevem e/ou propalam).
Gilson Caroni Filho, segundo o site do PT, é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro. Publicou, acredite-se, um exemplo indefectível do cinismo PTista temperado com a mais característica e torpe ignorância – dois fatores, aliás, recorrentes no PTismo….. O petardo intitulado “Dorian Gray e a oposição golpista” continua repetindo o discurso batido da tal “oposição golpista”…..
Obviamente, o texto (aparentemente publicado originalmente no site da Agência Carta Maior, outro braço de desfaçatez da organização criminosa vulgarmente chamada PT) não faz referência ao PT, que clamava pelo impeachment de FHC durante boa parte de seu segundo mandato; o texto, da mesma forma, não faz referência direta ou indireta à oposição golpista que votou contrariamente à lei da Responsabilidade Fiscal, nem tampouco à oposição golpista que tentou vetar a prorrogação da CPMF.
Engraçado que, dados estes fatos, é possível o leitor se questionar: “mas quem votou contra a CPMF ? Foi o PT ou o PSDB ?”. Pois é………..
Como estamos na Casa da Mãe Joana, primeiro era o PSDB tentando aprovar a prorrogação da CPMF; atualmente (2007), é o PT quem tenta, desesperadamente, aprovar no Congresso a prorrogação do tributo (que surgiu, pasme-se, como “provisório”).
Neste mar de lama que é a política brasileira, não se sabe quem é oposição golpista, quem é quadrilha.
Pessoalmente, arrisco um palpite: TODOS.
Começo pelos “300 picaretas” que outro picareta um dia apontou, enquanto os 300 mamavam nas tetas do contribuinte (através da remuneração – sempre polpuda – da Câmara dos Deputados), e o picareta que os denunciou mamava nas tetas do PT. Engraçado notar que hoje todos estes picaretas mamam nas tetas do contribuinte, o coitado que paga escorchantes 40% de seus rendimentos para sustentar picaretas…….
Isso sem falar nos 81 picaretas que no último dia 12/09 absolveram o picareta que preside o Senado Brasileiro. Mas estes 81 picaretas receberam ajuda, claro – de mais picaretas que locupleteiam-se no Executivo.
Mas, voltando ao ilustre Professor Gilson Caroni Filho, alguém precisa ensiná-lo a redigir suas asneiras de forma ao menos coerente. Quando afirma “Pois bem, em meados de 2007 é isso que continua em jogo. Uma agenda que pretende, entre outras coisas, retomar a privatização de patrimônio público transferindo recursos para o setor financeiro. Estancar uma política econômico-social que faz o consumo crescer a uma média de 13% ao ano. Uma economia que vai se ajustando a taxas de crescimento cada vez maior, com aumento de demanda agregada e expurgo da mentalidade inflacionária.“, o desespero de atacar a privatização o faz confundir-se. Coitado.
“Setor financeiro” ? Ele começa falando da tal agenda “neo-liberal”, mas emenda (com uma redação tão torpe quanto seus pobres neurônios, Tico e Meio-Teco, permitem) com uma tal “economia que vai se ajustando a taxas de crescimento cada vez maior” (o erro de português é todo dele, além, é claro, do conceitual)…. Ele tenta atacar a privatização, mas escreve tão mal, coitado, que perde-se no meio do caminho……(isso porque é, supostamente, “professor”…..!)
Gostaria de entender por que o PT gosta de desenterrar o assunto da privatização….. Só porque o tucanato tem vergonha das privatizações (ao menos, é o que parece haja vista a sucessão de desastres da falida campanha do picolé de chuchu, em 2006) ? Eis um tema interessante: o PT ameaça o PSDB com a privatização, e o PSDB não sabe o que fazer – mas ninguém toma o cuidado de verificar quais os RESULTADOS das privatizações.
O PT não quer comprar os votos do estrato mais pobre e excluído da Sociedade ? Pois a privatização da telefonia serviu, ao menos, para incluir IMENSA parcela desta população, universalizando serviços básicos – não me refiro apenas ao exorbitante crescimento do número de celulares, mas falo também de orelhões, barateamento de acesso à internet (e, como conseqüência direta, a informações e conhecimento) e empregos gerados pelos bilhõesinvestidos por empresas de mais diversos países no Brasil. Isso tudo o PT ignora(como bons ignorantes que são, nada mais lógico), e o PSDB não tem coragem de propalar.
Não sei por quê, mas o tucanato deixa a PTralhada reinar sozinha.
Muita incomPTência de ambos os lados.
E, por falar em incomPTência, voltemos ao Professor Gilson Caroni Filho: “Contudo não pretendo discutir política, sociologia ou metafísica com você. Prefiro as pessoas aos seusprincípios, e prefiro, acima de qualquer coisa neste mundo, as pessoas sem princípios”. Daria um excelente editor de política.”
Ele se refere aos PTistas ou aos tucanos quando menciona “pessoas sem princípios” ?!
Ou talvez seja uma “auto-promoção” apenas.
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