Enquanto depender de “bolsas” e outras esmolas, o Brasil continuará subdesenvolvido

Muita gente, seja por ignorância (no sentido de falta de conhecimento, informação e/ou capacidade analítica), seja por má-fé (exemplificado pelo JEG, o Jornalismo da Esgotosfera Governista, ou seja, blogs e sites vagabundos que só existem graças ao patrocínio de estatais a dejetos como CartaEstatal, Nassifras, Brasil 171 (2+4+7) e outras porcarias do mesmo naipe), não percebe o problema (atual e futuro) gerado pela mentalidade de dependência do Estado criada pelo PT, especialmente representado pelo Bolsa-Família.

BYv 5tyCIAAYwuJ jpg large

Ontem li esta matéria (na íntegra AQUI), e pensei nessa dependência estatal desenfreada, em oposição ao bom e velho capitalismo, que permite (e incentiva) o mérito próprio, o desenvolvimento, a melhoria constante, o esforço individual etc:

Quatro meses atrás, o morador de rua nova-iorquino Leo Grand não sabia nada sobre programação, nem se quer usar um computador. Mesmo assim, o homem, que dormia na rua desde 2011, escolheu receber aulas de programação a ganhar uma esmola de US$ 100 em dinheiro. O resultado? Após 16 semanas de aulas diárias, Grand lançou seu primeiro aplicativo, o Trees for Cars, já disponível para download por US$ 0,99 no iTunes Store, para sistema iOS, e no Google Play, para Android.

Tudo começou em 22 de agosto, quando o programador de 23 anos, Patrick McConlogue, abordou Grand na rua para fazer a proposta. Ao aceitá-la, o mendigo ganhou um notebook com 3G, bateria solar e acesso ao Codeacademy, plataforma que ensina programação grátis.

McConlogue dava aulas diárias de programação ao morador de rua em lugares ao ar livre – onde Grand normalmente passava o resto do dia. Em dias nublados ou muito frios, no entanto, um porteiro de um apartamento de luxo ao redor o deixava carregar seu computador em uma das tomadas do edifício.

Isso aconteceu em New York, ou seja, num país capitalista, historicamente afeito ao empreendedorismo. Um país que tem um ambiente favorável ao desenvolvimento de empreendimentos que independam do governo (a despeito da abordagem patética dos Obamas da vida), e que oferece condições para que os ganhos dos empreendedores sejam atrativos para que eles assumam riscos.

Diferentemente do Brasil, aonde o governo chega a pagar para que o sujeito fique em casa, desocupado, fazendo filho para ganhar mais dinheiro do governo…

BbZlVaaIYAAmCe7 jpg large

Mais uma vez: “marketing” NÃO é sinônimo de “mentira”

Já escrevi isso diversas vezes (além de explicar milhares de outras vezes, em aula), mas parece que é necessário repetir: MARKETING NÃO É SINÔNIMO DE MENTIRA.

Fica muito difícil explicar isso quando os meios de comunicação em geral insistem em falar do suposto “marketing político” – um negócio que simplesmente NÃO existe.

Repito: NÃO EXISTE.

Cheguei à notícia abaixo (disponível no original AQUI) por meio de diversos posts no Twitter, em muitos dos quais aparecia o termo “marketing” (ou “marquetagem”, ou qualquer outra tentativa de equivalência):

Dilma recicla programa e lança pela quarta vez

Josias de Souza

No papel, o PAC das Cidades Históricas, é um programa do governo federal concebido para prover verbas às obras de recuperação de monumentos históricos. Na prática, a iniciativa tornou-se uma monumental peça de marketing. Lançado por Lula em 2009, já foi reanunciado por Dilma Rousseff três vezes, uma em 2012 e duas em 2013. E continua sendo um empreendimento por fazer. O reanúncio mais recente ocorreu nesta terça-feira (20), na cidade mineira de São João del-Rey. Foi um retorno às origens.

O palco do lançamento original também foi uma cidade histórica de Minas Gerais: Ouro Preto. Aconteceu em outubro de 2009. Naquela época, Dilma chefiava a Casa Civil. Equipava-se para a sucessão de 2010. Presente, ela testemunhou a cena. Lula soou grandiloquente: “O PAC das Cidades Históricas é a maior ação conjunta pela revitalização e recuperação das cidades históricas já implantada no nosso país.” Disse isso ao lado do Monumento a Tiradentes.

O programa, de fato, era ambicioso. Beneficiaria 173 cidades em todos os Estados. Investiria R$ 890 milhões até 2012. Na metade de 2010, a coisa parecia evoluir muito bem. Pelo menos no gogó. Em 29 de junho daquele ano, a quatro meses da eleição presidencial, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) anunciou a adesão de 30 cidades ao programa. Somando-se as verbas federais, estaduais e municipais trombeteava-se uma cifra mais gorda do que a prevista por Lula: R$ 1,129 milhão.

Dilma elegeu-se presidente. O tempo passou. Em setembro de 2012, época de eleições municipais, a presidente acomodou a petista Marta Suplicy no Ministério da Cultura. Na cerimônia de posse da nova ministra, Dilma relançou o que Lula já havia lançado. “Anunciou em seu discurso a destinação de R$ 1 bilhão para o PAC das Cidades Históricas”, anotou o Iphan, órgão vinculado à Cultura, em notícia veiculada no seu site.

Decorridos dois meses, o repórter Felipe Canêdo entrevistou a presidente do Iphan, Jurema Machado. A conversa foi veiculada em novembro de 2012. Nela, Jurema declarou que o PAC das Cidades Históricas, aquele programa que Lula dera à luz três anos antes, “não existe”. Em verdade, a verba ainda estava por ser liberada. “No orçamento de 2013 do Iphan estão previstos R$ 300 milhões”, ela disse. O Ministério do Planejamento liberaria “R$1 bilhão em quatro anos”.

Passaram-se mais dois meses. Em janeiro de 2013, Dilma recepcionou em Brasília os prefeitos recém-eleitos. E cuidou de re-relançar o PAC das Cidades Históricas. Novamente, prometeu “R$ 1 bilhão para obras de restaração de monumentos e edificação de uso público, e para requalificação de espaços públicos nas cidades históricas do nosso país” (assista abaixo).

Reduziu-se drasticamente a quantidade de prefeituras sujeitas a usufruir dos pseudoaportes. Em vez dos 173 municípios que Lula mencionara, o programa agora chegaria a apenas 44 cidades. Paradoxalmente, elevou-se a verba. Como uma espécie de bônus, Dilma propagandeou a concessão de “R$ 300 milhões” em financiamentos “para restauração de edifícios privados nessas cidades históricas.”

Súbito, sete meses depois dessa re-recauchutagem, Dilma re-re-relançou o PAC das Cidades Históricas, agora na novíssima versão de São João del-Rei, berço da família Neves, do antagonista tucano Aécio. Dessa vez, para os mesmos 44 municípios previstos em janeiro, a presidente anuncia a futura liberação de R$ 1,6 bilhão. Contando com os R$ 300 milhões que virão na forma de “financiamentos”, chega-se à cifra de R$ 1,9 bilhão.

Em sua versão mais recente, a promessa de Dilma já saca a descoberto do Orçamento do segundo mandato. “A disponibilização total de R$ 1,9 bilhão”, anota o Iphan em seu site, ocorrerá “até 2015”, primeiro ano do próximo governo. Munido de dados colecionados por sua assessoria, o presidenciável tucano Aécio Neves ironizou: “Um Estado como Minas Gerais, que tem demandas tão graves e tão sérias, assistir a esta encenação mais uma vez, é um desrespeito. Eu gostaria que, pelo menos, a presidente Dilma pudesse ter pelos mineiros o respeito que demonstrou ter pelo ET de Varginha.”

Serviço: Aqui, a cartilha editada sob Lula, em 2009, para acomodar, em 27 páginas, o velho PAC das Cidades Históricas, aquele que não foi implementado até 2012. Aqui, o “folder” impresso sob Dilma, neste ano de 2013, com o “novo” programa, esse cuja conclusão foi empurrada para 2015, primeiro ano do mandato do próximo presidente. Noves fora a capa e a contracapa, a nova peça tem 11 folhas.

Em virtude do volume assustador de mentiras que Dilma, Lulla e o resto da camarilha do PT tenta vender como “um governo de sucesso”, o termo “marketing” está cada vez mais associado à percepção de “propaganda enganosa”.

São duas coisas muito diferentes. MUITO!

Por favor: o que Dilma, o Ministro Margarina, o irrevogável Merda-andante e os demais desmiolados do PT fazem é ENGANAÇÃO, não marketing. Vamos parar de confundir!

iPhone: caso de inspiração, plágio (será?) e inovações

O vídeo abaixo, curtinho, merece ser visto.

Muitas informações ali merecem uma reflexão.
De fato, o iPhone não foi o 1o celular touch-screen (até no Brasil a Motorola já vendia um modelo touch, bem antes do Steve Jobs apresentar o iPhone). Ele não foi o 1o dispositivo “multi-touch”. Ele não foi o 1o celular “inteligente” (ou seja, capaz de fazer muitas outras tarefas além de “apenas” fazer ligações telefônicas). Motorola, Palm e Nokia já tinham, cada uma de seu jeito, oferecido isso.

Porém, o iPhone foi o 1o dispositivo que conseguiu reunir todas essas funcionalidades (e milhares de outras) e colocá-las na palma da sua mão, por um preço relativamente baixo (considerando que até então apenas equipamentos caríssimos e especializados dispunham de algumas dessas funções), e com um design elegante, bonito. Mas, talvez ainda mais importante do que tudo isso: a Apple ofereceu todas estas funcionalidades dentro de um sistema fácil de usar, simples, facilmente compreensível.

O grande mérito do iPhone (na verdade do sistema operacional do iPhone, o iOS) foi colocar o poder de processamento de tantas funções num aparelho que não demandava que o consumidor fosse um expert em informática (“nerd”). Essa foi a grande inovação do iOS/iPhone.

Hitler, Stálin e outros “heróis” estão sofrendo bullying – e Che Guevara é o culpado

Como é possível transformar um genocida sanguinário num ícone cultural?

Você, caro leitor, já viu mochila escolar estampando a foto de Adolf Hitler? Já imaginou o rosto do “maníaco do parque” em estojos escolares, cadernos e capinhas de iPhone?

Então, como é possível haver coisas assim à venda no Brasil hoje?

Che_selling_01 Che_selling_02 Che_selling_03 Che_selling_004 Che_selling_05

 

Por que apenas Che Guevara foi promovido a “ícone cultural”? Isso é um tremendo preconceito! Gente como Stálin, Hitler, Mao Tse Tung, Pol Pot e tantos outros genocidas estão sofrendo bullying!!!!!!

Por que não fazem camisetas com Hitler ou Stálin no peito e imagens dos milhões de pessoas que eles assassinaram nas costas?

Aliás, segundo o livro “Death by Government“, os maiores assassinos do Século XX seriam:

Joseph Stalin – 42,672,000
Mao Tse-tung – 37,828,000
Adolf Hitler – 20,946,000
Chiang Kai-shek – 10,214,000
Vladimir Lenin – 4,017,000
Tojo Hideki – 3,990,000
Pol Pot – 2,397,000
Yahya Khan – 1,500,000
Josip Tito – 1,172,000

Então, volto a perguntar: POR QUE APENAS CHE GUEVARA VIROU ÍCONE CULTURAL?

Isso é preconceito!!!!!

Há gente mais maluca do que Che, que matou muito mais gente, numericamente falando. Então, por que eles não foram agraciados, assim como Che foi, com camisetas, mochilas, estojos e capinhas de iPhone?

No dia 11/12/1964, Che Guevara fez um pronunciamento na Assembléia Geral da ONU, no qual ele defende os fuzilamentos realizados pelo regime comunista de Fidel Castro, e ainda afirma que haverá mais mortes, sim – pois elas são necessárias à revolução cubana. Quem discordar dele e de Fidel, morrerá – e não há nada de errado nisso, é apenas “necessário”.

Depois disso, é claro que ele acabaria estampando mochilas e capinhas de iPhone, não é ?!

Como seria o socialismo no Brasil?

Recebi por e-mail, e reproduzo pois vale a pena:

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um “A”.

Após calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.

O professor explicou: “o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso.”

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la;
5. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

Texto adaptado por: Rodrigo Campanini Rubio

Infelizmente, no Brasil está acontecendo o oposto disso: a meritocracia está sendo cada vez mais abandonada, dando lugar a um assistencialismo barato, que, em médio e longo prazos, acabarão minando completamente o país. Teremos uma geração de ignorantes, aprovados por cotas nas universidades, concursos, empregos etc.

Tudo em nome da “justiça social” – termo que os “pogreçistas” adoram. E que, na prática, significa colocar qualquer idiota, sem capacidade, sem competência e sem conhecimento, no lugar de alguém que estudou e se dedicou para desenvolver-se. Exatamente o perfil da Dilma, por exemplo: uma ignorante, sem nenhum conhecimento e/ou experiência gerencial (exceto na lojinha de R$ 1,99 que foi à falência), que só tornou-se ministra por causa de cotas de patidos aliados, e acabou virando presidente da República.

As dificuldades da Petrobras

Vou comentar essa matéria do Valor sobre a Petrobras depois, mais detalhadamente.

As marcas mais valiosas do Brasil em 2013

Foi divulgada hoje a lista das marcas mais valiosas do Brasil segundo a Interbrand. Um resumo da situação:

R$ 19,3 bilhões é o número que colocou o Itaú novamente no topo do ranking da Interbrand como marca mais valiosa do Brasil. E a instituição é acompanhada no pódio por dois colegas de setor: o Bradesco, em segundo lugar, e o Banco do Brasil, em terceiro. Apesar de o trio repetir as posições da lista de 2012, todas as três instituições tiveram queda no valor de suas marcas em relação ao ano anterior.

Completando o quinteto com maior valor de marca entre as empresas brasileiras estão a cervejaria Skol, quarta colocada, seguida pela Petrobras. O valor acumulado das 25 maiores marcas, R$ 95 bilhões, não é muito diferente do registrado na edição anterior da análise, segundo a Interbrand, mas a posição das cinco mais valiosas representou queda de R$ 5,5 bilhões. A Interbrand justifica o fato pela entrada de novas empresas no ranking e performance das marcas de maior crescimento, que teria diminuído a concentração entre as “top 5”.

Afora o “top 5”, a diversidade é uma característica da lista, apontada pela Interbrand, com a presença de representantes dos setores de moda, tecnologia e seguros. A Porto Seguro, por exemplo, é uma das novatas no ranking, com valor de R$ 475 milhões, na 20ª posição. Já a Hering, 18ª colocada, foi a marca que mais cresceu em valor de marca: 58% sobre o ranking de 2012, batendo os R$ 616 milhões.

A Interbrand desenvolve sua análise com base em três critérios: Resultados Financeiros (geração de valor financeiro dos produtos e serviços vinculados à marca), Papel da Marca (influência no processo de escolha do cliente) e Força da Marca (capacidade de superar a concorrência e garantir a demanda e os ganhos ao longo do tempo).

É possível conhcer a lista completa, e ler mais alguns detalhes, AQUI.

Endividamento: Lulla e Dilma quebraram o Brasil. Novamente.

Qualquer empresa, não importa se micro, pequena, média ou grande, sabe que fica impossível suportar um endividamento muito elevado durante muito tempo. Quando isso ocorre, o resultado é um só: falência. Eike Batista é um dos exemplos mais recentes, e mais emblemáticos.

Numa empresa, quando um funcionário comete muitos erros, capazes de levar a empresa à falência, lhe é mostrada a porta da rua.

Felizmente para Lulla e Dilma Rousseff, o Brasil não é uma empresa – caso contrário, ambos seriam sumariamente demitidos por justa causa. Vejamos essa notícia de hoje, publicada na Veja:

A dívida federal, que contabiliza os endividamentos do governo nos mercados interno e externo, avançou 1,69% em outubro ante setembro, para 2,023 trilhões de reais, o maior da série histórica, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira. A dívida chegou ao patamar de 2 trilhões apenas uma vez, em dezembro de 2012, segundo a série do Tesouro. Mas ainda ficou abaixo dos 2,02 trilhões verificados em outubro. A série mostra ainda que a dívida pública dobrou entre 2004 e 2013.

Segundo o Tesouro, a dívida pública interna cresceu 1,91% em outubro, atingindo 1,934 trilhão de reais — impulsionada pelas emissões de títulos públicos no valor de 18,62 bilhões de reais e pagamento de juros de 17,53 bilhões de reais. Do total das emissões feitas no mês passado, o Tesouro emitiu 2,350 bilhões de reais para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), usada para financiar a redução das tarifas de energia. Já a dívida externa diminuiu de 2,73% em outubro para 88,5 bilhões de reais – contra 91,3 bilhões de reais no mês anterior.

Uma das principais causas do aumento da dívida na última década foi o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que recebeu 300 milhões de reais em repasses do Tesouro nos últimos quatro anos — na década, a dívida total aumentou em 1 bilhão de reais, ou seja, o BNDES responde por 30% do aumento.

Em relação à composição da dívida, os títulos prefixados atingiram 40,74% do total, ante 40,36% em setembro. Os papéis corrigidos pela inflação somaram 35,04% do total, ante 35,10% no mês anterior. Já os títulos atrelados aos juros básicos ficaram em 19,95% do total, menor que os 20,04% no mês anterior. Entre os detentores dos papéis, a participação dos investidores estrangeiros caiu em outubro para 16,91%, frente 17,22% em setembro.

A fonte dos dados é o TESOURO NACIONAL. Repito: o Tesouro Nacional.

O que esses dados indicam é o seguinte: o uso político do BNDES, e mais as decisões burras e politiqueiras de Lulla, Dilma e toda a quadrilha do PT,  estão custando uma fortuna a todos os brasileiros, na forma de dívida interna. Além disso, a mentira da Dilma sobre a redução da tarifa de energia elétrica está custando mais caro ainda: mais de R$ 2,3 bilhões por enquanto (mas isso vai aumentar em breve).

Interessante destacar que, há alguns anos, Lulla fez um carnaval fora de hora quando foi anunciado que o Brasil havia quitado sua dívida com o FMI, ou seja, criaram a falácia de que o Lulla pagou a dívida externa do Brasil.

Não é verdade.

Nunca foi verdade.

O que aconteceu de fato, e os dados do Tesouro Nacional comprovam, é que para reduzir a dívida externa, Lulla (e depois a “gerentona” Dilma) aumentou a dívida interna. O grande problema disso é que os juros da dívida externa giram em torno de 1% ao ano, ou, ultimamente, até menos do que isso (podendo chegar a 0,1%, em certos casos). A dívida interna, por outro lado, é indexada ao dólar (o que deve ficar na casa dos 20% ao ano, em certos casos) e à Selic (o que significa algo em torno de 8,5% ao ano).

Isso é a incapacidade gerencial sem maquiagem, sem disfarces.

Por que a educação no Brasil é tão ruim? Porque há professores fazendo lavagem cerebral ao invés de alfabetizar e ensinar a pensar.

Reproduzo abaixo, na íntegra, um caso ESTARRECEDOR que mostra de forma clara e insofismável algo que qualquer professor minimamente capaz de pensar sabe: a educação no Brasil é um horror, e tende a piorar ainda mais.

Isso porque há um contingente IMENSO de professores que usam o tempo de aulas para fazer lavagem cerebral em alunos – que, na maioria dos casos, acabam acreditando nas bobagens ditas pelos professores e formam opiniões com base em invencionices, mentiras deslavadas e distorções abjetas da realidade.

Comentarei o caso posteriormente, acrescentando a minha experiência própria – como aluno e, anos depois, como professor. Por ora, fica o registro do excelente trabalho feito pelo pessoal do ESCOLA SEM PARTIDO. Aliás, o caso abaixo está disponível AQUI – e o link merece ser guardado, porque o relato abaixo é apenas a 1a parte, que foi publicada hoje; aguardo ansiosamente pela divulgação das demais partes, que espero que aconteça em breve.

Peço ao leitor que preste MUITA atenção às respostas dadas, por escrito, pela professora/militante/evangelizadora, pega em flagrante. Ela apenas ataca a pessoa/organização que a questionou, não refuta nenhuma das afirmações, tenta se fazer de vítima (chega ao cúmulo do ridículo de se colocar como “vítima de bullying”!) e usa aquele linguagar obsoleto, ultrapassado, antiquado e ignorante – típico dos “progressistas” brasileiros, que não passam de comunistas frustrados com o retumbante fracasso do seu regime totalitário, que desmoronou em 1989, junto com o Muro de Berlin.

Vamos ao caso:

Escola sem Partido inicia, a partir de hoje, 22.11.2013, a publicação de uma série de artigos sobre as aulas ministradas pela Prof.ª Cléo Tibiriçá, na Faculdade de Tecnologia de São Paulo – FATEC. A publicação de cada texto será precedida do seu envio à professora (como ocorreu com o texto abaixo), a fim de que ela possa contestar nossas afirmações quanto aos fatos e exercer da forma mais ampla o direito de resposta. Além disso, enviaremos cópias dos artigos publicados ao coordenador do curso de Comércio Exterior da FATEC-Barueri, Givan Fortuoso, ao diretor da faculdade,Evandro Cleber da Silva, e ao Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Não nos move nessa iniciativa nenhuma indisposição pessoal em relação à professora — que sequer conhecemos –, mas a convicção de que é necessário denunciar publicamente essa prática ilícita que é a doutrinação política e ideológica em sala de aula (para saber mais sobre o caráter ilícito da doutrinação, leiam o artigo“Professor não tem direito de ‘fazer a cabeça’ de aluno”).

Por Miguel Nagib

De acordo com o plano de ensino da Prof.ª Cléo Tibiriça — que dá aulas de Comunicação e Expressão na FATEC de Barueri-SP –, o objetivo de sua disciplina é “desenvolver nos alunos a capacidade e o rigor na leitura, interpretação e produção de textos (…).”

Mas, a julgar pelo material que seus alunos são obrigados a ler, assistir e debater, há mais alguma coisa que a professora está tentando “desenvolver” nos estudantes.

Dêem uma olhada e digam que coisa é essa:

– Prefácio do livro “A Era dos Extremos”, do historiador marxista Eric Hobsbawn;

– “Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá”,documentário de Silvio Tendler sobre o geógrafo “marxista não ortodoxo” Milton Santos;

– “Medíocres e Perigosos”, artigo do jornalista Matheus Pichonelli, publicado na revista Carta Capital;

– “Direitos Humanos para humanos direitos”, artigo do jornalista Matheus Pichonelli, publicado na revista Carta Capital;

– “Desassossego na cozinha”, artigo do sociólogo e militante do PSTU Ruy Braga, publicado no Estadão;

– “Procuram-se domésticas, Paga-se bem”, reportagem publicada no Estadão;

– “No Brasil a pobreza tem cor”, artigo do jornalista e vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro Roberto Amaral, publicado na revista Carta Capital.

– “Tinha que ser preto mesmo!”, texto do jornalista Leonardo Sakamoto;

– “O sonho do ministro Joaquim Barbosa”, artigo no qual o professor de História e presidente do INSPIR – Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial, Ramatis Jacino, acusa o Min. Joaquim Barbosa de ingratidão por não haver retribuído com seu voto no julgamento do Mensalão o “favor” de haver sido nomeado ministro do STF pelo PT;

– “Direita e esquerda – razões e significados de uma distinção política”, texto do economista Fernando Nogueira da Costa;

– “O dia que durou 21 anos”, documentário dirigido por Camilo Tavares, sobre a participação dos EUA no golpe militar que depôs o Pres. João Goulart;

– “Capitães de Abril”, filme sobre o golpe militar que pôs fim ao regime salazarista em Portugal;

– “Tanto Mar”, canção de Chico Buarque sobre o mesmo golpe;

– Entrevista do filósofo Edgar Morin no programa Roda Viva;

– “Preconceito Linguístico”, livro de Marcos Bagno segundo o qual a norma culta é instrumento de opressão da classe dominante contra os pobres.

E então, alguma dúvida? Obviamente, não. O que a Prof.ª Cléo está tentando “desenvolver” nos alunos, a julgar pelo escandaloso viés ideológico do material adotado em seu plano de ensino, é a maior aversão possível a tudo o que não se identifique com uma visão esquerdista ou progressista da sociedade, da cultura, da economia e da história.

É o que veremos em detalhe na continuação da presente análise.

DIREITO DE RESPOSTA

Cientificada do conteúdo dos dois primeiros artigos da série dedicada ao exame de suas aulas na FATEC, a Prof.ª Cleonildi Tibiriçá nos enviou a mensagem abaixo, com cópia para os deputados estaduais Carlos Giannazi, do PSOL, e João Paulo Rillo, do PT. Trata-se, ao que parece, de um apelo não tão discreto à solidariedade dos companheiros. Faz sentido.

Nossos comentários estão em azul (colchetes inseridos; negritos do original):

Em resposta a seu aviso de publicação de artigo em que veicula informações descontextualizadas e distorcidas sobre minhas aulas e minha correspondência particular com meus alunos – vale ressaltar que a simples publicização de informações circulantes em grupo fechado privado, sem previa autorização, já constitui irregularidade passível de responsabilização e penalidade previstas em lei  [a professora se refere a  uma mensagem eletrônica por ela enviada aos alunos e que nos foi encaminhada por um dos destinatários; essa mensagem será objeto de análise no próximo artigo da série] –, venho notificá-lo de minha discordância e consequente desautorização da referida publicação, vinculando meu nome aos propósitos difamatórios do blog que o sr. coordena.

1 – A publicação desta série de artigos sobre as aulas da Prof.ª Cléo Tibiriçá na FATEC-Barueri não possui nenhum propósito difamatório. Trata-se, ao contrário, da crítica democrática e republicana a um aspecto específico da atividade por ela desenvolvida como docente de uma instituição pública de ensino (ainda que a instituição fosse particular, a prática docente não deixaria de ser pública por sua própria natureza). Nosso propósito exclusivo é expor e debater publicamente a prática adotada pela Prof.ª Cléo Tibiriçá no ambiente restrito e protegido da sala de aula. Obviamente, o ordenamento jurídico não confere a nenhum professor da rede pública ou particular de ensino o direito de manter sob sigilo o conteúdo de suas aulas.

2 – As únicas “informações” contidas no texto foram extraídas de documentos produzidos pela própria professora, a saber: o seu plano de ensino e a mensagem por ela enviada aos alunos (da qual se falará no próximo artigo). A professora não contesta a autenticidade desses documentos.

3 – O plano de ensino é um documento público, que ostenta nada menos que os timbres do Governo do Estado de São Paulo e do Centro Paula Souza. Já a mensagem enviada aos alunos — encaminhada ao email do ESP por um dos seus destinatários — não se qualifica como “correspondência particular”. Trata-se de orientação transmitida aos alunos sobre temas relativos às aulas ministradas pela professora na Fatec. Novamente, portanto, está-se diante de ato praticado no âmbito das atividades docentes da servidora pública Cleonilde Tibiriçá.

4 – Cabe à professora demonstrar que as informações veiculadas em nosso artigo foram “descontextualizadas e distorcidas”. Para isso, o ESP lhe assegura o mais amplo direito de resposta.

Primeiramente, dado que a questão me é dirigida como docente, e não como simples cidadã, quero salientar, antes de qualquer coisa, a ausência de legitimidade de seu blog para julgar conteúdos ministrados por mim ou por qualquer outro professor. O direito à liberdade de expressão lhe garante a divulgação de suas opiniões sobre qualquer coisa, mas serão sempre, e apenas, opiniões.

5 – Ao contrário do que afirma a professora, a legitimidade de nossa crítica provém justamente do fato de ser dirigida à sua atividade como docente, e não como cidadã.

6 – A servidora pública Cleonildi Tibiriçá — cujos salários são pagos pelos cofres públicos — não tem direito a que os atos por ela praticados no âmbito do sistema público de ensino fiquem imunes à crítica. No Estado Democrático de Direito, ninguém que atue na esfera pública tem esse direito. Até os ministros do Supremo Tribunal Federal podem ser criticados — e são criticados muitas vezes com extremo rigor — por sua atividade judicante.

Ainda que o sr. tenha assumido, perante seu grupo ou seu partido, o papel de paladino da educação brasileira, nem o sr. nem seu blog são órgãos fiscalizadores do Ministério da Educação, nem podem pretender agir como tal, arrogando-se autoridade legal para censurar o pensamento e a livre expressão. Por isso, causa estranheza sua ameaça de que a “publicação será feita, a menos que eu demonstre não serem verdadeiros os fatos” (tendenciosamente) articulados, em que se pressupõe que, além de “fiscal”, o sr. atribui-se a posição de “julgador” do que seja a verdade (e isso, logicamente, sob sua lente particular e enviesada).

7 – Engana-se a professora ao supor que sua atividade como docente está sujeita apenas à “fiscalização” do Ministério da Educação. “Nos países não empolgados pelo autoritarismo estatal — ensinava Nelson Hungria –, o exercício dos cargos públicos, criados para servir ao interesse público, não pode deixar de ficar exposto à censura pública, à sindicância dos cidadãos em geral”.

8 – É evidente, por outro lado, que nossa crítica nada tem a ver com censura. Na verdade, é a professora quem está pretendendo censurar a nossa crítica. Ou seja, ela nos acusa daquilo que ela mesma pretende fazer.

Além disso, sr. preclaro autoproclamado paladino das liberdades democráticas, antes de tudo, deixemos evidente que quem se declara “sem partido” como o faz o seu blog está se declarando, na verdade, a favor dopartido que sempre quis ditar os rumos desse país. Portanto, para começo de conversa, é imperativo esclarecer que é desse lugar de desinteligência que entendo partir sua ameaça, de resto, tendenciosa e infundada.

9 – A professora nos filia ao partido da direita e reconhece, implicitamente, a sua filiação ao partido da esquerda, já que, a seu ver, é impossível não pertencer a um desses dois partidos. Assim, ao tentar deslegitimar a nossa crítica — vinculando-a aos interesses do partido que “sempre quis ditar os rumos desse país” –, a professora assume de forma inequívoca a mesma identidade ideológica do seu plano de ensino. 

10 – Não existe, de nossa parte, nenhuma ameaça. O que existe é a denúncia de uma prática ilícita. E essa denúncia nada tem de tendenciosa ou infundada, como se vê do plano de ensino da professora.

Não pretendo perder meu tempo com excrescências de corte fascista, mas, como advogado que é, o sr. deve saber que devo notificá-lo, para alertá-lo sobre as consequências de sua não observância de minha desautorização. É assim que, ciente de meus direitos como cidadã e docente, bem como do que determina a Constituição Federal, notifico em resposta minha discordância e desautorização diante do que considero uma afronta de sua parte, passível de reparação nos termos da lei. Sem a menor intenção de dar-lhe qualquer explicação, mas a título de ressaltar fatos elementares, amplamente conhecidos, recordo-lhe que a autonomia didático-pedagógica assegurada às Instituições de Ensino confere à FATEC o poder-dever de determinar os programas de ensino da Instituição, conforme o artigo 207 da Constituição Federal: “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.”

Como professora contratada pela FATEC por meio de concurso público, igualmente me é assegurada a autonomia para, dentro de minha área de especialidade, definir o plano de ensino no formato em que julgar que deva sê-lo.

11 – Vejamos: doutrinação política e ideológica em sala de aula é prática comum em regimes totalitários, sejam fascistas, nazistas ou comunistas. Se o ESP se opõe a essa prática, como pode ser tachado de fascista?

12 – A essência da nossa proposta jurídico-pedagógica está resumida no cartaz com os Deveres do Professor, cuja afixação nas salas de aula a partir do ensino fundamental constitui a principal bandeira do ESP. Lê-se no cartaz:

1. O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-partidária, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.

2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.

3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

5. O professor não criará em sala de aula uma atmosfera de intimidação, ostensiva ou sutil, capaz de desencorajar a manifestação de pontos de vista discordantes dos seus, nem permitirá que tal atmosfera seja criada pela ação de alunos sectários ou de outros professores.

13 – É isso que a Prof.ª Cleonildi chama de “excrescência de corte fascista”?

14 – A autonomia didático-pedagógica assegurada às universidades não dá aos professores o direito de usar a sala de aula para “fazer a cabeça” dos alunos. Isso, repito, é coisa de regime totalitário, onde não existe liberdade de consciência.

15 – O professor não pode se aproveitar do fato de o aluno ser obrigado a frequentar suas aulas para forçá-lo a escutar e estudar uma pregação política e ideológica. Se o fizer, estará violando, a um só tempo, a liberdade de consciência e a liberdade de aprender do estudante (arts. 5º, VI, e 206, II, da Constituição Federal).

16 – Conforme decisão recente do Tribunal Supremo da Espanha, fundada em princípios jurídicos que também são adotados pela Constituição brasileira,

“O Estado não pode incorrer em qualquer forma de proselitismo ideológico.

As matérias que o Estado qualifica como obrigatórias não devem ser pretexto para tratar de persuadir os alunos sobre ideias e doutrinas que reflitam tomadas de posição sobre problemas a respeito dos quais não existe consenso generalizado na sociedade espanhola.

Em uma sociedade democrática, nem o Estado, nem as escolas, nem os professores, podem se erigir em árbitro de questões morais [e também de questões políticas e ideológicas] controvertidas.

Estas questões pertencem ao âmbito do livre debate na sociedade, e não existe livre debate na relação vertical entre professor e aluno.”

Isso seria o bastante para apenas ignorar sua ameaça (e é disso que se trata, já que, salvo melhor juízo, não há qualquer embasamento científico que confira ‘foros’ de ‘parecer’ àquilo que, a despeito de ser livre exercício de manifestação de pensamento, é apenas tentativa de calar o que vai de encontro àquilo que o “partido” – seja lá qual for – da “escola sem partido” crê deva ser posto em debate); todavia, ameaças desse tipo, por mais inócuas que pareçam, não podem ser ignoradas. O sr., seus chefes e seus seguidores são adultos que devem assumir a responsabilidade pelas ações persecutórias que desencadeiam e suas consequências. E é o que acontecerá – o sr., seus chefes e seus seguidores responderão judicialmente caso tentem vincular meu nome à sua campanha de bullying ideológico.

17 – Como resta claro de sua resposta, é a professora quem está ameaçando o ESP, não o contrário. De nossa parte, o que desejamos é que a Prof.ª Cléo perceba o erro que está cometendo ao usar suas aulas para tentar “fazer a cabeça” dos alunos; e se emende desse erro. Ou, se isto não ocorrer, que seja impedida por seus superiores hierárquicos ou pelos próprios alunos de usar a sala de aula para fazer proselitismo político e ideológico.

18 – Bullying ideológico é o que faz a professora com seus alunos ao obrigá-los a ler e debater os artigos de Matheus Pichonelli e companhia.

Posto isso e neste sentido é que deve seu blog – que considero um instrumento pernicioso de desinformação e desrespeito às liberdades democráticas – abster-se de publicar qualquer artigo com meu nome. Como advogado, o sr. deve conhecer o artigo 20 do Código Civil – que fiz constar na epígrafe desta carta-notificação –, onde se lê que:

“Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.”

Não é preciso grande esforço argumentativo para evidenciar que a mera citação de meu nome em qualquer publicação veiculada por seu blog incorreria em todos os aspectos previstos pelo referido artigo, tendo em vista que meu currículo de profissional graduada e pós-graduada pela melhor universidade da América Latina, pesquisadora atuante, pela mesma instituição, em grupo devidamente credenciado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), bem como minha irrepreensível conduta profissional como professora de ensino médio, técnico e superior de instituições educacionais públicas e privadas de reconhecido prestígio, garantem-me a honra, a boa fama e a respeitabilidade que seu tacanho projeto ideológico visa comprometer e a cuja preservação fica-me garantido o direito pelo já citado artigo 20 do Código Civil.

19 – O ESP não tem fins comerciais. Estamos nessa luta por amor ao conhecimento e à verdade.

20 – O art. 20 do Código Civil não prevalece sobre as liberdades de expressão e de informação, ambas asseguradas pela Constituição Federal. Bem por isso, ele é objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.815.

21 – Se a honra, a boa fama ou a respeitabilidade da Prof.ª Cléo forem lesados, isso terá ocorrido por força, unicamente, da divulgação de seus próprios atos. O mais provável, no entanto, é que ela seja tratada, no seu meio, como heroína da causa esquerdista.

22 – “Projeto ideológico” é o que a professora desenvolve em suas aulas na FATEC, às custas dos contribuintes do Estado de São Paulo. O projeto do ESP, bancado integralmente com os nossos próprios recursos, é anti-ideológico, como deixa claro a simples leitura do cartaz com os Deveres do Professor.

Sendo, por ora, o que tenho a notificar, finalizo por registrar meu mais profundo sentimento de honra por saber-me listada entre os desafetos de seu grupo. Em minha humilde prática docente, é motivo de imensurável orgulho ser objeto da sanha persecutória do “partido” da “escola sem partido”, ao lado de autores e educadores, eles, sim, dignos de reconhecimento e respeito.

22 – Ora, se a professora está honrada e orgulhosa pelo fato de sua prática docente ser objeto de nossa crítica, ela não tem do que reclamar.

Atenciosamente,

Cleonildi Tibiriçá