Faturamento do varejo em SP cresceu 4% em 2013. A inflação superou 6%.

Leio na Época Negócios (íntegra AQUI) o seguinte:

O faturamento do comércio varejista no estado de São Paulo cresceu 4,2% no ano passado em relação a 2012, aponta pesquisa divulgada hoje (7/3) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em 2013, a receita com vendas do setor atingiu R$ 513,2 bilhões, o que representa um incremento de R$ 20,7 bilhões. Somente em dezembro, o varejo paulista faturou R$ 52,1 bilhões, um aumento de 3,8% na comparação com igual período do ano anterior. O destaque em 2013 foi a expansão no varejo supermercadista, com aumento real de R$ 5,8 bilhões.

De acordo com a FecomercioSP, o resultado foi superior à estimativa de elevação de 4% no faturamento feita pela entidade. Na avaliação dos economistas da federação, o desempenho do comércio paulista é resultado da adoção de estímulos ao consumo pelo governo federal; redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos e eletrodomésticos; linhas de financiamento mais acessíveis no Programa Minha Casa Melhor; e redução de juros às pessoas físicas pelos bancos públicos.

Muita gente vai comemorar esse crescimento.

Muita gente desinformada ou mal intencionada.

Vamos lembrar:

A inflação fechou o ano de 2013 em 5,91%, acima do centro da meta (4,5%) pelo quarto ano seguido. Superou a de 2012, quando o IPCA havia ficado em 5,84%. O Banco Central queria um número mais baixo, tinha como meta informal o resultado de 2012, mas o dado acabou surpreendendo, vindo acima do que os economistas esperavam. A inflação de dezembro, de 0,92%, também veio mais forte, superior ao IPCA de novembro (0,54%).
Os alimentos foram os que mais pressionaram a inflação no ano passado, subindo 8,48%, mais do que a taxa média. Durante o ano, chegaram a registrar alta de 14% em 12 meses, como já falamos aqui no blog.
– Os preços dos alimentos vêm aumentando de forma expressiva nos últimos anos e, embora o resultado de 8,48% de 2013 tenha mostrado certo recuo em relação aos 9,86% de 2012, foi Alimentação e Bebidas que apresentou a maior alta de grupo e exerceu o mais forte impacto no IPCA do ano. Detendo 2,03 ponto percentual, os alimentos foram responsáveis por 34% do índice – explicou o IBGE, em nota divulgada hoje.
São quatro anos seguidos com inflação acima do centro da meta: em 2009, ficou em 4,31%; em 2010, em 5,91%; em 2011, em 6,50%; em 2012, em 5,84%; e em 2013, em 5,91%. (Íntegra AQUI)

A inflação dos alimentos em 2013 superou 10%. Os dados da FecomercioSP indicam que o varejo cresceu, na média, MENOS DO QUE A INFLAÇÃO. Quando um setor cresce MENOS DO QUE A INFLAÇÃO de um determinado ano, não houve crescimento, mas encolhimento/queda.

supermercado

E, como o texto apontou, 2013 foi um ano em que o governo deu pulinhos para tentar injetar dinheiro em diversos setores, com os programas assistencialistas do PT.

Não adiantou.

Universidade do governo vai dar aulas de marxismo

Honestamente, essa notícia é de fazer cair o cu da bunda:

O governo federal vai fundar, no primeiro trimestre de 2014, a Universidade do Trabalhador, plataforma de ensino à distância que oferecerá cursos de qualificação profissional tendo como principal meta a “politização” dos trabalhadores. As aulas incluem “marxismo, socialismo e capitalismo”, antecipou o ministro do Trabalho, Manoel Dias, em entrevista ao ‘Estado’.

Para o representante do PDT no Ministério de Dilma Rousseff, os trabalhadores de hoje precisam de uma maior compreensão política. “Estamos vivendo um período de despolitização geral no Brasil, em todas as áreas. Os trabalhadores são peça fundamental na discussão política. Eles são os agentes que constroem com seu esforço, com seu trabalho…”, explica.

A Universidade do Trabalhador vai usar a expertise do Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento, projeto sob a tutela, desde 2004, da Casa Civil, com cerca de 100 mil matrículas. A ideia, porém, é aumentar exponencialmente o atendimento na nova plataforma online de ensino, que terá capacidade técnica de atender simultaneamente até 250 mil pessoas e cerca de 1 milhão de trabalhadores por dia. “Vai ser um negócio grandioso”, garante o ministro. Discute-se, até mesmo, uma internacionalização do programa, que poderia ser acessado em países do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Venezuela.

O primeiro convênio foi firmado com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde o catarinense Manoel Dias concluiu o curso de Direito. Segundo o professor João Arthur de Souza, do Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, a universidade vai receber R$ 2,5 milhões pelo contrato de dois anos, dinheiro que será usado para pagar bolsas a estudantes e contratar técnicos para o projeto. A equipe responsável pela definição dos novos cursos tem 30 a 40 alunos bolsistas e profissionais de várias áreas, como Psicologia, Pedagogia, Estatística, Computação, Letras, Economia, Sociologia e Administração.

A reportagem é do Estadão, e está na íntegra AQUI.

ISSO É DE LASCAR!

Uma quantidade imensa de brasileiros não sabem ler nem escrever (considerando-se os analfabetos funcionais), não sabe fazer contas, chega numa universidade sem nenhum conhecimento básico, mas agora vai aprender sobre marxismo e socialismo?

Já dá pra imaginar como serão estas aulas, né?! O perfil dos professores, né?! Aqueles seres fedidos da FFLCH, filiados ao PSOL ou ao PSTU…

Vão ensinar que Che Guevara, Stálin, Mao-Tse Tung, Hitler, Pol-Pot e outros genocidas foram responsáveis por tentar melhorar a humanidade implantando aquele regime fantástico chamado socialismo/comunismo, mas foram impedidos por causa dos malvados burgueses capitalistas que queriam oprimir o proletariado.

2014-02-14 17.14.09

 

Como disse Sir Churchill certa vez:

“O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja.”

Um exemplo básico que comprova o que Churchill disse é oferecido pela sempre ignóbil repórter da CacaCaPTal:

Ruralista e socialista

Conivência brasileira com a ditadura venezuelana

E mais uma vez o Brasil passa vergonha mundial pela conivência de dona Dilma e seus asseclas.

Desta vez, a Economist não economiza palavras:

IN DECREEING that the Carnival holiday would last an extra two days this year, Venezuela’s president, Nicolás Maduro, seemed to have hit on a clever way to damp down opposition protests that began four weeks ago. But the gambit failed. The protests have claimed 18 lives; scores have been injured and hundreds arrested. And still they rage.

As in 2002-04, when a similar protest wave threatened Hugo Chávez’s populist regime, Venezuela is split into two irreconcilable camps. Back then, an unpopular Chávez withstood vast demonstrations, a short-lived coup and prolonged strikes-cum-lockouts. Mr Maduro seems to think he can likewise ride out the storm. His security forces continue to beat up demonstrators and his officials denounce the opposition as “fascists”. His offers of dialogue smack of bad faith and the government shows no sign of entertaining the opposition’s demands.

Contrary to the regime’s claim, these do not include the overthrow of the government (though that would surely delight many). Instead the opposition is calling for the restoration of democratic norms—the release of its jailed leaders, the disarming of chavista paramilitaries, an investigation into the deaths and torture of demonstrators, media freedom and the replacement by bipartisan consensus of Supreme Court justices and members of the electoral tribunal whose terms expired last year.

Mr Maduro, narrowly elected after Chávez died a year ago this week, still has the support of many poorer Venezuelans. But the opposition senses that time is no longer on the government’s side. Mr Maduro lacks both his mentor’s political skills and also his good fortune. Chávez survived in 2002-04 largely because the oil price shot up, giving him a windfall that he spent on Cuban-designed social programmes. In contrast, Mr Maduro must grapple with a rotten legacy: soaring inflation, widespread shortages and crime. The economy needs a devaluation and also for the private sector to function. But that is anathema to his base.

By taking to the streets, the opposition is laying bare the contradiction at the heart of chavismo. Though Chávez claimed to lead a revolution, his legitimacy came from the ballot box. If Mr Maduro steps up repression, the regime will become an outright dictatorship for the first time. But the opposition has a problem, too. The next election (for the legislature) is not due until 2015 and a recall referendum cannot be held before 2016. It fears that by then Venezuela will be a totalitarian state and its chance will have gone—so it will not give up today.

With the two sides locked in mutual mistrust, more Venezuelans are likely to pay the price with their lives. Breaking the deadlock needs the help of outsiders. But whom? The government refuses any role for the Organisation of American States (because it includes the United States); after Panama called for a debate there, Venezuela broke off ties with the Central American country on March 5th.

Neither the Union of South American Nations, whose secretary-general is a chavista, nor CELAC, a broader regional group currently chaired by Cuba, which provides Mr Maduro with political and security advice, is credible as a referee. By giving subsidised oil to a dozen Caribbean and Central American countries, Venezuela has bought their loyalty.

Back in 2003 Brazil organised a “Group of Friends” to mediate in Venezuela. Could it do so again? Brazil’s left-wing presidents have sided with Venezuela’s government out of a mixture of ideology and business opportunity.

Latin American leaders clothe their silence over chavismo’s gutting of democracy with the mantra of non-intervention, as Brazil’s Dilma Rousseff did last month. But that policy is applied only when it suits them. Brazil intervened to punish both Honduras and Paraguay when left-wing presidents were ousted (constitutionally in Paraguay’s case). Argentina’s foreign minister complains that Venezuela’s demonstrations risk overthrowing an elected government—yet that was how his own party came to power in 2001.

Brazilian officials say that they are working behind the scenes to persuade Mr Maduro to be more moderate. If so, they are not having much success. Fernando Henrique Cardoso, a former president and political opponent of Ms Rousseff, notes that Brazil would not be taken seriously as a world power if “we stayed paralysed in our area of direct influence”.

On March 11th Mr Maduro will join other regional leaders for the inauguration of Chile’s new president. It is a timely moment to launch a mediation effort to bring peace and restore democratic norms to Latin America’s most troubled country. Venezuela’s turmoil poses a test of the region’s political maturity. Looking the other way is no answer.

É simplesmente VERGONHOSO o que o PT vem fazendo com o Itamaraty. A chancelaria brasileira era respeitada internacionalmente, mas agora está virando uma piada de péssimo gosto.

USP caindo (mais) nos rankings internacionais

Essa eu li no Estadão (a íntegra está aqui; abaixo, destaco alguns trechos):

A Universidade de São Paulo (USP) caiu em mais um ranking internacional de universidades. Desta vez, foram ao menos 11 posições na lista que mede a reputação das instituições pelo mundo, publicada pelo Times Higher Education (THE), revista britânica que faz os principais rankings mundiais de ensino superior.

No ranking de reputação de 2014, a universidade ficou na posição 81-90, contra a posição 61-70 no ano passado. Na lista, as universidades são citadas por posição até o 50º lugar e, depois disso, enquadradas em grupos de dez até a 100ª posição.

Embora o desempenho da universidade tenha caído, a USP ainda é a única universidade da América Latina a ser citada. O ranking novamente apontou uma elite mundial de universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido que ocupam as dez primeiras posições: Universidade Harvard; Instituto de Tecnologia de de Massachussetts (MIT); Universidade Stanford; Universidade de Cambridge; Universidade de Oxford; Universidade da Califórnia em Berkeley; Universidade Princeton; Universidade Yale; Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech); Universidade da Califórnia em Los Angeles.

O Brasil continua tendo apenas um representante, a USP. Quando se considera o desempenho dos países – apenas 20 foram citados no ranking –, o Brasil está em penúltimo lugar e perde apenas para Israel, país que também só tem um representante, o Instituto de Tecnologia de Israel (Technion), que está nas posições 91-100.

Segundo o editor dos rankings do Times Higher Education, Phil Baty, o Brasil, embora tenha excelência nas pesquisas acadêmicas, tem uma “disseminação de pesquisas que parece estar limitada”. “Nossos dados sugerem que a USP não é bem reconhecida por sua pesquisa de excelência em locais estratégicos e importantes do mundo – especialmente no Leste da Ásia, por exemplo. Isso pode prejudicar a reputação internacional da universidade.”

[…] A USP vem caindo em todos os principais rankings publicados em 2013 e 2014. No último levantamento da Times Higher Education (THE), que levava em conta as 100 melhores universidades do mundo, com critérios como número de pesquisas acadêmicas, proporção de professores para o total de alunos e aulas em inglês, a universidade perdeu posições em relação ao ano anterior – saiu do 158.º lugar, em 2012, para a faixa entre o 226.º e o 250.º lugares em 2013.

Nenhuma universidade brasileira aparece entre as dez melhores no ranking de países emergentes, também produzido pela THE e divulgado no fim de 2013. Novamente a mais bem colocada, a USP ficou na 11.ª colocação. Em outro ranking, o Quacquarelli Symonds University (QS) sobre universidades dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), ela aparece em 8.º lugar. Na comparação entre países, o Brasil tem a 3.ª posição, com 17 instituições entre as top 100, atrás de China, com 40, e Rússia, com 19. Já no ranking geral do QS, a universidade aparece em 127º lugar e MIT, Harvard e Cambridge ocupam os três primeiros lugares, respectivamente.

 Convenhamos: isso não chega a ser uma surpresa.

A educação no Brasil está piorando a olhos vistos. Quem leciona sabe disso.

Eu vejo, no ensino superior, que os alunos estão piores a cada ano. Quando pego turmas de 1.o semestre na graduação fico assombrado com o baixíssimo nível – e isso vem desde o ensino básico. Antes de começar a lecionar o conteúdo da disciplina propriamente dito, me vejo obrigado a ensinar como fazer um resumo ou uma resenha, ensinar gramática, ortografia, lógica etc… Vejo gente semi-alfabetizada nas universidades, cujos processos de admissão estão cada vez piores.

E vejo o mesmo problema na pós-graduação – isso vale para MBA, especialização etc. Basta o sujeito entregar cópias dos documentos e está matriculado!

Por enquanto, alguns processos seletivos para mestrado e doutorado AINDA podem ser chamados de processo seletivo – ou seja, recusam alunos. O resto, virou Brasil!

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Infelizmente, não vejo nenhum indício de qualquer mudança nesta tendência futuramente.

Patrocinar crimes é bom para a imagem de empresas?

Patrocínio a eventos diversos e atividades culturais é uma das ferramentas do composto de promoção & comunicação do bom e velho mix de Marketing, os 4 P’s. Nenhuma novidade nisso.

No Brasil, todavia, vem acontecendo (há alguns anos) algo diferente neste campo. Algumas empresas estão patrocinado CRIMES.

Essa é uma estratégia de promoção inteligente?

Patrocinar crimes e terrorismo gera bons resultados? Empresas que financiam terroristas vendem mais?

A estratégia de branding (gestão de marcas) deve incluir o financiamento de crimes? Marcas associadas a assassinatos são mais lembradas pelos consumidores? Marcas que patrocinam sequestros têm maior mind-share?

Vamos a alguns fatos:

Sempre que podem, os ditos “sem-terra” reclamam publicamente da presidente Dilma Rousseff porque ela, corretamente, desapropriou menos terras para a reforma agrária do que Fernando Henrique Cardoso. Mas eles se queixam de barriga cheia: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), faça o que fizer, destrua o que destruir, será sempre beneficiado pelo governo petista com generosas verbas públicas – que garantem sua sobrevida como “movimento social”, mesmo que não haja mais a menor justificativa para sua existência, a não ser como caso de polícia.

Segundo revelou o Estado, uma entidade ligada ao MST recebeu dinheiro da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para realizar um congresso de sem-terra – e foi nesse evento, em Brasília, no último dia 12/2, que o MST reafirmou sua verdadeira natureza: criminosa e hostil às instituições democráticas.

Milhares de militantes atacaram policiais que tentavam impedi-los de invadir o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. O saldo de feridos deu a exata medida do ânimo violento dos manifestantes: 30 policiais (8 em estado grave) e apenas 2 sem-terra.

Os militantes lá estavam para cobrar de Dilma que acelerasse a reforma agrária, mas o protesto incluiu críticas ao julgamento do mensalão, ao uso de agrotóxicos e à espionagem americana. No balaio do grupo que diz defender desde a estatização completa do sistema produtivo nacional até a “democratização da comunicação” cabe tudo. Foi essa impostura que recebeu farto financiamento do governo para uma manifestação que, como era previsível, degenerou em quebra-quebra.

A injeção de dinheiro público no MST e em outras entidades de sem-terra que se envolvem em banditismo e ameaças ao Estado de Direito não é novidade. Em 2006, cerca de 500 desses militantes invadiram a Câmara dos Deputados, sob o comando de um petista histórico, Bruno Maranhão, dono de uma entidade que recebera R$ 2,2 milhões para “capacitação” de assentados. Segundo o Tribunal de Contas da União, esse dinheiro simplesmente sumiu.

Três anos mais tarde, o MST invadiu, depredou e saqueou a Fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, em Borebi (SP). Naquela ocasião, os repasses de verbas públicas para o grupo e seus associados haviam chegado a R$ 115 milhões em cinco anos. Só no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o aumento fora de 315% em relação ao governo anterior. E o MST ainda tentou engordar o caixa vendendo produtos que seus militantes roubaram da Cutrale.

É esse histórico de leniência e de cumplicidade que explica por que a estatal de petróleo e dois dos principais bancos federais de fomento continuaram a bancar esses desordeiros sem nenhum constrangimento. No presente caso, a Petrobrás deu R$ 650 mil, a Caixa pagou R$ 200 mil e o BNDES contribuiu com outros R$ 350 mil para um convescote intitulado “Mostra Nacional de Cultura Camponesa”, organizado por uma certa Associação Brasil Popular (Abrapo), ligada ao MST, e que foi o principal evento do congresso de sem-terra. Já o Incra bancou, com R$ 448 mil, a estrutura da Feira Nacional de Reforma Agrária. Em nenhum caso houve licitação.

Tanto a Caixa como o BNDES argumentaram que o patrocínio tinha como objetivo ampliar sua visibilidade no setor agrícola. A Caixa, por exemplo, informou que o evento “valoriza a população campesina brasileira e oferece oportunidade de intercambiar conhecimentos e culturas do País”. Já a Petrobrás considera que o congresso “alinha-se ao programa Petrobrás Socioambiental na linha dedicada à produção inclusiva e sustentável”. A estatal está tão animada com os sem-terra que vai financiar a produção de CDs do MST com “canções infantis no meio rural”.

Nenhuma das empresas comentou sobre os possíveis danos à sua imagem por causa dos tumultos do dia 12. Mas o governo não parece muito preocupado. No dia seguinte aos atos de selvageria, como se sabe, os vândalos foram recebidos pela presidente Dilma em pessoa.

Reproduzi acima o editorial do Estadão de hoje (aqui). Uma ilustração para complementar:

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Apenas um rápido parêntesis: observando a ilustração acima, é possível perceber que, a despeito do discurso mentiroso repetido à exaustão, Lulla e Dilma fizeram menos pela reforma agrária do que FHC, em termos de desapropriação. Ao invés disso, a partir de 2003 o grupo terrorista MST passou a receber MUITO dinheiro para financiar suas atividades criminosas, que incluem uma escola destinada a fazer lavagem cerebral em crianças, incutindo-lhes as bobagens do comunismo “de raiz” na cabeça em formação de jovens sem nenhum amparo moral e/ou intelectual capaz de repelir esta lobotomia. E cabe enfatizar: isso acontece inclusive graças a dinheiro dado pelo governo. Leia detalhes (capazes de deixar qualquer pessoa minimamente inteligente e com algum escrúpulo de cabelos em pé) aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Fim do parêntesis.

Empresas ESTATAIS destinam verbas PÚBLICAS para o financiamento de um grupo criminoso que, num país sério, seria chamado pelo que é: grupo terrorista. Um grupo que comete crimes com o objetivo de forçar a sociedade a fazer aquilo que ele quer, ainda que à revelia da lei. Isso não é uma boa definição de terrorismo? Vejamos então como o FBI define terrorismo:

  1. Involve acts dangerous to human life that violate federal or state law;
  2. Appear intended (i) to intimidate or coerce a civilian population; (ii) to influence the policy of a government by intimidation or coercion; or (iii) to affect the conduct of a government by mass destruction, assassination. or kidnapping; and
  3. Occur primarily within the territorial jurisdiction of the U.S.

Essa é a definição do MST: promove atos perigosos para a vida humana que violam leias federais e/ou estaduais; tem a intenção de intimidar ou coagir a população civil, influenciar a política de governo através de coação, afetar a condução de um governo através de destruição massiva, assassinato e/ou sequestro; e ocorre prioritariamente dentro do território do país.

Imagine, caro leitor, a marca (logotipo) da Petrobras ou do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal neste cartaz abaixo:

2014-02-13 12.16.26

Ficaria ótimo, não?

Este cartaz era um dos que se viram na tal manifestação de 12/02/2014 que acabou ferindo mais de 30 policiais que tentavam evitar que os “militantes” invadissem o STF.

Que empresa quer colocar sua marca num cartaz que pede o fim da Constituição?

Você conhece alguma, caro leitor?

Essa gente do MST acha que engana todo mundo. AQUI, por exemplo, um tal Valmir Assunção afirma que as empresas públicas em questão (BNDES, Petrobras, Caixa, BB) patrocinam eventos de associações do agronegócio (cita, por exemplo, ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, a FAMASUL – Federação da Agricultura do Estado de MS, entre outras). O sujeito usa esses patrocínios citados para montar sua falácia: se estes eventos são patrocinados pelas estatais, por que eventos do MST não poderiam ser patrocinados por elas também?

Bom, vamos ao óbvio: todas estas entidades têm CNPJ, endereço e responsáveis legais. Se qualquer uma das entidades citadas promovesse invasões, destruição, sequestros, assassinatos, quebrasse o Congresso Nacional ou destruísse plantações de outras empresas (que empregam milhares de pessoas, geram receitas, impostos etc), ela seria PROCESSADA JUDICIALMENTE, e teria que pagar por todo e qualquer prejuízo criado.

O MST, não. Isso porque o MST não existe legalmente. Não tem CNPJ, endereço, responsável legal.

O leitor já ouviu falar de qualquer grupo terrorista com CNPJ, razão social, nome fantasia, sede etc?

Alguém perguntou à CIA qual é o CNPJ da Al-Quaeda?

Aliás, um dos líderes da invasão ao Congresso ocorrida em 2006 foi um senhor chamado Bruno Maranhão. Ele morreu agora em 2014 (não por acaso, ele também foi um dos fundadores do PT). Mas antes de morrer, o ilustre líder de uma das facções do MST vivia neste humilde barraco:

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Ser invasor de terras, no Brasil, dá dinheiro, né?! Parece um bom negócio!!!!

Parece que faz todo sentido, então, que as empresas patrocinem esse negócio. Internacionalmente, o negócio se chama terrorismo. No Brasil tem outro nome.

Mas não importa: dá dinheiro!!!

Oscar 2014 e o marketing

Ontem foi realizada a cerimônia do Oscar 2014. Não assisti. Mas hoje pude ler (muito) sobre resultados de ações de marketing durante a transmissão da cerimônia.

Algumas observações minhas:

1) A transmissão via TV foi um sucesso: desde o último episódio de Friends, nenhum outro programa de entretenimento teve maior audiência (isso exclui, obviamente, eventos esportivos, como o SuperBowl). Foram 43 milhões de telespectadores. Isso significa que toda e qualquer ação de merchandising, propaganda ou promoção já teria um campo fértil para ser bem sucedida.

2) Impossível deixar de falar da foto (“selfie“) que causou o maior buzz:

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Esta foto realmente colocou a Samsung “bem na foto” (perdão pelo trocadilho):

When Oscars host Ellen DeGeneres snapped that epic selfie with the Samsung Galaxy Note during last night’s ceremony, it effectively snagged “Best Picture”—among marketers, that is.

According to Kontera, which analyzed millions of digital views, Samsung was mentioned 40,000 times across Twitter, Facebook and other social media outlets during ABC’s three-and-a-half-hour broadcast. Even though DeGeneres did not actually mention the brand in her tweet (which was swiftly retweeted 1.3 million times), the San Francisco tech firm found that Samsung scored a peak rate of 900 online mentions per minute because of the stunt. (Fonte: AdWeek)

Vale a pena ler este artigo AQUI, apontando algumas outras marcas que se deram bem com o Oscar 2014.

A AdWeek aponta, aliás, que o Twitter foi outro ganhador da noite (AQUI). Eu concordo. O evento conseguiu mesclar o entretenimento para quem viu pela TV, pelo que li, com recursos e ferramentas apropriadas para a internet, em especial o Twitter – e não foi apenas o “selfie”, mas houve outros fatores.

3) Outro ganhador, sem dúvida, foi Edgar Martirosyan.

Quem????

Edgar Martirosyan é o dono da pizzaria que entregou algumas pizzas DURANTE A CERIMÔNIA, que foram comidas por algumas celebridades, ao vivo e a cores. O USA Today conta a história AQUI. Eis um trecho:

Host Ellen DeGeneres ushered Edgar Martirosyan, the owner of Los Angeles chain Big Mama’s and Papa’s Pizzeria, through a sea of celebrities at the 86th annual Academy Awards while he handed out pizza to the likes of Meryl Streep, Julia Roberts, Jared Leto and Jennifer Lawrence.

Martirosyan has owned Big Mama’s and Papa’s for eight years and told USA TODAY he does everything, from deliveries and baking to managing 20 stores. At the Oscars, where celebrities were decked out in designer looks, Martirosyan wore an apron, a red baseball cap and a hoodie while he handed out slices and plates.

Que tal você ser o dono de uma pizzaria que produz uma imagem destas, transmitida ao vivo para mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e 43 milhões no seu país?

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4) A Apple, por incrível que pareça, também saiu-se bem. Como é mostrado (e explicado) AQUI, a apresentadora Ellen DeGeneres usa um iPhone, e ela tirou várias fotos com o iPhone pessoal dela durante o evento. Ao serem postadas as fotos e os “tuítes”, é possível ver que eles foram publicados usando aplicativos para iPhone. Isso, aliás, é comum: a Samsung patrocina esportistas, eventos e diversas outras coisas, mas os patrocinados usam… iPhones!

Alguns vão dizer que isso não importa, que a Samsung é que teve destaque etc. Ok, é verdade.

Mas passado o burburinho inicial, a conclusão que fica é sempre a mesma: todo mundo que faz propaganda/promoção/merchandising para a Samsung usa, na verdade, iPhone. Então a Samsung deve ser muito ruim, né?!

Eu não estou afirmando isso (embora eu jamais me arriscaria num tablet ou smartphone da Samsung, com aqueles plásticos vagabundos e preços de iPhone), mas é aquela velha história: por que o dono da Pepsi bebe Coca-Cola? Porque ele não é trouxa de beber aquela coisa horrorosa da Pepsi, mesmo trabalhando lá…

A propósito, recomendo esta leitura AQUI, que trata do outro lado – ou seja, algumas “bizarrices” envolvendo o merchandising durante o Oscar.

Placas e propagandas do Brasil: foi erro ou foi proposital?

As imagens dispensam comentários:

2014-01-22 08.27.13 2014-01-22 08.25.02 2014-02-17 11.46.42 2014-02-12 00.36.05 2014-02-12 00.35.26 2014-02-12 00.34.43 2014-01-29 13.25.07 2014-01-25 22.46.11 Placas e propagandas impagáveis Placas e propagandas impagáveis Placas e propagandas impagáveis Placas e propagandas impagáveis Placas e propagandas impagáveis Placas e propagandas impagáveis Placas e propagandas impagáveis Placas e propagandas impagáveis
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Honestamente, algumas vezes fico em dúvida se trata-se apenas de erro, sem intenção, ou se é proposital, para chamar a atenção…

“A Beginner’s Guide to Irrational Behavior,” Take 2

Fiz este curso no ano passado, e vou fazer novamente. Excelente! Recomendadíssimo!

Vamos comemorar os números do PIB de 2013?

Eu já havia escrito AQUI sobre a situação econômica do país (spoiler: NÃO é boa, muito pelo contrário).

Nesta quinta-feira o IBGE divulgou alguns números referentes ao PIB de 2013. Todos os jornais, revistas e portais divulgaram. O Estadão, coitado, pagou um mico horroroso: escreveu “Brasil tem o 3.o maior crescimento econômico do mundo“. Uma reportagem que deve ter sido redigida por um estagiário (AQUI, na íntegra) no blog, que ganhou destaque no Facebook do jornal:

Safari

Qual é o problema com a matéria do Estadão – e, em especial, com o título?

Simples: o jornal considerou APENAS UM UNIVERSO DE 13 PAÍSES, SELECIONADOS PELO IBGE. (Aliás, por que 13? Por que não 10? Ou 20? Ou 50?)

Portanto, o Brasil teve o 3.o maior crescimento SE VOCÊ OLHAR APENAS E TÃO SOMENTE PARA 13 PAÍSES selecionados pelo IBGE. Destes 13 países, apenas 2 (Brasil e China) são membros do grupo BRIC, e apenas 4 (os 2 citados anteriormente, e mais o México e a África do Sul) são países sub-desenvolvidos – hoje chamados pela turminha do politicamente correto de “em desenvolvimento”. Os demais são países desenvolvidos, como EUA, Reino Unido, Alemanha e França.

Ora, um aluno do primeiro ano de um curso meia-boca de Economia aprende que países desenvolvidos têm crescimento menor do PIB do que países sub-desenvolvidos como regra, não como exceção.

E o pior: a manchete afirma que foi o 3.o maior do mundo – portanto, o sujeito que, preguiçosamente, lê apenas a manchete (coisa mais do que corriqueira com uma população repleta de analfabetos funcionais e ainda mais na era de textos curtos no facebook, twitter e outras redes sociais) vai sair achando que o crescimento foi ótimo (“puxa, terceiro maior DO MUNDO? Nossa economia está ótima, então!”).

Não foi.

Adolfo Sachsida escreveu sobre o assunto (na íntegra AQUI, abaixo apenas alguns trechos com grifos meus):

Alguns números me chamaram a atenção. O mais óbvio deles: a agricultura que cresceu 7%. Não fosse o agronegócio e o Brasil estaria amargando um resultado bem pior. Então vem minha primeira dúvida: por que o agronegócio é tão demonizado pelos movimentos sociais ligados ao PT?

Minha segunda dúvida refere-se ao crescimento da indústria de apenas 1,3%. Passou-se mais um ano, o BNDES torrou bilhões de reais e novamente o setor que mais recebeu subsídios foi o que menos cresceu. Até quando o governo vai acreditar que o problema da indústria é falta de crédito e problema cambial? O real desvalorizou e o governo deu subsídios creditícios para as indústrias e, mais uma vez, o resultado foi pífio. O problema da indústria não está na falta de crédito ou no câmbio. O problema da indústria está na baixíssima produtividade brasileira. Precisamos urgentemente avançar nas reformas tributárias e trabalhistas, de quebra faz-se necessário uma vigorosa diminuição na estupidamente pesada burocracia brasileira. São estas três palavras: impostos, legislação, e burocracia, os verdadeiros vilões da competitividade da indústria brasileira.

Minha terceira dúvida é sobre o crescimento da formação bruta de capital fixo. O IBGE indica que a formação bruta de capital fixo cresceu 6,3%. Estou muito curioso para saber o que anda entrando nessa conta. Gastos do governo entram como nessa conta? Quando o ministério da fazenda compra ar condicionado para seus escritórios isso está entrando como formação bruta de capital fixo? Os estádios para a Copa do Mundo com certeza entram nessa conta, e é evidente que os mesmos são elefantes brancos. Difícil acreditar que os R$ 1,5 bilhões de reais gastos no estádio de Brasília sejam um investimento que vá gerar algo além de mais despesas no futuro.

Enfim, mais um ano de baixo crescimento econômico e de inflação em alta. Não custa lembrar que meus estudos sobre a curva de Phillips já sugeriam isso. Já mostravam que permitir um aumento da inflação faria muito pouco pelo crescimento econômico.

Portanto, para responder a minha pergunta do título: Vamos comemorar os números do PIB de 2013?

NÃO.

  • LEIA MAIS: Boas análises e dados complementares para entender melhor esses números do PIB podem ser apreciados AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.  
  • PS: Em 2013, o governo (especialmente o Ministro Margarina, sempre comprometido em errar todas) divulgava, ad nauseam, projeções de crescimento do PIB de 4,5%. Esse cara não desaponta NUNCA!

ATUALIZAÇÃO:

Eu havia me esquecido completamente de citar um outro fator que precisa ser considerado na questão da cagada do Estadão que citei no início: os militantes virtuais (que o PT chama de “MAV“) desprovidos de capacidade analítica e/ou boa-fé que infestam as redes sociais. Eis aqui o exemplo perfeito:

2014-02-28 08.58.00

O sujeito tem um único propósito no twitter: retuitar e espalhar dados e informações falsas, tentando fazer parecer que o governo do PT é um sucesso, quando se trata de um retumbante fracasso sob toda e qualquer ótica. Este mesmo sujeito, Naldo, tentou há algum tempo me fazer acreditar que o Pronatec da Dilma era um sucesso.

Para o azar dele, eu sei ler, e não me deixo enganar por números fantasiosos.