Ficha suja, mas campanha limpa

Nem vou dizer nada, só indico o link:

http://www.netdisaster.com/go.php?mode=cow&url=http://www.marta13.can.br/

SIMPLESMENTE IMPAGÁVEL.

Hecatombe

Vamos relembrar algumas das práticas administrativas de dona MarTAXA Suplicy (achei um e-mail que mandei no dia 01/01/2005):

Marta repete final de Pitta e anula despesas

CATIA SEABRA
CONRADO CORSALETTE
DA REPORTAGEM LOCAL

A exemplo do antecessor, Celso Pitta, a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), anulou ontem, por decreto, despesas previstas no Orçamento para fechar o balanço geral do município. O serviço mais afetado será o de limpeza urbana, com corte de R$ 226 milhões. Publicado ontem no “Diário Oficial”, o decreto cancela todos os gastos autorizados (empenhados), mas que não tiveram o pagamento oficialmente liberado (liquidação). Na noite de ontem, os empenhos não liquidados somavam R$ 1,049 bilhão.
Mas, como o decreto poupa de corte as despesas com finanças, gestão, saúde e educação, o PSDB calcula que o cancelamento seja de R$ 600 milhões a R$ 750 milhões
. Em nota oficial, a Secretaria de Finanças não informou o total de despesas passível de anulação.

Um levantamento feito pelo gabinete do vereador Roberto Tripoli no Sistema de Execução Orçamentário mostra que, desse R$ 1,049 bilhão, menos de R$ 400 milhões serão mantidos.
Na execução orçamentária, a administração autoriza a contratação do serviço ao empenhar os recursos. Mas só os paga depois que o serviço é medido. Aí, o crédito é reconhecido (liquidado).
Em dezembro de 2000, em viagem ao México, Marta acusou Celso Pitta de cancelar despesas, e, afirmando que serviços seriam paralisados, chamou a situação de “hecatombe”.

A paralisação de serviços não é a única conseqüência do cancelamento. Como o empenho permite a contratação de empresas, obras e serviços já podem ter sido feitos. Nesse caso, os fornecedores buscarão o reconhecimento desse crédito na Justiça. E o prefeito eleito, José Serra, herdará uma briga com credores.
Em nota divulgada ontem, a prefeitura declara que o decreto limita-se aos empenhos não liquidados. Afirma que “todas as despesas liquidadas terão seu cronograma de pagamento respeitado”.

Apesar desse esforço de fechar as contas, é grande o risco de Serra herdar um buraco. A dois dias do fim do ano, a prefeitura contava, ontem, com R$ 613 milhões em caixa. Desses, R$ 552 milhões serão consumidos pelas despesas já reconhecidas. Sobram R$ 61 milhões para cobrir todos os empenhos que ainda não foram liquidados, mas que são preservados no decreto de cancelamento. Como esse total é de cerca de R$ 400 milhões, é de pelo menos R$ 339 milhões a diferença entre o que a prefeitura tem em caixa e o quanto se dispõe a pagar.

Além disso, existe o risco de a prefeitura não pagar hoje sua prestação mensal de dívida com a União, que é de cerca de R$ 100 milhões. Segundo a Secretaria de Finanças, a liquidação será feita.

Ontem, o prefeito eleito negou que tenha tratado da situação financeira do município na audiência com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Segundo ele, foi discutido o pagamento de emendas programadas para São Paulo no Orçamento da União.

Portaria
Em vigor desde 2002, uma portaria da Secretaria do Tesouro Nacional permitirá que os prefeitos que estão deixando os seus cargos passam utilizar recursos de 2005 para ajudar nas contas deste ano.
Segundo nota do Tesouro, “o repasse dos Fundos de Participação a ser creditado no dia 10 de janeiro de 2005 deverá ser contabilizado como receita orçamentária do exercício de 2004.

Ficha suja

Primeiro, a notícia (da Folha Online):

Marta e Maluf estão na lista de candidatos com ficha suja da AMB

A AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) divulgou hoje a lista com os nomes dos candidatos a prefeito e vice-prefeito das capitais que respondem a processos na Justiça. Na lista de São Paulo constam os candidatos a prefeito Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP).

Em nota, a assessoria de Maluf diz que o candidato tem “41 anos de vida pública e foi o prefeito da cidade e governador do Estado mais realizador”. Na nota, a assessoria de Maluf critica a diz que as acusações não são fundamentadas e critica a iniciativa da AMB.

“As acusações nesses processos não têm base legal, jurídica ou administrativa. O Estado de Direito seria melhor conduzido sem politização dos juizes. Juizes não devem se meter em política. Juiz só fala nos autos”, diz a nota.

Já Marta afirmou desconhecer as ações que fizeram com que seu nome constasse na lista. A petista recriminou a iniciativa da AMB. “Acho um absurdo o nível de irresponsabilidade porque isso prejudica uma candidatura idônea que não tem nenhuma condenação em nenhuma última instância”, disse a candidata.

De acordo com a AMB, a lista inclui 15 candidatos a prefeito e vice-prefeito que respondem a ações penal, de improbidade administrativa ou eleitoral na Justiça. Estão na lista as ações que estão tramitando, mesmo que o caso ainda não tenha sido julgado em nenhuma instância.

Inicialmente, a relação só vai incluir os candidatos a prefeito e vice-prefeito nas capitais. Mas a AMB pretende incluir a lista dos candidatos das cidades com mais de 200 mil eleitores até agosto.

O secretário-geral da AMB, Paulo Henrique Machado, disse à Folha Online que, nesta primeira etapa, serão disponibilizados cerca de 350 nomes de candidatos a prefeito e vice nas capitais.

Segundo Machado, apenas 5% deste total respondem a processos criminais ou por improbidade administrativa. “Sinceramente? Eu me surpreendi positivamente com os números. Nós ouvimos falar tanto em dados negativos sobre os políticos, mas, observando as informações, os números foram inferiores ao esperado”, disse o secretário-geral.

De acordo com Machado, a lista elaborada pela AMB só vai considerar os casos de processos já aceitos pela Justiça. O magistrado disse que o objetivo da associação não é “pré-julgar” ou “julgar” os candidatos, mas prestar um serviço à sociedade, informando com segurança os dados relativos aos candidatos.

“A AMB não está dizendo se o político pode ou não se candidatar. A associação entende que esses dados, sobre os processos, não podem ser omitidos ao eleitor. São informações prestadas pelos próprios candidatos”, afirmou.

A AMB concluiu a verificação dos dados recebidos dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A idéia, segundo integrantes da associação, é dar elementos para os eleitores poderem ter informações sobre os candidatos que pretendem administrar seus municípios.

Em parceria com o TSE, a AMB faz campanha para aproximar a Justiça Eleitoral dos eleitores. Segundo a assessoria do órgão, foi elaborada uma cartilha com as principais informações para que o eleitor tenha uma posição de fiscalização e atenção aos atos dos políticos.

No dia 26 de agosto, a AMB e o TSE pretendem promover o Dia Nacional de Audiências Públicas, nas capitais de todo o país, quando especialistas vão se dispor a prestar esclarecimentos aos interessados, respondendo dúvidas e até encaminhando denúncias.

Para ser mais exato sobre a notícia acima, é preciso especificar alguns detalhes.

No Supremo Tribunal Federal, dona Marta Suplicy responde a um processo:

PROCEDÊNCIA
Número: PROC/50050293630
Orgão de Origem: JUIZ DE DIREITO
Origem: SÃO PAULO
Volume: 5 Apensos:20 Folhas:911 Qtd.juntada linha: 0
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Ramo do Direito DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO | Licitações | Modalidade / Limite / Dispensa / Inexigibilidade
Assunto DIREITO PENAL | Crimes Previstos na Legislação Extravagante | Crimes da Lei de licitações
Folhas 911
Data de Autuação 19/09/2007
PARTES
Categoria Nome
AUTOR(A/S)(ES) MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
REU(É)(S) MARTA TERESA SUPLICY
ADV.(A/S) DAVID MARQUES MUNIZ RECHULSKI
REU(É)(S) MARIA APARECIDA PERES OU MARIA APARECIDA PEREZ
ADV.(A/S) CLAUDIO JOSÉ PEREIRA
REU(É)(S) ANTONIO CARLOS EGYPTO
ADV.(A/S) FLÁVIA RAHAL

No Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, são mais 4:

Nº Processo Data Vara
1 583.50.2001.028041-5 18/04/2001 16ª. Vara Criminal 2001
2 583.50.2004.011940-3 14/03/2005 21ª. Vara Criminal 2005
3 583.50.2005.021674-6 22/03/2005 20ª. Vara Criminal 2005
4 583.50.2005.029363-0 11/11/2005 10ª. Vara Criminal 2005

Agora, vamos ALÉM da notícia….

Paulo Maluf e Marta Suplicy têm DIVERSAS semelhanças. Não à toa, o primeiro apoiou a segunda no segundo turno do último pleito paulistano (já mostrei isso aqui).

Contudo, dona MarTAXA tem alguns diferenciais.Ela saiu da Prefeitura da cidade e deixou um “presente” ao sucessor: endividamento. Vamos aos detalhes:

Balanço da Prefeitura de São Paulo obtido pela Folha aponta um déficit nos cofres municipais de R$ 1,9 bilhão deixado pela administração Marta Suplicy (PT). A arrecadação total da prefeitura em 2004 foi de R$ 13,2 bilhões. O levantamento, concluído na sexta pela equipe do prefeito José Serra (PSDB), aponta que a gestão passada chegou a deixar de reservar no Orçamento (empenhar) despesas que acabaram sendo executadas por fornecedores. Ou seja, não contabilizou gastos que agora devem ser cobertos.

Os valores, referentes à posição de 31 de dezembro e que incluem secretarias, empresas estatais e Câmara Municipal, superam as previsões iniciais feitas pelos tucanos. Os dados devem ser publicadas no “Diário Oficial” do município nos próximos dias. A prefeitura também vai publicar critérios de renegociação com fornecedores para pagar os débitos em parcelas -e com desconto.
A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe os governantes de deixar dívidas aos seus sucessores sem que reservem dinheiro em caixa para saldá-las.

Se as informações levantadas pela atual gestão forem confirmadas pelo Tribunal de Contas do Município, Marta poderá ser enquadrada na lei de crimes fiscais, que prevê, entre outras penas, a perda dos direitos políticos. Assessores da ex-prefeita sustentam que ela deixou dívidas reconhecidas com fornecedores de R$ 375 milhões e R$ 376 milhões em caixa para saldá-las. Todos os empenhos cancelados (despesas previstas e não pagas) no fim do ano, dizem os assessores, se referiam a serviços ou obras não realizados.

Além de R$ 652 milhões formalmente reconhecidos (empenhos liquidados), a atual gestão sustenta que há R$ 351 milhões em despesas não reconhecidas (empenhos não liquidados), R$ 594 milhões de despesas canceladas e R$ 278 milhões que nem sequer chegaram a ser empenhados.Levantamento da Secretaria de Finanças diz que, apesar de não reconhecidas por Marta, praticamente todas essas despesas foram realizadas por fornecedores. E agora precisam ser pagas pela nova gestão.

Para chegar ao déficit de R$ 1,9 bilhão, a equipe de Serra utilizou como saldo financeiro deixado por Marta R$ 16 mil que estavam no caixa para serem utilizados livremente, R$ 272 mil reservados para pagamento de serviço da dívida, inativos e pensionistas e R$ 332 milhões em verbas vinculadas -dinheiro que só pode ser usado em áreas ou projetos específicos, como saúde e educação, definidos em leis, contratos ou convênios da administração.

IrregularidadesO balanço da equipe tucana sugere haver infração fiscal no gasto superior à receita, no cancelamento de empenhos e na não-inclusão de despesas no Orçamento. No caso do cancelamento dos empenhos, diversos fornecedores da prefeitura vêm confirmando a situação. É o caso das empresas de construção civil, que reclamam uma dívida de R$ 500 milhões.A Folha apurou que os problemas com a não-inclusão de despesas no Orçamento teriam ocorrido em áreas de serviço continuado, como o lixo e a prestação de serviços para a saúde.

Outros passivosA dívida com os fornecedores que a equipe de Serra afirma ter recebido da administração passada é uma pendência de custeio e investimento da máquina em 2004 -apenas uma parte do passivo financeiro da prefeitura. Em precatórios e previdência, por exemplo, a administração paulistana amarga um débito que está em torno de R$ 6 bilhões.
A cidade tem ainda de comprometer, todo mês, 13% de suas receitas -cerca de R$ 100 milhões- com o pagamento de parcelas da dívida renegociada com a União, que já atinge quase R$ 30 bilhões. Para se enquadrar ao cronograma que limita o endividamento dos municípios no prazo legal, em maio, a prefeitura teria de desembolsar R$ 7 bilhões de um Orçamento de R$ 13,2 bilhões previsto por Serra para este ano.

E assim o Brasil vai caminhando (e voltando)…..

A LRF é mais uma daquelas leis que “não pegam”. Isso só existe no Brasil……

E, para fazer jus à memória “administrativa” de dona MarTAXA, vamos relembrar uma de suas fantásticas obras:

O túnel sob a avenida Rebouças, que já sofreu quatro interdições por causa de inundações em apenas cinco meses, passará por novas obras a partir deste domingo porque foi feito às pressas e com material menos resistente do que o previsto no contrato. A revelação é de Eduardo Capobianco, vice-presidente de uma empresa que fez parte das obras, a Construcap.
Segundo ele, a galeria de águas pluviais construída ao lado da passagem subterrânea foi feita com tubos de PVC (policloreto de vinila, um material sintético) e areia, ao invés de concreto -material mais resistente.

“A técnica construtiva foi escolhida por causa da exigüidade do prazo imposto pela Queiróz Galvão [empreiteira que repassou o serviço para a Construcap]. Fizemos tudo em menos de 40 dias, trabalhando só de madrugada para não atrapalhar o tráfego na Rebouças”, explicou Capobianco.

Ontem, a administração José Serra (PSDB) anunciou que irá refazer um trecho de 200 metros de galerias pluviais. Rachaduras e ondulações na tubulação, segundo o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), foram um dos principais fatores das inundações.
Os túneis não serão interditados, mas o canteiro de obras ocupará parte das faixas da av. Rebouças. Carros e ônibus terão de se espremer em um espaço de 5,7 metros (3,4 metros a menos do que o normal) em cada sentido da avenida por um mês.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) recomenda ao motorista que evite o corredor formado pelas avenidas Francisco Morato, Eusébio Matoso e Rebouças durante o período.
A CET avalia que o impacto será grande, já que nas duas faixas operantes de cada sentido a capacidade ficará de 3.500 veículos por hora -passam por ali, em média, 4.500 veículos por hora. A empresa sugere o uso das pontes Cidade Jardim e Cidade Universitária para atravessar o rio Pinheiros.
O secretário de Infra-Estrutura e Obras, Antônio Arnaldo Silva, criticou a gestão Marta Suplicy. “A pressa [de entregar o túnel] provavelmente teve influência nos erros grosseiros de execução cometidos na obra”, afirmou.
Assessores da gestão Marta Suplicy (PT) negam pressa na obra e apontam o entupimento das bocas-de-lobo da avenida com responsável pelas inundações.
A assessoria de imprensa da Queiróz Galvão informou não ter encontrado ninguém para falar.
Pelo contrato, assinado em 2003, as empreiteiras teriam prazo de até 18 meses para entregar a obra -o que venceria em junho deste ano. Em março de 2004, no entanto, a prefeitura alegou dificuldades técnicas imprevistas e fez mudanças no projeto.

A passagem subterrânea ficou mais longa e profunda e seu custo subiu de R$ 65,3 milhões para R$ 97,4 milhões. Na época, a prefeitura -durante o período de campanha eleitoral- reagendou a inauguração para novembro. Mas entregou o túnel no dia 12 de setembro, três semanas antes do primeiro turno da eleição.

Eduardo Capobianco, da Construcap, afirma que a empresa “não vendeu gato por lebre” ao usar areia e PVC em vez de concreto. “A Emurb [Empresa Municipal de Urbanização] permitiu a utilização desse material.”

Essa é a tresloucada e incomPTente que pretende voltar à Prefeitura de São Paulo.

Socoooooooooooorrrrrrrrrrrroooooooooooo!!!!!!

Decisões eleitoreiras

Na semana passada, o Kassab anunciou o aumento do tempo permitido para usar o bilhete-único (ver detalhes aqui).

Como era de se esperar, Dona MarTAXA reagiu, afirmando que se tratava de uma medida “eleitoreira” (para alguns detalhes, ver aqui, aqui e aqui).

Como a PTralhada tem memória seletiva (pois só lembra daquilo que interessa e pode ser útil para enganar os desavisados e ignorantes), eis uma contribuição para entendermos quem adota medidas “eleitoreiras”:

Marta anuncia fim da taxa dos motoboys a três semanas da eleição
MILENA BUOSI
da Folha Online

No reduto malufista da Vila Maria (zona norte de SP), a prefeita Marta Suplicy (PT), que tenta a reeleição, anunciou hoje o fim da taxa dos motoboys. A idéia era defendida pelo candidato derrotado Paulo Maluf (PP) durante a campanha para o primeiro turno das eleições.

“Realmente, era uma promessa dele [Maluf], mas tínhamos uma demanda por parte dos motoboys antes disso. E era uma demanda que não podia ser atendida sem uma análise muito cuidadosa”, disse Marta.

Ela afirmou não saber se, com a medida, conquistará os votos dos motoboys. No entanto, disse acreditar que vai ganhar uma “maior simpatia” da categoria. De acordo com a prefeita, a cidade poderá dispensar a arrecadação com a taxa por causa do aumento de 12% do ISS (Imposto Sobre Serviços).

“Com o aumento do ISS, avaliamos que o que conseguimos obter para a cidade em termos de receita [com a taxa] é menos de R$ 1 milhão e a cidade pode dispensar”, disse.

A arrecadação com a taxa dos motoboys, no entanto, fica em torno de menos de R$ 500 mil, segundo afirmou o secretário municipal de Transportes, Gerson Bittencourt. Segundo Bittencourt, o motoboy deixará de pagar cerca de R$ 140 à prefeitura, dos quais R$ 42,02 referem-se ao cadastramento –que é feito uma vez a cada cinco anos–, R$ 71,17 que referem-se ao CCM (Cadastro do Contribuinte Municipal) e R$ 26,12 para a licença. As duas últimas taxas são anuais.

A taxa total paga pelos motoboys é de R$ 317. Excluídos os R$ 140 destinados à prefeitura, o restante é pago em impostos estaduais e investimentos pessoais. Existem na cidade cerca de 120 mil motoboys, dos quais 7.000 já foram cadastrados e outros 40 mil realizaram pré-credenciamento pela internet ou por meio da subprefeitura.

Marta afirmou que tentará convencer os moradores da Vila Maria a votarem nela por meio do corpo-a-corpo e criticando o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que apóia o candidato tucano José Serra. “Nosso governo não só vai ampliar as obras mas foi quem criou-as. Não adianta o candidato Serra dizer que não vai parar esses projetos porque, se isso fosse de fato importante para o PSDB, eles teriam feito com as escolas estaduais um trabalho mais digno”, afirmou.

A prefeita voltou a dizer que o PSDB “é muito bom de propaganda”. Ela realiza caminhada durante a tarde na região acompanhada pelo ex-marido, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), e pelo presidente nacional do PT, José Genoino, que afirmou “ser plenamente viável” reverter a situação de Marta.

Conforme pesquisa Datafolha publicada ontem, a petista tem 39% da intenções de voto, contra 51% de Serra.”Temos de disputar os indecisos. Vamos fazer corpo-a-corpo todos os dias e temos na TV um instrumento importante de convencimento. Já vi eleição virar numa descrença até maior”, disse Genoino. O presidente do PT afirmou que participou, no final de semana, do Círio de Nazaré –uma das principais festas religiosas do país, em Belém (PA)–e comprou uma fitinha vermelha e deu dois nós. “Fiz pedidos para o PT vencer as eleições no segundo turno. Um é para Ana Júlia, em Belém, e outro para a Marta, em São Paulo.”

Eu enviei esta notícia da Folha Online para minha “listinha” de e-mails em 11/10/2004.

Na época, acrescentei o seguinte comentário:

Período de eleição é uma beleza, né ?!

A Prefesta MarTAXA, para atrair votos, se contradiz, e agora considera a receita gerada por UMA das taxas que criou “dispensável”. Ora, se essa taxa é dispensável hoje, porque foi criada (por ela mesma, a MarTAXA Suplício) ???????????

Se as pesquisas continuarem indicando maioria numérica para seu oponente, será que essa incomPTente vai cancelar a taxa do lixo, a taxa da iluminação, a taxa dos elevadores ? Será que agora, no desespero para tentar transformar uma campanha MILIONÁRIA num relativo sucesso (absoluto já é impossível, pois ela perdeu no primeiro turno com uma diferença inesperada), ela vai começar a desfazer as cagadas que ela fez ? Eis uma síntese:

1) paralisou a cidade com obras nababescas e inúteis no ano da eleição (após 3 anos de inatividade crônicanesta área),

2) fraudou uma licitação BIlionária para beneficiar empresas de petistas,

3) está utilizando abertamente a máquina pública (Município e União) para arrendar votos,

4) xingou Deus e o mundo do alto de sua arrogância,

5) maltratou cidadãos que perderam suas casas por conta de enchentes que poderiam ter sido evitadas,

6) jogou pela janela milhões para construir escolas que atendem um percentual ínfimo de pessoas,

7) descumpriu todas as cobranças que a bancada do seu partido fazia quando eram oposição na Assembléia (como a aplicação de 30% do orçamento em educação),

8) aumentou a dívida da Prefeitura de R$ 14 bilhões para R$ 27 bilhões,

9) comprometeu os orçamentos vindouros por conta de uma invenção eleitoreira e sem nenhum planejamento (bilhete único),

10) criou caos no trânsito com os “Passa Rápido” (que acabaram reduzindo a no máximo 1 faixa de rolagem para os carros, enquanto os ônibus passeiam da faixa da esquerda para a faixa da direita e vice-versa),

11) popularizou a “paixão por taxas”: IPTU (progressividade e aumento além da inflação acumulada no período); Taxa do Lixo; Taxa de Iluminação; Taxa de Fiscalização de Anúncios; Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos; Incremento do ISS; Aumento da tarifa do ônibus; Aumento do talão Zona Azul; Taxa para caminhões entrarem no Centro; Aumento do número de radares; Taxa do “elevador”;  Taxa dos ” corredores” – permissão onerosa para funcionamento de estabelecimentos irregulares; Taxa da água e cobrança de ISS da SABESP; Anistia onerosa a imóveis irregulares,

12) não abriu nenhum leito na rede hospitalar municipal,

13) apesar de ter aumentado a tarifa, retornou com a prática de subsídios ao transporte,

14) aumentou a verba de publicidade em 2003, saltando de R$25 milhões para R$ 41 milhões,

15) impediu a instalação da CPI dos transportes,

16) criou mais de 1500 novos cargos de confiança (sem concurso, com vencimentos elevadíssimos) na administração municipal.

Ousada ou asquerosa ?

A cretina ex-preFESTA MarTAXA Suplício deu uma entrevista – engraçadíssima se não fosse lastimável – à Veja SP da semana passada.

Alguns trechos:

Veja São Paulo – A senhora acha que tem uma imagem de arrogante?
Marta – Às vezes desconfio que sim. Algumas pessoas, depois de me conhecer, contam que me imaginavam muito diferente. Quando tento entender, vejo que era por me acharem arrogante. Mulher é assim: se é gentil e doce, classificam de incompetente. Se é firme e forte, chamam de arrogante. Se tem poder, então, vira insuportável. E você não pode exercer o poder se não for firme. É uma imagem que nós, mulheres, vamos ter de conquistar e mudar. As grandes líderes do século passado, como Golda Meir, Indira Gandhi e Margaret Thatcher, eram todas mulheres travestidas de homens. A geração do século XXI não quer isso. Políticas como Ségolène Royal, Cristina Kirchner e Michelle Bachelet são muito femininas. A Angela Merkel até pôs um decote ousado outro dia. Fui uma desbravadora, primeiro no programa
TV Mulher, depois no exercício da política, pagando todos os preços nas duas experiências.

[…]

Veja São Paulo – Qual foi o melhor prefeito que São Paulo já teve?
Marta – Em termos de pensar a cidade, Prestes Maia e Faria Lima. No que diz respeito à inclusão social, nossa gestão foi muito importante.

[…]

Veja São Paulo – Por que a senhora acha que tem melhores condições de administrar São Paulo do que o prefeito Gilberto Kassab e o ex-governador Geraldo Alckmin?
Marta – Pelo perfil. São Paulo é moderna, nervosa, agitada. Precisa de alguém ousado, criativo e inovador. Se for ver o que o Alckmin fez como governador, não daria para aplicar nenhum desses adjetivos à sua gestão. O Kassab continuou, de forma muito modesta, o que eu havia iniciado. Não consigo lembrar de nenhuma ação inovadora e criativa que ele tenha tomado para solucionar os problemas vitais da cidade.

Veja São Paulo – Nem mesmo a Lei Cidade Limpa?
Marta – É um projeto importante, que foi iniciado em nossa gestão com a Operação Belezura. Kassab teve o mérito de implementar e dar uma dimensão para a cidade toda. Foi um bom projeto. Mas não vi nenhuma grande obra que não tenha sido iniciada no meu governo. A Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, que é uma obra muito linda, foi licitada por nós. Fizemos também a fundação e os pilares. A gestão Serra-Kassab limitou-se a dizer que era uma obra faustosa e cara. Interrompeu a construção, que só foi retomada quando as empreiteiras entraram na Justiça. Tínhamos pouco dinheiro e fizemos muito. Eles têm muitos recursos e fizeram muito pouco.

Deixando de lado as bobagens e mentiras que esta tresloucada fala (como comparar a Lei Cidade Limpa àquele factóide ridículo do “Belezura”, no qual a infeliz investiu 2 finais de semana, logo no início do mandato), o mais engraçado foi ler as respostas de alguns leitores da revista, na edição desta semana:

Como Marta, eu também sou do signo de Peixes (“‘Sou ousada, criativa e inovadora’”, 11 de junho). Portanto, choro muito. Agora mais ainda, só de pensar na possibilidade de tê-la como prefeita outra vez.
Maria Luiza Rosito

Gostaria de saber se ser ousada é destruir uma avenida importante para o comércio, como a Cidade Jardim, para construir um túnel inútil. Ou se ser criativa é, em um momento de caos aéreo, querer posar de moderninha e cunhar a frase “relaxa e goza”. Inovadora no quê?
Celia Pinheiro

Qualquer mulher pode ser gentil, doce, firme, forte e poderosa sem precisar ser incompetente, arrogante e insuportável. Humildade, dona Marta!
Alexandre Nogueira

Lamentável a entrevista com a ex-prefeita de São Paulo. Ela teve quatro anos para reinar na cidade e não cumpriu nada do prometido. Estamos à mercê de ter de volta as escolas de lata, os corredores com ônibus sucateados, novas taxas e seu mau humor.
Donny Silva

Na próxima edição de Veja São Paulo, fico à disposição para figurar em uma capa com o título: “Por que não quero que Marta Suplicy volte a ser prefeita”.
David Faiguenboim

A ex-prefeita reconheceu a sua incompetência quando disse que cometeu erros de verdade em sua gestão, como a tributação. Nós, eleitores, perguntamos: caso seja eleita novamente, quem garante que não prejudicará a classe média mais uma vez?
Sergio Ricardo de Souza

Quando deparei com a foto de Marta Suplicy na última capa, pensei: ‘Veja São Paulo só pode estar de brincadeira’. Aí vi que se tratava da primeira de uma série de entrevistas com os possíveis candidatos a prefeito. Então relaxei e vi que não era gozação.
Osvaldo Zorzeto Júnior

Cheiro de taxas

Sim, a MarTAXA quer foder (mais) a cidade de São Paulo.

Abaixo, trechos da entrevista que esta cretina deu à Folha de ontem.

FOLHA – A sra. se declarou repetidas vezes muito satisfeita no Ministério do Turismo. Por que decidiu deixar o cargo e disputar novamente a prefeitura?
MARTA SUPLICY
– Porque tive uma conversa política com o meu partido e com o presidente Lula. E também por uma percepção de paulistana de que a cidade precisa de uma nova atitude. Por fim, nos últimos meses, com o caos no transporte, não só achei que não tinha condição de titubear como me deu vontade. Eu sei que posso fazer. Já peguei a cidade em condição muito pior. Eu fiz muito com muito pouco. E eles fizeram muito pouco com muito.

FOLHA – Se eleita, que garantia está disposta a dar de que não deixará o cargo em 2010 para disputar o governo de São Paulo ou a Presidência?
MARTA
– Assinar papel eu acho que ficou completamente desmoralizado depois da última eleição… O que posso dizer é que pretendo, tendo o privilégio de ser eleita, fazer um bom governo e ficar oito anos.

FOLHA – Serra errou ao sair em 2006 para disputar o governo?
MARTA
– É a consciência dele que tem de responder. Mas fiquei triste. No dia da transmissão do cargo, eu olhava e dizia: “Ele não vai ficar. Vai ficar essa pessoa que ninguém conhece”.

FOLHA – Em 2004, muitos apontaram falta de apoio do PT federal e de Lula em sua campanha à reeleição. Acha que ele vai se engajar agora?
MARTA
– Acho que a partir de nossa conversa ele já se engajou. Sinto bastante apoio dele.

FOLHA – Uma aliança com o PDT do deputado Paulinho, alvo de investigação da PF, seria constrangedora?
MARTA
– Que eu saiba, o Paulinho era da base do FHC. Na eleição que eu disputei contra o Serra, ele apoiou o Serra. Até recentemente, estava na administração Kassab. Hoje existe uma acusação. Mas noto que, enquanto ele era da base do governador, do atual prefeito, não se falava tanto do Paulinho.

FOLHA – Alguns petistas se movimentaram para dar o posto de vice em sua chapa à ex-prefeita Luiza Erundina (PSB). Como vê essa possibilidade?
MARTA
– É uma pessoa pela qual tenho apreço e que honraria qualquer chapa.

FOLHA – A maioria dos analistas aposta que a sra. estará no segundo turno. Nesse caso, aceitaria o apoio do DEM, se Kassab ficar de fora da etapa final, ou do PSDB, se o eliminado for Geraldo Alckmin?
MARTA
– Será que eles vão brigar a ponto de isso acontecer?

FOLHA – A sra. aceitaria?
MARTA
– Não sei se poderia acontecer. Me deixaria em situação difícil. Eu falaria coisas tão horríveis deles, e já está tão feio o que está acontecendo…

FOLHA – A sra. se refere à divisão entre tucanos pró-Alckmin e pró-Kassab?
MARTA
– Essa briga é deles. Eu não vou entrar.

FOLHA – Na campanha de 2004, a sra. disse em entrevista à Folha que Alckmin era, “de longe, o melhor quadro do PSDB”. E agora?
MARTA
– Em 2006 eu disse que ele era de plástico. Mas não me compete dar opiniões sobre adversários. É uma situação muito feia. E acho que o eleitor, na medida em que acompanhar, vai formar sua opinião.

FOLHA – Que avaliação faz da gestão Serra/Kassab?
MARTA
– Tímida e medíocre. O que continuaram, antes tentaram interromper, como os CEUs, a ponte estaiada [Octavio Frias de Oliveira]. Disseram que era faustosa. No fim, custou o dobro do que consideravam faustoso. No trânsito, não construíram corredores. Não é um governo de inclusão social, mas de enrolação social.

FOLHA – Por que enrolação social?
MARTA
– O Bilhete Único perdeu a possibilidade de fazer o que se fazia em duas horas por causa da piora no trânsito. Isso eu achei muito perverso, por tirar a possibilidade de renovar o Bilhete Único na catraca, e obrigar a pessoa a encher o bilhete lá fora. Se você me contar um gesto social, eu agradeceria. É só enrolação social.

FOLHA – A atual gestão afirma ter poupado R$ 350 milhões barateando contratos de sua época. Argumenta que fez mais CEUs a custo mais baixo.
MARTA
– As medidas dos CEUs não são as mesmas, a infra-estrutura não é a mesma. A Folha tem que ir lá ver o que é um CEU feito na nossa gestão e o que é um CEU feito por eles. Provavelmente eles estão fazendo uniforme mais barato. Só que as mães vão à Câmara levar uniformes que depois de três meses estão rasgados.

FOLHA – E a Lei Cidade Limpa?
MARTA
– Acho um desenrolar interessante do Belezura, do projeto de cidade limpa que começamos com outro nome. Ele teve o mérito de levar adiante.

FOLHA – Mudaria a Cidade Limpa?
MARTA
– Não, foi positivo. Mas deixe eu voltar à ponte estaiada. Nós licitamos, fizemos a fundação e as pilastras. Eles disseram que a ponte era faustosa, e agora dizem que é a maior obra do governo deles. Fiz um modelo novo no transporte, com o Bilhete Único. Na educação, com o CEU. Na inclusão, com o Renda Mínima. O que eles fizeram de novo?

FOLHA – A sra. não considera que o atendimento de saúde melhorou com o modelo das AMAs? MARTA – As filas continuam, e as especialidades não foram colocadas. Elas atendem uma parcela da população que busca, muita aflita, uma solução rápida. Atendem, mas não resolvem efetivamente o problema.

FOLHA – O PT tem defendido mais investimento municipal em metrô. A atual gestão alega, porém, que a sra. não fez isso quando prefeita.
MARTA
– Nos primeiros dois anos e meio, a condição financeira da cidade não permitia. No final de 2003, tínhamos juntado o dinheiro da operação urbana na Faria Lima. Ou eu usava para fazer os túneis, ou para o metrô. Fomos conversar com o governador Alckmin. A gente queria fazer a estação no largo da Batata, junto ao corredor Rebouças. Mas eles não tinham projeto executivo, então não havia como pôr o dinheiro. Aí era manter o dinheiro guardado ou fazer os túneis.
Eu sabia que a obra poderia incomodar muitas pessoas. O que eu não imaginava eram ONGs que teriam como razão de vida o combate ao corredor da Rebouças e aos túneis. E que depois essas pessoas iriam todas trabalhar no governo eleito.

FOLHA – Se eleita, qual será a prioridade de sua nova gestão?
MARTA
– Transporte. Neste momento, não dá para pensar em outra. O paulistano não tem mais condição de viver no caos.

FOLHA – Qual é a sua proposta?
MARTA
– Será um esforço de guerra. No longo prazo, vamos unir esforços para superar 20 anos de atraso no metrô. Apresentei ao presidente a proposta de unir município, Estado e União num investimento de R$ 12 bilhões em seis anos para mais do que dobrar a atual rede. No médio prazo, faremos 200 km de corredores -no nosso primeiro governo fizemos 100 km. Paralelamente, faremos obras viárias para melhorar a fluidez do trânsito. No curto prazo, revitalizaremos os corredores existentes para retomar a velocidade que possuíam quando implantados. Daremos um choque de gestão no trânsito. Precisamos investir pesado em tecnologia, informatizando todos os corredores e ampliando significativamente os semáforos inteligentes, colocando mais marronzinhos na rua para garantir fluidez e cumprimento da lei, restringindo o estacionamento nas principais vias. Diferentemente do que ocorreu no meu primeiro governo, a prefeitura hoje tem dinheiro, graças à situação econômica do país.

FOLHA – A sra. ampliaria o rodízio?
MARTA
– Rodízio é medida de quem não tem plano.

FOLHA – A taxa do lixo, que tanto desgaste lhe trouxe, foi extinta. Não consta que a prefeitura esteja com problema de arrecadação. Foi um erro criá-la?
MARTA
– Não faria novamente. Foi um erro. Na época não conseguimos dimensionar o impacto para a classe média. Nada como um dia depois do outro para poder reconhecer.

FOLHA – Em 2004, embora tenha perdido a eleição, a sra. foi a mais votada no cinturão periférico da cidade. Durante a campanha, disse que preferia vencer com o voto da periferia. Qual será sua estratégia desta vez?
MARTA
– Acho que posso ampliar a votação na periferia, mas tenho o firme propósito de reconquistar os eleitores da classe média que me elegeram em 2000 e que perdi em 2004. Acho que isso também tem a ver com minha identificação com o governo Lula. Agora a avaliação do governo Lula é outra, e isso pode me ajudar.

FOLHA – A sra. faz algum mea-culpa sobre o “relaxa e goza” dito na crise aérea de 2007? O que pretende fazer se seus adversários usarem a frase para atacá-la na campanha?
MARTA
– A frase foi uma tristeza, uma infelicidade. Tirada do contexto, ficou mais infeliz ainda. Eu pedi desculpas, acho que uma parcela da população entendeu e me perdoou. Se for utilizada na campanha, acredito que a maior parte da população vai sentir como algo fora do lugar. Não acho também que vão pegar uma pessoa com 20 anos de vida pública e destruir por causa de uma frase infeliz.

A desgraçada fodeu o trânsito de São Paulo, e tem a petulância de dizer que agora este tema lhe será prioritário ! Um acinte !!!!!!

Quem anda por São Paulo sabe muito bem que esta louca tresloucada FODEU a cidade com túneis burros e inúteis (além de feios), e os malditos corredores de ônibus. Eles são uma burrice, uma coisa bastante peculiar à MarTAXA Suplício – que deixava a cidade se afogando nos alagamentos e ia passear em Paris (para “relaxar e gozar”, talvez ?!).

Teoricamente, a partir da adoção dos corredores, os ônibus deveriam utilizar APENAS esta via, que lhes dá preferência e vantagens. Porém, a Prefeitura da MarTAXA esqueceu de retirar os pontos de ônibus das calçadas direitas – o que significa que os ônibus têm que “deixar” o corredor, à esquerda, cruzar as avenidas para parar nos pontos à direita.

Além disso, os trajetos ficaram complicados e MUITO mais demorados.

Antes desses malditos corredores, eu podia pegar um único ônibus, perto da minha casa, e chegar ao centro da cidade em 1 hora (dependendo do trânsito). Depois da adoção dos corredores, tenho que pegar (e pagar) 2 ônibus, e o tempo aumentou em PELO MENOS 50%.

E sobre os apoios no segundo turno, esta mentirosa hipócrita ignora o passado – como, de resto, todos os PTralhas preferem fazer. O passado (não muito distante) é este:

Marta + Maluf

E ninguém vai relembrar do ROMBO FINANCEIRO que esta cretina deixou na cidade ?????????? Inclusive com claro descumprimento à Rei de Responsabilidade Fiscal….. Detalhes estão AQUI.

Os Lullasíadas

Os votos e os ladrões assinalados
Que do nordeste agreste lulistano
Por artifícios nunca d’antes perpetrados
Passaram inda além das maracutaias,
Sem perigos e guerras esforçados
De quem vive na política gandaia
E da gente humilde afanaram
A grana com que tanto enricaram;
E também as memórias ingloriosas
Daqueles sem terra que foram se apossando
Com engodo e fraude das terras produtivas
Que do norte ao sul andaram invadindo,
E aqueles que por obras viciosas
Se vão da lei sempre se lixando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cassem do vernáculo e da gramática
Os erros nos discursos que fizeram;
Cale-se de Machado e de Queirós
Os textos sublimes que escreveram;
Que eu canto o peito ilustre Lulistano,

A quem as Martas e Matildes obedeceram.
Cesse tudo o que o PT antigo canta,
Que outro PT apequenado se abrilhanta.
Deste ócio parlamentar sem mais temores,
Alcança os que são de fama amigos
Trezentos picaretas e graus maiores;

Encostando-se sempre nos antigos
Companheiros de cachaça e assessores;
Foram anos dourados, entre os finos
Lençóis de fio egípcio, puros linhos;

Se esta gente que busca Ministério.
Cuja valia e obras tanto acusaste,
Não queres que padeçam vitupério,
Como há já tanto tempo que ordenaste,
E ouças mais, pois não és juiz direito,
Dar razões a quem sucede que é suspeito.

Passando ao largo o vento acalma
Mas não duraria muito a calmaria
Eis que um falso amigo denuncia
Que um senhor falto de cabelos
Traz malas cheias de alegria

Mês a mês, com acertada pontaria,
Pontualidade de antemão agradecida
Pelos súditos que dançavam a quadrilha.
Entre gentes tão fiéis e tão medrosas,
Mostra quanto pode; e com razão,

É tão fácil entre ovelhas ser leão.
Sabe bem o que o Dirceu arquitetou,
E de tudo o que viu com olho atento,
Negou e negando assim ficou,

Até mesmo quando outro companheiro
Num hotel foi pego com dinheiro.
São uns aloprados, explicou.
Mas, com risonho e ledo fingimento,
Tratá-los duramente determina,
Pois assim engana o povo, imagina.
Mas não lhe sucedeu como cuidava.
Eis que aparecem logo em companhia

Uns comparsas que freqüentavam aquela
mansão, que de bordel em nada parecia.
Corrupto já lhe chamam os inimigos,
Danoso e mau ao fraco corpo humano
E, além disso, nenhum contentamento,
Que sequer da esperança fosse engano.
Mas enxerga-se, num e noutro bando,
Partido desigual e dissonante
São muitos contra muitos; quando a gente
Começa a alvoroçar-se totalmente
Viram todos o rosto aonde havia
a causa principal do reboliço:
entra em cena um caseiro, que trazia
o testemunho sincero do serviço
que as damas ali prestavam
para tão seleta companhia,
e onde fortunas repartiam..

Não perguntava, mas sabia
As alegres badaladas que ali via.
É um suceder de ventos malcheirosos.
Denuncia a imprensa dos maldosos
que o divino comandava um corpore ativo
não explicando à roda solta a gastança
com uns cartões em prol da segurança
da coroa e do cetro lu-lalante.

São rubis, esmeraldas, diamantes,
em luzentes assentos bem cuidados,
estofados à conta do erário.
Outros serviçais todos assentados
na Ordem e no Progresso concertavam
desculpas para os tucanos que acusavam
fazendo coro com os democratas que gritavam.

(Precedem os antigos, mais honrados,
Mais abaixo os menores se assentavam);
Quando o divino alto, assim dizendo,
com tom de voz começa grave e horrendo:
– «Eternos moradores do luzente,
Estelífero Pólo e claro Assento:
sou o grande valor pros crédulos e inocentes,
de mim não perdeis o pensamento,
deveis de ter sabido claramente
como é dos fatos grandes certo intento
que por ela se esqueçam os humanos
Genoinos, Delúbios, Gregos e Romanos”

Mas em particular o esperto mui sabia,
que mentir o faz mais elegante,
Vereis como sorria e escarnecia,
Quando das artes bélicas, diante
Dele, com larga voz tratava e mentia.
Para a disciplina militar ali prestante:
“-não se aprende, senhores, na fantasia,
sonhando, imaginando ou estudando,
senão vendo, cupinchando e armando”..

Mas eis que fala falso, mas alto e rude,
da boca dos pequenos sabia, contudo,
que o louvor sai às vezes acabado.
“Tem-me falta na vida honesto estudo,
com longa malandragem misturado,
E engenho, que aqui vereis presente,
cousas que juntas se acham raramente”.

“Para servir-vos, braço às armas feito,
Para cantar-vos, minto às Musas dada;
Só me falece ser a vós aceito,
De quem virtude deve ser prezada”.
Se isto o Céu concede, e o vosso peito
Oh dígna empresa, dígno empreiteiro,
com a ladroagem mente e vaticina
olhando a sua substituta assaz divina,
a má, a ladra, a serpentuosa Medusa,
agora a seu lado, na falsidade inclusa:
“faça vista grossa para temas nauseantes”.

Falaram-lhe até que uma tal de Hipotenuza
e sua amiga uma tal de Geometria
acusam-no de comportamento ultrajante!
“Não as conheço, nunca ouvi falar,
como saber e conhecer não é meu forte,
dos amigos acuados não me afasto, me aproximo,
somos vinhos da mesma pipa, e subestimo,
aqueles que intentam me acusar.

O tempo passa, tudo há de se abafar!”
“Com a minha estimada e leda Musa
que me inspira o engodo e a farra plena,
apanágio do malandro e do farsante,
passeio pelo mundo em nau a jato,
de sorte que a justiça não me alcance,
como posso saber, se sou errante,
metamorfose ambulante?

Crédito: Lúcio Wandeck

Novidades

Já constam da página de downloads (aqui) algumas novidades:

1. Crônica de um partido não anunciado: programa e governos do PT entre 1979-2000, uma Tese de Doutorado da UNICAMP, cuja leitura, a despeito do viés imposto pelo autor, ajuda a relembrar as bases do surgimento do PT, suas “bandeiras históricas”, sua proximidade com o Marxismo e variantes (o tal “Socialismo Petista”), as razões do crescimento desde a fundação etc…… Assim como o item 07 supra apresenta um viés claramente tucano, este aqui tem justamente o oposto. De qualquer maneira, se deixado de lado tal viés, ainda assim é leitura interessante para quem busca conhecer verdadeiramente a corja de trogloditas que tomou de assalto o Brasil.

2. Dossiê, com matérias publicadas em alguns meios de comunicação ao longo de 2002. Traz uma auspiciosa entrevista com Heloísa Helena (ainda membro do PT, na época da entrevista), uma boa radiografia das diversas “correntes” que formam o PT, interesses de grupos próximos (como CUT e MST), e notícias gerais que ajudam a demonstrar a metamorfose pela qual o PT passou para conquistar o “poder”. Destaco os trechos que se referem ao FMI (página 26), à maneira de lidar com impostos (página 52) e a renegociação de dívidas dos Estados (página 32), pois são 3 pontos que mostram uma posição claramente antagônica àquela adotada após Rei Mulla assumir seu troninho.

3. A experiência brasileira com programas de transferência direta de renda, uma Dissertação de Mestrado da UNICAMP que trata dos programas como Bolsa Escola, Bolsa Família e afins. Serve principalmente para mostrar o histórico de programas desta natureza, característica que pode ser útil para PTistas desmiolados que dizem por aí que o Bolsa Família do Lulla é uma inovação – não é. Outro texto com forte viés, mas que não invalida, ainda assim, os dados apresentados.

Pena que os PTralhas dificilmente conseguem ler mais de 3 páginas de textos sem ilustrações (coloridas)…Estes arquivos poderão ajudar aqueles boçais que defendem o PT apenas e tão somente baseados no Manual citado abaixo….

Claro, não devem ajudar muito, pois essa corja de psicoPTs esquizofrênicos não tem o hábito de ler nada que não siga à risca as regras de insultos a “tucanos” em geral……

REPELENTE e RELAXE

Curtinha, impagável:

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, recomendou aos brasileiros o uso de repelente como forma de se proteger contra a febre amarela. “Até a data da vacinação”!!!!!

Depois do repelente, relaxe e goze !!!!

DICA: li num blog, que recomendo.