Explicação da aprovação: educação

Periodicamente, diversos institutos de pesquisa fazem levantamentos para medir a aprovação dos governos federal, estadual e municipal.

Alguns institutos são sérios, outros são apenas Vox Populis da vida.

Não vou fazer aqui um longo e detalhado levantamento de diversas destas pesquisas, apenas uma serve para dar uma idéia do contexto (a matéria é longa, e pode ser lida na íntegra AQUI):

O governo de Dilma Rousseff teve a aprovação de 63% dos brasileiros, de acordo com a pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com o Ibope divulgada nesta terça-feira (19) em Brasília.

Já a aprovação pessoal da presidente também variou dentro da margem de erro e chegou a 79% — estava em 78% na última pesquisa. O dado é superior ao igual período de Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. Lula era aprovado por 58% e FHC por 70%. Apenas 17%, segundo a pesquisa divulgada hoje, desaprovam o jeito da presidente de governar.

Esta é a primeira pesquisa deste ano e também a primeira após a divulgação do crescimento de 0,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2012, pior resultado desde 2009. O índice divulgado hoje é um ponto percentual maior que o registrado na última pesquisa, publicada em dezembro de 2012 e está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com a pesquisa, 29% dos entrevistados consideraram o governo regular e 7% desaprovam o governo, avaliando como ruim e péssimo.

A pesquisa avalia trimestralmente a opinião pública com relação à administração federal. A CNI/Ibope entrevistou 2.002 pessoas em 143 municípios entre os dias 08 a 11 de março de 2013. O índice de confiança na presidente também manteve a tendência de crescimento e subiu de 73% em dezembro de 2012 para 75% em março de 2013. Considerado o mesmo período, seu antecessores no Palácio do Planalto tiveram avaliações menores: Lula, 60% e FHC, 68%.

Outro destaque desta edição da pesquisa foi o fato de que esta é a primeira vez que Dilma ultrapassou Lula em relação à avaliação positiva. O número de entrevistados que acreditam que o governo Dilma é melhor que de seu antecessor cresceu de 19% para 20%. No entanto, a maioria (61%) continua a avaliar como “iguais” os dois governos petistas. Os demais 18% consideram o governo de Dilma pior que o de Lula e 2% não sabem ou não responderam.

No Nordeste, a avaliação da presidente é superior à obtida em outras regiões – o índice de nordestinos que consideram “ótimo” ou “bom” o governo foi a 72% frente os 68% da avaliação de dezembro, enquanto as outras regiões registraram 60% de avaliação positiva.

Os entrevistados foram questionados sobre a atuação do governo federal em nove áreas. As ações de combate à fome e à pobreza, meio ambiente, combate ao desemprego e combate à inflação foram aprovadas respectivamente por 64%, 57%, 57% e 48% dos entrevistados.

Já os setores de ações governamentais nos setores de educação, taxa de juros, impostos segurança pública e saúde foram desaprovadas respectivamente por 50%, 50%, 60% 66% e 67% dos entrevistados.

A percepção dos entrevistados sobre o noticiário a respeito das ações do governo foi positiva. Os assuntos mais lembrados entre os entrevistados foram a presença da presidente na tragédia em Santa Maria (RS), com 12%; o governo descartar a possibilidade de apagão (10%); a redução dos impostos da cesta básica (7%); a votação da lei de distribuição dos royalties do petróleo (7%) e o aumento do salário mínimo para R$ 678 (6%).

Notícias sobre corrupção ligadas direta ou indiretamente ao governo federal não foram lembradas nesta edição pelos entrevistados. O tema foi lembrado por 30% dos entrevistados em dezembro de 2012, como resultados das informações divulgadas do julgamento do caso do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal).

Grifei, em negrito, alguns trechos significativos.

Mas… significativos por quê?

Para ajudar a entender as razões da aprovação tão alta.

Agora vamos a outro contexto, diretamente relacionado (novamente, com grifos meus):

O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.

A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países. Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong.

Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.

Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados.

Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação.

Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.

Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.

“A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos”.
[…] 

Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira “cultura” nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo. Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking. Nesses países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas. Comparando a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças entre os dois países, mas um “valor moral” concedido à educação muito parecido.

O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários. Há ainda menções às consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em habilidades profissionais.

A matéria completa, contendo o ranking na íntegra, está AQUI.

Evidentemente há várias razões que explicam a popularidade de um presidente, governador ou prefeito.

Contudo, é bastante evidente que a baixíssima qualidade do ensino e da educação no Brasil ajudam a entender porque uma incompetente como a Dilma Rousseff mantém índices de aprovação elevados, a despeito da perda de controle da inflação, crescimento ridiculamente baixo do PIB, estagnação dos investimentos, incertezas jurídicas, mentiras descaradas em rede nacional de rádio e TV, mais mentiras, total desmantelamento da capacidade de investimento e produção do setor elétrico, infra-estrutura sucateada, corrupção desenfreada e toda a desgraça que o Brasil vem enfrentando nestes 10 lamentáveis anos de desgoverno corruPTo e incomPTente.

Aliás, uma perguntinha àqueles que atribuem às pesquisas de popularidade e aprovação alguma credibilidade: se a Dilma é tão popular como indicam as pesquisas, por que ela se escondeu ontem, 1.o de Maio, dia em que políticos sempre fazem aparições em comícios e shows das centrais sindicais (eventos devidamente bancados com milhões de reais que os trabalhadores e empresários pagamos graças às mamatas chamadas “contribuições sindicais”) ?

Por que a Dilma escondeu-se numa rede nacional de rádio e TV, evitando contato direto e real com o público ?

Por quê ?

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O risco bolivariano – o Brasil ditatorial do PT

Via de regra, não sou o maior simpatizante do Rodrigo Constantino.

Eventualmente, porém, ele acerta na mosca. 

Desta vez ele acertou:

O risco bolivariano
OGlobo
ARTIGO – RODRIGO CONSTANTINO
Com petistas, todo cuidado é pouco. O país assistiu, nos últimos dias, a uma tentativa escancarada de ataque à democracia. Enquanto artistas da esquerda caviar protestavam contra o pastor Feliciano, dando beijos uns nos outros, os “mensaleiros” da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tentavam usurpar o poder do STF à surdina. Montesquieu ficaria horrorizado com tanto descaso à divisão entre os poderes.

A autoria da proposta de emenda constitucional aprovada é de Nazareno Fonteles, deputado petista pelo Piauí. Não é sua primeira proposta absurda. Em 2004, ele apresentou um projeto de lei complementar que estabeleceria uma “poupança fraterna”. Puro eufemismo: tratava-se de uma medida avançada rumo ao socialismo.

O artigo primeiro dizia: “Fica criado o Limite Máximo de Consumo, valor máximo que cada pessoa física residente no País poderá utilizar, mensalmente, para custear sua vida e as de seus dependentes.” Acima desse valor arbitrário definido pelo governo, a renda seria confiscada para essa poupança compulsória coletiva. Uma bizarrice que nos remete ao modelo cubano.

É realmente espantoso que, em pleno século 21, ainda tenhamos que combater uma ideologia tão nefasta quanto o socialismo, que deixou um rastro de escravidão, morte e miséria por onde passou. Mas uma ala petista, com outros partidos da esquerda radical, ainda sonha com essa utopia assassina. Tanto que chegaram a assinar carta de apoio ao ditador coreano!

São os nossos “bolivarianos”, que se inspiram no falecido Hugo Chávez, cujo “socialismo do século 21”é exatamente igual ao do século 20. Vide a militarização crescente imposta por Maduro, o herdeiro do caudilho venezuelano, assim como a inflação fora de controle e o aumento da violência. Socialismo sempre estará associado ao caos social e à opressão.

Países que já sofreram na pele com esse regime não querem mais saber de partidos ostentando tal ideologia. A Hungria, seguindo outros países do Leste Europeu, acaba de vetar símbolos nazistas e comunistas. Não há por que proibir a suástica e permitir a foice com o martelo. Ambos representam regimes assassinos, totalitários, antidemocráticos.

Se o socialismo é o mesmo de sempre, a tática para chegar a ele mudou. Hoje, os socialistas tentam destruir a democracia de dentro, ruindo seus pilares, mas mantendo as aparências. Eles aparelham toda a máquina estatal, infiltram-se em todos os lugares, e partem para uma verdadeira revolução cultural, sustentada pelo relativismo moral exacerbado.

Não existem mais valores objetivos, ninguém pode julgar nada, vale tudo, e quem discorda sofre de preconceito e é moralista. Com essa agenda politicamente correta, os socialistas modernos vão impondo uma mentalidade fascista que, em nome da “tolerância” e da “diversidade”, não tolera divergência alguma.

Triste é ver que alguns homossexuais aderem a esse movimento, ignorando que o socialismo sempre perseguiu os gays. Chega a ser cômico ver o deputado Jean Wyllys usando boina no estilo Che Guevara, um facínora que achava que os gays tinham de ser “curados” em campo de trabalho forçado.

Como não temos uma oposição política organizada que valha o nome, resta como obstáculo a esse golpe bolivariano basicamente a força de quatro instituições: família, igreja, imprensa e Judiciário. Não por acaso são esses os principais alvos dos golpistas. Eles sempre menosprezam o núcleo familiar tradicional, atacam ou se infiltram nas igrejas (vide a Teologia da Libertação ou a própria CNBB), insistem no “controle social” da imprensa, e desejam diluir o poder do Ministério Público e do STF.

Há até mesmo uns dois ali que mais parecem petistas disfarçados de ministros. Não é exclusividade latino-americana tentar ir por esse caminho. Roosevelt tentou expandir a quantidade de ministros da Suprema Corte para diluir a oposição ao seu “New Deal”, claramente inconstitucional. Mas as instituições americanas são mais resistentes e suportaram o golpe. Na América Latina, infelizmente, há terreno mais fértil para populistas autoritários.

Nesse ambiente, os defensores da liberdade e da democracia não podem cochilar jamais. É preciso tomar cuidado com as cortinas de fumaça criadas para esconder o jogo sujo dos bastidores. Foi marcante, por exemplo, a discrepância entre a reação histérica ao pastor Feliciano, e a postura negligente com os “mensaleiros” na CCJ. Estranhas prioridades.

Nossa liberdade corre sério perigo, e seus principais inimigos são os jacobinos disfarçados de democratas. Acorda, Brasil!

Eu complemento: o tal deputado do PT do Piauí que apresentou estas duas idéia absurdamente ridículas e retrógradas é SUPLENTE.

Repito: SUPLENTE.

Firefox 25

O infeliz não tem voto, mas está aí dando uma de defensor da opinião do povo.

Não bastasse ser um hipócrita, quer usar mecanismos democráticos para criar uma ditadura PTralha.

Então, seu SUPLENTE sem voto, algumas sugestões:

1) Se você está tão preocupado com o fato de o STF não ser formado de Ministros eleitos pelo voto direto, se você quer tanto que a população seja ouvida, PROPONHA UM PLEBISCITO PERGUNTANDO “VOCÊ É A FAVOR DE O STF CASSAR E MANDAR PRENDER DEPUTADOS E SENADORES CORRUPTOS?”.
Preciso dizer qual vai ser a resposta com esmagadora maioria ? 

2) O bonitão omite, convenientemente, o fato de que Ministros não são eleitos – nem os Ministros do STF, nem os 40 ministros (desta vez em minúscula mesmo) da Dilma.
Inobstante, os Ministros do STF são indicados pelo Presidente da República (eleito por voto direto) e sabatinados e aprovados (ou reprovados) pelo Congresso (formado por deputados e senadores igualmente eleitos por voto direto).
Ainda que muitos deputados e senadores sejam batráquios ignorantes como você, caro Nazareno, eles são eleitos pelo voto direto.
Bom, no seu caso isso não se aplica, seu SUPLENTE.
 

A falsidade falsificada e o colunista do NY Times que nunca sabe de nada

Este post vai acabar saindo com jeito de desabafo, mas…… fazer o quê?!

Primeiro, transcrevo um texto que recebi, por e-mail. O título do e-mail era “Resposta ao editorial do Estadão e às baboseiras do Jabor”. No corpo da mensagem, li isso:

A falsidade continuada contra o PT

Resposta ao editorial do Estadão, publicado na sexta-feira, 27 de agosto)

O Partido dos Trabalhadores se constituiu na luta pela redemocratização do país, tendo como primado a vigência do Estado de Direito. Foi o exercício contínuo da democracia, com liberdade de expressão, de crítica e de imprensa, que conduziu o PT à Presidência da República, em eleições que expressaram a vontade soberana da maioria da população.

Foi a Democracia que nos trouxe até aqui e dela não vamos nos afastar jamais. Ao longo de sua existência, o PT esteve à frente de todas as iniciativas destinadas a aperfeiçoar e consolidar as práticas democráticas entre nós – desde a luta pelo restabelecimento do direito de greve e da liberdade de organização sindical e política, passando pela campanha das Diretas, a convocação da Assembléia Constituinte, até o aperfeiçoamento da legislação eleitoral.

O governo do presidente Lula vem atuando de forma republicana na reconstituição de instituições públicas essenciais que haviam sido esvaziadas, de maneira irresponsável, em governos passados. Por meio de concursos públicos e de investimentos submetidos à fiscalização do Congresso e do Ministério Público, o governo do PT está reconstituindo a capacidade do Estado para atender às demandas do país por saúde, educação, infra-estrutura, segurança, desenvolvimento científico e tecnológico e proteção ambiental, dentre outras.

Compreendemos que outros partidos e setores da sociedade tenham visão distinta sobre a melhor maneira de colocar o Estado a serviço do desenvolvimento econômico e social do país. Mas não podemos aceitar que o legítimo debate político desborde para a agressão, a injúria e a calúnia, como faz o editorial do Estado de S. Paulo de 27 de agosto.
Não é verdade que o PT ou a campanha da nossa candidata, Dilma Rousseff, tenham buscado ou recebido, por meios ilegais, informações sobre políticos e homens de negócios ligados ao candidato da oposição – nem mesmo por interpostas pessoas, como diz o editorial.

Se a Folha de S. Paulo, em quem se socorre o editorial para repetir a afirmação infamante, teve acesso a dados sigilosos de quem quer que seja, cabe a ela apontar sua origem, antes de acusar o PT e a campanha. Repetir sistematicamente que tenham “circulado na campanha” ou conformem um dossiê que ninguém viu; repetir sem amparo em fontes, provas, sequer indícios, é mau jornalismo. É antiético. É uma continuada falsidade.

O PT não fez, não fará nem autoriza que em seu nome se faça qualquer ação fora da lei. Diante da notícia de vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, fomos nós, do PT, que solicitamos a abertura de inquérito na Polícia Federal para esclarecer o fato. Buscamos a verdade.

Tomamos essa iniciativa porque consideramos incompatível com o Estado de Direito democrático a violação de direitos protegidos pela Constituição, não importando a motivação nem a preferência partidária de quem perpetra esse crime.

Agimos assim, à luz do dia e da lei, para que não se repitam episódios como a violação das dívidas com o Banco do Brasil de nove deputados do antigo PPB, que à época (1996) eram constrangidos a apoiar a emenda da reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Agimos assim para que não se repita a manipulação da Polícia Federal em benefício de intrigas palacianas, como ocorreu em 1995, quando um embaixador da confiança do ex-presidente teve seu telefone grampeado e suas conversas expostas.

Agimos assim em defesa das instituições em que acreditamos e dos cidadãos que representamos. Para que crimes como esses não fiquem impunes, como não deverá ficar impune a violação do sigilo fiscal dos diretores da Petrobras, devassado em junho do ano passado.

Certas vozes que hoje apontam, sem qualquer fundamento, uma suposta manipulação de setores do Estado no caso da Delegacia da Receita de Mauá, foram as primeiras a fazer exploração política do crime cometido contra os diretores da Petrobras. É uma seletividade que desqualifica a indignação.

Oferecemos esse artigo para publicação em respeito aos leitores, em defesa da verdade e em consonância com o equilíbrio editorial que notabilizou o Estado de S. Paulo ao longo de sua história. A seção de editoriais do jornal – que em outros tempos foi exemplo de independência e coragem política – recusou-se a fazê-lo, interditando o debate de argumentos no mesmo espaço em que fomos caluniados.

Como diriam os editorialistas que sabiam polemizar sem recorrer ao sofisma e à desfaçatez: Sic transit gloria mundi.

José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT. 

O e-mail que o Rimoli encaminhou estava assinado por “Alfredo J. B. Luiz, Presidente do Diretório Municipal do PT em Caçapava/SP”.

Não sei se a nota é verdadeira, como também não sei se o tal Alfredo existe e, de fato, ocupa este cargo.
Contudo, imagino que o Rimoli não iria enviar um texto apócrifo e/ou adulterado, então parto da premissa de que o PT realmente emitiu esta nota à imprensa. Verificando sua atenticidade (afinal, textos que circulam por e-mail muito facilmente são adulterados), localizei, de fato, a tal nota à imprensa no site do PT, AQUI.

Assim, não posso ler tantas mentiras, tantas bobagens, e ficar quieto.

Qualquer pessoa que acompanha, ainda que superficialmente, a política brasileira – em especial nos últimos 8 anos – sabe que no Brasil a desfaçatez é dominante. Políticos corruptos que se protegem sob a imPunidade parlamentar usam fontes pouco confiáveis quando precisam (ou querem) atacar ou achincalhar seus adversários, mas refutam e questionam as mesmas fontes quando as acusações apontam em sua direção. Isto é a HIPOCRISIA da política brasileira.

Em meio a esta deplorável situação, o PT consegue ser o mais hipócrita, cínico e falso dos partidos brasileiros. Em todos os aspectos, em todas as acepções, e em qualquer situação.
E, convenhamos, isso é MUITO, haja vista que não existe um único partido político, no Brasil, que não esteja atolado em mentiras, corrupção e falsidade.

Afirmo isso sem nenhuma sombra de dúvida, e mostro a seguir o porquê.

O Partido dos Trabalhadores se constituiu na luta pela redemocratização do país, tendo como primado a vigência do Estado de Direito. Foi o exercício contínuo da democracia, com liberdade de expressão, de crítica e de imprensa, que conduziu o PT à Presidência da República, em eleições que expressaram a vontade soberana da maioria da população. 

Mentira deslavada. O PT detesta a democracia.
É simples comprovar isso.
Não apenas o PT, de forma institucional, como diversos membros, filiados, deputados e até mesmo o Presidente da República já fizeram, abertamente, críticas à imprensa. Estas críticas embutem o sentimento mais anti-democrático possível: se a imprensa fala mal do meu adversário, OK; mas se a imprensa fala mal de mim, aí eu posso classificá-la de “golpista” ou qualquer outro adjetivo análogo.
Um exemplo está AQUI. O PT e seus asseclas atualmente criticam a Veja, e a classificam como “golpista”, enquanto a Carta Capital é uma publicação “amiga” (entenda-se por este termo aquela que ignora as cagadas do governo do PT, reservando-lhe apenas elogios). Se fala bem de mim, é imprensa genuína, de boa qualidade; se me critica, é golpista, marrom, não presta etc.
Interessante que o PT inclusive terceiriza o ataque à Veja, Globo, Folha, Estadão, DataFolha etc (AQUI, por exemplo).

Porém, só para relembrar um caso clássico: Collor.
Hoje, Collor é aliado de Lulla e de Dilma, e anda inclusive fazendo campanha por ella (veja este vídeo).
Mas nem sempre foi assim……..
Em 1989, o PT reclamou (aliás, reclama ATÉ HOJE) que a Globo fez uma edição no debate entre Collor e Lulla que veio a prejudicar este. Supostamente, a Globo alterou o resultado da eleição.
Mas não faltaram oportunidades para que o PT reclamasse disso, e o início do processo de queda de Fernando Collor foi uma entrevista bombástica, dada pelo seu irmão à Veja em 1992 (AQUI).
Naquele época, deputados do PT, no Congresso, fizeram discursos com a Veja em mãos, exigindo apurações para as diversas acusações feitas na entrevista.
Ora, naquele momento a Veja era confiável? Ela ainda não fazia parte do PIG ?

A Folha de São Paulo é outra….
Na maioria das vezes, o PT faz o possível e o impossível para desqualificá-la – mas não tem NENHUMA vergonha ou pudor em recorrer às matérias publicadas por ela quando o “alvo” é alguém da oposição, como AQUI, por exemplo.

Por essas e outras, já ficou bastante claro que os elogios e as críticas do PT á imprensa dependem da conveniência, do momento, da circunstância.
Sobre isto, recomendo a leitura deste artigo AQUI.
E, para fechar com um toque de diversão, uma afirmação do atual presidente do PT no Twitter, referindo-se a matéria da Veja, AQUI.

Como se não bastasse, o El País publicou em 20/12/2009 um artigo delicioso, “Cinco hipócritas de 2009” (AQUI). Estranhei o fato de não ter lido/ouvido nenhum comentário de nenhum PTralha….. Afinal, pouco tempo antes, eles estavam exaltando as citações feitas por jornais e outros veículos de imprensa internacionais….

Foi a Democracia que nos trouxe até aqui e dela não vamos nos afastar jamais. Ao longo de sua existência, o PT esteve à frente de todas as iniciativas destinadas a aperfeiçoar e consolidar as práticas democráticas entre nós – desde a luta pelo restabelecimento do direito de greve e da liberdade de organização sindical e política, passando pela campanha das Diretas, a convocação da Assembléia Constituinte, até o aperfeiçoamento da legislação eleitoral. 

Vamos relembrar alguns FATOS que diluem estas MENTIRAS:
O PT recusou-se a assinar a promulgação da Constituição de 1988;
O PT foi contra a chamada “Lei da Ficha Limpa”, e ainda tentou, sem sucesso, barrar sua votação na Câmara e no Senado;
O PT foi contra o Plano Real, em 1994;
O PT foi contra a Lei da Responsabilidade Fiscal (e permanece contra, mas diz que cumpre para disfarçar)

O governo do presidente Lula vem atuando de forma republicana na reconstituição de instituições públicas essenciais que haviam sido esvaziadas, de maneira irresponsável, em governos passados. Por meio de concursos públicos e de investimentos submetidos à fiscalização do Congresso e do Ministério Público, o governo do PT está reconstituindo a capacidade do Estado para atender às demandas do país por saúde, educação, infra-estrutura, segurança, desenvolvimento científico e tecnológico e proteção ambiental, dentre outras. Compreendemos que outros partidos e setores da sociedade tenham visão distinta sobre a melhor maneira de colocar o Estado a serviço do desenvolvimento econômico e social do país. Mas não podemos aceitar que o legítimo debate político desborde para a agressão, a injúria e a calúnia, como faz o editorial do Estado de S. Paulo de 27 de agosto. 

Não há sentido algum mencionar “reconstituição de instituições públicas”, pois o PT não fez nada disso. O que fizeram foi INCHAR, desnecessariamente, a máquina estatal.

Não é verdade que o PT ou a campanha da nossa candidata, Dilma Rousseff, tenham buscado ou recebido, por meios ilegais, informações sobre políticos e homens de negócios ligados ao candidato da oposição – nem mesmo por interpostas pessoas, como diz o editorial. Se a Folha de S. Paulo, em quem se socorre o editorial para repetir a afirmação infamante, teve acesso a dados sigilosos de quem quer que seja, cabe a ela apontar sua origem, antes de acusar o PT e a campanha. 

A Folha já apontou as origens, já mostrou que os dados vazados eram, de fato, do vice-presidente do PSDB. Tudo isto já está mais do que confirmado, mas o PT faz de conta que não sabe, pois não tem como explicar. Tergiversa devido à incomPTência latente e rotineira.

Repetir sistematicamente que tenham “circulado na campanha” ou conformem um dossiê que ninguém viu; repetir sem amparo em fontes, provas, sequer indícios, é mau jornalismo. É antiético. É uma continuada falsidade. O PT não fez, não fará nem autoriza que em seu nome se faça qualquer ação fora da lei. 

Diante da notícia de vazamento de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, fomos nós, do PT, que solicitamos a abertura de inquérito na Polícia Federal para esclarecer o fato. 

Mentira, novamente. Quem pediu foi o próprio Eduardo Jorge. O PT só se manifestou mais de um mês depois, AFIRMANDO ter pedido tal investigação – mas não apresentou nenhuma prova. Agiu exatamente como afirma que a imprensa agiu, sem apresentar provas. Agiu da mesma forma que acusa Folha, Estadão, Veja, Globo e todo e qualquer órgão da imprensa agir quando surgem denúncias envolvendo alguém do PT.

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O texto acima eu havia escrito originalmente em 2010, mas acabei nunca publicando no blog.

Agora, com a notícia de que o Lulla passará a assinar uma coluna mensal para a agência de notícias do New York Times (o que é diferente de ter uma coluna mensal no jornal New York Times), lembrei desse rascunho jamais publicado.

Alguém mais se lembra quando o correspondente do New York Times no Brasil, Larry Rohter, publicou uma matéria afirmando, entre outras coisas, que o hábito de beber demais era um dos temores que cercavam o Lulla (então no primeiro mandato)?

O Lulla queria expulsar o jornalista do Brasil apenas porque ele escreveu a verdade sobre o presidente bêbado que jamais fez questão de esconder sua apreciação pela pinga e demais derivados.

O PT, na época, desceu a lenha no New York Times.

Mais uma vez, o PT prova que detesta democracia, detesta a imprensa – exceto, claro, se ela publicar o que pareça favorável ao agrupamento de bandidos travestidos de membros da Comissão de Constituição e Justiça

 

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Moreira naldo

Tirar as sacolas dos supermercados foi um ERRO ABSURDO

Li, agorinha, esta matéria, que reproduzo na íntegra (publicada originalmente AQUI) e, como de costume, faço grifos:
O vice-presidente de Relações Corporativas do Pão de Açúcar, Hugo Bethlem, classificou como “um erro absurdo” a decisão dos supermercados paulistas de parar de fornecer sacolas plásticas nos caixas. Na avaliação do executivo, a ideia de chamar a atenção do consumidor para o descarte adequado das sacolinhas é importante, entretanto, deveria ter sido melhor estruturada para promover uma mudança de hábito da população. “Quando você quer mudar hábitos de consumo todos os agentes da sociedade precisam sentar e discutir metas de longo prazo”, disse nesta terça-feira (21), durante o Encontro de Sustentabilidade promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo.
Hugo Bethlem acredita que a forma como a Associação Paulista de Supermercados (Apas) conduziu o tema foi errada, pois acabou gerando uma agenda negativa para o setor. “Queremos sair dessa agenda negativa, colocando o consumidor a favor do meio ambiente”, afirmou.
No mesmo sentido, o presidente do Lide, o empresário João Dória Jr, lamentou a execução da proposta do fim das sacolas plásticas. “Às vezes uma boa intenção que não é completa representa um passo atrás”, avaliou.
A distribuição de sacolas plásticas gratuitamente voltou a ocorrer no Estado de São Paulo no fim de junho, quando a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da capital paulista, determinou a medida, válida a partir do dia 28 de junho e em vigor desde então.
Segundo o executivo do Pão de Açúcar, o grupo está fazendo sacolas sem o nome das redes de supermercados e com mensagens de conscientização do consumo, chamando atenção para o descarte adequado. “As pessoas precisam entender a importância do fim da sacolinha. Vamos oferecer alternativas para isso.”

(Por Último Segundo) varejo, núcleo de estudos do varejo, núcleo de estudos e negócios do varejo

Eu cansei de escrever, neste blog, sobre o caso (basta ver a tag APAS).

Em todas as oportunidades, eu escrevi exatamente isso: a proposta de NÃO oferecer sacolinhas para os clientes é BURRA, HIPÓCRITA e CONTRAPRODUCENTE, sob todos os aspectos possíveis e imaginários.
A medida foi reprovada claramente pelos clientes – e a APAS, com sua visão monopolista, ainda assim segue achando que tem que banir as sacolas, sim. A APAS é tão burra que não percebeu que, se continuar insistindo nessa campanha idiota, vai queimar a imagem de muitos de seus membros (os supermercados).

Picareta é picareta é picareta. Não tem jeito.

Estou acompanhando, desde ontem, algumas reações à palhaçada envolvendo Lulla, Maluf, Haddad e Erundina. Obviamente, estou me divertindo IMENSAMENTE!

Primeiro, Erundina oficializada como vice na chapa de Haddad (AQUI).
Como se não bastasse, este que foi o PIOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL emocionou-se ao anunciar uma vice de quase 80 anos, mesmo tendo como mote da campanha “o novo” (AQUI).

No final de semana, em entrevista, Erundina mostrou que já estava ciente do apoio acertado entre Maluf e Lulla, mas mesmo assim havia aceitado o convite de ser vice (AQUI).

Depois, a foto que, na minha opinião, já se coloca como a foto do ano (ou, quiçá, da DÉCADA):

Uma foto impressionante, não??

Junto à fotinho, descobriu-se que Lulla OFICIALIZOU o apoio de Paulo Maluf (e do seu partido) à chapa de Fernando Haddad à Prefeitura de SP, apoio este que vinha sendo negociado há tempos, e era de conhecimento público – foi, inclusive, discutido na entrevista dada à Folha de São Paulo.

Pois bem… Agora eu queria chegar nisto aqui: o tal blog “Amigos do Presidente Lula”, um lixão em termos de tudo, me fez rir demais com 2 posts em particular – AMBOS POSTADOS NO MESMO DIA (19/06).
Vou transcrevê-los, pois há grandes chances de serem deletados (esse blog mequetrefe já tem histórico de apagar algumas – não todas, claro! – das bobagens que publica, como no caso em que chamou os paulistas de otários devido à questão dos pedágios).
Aproveitando destacarei (em nregrito) alguns trechos, para comentá-los (em itálico e azul).

O primeiro:

terça-feira, 19 de junho de 2012

A guerreira Erundina não arreda o pé na luta contra o neoliberalismo de Serra

Ao contrário do que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) disse, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) não recuará e continua sendo a vice-prefeita na chapa de Fernando Haddad (PT-SP).

[COMENTÁRIO MEU: Parece que, no final das contas, aquilo que os PTralhas chamam de “PIG” estava certo (como de costume): a Veja noticiou a desistência da Erundina na segunda-feira, dia 18, e ela foi oficializada na terça, dia 19 – sim, mesmo dia deste post patético]

Haddad e Erundina representam um projeto de desenvolvimento humano, sustentável, onde [ONDE???? Que criatura analfabeta, cruzes!] prioriza uma cidade para as pessoas viverem bem, com boas escolas para todos [Quando tomamos por base o desastre do Haddad como Ministro da Educação, fica fácil acreditar nisso, hein?!], rede de saúde para todos, resolver os gargalos de moradia decente para os mais pobres, transporte público eficiente para as pessoas não perderem tanto tempo de suas vidas para ir e voltar ao trabalho, e espaços públicos para lazer saudável, como práticas esportivas, culturais e de convivência.

No outro pólo, tem a candidatura neoliberal de José Serra (PSDB-SP), [Chamar o Serra de neoliberal é coisa de quem não tem nem mesmo a mais vaga idéia do que significa “neoliberal”. Aliás, ao usar o termo “neoliberal”, fica claro tratar-se de um ignorante de carteirinha, haja vista que isso sequer existe a rigor! Esta criatura nem sabe o que é um adjunto adverbial de lugar (basta ver o uso do “onde” algumas linhas acima), e vai se meter a copiar o termo que alguém do PT mandou que fosse usado sempre que se fizesse referência a qualquer um do PSDB… O resultado é este desastre aí…] cujas práticas são conhecidas e é negação de tudo o que Haddad e Erundina querem fazer. O projeto demotucano é submisso ao mercado privado. A cidade é loteada entre condomínios e shopping centers, expulsando os cidadãos mais pobres das áreas que vão ficando valorizadas, para a especulação imobiliária explorar.

Nesse contexto de antagonismo, a eleição vira uma guerra. E guerras não são bonitas, nem confortáveis. E para complicar, essa guerra eleitoral é curta, acaba em outubro. 

Guerreiros não ficam na zona de conforto. Se embrenham na selva, atravessam campos minados, se ferem, fazem as alianças necessárias. Che Guevara aceitava apoios até de forças policiais que desertavam de Fulgêncio Batista, nas cidades em que avançava. [Por que não citar Hitler, Stálin e outros ídolos da esquerda burra, que não sabe nem a metade do que estes ídolos de merda fizeram?!]

Por isso, na guerra eleitoral não dá para ficar na zona de conforto, recusando apoios que não comprometem a trajetória do governo, por mais desconfortáveis que sejam.

Guerreiros lutam por seu ideal, com armas, táticas e estratégias que tem ou que a conjuntura obriga. Quem recusa essa luta numa guerra, tem mais vocação para servir à Cruz Vermelha.

A candidatura de Haddad não é só para marcar posição, nem apenas para projetar seu nome para eleições futuras.[Resumindo: já sabe que não vai ganhar] É para vencer a hegemonia neoliberal demotucana em São Paulo. E líderes que tem obrigações com o povo de conquistar vitórias, não podem se dar ao luxo de esnobar um apoio como o do PP, jogando-o no colo do adversário. Recusar um apoio desse é renunciar à luta, é se render, é capitular à vitória de Serra, por mera arrogância e conforto intelectual individualista em detrimento da luta popular.

O fato de Maluf ser o principal quadro do PP paulista, não invalida este apoio, porque por mais que não gostemos de Maluf, ele não representa perigo de poder. Aquele Maluf contra qual lutamos era a ameaça de poder contra os trabalhadores no século passado. Hoje essa ameaça é José Serra, e aquele Maluf é apenas um fantasma do passado, e seu partido tem lá seu peso na balança ou do lado de Haddad ou de Serra. [Nossa, este parágrafo é tão ridículo que basta negritá-lo; desnecessário comentar]

O apoio do PP também não é nenhuma “anistia” a Maluf, para o quer que seja. É apenas relação institucional de partidos. [Assim como caixa 2 é “apenas” “recursos não contabilizados”, né?!]Se Maluf tivesse recebendo em troco alguma maracutaia, nem Lula, nem Haddad precisariam sair na foto pessoalmente. [Deixando de lado MAIS UM erro de português (será que o autor do primor aqui fez escola com os livros do Haddad que diziam que observar a concordância, regência e toda a gramática no geral é coisa de “preconceito linguístico”???), a lógica é a seguinte: se saíram no foto juntos AUTOMATICAMENTE não existe maracutaia…. Ficou claro?! A foto é a PROVA da inexistência de maracutaias! Agor, nenhuma palavra quanto à lógica de o PT unir-se àquele que era (foi) um de seus maiores (senão O MAIOR) adversários políticos e ideológicos em SP… Conveniente, não?!] O fato de ambos terem saído na foto, se causou desconforto, também causou tranquilidade se olharmos racionalmente, pois o que tiveram que pagar foi só o simbolismo da foto, em uma rápida visita de prestígio feita às claras, em frente as câmeras, em vez de maracutaias de bastidores.

Se Maluf é egresso dos velhos métodos políticos do passado, hoje já não tem espaço para serem praticados nos governos petistas deste século XXI. [A sintaxe desta “frase” é um primor de ignorância, hein?! Socorro!] Haddad é forjado no governo Lula e Dilma, uma era onde [De novo?! Cacete! Alguém poderia, por favor, explicar ao sujeito que ONDE é adjunto adverbial de LUGAR?! Grato.] a transparência é escancarada na internet para a sociedade fazer controle social do dinheiro público, e os órgão de controle, como a CGU e a Polícia Federal, funcionam. A imprensa é livre e faz oposição contra governos petistas denunciando o que existe e o que não existe. [Desculpe, não entendi: agora o “PIG” virou “impresa livre”?! Conveniente, não?!] Então não há o que temer quanto ao apoio do PP.

De certa forma, Erundina faz um papel importante em demarcar posição antagônica à Maluf, pois faz o contraponto para o noticiário, anulando o simbolismo negativo da foto de Haddad e Lula com Maluf, [Uau, frase impressionante, hein?! Significa exatamente o quê, mesmo?! Outra coisa: o único “papel” da “guerreira Erundina” foi esse? Anular o “simbolismo negativo” da foto? Aliás, POR QUE EXISTE UM “SIMBOLISMO NEGATIVO” NA FOTO? Só porque o Lulla rastejou até o Maluf para conseguir o tempo de TV para seu pupilo? Só porque o Lulla, que passou décadas criticando o Maluf, a direita e a “zelite” teve que unir-se à “zelite” para desempacar seu novo poste? Ou existe mais algum “simbolismo negativo” na foto?] propositalmente explorada em excesso pelo noticiário demotucano, quando se tratou de um evento sem tanta importância. [Se não teve importância, por que foi mesmo que a “guerreira Erundina” (palavras dele!) mudou de idéia?]

LINK: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/guerreira-erundina-nao-arreda-o-pe-na.html#comment-form

Agora o segundo:

terça-feira, 19 de junho de 2012

Que pena, Erundina

Deu na Rede Brasil Atual [Na realidade, veículos daquilo que essa turminha chama de “PIG” noticiaram bem antes a desistência da Erundina; a Veja foi uma das primeiras…. A turminha deve se matar de inveja nessas horas, hein?! Devem pensar (?) algo como “Ahn, se nós soubesse fazer jornalismo…”, né?!]:

O PSB avisou, no início da noite de hoje (19), que a deputada federal Luiza Erundina desistiu de ser vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo. A coligação com o PP de Paulo Maluf foi o motivo apontado  pelo presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para a saída. “Ela nos reafirmou as divergências históricas com Maluf. Em um certo momento, eles representaram um o contraditório do outro em São Paulo. E concordamos que ela se retirasse da chapa para apoiar a candidatura de Haddad sem ser o centro de uma crise”, disse Campos.

Na noite de ontem (18), Erundina havia deixado claro à Rádio Brasil Atual que a presença de Maluf na coligação que disputará a prefeitura paulistana era “um desestímulo”, mas que pretendia continuar na disputa por ter sido “uma decisão partidária, e não sou de recuar”.

Comento:

É uma pena que a deputada Erundina não enxergou a enorme diferença entre a grandeza de seu papel a ponto de ser escolhida vice, e o papel menor de Maluf, que é apenas mais um líder de partido político da base governista no plano federal, que aderiu à candidatura municipal.[Se o apoio do Maluf é tão desimportante, por que o Lula foi visitar Paulo Maluf em sua casa, com imprensa a tiracolo? Só para relembrar: Lula não esteve presente no evento que oficializou a Erundina como vice. Se fosse, realmente, apenas “mais um líder de partido que aderiu à candidatura”, nem precisaria de foto, né?!]

Também é pena que o bem estar ideológico individual prevaleceu sobre o amargo sacrifício que as guerreiras precisam fazer para as causas coletivas maiores, que é vencer o neoliberalismo demotucano representado por Serra. [Novamente, este parágrafo é tão escroto que vou me abster de comentar….O lixo fala por si]

Lula, por exemplo, com a dimensão internacional que tem, poderia ficar só na zona de conforto, longe das eleições municipais. Poderia participar só dos eventos agradáveis e que dessem boa imagem para si, e  se preservar, mantendo-se longe destes encontros desgastantes. Mas Lula é um guerreiro, que age como um soldado em missão a serviço do povo mais sofrido, de onde ele veio, e sabe que é preciso fazer esses sacrifícios como receber o apoio do PP, mesmo que Maluf seja o presidente do partido em São Paulo. Lula tem esse espírito de guerreiro para lutar e ajudar a eleger um prefeito como Haddad em São Paulo, porque sabe que, para o povo mais sofrido, existe uma enorme diferença entre ter Haddad ou Serra como prefeito, e uma prefeitura transformadora em São Paulo pode influir positivamente nas administrações municipais em todo o Brasil. [Sobre isto, vou comentar mais abaixo]

É pena que Erundina não entendeu isso e recolheu-se, mas a luta continua do mesmo jeito.

LINK: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/que-pena-erundina.html

Alguns comentários meus, agora.

O que mais me impressiona, depois dos infinitos erros de português e da falta de qualidade geral do “texto”, é que no mesmo dia a Erundina passou de “guerreira” a alguém que “não enxergou a enorme diferença entre a grandeza de seu papel a ponto de ser escolhida vice, e o papel menor de Maluf, que é apenas mais um líder de partido político da base governista no plano federal, que aderiu à candidatura municipal“.

Trocando em miúdos, a culpa é da Erundina.

Mas…..Será que o autor do “texto”  não está sendo preconceituoso com a Erundina, só por ela ser nordestina e mulher? Cadê o politicamente correto esquerdopata?
Sumiu por conveniência?

Finalmente, sobre o último parágrafo (longo) desse textículo primoroso, fico com algumas dúvidas….
O problema, o GRANDE problema, então, é que o PT e o Lulla, os salvadores da pátria, têm esta missão hercúlea de banir o PSDB, o DEM, e qualquer outro partido que não seja aliado do PT da cidade (e, quiçá, do Brasil).
Certo?

Ok.

Mas aí eu pergunto:

QUAL O PROBLEMA DO DEM, AFINAL?
QUAL O PROBLEMA DO PSDB, AFINAL?

Pessoalmente, não gosto de nenhum dos dois, mas…

Qual partido foi pego extorquindo bicheiro?
Qual partido promoveu o mensalão?
Qual partido foi pego com dólares na cueca?
Qual partido foi flagrado com uma mala de dinheiro tentando comprar um dossiê falso para fraudar uma eleição?
Qual partido usou a Casa Civil para montar um dossiê contra adversários políticos?
Qual partido usou a Caixa Econômica Federal e promoveu a quebra ilegal do sigilo de um caseiro?
Qual partido mantinha em Brasília uma casa de prazeres & negócios, onde São Jorge costuma ser exibido de ponta-cabeça?
Qual partido tem algum figurão cujo filho recebeu R$ 10 milhões de uma empresa  concessionária de serviço público, de quem o BNDES é sócio?
Qual partido recebeu dólares de Cuba?
Qual partido recebeu recursos das FARC? Quem apoia o terrorismo das FARC?
Qual partido deu a Petrobras de presente para um índio de araque?
Qual partido endossa os regimes de força da Bolívia, da Venezuela e do Equador?
Qual partido mudou uma lei só para beneficiar uma empresa gigante da telefonia?
Qual partido tentou instaurar a censura no país?
Qual partido puxa o saco de tudo quanto é ditadura no mundo?
Qual partido deu emprego para a mulher de um narcoterrorista?
O partido apóia uma organização narcoterrorista enquanto trata a pontapés o país que os terroristas ameaçam?

Itaquerão e Allianz Arena

Já vi comparações entre a necessidade de construir estádios no Brasil para receber a Copa-2014 e situações semelhantes em outros países.
Um dos exemplos citados é o Allianz Arena, na Alemanha.

Vamos comparar os dois casos, então?

O ALLIANZ ARENA custou cerca de 300 milhões de Euros (ou 680 milhões de reais, ou seja, MENOS do que o Itaquerão); tem 66 mil lugares; 9.800 vagas de estacionamento; e foi construído através de uma joint-venture entre algumas empresas (FC Bayern Munich, Alpine Bau Deutschland GmbH, Herzog and de Meuron, sendo a HVB Immobilien AG a principal captadora de recursos).

Foi, desde o princípio, uma obra PRIVADA.
Porém, e aí as diferenças tornam-se GRITANTES, em 2001, a população da cidade foi consultada sobre a decisão de ser erguida ou não a nova “arena”.

Repito: a população foi consultada!
65% da população da cidade votou favoravelmente à construção do estádio.
Apenas no ano seguinte, após a aprovação da população, e CONCORRÊNCIA ABERTA entre escritórios de design e arquitetura internacionais, é que as obras começaram.

Isso para ficar em apenas um exemplo.

Fácil comparar isso à atual situação do Itaquerão, né?!

 

A clareza das leis

Cada vez que vejo essa mulher dando uma entrevista, ou explicando qualquer assunto, não sei se choro ou rio:

A clareza de sua fala, a gramática impecável, o raciocínio totalmente lógico e concatenado…. Tudo isso impressiona demais!

O pior é saber que tem gente que afirma que ela é “gerente”……
Um administrador de empresas deveria agir desta forma diante dos acionistas??????

E ela piora a situação quando resolve falar sobre educação:

Um espetáculo!

Alguns trechos (ou “legendas”):
“A CNI tem um processo que é muito interessante di, i qui afina-se com a minha proposta em relação ao ProMédio (programa de bolsas de estudo para alunos de ensino médio e baixa renda, ainda uma ficção), que é combiná o ensino médio com o ensino profissionalizante. Então, no nosso caso, a gente utilizaria, né, as vagas tanto nas escolas, é, nos institutos federais tecnológicos e também de todas as entidades privadas que prestam cursos profissionalizantes. Então a gente compraria vagas e complementaria o ensino técnico com o ensino médio, articulando um no outro. Eles chamam isso de ensino articulado”.

“E outra sugestão muito interessante que eu achei é em pequenas cidades no Amazonas usar o ensino técnico móvel. Seria uma capacitação muito parecida com que nós fazemos no Brasil Profissionalizante, que é, por exemplo, eles operam muito com caminhões ou com ônibus. Ali, a escola chega, eles formam eletricistas. Nós fizemos isso aliás no Luz para Todos. No Luz para Todos faltava eletricista e a gente tinha de formá nos próprios lugares”.

Uma futura PTista

Essa eu li numa lista de discussão, e transcrevo com adaptações, recorrendo ao Jornal Agora (que publicou a notícia inicialmente) e a algumas “colaborações” de membros da lista (WideBiz). Meus comentários vêm depois.

Universitária diz que o direito de ir e vir é barrado pela cobrança de pedágio – 11/09/2007

Entre os diversos trabalhos apresentados em congresso realizado na cidade de Rio Grande (litoral sul do Rio Grande do Sul), um deles causou polêmica entre os participantes. “A Inconstitucionalidade dos Pedágios”, desenvolvido pela aluna do 9º semestre de Direito da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Márcia dos Santos Silva chocou, impressionou e orientou os presentes.

A jovem de 22 anos apresentou o “Direito fundamental de ir e vir” nas estradas do Brasil. Ela, que mora em Pelotas (ao lado de Rio Grande), conta que, para vir a Rio Grande apresentar seu trabalho no congresso, não pagou pedágio e, na volta, faria o mesmo. Causando surpresa nos participantes, ela fundamentou seus atos durante a apresentação.

Márcia explica que na Constituição Federal de 1988, Título II, dos “Direitos e Garantias Fundamentais”, o artigo 5 diz o seguinte: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” .E no inciso XV do artigo: “é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens”. A jovem acrescenta que “o direito de ir e vir é cláusula pétrea na Constituição Federal, o que significa dizer que não é possível violar esse direito. E ainda que todo o brasileiro tem livre acesso em todo o território nacional. O que também quer dizer que o pedágio vai contra a constituição”.

Segundo Márcia, as estradas não são vendáveis. E o que acontece é que concessionárias de pedágios realizam contratos com os governos Estadual ou Federal de investir no melhoramento dessas rodovias e cobram o pedágio para ressarcir os gastos. No entanto, no valor da gasolina é incluído o imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide), e parte dele é destinado às estradas. “No momento que abasteço meu carro, estou pagando o pedágio. Não é necessário eu pagar novamente. Só quero exercer meu direito, a estrada é um bem público e não é justo eu pagar por um bem que já é meu também”, enfatizou.

A estudante explicou maneiras e mostrou um vídeo que ensinava a passar nos pedágio sem precisar pagar. “Ou você pode passar atrás de algum carro que tenha parado. Ou ainda passa direto. A cancela, que barra os carros é de plástico, não quebra, e quando o carro passa por ali ela abre. Não tem perigo algum e não arranha o carro”, contou ela, que disse fazer isso sempre que viaja.

Após a apresentação, questionamentos não faltaram. Quem assistia ficava curioso em saber se o ato não estaria infringindo alguma lei, se poderia gerar multa, ou ainda se quem fizesse isso não estaria destruindo o patrimônio alheio. As respostas foram claras. Segundo Márcia, juridicamente não há lei que permita a utilização de pedágios em estradas brasileiras. Quanto a ser um patrimônio alheio, o fato, explica ela, é que o pedágio e a cancela estão no meio do caminho onde os carros precisam passar e, até então, ela nunca viu cancelas ou pedágios ficarem danificados.

Márcia também conta que uma vez foi parada pela Polícia Rodoviária, e um guarda disse que iria acompanhá-la para pagar o pedágio. “Eu perguntei ao policial se ele prestava algum serviço para a concessionária ou ao Estado. Afinal, um policial rodoviário trabalha para o Estado ou para o governo Federal e deve cuidar da segurança nas estradas. Já a empresa de pedágios, é privada, ou seja, não tem nada a ver uma coisa com a outra”, acrescentou.

Ela defende ainda que os preços são iguais para pessoas de baixa renda, que possuem carros menores, e para quem tem um poder aquisitivo maior e automóveis melhores, alegando que muita gente não possui condições para gastar tanto com pedágios. Ela garante também que o Estado está negando um direito da sociedade. “Não há o que defender ou explicar. A constituição é clara quando diz que todos nós temos o direito de ir e vir em todas as estradas do território nacional”, concluiu. A estudante apresentou o trabalho de conclusão de curso em novembro de 2007 e forma-se em agosto de 2008. Ela não sabe ainda que área do Direito pretende seguir, mas garante que vai continuar trabalhando e defendendo a causa dos pedágios.

Um dos membros da lista de discussão, Mário Persona, enviou uma resposta impecável, que tomo a liberdade de reproduzir:

O direito de ir e vir não é tolhido pelo pedágio. A estudante poderia fazer o mesmo trajeto a pé sem pagar pedágio, garantindo assim seu direito. Se ela quisesse fazer o trajeto de avião ou de barco, teria de pagar a passagem para usufruir do serviço, ainda que alegasse que o espaço aéreo ou marítimo-fluvial pertencem à União. Neste caso ela poderia ir voando ou nadando, se conseguisse.

Quando morava no Guarujá e estudava em Santos eu atravessava o canal usando a balsa, que era paga. Lá existia uma cancela que sobe e desce e, usando o argumento da moça, eu poderia simplesmente passar direto pela cancela flexível e mergulhar com meu carro no canal, já que ali é território da União, eu pago IPVA e a polícia municipal ou rodoviária não tem jurisdição mar adentro. O pedágio não cobra a circulação pela estrada, mas o uso dos benefícios a ela agregados pela concessionária, uma espécie de balsa para trafegar sobre o mar de buracos da rodovia original. Estou pagando pelo asfalto novo sob os pneus de meu carro e o guincho que irá buscar meu carro em caso de pane.

Minha pergunta a ela seria: em caso de acidente, você se deixaria atender pela ambulância da concessionária ou esperaria chegar um Fiat 147 do SUS adaptado para ambulância com uma lanterna de pilhas no teto? Como disse o Joelmir Beting, já pagávamos o pedágio mais caro do mundo antes de chegarem as concessionárias. Pagávamos em pneus furados, suspensões detonadas, capotamentos e vidas.

Bom, alguns comentários meus, agora.

Esta “brilhante” aluna de Direito tem todas as chances de ser futura Ministra da Justiça do PT. Seus argumentos são, no mínimo, falaciosos, senão apenas falsos. Ou simplesmente burros demais.

Ela parte do pressuposto de que os direitos dos cidadãos vêm “de graça”. Na verdade, direitos pressupõem DEVERES.

Ela tem o DIREITO de circular por estradas em bom estado de conservação, com serviço de auxílio ao usuário, desde que (ex-ante) CUMPRA COM SEUS DEVERES.

Ela quer comprar um carro e circular pelas estradas bem conservadas ? Tem que pagar pedágio, sim. Ou então, pode perfeitamente circular por aquelas estradas que eventualmente têm asfalto – mas, via de regra, são compostas apenas de buracos, terra, lama etc. Em suma, a primeira observação do amigo Mário Persona é perfeita: o pedágio NÃO impede a estudante de ir e vir. O pedágio apenas serve para que ela possa desfrutar das benfeitorias realizadas nas estradas por EMPRESAS PRIVADAS (e que, portanto, visam lucros).

Esta “brilhante” estudante de Direito me parece ter o perfil adequado aos quadros do PT: uma gentalha tosca que faz demagogia barata e tenta enganar apenas os otários mais ignóbeis que não conseguem concatenar 2 idéias para formar um argumento – ainda que simples.

Ela quer que o Estado (União, Estados)  ofereça estradas com bom asfaltamento, segurança e serviços dignos GRATUITAMENTE ?

Ótimo.

Então, ela pode começar a escolher melhor seus candidatos, para eleger Presidente, Governadores, Senadores, Deputados, Prefeitos e Vereadores que combatam a corrupção, o desvio de verbas, a gastança com cargos públicos (o cabide de empregos do PT, por exemplo) e por aí vai. E, ao fazer isso, torçer para que este perfil de governantes seja mantido por pelo menos 20 anos consecutivos. Ela que batalhe para que o Brasil passe a ter dinheiro suficiente para manter TODAS as estradas em perfeitas condições, e, concomitantemente, não haja nenhum único caso de corrupção envolvendo, por exemplo, construções fantasmas de estradas, pontes e afins (pelas quais o governo paga, geralmente atendendo a “emendas” de deputados corruptos que abocanham o dinheiro da União e rateiam com alguns comparsas – mas a população jamais chega a beneficiar-se).

Porém, enquanto isso não acontece, eu prefiro circular em rodovias pedagiadas que ofereçam segurança, conforto e bem-estar. Ela pode seguir a pé ou de bicicleta (ou de moto), e não terá que pagar pedágio. Mas espero que para manter alguma coerência, rejeite os serviços da Concessionária da estrada caso envolva-se num acidente ou coisa similar.