CSS

Divertido identificar quem votou a favor da criação da CPMF e quem votou a favor da REcriação da CPMF……

Saiba quem votou a favor da recriação da CPMF

A Câmara dos Deputados aprovou hoje a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que agora tem o nome de CSS (Contribuição Social para a Saúde), com 259 votos favoráveis, 159 contrários e duas abstenções. Foram só dois votos a mais do que os 257 necessários para aprovar a proposta.

Os deputados já haviam aprovado o texto-base da emenda 29 (que amplia o repasse de recursos para a saúde), mas votaram em separado a recriação do tributo. O texto segue agora para o Senado.

Confira quem votou contra e a favor da recriação da CPMF:

Parlamentar UF Voto
DEM
Abelardo Lupion PR Não
André de Paula PE Não
Antonio Carlos Magalhães Neto BA Não
Ayrton Xerez RJ Não
Carlos Melles MG Não
Claudio Cajado BA Não
Davi Alcolumbre AP Não
Eduardo Sciarra PR Não
Fábio Souto BA Não
Felipe Maia RN Não
Félix Mendonça BA Não
Fernando de Fabinho BA Não
Germano Bonow RS Não
Guilherme Campos SP Não
Jerônimo Reis SE Não
João Bittar MG Não
João Oliveira TO Não
Jorge Khoury BA Não
Jorge Tadeu Mudalen SP Não
Jorginho Maluly SP Não
José Carlos Aleluia BA Não
José Carlos Machado SE Não
Lira Maia PA Não
Luciano Pizzatto PR Não
Luiz Carlos Setim PR Não
Marcio Junqueira RR Não
Marcos Montes MG Não
Mendonça Prado SE Não
Mussa Demes PI Não
Onyx Lorenzoni RS Não
Osório Adriano DF Não
Paulo Bornhausen SC Não
Paulo Magalhães BA Não
Roberto Magalhães PE Não
Rodrigo Maia RJ Não
Rogerio Lisboa RJ Não
Ronaldo Caiado GO Não
Silvinho Peccioli SP Não
Solange Amaral RJ Não
Vitor Penido MG Não
Walter Ihoshi SP Não
Total DEM: 41
PCdoB
Aldo Rebelo SP Sim
Alice Portugal BA Sim
Daniel Almeida BA Sim
Edmilson Valentim RJ Sim
Evandro Milhomen AP Sim
Flávio Dino MA Sim
Jô Moraes MG Sim
Manuela DÁvila RS Sim
Osmar Júnior PI Sim
Perpétua Almeida AC Sim
Renildo Calheiros PE Sim
Vanessa Grazziotin AM Sim
Total PCdoB: 12
PDT
Ademir Camilo MG Sim
Arnaldo Vianna RJ Não
Barbosa Neto PR Não
Brizola Neto RJ Sim
Dagoberto MS Sim
Damião Feliciano PB Sim
Davi Alves Silva Júnior MA Sim
Giovanni Queiroz PA Sim
João Dado SP Sim
Manato ES Não
Marcos Medrado BA Sim
Mário Heringer MG Sim
Miro Teixeira RJ Não
Paulo Pereira da Silva SP Sim
Paulo Rubem Santiago PE Não
Pompeo de Mattos RS Sim
Sérgio Brito BA Sim
Sueli Vidigal ES Não
Vieira da Cunha RS Sim
Wolney Queiroz PE Sim
Total PDT: 20
PHS
Felipe Bornier RJ Sim
Miguel Martini MG Sim
Total PHS: 2
PMDB
Alexandre Santos RJ Sim
Aníbal Gomes CE Sim
Antônio Andrade MG Sim
Antonio Bulhões SP Sim
Átila Lins AM Sim
Carlos Alberto Canuto AL Sim
Carlos Bezerra MT Sim
Celso Maldaner SC Sim
Cezar Schirmer RS Sim
Cristiano Matheus AL Sim
Darcísio Perondi RS Sim
Edgar Moury PE Não
Edio Lopes RR Sim
Edson Ezequiel RJ Sim
Eduardo Cunha RJ Sim
Elcione Barbalho PA Sim
Eliseu Padilha RS Sim
Eunício Oliveira CE Sim
Fátima Pelaes AP Sim
Fernando Diniz MG Sim
Fernando Lopes RJ Sim
Flaviano Melo AC Não
Flávio Bezerra CE Sim
Francisco Rossi SP Não
Gastão Vieira MA Sim
Geraldo Pudim RJ Sim
Geraldo Resende MS Sim
Henrique Eduardo Alves RN Sim
Hermes Parcianello PR Sim
Ibsen Pinheiro RS Sim
Íris de Araújo GO Sim
João Magalhães MG Sim
João Matos SC Sim
Joaquim Beltrão AL Sim
Jurandil Juarez AP Sim
Leandro Vilela GO Sim
Lelo Coimbra ES Não
Leonardo Picciani RJ Não
Luiz Bittencourt GO Sim
Marcelo Almeida PR Sim
Marcelo Castro PI Sim
Marcelo Itagiba RJ Não
Marcelo Melo GO Sim
Maria Lúcia Cardoso MG Sim
Marinha Raupp RO Sim
Mauro Benevides CE Sim
Mauro Lopes MG Sim
Mauro Mariani SC Não
Max Rosenmann PR Não
Mendes Ribeiro Filho RS Sim
Moacir Micheletto PR Sim
Moises Avelino TO Abstenção
Natan Donadon RO Sim
Nelson Bornier RJ Sim
Nelson Trad MS Sim
Odílio Balbinotti PR Sim
Olavo Calheiros AL Sim
Osmar Serraglio PR Sim
Osvaldo Reis TO Sim
Paulo Henrique Lustosa CE Sim
Paulo Piau MG Sim
Pedro Chaves GO Sim
Pedro Novais MA Sim
Professor Setimo MA Sim
Raul Henry PE Não
Rita Camata ES Sim
Saraiva Felipe MG Sim
Solange Almeida RJ Sim
Tadeu Filippelli DF Sim
Valdir Colatto SC Sim
Veloso BA Sim
Vital do Rêgo Filho PB Sim
Waldemir Moka MS Sim
Wilson Braga PB Sim
Wilson Santiago PB Sim
Wladimir Costa PA Sim
Zé Gerardo CE Sim
Zequinha Marinho PA Sim
Total PMDB: 78
PMN
Silvio Costa PE Sim
Total PMN: 1
PP
Afonso Hamm RS Não
Angela Amin SC Não
Antonio Cruz MS Não
Benedito de Lira AL Sim
Celso Russomanno SP Não
Ciro Nogueira PI Sim
Dilceu Sperafico PR Não
Eduardo da Fonte PE Sim
Eliene Lima MT Sim
Eugênio Rabelo CE Sim
George Hilton MG Sim
Gerson Peres PA Não
Gladson Cameli AC Sim
Jair Bolsonaro RJ Não
João Leão BA Sim
João Pizzolatti SC Sim
José Otávio Germano RS Sim
Lázaro Botelho TO Sim
Luis Carlos Heinze RS Não
Luiz Fernando Faria MG Sim
Márcio Reinaldo Moreira MG Sim
Mário Negromonte BA Sim
Nelson Meurer PR Sim
Neudo Campos RR Sim
Pedro Henry MT Sim
Rebecca Garcia AM Não
Renato Molling RS Não
Ricardo Barros PR Sim
Roberto Britto BA Sim
Simão Sessim RJ Sim
Vadão Gomes SP Não
Vilson Covatti RS Sim
Waldir Maranhão MA Sim
Zonta SC Não
Total PP: 34
PPS
Alexandre Silveira MG Não
Augusto Carvalho DF Não
Cezar Silvestri PR Não
Cláudio Magrão SP Não
Fernando Coruja SC Não
Geraldo Thadeu MG Não
Humberto Souto MG Não
Ilderlei Cordeiro AC Não
Leandro Sampaio RJ Não
Moreira Mendes RO Não
Nelson Proença RS Não
Raul Jungmann PE Não
Total PPS: 12
PR
Airton Roveda PR Sim
Aracely de Paula MG Sim
Bilac Pinto MG Não
Chico Abreu GO Sim
Chico da Princesa PR Sim
Clodovil Hernandes SP Não
Dr. Adilson Soares RJ Sim
Giacobo PR Sim
Gorete Pereira CE Não
Homero Pereira MT Não
Inocêncio Oliveira PE Sim
Jaime Martins MG Sim
Jofran Frejat DF Não
José Santana de Vasconcellos MG Sim
Leo Alcântara CE Sim
Lincoln Portela MG Sim
Lucenira Pimentel AP Sim
Luciana Costa SP Não
Luciano Castro RR Sim
Lúcio Vale PA Sim
Marcelo Teixeira CE Sim
Marcio Marinho BA Sim
Maurício Quintella Lessa AL Sim
Maurício Trindade BA Sim
Milton Monti SP Sim
Neilton Mulim RJ Sim
Nelson Goetten SC Sim
Suely RJ Não
Valdemar Costa Neto SP Sim
Vicente Arruda CE Sim
Vicentinho Alves TO Sim
Wellington Fagundes MT Sim
Total PR: 32
PRB
Cleber Verde MA Sim
Léo Vivas RJ Sim
Marcos Antonio PE Sim
Walter Brito Neto PB Sim
Total PRB: 4
PRTB
Juvenil MG Não
Total PRTB: 1
PSB
Ana Arraes PE Sim
Ariosto Holanda CE Sim
Átila Lira PI Sim
B. Sá PI Sim
Beto Albuquerque RS Sim
Ciro Gomes CE Sim
Dr. Ubiali SP Sim
Eduardo Lopes RJ Sim
Fernando Coelho Filho PE Sim
Givaldo Carimbão AL Sim
Júlio Delgado MG Não
Laurez Moreira TO Sim
Lídice da Mata BA Sim
Luiza Erundina SP Não
Manoel Junior PB Sim
Marcelo Serafim AM Sim
Márcio França SP Sim
Maria Helena RR Sim
Mauro Nazif RO Não
Ribamar Alves MA Sim
Rodrigo Rollemberg DF Sim
Sandra Rosado RN Sim
Valadares Filho SE Sim
Valtenir Pereira MT Sim
Total PSB: 24
PSC
Carlos Eduardo Cadoca PE Abstenção
Costa Ferreira MA Sim
Deley RJ Sim
Eduardo Amorim SE Sim
Filipe Pereira RJ Sim
Hugo Leal RJ Sim
Regis de Oliveira SP Não
Takayama PR Sim
Total PSC: 8
PSDB
Affonso Camargo PR Não
Alfredo Kaefer PR Não
Andreia Zito RJ Não
Antonio Carlos Mendes Thame SP Não
Antonio Carlos Pannunzio SP Não
Arnaldo Madeira SP Não
Bonifácio de Andrada MG Não
Bruno Araújo PE Não
Bruno Rodrigues PE Não
Carlos Alberto Leréia GO Não
Claudio Diaz RS Não
Duarte Nogueira SP Não
Edson Aparecido SP Não
Eduardo Barbosa MG Não
Emanuel Fernandes SP Não
Fernando Chucre SP Não
Freire Júnior TO Não
Gervásio Silva SC Não
Gustavo Fruet PR Não
Izalci DF Não
João Almeida BA Não
José Aníbal SP Não
Julio Semeghini SP Não
Jutahy Junior BA Não
Leonardo Vilela GO Não
Lobbe Neto SP Não
Luiz Paulo Vellozo Lucas ES Não
Manoel Salviano CE Não
Narcio Rodrigues MG Não
Nilson Pinto PA Não
Otavio Leite RJ Não
Paulo Abi-Ackel MG Não
Paulo Renato Souza SP Não
Pinto Itamaraty MA Não
Professor Ruy Pauletti RS Não
Rafael Guerra MG Não
Raimundo Gomes de Matos CE Não
Renato Amary SP Não
Ricardo Tripoli SP Não
Roberto Rocha MA Não
Rodrigo de Castro MG Não
Rômulo Gouveia PB Não
Saturnino Masson MT Não
Sebastião Madeira MA Não
Silvio Lopes RJ Não
Silvio Torres SP Não
Vanderlei Macris SP Não
Waldir Neves MS Não
William Woo SP Não
Zenaldo Coutinho PA Não
Total PSDB: 50
PSOL
Chico Alencar RJ Não
Ivan Valente SP Não
Luciana Genro RS Não
Total PSOL: 3
PT
Adão Pretto RS Sim
Angelo Vanhoni PR Sim
Anselmo de Jesus RO Sim
Antônio Carlos Biffi MS Sim
Antonio Carlos Biscaia RJ Sim
Antonio Palocci SP Sim
Arlindo Chinaglia SP Art. 17
Beto Faro PA Sim
Cândido Vaccarezza SP Sim
Carlito Merss SC Sim
Carlos Abicalil MT Sim
Carlos Santana RJ Sim
Carlos Zarattini SP Sim
Cida Diogo RJ Sim
Dalva Figueiredo AP Sim
Décio Lima SC Sim
Devanir Ribeiro SP Sim
Dr. Rosinha PR Sim
Eduardo Valverde RO Sim
Elismar Prado MG Sim
Eudes Xavier CE Sim
Fátima Bezerra RN Sim
Fernando Ferro PE Sim
Fernando Melo AC Sim
Francisco Praciano AM Sim
Gilmar Machado MG Sim
Guilherme Menezes BA Sim
Henrique Afonso AC Sim
Henrique Fontana RS Sim
Iran Barbosa SE Sim
Iriny Lopes ES Sim
Janete Rocha Pietá SP Sim
Jilmar Tatto SP Sim
Jorge Bittar RJ Sim
José Airton Cirilo CE Sim
José Eduardo Cardozo SP Sim
José Genoíno SP Sim
José Guimarães CE Sim
José Mentor SP Sim
Joseph Bandeira BA Sim
Leonardo Monteiro MG Sim
Luiz Bassuma BA Sim
Luiz Couto PB Sim
Luiz Sérgio RJ Sim
Magela DF Sim
Marco Maia RS Sim
Maria do Carmo Lara MG Sim
Maria do Rosário RS Sim
Maurício Rands PE Sim
Miguel Corrêa MG Sim
Nazareno Fonteles PI Sim
Nelson Pellegrino BA Sim
Nilson Mourão AC Sim
Odair Cunha MG Sim
Paulo Pimenta RS Sim
Paulo Rocha PA Sim
Paulo Teixeira SP Sim
Pedro Eugênio PE Sim
Pedro Wilson GO Sim
Pepe Vargas RS Sim
Reginaldo Lopes MG Sim
Sérgio Barradas Carneiro BA Sim
Tarcísio Zimmermann RS Sim
Vander Loubet MS Sim
Vicentinho SP Sim
Vignatti SC Sim
Virgílio Guimarães MG Sim
Walter Pinheiro BA Sim
Zé Geraldo PA Sim
Zezéu Ribeiro BA Sim
Total PT: 70
PTB
Alex Canziani PR Sim
Armando Abílio PB Sim
Armando Monteiro PE Não
Arnaldo Faria de Sá SP Não
Arnon Bezerra CE Sim
Augusto Farias AL Sim
Jovair Arantes GO Sim
Luiz Carlos Busato RS Sim
Nelson Marquezelli SP Sim
Paes Landim PI Sim
Pastor Manoel Ferreira RJ Sim
Paulo Roberto RS Sim
Pedro Fernandes MA Sim
Sérgio Moraes RS Sim
Tatico GO Sim
Total PTB: 15
PTC
Carlos Willian MG Sim
Total PTC: 1
PTdoB
Vinicius Carvalho RJ Sim
Total PTdoB: 1
PV
Antônio Roberto MG Não
Dr. Nechar SP Não
Dr. Talmir SP Não
Edigar Mão Branca BA Não
Fábio Ramalho MG Não
Fernando Gabeira RJ Não
José Fernando Aparecido de Oliveira MG Não
José Paulo Tóffano SP Não
Lindomar Garçon RO Não
Marcelo Ortiz SP Não
Roberto Santiago SP Não
Sarney Filho MA Não
Total PV: 12

Palavras do Senhor

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes.

Assim:

– Aos Suíços os fez organizados e respeitadores da lei.

– Aos Ingleses, corajosos e estudiosos.

– Aos argentinos, chatos e arrogantes.

– Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.

– Aos Italianos, alegres e românticos.

– Aos Franceses, cultos e finos.

– Aos Brasileiros, inteligentes, honestos e petistas.

O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade, indagou: –
– Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos brasileiros  foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos outros povos  da  terra?

– Bem observado! Isto é verdade! Façamos então uma correção !! De agora  em  diante, os brasileiros manterão estas três virtudes, mas nenhum  deles  poderá utilizar mais de duas simultaneamente, como os outros povos… Assim,  o que for petista e honesto, não pode ser inteligente. O que for petista  e  inteligente, não pode ser honesto. E o que for inteligente e honesto não  pode ser petista.

Palavras do Senhor…!

O passado sempre assombra o presente

O tempo passa, e Rei Mulla continua o mesmo: só fala merda.

Pior: atualmente, além de falar, FAZ MERDA.

Para comparar o que ele dizia ANTES, e o que diz HOJE, ficam as sugestões aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. São trechos dos debates das eleições de 1989.

Fica aí a comprovação daquilo que já afirmei inúmeras vezes aqui no blog: os PTralhas no geral, e a Mulla em particular, são uma fraude.

Cheiro de taxas

Sim, a MarTAXA quer foder (mais) a cidade de São Paulo.

Abaixo, trechos da entrevista que esta cretina deu à Folha de ontem.

FOLHA – A sra. se declarou repetidas vezes muito satisfeita no Ministério do Turismo. Por que decidiu deixar o cargo e disputar novamente a prefeitura?
MARTA SUPLICY
– Porque tive uma conversa política com o meu partido e com o presidente Lula. E também por uma percepção de paulistana de que a cidade precisa de uma nova atitude. Por fim, nos últimos meses, com o caos no transporte, não só achei que não tinha condição de titubear como me deu vontade. Eu sei que posso fazer. Já peguei a cidade em condição muito pior. Eu fiz muito com muito pouco. E eles fizeram muito pouco com muito.

FOLHA – Se eleita, que garantia está disposta a dar de que não deixará o cargo em 2010 para disputar o governo de São Paulo ou a Presidência?
MARTA
– Assinar papel eu acho que ficou completamente desmoralizado depois da última eleição… O que posso dizer é que pretendo, tendo o privilégio de ser eleita, fazer um bom governo e ficar oito anos.

FOLHA – Serra errou ao sair em 2006 para disputar o governo?
MARTA
– É a consciência dele que tem de responder. Mas fiquei triste. No dia da transmissão do cargo, eu olhava e dizia: “Ele não vai ficar. Vai ficar essa pessoa que ninguém conhece”.

FOLHA – Em 2004, muitos apontaram falta de apoio do PT federal e de Lula em sua campanha à reeleição. Acha que ele vai se engajar agora?
MARTA
– Acho que a partir de nossa conversa ele já se engajou. Sinto bastante apoio dele.

FOLHA – Uma aliança com o PDT do deputado Paulinho, alvo de investigação da PF, seria constrangedora?
MARTA
– Que eu saiba, o Paulinho era da base do FHC. Na eleição que eu disputei contra o Serra, ele apoiou o Serra. Até recentemente, estava na administração Kassab. Hoje existe uma acusação. Mas noto que, enquanto ele era da base do governador, do atual prefeito, não se falava tanto do Paulinho.

FOLHA – Alguns petistas se movimentaram para dar o posto de vice em sua chapa à ex-prefeita Luiza Erundina (PSB). Como vê essa possibilidade?
MARTA
– É uma pessoa pela qual tenho apreço e que honraria qualquer chapa.

FOLHA – A maioria dos analistas aposta que a sra. estará no segundo turno. Nesse caso, aceitaria o apoio do DEM, se Kassab ficar de fora da etapa final, ou do PSDB, se o eliminado for Geraldo Alckmin?
MARTA
– Será que eles vão brigar a ponto de isso acontecer?

FOLHA – A sra. aceitaria?
MARTA
– Não sei se poderia acontecer. Me deixaria em situação difícil. Eu falaria coisas tão horríveis deles, e já está tão feio o que está acontecendo…

FOLHA – A sra. se refere à divisão entre tucanos pró-Alckmin e pró-Kassab?
MARTA
– Essa briga é deles. Eu não vou entrar.

FOLHA – Na campanha de 2004, a sra. disse em entrevista à Folha que Alckmin era, “de longe, o melhor quadro do PSDB”. E agora?
MARTA
– Em 2006 eu disse que ele era de plástico. Mas não me compete dar opiniões sobre adversários. É uma situação muito feia. E acho que o eleitor, na medida em que acompanhar, vai formar sua opinião.

FOLHA – Que avaliação faz da gestão Serra/Kassab?
MARTA
– Tímida e medíocre. O que continuaram, antes tentaram interromper, como os CEUs, a ponte estaiada [Octavio Frias de Oliveira]. Disseram que era faustosa. No fim, custou o dobro do que consideravam faustoso. No trânsito, não construíram corredores. Não é um governo de inclusão social, mas de enrolação social.

FOLHA – Por que enrolação social?
MARTA
– O Bilhete Único perdeu a possibilidade de fazer o que se fazia em duas horas por causa da piora no trânsito. Isso eu achei muito perverso, por tirar a possibilidade de renovar o Bilhete Único na catraca, e obrigar a pessoa a encher o bilhete lá fora. Se você me contar um gesto social, eu agradeceria. É só enrolação social.

FOLHA – A atual gestão afirma ter poupado R$ 350 milhões barateando contratos de sua época. Argumenta que fez mais CEUs a custo mais baixo.
MARTA
– As medidas dos CEUs não são as mesmas, a infra-estrutura não é a mesma. A Folha tem que ir lá ver o que é um CEU feito na nossa gestão e o que é um CEU feito por eles. Provavelmente eles estão fazendo uniforme mais barato. Só que as mães vão à Câmara levar uniformes que depois de três meses estão rasgados.

FOLHA – E a Lei Cidade Limpa?
MARTA
– Acho um desenrolar interessante do Belezura, do projeto de cidade limpa que começamos com outro nome. Ele teve o mérito de levar adiante.

FOLHA – Mudaria a Cidade Limpa?
MARTA
– Não, foi positivo. Mas deixe eu voltar à ponte estaiada. Nós licitamos, fizemos a fundação e as pilastras. Eles disseram que a ponte era faustosa, e agora dizem que é a maior obra do governo deles. Fiz um modelo novo no transporte, com o Bilhete Único. Na educação, com o CEU. Na inclusão, com o Renda Mínima. O que eles fizeram de novo?

FOLHA – A sra. não considera que o atendimento de saúde melhorou com o modelo das AMAs? MARTA – As filas continuam, e as especialidades não foram colocadas. Elas atendem uma parcela da população que busca, muita aflita, uma solução rápida. Atendem, mas não resolvem efetivamente o problema.

FOLHA – O PT tem defendido mais investimento municipal em metrô. A atual gestão alega, porém, que a sra. não fez isso quando prefeita.
MARTA
– Nos primeiros dois anos e meio, a condição financeira da cidade não permitia. No final de 2003, tínhamos juntado o dinheiro da operação urbana na Faria Lima. Ou eu usava para fazer os túneis, ou para o metrô. Fomos conversar com o governador Alckmin. A gente queria fazer a estação no largo da Batata, junto ao corredor Rebouças. Mas eles não tinham projeto executivo, então não havia como pôr o dinheiro. Aí era manter o dinheiro guardado ou fazer os túneis.
Eu sabia que a obra poderia incomodar muitas pessoas. O que eu não imaginava eram ONGs que teriam como razão de vida o combate ao corredor da Rebouças e aos túneis. E que depois essas pessoas iriam todas trabalhar no governo eleito.

FOLHA – Se eleita, qual será a prioridade de sua nova gestão?
MARTA
– Transporte. Neste momento, não dá para pensar em outra. O paulistano não tem mais condição de viver no caos.

FOLHA – Qual é a sua proposta?
MARTA
– Será um esforço de guerra. No longo prazo, vamos unir esforços para superar 20 anos de atraso no metrô. Apresentei ao presidente a proposta de unir município, Estado e União num investimento de R$ 12 bilhões em seis anos para mais do que dobrar a atual rede. No médio prazo, faremos 200 km de corredores -no nosso primeiro governo fizemos 100 km. Paralelamente, faremos obras viárias para melhorar a fluidez do trânsito. No curto prazo, revitalizaremos os corredores existentes para retomar a velocidade que possuíam quando implantados. Daremos um choque de gestão no trânsito. Precisamos investir pesado em tecnologia, informatizando todos os corredores e ampliando significativamente os semáforos inteligentes, colocando mais marronzinhos na rua para garantir fluidez e cumprimento da lei, restringindo o estacionamento nas principais vias. Diferentemente do que ocorreu no meu primeiro governo, a prefeitura hoje tem dinheiro, graças à situação econômica do país.

FOLHA – A sra. ampliaria o rodízio?
MARTA
– Rodízio é medida de quem não tem plano.

FOLHA – A taxa do lixo, que tanto desgaste lhe trouxe, foi extinta. Não consta que a prefeitura esteja com problema de arrecadação. Foi um erro criá-la?
MARTA
– Não faria novamente. Foi um erro. Na época não conseguimos dimensionar o impacto para a classe média. Nada como um dia depois do outro para poder reconhecer.

FOLHA – Em 2004, embora tenha perdido a eleição, a sra. foi a mais votada no cinturão periférico da cidade. Durante a campanha, disse que preferia vencer com o voto da periferia. Qual será sua estratégia desta vez?
MARTA
– Acho que posso ampliar a votação na periferia, mas tenho o firme propósito de reconquistar os eleitores da classe média que me elegeram em 2000 e que perdi em 2004. Acho que isso também tem a ver com minha identificação com o governo Lula. Agora a avaliação do governo Lula é outra, e isso pode me ajudar.

FOLHA – A sra. faz algum mea-culpa sobre o “relaxa e goza” dito na crise aérea de 2007? O que pretende fazer se seus adversários usarem a frase para atacá-la na campanha?
MARTA
– A frase foi uma tristeza, uma infelicidade. Tirada do contexto, ficou mais infeliz ainda. Eu pedi desculpas, acho que uma parcela da população entendeu e me perdoou. Se for utilizada na campanha, acredito que a maior parte da população vai sentir como algo fora do lugar. Não acho também que vão pegar uma pessoa com 20 anos de vida pública e destruir por causa de uma frase infeliz.

A desgraçada fodeu o trânsito de São Paulo, e tem a petulância de dizer que agora este tema lhe será prioritário ! Um acinte !!!!!!

Quem anda por São Paulo sabe muito bem que esta louca tresloucada FODEU a cidade com túneis burros e inúteis (além de feios), e os malditos corredores de ônibus. Eles são uma burrice, uma coisa bastante peculiar à MarTAXA Suplício – que deixava a cidade se afogando nos alagamentos e ia passear em Paris (para “relaxar e gozar”, talvez ?!).

Teoricamente, a partir da adoção dos corredores, os ônibus deveriam utilizar APENAS esta via, que lhes dá preferência e vantagens. Porém, a Prefeitura da MarTAXA esqueceu de retirar os pontos de ônibus das calçadas direitas – o que significa que os ônibus têm que “deixar” o corredor, à esquerda, cruzar as avenidas para parar nos pontos à direita.

Além disso, os trajetos ficaram complicados e MUITO mais demorados.

Antes desses malditos corredores, eu podia pegar um único ônibus, perto da minha casa, e chegar ao centro da cidade em 1 hora (dependendo do trânsito). Depois da adoção dos corredores, tenho que pegar (e pagar) 2 ônibus, e o tempo aumentou em PELO MENOS 50%.

E sobre os apoios no segundo turno, esta mentirosa hipócrita ignora o passado – como, de resto, todos os PTralhas preferem fazer. O passado (não muito distante) é este:

Marta + Maluf

E ninguém vai relembrar do ROMBO FINANCEIRO que esta cretina deixou na cidade ?????????? Inclusive com claro descumprimento à Rei de Responsabilidade Fiscal….. Detalhes estão AQUI.

Relógio do Lulla

ou “O Relógio da mentira”.

Um cidadão morreu e foi para o céu.
Enquanto estava em frente a São Pedro nos Portões Celestiais, viu uma enorme parede com relógios atrás dele.

Ele perguntou:
– O que são todos aqueles relógios?
São Pedro respondeu:
– São Relógios da Mentira. Todo mundo na Terra tem um Relógio da Mentira. Cada vez que você mente oponteiros se movem mais rápido.

– Oh!! – exclamou o cidadão – De quem é aquele relógio ali?
– É o de Madre Teresa. Os ponteiros nunca se moveram, indicando que ela nunca mentiu.

– E aquele, é de quem?
– É o de Abraham Lincoln. Os ponteiros só se moveram duas vezes, indicando que ele só mentiu duas vezes em toda a sua vida.

– E o Relógio do Lula, também está aqui?
– Ah! O do Lula está na minha sala.

– Ué!! – espantou-se o cidadão. – Por quê?
E São Pedro, rindo, respondeu:
– É O MEU VENTILADOR DE TETO!!!!

Quebrando paradigmas

Creio que a expressão que mais freqüentemente é usada pelo “gurus” da Administração seja “quebrar paradigmas”.
Trata-se de uma expressão incrivelmente cretina, que acabou marcando época: todo mundo pode usar a expressão em alguma frase, que não terá sentido efetivo algum – mas é ótima para enganar deslumbrados que amam expressões vazias, inúteis.

Estava lendo um “resumo” que a HSM preparou da palestra de uma “especialista” em sustentabilidade, apresentada no “Fórum Mundial de Vendas & Marketing 2008”, realizado ontem (03/06).

Vamos ao trecho da “palestra”:
Para Christina, a análise do ser humano do século XXI dá uma idéia de como as mudanças são necessárias no marketing. Não há mais o encanto com o que é cientificamente comprovado; há um questionamento maior sobre autoridades e poder; há uma necessidade de espiritualização para que o ser humano se reencontre com si próprio e com a natureza; e há um caminho para a real democratização, já que os problemas hoje são globais e não só locais, o que gera uma mudança de paradigma e a necessidade de que se reconstrua a realidade.
[…]
Citando a sustentabilidade como o maior desafio atual no mundo corporativo, Christina concluiu sua palestra atentando para a necessidade de cada um colocar-se em contato consigo e com o mundo a sua volta para resgatar o processo de relacionamento entre homem e natureza, que está desfigurado. “É preciso que seja uma relação de sujeito-sujeito e não de sujeito-objeto, como bem definiu Homero Santos, uma das maiores referências nacionais em sustentabilidade”, finalizou a palestrante.

Transcrevi apenas 2 dos trechos mais hilários, porque completamente vazios – a despeito de um palavreado bonito, capaz de impressionar os desavisados e fãs de modismos cretinos. O texto na íntegra está aqui.

Esse amontoado de bobagens me fez lembrar de um e-mail que recebi, há algum tempo, tratando da mania (irritante e incrivelmente burra) de muita gente do “mundo corporativo” em usar termos ridículos, e achar que está “abafando” nas reuniões; eis o conteúdo do e-mail:

PARTE I – INTRODUÇÃO

Driblando o sono em reuniões onde sua presença não serve pra nada e você não vê a hora do coffee break chegar para avançar nas migalhas de biscoitos e café ….

Você dorme durante as reuniões de trabalho?
Sente um tédio imenso durante as conferências, seminários e colóquios?

Seus problemas acabaram!!! Foi criado um método eficaz para combater esse problema!

BUSINESS BINGO !!!!!

Imprima o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X).
Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite “BINGO“!


Sinergia

Mentalidade

Agregar

Mercado

E-mail

Follow up

Clientes

Benefício

Parceiros

Estratégia

Sistema

Rendimento

Pró-ativo

Business

Custos

Otimização

Foco

Efetivamente

A nível de

Recursos

Resultados

Paradigma

Projeto

Implementação

Integrar

Testemunho de jogadores satisfeitos:
“A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!”;
“A minha capacidade para escutar aumentou muito desde comecei a jogar o Business Bingo”;
“A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa”;
“O diretor geral ficou surpreso ao ouvir oito pessoas gritando “BINGO”, pela 3ª vez em uma hora”;
“Agora, vou a todas as reuniões da minha organização, mesmo que não me convoquem”.


PARTE II – O GOLPE DE MESTRE

Como impressionar nas reuniões que requerem sua participação ativa, porém ninguém vai prestar mesmo muita atenção no que você vai falar.

COMO FALAR MUITO SEM DIZER NADA

A tabela abaixo permite a composição de 10.827 sentenças: basta combinar, em seqüência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta (seguindo a mesma linha ou “pulando” de uma linha para outra – mas respeitando: uma frase de cada coluna).
O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo
.

Experimente na próxima reunião e impressione o seu chefe!!!

EMBROMATION

Coluna 1

Coluna 2

Coluna 3

Coluna 4

Caros colegas,

a execução deste projeto

nos obriga à análise

das nossas opções de desenvolvimento futuro.

Por outro lado,

a complexidade dos estudos efetuados

cumpre um papel essencial na formulação

das nossas metas financeiras e administrativas.

Não podemos esquecer que

a atual estrutura de organização

auxilia a preparação e a estruturação

das atitudes e das atribuições da diretoria.

Do mesmo modo,

o novo modelo estrutural aqui preconizado

contribui para a correta determinação

das novas proposições.

A prática mostra que

o desenvolvimento de formas distintas de atuação

assume importantes posições na definição

das opções básicas para o sucesso do programa.

Nunca é demais insistir que

a constante divulgação das informações

facilita a definição

do nosso sistema de formação de quadros.

A experiência mostra que

a consolidação das estruturas

prejudica a percepção da importância

das condições apropriadas para os negócios.

É fundamental ressaltar que

a análise dos diversos resultados

oferece uma boa oportunidade de verificação

dos índices pretendidos.

O incentivo ao avanço tecnológico, assim como

o início do programa de formação de atitudes

acarreta um processo de reformulação

das formas de ação.

Assim mesmo,

a expansão de nossa atividade

exige precisão e definição

dos conceitos de participação geral

Suas reuniões jamais serão as mesmas. Sua participação, seu envolvimento, sua atenção… Tudo será diferente!!! Experimente!!

CSS – um golpe do PT

Notícia da Folha On-Line:

A base aliada do governo fechou acordo para colocar em votação amanhã uma proposta de criação de uma nova contribuição para financiar a saúde. É a CSS (Contribuição Social da Saúde), que funcionaria nos moldes da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

O plano dos governistas é incluir a proposta de criação da nova contribuição no texto da emenda 29 –que amplia os recursos para a saúde–, que deve ser votada amanhã.

O governo vai pegar carona na votação da emenda 29 para recriar a contribuição porque argumenta que não tem recursos para financiar o setor após a extinção da CPMF. A CSS terá uma alíquota de 0,1%, menor que os 0,38% cobrados na antiga CPMF.

“Neste ano, o Ministério da Saúde precisa R$ 6 bilhões para manter a sua estrutura, sem expandi-la. Não queremos uma solução irresponsável, mas sim uma que seja estrutural para que o presidente Lula possa sancioná-la”, afirmou o ministro José Gomes Temporão (Saúde).

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), estima que a arrecadação da nova contribuição seja de R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões por ano. O líder afirmou que os trabalhadores que recebem até três salários mínimos estarão isentos da nova contribuição.

“A dona Maria que ganha, por exemplo, R$ 1.200 por mês terá R$ 1,20 retirado de sua movimentação e vai ter de volta esse recurso na sua contribuição previdenciária”, disse o líder.

Segundo Fontana, a CSS entrará em vigor 120 dias depois de ser aprovada pelo Congresso. Nesse período, sem a nova contribuição, o governo estuda encaminhar por acordo ao Legislativo medidas provisórias ou projetos de lei que financiem a saúde no país.

A base aliada também estuda apresentar como alternativa de recursos ao setor o aumento da taxação de cigarros e bebidas vendidas no país, mas ainda não definiu como será tratado o assunto no Congresso.

Críticas

A oposição promete se mobilizar para impedir a criação da CSS com o argumento de que a proposta fere a Constituição Federal ao ser criada via projeto de lei complementar –que regulamenta a emenda 29.

Os oposicionistas argumentam que o Congresso não tem poder para criar impostos cumulativos. Por isso, prometem ingressar com ações no STF (Supremo Tribunal Federal), caso a matéria seja aprovada.

O governo optou por criar a CSS paralelamente à emenda 29 porque calcula não ter votos suficientes para aprová-la por meio de PEC (Proposta de Emenda Constitucional). Para ser aprovado na Câmara, o projeto de lei complementar precisar dos votos de 257 deputados (metade mais um), enquanto uma PEC precisa de 308 votos para ser aprovada.

Os governistas reconhecem, porém, que terão dificuldade para aprovar a emenda 29 com as novas alterações no Senado quando a proposta retornar à Casa Legislativa –uma vez que os senadores extinguiram a CPMF no fim do ano passado.

“Temos um trabalho de forte diálogo e queremos uma solução responsável para a saúde. Os que dizem que tem sobrado dinheiro para o país, talvez não estejam freqüentado os bairros pobres brasileiros”, disse Fontana.

Trata-se de MAIS um golpe do PT.

Um golpe que nem é disfarçado mais. Se o (escroque) Henrique Fontana quer mais dinheiro para os bairros pobres brasileiros, que exija que o PT use menos dinheiro público no Mensalão e deixe de pagar o apartamento de luxo do Lulla em São Bernardo do Campo e reverta este dinheiro para os “bairros pobres”.

O PT foi radicalmente contra a criação da CPMF, quando era oposição. Dizia ser excesso tributário.

O tempo passa…………

Golpe da CPMF

O jornal Valor Econômico publicou este editorial ontem. Traduz perfeitamente o golpe que a corja de boçais (os PTralhas, claro!) está ensaiando.

A arrecadação previdenciária e tributária federal bateu, em abril, novo recorde. Trata-se de um fenômeno que vem se repetindo mês a mês desde que a economia começou a crescer de forma acelerada. No resultado acumulado do ano, o governo recolheu da sociedade R$ 214,4 bilhões em tributos e impostos, o equivalente a quase 9% Produto Interno Bruto.
Em termos reais (descontada a inflação do período), a arrecadação de janeiro a abril avançou impressionantes 12,09%, mais que o dobro da taxa de crescimento anual do PIB neste momento. Comparando o resultado com o do mesmo período de 2007, verifica-se que a arrecadação extra foi de R$ 23,1 bilhões. Por outro lado, consideradas as receitas não-tributárias (royalties, por exemplo), o ganho foi maior: R$ 24,9 bilhões.

Os números mostram que o fim da CPMF, em dezembro, não está fazendo falta alguma ao orçamento público. No primeiro quadrimestre do ano, o governo arrecadou, em recursos adicionais, quase 60% do que a CPMF recolheria em 12 meses. Se a contribuição estivesse em vigor, a mordida do Leão no bolso dos contribuintes teria sido, portanto, ainda maior do que já foi.
Em janeiro, depois de o Senado rejeitar a proposta de prorrogação da CPMF, o governo aumentou as alíquotas do IOF e da CSLL paga pelos bancos. No primeiro caso, a decisão entrou em vigor imediatamente. No segundo, dada a regra da noventena, o aumento só se tornou efetivo em abril, mas baterá no caixa da Receita Federal apenas em maio. Mesmo assim, os dois tributos contribuíram, já descontado o efeito da inflação no período, com R$ 6,5 bilhões para o ganho da arrecadação entre janeiro e abril, pouco mais do que a CPMF arrecadou nos primeiros quatro meses de 2007.
O recolhimento da CSLL, ainda sem o incremento de alíquota, cresceu 22,3% em termos reais até abril. Não é exagero, portanto, esperar que a arrecadação desse tributo, combinada com o IOF turbinado, compense em grande parte a perda da CPMF.

O fato é que, por causa do caráter pró-cíclico do regime tributário brasileiro, o governo central está nadando em dinheiro. Ao anunciar a arrecadação, a Receita Federal informou que, além dos recentes aumentos de imposto, a maior lucratividade das empresas, o crescimento geral das vendas (14,8% de janeiro a abril, segundo o IBGE), o aumento da massa salarial (14,56%) e a explosão do comércio de veículos no mercado interno (31,9%) foram os fatores que mais impulsionaram as receitas oficiais.
É importante registrar que a máquina arrecadadora federal está aumentando a eficiência na cobrança dos tributos. Entre janeiro e abril, a Receita arrecadou, a título de multa e juros, R$ 5 bilhões, 49,8% acima do que havia recolhido no mesmo período do ano passado. Recolheu mais também – 12,3% – por meio de depósitos administrativos e judiciais, o que mostra que o Fisco está apertando o cerco aos sonegadores e contribuintes inadimplentes, o que é positivo.

Tudo isso mostra, portanto, que é uma insensatez a base aliada do governo no Congresso planejar a ressurreição da CPMF. Na verdade, embora lideranças do PT tenham tomado a frente na defesa da infame proposta, sabe-se que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apóiam a idéia nos bastidores. Mantega se sentiu pessoalmente derrotado quando o Senado não autorizou a continuação da CPMF. O ministro chegou a defender abertamente a recriação do tributo, inclusive por meio de medida provisória, o que é ilegal, e agora voltou à carga.
A justificativa, segundo a qual o governo precisará de recursos adicionais para bancar a elevação de gastos com a saúde determinada pela emenda 29, carece de qualquer fundamento, como revelam os números da Receita Federal. Dinheiro não falta.
Não faz duas semanas desde que o ministro Guido Mantega anunciou à nação que criará um “cofrinho” – um fundo de riqueza soberano – para depositar excedentes de arrecadação, uma vez que o governo está obtendo superávit primário nas contas públicas superior à meta oficial de 3,8% do PIB. Diante disso, falar em recriar a CPMF é uma brincadeira de mau gosto, um despropósito grave.

Responsabilidade social ou política de descontos

Quando eu achava que já tinha visto, lido e ouvido toda a sorte de modismo vazio e sem sentido, acabo sendo surpreendido……
Eis o que eu li (os grifos, em negrito, são meus):

Para saber a diferença entre o Faturamento Potencial e o Faturamento Bruto de sua Instituição de Ensino Superior, de forma simples e objetiva.
1. Faturamento Potencial. Multiplique pelo número de matriculados em sua escola o valor da mensalidade que você anuncia. O preço cheio (que em muitas escolas é meramente ilustrativo).

2. Faturamento Bruto. Obtém-se com as mensalidades pagas pelos seus alunos (descontando a inadimplência e a evasão). Ao dividir-se o Faturamento Bruto pelo número de alunos da escola têm-se o Ticket Médio da Escola.

Por fim subtraia o valor “Ideal”, do Faturamento Potencial, do valor “concreto” do Faturamento Bruto. Esse Delta é a renúncia de receita que a IES concede por meio de Bolsas e Descontos que oferece aos seus estudantes.

Essa renúncia pode ser classificada como um investimento em “responsabilidade social”, posto que permite o acesso ao Ensino Superior a estudantes sem condições de pagar o valor concreto da mensalidade. Ao Multiplicar essa renúncia mensal, pelas parcelas de todo ano letivo os números tendem a ser estratosféricos. E deveriam se contabilizados no balanço social da escola, parte de suas ações de Marketing Educacional.

A Renúncia de Receita tornou-se uma prática de mercado. Das faculdades privadas, 91% oferecem desconto e as “Bolsas” são estratégia para atrair clientes em um mercado cada vez mais concorrido.
Entre os valores anunciados (ideais) e aqueles praticados (reais), existe uma diferença, que deve ser contabilizada na conta da responsabilidade social da Instituição.

[…] Os critérios utilizados hoje são internos e, por vezes, pouco criteriosos. Na maioria das vezes, os benefícios são dados pela própria instituição – e não por programas governamentais – por razões como mérito acadêmico, idade ou até para alunos transferidos de outras universidades.

[…] O crescimento no número de bolsas e descontos acompanha a explosão da oferta. Quanto mais vagas, menos candidatos, mais as escolas irão brigar por preços.

Por questões de espaço e foco, reproduzi apenas alguns trechos do texto original, que está aqui na íntegra.
Vou me abster de comentar o trecho “os critérios (…) são pouco criteriosos” porque não sou especialista em critérios criteriosos e critérios pouco criteriosos. Não apenas não sou especialista nisso, como sequer entendo o que seriam “critérios pouco criteriosos”…..

Agora, as menções à (maldita!) “RESPONSABILIDADE SOCIAL” são de matar.
Quer dizer que baixar preços é uma ação de RESPONSABILIDADE SOCIAL ?
O raciocínio é o seguinte: se eu baixo meus preços, um número maior de clientes potenciais pode tornar-se cliente efetivo (mercado penetrado); com isso, mais gente tem acesso ao meu produto….o que seria, neste raciocínio torpe, uma ação de “inclusão social”…..

É isso mesmo ?!
Então se a Daslu baixar o preço de uma bolsa Louis Vuitton de R$ 10.000,00 para R$ 4.000,00, ela estaria tomando uma ação de RESPONSABILIDADE SOCIAL ???????

Ora, é lógico que com um preço menor, um maior número de pessoas pode comprar a bolsa, certo ?! Então….. Cada vez que eu concedo algum tipo de desconto eu estaria promovendo responsabilidade social ??????????

Essa coisa de RESPONSABILIDADE SOCIAL é, além de um termo absolutamente vazio, inexpressivo e sem nenhum sentido, uma bobagem. Um modismo burro.

A empresa que contribuiu financeiramente com alguma “instituição de caridade” (que atenda crianças, doentes, idosos ou qualquer outro segmento) se acha no direito de alardear que pratica “responsabilidade social”, mas omite, via de regra, que consegue um belíssimo desconto no imposto de renda a pagar ao final do exercício-fiscal.

Como se não bastasse, o próprio conceito de RESPONSABILIDADE SOCIAL é um acinte à inteligência.
Senão, vejamos: segundo o Instituto Ethos (aqui), observar a lei em todos seus aspectos já é uma base de responsabilidade social. Como assim ????????
Cumprir a lei é uma OBRIGAÇÃO CIVIL de todos os cidadãos e empresas, e não tem NADA a ver com responsabilidade social !!!!!!!
Trata-se do mesmo tipo de confusão criada pela busca desenfreada de aparecer na mídia – mas não deixa de ser uma burrice patética, como fica muito claro aqui.

Para aqueles que ainda não pararam para refletir sobre o vazio conceitual que representa a RESPONSABILIDADE SOCIAL, recomendo a leitura de um artigo: da autoria de Elvira Cruvinel Ferreira Ventura, intitulado Responsabilidade social das empresas sob a óptica do “Novo Espírito do Capitalismo”, o artigo foi publicado no Encontro Anual da ANPAD, de 2003.

Usei este artigo para escrever uma análise sobre a RSE (Responsabilidade Social Empresarial), que ainda não posso disponibilizar aqui na íntegra pois foi remetido a um evento que exige ineditismo do paper. Porém, um pequeno trecho eu posso adiantar:

Para Ventura (2003), o isomorfismo é uma das explicações para a propagação do conceito e disseminação da prática de RSE: as organizações podem muitas acabar adotando o discurso da responsabilidade social sem questionar o que este conceito realmente significa, sem rever valores ou crenças, com o objetivo exclusivo de se legitimar perante a sociedade.

Em conclusão, Ventura analisa que, sob o aspecto coercitivo, as organizações mais fortes obrigam as empresas de sua cadeia produtiva (geralmente composta por inúmeras organizações menores, com menos poder de negociação e menos recursos) a adotar práticas similares às suas, impondo ações que considerem importantes sob a alcunha de responsabilidade social.

Sob o aspecto mimético, para a autora, as organizações copiam as práticas de outras, que julgam de ponta, inclusive como estratégia de posicionamento de mercado. Muitas dimensões da RSE — como, por exemplo, a dimensão pública/política — são deixadas de lado nas análises existentes até o momento, sendo o movimento inquestionavelmente aceito como positivo para o bem comum, pela maioria das pessoas. Assim sendo, uma empresa que não se insere no movimento pela responsabilidade social passa a ser criticada e punida — mais em decorrência da institucionalização e aceitação da idéia da RSE do que pela motivação e relevância intrínsecas às suas proposições.

Ademais, o movimento pela RSE não seria fruto simplesmente de uma mudança desejada pela sociedade, da crítica, mas também um deslocamento do capitalismo visando combater a crítica. Ou seja, os deslocamentos do capitalismo e as transformações nos dispositivos que os acompanham contribuem para desmantelar a crítica, que se torna inoperante, dando-lhe uma nova possibilidade de acumulação e lucros. Esta seria uma forma de o capitalismo sobreviver, transformando-se todas as vezes em que tiver que atentar para a crítica que lhe é feita, conformando um novo espírito legitimador e justificador de suas práticas, que garanta o engajamento das pessoas.

A construção de um novo espírito do capitalismo é necessária não apenas do ponto de vista humanista, mas também para perpetuação do próprio capitalismo — e são exatamente os movimentos críticos que informam o capitalismo dos riscos que o ameaçam. No âmbito da RSE, seguindo esta linha de raciocínio, são inúmeros atores sociais alertando que é preciso mudar o comportamento da organização — e, não tendo sido mais possível fugir desta crítica, acabou-se por acatá-lo. Diante disso, as empresas passam a agir conforme estipulam as novas demandas, o que, no limite, resulta na legitimação o movimento pela em prol da RSE.

Como se não bastasse esse acúmulo de “petardos da ignorância”, temos o tal “BALANÇO SOCIAL”…..

Sobre este “instrumento” de divulgação da (maldita!) RSE, localizei este texto (aqui, na íntegra):
A função principal do balanço social da empresa é tornar público a responsabilidade social da empresa. Isto faz parte do processo de por as cartas na mesa e mostrar com transparência para o público em geral, para os atentos consumidores e para os acionistas e investidores o que a empresa está fazendo na área social. Assim, para além das poucas linhas que algumas empresas dedicam nos seus balanços patrimoniais e dos luxuosos modelos próprios de balanço social que estão surgindo, é necessário um modelo único – simples e objetivo. Este modelo vai servir para avaliar o próprio desempenho da empresa na área social ao longo dos anos, e também para comparar uma empresa com outra. Empresa que cumpre seu papel social atrai mais consumidores e está investindo na sociedade e no seu próprio futuro. E mais ainda, tem o direito, antes do dever, de dar publicidade às suas ações. Porém, esta propaganda será cada vez mais honesta e verdadeira, na justa medida em que utilizar parâmetros iguais e permitir comparações por parte dos consumidores, investidores e da sociedade em geral.

Palavras que se pretendem contundentes, mas infelizmente são vazias.
Como eu já cansei de dizer: não conheço NINGUÉM que tenha escolhido ser cliente do Bradesco ou do Itaú por conta da “responsabilidade social” propagada nas campanhas de comunicação destes bancos.
Portanto, quando se diz que uma “empresa que cumpre seu papel social atrai mais consumidores“, trata-se de uma tentativa mentirosa, hipócrita e falsa utilizada como subterfúgio à vã tentativa de convencer um incauto desavisado.

Por acaso o atento leitor se recorda do caso da Nike, na década de 1990 ? A empresa foi acusada de recorrer a mão-de-obra infantil em países asiáticos como forma de reduzir os custos de produção de seus tênis (que eram vendidos no resto do mundo, especialmente países ricos, com margens de lucro altíssimas).
Por acaso houve um “colapso” nas vendas da empresa ?
Os consumidores deixaram de comprar produtos da Nike ?
NÃO.
O consumidor não está nem aí para estas bobagens inventadas pelos desesperados por barulho.

Contudo, o mais grave MESMO é afirmar que redução de preços (seja na forma de bolsas, descontos, cupons, seja na forma de preços promocionais por tempo determinado) representa uma ação de RESPONSABILIDADE SOCIAL.
Afirmar isso é de uma ignorância que dói.

Redução de preços tem relação com tentativa de aumentar a base de clientes, gerar um incremento no fluxo de caixa, atraiar a atenção dos clientes potenciais etc.
Mas não tem NADA a ver com responsabilidade social !!!!!

Mas as faculdades viram o número de concorrentes aumentar, mais vagas sendo oferecidas…
É tão lógico, tão básico e tão óbvio que se trata apenas e tão somente de uma estratégia de precificação mais ousada, mais agressiva, em virtude do aumento da concorrência no setor.

Por que muitas pessoas tentam complicar (e florear, inventar, ludibriar) coisas tão simples ?!