Diminuindo

Primeiro, vamos aos números:

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) não só conseguiu se reeleger neste domingo como o fez com grande vantagem sobre sua adversária Marta Suplicy (PT). Se no primeiro turno a disputa foi apertada, com uma pequena vantagem para Kassab -pouco mais de 50 mil votos- no segundo turno a diferença entre ele e Marta superou 1 milhão de votos.  A diferença -1.338.031- é mais do que o dobro do conseguido pelo governador José Serra (PSDB) em 2004, quando derrotou Marta no segundo turno das eleições municipais por pouco mais de 590 mil votos.
Mesmo com a redução dos votos válidos -quando se excluem brancos e nulos- do primeiro para o segundo turno na eleição da capital paulista -126.198 a menos-, Kassab aumentou seu eleitorado em 1.650.135. O crescimento do prefeito reeleito de um turno para o outro representou mais do que o tucano Geraldo Alckmin obteve na primeira fase da disputa. O ex-governador teve 1.431.670 votos.
Uma das explicações para a derrota petista pode ser encontrada no fraco desempenho de Marta em conquistar novos eleitores. Do primeiro para o segundo turno da disputa o eleitorado da ex-prefeita cresceu em 364.198 votos. Já em comparação a 2004, Marta viu seu eleitorado ser reduzido em mais de 287 mil pessoas. Na ocasião, Marta obteve 2.740.152 de votos, contra os 2.452.527 de eleitores que a escolheram na disputa de hoje.
No primeiro turno, a petista já havia apresentado desempenho inferior ao que teve na disputa anterior, quando perdeu para a chapa formada por Serra e Kasab. Em comparação com a porcentagem de votos válidos, Marta também foi pior. Em 2004, teve 45,14% dos votos na disputa contra Serra. Neste ano, obteve 39,3%.

Pois é…..

A despeito das constantes, insistentes e chatas reclamações da PTralha sobre a “imprensa golpista” (aquele blábláblá mentiroso de sempre, que a imprensa representa a elite burguesa e trabalha contra os corajosos e honestos defensores dos pobres e oprimidos, ou seja, os PTistas), o colunista da Folha, Gilberto Dimenstein, escreveu um verdadeiro manifesto de admiração à MarTAXA, AQUI.

Ok, liberdade de expressão é isso aí – ele pode escrever o que quiser.

Porém, o articulista sofreu um surto PTralha agudo, e saiu a afirmar que a culpa pela derrota “não é de Marta”.

Ora, seria de quem ?????????????

Será que a arrogância da ex-prefeita não teve nenhum peso ?

Será que o rombo financeiro que ela deixou nas contas da cidade não teve nenhuma influência na decisão dos eleitores ?

Será que o baixo nível da campanha não interferiu na decisão ?

Será que a reprovação do seu (ridículo) mandato, indicada em pesquisas do Ibope e do DataFolha, não teve nenhum impacto ?

Será que o “relaxa e goza”, vindo de uma Ministra, num momento sério e delicado como foi aquele ápice do “apagão aéreo”, não contribuiu para piorar sua já depauperada imagem política ?

Convenhamos, senhor Dimenstein: São Paulo NÃO é uma cidade na qual o voto de cabresto ou a “iguinorânssia” política se dão bem. Por essas e outras, muitas outras, o PT e até mesmo o Lulla sofrem para conseguir votos por aqui.

O nível sócio-cultural é maior; as pessoas são mais bem-informadas. Mas, principalmente, as pessoas sentem no seu dia-a-dia os problemas causados pela incomPTência da MarTAXA.

O paulistano lembra dos túneis caríssimos que alagavam.

O paulistano lembra do estado precário do asfalto da cidade nos tempos da MarTAXA.

O paulistano lembra das taxas.

O paulistano lembra do triste, melancólico e patético período no final do mandato da ex-prefeita, em que a cidade ficou particularmente abandonada.

Eu, pessoalmente, lembro de ter ouvido, na época, MUITA gente que até então defendia a Marta, criticando a bagunça financeira que ela causou. Recordo-me vivamente de pessoas que trabalhavam nos CEUs inaugurados pela prefeita, mas que passaram a não receber seus salários porque a MarTAXA quebrou a cidade. Vi, li e ouvi relatos de pessoas que admiravam o PT, ou mesmo a MarTAXA, em particular, reclamando da zona que São Paulo se tornara graças à incomPTência da criadora das taxas.

Portanto, não me surpreende que dona Marta esteja DIMINUINDO a cada eleição.

Este é o futuro para esta destrambelhada: diminuir, diminuir, até sumir.

Sumirá, perdida no lixo da história política do país.

É o máximo que ela merece.

E o eleitor paulistano sabe disso.

Marta, relaxa e goza
Marta, relaxa e goza

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