1 MacBook Air emprestado para cada aluno do ensino médio

Alguém consegue imaginar algo semelhante acontecendo numa escola do interior do Brasil? Sim, Iowa é um estado “caipira”, totalmente “interiorrrrr”.

No Brasil, os computadores jamais chegariam aos alunos, pois teriam sido alvo de corrupção e desvio de verbas antes. Mas, se chegassem, o aluno seria assaltado na saída da escola no 1o dia de aula….

Os estudantes da Ames High School, de Iowa, nos Estados Unidos, foram recebidos com uma novidade no início do ano letivo – que por lá foi no final de agosto, após as férias do meio do ano: 1.425 MacBooks, modelo Air, à disposição de todos os seus alunos, que são da 9º, 10ª, 11ª e 12ª séries.

Os computadores estão disponíveis para em regime de empréstimo, como livros de uma biblioteca – mas o empréstimo dura o ano letivo inteiro. Para receber seu MacBook Air, o estudante deve concordar com os termos e deixar um depósito de US$ 25, que será integralmente devolvido a ele na devolução do equipamento, no final de cada ano letivo.

É compromisso do aluno trazer o MacBook diariamente para as aulas. Se danificar ou extraviar o equipamento, o estudante naturalmente fica responsável pela sua reposição, contribuindo com valores que vão desde US$ 50 até o preço completo do MacBook, dependendo da situação. FONTE: BR-Mac

Fortalecendo a marca – até no banheiro do cliente

Essa eu li no Meio & Mensagem (íntegra AQUI):

Com a apresentação de um curta-metragem de Roberto Andreoli, a Neve deu início, na segunda-feira 16, a um inusitado concurso. Pelas próximas semanas, a marca de papel higiênico da Kimberly-Clark promoverá uma votação para que os internautas elejam os melhores banheiros de restaurantes da cidade de São Paulo. Batizado de “Banheiros Espetaculares”, o projeto foi criado pela DPZ e Simple. “Queremos mostrar que zelamos pela intimidade do consumidor dentro e fora de casa, que temos a preocupação de reconhecer os ambientes que cuidam tão bem dele como a marca Neve”, afirma Alessandra Castro – gerente da categoria de papel higiênico. Mais de cem banheiros foram visitados na primeira fase do projeto. Destes, 30 foram selecionados por um júri formado por arquitetos, designers, fotógrafos e jornalistas para participarem da votação pública. Os finalistas receberam também a visita do mordomo Alfredo – o personagem protagonista dos anúncios da marca Neve entregou uma placa especial para os estabelecimentos e instalou um totem para a votação. Os seis banheiros mais votados serão divulgados durante o evento “O melhor da arquitetura”, da revista Arquitetura e Construção, da Editora Abril. A divulgação da promoção será feita em veículos online e impressos.

Uma excelente idéia!

Assim como o garoto Bombril, o mordomo Alfredo é um personagem estabelecido há anos, ainda que menos famoso do que o personagem de Carlos Moreno. A Kimberly-Clark vai gastar uns bons trocados com esta campanha, mas reforça os valores da marca Neve ao promover um concurso inusitado e, ainda assim, próximo do cliente – afinal, quem não gosta de ver banheiros bonitos para inspirar-se a reformar o próprio?

Quem é quem entre os relações públicas do setor de tecnologia

Notícia interessante para quem acompanha a área de Relações Públicas (RP):

Business Insider has released its list of the best PR people in the tech industry and I’ll give you one guess which company’s rep sits atop the list.
Here’s a hint: Google it.

Rachel Whetstone, Google’s top comms person, takes the honors of BI’s best tech PR pro.
BI’s reasoning for the choice is that Whitestone has political pull and has been known to dine with U.K. Prime Minister David Cameron.
“Although she’s not the one on the phone with reporters, she’s steering the search giant’s image with not just the media, but with the governments of Europe, the Middle East, and Africa,” according to the explanation.

Here’s the top ten:

1. Rachel Whitestone, Google
2. Brooke Hammerling, Brew Media Relations
3. Caryn Marooney, Facebook
4. Frank Shaw, Microsoft
5. Margit Wennmachers, Andreessen Horowitz
6. Steve Dowling, Apple
7. Ricardo Reyes, Square
8. Barry Schnitt, Pinterest
9. Krista Canfield, LinkedIn
10. Carolyn Penner, TwitterClick here for the full list of the top 50.

Convenhamos: não deve ser fácil ser RP de uma empresa tão amada e, ao mesmo tempo, odiada como o Google…

Microsoft segue ladeira abaixo – e quer arrastar a Nokia junto

Não quero dar uma de “vidente”, mas… EU DISSE, EU DISSE!

Comecei a redigir este post há, sei lá, 2 semanas mais ou menos – mas acabei deixando o coitadinho nos rascunhos, e nunca finalizei.

Foi até bom, pois agora sabemos que a Microsoft comprou a Nokia.

Vamos por partes….
Primeiro, o que eu havia começado a redigir, e, ao final, as atualizações.

Em 9 de maio desse ano (AQUI) eu escrevi que a Microsoft estava se afundando cada vez mais, graças a erros estratégicos tanto na linha de produtos para PCs (especialmente o seu carro chefe, o Windows) quanto na linha de softwares para dispositivos móveis.
O noticiário (posterior) mostrou que eu acertei.
Eis algumas das coisas que foram publicadas nos últimos dias:

Microsoft Experiences Its Biggest Drop Of The Century As Shares Fall 12 Percent
Microsoft shares dropped 12.2 percent, representing the biggest single-day drop in over 13 years. On April 24, 2000, shares dropped 15.6 percent — since then, Microsoft has never experienced such a shelling. Yesterday, the company announced disappointed earnings and took a massive $900 million writedown due to unsold Surface RTs.

When the Surface RT was unveiled, many saw it as a potential revenue generator and as a way to finally make a dent in the tablet space. But Windows 8 and Office remain Microsoft’s two most important products. The company likes to share Office 365 and Xbox Live Gold numbers because those subscription services are on the rise. But they are tiny compared to Windows and Office.

Some investors may have suddenly stopped believing in Microsoft’s tablet dreams. That’s why the company is experiencing such a difficult day on the stock market. But the Surface RT writedown is the second writedown in a year. It could indicate that there are serious strategic issues afoot.

The company recently announced a total reorganization dubbed ‘One Microsoft’. It should make the company more efficient if it wants to release hardware products again. While the Xbox is a success, the company doesn’t have any successful tablet, phone or computer in its portfolio. The Surface RT and the Microsoft Kin are far from success stories. Everybody agrees on that today.
Íntegra AQUI.

Mais uma:

As ações da Microsoft caíram cerca de 9% no início das negociações, um dia após a empresa anunciar resultados trimestrais ruins devido à fraca demanda por computadores pessoais e vendas decepcionantes do tablet Surface. A Microsoft teve lucro abaixo do esperado no trimestre, em meio a vendas mais lentas de computadores pessoais que afetaram os negócios do sistema Windows e a gastos inesperados de US$ 900 milhões com estoques de seu tablet Surface RT. Lançado junto com o Windows 8 em outubro para competir como iPad, da Apple, o dispositivo não vendeu bem.

Microsoft surface390

As corretoras Raymond James e Cowen & Co reduziram suas recomendações para os papéis da empresa para “market perform” (performance em média com o mercado) e pelo menos outras cinco cortaram os preços-alvos em até US$ 3. A receita cresceu 10% para US$ 19,9 bilhões de dólares, ajudada pelas vendas do Microsoft Office, mas ficou abaixo das estimativas de analistas de US$ 20,7 bilhões.

“Nós sabemos que temos que fazer melhor, particularmente nos dispositivos móveis”, disse Amy Hood, nova diretora financeira da Microsoft”, em entrevista. “Esta é uma grande razão pela qual nós fizemos mudanças estratégicas organizacionais”. No início desta semana, a Microsoft disse que estava cortando drasticamente os preços do Surface para atrair compradores, reduzindo o valor dos aparelhos no seu inventário.
Íntegra AQUI.

Quem quiser ler mais detalhes sobre os números da empresa poderá encontrá-los AQUI.

O próprio Bill Gates admitiu em fevereiro deste ano que a MS cometeu erros na estratégia de dispositivos móveis (AQUI), mas deixou de lado os (diversos) erros na estratégia global.
Pelos dados disponíveis, apenas o XBox tem sido bem sucedido – o resto dos produtos da Microsoft ou está numa situação estável (Office) ou está com problemas (Windows, Windows phone).
A Microsoft, ao que parece, perdeu a capacidade de inovar. Isso aconteceu há muito tempo.
E, até aqui, nada indica que ela esteja remotamente perto de recuperrar esta importante habilidade no mercado de tecnologia. Aliás, pelo contrário: os erros que ela tem cometido apenas reforçam que o futuro da empresa está seriamente ameaçado.

Finalmente:

Uma questão intrigante ronda a Nokia desde 2010: por que a companhia optou pelo Windows Phone para substituir o Symbian em vez de apostar no Android, como a maioria das rivais? Stephen Elop, CEO da Nokia, explica que, na época, a empresa não via um mercado promissor para o sistema do Google e afirma que nunca se arrependeu da decisão.

“Estou muito satisfeito com nossa escolha. O que nos preocupava, na época, era o risco de que uma fabricante dominasse o Android. Suspeitávamos de quem poderia ser, pelos recursos disponíveis e a integração vertical, e nós respeitamos o fato de que demoramos para fazer a decisão. Muitos outros já estavam neste espaço”, afirmou ele em entrevista coletiva.

A empresa que poderia dominar o Android, em questão, é a Samsung, como acabou se confirmando alguns anos depois. “Há hoje muitos bons dispositivos, de diferentes empresas, mas uma empresa, essencialmente, se tornou dominante”, ressalta Elop, apontando para a enorme fatia de mercado global que a empresa sul-coreana apresenta, segundo o Guardian.

Ele aponta que o fato de se tornar a maior referência em Windows Phone é um ponto estratégico para a empresa. A empresa passa a ser a principal alternativa após Apple e Samsung/Android, aponta Elop, ressaltando que a abertura desta terceira via abre espaço para negociações com operadoras como a AT&T, que tem se mostrado grande parceira da Nokia nos Estados Unidos.

“Ralph de la Vega, CEO da AT&T, quer negociar com pessoas diferentes para oferecer o maior número de opções. Ele quer uma terceira alternativa. Com isso, nós temos uma abertura com todas as operadoras do mundo, por termos o terceiro ecossistema”, diz Elop. “É difícil, porque começamos como ‘desafiantes’ e precisamos construir a credibilidade, mas com boas parcerias, ganhamos força. Foi a decisão correta”, ele completa, apontando que outras empresas que apostam no Android também não estão bem das pernas, como a HTC.

Mesmo acreditando ter tomado a decisão correta, a Nokia ainda vive um momento ruim. A empresa anunciou na última quarta-feira, 17, seus resultados trimestrais e fechou o período com um prejuízo de US$ 150 milhões.
Íntegra AQUI

Um gráfico que circulou nesta semana ajuda a mostrar o tamanho do problema da Microsoft:

Chart of the day

Pronto, agora vamos avançar no tempo, chegando ao fatídico 3 de Setembro (com grifos meus):

A Microsoft fechou um acordo para comprar a fabricante finlandesa Nokia por um total de 5,44 bilhões de euros (cerca de R$ 17 bilhões). O valor corresponde a 3,49 bilhões de euros pela unidade de aparelhos e serviços da Nokia e 1,65 bilhão de euros pelas patentes em nome da fabricante. De acordo com as empresas, o valor do acordo será pago em dinheiro. A Microsoft afirmou que usará fundos aplicados no exterior para fazer o pagamento. A transação deverá ser concluída no primeiro trimestre de 2014, se aprovada por agências reguladoras e acionistas das empresas.

As operações vendidas à Microsoft geraram 14,9 bilhões de euros em 2012 em receita para a Nokia, metade do faturamento da fabricante de celular.

“Com o compromisso e recursos da Microsoft para levar os aparelhos e serviços da Nokia para frente, agora entendemos o potencial completo do ecossistema do Windows, oferecendo as experiências mais completas para as pessoas em casa, no trabalho e em qualquer lugar”, escreveram em uma carta conjunta o presidente executivo da Microsoft, Steve Ballmer, e o presidente executivo da Nokia, Stephen Elop.

Elop, um ex-executivo da Microsoft que assumiu a presidência da Nokia em 2010, vai assumir a divisão de produtos da Microsoft, que vai assumir equipes da Nokia. Outros executivos da Nokia responsáveis pelas divisões de smartphones e celulares vão manter suas posições e ficarão subordinados a Elop.

Risto Siilasmaa, membro do conselho de administração da Nokia, assume o cargo de presidente executivo interino da fabricante. “Depois de uma avaliação rigorosa de como maximizar o valor para os acionistas, incluindo a consideração por uma variedade de alternativas, acreditamos que essa transação é o melhor caminho para a Nokia e seus acionistas”, disse Siilasmaa, em comunicado divulgado pela Nokia.

A empresa afirmou que depois que a transação for finalizada, pretende focar seus negócios na companhia de infraestrutura de telecomunicações Nokia Siemens Network, em seu serviço de mapas HERE e no desenvolvimento e licenciamento de tecnologias. Cerca de 32 mil funcionários da Nokia, incluindo 4,7 mil na Finlândia, vão passar a fazer parte da fabricante de software.

A Nokia continuará dona da marca, que será licenciada para a Microsoft em uma acordo de 10 anos.

A compra da Nokia pela Microsoft coloca a fabricante do Windows em um mercado que seus tradicionais rivais, Google e Apple, tiveram mais êxito ao longo dos últimos anos. Enquanto a Apple conquistou um mercado com seus iPhones e o Google disseminou seu sistema operacional Android para aparelhos de fabricantes concorrentes, a Microsoft ainda tenta se fortalecer como uma terceira alternativa, com seu sistema Windows Phone.

O Windows Phone tem sido usado principalmente em smartphones da Nokia desde que foi lançado. Em 2011 — já com Elop no comando — as empresas fizeram um acordo para que o sistema da Microsoft fosse o software oficial dos smartphones da finlandesa. No segundo trimestre deste ano, as vendas de celulares com Windows Phone cresceram 77% em um ano, passando de 4,9 milhões de unidades para 8,7 milhões. Mas o crescimento não foi suficiente para expandir a participação do sistema no mercado de smartphones, que ficou com 3,7% do mercado, ante 3,1%. O Android tem quase 80% das vendas, e o iOS, da Apple, 13,2%.
A íntegra da notícia pode ser lida AQUI

No meu texto de Maio, eu encerrei afirmando o seguinte:

Ao que tudo indica, a Microsoft vai continuar em queda livre.
É possível reverter isso? Claro que sim – mas será preciso corrigir os rumos da empresa. Coisa que, até agora, ela parece não ter percebido ainda.

Hoje, alguns meses mais tarde, reafirmo o que escrevi.

Comprar a Nokia não muda os fatos: a Microsoft perdeu o bonde da evolução. E a Nokia também.
A Nokia tinha um sistema operacional que chegou a ocupar 70% dos celulares do mundo inteiro (Symbian), mas desde o lançamento do iPhone/iOS começou a declinar. A Nokia não conseguiu oferecer um sistema substituto ao Symbian quando as pessoas começaram a trocar os celulares “simples” pelos smartphones – se bem que, a rigor, o Symbian funcionava lindamente em smartphones (eu tive um N97 e um E72 da Nokia que eram uma belezura, mas acabaram ficando ultrapassados quando comparados ao iOS).

A Microsoft, por sua vez, ignorou completamente o mercado móvel: o primeiro WindowsPhone (OS) era uma coisa medonha de ruim, e era visto na própria empresa como um produto que foi lançado apenas para não dizerem que a MS não tinha nenhum sistema móvel. Nunca foi dada a devida atenção a este segmento nas decisões estratégicas da Microsoft. A própria empresa colocou-lhe a pecha de “2a linha”.

O que a Microsoft fez com o Windows 8 foi mais uma cagada monumental.

Comprar a Nokia corrige os erros da Microsoft?

Não.

O que ela vai fazer? Insistir na estorinha de que o Windows Phone é uma “terceira via” na briga Android X iOS?

Lamento, Microsoft, mas isso não vai colar. Especialmente porque a própria MS ficou rateando com o Windows Phone: a palhaçada com o tablet Surface (2 tipos, um que roda os aplicativos do Windows, e uma outra versão, mais “pobre”… Aquilo criou uma confusão na cabeça do comprador, que afungenta qualquer potencial cliente) e a mesma palhaçada com o Windows 8 (que precisou de um “remendo” devido à alta rejeição das [péssimas] mudanças promovidas na 1a versão)…

Enfim, enquanto a Microsoft continuar cometendo erros grotescos, primários mesmo, ela pode comprar quem quiser – e nada vai mudar seu declínio.

Como gosto de fazer, ficam algumas sugestões de leituras “complementares”:
Steve Ballmer’s Biggest Mistakes As CEO Of Microsoft
Desafio do sucessor de Ballmer
Post-Ballmer, Microsoft Must Focus on Products to Avoid Extinction
Microsoft perde direito de usar nome SkyDrive
Android Is The New Windows
Microsoft losing money on Surface tablets

Roberto Campos

Excelente rever esta entrevista de 1997, na qual Roberto Campos fala sobre privatizações (incluindo Petrobras, Vale etc), liberalismo e tantos assuntos que hoje se mostram MUITO piores do que em 1997.

O Brasil regrediu vergonhosamente. Ainda bem que ele não viveu para ver esta desgraça PTralha…

PS: A presença do Marco Aurélio Garcia, vomitando bobagens, não é suficiente para atrapalhar, mas os pitis, a voz esganiçada e as críticas a práticas que o PT acabou abraçando com largo sorriso depois acabam ficando engraçados – ou melhor, PATÉTICAS.

GIGANTES DA INDÚSTRIA – documentário imperdível

Para quem quiser entender um pouco mais sobre capitalismo, sociedade, governo e empresas, além de conhecer uma parte da vida dos maiores empreendedores da História, recomendo fortemente o documentário OS GIGANTES DA INDÚSTRIA.

São oito episódios, com dramatização de situações cruciais no desenvolvimento do capitalismo norte-americano, mas que tiveram impacto na Administração moderna. John Rockefeller, Henry Ford, Andrew Carnegie, John Paul Morgan são alguns dos personagens/personalidades mostrados, e certamente muito pouca gente conhece os detalhes que cercaram as histórias desses homens.

O History Channel passou recentemente, mas eles fuderam o documentário com excesso de intervalos e falta de regularidade de transmissão (tentei gravar mas mudanças de horário e reprises me quebraram).

Descobri um site que tem os 8 episódios disponíveis para download (infelizmente para mim, apenas nas versão dublada em português, sem opção de áudio original). Veja AQUI.

De qualquer forma, esse é um documentário que, se estivesse disponível em DVD, eu compraria sem hesitar.

IMPERDÍVEL.

Aqui o teaser oficial:

Obs: os arquivos que baixei pelo site estavam em formato MKV, um formatou pouco usual, e que muitos softwares populares não conseguem reproduzir. Use um aplicativo chamado VLC. É o melhor player que conheço, porque consegue abrir tudo que é formato de áudio e vídeo. Além disso, tem versões para Mac e Windows, e agora também para iPhone/iPad (iOS).
Você pode baixar AQUI.
É gratuito, e funciona bem pacas!


ATUALIZAÇÃO: fui informado por um aluno de que os episódios já estão no YouTube (quando escrevi o post, originalmente, não estavam). Fui procurar, e estão mesmo!

Vou colocar todos abaixo.


ATUALIZAÇÃO 30/05/2015: Parece que o YouTube fez o desfavor de tirar todos os episódios do ar. Se alguém tiver os vídeos e quiser compartilhar o link, por favor envie pela página de contato. Obrigado.

Consegui localizar o primeiro episódio, já colocado abaixo. Porém, nunca se sabe por quanto tempo ficará no ar…

Finalmente: há uma página no Facebook dedicada a esta série, e eles estão oferecendo a série em DVD. Não conheço os administradores da página, portanto não posso dizer se são idôneos e se é seguro comprar, mas quem quiser saber mais pode acessar diretamente ESTE POST no Facebook.


Episódio 1:

Episódio 2:

http://www.youtube.com/watch?v=–_T83NpugE

Episódio 3:

http://www.youtube.com/watch?v=vS6npXQp5us

Episódio 4:

http://www.youtube.com/watch?v=3t3IJFH8s44

Episódio 5:

http://www.youtube.com/watch?v=tych5aRX2wI

Episódio 6:

http://www.youtube.com/watch?v=jVQWS8Xquk0

Episódio 7:

http://www.youtube.com/watch?v=m2SsWpiuUuM

Episódio 8:

http://www.youtube.com/watch?v=3w9EBb9c_Yk

Algumas empresas realmente parecem de mentira

Isso parece piada (de mau gosto), mas não é.

Uma empresa de telefonia recebeu uma reclamação através do site Reclame Aqui.

E produziu esta resposta:

Pois é, infelizmente esta localidade estamos com sérios problemas, com pessoal mesmo, parece cultura do pessoal ai, ser irresponsável, sem comprometimento e irresponsaveis. Quando comparado as demais regiões do país, temos sérios problemas no nordeste, o nordestino tem isto mesmo, de não gostar de trabalhar, de não ter responsabilidade, de ser o que são, irresponsáveis, preguiçosos, eles não respeitam nem os conterrâneos deles, pois, se respeitasse não teríamos tantas reclamaçoes. Encaminhei para o responsável para tentar solucionar. Mas a providencia mais sensata a MinasMais esta tomando, que é mandar GENTE daqui do sul e sudeste para trabalhar ai, pois ai, meu caro cliente, ai não se arranja GENTE que preste para trabalhar.

Não satisfeita, quando foi questionada sobre os absurdos da resposta, ainda produziu outras afirmações absurdas:

Não so retirarei, como reafirmo, a falta de comprometimento, a falta de irresponsabilidade do nordestino. Ai foi são joao, eles simplesmente deixaram de trabalhar por 20 dias, um bando de [editado pelo Reclame Aqui] e vagabundos.
Esta revolta se dá, porque já passamos 176 funcionários apenas neste provedor de Aracaju-se. O que esta sendo feito é mandar daqui, pessoas dignas, responsáveis para tomar conta das aplicações no nordeste, foi apenas assim que conseguimos equilibrar as operações.
Por favor, faça a divulgação, para que eles acordam, eles percebam que precisam de trabalhar, e não ser a escoria do país… quem sabe eles não viram gente de verdade e lutem para um país mais rico, e não um pais de vagabundos, festeiros, que não tem comprometimento com nada.

O link para ler o caso na íntegra está AQUI.

Como eu ainda tenho a esperança de que alguém na empresa perceba o tamanho do desastre e dê um jeito de apagar esses comentários, fiz alguns “print-screens”, abaixo.

Firefox 22Firefox 21Firefox 20

Esse pessoal da Minas Mais Telecom não precisa “apenas” de umas aulinhas sobre relações públicas, atendimento ao cliente, branding etc.; eles precisam morrer e renascer umas 6 vezes para ver se dá para consertar algo.
 

iPhone e Blackberry: acabou a rivalidade?

Aproveito que nesta semana houve o lançamento do novo sistema operacional de dispositivos móveis da Apple (iOS7) para reproduzir um artigo muito bom, que li originalmente no Valor, mas fora publicado pelo Wall Street Journal:

Com o BlackBerry perdendo reiteradamente a briga para smartphones cheios de aplicativos nos últimos anos, já era hora de uma resposta definitiva da presidência da empresa.

Na Research In Motion Ltd. (RIM), no entanto, a coisa era complicada. A fabricante do BlackBerry tinha dois diretores-presidentes. Para piorar, cada um trabalhava em um lugar – estavam a uns dez minutos de carro um do outro. Reuniões com os dois presentes eram raras, contam ex-executivos da RIM e gente que já trabalhou com a empresa.
Muitos fatores se combinaram para que a RIM anunciasse ontem o primeiro prejuízo operacional em sete anos (a empresa fechou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de US$ 518 milhões). Mas um deles certamente foi a dupla personalidade na sala da presidência, dizem ex-executivos. Com investidores fazendo crescente pressão sobre a empresa, um dos cabeças, o fundador Mike Lazaridis, só pensava em lançar uma nova geração do BlackBerry com um novo sistema operacional. Já o outro presidente, Jim Balsillie, resolveu investir em outra estratégia, cuja meta era o licenciamento de certas tecnologias exclusivas da empresa.
Hoje, nenhum dos dois está na presidência. A dupla foi substituída em janeiro por Thorsten Heins, velho braço-direito de Lazaridis que está cortando custos. Segundo ele, a RIM está empenhada em lançar, mesmo com atraso, o novo BlackBerry no primeiro trimestre de 2013. Mas Heins já contratou bancos de investimento para explorar alternativas e não descarta a venda da empresa, cuja ação caiu quase 70% em 12 meses e derrubou o valor de mercado da RIM para menos de US$ 4 bilhões – menos de uma décima quinta parte do valor em seu auge.
A RIM ainda tem um colchão de liquidez confortável, de mais de US$ 2 bilhões. E não tem dívida, o que lhe dá certa folga para lançar o novo aparelho, com um sistema operacional chamado BlackBerry 10 que, segundo a empresa, “será o padrão para a computação segura em plataformas móveis”. Segundo uma pessoa por dentro da situação, a RIM informou aos bancos que a assessoram que está focada no lançamento. Se o celular emplacar, deve recuperar parte do valor perdido. E a nova tecnologia ajudaria no caso de venda ou de parceria futuras, disse essa mesma pessoa.
De acordo com entrevistas com mais de dez ex-executivos da RIM e profissionais do setor próximos à empresa, a dificuldade atual ali dentro é fruto da confiança cega no BlackBerry como produto. Na descrição dessas pessoas, esse problema foi agravado por um arrastado debate interno sobre quem seria o principal cliente da empresa; pelo lançamento de uma série de aparelhos que tentaram, em vão, equiparar-se aos rivais; e por conflitos entre distintas áreas da empresa.
Lá atrás, a RIM apostou que tanto o cliente corporativo como o individual continuariam a preferir o e-mail fácil de usar do BlackBerry à profusão de recursos e aplicativos no iPhone, da Apple Inc., e de celulares com o sistema operacional Android, da Google Inc. Até quando viu a clientela começar a se afastar do BlackBerry, a RIM hesitou em agir.
A certa altura, a RIM se aliou a operadoras de telefonia que temiam o domínio da Apple para fazer frente ao iPhone. Os modelos nascidos dessa colaboração, porém, não conseguiram gerar a mesma empolgação do iPhone.
A certa altura, executivos da RIM foram buscar talento fora da casa – o que só aumentou a tensão nos quadros de uma empresa onde Lazaridis e Balsillie já tinham feudos, dizem ex-executivos da RIM e profissionais que trabalharam com a empresa. Segundo eles, as duas equipes às vezes batiam de frente, sobretudo à medida que a RIM ia perdendo mais e mais terreno no mercado de smartphones.
A RIM informou que a caracterização de “dupla personalidade” não condiz com a realidade. “Como em qualquer empresa inovadora, houve momentos em que pessoas na organização divergiram, mas essa não era a norma”, lia o comunicado.
“A estrutura na presidência funcionou bem por muitos anos e permitiu que cada um dos copresidentes se concentrasse na área em que era forte”, acrescentou a RIM. “Os dois sempre tiveram uma relação de trabalho profissional e eficiente e sempre estiveram em direta comunicação”.
Pouco depois de assumir o comando, no início do ano, Heins suspendeu as iniciativas de licenciamento de Balsillie. A RIM informou que não comenta deliberações internas de caráter fechado. “Toda empresa de sucesso tira lições de cada situação e usa isso para seguir avançando”, disse Lazaridis, observando que ele e Balsillie “sentiram que era o momento certo na trajetória da RIM para entregar o comando a outra pessoa”. Balsillie não respondeu a pedidos de entrevista.
A RIM não disponibilizou Heins para uma entrevista.
A RIM basicamente inventou o e-mail no celular. Fundada por Lazaridis em 1984 com US$ 15.000 emprestados pelos pais, a empresa chegou a ter um valor de mercado de mais de US$ 80 bilhões em seu apogeu, em 2008.
Balsillie – que se uniu à RIM em 1992 após ter considerado a aquisição do controle da empresa – e Lazaridis viraram os bilionários mais famosos do Canadá.
Por trás do sucesso estava a busca inarredável de Lazaridis de uma engenharia robusta e de inovação e a meta de expansão no mercado de Balsillie. Ex-executivos afirmam, contudo, que a empresa também tinha uma aversão a qualquer inovação que não reforçasse seus grandes pontos fortes: a rede exclusiva e a fama de segurança do sistema.
Lá atrás, a esmagadora maioria dos clientes da RIM eram empresas, que forneciam o BlackBerry ao pessoal para a comunicação por e-mail. Mas o número de usuários comuns foi crescendo – gente em geral interessada em recursos como câmera, games, internet. A RIM lançou celulares com câmera e MP3, incluindo o Pearl em 2006 e o Curve em 2007- ano em que debutou o iPhone. Ainda assim, operadoras de telefonia parceiras da RIM temiam que a enorme popularidade do iPhone pudesse dar à Apple um poder desmedido no mercado.
Executivos da RIM tampouco deram atenção a alarmes disparados internamente. Em 2010, a divisão de vendas fez um estudo sobre o futuro do teclado táctil, o celebrado recurso de digitação do BlackBerry. O relatório alertou que, na era de aparelhos da Apple com navegação virtual, o teclado teria espaço cada vez menor no mercado, contou uma pessoa a par do estudo segundo a qual o alerta foi ignorado.
Naquele mesmo ano, Balsillie perguntou numa reunião se a RIM devia se preocupar com uma nova tendência: o usuário que levava o celular próprio para o trabalho. Alguns executivos disseram que a tendência trazia risco; outros disseram que não havia por que se preocupar. Balsillie fechou com esta última opinião, disse uma pessoa próxima à empresa.
Os dois presidentes se reuniam com bastante regularidade e usavam mensagens instantâneas e o telefone para trocar ideias. Já quando a RIM passou a ter problemas o mais comum era que cada um estivesse operando em mundos muito distintos, segundo essas pessoas – que dizem ainda que as equipes de cada um não se comunicavam bem (quando se comunicavam).
No fim de 2011, a ação da RIM tinham descido ao menor nível em oito anos. No dia 22 de janeiro, o conselho, também encabeçado por Lazaridis e Balsillie, anunciou que os dois deixariam o comando. Balsillie deixou o conselho. Lazaridis ainda é seu vice-presidente não executivo. A RIM anunciou ontem que vai cortar de 5000 vagas até o fim do ano.

O artigo é de Junho de 2012, ou seja, quase um ano atrás.
E, por falar em “velharia”, também em 2012 eu escrevi esta análise AQUI, sobre o processo de lançamento de produtos da Apple. Tudo o que eu escrevi ali continua valendo – e foi exatamente o que aconteceu na última segunda-feira, quando a Apple anunciou o iOS7.

Interessante que tenho lido muita gente afirmando que a Apple “perdeu o brilho”, que não está conseguindo inovar a ponto de manter-se com o valor de mercado astronômico (as ações que chegaram a valer US$ 700 o lote estão, hoje, na casa dos US$ 400) etc.

Bobagem.
Com o iPhone, e depois com o iPad, a Apple revolucionou, sim, o mercado.
Ela não inventou celular touch-screen, nem sequer inventou o conceito do “tablet”. Porém, ela conseguiu transformar conceitos que já existiam em produtos NOVOS, úteis, práticos, integrados ao ecossistema que ela mesma criara (iTunes, AppStore).
Ela revolucionou o mercado de telefonia, e criou o MERCADO (não o produto!) de tablets – que hoje é disputado por Samsung, Acer, Sony, Dell etc.

Ora, será que esse pessoal que reclama tanto da Apple acha mesmo que criar produtos é coisa corriqueira, que pode ser feita a cada seis meses?
A Apple criou o mercado de tablets – e o pessoal por acaso acha que é possível ou viável “criar um mercado novo” por ano?

Recomendo a leitura deste breve artigo AQUI.

Não param de surgir as provas da destruição causada pelo PT na Petrobras

Duas notícias que li nesta sexta-feira servem para complementar o que escrevi antes: os problemas da Petrobras estão cada dia mais expostos.

ATUALIZAÇÃO (10/08/2013): Reportagem extensa da Época desta semana revela algumas coisas ainda mais escabrosas do tipo de destruição que o PT impôs à Petrobras. Leia AQUI.

Durante muitos anos, o PT usou a empresa para corrupção e politicagem, abarrotou a estatal com gente incompetente, incapacitada e corrupta. Essa é a verdade, e fatos recentes têm trazido a verdade à tona.
Senão vejamos:

A alteração da perspectiva de avaliação de risco da Petrobras de estável para negativa, anunciada nesta quinta-feira (6/6) pela agência internacional de classificação de risco Standard & Poors, refletindo ação similar no rating (avaliação sobre as condições de um país ou uma empresa saldar seus compromissos) soberano do Brasil, não mudará o plano de negócio da empresa. Em entrevista nesta sexta (7/6) à imprensa, após palestra feita a empresários do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Rio de Janeiro (Ibef-RJ), Graça Foster disse crer que uma empresa, “que tem o que a Petrobras tem na mão, uma partilha que vai acontecer agora, a volta das rodadas [de licitação], a gente tem muita confiança que, aconteça o que acontecer, a gente vai manter o grau de investimento”.
Graça admitiu que o nível atual do câmbio não é bom para a Petrobras, porque 78% das dívidas da empresa são em dólar. Acrescentou que a maior parte dos custos de exploração e produção e de gás e energia é também em moeda norte-americana.
No plano de negócios e gestão da empresa, Graça disse ter sido feita uma projeção de câmbio, cuja variação considerou, no curto prazo, uma cotação em torno de R$ 1,85. Ao sair hoje da estatal para o evento, disse que a cotação estava em R$ 2,13. “Então, pontualmente, isso preocupa a Petrobras”. Ela admitiu, por outro lado, que nem tudo que preocupa a empresa é ruim para outras áreas importantes da economia.
Indagada a respeito da Refinaria Abreu e Lima, ou Refinaria do Nordeste (Rnest), que está sendo construída pela empresa em Pernambuco e cujo projeto previa sociedade com a estatal venezuelana PDVSA, Graça disse: “Deixa a PDVSA. Na hora que ela quiser vir, ela virá. E virá com um cheque na mão. O único jeito de falar com PDVSA é esse”. Segundo ela, as conversas com a empresa venezuelana continuam.
Matéria do Brasil Econômico, cuja íntegra está AQUI.

A corrupção que tomou conta da Petrobras graças ao PT:

Documentos e imagens obtidos pelo Estado revelam que a Petrobrás e uma empresa do senador e tesoureiro do PMDB, Eunício Oliveira (CE), fraudaram este ano uma licitação de R$ 300 milhões na bacia de Campos, região de exploração do pré-sal no Rio de Janeiro. A Manchester Serviços Ltda., da qual Eunício é dono, soube com antecedência, de dentro da Petrobrás, da relação de seus concorrentes na disputa por um contrato na área de consultorias e gestão empresarial. De posse dessas informações, procurou empresas para fazer acordo e ganhar o contrato.
Houve reuniões entre concorrentes durante o mês de março, inclusive no dia anterior à abertura das propostas. A reportagem teve acesso ao processo de licitação e a detalhes da manobra por parte da Manchester para sagrar-se vencedora no convite n.º 0903283118. Às 18h34 de 29 de abril, a Petrobrás divulgou internamente o relatório em que classifica a oferta da Manchester em primeiro lugar na concorrência com preço R$ 64 milhões maior que a proposta de outra empresa.
O contrato, ainda não assinado, será de dois anos, prorrogáveis por mais dois. Sete empresas convidadas pela Petrobrás participaram da disputa, a maioria sem estrutura para a empreitada. Os convites e o processo de licitação são eletrônicos e as empresas não deveriam saber com quem estavam disputando.
A reportagem do Estadão está AQUI na íntegra.
A situação da Petrobras vai de mal a pior.
Mas para quem vem acompanhando os desmandos do PT na estatal, não é surpresa – agora até o Ministério Público vai investigar a PT-Bras (a íntegra da reportagem do O Globo está AQUI):

O Ministério Público Federal no Estado do Rio de Janeiro (MPF-RJ) decidiu iniciar uma investigação sobre a operação de compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, no Texas, nos Estados Unidos. A aquisição foi feita pela estatal em 2006, na gestão do então presidente José Sérgio Gabrielli.

A portaria assinada pelo procurador destaca a possibilidade de terem ocorrido peculato (roubo ou desvio de dinheiro, valor ou bem por funcionário público) e evasão de divisas, por indícios de superfaturamento.

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, desistiu de tentar vender a refinaria. Em vez disso, pretende fazer uma série de melhoramentos na unidade para tentar um preço melhor no futuro e reduzir um pouco os prejuízos com a operação. A refinaria é uma das “heranças malditas” herdadas pela executiva quando assumiu o cargo, em fevereiro do ano passado.

Em janeiro de 2005, a belga Astra Oil comprou a refinaria americana de Pasadena por apenas US$ 42,5 milhões. No ano seguinte a Petrobras adquiriu 50% das ações da unidade por US$ 360 milhões. Pasadena é uma refinaria relativamente pequena, com capacidade para processar 150 mil barris diários de petróleo. O plano da Petrobras era levar o óleo produzido no Brasil para ser refinado para a venda de combustíveis.

Poucos anos mais tarde, por divergências em relação a investimentos que teria que realizar, a Astra entrou na Justiça americana contra a Petrobras. É que, para a unidade ter condições de refinar o petróleo brasileiro, que é mais pesado, seriam necessários aportes de US$ 1,5 bilhão, a serem divididos entre os dois sócios. Sem acordo, o caso ficou na Justiça dos EUA. Para encerrá-lo, a Petrobras concordou, então, em pagar US$ 839 milhões em 2011 à companhia belga por seus 50% no capital da refinaria.

Quem se lembra da campanha difamatória, mentirosa mesmo, que o Lulla e o PT espalharam antes da eleição de 2006, afirmando que se fosse eleito, o Alckmin iria privatizar a Petrobras?
O picolé de chuchu caiu na agenda podre do PT, e chegou ao ridículo de vestir uma jaqueta (ou camiseta, nem lembro ao certo) com a marca da Petrobras, e passou a afirmar sempre que não iria privatizar a estatal.
Deveria.
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