Analfabetismos no Brasil

Excelente (como de costume, aliás) a coluna do Professor Pasquale na Folha de hoje:

O caro leitor certamente já ouviu e/ou leu matérias a respeito do nosso analfabetismo funcional. Estudos recentes informam que apenas 24% dos brasileiros letrados entendem textos de alguma complexidade, ou seja, apenas um em cada quatro brasileiros letrados entende um texto que talvez possamos chamar de “simples”.

Nossa dificuldade com o texto é inegável e não escolhe classe social. Não pense o leitor que ela é “privilégio” de pobres ou de gente pouco escolarizada. A leitura de trabalhos de conclusão de curso de muitos e muitos alunos de letras (sim, de letras!) prova que a situação é dramática.

O livro “Problemas de Redação”, do professor Alcir Pécora, traz um retrato sombrio do problema. Publicada em 1999, a obra resulta da percepção do professor Pécora de que alunos da primeira turma de estudos linguísticos de uma das mais importantes universidades do país concluíram o curso sem a mínima condição de ler e/ou escrever de acordo com a escolaridade formal que detinham.

Mas o nosso analfabetismo não é apenas verbal, ou seja, não se limita ao que é expresso por meio da língua; ele é também não verbal, isto é, abrange também a dificuldade para lidar com signos que não se valem da palavra escrita ou dita, mas, por exemplo, de imagens, de cores etc.

Boa parte da barbárie brasileira pode ser demonstrada pelo que se vê no trânsito das nossas cidades. Ora por falta de vergonha, ora por analfabetismo verbal e/ou não verbal + falta de vergonha, os brasileiros provamos, um bilhão de vezes por minuto, que este país não deu certo.

Uma das situações que acabo de citar pode ser ilustrada pelos semáfaros. Decerto os brasileiros conhecemos o que significam os signos não verbais (as três cores) que há nos “faróis” ou “sinaleiras”. O desrespeito ao significado desses signos não decorre do analfabetismo (verbal ou não verbal), mas da falta de vergonha.

Agora a segunda situação. Nada melhor do que as rotatórias para ilustrá-la. Em todos os muitos cantos do mundo pelos quais já passei, a rotatória é tiro e queda: funciona. Os motoristas conhecem o significado desse signo não verbal e respeitam-no. No Brasil, nem agentes de trânsito conhecem a regra (mais de uma vez já constatei isso). O que mais se vê é gente entrando a mil na rotatória, literalmente soltando baba, bestas-feras que são.

Quando me aproximo de uma rotatória e já há um carro dentro dela, faço o que se deve fazer: paro e dou a preferência. Às vezes, sabe Deus por que razão, o motorista que tinha a preferência também para (em muitos cruzamentos há uma espécie de “convenção” tácita sobre a preferencial, embora haja ali signos que contradizem essa “convenção”). Abro o vidro, ponho uma das mãos para fora e faço movimentos circulares com os dedos para tentar mostrar ao outro motorista que aquilo é uma rotatória e que ele, por ter entrado antes, é que tem a preferência. Começa a buzinação. A ignorância é atrevida, arrogante, boçal. Mas eu aguento: enquanto o outro não passa, continuo com os movimentos manuais circulares e não saio do lugar. Quase sempre alguém fura a fila e passa exibindo outro signo não verbal (dedo indicador em riste), mais um a traduzir o nosso elevado grau de barbárie.

Não sou dos que dizem que este país é maravilhoso etc., que a nossa sociedade é maravilhosa etc. Não há solução para a barbárie brasileira que não comece pela admissão e pela exposição da nossa vergonhosa barbárie de cada dia, sob todas as suas formas de manifestação. A barbárie é filha direta da ignorância e se manifesta pelo atrevimento inerente à ignorância. Falta competência de leitura, verbal e não verbal; falta educação, formal e não formal. Falta vergonha. Falta delicadeza. Falta começar tudo de novo. É isso.

Perfeito. Os vários analfabetismos são um problema gravíssimo no Brasil, e a educação só tem piorado.

 

Twitter - dilmabr- O gesto, repetido a cada vitória ...

O caso da CEAGESP e a “militância política” burra

Na última sexta-feira, a CEAGESP foi palco de mais um caso de violência, depredação, ignorância e bandidagem.

O caso ajudou a desnudar, ainda, duas questões subjacentes, quais sejam:

1) A estatal CEAGESP é alvo da sanha do PT em alojar seus aliados e cúmplices, pouco importando a gestão da autarquia em si – o importante mesmo é alocar o maior número possível de PTistas na máquina, para gerar dinheiro para o partido e, claro, aumentar o escopo da influência do PT.

2) A estratégia de comunicação oficial do PT, chamada de “MAV” (ou Militância em Ambientes Virtuais”), é uma tragicomédia de péssimo gosto.

Em reportagem do Estadão, a primeira questão foi devidamente esmiuçada AQUI. Segue apenas um trecho:

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) é reduto de apadrinhados dos petistas João Paulo Cunha (SP), deputado condenado no esquema do mensalão, e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem seu sobrinho, filho do irmão Vavá, trabalhando na empresa. Edison Ignácio da Silva ocupa cargo de confiança de gerente, com salário de R$ 15 mil.

O presidente, Mário Maurici, é próximo a Carvalho, com quem trabalhou na Prefeitura de Santo André na gestão de Celso Daniel, assassinado em 2002. Companheira do prefeito na época do assassinato, Ivone Santana também assumiu cargo comissionado na Ceagesp.

A segunda questão foi desnudada AQUI. Um pequeno trecho (por favor, leitor, leia o texto original, na íntegra, porque é hilário – e triste):

Críticas à Companhia simplesmente DESAPARECEM quando a militância petista descobre que a empresa é do governo federal. A situação é tão patética que chega a ser cômica – porém, como sabemos, é na verdade bem trágica.

[…] Ocorre que a CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) é uma empresa gerida pelo GOVERNO FEDERAL (sim, do PT). Já pertenceu ao governo de SP, é verdade, mas foi federalizada em 1997. A tal incompetência, portanto (e como sói), cabe a Dilma e seus asseclas.

Agora, apenas imagine a cara do pessoal que se apressou em xingar a péssima gestão da Companhia… Claro que pararam na hora! Passou a ficar TUDO BEM com a CEAGESP! Oloco! Tá uma maravilha, pô!

Pois é…

O pessoal que fica no Twitter e no Facebook (especialmente, mas infestam outras redes sociais também) com a função exclusiva de espalhar mentiras para defender o PT e atacar (não é criticar, é ATACAR mesmo) qualquer um que critique o PT é patético. Vamos a alguns exemplos:

MAV NÚMERO 1: Já de cara o sujeito ataca o Alckmin. Quando é perguntado se a CEAGESP é do governo federal ou estadual, o sujeito diz que é estadual. Mentira. Ou ele é mal-informado, ou sabe que é federal e, ainda assim, mente. Na primeira vez que alguém questiona a informação de que a CEAGESP é responsabilidade federal, ele duvida, e ainda solta um “sabe o que significa esse SP no final?“. Na cabecinha oca do MAV, qualquer palavra que tenha SP é responsabilidade do PSDB, do Alckmin, do FHC, do Serra, do Mário Covas etc… Super inteligente!!!

O caso CEAGESP__01 O caso CEAGESP__03
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Aí, parece que alguém informa que é uma autarquia FEDERAL, e, portanto, “administrada” (muitas aspas, por favor) pelo PT. O que o sujeito faz? Diz que agora não há mais nenhum problema com a CEAGESP. Ou seja, os problemas da empresa “desaparecem” apenas e tão somente porque o MAV descobre que ela é do PT.

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A melhor parte: até o ator-militante-mal-informado-mal-intencionado-ignorante-puxa-saco José de Abreu havia usado seu Twitter para espalhar críticas ao PSDB e ao Alckmin em decorrência do caso da CEAGESP. Ele e o MAV trocaram mensagens:

O caso CEAGESP__05 O caso CEAGESP__02

De novo: mal-informado ou mentiroso?

Ambos.

MAV NÚMERO 2: Esse é típico: PRIMEIRO acusa seus “inimigos” (os tucanos) de serem ignorantes porque estariam criticando o Haddad (nos comentários da reportagem da Folha), e DEPOIS revela a própria ignorância ao afirmar que a CEAGESP, ao voltar atrás na decisão de cobrar o estacionamento, gerou uma perda política para o Alckmin – e, na sequência, o MAV ignorante (desculpem pelo pleonasmo) exalta o candidato Alexandre Quadrilha – ops, Padilha.

O caso CEAGESP__10 O caso CEAGESP__09

A propósito, o PT investe aproximadamente R$ 12 milhões para sustentar esses MAVs (fora os blogs sujos que recebem verbas diretamente do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras etc) para fazer a mesma coisa: espalhar mentira pela internet. Há mentiras mais evidentes (porque os sujeitos que fazem os perfis falsos são muito mais burros, como os acima), e há também aqueles que tentam se fazer passar por perfis sérios, reais – mas cujo objetivo é exatamente o mesmo: mentir.

Eis aqui mais alguns exemplos diversificados (atenção para o sujeitando que citou a cocaína apreendida num helicóptero de um deputado: ele diz que é um senador do PSDB para tentar ligá-lo ao Aécio Neves, mas na verdade trata-se de um deputado de um dos partidos da base aliada do PT):

O caso CEAGESP__17 O caso CEAGESP__16 O caso CEAGESP__15 O caso CEAGESP__13 O caso CEAGESP__12 O caso CEAGESP__11 O caso CEAGESP__08

Petrobras: mais US$ 8 bilhões em dívidas e menos R$ 8 bilhões em multas

Há alguns anos a Petrobras está metida em problemas decorrentes da gestão temerária imposta na estatal pelo PT. Indicações de políticos e companheiros do partido, mas sem NENHUMA capacidade gerencial, colocaram a empresa em rota descendente.

Ações da Petrobras

Porém, agora a Petrobras parece ter chegado ao fundo do poço:

A Petrobras recebeu cinco autos de infração da Receita Federal desde outubro, no valor de R$ 8,768 bilhões. O volume equivalente a 37,2% de seu lucro em 2013, de R$ 23,6 bilhões.

A empresa recorre de todos e, por isso, decidiu não provisionar (lançar no balanço como perda provável) nenhum dos pagamentos.

As informações constam em prospecto preliminar entregue pela empresa à SEC (Security and Exchange Comission, instituição que regula o mercado de capitais nos EUA) ontem, por ocasião da emissão de títulos para captação de US$ 8,5 bilhões. A divulgação dos casos é realizada como forma de alertar os investidores que compram os títulos sobre riscos de impactos potenciais no resultado da empresa.

Segundo o documento, em outubro a empresa foi autuada em R$ 2,348 bilhões por supostamente não ter pago IOF por empréstimos entre suas controladas estrangeiras PifCo, Braspetro e Braspetro Oil Company, em 2009.

Em dezembro, foram duas autuações relacionadas ao não pagamento de IR na fonte, no valor de R$ 2,347 bilhões, e de Cide (Contribuição de Intervenção sobre Domínio Econômico), em R$ 1,539 bilhão, no afretamento de plataformas.

No início de janeiro, o auto de infração apresentado foi de R$ 1,093 bilhão, sobre não pagamento de IR e CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) relacionado a lucros de subsidiárias no exterior.

Os questionamentos da Receita sobre os dois primeiros episódios são anteriores à emissão dos autos de infração e constam nas demonstrações financeiras da empresa em 2012 e 2013. O episódio de janeiro é indicado como questionamento nas demonstrações de 2013.

O mais recente episódio registrado ocorreu em janeiro. Trata-se de auto de infração no valor de R$ 1,442 bilhão devido ao não pagamento de contribuições previdenciárias sobre benefícios dados a um grupo de empregados e sobre remuneração de serviços médicos de terceiros, entre janeiro de 2009 e dezembro de 2011.

Com a captação ontem de US$ 8,5 bilhões por meio de Global Bonds oferecidos a investidores no exterior, a Petrobras, supera, em tese, o volume de recursos que precisaria buscar no mercado neste ano, segundo seu plano de investimentos, de US$ 12 bilhões.

Os novos recursos pioram o grau de endividamento da companhia, que chegaria ao equivalente a 4,2 vezes sua geração de caixa anual, calcula Flávio Conde, analista-chefe da Gradual Investimentos. A empresa encerrara 2013 com esse indicador em 3,5.

A matéria na íntegra está AQUI.

Os trechos que destaquei acima indicam a penúria da estatal.

Este é o fundo do poço mesmo para a Petrobras?

Não. Enquanto Dilma Rousseff continuar usando a BR de forma irresponsável e com sua incompetência típica, a tendência é que a Petrobras continue afundando.

É necessário privatizar a Petrobras o quanto antes.

2013-09-24 00.17.51

O que o PT vem fazendo com a Petrobras (com Lulla ou com Dilma, tanto faz) se chama GESTÃO TEMERÁRIA. Eis aqui outro exemplo:

2013-12-08 08.58.07

Mas o Brasil é esse país único, estranho mesmo. Aqui, um batalhão de gente que não entende nada de nada, gente incapaz de entender que 2+2=4, prefere o estatismo que gera elefantes mal-administrados que apenas sugam os cidadãos…

2013-11-14 09.48.51

Eleitor burro

Graças a esses ignorantes, verdadeiros quadrúpedes, dizia-se que o Eike Batista era alvo de denúncias falsas e inveja. A realidade mostrou-se quando ele foi à falência, financiado em grande parte com dinheiro público (BNDES):

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A economia brasileira em discussão

O vídeo é longo, mas vale a pena ser visto:

Universidade do governo vai dar aulas de marxismo

Honestamente, essa notícia é de fazer cair o cu da bunda:

O governo federal vai fundar, no primeiro trimestre de 2014, a Universidade do Trabalhador, plataforma de ensino à distância que oferecerá cursos de qualificação profissional tendo como principal meta a “politização” dos trabalhadores. As aulas incluem “marxismo, socialismo e capitalismo”, antecipou o ministro do Trabalho, Manoel Dias, em entrevista ao ‘Estado’.

Para o representante do PDT no Ministério de Dilma Rousseff, os trabalhadores de hoje precisam de uma maior compreensão política. “Estamos vivendo um período de despolitização geral no Brasil, em todas as áreas. Os trabalhadores são peça fundamental na discussão política. Eles são os agentes que constroem com seu esforço, com seu trabalho…”, explica.

A Universidade do Trabalhador vai usar a expertise do Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento, projeto sob a tutela, desde 2004, da Casa Civil, com cerca de 100 mil matrículas. A ideia, porém, é aumentar exponencialmente o atendimento na nova plataforma online de ensino, que terá capacidade técnica de atender simultaneamente até 250 mil pessoas e cerca de 1 milhão de trabalhadores por dia. “Vai ser um negócio grandioso”, garante o ministro. Discute-se, até mesmo, uma internacionalização do programa, que poderia ser acessado em países do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Venezuela.

O primeiro convênio foi firmado com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde o catarinense Manoel Dias concluiu o curso de Direito. Segundo o professor João Arthur de Souza, do Departamento de Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, a universidade vai receber R$ 2,5 milhões pelo contrato de dois anos, dinheiro que será usado para pagar bolsas a estudantes e contratar técnicos para o projeto. A equipe responsável pela definição dos novos cursos tem 30 a 40 alunos bolsistas e profissionais de várias áreas, como Psicologia, Pedagogia, Estatística, Computação, Letras, Economia, Sociologia e Administração.

A reportagem é do Estadão, e está na íntegra AQUI.

ISSO É DE LASCAR!

Uma quantidade imensa de brasileiros não sabem ler nem escrever (considerando-se os analfabetos funcionais), não sabe fazer contas, chega numa universidade sem nenhum conhecimento básico, mas agora vai aprender sobre marxismo e socialismo?

Já dá pra imaginar como serão estas aulas, né?! O perfil dos professores, né?! Aqueles seres fedidos da FFLCH, filiados ao PSOL ou ao PSTU…

Vão ensinar que Che Guevara, Stálin, Mao-Tse Tung, Hitler, Pol-Pot e outros genocidas foram responsáveis por tentar melhorar a humanidade implantando aquele regime fantástico chamado socialismo/comunismo, mas foram impedidos por causa dos malvados burgueses capitalistas que queriam oprimir o proletariado.

2014-02-14 17.14.09

 

Como disse Sir Churchill certa vez:

“O socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância, a pregação da inveja.”

Um exemplo básico que comprova o que Churchill disse é oferecido pela sempre ignóbil repórter da CacaCaPTal:

Ruralista e socialista

Conivência brasileira com a ditadura venezuelana

E mais uma vez o Brasil passa vergonha mundial pela conivência de dona Dilma e seus asseclas.

Desta vez, a Economist não economiza palavras:

IN DECREEING that the Carnival holiday would last an extra two days this year, Venezuela’s president, Nicolás Maduro, seemed to have hit on a clever way to damp down opposition protests that began four weeks ago. But the gambit failed. The protests have claimed 18 lives; scores have been injured and hundreds arrested. And still they rage.

As in 2002-04, when a similar protest wave threatened Hugo Chávez’s populist regime, Venezuela is split into two irreconcilable camps. Back then, an unpopular Chávez withstood vast demonstrations, a short-lived coup and prolonged strikes-cum-lockouts. Mr Maduro seems to think he can likewise ride out the storm. His security forces continue to beat up demonstrators and his officials denounce the opposition as “fascists”. His offers of dialogue smack of bad faith and the government shows no sign of entertaining the opposition’s demands.

Contrary to the regime’s claim, these do not include the overthrow of the government (though that would surely delight many). Instead the opposition is calling for the restoration of democratic norms—the release of its jailed leaders, the disarming of chavista paramilitaries, an investigation into the deaths and torture of demonstrators, media freedom and the replacement by bipartisan consensus of Supreme Court justices and members of the electoral tribunal whose terms expired last year.

Mr Maduro, narrowly elected after Chávez died a year ago this week, still has the support of many poorer Venezuelans. But the opposition senses that time is no longer on the government’s side. Mr Maduro lacks both his mentor’s political skills and also his good fortune. Chávez survived in 2002-04 largely because the oil price shot up, giving him a windfall that he spent on Cuban-designed social programmes. In contrast, Mr Maduro must grapple with a rotten legacy: soaring inflation, widespread shortages and crime. The economy needs a devaluation and also for the private sector to function. But that is anathema to his base.

By taking to the streets, the opposition is laying bare the contradiction at the heart of chavismo. Though Chávez claimed to lead a revolution, his legitimacy came from the ballot box. If Mr Maduro steps up repression, the regime will become an outright dictatorship for the first time. But the opposition has a problem, too. The next election (for the legislature) is not due until 2015 and a recall referendum cannot be held before 2016. It fears that by then Venezuela will be a totalitarian state and its chance will have gone—so it will not give up today.

With the two sides locked in mutual mistrust, more Venezuelans are likely to pay the price with their lives. Breaking the deadlock needs the help of outsiders. But whom? The government refuses any role for the Organisation of American States (because it includes the United States); after Panama called for a debate there, Venezuela broke off ties with the Central American country on March 5th.

Neither the Union of South American Nations, whose secretary-general is a chavista, nor CELAC, a broader regional group currently chaired by Cuba, which provides Mr Maduro with political and security advice, is credible as a referee. By giving subsidised oil to a dozen Caribbean and Central American countries, Venezuela has bought their loyalty.

Back in 2003 Brazil organised a “Group of Friends” to mediate in Venezuela. Could it do so again? Brazil’s left-wing presidents have sided with Venezuela’s government out of a mixture of ideology and business opportunity.

Latin American leaders clothe their silence over chavismo’s gutting of democracy with the mantra of non-intervention, as Brazil’s Dilma Rousseff did last month. But that policy is applied only when it suits them. Brazil intervened to punish both Honduras and Paraguay when left-wing presidents were ousted (constitutionally in Paraguay’s case). Argentina’s foreign minister complains that Venezuela’s demonstrations risk overthrowing an elected government—yet that was how his own party came to power in 2001.

Brazilian officials say that they are working behind the scenes to persuade Mr Maduro to be more moderate. If so, they are not having much success. Fernando Henrique Cardoso, a former president and political opponent of Ms Rousseff, notes that Brazil would not be taken seriously as a world power if “we stayed paralysed in our area of direct influence”.

On March 11th Mr Maduro will join other regional leaders for the inauguration of Chile’s new president. It is a timely moment to launch a mediation effort to bring peace and restore democratic norms to Latin America’s most troubled country. Venezuela’s turmoil poses a test of the region’s political maturity. Looking the other way is no answer.

É simplesmente VERGONHOSO o que o PT vem fazendo com o Itamaraty. A chancelaria brasileira era respeitada internacionalmente, mas agora está virando uma piada de péssimo gosto.

Patrocinar crimes é bom para a imagem de empresas?

Patrocínio a eventos diversos e atividades culturais é uma das ferramentas do composto de promoção & comunicação do bom e velho mix de Marketing, os 4 P’s. Nenhuma novidade nisso.

No Brasil, todavia, vem acontecendo (há alguns anos) algo diferente neste campo. Algumas empresas estão patrocinado CRIMES.

Essa é uma estratégia de promoção inteligente?

Patrocinar crimes e terrorismo gera bons resultados? Empresas que financiam terroristas vendem mais?

A estratégia de branding (gestão de marcas) deve incluir o financiamento de crimes? Marcas associadas a assassinatos são mais lembradas pelos consumidores? Marcas que patrocinam sequestros têm maior mind-share?

Vamos a alguns fatos:

Sempre que podem, os ditos “sem-terra” reclamam publicamente da presidente Dilma Rousseff porque ela, corretamente, desapropriou menos terras para a reforma agrária do que Fernando Henrique Cardoso. Mas eles se queixam de barriga cheia: o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), faça o que fizer, destrua o que destruir, será sempre beneficiado pelo governo petista com generosas verbas públicas – que garantem sua sobrevida como “movimento social”, mesmo que não haja mais a menor justificativa para sua existência, a não ser como caso de polícia.

Segundo revelou o Estado, uma entidade ligada ao MST recebeu dinheiro da Petrobrás, da Caixa Econômica Federal, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para realizar um congresso de sem-terra – e foi nesse evento, em Brasília, no último dia 12/2, que o MST reafirmou sua verdadeira natureza: criminosa e hostil às instituições democráticas.

Milhares de militantes atacaram policiais que tentavam impedi-los de invadir o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal. O saldo de feridos deu a exata medida do ânimo violento dos manifestantes: 30 policiais (8 em estado grave) e apenas 2 sem-terra.

Os militantes lá estavam para cobrar de Dilma que acelerasse a reforma agrária, mas o protesto incluiu críticas ao julgamento do mensalão, ao uso de agrotóxicos e à espionagem americana. No balaio do grupo que diz defender desde a estatização completa do sistema produtivo nacional até a “democratização da comunicação” cabe tudo. Foi essa impostura que recebeu farto financiamento do governo para uma manifestação que, como era previsível, degenerou em quebra-quebra.

A injeção de dinheiro público no MST e em outras entidades de sem-terra que se envolvem em banditismo e ameaças ao Estado de Direito não é novidade. Em 2006, cerca de 500 desses militantes invadiram a Câmara dos Deputados, sob o comando de um petista histórico, Bruno Maranhão, dono de uma entidade que recebera R$ 2,2 milhões para “capacitação” de assentados. Segundo o Tribunal de Contas da União, esse dinheiro simplesmente sumiu.

Três anos mais tarde, o MST invadiu, depredou e saqueou a Fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, em Borebi (SP). Naquela ocasião, os repasses de verbas públicas para o grupo e seus associados haviam chegado a R$ 115 milhões em cinco anos. Só no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o aumento fora de 315% em relação ao governo anterior. E o MST ainda tentou engordar o caixa vendendo produtos que seus militantes roubaram da Cutrale.

É esse histórico de leniência e de cumplicidade que explica por que a estatal de petróleo e dois dos principais bancos federais de fomento continuaram a bancar esses desordeiros sem nenhum constrangimento. No presente caso, a Petrobrás deu R$ 650 mil, a Caixa pagou R$ 200 mil e o BNDES contribuiu com outros R$ 350 mil para um convescote intitulado “Mostra Nacional de Cultura Camponesa”, organizado por uma certa Associação Brasil Popular (Abrapo), ligada ao MST, e que foi o principal evento do congresso de sem-terra. Já o Incra bancou, com R$ 448 mil, a estrutura da Feira Nacional de Reforma Agrária. Em nenhum caso houve licitação.

Tanto a Caixa como o BNDES argumentaram que o patrocínio tinha como objetivo ampliar sua visibilidade no setor agrícola. A Caixa, por exemplo, informou que o evento “valoriza a população campesina brasileira e oferece oportunidade de intercambiar conhecimentos e culturas do País”. Já a Petrobrás considera que o congresso “alinha-se ao programa Petrobrás Socioambiental na linha dedicada à produção inclusiva e sustentável”. A estatal está tão animada com os sem-terra que vai financiar a produção de CDs do MST com “canções infantis no meio rural”.

Nenhuma das empresas comentou sobre os possíveis danos à sua imagem por causa dos tumultos do dia 12. Mas o governo não parece muito preocupado. No dia seguinte aos atos de selvageria, como se sabe, os vândalos foram recebidos pela presidente Dilma em pessoa.

Reproduzi acima o editorial do Estadão de hoje (aqui). Uma ilustração para complementar:

reforma_agraria_governos_600

Apenas um rápido parêntesis: observando a ilustração acima, é possível perceber que, a despeito do discurso mentiroso repetido à exaustão, Lulla e Dilma fizeram menos pela reforma agrária do que FHC, em termos de desapropriação. Ao invés disso, a partir de 2003 o grupo terrorista MST passou a receber MUITO dinheiro para financiar suas atividades criminosas, que incluem uma escola destinada a fazer lavagem cerebral em crianças, incutindo-lhes as bobagens do comunismo “de raiz” na cabeça em formação de jovens sem nenhum amparo moral e/ou intelectual capaz de repelir esta lobotomia. E cabe enfatizar: isso acontece inclusive graças a dinheiro dado pelo governo. Leia detalhes (capazes de deixar qualquer pessoa minimamente inteligente e com algum escrúpulo de cabelos em pé) aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Fim do parêntesis.

Empresas ESTATAIS destinam verbas PÚBLICAS para o financiamento de um grupo criminoso que, num país sério, seria chamado pelo que é: grupo terrorista. Um grupo que comete crimes com o objetivo de forçar a sociedade a fazer aquilo que ele quer, ainda que à revelia da lei. Isso não é uma boa definição de terrorismo? Vejamos então como o FBI define terrorismo:

  1. Involve acts dangerous to human life that violate federal or state law;
  2. Appear intended (i) to intimidate or coerce a civilian population; (ii) to influence the policy of a government by intimidation or coercion; or (iii) to affect the conduct of a government by mass destruction, assassination. or kidnapping; and
  3. Occur primarily within the territorial jurisdiction of the U.S.

Essa é a definição do MST: promove atos perigosos para a vida humana que violam leias federais e/ou estaduais; tem a intenção de intimidar ou coagir a população civil, influenciar a política de governo através de coação, afetar a condução de um governo através de destruição massiva, assassinato e/ou sequestro; e ocorre prioritariamente dentro do território do país.

Imagine, caro leitor, a marca (logotipo) da Petrobras ou do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal neste cartaz abaixo:

2014-02-13 12.16.26

Ficaria ótimo, não?

Este cartaz era um dos que se viram na tal manifestação de 12/02/2014 que acabou ferindo mais de 30 policiais que tentavam evitar que os “militantes” invadissem o STF.

Que empresa quer colocar sua marca num cartaz que pede o fim da Constituição?

Você conhece alguma, caro leitor?

Essa gente do MST acha que engana todo mundo. AQUI, por exemplo, um tal Valmir Assunção afirma que as empresas públicas em questão (BNDES, Petrobras, Caixa, BB) patrocinam eventos de associações do agronegócio (cita, por exemplo, ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, a FAMASUL – Federação da Agricultura do Estado de MS, entre outras). O sujeito usa esses patrocínios citados para montar sua falácia: se estes eventos são patrocinados pelas estatais, por que eventos do MST não poderiam ser patrocinados por elas também?

Bom, vamos ao óbvio: todas estas entidades têm CNPJ, endereço e responsáveis legais. Se qualquer uma das entidades citadas promovesse invasões, destruição, sequestros, assassinatos, quebrasse o Congresso Nacional ou destruísse plantações de outras empresas (que empregam milhares de pessoas, geram receitas, impostos etc), ela seria PROCESSADA JUDICIALMENTE, e teria que pagar por todo e qualquer prejuízo criado.

O MST, não. Isso porque o MST não existe legalmente. Não tem CNPJ, endereço, responsável legal.

O leitor já ouviu falar de qualquer grupo terrorista com CNPJ, razão social, nome fantasia, sede etc?

Alguém perguntou à CIA qual é o CNPJ da Al-Quaeda?

Aliás, um dos líderes da invasão ao Congresso ocorrida em 2006 foi um senhor chamado Bruno Maranhão. Ele morreu agora em 2014 (não por acaso, ele também foi um dos fundadores do PT). Mas antes de morrer, o ilustre líder de uma das facções do MST vivia neste humilde barraco:

Bruno Maranhão_mst-005Bruno Maranhão_mst-004 Bruno Maranhão_mst-002 Bruno Maranhão_mst-003

Ser invasor de terras, no Brasil, dá dinheiro, né?! Parece um bom negócio!!!!

Parece que faz todo sentido, então, que as empresas patrocinem esse negócio. Internacionalmente, o negócio se chama terrorismo. No Brasil tem outro nome.

Mas não importa: dá dinheiro!!!

Vamos comemorar os números do PIB de 2013?

Eu já havia escrito AQUI sobre a situação econômica do país (spoiler: NÃO é boa, muito pelo contrário).

Nesta quinta-feira o IBGE divulgou alguns números referentes ao PIB de 2013. Todos os jornais, revistas e portais divulgaram. O Estadão, coitado, pagou um mico horroroso: escreveu “Brasil tem o 3.o maior crescimento econômico do mundo“. Uma reportagem que deve ter sido redigida por um estagiário (AQUI, na íntegra) no blog, que ganhou destaque no Facebook do jornal:

Safari

Qual é o problema com a matéria do Estadão – e, em especial, com o título?

Simples: o jornal considerou APENAS UM UNIVERSO DE 13 PAÍSES, SELECIONADOS PELO IBGE. (Aliás, por que 13? Por que não 10? Ou 20? Ou 50?)

Portanto, o Brasil teve o 3.o maior crescimento SE VOCÊ OLHAR APENAS E TÃO SOMENTE PARA 13 PAÍSES selecionados pelo IBGE. Destes 13 países, apenas 2 (Brasil e China) são membros do grupo BRIC, e apenas 4 (os 2 citados anteriormente, e mais o México e a África do Sul) são países sub-desenvolvidos – hoje chamados pela turminha do politicamente correto de “em desenvolvimento”. Os demais são países desenvolvidos, como EUA, Reino Unido, Alemanha e França.

Ora, um aluno do primeiro ano de um curso meia-boca de Economia aprende que países desenvolvidos têm crescimento menor do PIB do que países sub-desenvolvidos como regra, não como exceção.

E o pior: a manchete afirma que foi o 3.o maior do mundo – portanto, o sujeito que, preguiçosamente, lê apenas a manchete (coisa mais do que corriqueira com uma população repleta de analfabetos funcionais e ainda mais na era de textos curtos no facebook, twitter e outras redes sociais) vai sair achando que o crescimento foi ótimo (“puxa, terceiro maior DO MUNDO? Nossa economia está ótima, então!”).

Não foi.

Adolfo Sachsida escreveu sobre o assunto (na íntegra AQUI, abaixo apenas alguns trechos com grifos meus):

Alguns números me chamaram a atenção. O mais óbvio deles: a agricultura que cresceu 7%. Não fosse o agronegócio e o Brasil estaria amargando um resultado bem pior. Então vem minha primeira dúvida: por que o agronegócio é tão demonizado pelos movimentos sociais ligados ao PT?

Minha segunda dúvida refere-se ao crescimento da indústria de apenas 1,3%. Passou-se mais um ano, o BNDES torrou bilhões de reais e novamente o setor que mais recebeu subsídios foi o que menos cresceu. Até quando o governo vai acreditar que o problema da indústria é falta de crédito e problema cambial? O real desvalorizou e o governo deu subsídios creditícios para as indústrias e, mais uma vez, o resultado foi pífio. O problema da indústria não está na falta de crédito ou no câmbio. O problema da indústria está na baixíssima produtividade brasileira. Precisamos urgentemente avançar nas reformas tributárias e trabalhistas, de quebra faz-se necessário uma vigorosa diminuição na estupidamente pesada burocracia brasileira. São estas três palavras: impostos, legislação, e burocracia, os verdadeiros vilões da competitividade da indústria brasileira.

Minha terceira dúvida é sobre o crescimento da formação bruta de capital fixo. O IBGE indica que a formação bruta de capital fixo cresceu 6,3%. Estou muito curioso para saber o que anda entrando nessa conta. Gastos do governo entram como nessa conta? Quando o ministério da fazenda compra ar condicionado para seus escritórios isso está entrando como formação bruta de capital fixo? Os estádios para a Copa do Mundo com certeza entram nessa conta, e é evidente que os mesmos são elefantes brancos. Difícil acreditar que os R$ 1,5 bilhões de reais gastos no estádio de Brasília sejam um investimento que vá gerar algo além de mais despesas no futuro.

Enfim, mais um ano de baixo crescimento econômico e de inflação em alta. Não custa lembrar que meus estudos sobre a curva de Phillips já sugeriam isso. Já mostravam que permitir um aumento da inflação faria muito pouco pelo crescimento econômico.

Portanto, para responder a minha pergunta do título: Vamos comemorar os números do PIB de 2013?

NÃO.

  • LEIA MAIS: Boas análises e dados complementares para entender melhor esses números do PIB podem ser apreciados AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.  
  • PS: Em 2013, o governo (especialmente o Ministro Margarina, sempre comprometido em errar todas) divulgava, ad nauseam, projeções de crescimento do PIB de 4,5%. Esse cara não desaponta NUNCA!

ATUALIZAÇÃO:

Eu havia me esquecido completamente de citar um outro fator que precisa ser considerado na questão da cagada do Estadão que citei no início: os militantes virtuais (que o PT chama de “MAV“) desprovidos de capacidade analítica e/ou boa-fé que infestam as redes sociais. Eis aqui o exemplo perfeito:

2014-02-28 08.58.00

O sujeito tem um único propósito no twitter: retuitar e espalhar dados e informações falsas, tentando fazer parecer que o governo do PT é um sucesso, quando se trata de um retumbante fracasso sob toda e qualquer ótica. Este mesmo sujeito, Naldo, tentou há algum tempo me fazer acreditar que o Pronatec da Dilma era um sucesso.

Para o azar dele, eu sei ler, e não me deixo enganar por números fantasiosos.

A vergonhosa ignorância de Dilma Rousseff

Direto e reto ao editorial do Estadão desta quarta-feira, 26/01/2014, com grifos meus:

Até mesmo o lusófono presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, deve ter tido sérias dificuldades para entender os dois discursos da presidente Dilma Rousseff proferidos em Bruxelas a propósito da cúpula União Europeia (UE)-Brasil. Não porque contivessem algum pensamento profundo ou recorressem a termos técnicos, mas, sim, porque estavam repletos de frases inacabadas, períodos incompreensíveis e ideias sem sentido.

Ao falar de improviso para plateias qualificadas, compostas por dirigentes e empresários europeus e brasileiros, Dilma mostrou mais uma vez todo o seu despreparo. Fosse ela uma funcionária de escalão inferior, teria levado um pito de sua chefia por expor o País ao ridículo, mas o estrago seria pequeno; como ela é a presidente, no entanto, o constrangimento é institucional, pois Dilma é a representante de todos os brasileiros – e não apenas daqueles que a bajulam e temem adverti-la sobre sua limitadíssima oratória.

Logo na abertura do discurso na sede do Conselho da União Europeia, Dilma disse que o Brasil tem interesse na pronta recuperação da economia europeia, “haja vista a diversidade e a densidade dos laços comerciais e de investimentos que existem entre os dois países” – reduzindo a UE à categoria de “país”.

Em seguida, para defender a Zona Franca de Manaus, contestada pela UE, Dilma caprichou: “A Zona Franca de Manaus, ela está numa região, ela é o centro dela (da Floresta Amazônica) porque é a capital da Amazônia (…). Portanto, ela tem um objetivo, ela evita o desmatamento, que é altamente lucrativo – derrubar árvores plantadas pela natureza é altamente lucrativo (…)”. Assim, graças a Dilma, os europeus ficaram sabendo que Manaus é a capital da Amazônia, que a Zona Franca está lá para impedir o desmatamento e que as árvores são “plantadas pela natureza”.

Dilma continuou a falar da Amazônia e a cometer desatinos gramaticais e atentados à lógica. “Eu quero destacar que, além de ser a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, mas, além disso, ali tem o maior volume de água doce do planeta, e também é uma região extremamente atrativa do ponto de vista mineral. Por isso, preservá-la implica, necessariamente, isso que o governo brasileiro gasta ali. O governo brasileiro gasta um recurso bastante significativo ali, seja porque olhamos a importância do que tiramos na Rio+20 de que era possível crescer, incluir, conservar e proteger.” É possível imaginar, diante de tal amontoado de palavras desconexas, a aflição dos profissionais responsáveis pela tradução simultânea.

Ao falar da importância da relação do Brasil com a UE, Dilma disse que “nós vemos como estratégica essa relação, até por isso fizemos a parceria estratégica”. Em entrevista coletiva no mesmo evento, a presidente declarou que queria abordar os impasses para um acordo do Mercosul com a UE “de uma forma mais filosófica” – e, numa frase que faria Kant chorar, disse: “Eu tenho certeza que nós começamos desde 2000 a buscar essa possibilidade de apresentarmos as propostas e fazermos um acordo comercial”.

Depois, em discurso a empresários, Dilma divagou, como se grande pensadora fosse, misturando Monet e Montesquieu – isto é, alhos e bugalhos. “Os homens não são virtuosos, ou seja, nós não podemos exigir da humanidade a virtude, porque ela não é virtuosa, mas alguns homens e algumas mulheres são, e por isso que as instituições têm que ser virtuosas. Se os homens e as mulheres são falhos, as instituições, nós temos que construí-las da melhor maneira possível, transformando… aliás isso é de um outro europeu, Montesquieu. É de um outro europeu muito importante, junto com Monet.”

Há muito mais – tanto, que este espaço não comporta. Movida pela arrogância dos que acreditam ter mais a ensinar do que a aprender, Dilma foi a Bruxelas disposta a dar as lições de moral típicas de seu padrinho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acreditando ser uma estadista congênita, a presidente julgou desnecessário preparar-se melhor para representar de fato os interesses do Brasil e falou como se estivesse diante de estudantes primários – um vexame para o País.

Sim, a ignorância de Dilma Rousseff (deveria-se pronunciar Ruin-sseff) é vergonhosa.

Eu digo isso há tempos. E já provei, inclusive com vídeos igualmente vexatórios, AQUI.

Ao ler este editorial (que depois repercutiu em outras publicações), lembrei de uma situação, ocorrida antes da (fatídica) eleição da Dilma Ruin-sseff.

Eu tinha ido, com um amigo, a um bar. Ele convidou uma amiga dele, que levou a namorada, e em dado momento esta amiga contou que esteve alguns dias antes num evento, em algum lugar que eu não me recordo (e não tem nenhuma relevância), fazendo a tradução simultânea de uma série de palestras. Ela é professora de espanhol, e frequentemente trabalha como tradutora em eventos. Dilma Ruin-sseff era uma das palestrantes, e falava, à época, como Ministra.

Qual não foi minha surpresa ao ouvir esta pessoa, sentada à minha frente, elogiando a “inteligência” da Dilma !

O fato é que venderam uma imagem de que a Dilma tem “perfil técnico”, e muita gente comprou!

Há alguns meses, troquei alguns tuítes com um correspondente da Reuters no Brasil, Brian Winter, depois que o rapaz classificou Dilma como sendo parte da “elite” no Brasil. Em seu perfil no twitter, se diz “Dilma profiler”, ou seja, um jornalista que pesquisa determinada pessoa com (espera-se) profundidade. A conversa (ou parte dela, já que o twitter não faz um controle muito bom destas conversas) pode ser vista AQUI.

Resumindo, foi mais ou menos isso: devido a um artigo na Veja daquela semana, o Brian tuitou algo que colocava Dilma e FHC como membros da elite que chegaram à Presidência. Eu questionei quais os critérios dele para enquadrar Dilma como “elite”, ao que ele respondeu isso:

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Ou seja: como Dilma vem de uma família rica, frequentou escolas/universidades boas e não consegue chutar uma bola de futebol (ironia evidente), ela é “elite”.

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Em suma, o que eu apontei é que a Dilma jamais teve carreira acadêmica, jamais teve qualquer relevância nem na academia nem em qualquer área específica fora da academia – diferentemente de FHC, Professor da USP/Sorbonne/Bronw, Senador, Ministro, Presidente. Ele apontou que ela chegou ao cargo de Ministra mais jovem do que FHC.

Eu disse que ela não passava de um burocrata de nível médio (enquanto trabalhou no Rio Grande do Sul), que chegou ao Ministério não devido à sua competência na área, mas por circunstâncias políticas (e, registre-se, FHC também não foi nomeado Ministro da Economia devido à sua reconhecida capacidade como economista, haja vista que ele NÃO é economista).

Enfim, o que me deixa curioso é por que exatamente algumas pessoas supostamente inteligentes, críticas, compram essa bobagem mal-embalada de que Dilma é uma “técnica competente”.

A única área que, dizia-se, ela dominava tecnicamente é justamente o setor de energia.

E a Petrobrás está numa pindaíba horrível (inclusive com um caso monstruoso de propinas na época em que Dilma era do Conselho de Administração da estatal), as empresas elétricas estão sofrendo devido aos sucessivos desastres na condução do setor (ainda bem que, segundo o correspondente da Reuters, Brian, poucas pessoas entendiam mais do setor elétrico do que a Dilma!), há riscos de racionamento e apagões estão frequentes etc…