Um jurista de merda

O texto do Clóvis Rossi, publicado na Folha de 01/03/2008 é irretocável, ainda que “leve” demais:

Com seu imenso saber jurídico, Luiz Inácio Lula da Silva revogou, em uma só frase, toda a jurisprudência secularmente firmada sobre o controle dos Poderes em uma democracia. Disse Lula: “Seria tão bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas dele”.
Bom só se for para quem quer poderes absolutos.
A frase, de resto, contradiz recentíssima avaliação do nobre jurista a respeito dos processo que a Igreja Universal do Reino de Deus está movendo contra esta Folha. O presidente disse, então, que, se a Igreja Universal recorreu ao Poder Judiciário, ela está usando “um dos pilares da democracia para questionar o jornal”. Nesse caso, então, o Poder Judiciário pode “meter o nariz” nas “coisas dos outros”?
Agora que a oposição decide recorrer ao Poder Judiciário para “meter o nariz” nas “coisas” do Executivo já não é mais utilizar “um dos pilares da democracia”?
Alguém da intimidade do presidente deveria informá-lo de duas coisas triviais:
1 – As monarquias absolutistas desapareceram da maior parte do planeta já faz um tempão. Restam, é verdade, algumas em países que jamais alguém em seu perfeito juízo poderia dizer serem “pilares da democracia”.
2 – O tempo em que, no Brasil, o Executivo proibia o Judiciário de “meter o nariz” em outros assuntos terminou em 1985, com a restauração da democracia. Não faz tanto tempo assim para que Lula tenha esquecido, até por ter sido vítima pessoalmente dessa proibição. Naquela época, não achava que o Judiciário não deveria se meter em assuntos outros que não os seus.
Sempre haverá quem diga que se trata de uma ameaça ao regular funcionamento da democracia. Pode ser, mas acho que é apenas mais uma mostra da espantosa incontinência verbal do presidente.

Já virou rotina termos que aturar as bobagens proferidas pela Mulla. Mas precisava forçar tanto ?????????

Socialismo capitalista

E não é que na prática o PT inventou o “socialismo capitalista” ?!

Afinal, essa organização criminosa, essa agremiação de pelegos e mentecaPTos sempre pregou o “Socialismo Petista” – mas, na prática, está mais do que inserido no Capitalismo.

Não é uma reclamação – afinal, se Rei Mulla tivesse cumprido 0,5% de suas promessas históricas, se tivesse tentado fazer o que o PT sempre falou, já estaríamos todos, sem exceção, falidos.

Trata-se, pois, de uma constatação.

Que não venham depois esses acéfalos cretinos dizerem que há diferenças sólidas entre Lulla e FHC; que o PT implantou um programa de governo mais voltado ao social, mais justo. TUDO BOBAGEM.

Lulla chamou um tucano para presidir o Banco Central, e colocou nos postos-chave da Economia pessoas que não teriam problemas em seguir à risca a mesma política de FHC.

Senão, vejamos: ao ler a nota do Banco Central sobre a política fiscal (na íntegra, aqui) divulgada ontem, qualquer pessoa com pelo menos 2 neurônios funcionando acharia que trata-se do governo FHC – o qual, segundo os PTralhas, “vendeu-se aos interesses capitalistas e imperialistas” (aquele discurso embolorado, caduco e obsoleto do esquerdismo hipócrita e histérico da década de 1960/1970). Alguns trechos:

O superávit primário do setor público não financeiro alcançou R$18,7 bilhões em janeiro, o melhor resultado para o mês desde o início da série, em 1991. Por segmentos, registraram superávits o Governo Central, de R$16,7 bilhões, e os governos regionais, de R$3,5 bilhões. As empresas estatais, por outro lado, registraram déficit de R$1,5 bilhão.

Nos últimos doze meses até janeiro, o superávit acumulado atingiu R$106,8 bilhões (4,15% do PIB), elevando-se em 0,17 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em dezembro de 2007, devido, basicamente, ao desempenho registrado no âmbito do Governo Central.

Os juros nominais, apropriados pelo critério de competência, totalizaram R$13,1 bilhões em janeiro, comparativamente a R$12,2 bilhões em dezembro. O maior número de dias úteis em janeiro e o efeito da apreciação cambial sobre os ativos atrelados ao dólar contribuíram para a elevação dos juros totais apropriados no mês.

No acumulado em doze meses até janeiro, os juros nominais alcançaram R$158,7 bilhões (6,17% do PIB), comparativamente a R$159,5 bilhões (6,25% do PIB) em dezembro, mantendo-se a trajetória de queda registrada nos meses anteriores.

O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, alcançou superávit de R$5,5 bilhões em janeiro. No acumulado em doze meses, o resultado nominal foi deficitário em 2,02% do PIB, o menor déficit nessa base de comparação desde o início da série, em 1991. Essa queda foi influenciada tanto pela elevação do superávit primário quanto pela menor incorporação de juros.

Portanto, aos trogloditas pseudo-intelectuais do PT que tentam convencer aos incautos de que há enormes diferenças entre FHC e Lulla, fica a pergunta: cadê as diferenças ?

Já tratei deste ponto anteriormente (aqui), mas infelizmente a realidade mostra que os PTralhas apenas usam de uma retórica falsa, ignóbil e mentirosa para tentar convencer de que existem tais diferenças….. Elas não existem !

Ainda segundo dados do próprio Banco Central (aqui),

A taxa média de juros relativa às operações de crédito referencial situou-se em 37,3%, registrando aumento mensal de 3,5 p.p. e queda de 2,6 p.p. em doze meses. No mesmo sentido, o spread bancário apresentou expansão de 3,4 p.p. no mês, atingindo 25,7 p.p., com decréscimo de 1,7 p.p. em comparação a janeiro de 2007.

Nesse contexto, o custo médio dos empréstimos destinados a pessoas físicas alcançou 48,8%, com elevação de 4,9 p.p. no mês. Nas modalidades de crédito pessoal e cheque especial verificaram-se aumentos de 7,3 p.p. e 6,9 p.p., enquanto que os financiamentos para aquisição de veículos tiveram seu custo elevado em 2,4 p.p. A taxa média para pessoas jurídicas registrou alta de 1,8 p.p. no mês, atingindo 24,7%, resultado decorrente, em grande parte, do incremento de 2,6 p.p. no custo das operações pactuadas com encargos prefixados.

Os PTralhas não adoram espalhar pela internet notícias falsas sobre a questão dos juros ?! Eles adoram dizer que os juros eram astronômicos durante o mandato FHC, e que caíram vertiginosamente com Lulla. Então essa é uma notícia auspiciosa:

Os juros cobrados nos empréstimos bancários tiveram, em janeiro, a maior alta em quase sete anos.Segundo levantamento feito pelo Banco Central, a taxa média dos financiamentos chegou a 37,3% ao ano, aumento de 3,5 pontos percentuais em relação a dezembro.
Desde julho de 2001 o custo do crédito não subia nessa velocidade de um mês para outro.
A alta foi mais forte nos financiamentos para pessoas físicas. Nesse segmento, a taxa média passou de 43,9% ao ano para 48,8%.No crédito pessoal, uma das modalidades de empréstimo mais populares, os juros subiram de 59,1% ao ano para 67,3%.

Mesmo nos empréstimos com desconto em folha de pagamento, que costumam ser a opção mais barata de financiamento para pessoas físicas, os juros subiram: passaram de 28,1% ao ano para 29,3%.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, credita esse movimento ao aumento nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) das instituições financeiras, o que teria pressionado o custo dos empréstimos.
O aumento nos tributos fez parte de conjunto de medidas adotadas pelo governo no mês passado para compensar o fim da CPMF.

O texto é da Folha de São Paulo de 27/02/2008 (na íntegra, aqui), mas os dados são do Banco Central (aquele presidido por um tucano).

Complementarmente, cabe registrar: quando algum PTralha mal-intencionado (com o perdão do pleonasmo) falar sobre a dívida pública, é preciso indicar-lhes este texto aqui:

O BC adotou em janeiro nova metodologia para o cálculo da chamada dívida bruta do governo geral. A dívida bruta é um dos principais indicadores fiscais acompanhados pelas agências internacionais de classificação de risco. A partir de agora, a dívida bruta deixa de incluir os títulos públicos emitidos pelo Tesouro que estão na carteira do BC. O critério só fazia sentido, explicou Lopes, quando o BC emitia títulos para fazer política monetária – o que foi proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De outro lado, a dívida bruta passa a incluir as operações compromissadas do governo.
A mudança, segundo o BC, foi para aproximar as estatísticas da dívida bruta dos conceitos usados nos demais indicadores fiscais.
Em termos práticos, a nova metodologia fez com que a dívida bruta fechasse em 58,2% do PIB em janeiro, enquanto que na metodologia antiga esse percentual seria de 62,1% do PIB.

Os PTralhas que ganham o “Bolsa-web” para espalhar mentiras travestidas de notícias (como o asqueroso Paulo Henrique Amorim, por exemplo, além de outros menos letrados, como a Lillith) precisariam, então, deixar claro qual a metodologia que usaram para chegar nos números que usam quando escrevem suas mentiras burras……

Como se não bastasse, esse pessoal que fez escândalo por conta do fim da cobrança da CPMF agora deve estar andando com um saco de papel na cabeça (pessoalmente, gostaria que fosse de plástico, para asfixiá-los rapidamente), para esconder a vergonha:

No primeiro mês sem a cobrança da extinta CPMF, a arrecadação do governo federal aumentou em níveis muito superiores aos da inflação e do crescimento da economia.
Recorde para um mês de janeiro, a receita foi de R$ 62,6 bilhões, uma expansão de 20% acima da inflação em relação ao mesmo período do ano passado -ou de 18,3%, se descontada a arrecadação residual da extinta contribuição sobre movimentação financeira.
Em valores absolutos, o caixa do governo foi reforçado, num único mês, em R$ 9,6 bilhões, excluindo da conta os R$ 875 milhões em recolhimentos remanescentes da CPMF. É praticamente toda a arrecadação adicional estimada pelo governo para todo o ano com a melhora da economia. A perda estimada com o fim da CPMF é de R$ 39,3 bilhões no ano.

Para maiores detalhes sobre isso, veja aqui. Outras leituras, para deixar os PTralhas se roendo de raiva, estão aqui, aqui e aqui.

Este é o “Socialismo Capitalista” inventado pelo PT.
É socialismo na propaganda política e nas tentativas de enganar os mais tapadinhos para que eles continuem elegendo essa cambada.
Mas é capitalismo quando se trata de encher os cofres do PT com recursos que dependem de bons resultados financeiros do governo…..

Perfil do eleitor

Esta nem precisa de maiores explicações: é fácil entender porque o Lulla foi eleito e reeleito, com eleitores desta estirpe.

Vale do Para�ba

 

 

A sina do P

Diante de mais uma CPI, “desenterrei” esta do arquivo de e-mails…….

Desconfie sempre das coisas que começam com a letra P
Por exemplo:

Promessa
Problema
Pedido
Padre
Puta
Promissória
Presidente
Papa
Polícia
Político
PEIDO
Pizza.. Pizza??
– É, ainda mais quando é  Preparada no Planalto e servida Por Parlamentares ao Pobre e Patético Povo brasileiro!
–   Puta que Pariu eu ainda não havia Pensado nisso! Que Perigo!

Putz!

Pois é…

PT   Saudações !

Dívida externa

Seguindo a idéia de que “certas coisas não têm preço”, ver o PT e seu líder pseudo-operário comemorando o suposto “pagamento potencial” da dívida externa brasileira leva a uma leitura que se faz imprescindível: AQUI.

Os PTralhas que ganham o “Bolsa-web” para fazer campanhas massificadas já devem ter iniciado sua boataria falsa, baseada no Manual previamente apresentado aqui. Mas esperar que não o façam seria o mesmo que torcer para que uma inspiração divina fosse capaz de abrir-lhes os olhos e emprestar-lhes alguns neurônios…..

Certas coisas não têm preço….

O PT se lambuzando no cartão de crédito corporativo criado pelo FHC não tem preço….

CPI

Abuse Use

Bar da Boa

Lullacard

PETROBRÁS furtada

A Petrobras já foi roubada (aqui).

Agora, a Petrobras foi furtada:  a Petrobras confirmou nesta quarta-feira (14/02), por meio de seu site, que equipamentos que continham “informações importantes para a companhia” foram furtados de instalações de uma empresa prestadora de serviços especializados.  A companhia afirmou que possui cópia de todas as informações que estavam armazenadas nos equipamentos furtados (íntegra da matéria, aqui).

Para ler mais, algumas fontes interessantes estão aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Em vista de tudo isso, o Painel do Leitor da Folha de São Paulo de 16/02 traz um posicionamento de um leitor, que reproduzo abaixo:

“Por que dois computadores portáteis, com informações secretas da Petrobras sobre campos de petróleo da bacia de Santos, estavam viajando dentro de um contêiner, numa longa viagem de navio entre Santos e Macaé? Não seria mais lógico algum executivo da Petrobras, com a devida escolta de seguranças, transportar pessoalmente informações tão confidenciais?
A investigação principal a ser feita é por que, e quem, determinou que informações tão valiosas fossem transportadas dentro de um simples contêiner?”
WILSON GORDON PARKER (Nova Friburgo, RJ)

Eu não poderia concordar mais com o Wilson: será que uma empresa do porte da Petrobras não tem nenhuma forma mais segura de transportar dados sigilosos ???

Será que a escolha de transportar computadores com dados sigilosos num contâiner é parte da estratégia administrativa que os sindicalistas PTistas que locupletam a Petrobras consideram eficaz ???

Farra ilustrada

Impagável:

Acabaram as férias

Acabaram as férias, e o tempo para escrever aqui no blog vai ficando cada vez mais escasso.

Ao contrário dos PTistas (por definição, desocupados) que ganham Bolsa-Orkut para espalhar bobagens pela internet, quem não ganha cartão de crédito corporativo do governo PTralha precisa trabalhar….

E, por falar em cartão de crédito, está sendo divertido observar os últimos acontecimentos. Governo (sic) e oposição (sic-sic) brigando por conta das CPIs, gente falando besteira com base em informações falsas etc….

Vi PTralhas elogiando a Controladoria Geral da União, e atribuindo sua criação ao apreço de Rei Mulla pela transparência – uma bobagem deslavada. A CGU foi criada em 2001, por FHC – e chamava-se, então, Corregedoria Geral da União. Assim como os cartões de crédito corporativos do governo federal, também cria de FHC, os PTralhas tecem seus comentários burros sobre mentiras, e tentam, ao repeti-las intensamente, torná-las verdades.

Sobre a questão dos cartões corporativos, assim como todos os gastos de TODOS os governos e esferas (federal, estaduais, municipais, judiciário, legislativo), o Brasil não tem é TRANSPARÊNCIA.

Falta controle. Coisa básica.

Sempre faltou, e os PTralhas, desde 2003, têm se aproveitado desta falta de controle para comprar tapiocas, alugar carros etc… Antes, criticavam FHC, mas agora fazem igualzinho.

A cobertura jornalística sobre o caso dos cartões produziu um besteirol imenso (como a comparação entre o Mensalão e o caso dos cartões), mas também serviu para trazer o assunto “gastos do governo” à tona. Ótimo !

O governo brasileiro não tem o costume de limitar seus gastos, pois é fácil criar decretos e outros subterfúgios para cobrir extravagâncias dos políticos ora ocupantes de cargos (Presidente, Ministros, Governadores, Deputados etc).

Engraçado mesmo é ver o PT chafurdando na lama das gastanças que eles, quando eram oposição, tanto criticavam.

Sugiro uma leitura para esclarecer melhor esta questão: aqui. Uma entrevista brilhante com o diretor do curso de Economia da FGV/SP, repleta de informações que os PTralhas tanto precisam (pena que eles nem se interessam por obtê-las). Alguns trechos MUITO interessantes:

Cartão corporativo é bom, seja numa empresa ou no governo. É muito mais fácil executar pagamentos menores por meio de cartão de crédito. Além disso, gera mais transparência. Anos atrás, dois executivos ingleses de uma empresa gastaram uma quantidade enorme num jantar. Foram demitidos assim que o gasto foi apontado.
Eu vejo o escândalo dos cartões como uma manifestação epidérmica de uma doença mais grave, que é o fato de o Estado brasileiro estar fora de controle, pela falta de fiscalização e informações.

Por outro lado, esse escândalo mostra confusões que brotaram na opinião pública. O cartão corporativo não é culpado pela fraude, ele é a solução para combater esse tipo de corrupção, porque gera automaticamente a transparência e acaba com essa história de nota, recibo etc. Todo mundo sabe que é fácil pegar, por exemplo, um recibo superfaturado em um táxi, uma prática imoral. Se é cartão de crédito, aparece onde gastou e o valor exato. Ao surgir uma conta estranha, fiscaliza-se. Não por acaso, o escândalo só veio à tona porque os gastos ficaram registrados. Mostrou a importância de um instrumento como o Portal da Transparência. Mas há confusão sobre o que é um escândalo e o que não é.
No caso de um jantar com uma comitiva chinesa, por exemplo, gastar R$ 500 ou R$ 1.000 é normal. Você está recebendo pessoas que representam um governo estrangeiro.
O ponto crítico é o gasto na mesa de bilhar, os saques altíssimos, os gastos sigilosos que ninguém tem idéia do que foi feito ou ter um só cartão gastando R$ 500 mil por ano. Aí é que estão os absurdos.
Os saques são um ponto crucial, porque, nesse caso, o cartão pode ser fonte para caixa dois. De grão em grão a galinha enche o papo, de dez em dez reais se faz 1 milhão.

[sobre gastos “sigilosos”] Existem gastos que não podem ser mesmo publicados, como gastos em áreas estratégicas militares, exemplo do submarino nuclear brasileiro. Ou então questões geopolíticas. Mas, em qualquer país razoável, uma comissão bicameral, Câmara e Senado, analisa e acompanha tais gastos.
Agora, confidencialidade com gasto em jantar, pagamento de hotel, compra de carne para o presidente não tem o menor cabimento. O problema central não é a carne para o presidente ser risco à segurança, mas gastos sem transparência.

Também na Folha do mesmo dia (11/02/2008), uma matéria (aqui, na íntegra) compara este recurso (cartão corporativo) e sua aplicação prática em outros países. Muito ilustrativa:

Entre kit de fabricação de cerveja, TVs de plasma, próteses de silicone e clubes de strip-tease, os Estados Unidos têm assistido ao mau uso de cartões de crédito corporativos. Mas, sob vigilância crescente de órgãos de transparência e congressistas, as punições vão de multa a cadeia.
Um funcionário do Exército, condenado a oito meses de prisão, teve de devolver os US$ 61 mil gastos com seu cartão em compras como aparelhos de áudio e vídeo.
Em 2004, Peter Sylver, do alto escalão do condado de Nassau, no Estado de Nova York, foi a júri acusado de gastar US$ 4.700 de seu cartão para fins pessoais e ainda de assediar sexualmente uma funcionária. Por ter confessado os crimes, foi condenado só pelo assédio, a três anos em liberdade condicional.
Russell Harding, alto funcionário da Prefeitura de Nova York na gestão de Rudolph Giuliani, também foi levado a júri por pagar despesas em resorts com o cartão e comprar presentes para os amigos.
Auditorias nas faturas de cartões de funcionários da Marinha, em 2002, e do Departamento de Segurança Interna, em 2006, mostraram abusos.
Os funcionários têm a liberdade de usar o cartão para comprar itens que julgarem necessários para executar melhor a função. Mas um funcionário da guarda costeira comprou um kit de fabricação artesanal de cerveja por US$ 227. Por US$ 7.000, iPods foram adquiridos por agentes de serviço secreto.
De empregados da Marinha, vieram gastos com roupas, cassinos, bares e clubes de strip-tease. Um deles pagou o silicone de uma garçonete. Nos EUA, o limite do cartão varia de acordo com órgão e a função, mas pode passar dos US$ 100 mil anuais.


Porém, lamentavelmente, quem poderia cobrar do Estado maior rigor nos gastos públicos perde seu tempo em discussões em blogs e e-mails, cada qual apenas atacando o “outro lado”….. Esa briguinha imbecil, este maniqueísmo exacerbado do “PSDB x PT”….

Cada um defendendo seu “partido”, enquanto o país continua na merda.