Paradigmas

Ahn, os PARADIGMAS na Administração…….

Paradigma (do grego Parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.
Thomas Kuhn, (1922 – 1996) físico americano célebre por suas contribuições à história e filosofia da ciência em especial do processo (revoluções) que leva à evolução do desenvolvimento científico, designou como paradigmáticas as realizações científicas que geram modelos que, por período mais ou menos longo e de modo mais ou menos explícito, orientam o desenvolvimento posterior das pesquisas exclusivamente na busca da solução para os problemas por elas suscitados.

Este é o início da explicação da Wikipedia sobre o termo PARADIGMA.
Contudo, o que a Wikipedia não explica é o seguinte: am Administração, todas as vezes que alguém usa o termo PARADIGMA, você pode ter duas certezas:
1) A pessoa que usou o termo não saberia explicá-lo e discutir o seu significado real;
2) Logo depois de ouvir PARADIGMA, você acabará ouvindo um discursinho babaca, típico dos gurus de auto0ajuda de décima-oitava categoria, que não significa nada, não ensina nada, e não chega a lugar nenhum.

O termo PARADIGMA é uma verdadeira maldição.
Geralmente, quem usa é aquele tipinho tapado – freqüentemente ligado ao RH – que ADORA falar “quebrar paradigmas”.
Não significa absolutamente nada, mas impressiona.

Quer um exemplo ?! Ei-lo:

Havia um rapaz, com um carro muito rápido, que gostava de dirigir em estradas de terra.
Ele se achava um grande motorista e era capaz de tudo.
Um dia ele estava indo por sua estrada favorita, chegando à sua curva preferida, quando saiu da curva um carro derrapando fora de controle.
Logo quando iam se cruzar o carro entrou na contramão.
Quando o carro passou a mulher que estava no volante gritou:
– Porco!!!…

O rapaz que acredita que não deve levar desaforo para casa reagiu e respondeu imediatamente:
– Vaca!!!…

Ele pensou:
– Como esta vaca ousou me xingar? Eu estava na mão certa, ela estava contramão.
Mas se sentiu bem porque devolvera o insulto antes dela ir embora.
Assim ele pisou fundo no acelerador, fez a curva com tudo e qual não foi sua surpresa….atropelou um porco.

Esta é uma história de paradigma.
O rapaz estava reagindo com as regras antigas.
“Você me xinga, eu o xingo de volta”.

Quebrar paradigmas exige ousadia e coragem, pois, pode implicar em uma verdadeira revolução na cultura das organizações.
No ambiente competitivo em que atualmente vivemos, cada vez mais, as mudanças são necessárias, uma vez que ela serve para reordenar prioridades, redirecionar valores, buscar novos focos de interesse e, principalmente, indicar maneiras diferentes de buscar alcançar objetivos e metas.
Se analisarmos o lado paradoxal desta historinha, não podemos imaginar que seja uma rotina modificá-la, porém, simplesmente venerar esta forma arcaica de conduta e não experimentar uma mudança significa um perigo.

Construir diferenciais hoje significa quebrar barreiras, destruir sua zona de conforto, expor novas idéias, criar novas diretrizes dentro da organização, inovar.
Significa deixar as velhas táticas e técnicas e construir uma nova forma de agir e se comportar.

Se pensamos bem a mulher da historinha acima, estava tentando avisar o rapaz do perigo de atropelar o porco.
Com certeza, vamos sempre encontrar pessoas vindas de curvas, cegas, gritando coisas.
Se não tivermos flexibilidade de paradigmas, o que iremos ouvir se parecerão com ameaças.

Esta praga da auto-ajuda – que costuma estar associada à área de Administração, mas não tem nada a ver com aquilo que, de fato, significa a Administração – é pródiga em brindar-nos com histórias, “causos” e outras coisas que pretendem apresentar uma “moral da história”.
Este exemplo acima, eu recebi por e-mail.
Um lixo.

Mas esse tipo de lixo nos infecta.
Há alguns meses, na sala de aula da universidade, ouvi uma pérola calcada na “quebra de paradigmas” também.
O pior de tudo: não foi um aluno que soltou a bobagem, mas uma professora.

Se continuarmos a ter professores universitários que recorrem a estas bobagens, o país continuará sendo dominado por moluscos e inépteis corruPTos em geral.
E o Brasil continuará sendo “o país do futuro”.
Aquele futuro que NUNCA chega…….

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