Desastre total: a incompetência da Telefônica é gritante

A notícia é da Folha Online (na íntegra AQUI), mas está repercutindo em diversos portais:

No meio do caminho entre a pane no serviço de banda larga da Telefônica e os assinantes do Speedy está o call center da empresa, a central de relacionamento que desde a última segunda-feira (9) atende milhares de ligações de clientes reclamando pela falta de serviço. Azar de quem precisou utilizá-lo nos últimos dias.
Uma das novas regras do SAC diz que o cliente pode demorar no máximo um minuto para ser atendido. A reportagem ficou 2 minutos e 20 segundos esperando por atendimento em uma das ligações ao atendimento do Speedy. Porém, há leitores que relataram ter ficado por até 45 minutos esperando por um atendente.

Está previsto pelas novas regras que o atendimento ao cliente deve prestar serviços 24 horas por dia, sete dias por semana. Vários leitores reclamaram ter ouvido apenas sinal de ocupado quando ligavam para a central da Telefônica –o que também ocorreu com a reportagem.
No caso de dificuldades no atendimento telefônico, o consumidor pode registrar queixas na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), no site ou pelo telefone 133; no site do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC) ou no Procon-SP.

Desde que as novas regras foram instituídas –em 1º de dezembro de 2008–, a Telefônica já recebeu dois processos –que correm em sigilo–, movidos pelo Procon-SP, por falhas em seu SAC. Segundo Carlos Coscarelli, assessor-chefe do Procon-SP, a empresa ainda está respondendo por eles, mas estima-se que a multa a ser paga seja de R$ 3 milhões por cada processo.

Desde o sábado (4), o Procon-SP registrou 92 novas denúncias contra o SAC da Telefônica, com reclamações de usuários sobre a dificuldade para conseguir atendimento e longas esperas pelo contato com um atendente.

De acordo com Coscarelli, o número é bastante significativo. “Normalmente, apenas 5% dos atingidos pelo problema se mobilizam para fazer a reclamação formal”, explica. Por isso, a fundação estima que esse número represente mais de 1.800 pessoas com o mesmo problema no atendimento telefônico da Telefônica.
A Telefônica não se pronunciou sobre o assunto.

A Telefônica é uma empresa que, de tão ruim, nem precisa de comentários, né ?!
Engraçado (e lastimável) é receber e-mail de alunos meus, que trabalham lá, avisando que eles não têm culpa nenhuma pelo fato de a empresa ser uma bosta.
E todos sabem que ela é mesmo.

Telefônica: outro apagão ????

Isso nem pode ser considerado “notícia”, pois já virou tradição: a Telefônica fazendo seus clientes de otários.

O Procon-SP vai notificar a Telefônica sobre o problema que afeta usuários do serviço de banda larga Speedy nos últimos dias. Após receber centenas de reclamações sobre o assunto, o órgão de defesa do consumidor entrou em contato com a operadora para pedir explicações sobre o caso.

De acordo com o Procon, a Telefônica deve se manifestar por escrito sobre o que está ocorrendo com o serviço e, dependendo do conteúdo desse comunicado, o Procon-SP também pode solicitar uma reunião com os integrantes da empresa.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a Telefônica diz que “desde as 21h30 de ontem (07/04), o Speedy encontra-se funcionando dentro dos padrões de normalidade. No dia de ontem, foram detectadas dificuldades de navegação entre clientes do serviço. A empresa mobilizou suas equipes para normalizar a situação no menor prazo possível, o que, efetivamente, ocorreu na noite da terça-feira”.

Porém, dezenas de usuários do Speedy continuam reclamando de problemas no serviço, principalmente pelo Twitter. O Procon-SP também continua recebendo reclamações nessa quarta-feira. Em nota, a Telefônica informa “que o número de ligações para a sua central está diminuindo gradativamente desde a manhã de hoje e estima que a situação normalize-se ao longo do dia.”

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Anatel afirmou que está apurando o caso e que a Telefonica deverá dar o desconto para o usuário proporcional ao tempo que o serviço ficou fora do ar. O órgão regulador informou ainda que caso descubra algum tipo de infração por parte da Telefônica ao regulamento de Serviços de Comunicação Multimídia, poderá abrir um processo administrativo contra a operadora, resultando em multa ou advertência.

Em julho do ano passado, a Telefônica deu cinco dias de desconto por instabilidades no Speedy. A maior parte dos usuários deste serviço de banda larga ficou sem acesso à internet por até 36 horas ao longo dos dias 2 e 3 de julho.
FONTE: Época NEGÓCIOS – Notícias

Pois é….. Desde segunda-feira (06/04) eu tenho enfrentado problemas com o Speedy. Ontem, eu conseguia abrir apenas alguns poucos sites – UOL, Folha OnLine, Veja e outros tantos, inclusive o Google, estavam inacessíveis.
Não sei (ainda) se funciona, mas li a seguinte dica na internet:

O problema do Speedy é fácil de resolver. O servidor de DNS da Telefonica – 200.204.0.10 – é o responsável pela dificuldade de se conectar a determinadas páginas. Para não se ter mais problemas é só trocar este servidor da Telefonica pelo servidor de DNS do OpenDNS. Para quem sabe reconfigurar a sua placa de rede os números do OpenDNS são 208.67.222.222 e 208.67.220.220. Para os demais há instruções aqui: https://www.opendns.com/start/
Uso o OpenDNS já há dois anos e nunca tive problemas, mesmo quando houve aquele apagão do Speedy em quase todo estado de São Paulo.

A mensagem acima eu li nos comentários do blog do Reinaldo Azevedo (aqui).
Depois vou tentar fazer um teste, seguindo a dica, para ver se consigo resolver, ainda que parcialmente, os problemas.

Se bem que o IDEAL mesmo seria trocar a Telefônica por alguma outra empresa.
Mas, infelizmente, não há opções melhores…..
Em suma, os consumidores de serviços de telefonia, no Brasil, estão fodidos e mal-pagos.

Atendente da Vivo com TPM

Essa é simplesmente FANTÁSTICA !!!!!

A atendente do telemarketing da Vivo se irrita com o cliente – DOWNLOAD.

PS – Agradeço ao Aldemir que me enviou por e-mail.

Hall of fame 2009

Que reunião: Jimmy Page, Jeff Beck, Joe Perry e Metallica !!!!!!

Ok, o Flea e o Ron Wood estão lá também, mas nem precisava…..

Paradigmas

Ahn, os PARADIGMAS na Administração…….

Paradigma (do grego Parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.
Thomas Kuhn, (1922 – 1996) físico americano célebre por suas contribuições à história e filosofia da ciência em especial do processo (revoluções) que leva à evolução do desenvolvimento científico, designou como paradigmáticas as realizações científicas que geram modelos que, por período mais ou menos longo e de modo mais ou menos explícito, orientam o desenvolvimento posterior das pesquisas exclusivamente na busca da solução para os problemas por elas suscitados.

Este é o início da explicação da Wikipedia sobre o termo PARADIGMA.
Contudo, o que a Wikipedia não explica é o seguinte: am Administração, todas as vezes que alguém usa o termo PARADIGMA, você pode ter duas certezas:
1) A pessoa que usou o termo não saberia explicá-lo e discutir o seu significado real;
2) Logo depois de ouvir PARADIGMA, você acabará ouvindo um discursinho babaca, típico dos gurus de auto0ajuda de décima-oitava categoria, que não significa nada, não ensina nada, e não chega a lugar nenhum.

O termo PARADIGMA é uma verdadeira maldição.
Geralmente, quem usa é aquele tipinho tapado – freqüentemente ligado ao RH – que ADORA falar “quebrar paradigmas”.
Não significa absolutamente nada, mas impressiona.

Quer um exemplo ?! Ei-lo:

Havia um rapaz, com um carro muito rápido, que gostava de dirigir em estradas de terra.
Ele se achava um grande motorista e era capaz de tudo.
Um dia ele estava indo por sua estrada favorita, chegando à sua curva preferida, quando saiu da curva um carro derrapando fora de controle.
Logo quando iam se cruzar o carro entrou na contramão.
Quando o carro passou a mulher que estava no volante gritou:
– Porco!!!…

O rapaz que acredita que não deve levar desaforo para casa reagiu e respondeu imediatamente:
– Vaca!!!…

Ele pensou:
– Como esta vaca ousou me xingar? Eu estava na mão certa, ela estava contramão.
Mas se sentiu bem porque devolvera o insulto antes dela ir embora.
Assim ele pisou fundo no acelerador, fez a curva com tudo e qual não foi sua surpresa….atropelou um porco.

Esta é uma história de paradigma.
O rapaz estava reagindo com as regras antigas.
“Você me xinga, eu o xingo de volta”.

Quebrar paradigmas exige ousadia e coragem, pois, pode implicar em uma verdadeira revolução na cultura das organizações.
No ambiente competitivo em que atualmente vivemos, cada vez mais, as mudanças são necessárias, uma vez que ela serve para reordenar prioridades, redirecionar valores, buscar novos focos de interesse e, principalmente, indicar maneiras diferentes de buscar alcançar objetivos e metas.
Se analisarmos o lado paradoxal desta historinha, não podemos imaginar que seja uma rotina modificá-la, porém, simplesmente venerar esta forma arcaica de conduta e não experimentar uma mudança significa um perigo.

Construir diferenciais hoje significa quebrar barreiras, destruir sua zona de conforto, expor novas idéias, criar novas diretrizes dentro da organização, inovar.
Significa deixar as velhas táticas e técnicas e construir uma nova forma de agir e se comportar.

Se pensamos bem a mulher da historinha acima, estava tentando avisar o rapaz do perigo de atropelar o porco.
Com certeza, vamos sempre encontrar pessoas vindas de curvas, cegas, gritando coisas.
Se não tivermos flexibilidade de paradigmas, o que iremos ouvir se parecerão com ameaças.

Esta praga da auto-ajuda – que costuma estar associada à área de Administração, mas não tem nada a ver com aquilo que, de fato, significa a Administração – é pródiga em brindar-nos com histórias, “causos” e outras coisas que pretendem apresentar uma “moral da história”.
Este exemplo acima, eu recebi por e-mail.
Um lixo.

Mas esse tipo de lixo nos infecta.
Há alguns meses, na sala de aula da universidade, ouvi uma pérola calcada na “quebra de paradigmas” também.
O pior de tudo: não foi um aluno que soltou a bobagem, mas uma professora.

Se continuarmos a ter professores universitários que recorrem a estas bobagens, o país continuará sendo dominado por moluscos e inépteis corruPTos em geral.
E o Brasil continuará sendo “o país do futuro”.
Aquele futuro que NUNCA chega…….

Emprego disputado

O comercial é ótimo – se fosse outro produto, ficaria melhor ainda, mas……..as coisas não são perfeitas, né ?!

Céu e Inferno

Muito em breve estarei vendo isso….

Empresas mais rentáveis do mundo

Tive um professor no mestrado, o Marcos Bruno, que sempre dizia que as empresas mais rentáveis do mundo são as de petróleo, bem administradas.
O segundo tipo de empresas mais rentáveis do mundo são as petroleiras.
E o terceiro, as petroleiras mal-administradas.

Pois bem…. Não posso dizer que fiquei “surpreso” com esta notícia (na íntegra AQUI):

A queda abrupta do petróleo sufocou a PDVSA e colocou a maior estatal da Venezuela, responsável por mais de 90% de todas as exportações, em uma espiral de dívidas com fornecedores e prestadores de serviços. Pagamentos foram suspensos, trabalhadores dizem que irão às ruas para pedir reajustes salariais e algumas petrolíferas estrangeiras que operam plataformas em conjunto com a PDVSA estão a ponto de deixar o país.

Nesta semana, a americana Helmercih & Payne interrompeu as operações de quatro das 11 perfuradoras de poços terrestres na Venezuela. Em comunicado, a empresa diz ter recebido menos de 1% do que a PDVSA lhe deve pelos serviços realizados neste ano e afirma estudar a possibilidade de abandonar de vez suas atividades no país. A Anadarko, outra americana que recentemente anunciou descobertas na camada do pré-sal brasileiro, já seguiu esse caminho e saiu da Venezuela no ano passado.

A PDVSA divulga seus balanços com grande atraso e raramente dá entrevistas, mas relatórios que circulam no setor privado estimam a dívida da estatal em US$ 10 bilhões a US$ 12 bilhões – um aumento de até 50% sobre o valor de setembro, último dado oficial. Segundo o Eurasia Group, uma consultoria sediada em Nova York, dívidas de até US$ 1,5 milhão com mais de 5 mil pequenos e médios fornecedores nacionais começaram a ser saldadas no início de março, mas a retomada dos pagamentos a 56 companhias estrangeiras estaria condicionada a uma renegociação de contratos, com descontos de pelo menos 40%.

Para o analista Pietro Pitts, editor-chefe do site e da revista especializada “LatinPetroleum”, a PDVSA vive seu momento mais frágil desde fevereiro de 2003, quando 18 mil funcionários foram demitidos após a participação em uma desastrosa greve que paralisou totalmente a produção. Ele acredita que outras multinacionais podem deixar a Venezuela no futuro próximo, como Exxon e Conoco Phillips, mas ainda têm gás para suportar a inadimplência e posições hostis do presidente Hugo Chávez.

Sem fluxo de caixa suficiente e abrindo contenciosos com suas parceiras em vários blocos, as metas definidas pelo governo no plano Semente Petroleira tornaram-se um documento pouco realista. O plano, que cobria o período 2006-2012, estipulava o objetivo de elevar a produção para 5,8 milhões de barris por dia. Ele já foi adiado para 2013, mas ninguém aposta que a meta será alcançada. Das quatro novas refinarias anunciadas pela PDVSA na Venezuela, nenhuma saiu do papel, lembra Franklin Rojas, diretor do Centro de Investigações Econômicas (Cieca).

Nas projeções da consultoria, o resultado financeiro da estatal cairá de um lucro de US$ 19,6 bilhões em 2008 (antes das transferências para programas sociais e pagamento de imposto de renda) para prejuízo de US$ 6,5 bilhões neste ano. Como se não bastasse a queda dos preços no mercado internacional, também a produção deverá recuar em torno de 9% e ficar perto de 2,9 milhões de barris por dia – a Agência Internacional de Energia (AIE) diverge dos números da PDVSA e afirma que eles são menores do que o anunciado.

Isto representa uma pequena amostra de como os governos infectados pela ideologia pseudo-esquerdista burra podem ser prejudiciais aos seus países.
O Brasil, é verdade, não sofre deste problema com a mesma gravidade – mas sofre.
A corja de boçais incomPTentes que tem alocado os sindicalistas pelegos e mensaleiros nas tetas do governo tem agido de tal forma que, em 2011, o próximo presidente (quem quer que seja) terá problemas sérios.

Ao que indicam as pesquisas recentes, José Serra é, hoje, o mais cotado.
Considero o atual governador o mais preparado para ocupar o cargo. Mas até mesmo ele terá problemas sérios, gerados pela sanha PTista pelo “puderr”.

O ponto central é o seguinte: o Estado também deve ter, em seus quadros, ADMINISTRADORES no lugar de políticos incomPTentes.
Uma das razões para eu ter ojeriza ao PT (são várias!!!) é que esta congregação de apedeutos sempre optou por locupletar cargos públicos com seus apadrinhados – que, como vemos, não têm condição sequer de montar um quebra-cabeças de duas peças.
Ao invés disso, vemos sindicalistas e afins ocupando cargos de ministros, secretários e afins – mas nenhum tem competência para fazer o que precisa ser feito: ADMINISTRAR de forma eficaz e eficiente.
 

Privatização marxista

Um EXCELENTE texto que localizei NESTE BLOG:

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Evo Morales anuncia para breve o lançamento de um jornal estatal na Bolívia, um veículo de comunicação impresso “para divulgar a verdade”, enfatiza o mandatário, a se contrapor ao discurso oposicionista da mídia tradicional que não morre de amores pelo presidente de origem indígena. O que Evo Morales não diz é que “a verdade” é a palavra oficial do governo, ou seja: propaganda.Também não diz, ou talvez não tenha noção, o que um projeto dessa índole representa. Ou seja, que as chances de um jornal com esse intuito editorial dar certo são praticamente nulas. A não ser que siga a fórmula tradicional consagrada pela história, a Rússia e o Pravda o melhor modelo, de se cercear num primeiro momento e suprimir a médio prazo a imprensa da iniciativa privada: impor o noticiário único e eliminar a diversidade. E no caso específico da Bolívia, necessário será alocar recursos do erário para distribuir ou subsidiar o veículo, de modo a atingir índices de leitura razoáveis.

A iniciativa do ex-lider cocaleiro que se insere numa proposta maior de socialização da mídia me trouxe a lembrança do pensamento de Karl Marx (quer se contrapõe a isso tudo, embora o seu nome seja evocado como referência) nos primórdios de sua atividade intelectual, então com 23 anos de idade, expresso em memoráveis artigos originalmente publicados no Rheinische Zeitung.  Mais tarde reproduzidos em jornais americanos e ingleses e reunidos em livro, editado no Brasil pela L&PM Editores, em 1999.

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Marx debate os conceitos de censura e liberdade de imprensa e então traça um perfil da mídia oficial, a mesma que Morales celebra como uma grande conquista social: “O governo ouve somente sua própria voz; sabe que ouve somente a sua voz; entretanto tenta convencer-se de que ouve a voz do povo, e exige a mesma coisa do povo. O povo, portanto, cai parcialmente numa superstição política, ou isola-se totalmente da vida política, tornando-se uma multidão privada”.

Homem castrado

Num outro artigo Marx qualifica os efeitos da censura: “Uma imprensa censurada é ruim mesmo se produzir bons frutos…um homem castrado sempre será um mau macho, mesmo se tiver uma boa voz… Uma imprensa livre é boa mesmo quando produz frutos ruins… A natureza continua sendo boa, mesmo se produzir abortos”. Mais adiante avalia a sua inconsistência: “A censura é a crítica como monopólio do governo. Mas a crítica não perde seu caráter racional quando não julga partidos, mas transforma-se em partido? Quando quer criticar, mas não quer aceitar críticas? Quando, finalmente, é tão pouco crítica que confunde
ditames do poder com ditames da razão”.

Então revela a sua própria natureza: “A censura não é uma lei, mas uma medida policial, uma má medida policial, porque não consegue o que quer, nem quer o que consegue”.Nessa mesma linha de raciocínio Karl Marx faz um desafio: “Porque nenhum Estado tem a coragem de formular através de princípios legais e universais aquilo que os censores fazem na prática? “.  Justifica: “é por isso que a administração da censura é confiada, não aos tribunais, mas a polícia”. E acrescenta: “a censura é uma medida precatória da policia contra a liberdade… A lei de imprensa pune o abuso da liberdade. A lei da censura pune a liberdade como se fosse um abuso”. Então, questiona o conceito de liberdade vigiada: “A lei da censura é uma lei suspeita contra a liberdade…Mas, em todas as esferas não é considerado uma ofensa à honra estar sob vigilância domiciliar? “.

Imprensa é o cão de guarda

O notável pensador alemão não deixou passar o debate em torno dos abusos da imprensa e a idéia em torno disso de que a mesma deve sofrer algum tipo de intervenção do Estado, como um organismo doente que deve ser assistido:  “A censura sequer é um bom médico… E apenas um cirurgião que só conhece um remédio…as tesouras. E nem sequer é um médico que tem como objetivo a saúde. É um cirurgião esteta que considera supérfluo no corpo tudo que ele não gosta”. E conclui: “Todos os dias a censura corta a carne de indivíduos intelectuais e deixa passar somente corpos sem coração, corpos sem reações, apresentado-os como saudáveis”. Marx aponta os seus efeitos nocivos: “A censura transforma todos os escritos proibidos, bons ou ruins, em artigos extraordinários”.

O pensamento de Karl Marx à respeito da imprensa, pelo menos nesta fase embrionária de sua produção intelectual, deve causar arrepios aos profetas de uma mídia, sob supervisão do Estado, ou algum tipo de controle. É o pensamento de um liberal, os mesmos princípios que nortearam os reformadores da primeira emenda na Constituição americana. Alguns anos depois, em 1849, Marx defendia-se nos tribunais da acusação de ter cometido o delito de injúria contra as autoridades, ele então editor do Neue Rheinische Zeitung e perante o juiz não mediu palavras de sua convicção quanto ao papel da mídia: “A função da imprensa é ser o cão de guarda público, o denunciador incansável dos dirigentes, o olho onipresente, a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade”. Ou seja, Tudo que um jornal do Estado não pode, realizar.

Artigo de minha autoria originalmente publicado no Portal Imprensa em 24/01/2009 [Nelson Varón Cadena]

Pois é…..Depois, aparecem os “socialistas de merda”, aquela PTralhada que nunca passou das primeiras 20 páginas da obra de Marx, e defende algo que eles nem sequer sabem exatamente o que é……