2007: Ministro EXTRAORDINÁRIO

Em 2007, Roberto Mangabeira Unger foi nomeado Ministro (extraordinário) de Assuntos Estratégicos, conforme publicado no Diário Oficial (aqui).

E a “zelite”, hein ?! Pergunto isso, porque alguns poderiam afirmar que o Prof. Roberto Mangabeira Unger já foi chamado de “elite intelectual”, pelo fato de ter sido aceito como Professor-titular numa das Universidades mais prestigiosas do mundo, Harvard. Neste sentido, ele representa a “elite”, não ?!

Mas o Lulla sempre critica a “zelite” !!!!!! E …… cria um ministério (extraordinário) para abrigar um membro da “zelite” ?! E não é qualquer membro, não ! Mangabeira Unger disse, com todas as letras, que o governo (?) Lula é o mais corruPTo da história do Brasil (a pesquisa da fundação Perseu Abramo, comentada AQUI, aponta “apenas” como o segundo mais corruPTo, ao menos por enquanto!).

Aliás, o que é um Ministro EXTRAORDINÁRIO ?

Significa que é uma pessoa com uma capacidade EXTRAORDINÁRIA, capaz de feitos EXTRAORDINÁRIOS ?

Ou seria apenas um Ministro que assume numa circunstância extra-ordinária, ou seja, “fora do comum”, inusitada, imprevista, rara, excepcional (na acepção de “exceção”) ?

De qualquer forma, vale MUITO a pena ler o que ele, o Ministro EXTRAORDINÁRIO, escreveu sobre Lulla e impeachment, em 16/08/2005, quando estavam em curso as investigações sobre o Mensalão (investigações, aliás, que naufragaram, do mesmo jeito que naufragaram as investigações sobre a compra de votos para a reeleição de FHC, em 1997) AQUI.

Em 28 de Fevereiro de 2006, o atual Ministro EXTRAORDINÁRIO já tratara do PT e do (des)governo Lulla, nos seguintes termos: A lógica da sucessão presidencial dá a esse risco feição definida e dramática. Sucessivas mentiras e traições repetidas levaram o eleitorado a esperar muito pouco dos governos. Basta indício de competência sem compaixão, ou de compaixão sem competência, para satisfazer hoje multidões de brasileiros de todas as classes sociais. Desenganada de obter transformação do país que democratize o acesso ao trabalho e ao ensino, grande parte dos eleitores pobres conclui que a Bolsa-Família e seu séquito de políticas compensatórias são melhores do que nada. Melhores do que nada, ainda que os recursos que se lhes dedicam sejam pequenos em comparação com as fortunas que se transferem de trabalhadores e de produtores a rentistas por conta da política econômica do governo. A perspectiva da volta ao poder do grupo que governava antes — antinacional, antirepublicano, antidesenvolvimentista e antisocial — causa a dezenas de milhões de nossos concidadãos justificado dissabor. Ah, como seria bom mudar, de governo e de rumo. Mas para colocar no lugar dos governantes de agora aquela gente de antes, que seguiria, com ainda menos compromisso social, o mesmo caminho que o país já trilha, não dá. Talvez seja esse hoje o sentimento da maioria dos brasileiros. Formular o problema é antecipar a natureza da solução: oferecer ao eleitorado alternativa, de proposta de rumo e de projeto de poder, sem cair no esquerdismo vazio ou no moralismo oco. Por que não temos, todos nós que atuamos nessa direção, conseguido até agora providenciar a solução necessária? É porque depois que o regime militar destruiu um sistema partidário que começava a enraizar-se, nunca mais tivemos partidos políticos que representassem mais do que si mesmos. O único era o PT, que se revelou ser um longo desvio em nossa história. Nossos partidos atuais raramente resistem ao curto-prazismo eleitoreiro dos políticos profissionais que os compõem. Muitos primam por confirmar a tese de que no Brasil nem os oportunistas têm senso de oportunidade. A íntegra do documento (que foi publicado na coluna que o Ministro mantinha na Folha de São Paulo) está acessível na página do Ministro mantida pela Harvard School, AQUI.

Recomendo, ainda, a leitura DESTE artigo, que trata da dissolução (legal, é claro) de partidos políticos que violam a Lei Eleitoral. O Ministro EXTRAORDINÁRIO também chegou a pedir o impeachment de Lulla, a quem atribuiu “o governo mais corrupto” da história do Brasil. Em grande medida, um dos fatores que motivou o Ministro EXTRAORDINÁRIO a tais afirmações está explicado AQUI.

Depois, grava um depoimento utilizado na propaganda eleitoral do PT, em 2006:

Bom, o resumo da ópera é o seguinte: o cara diz que o PT e Lulla promoveram o governo mais corrupto da história do Brasil; depois, grava uma mensagem de apoio à reeleição do Lulla, aproveitando seu apelo de popularidade (e desenvoltura na dicção do português, capazes de tormá-lo um “hit” televisivo instantâneo!); finalmente, vira Ministro EXTRAORDINÁRIO ?!

Isso, sim, é uma coisa EXTRAORDINÁRIA !!!!!!!!!!

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