Realpolitik e a mídia golpista

Li um texto, na semana passada, de autoria de Marcos Augusto Gonçalves.Confesso minha ignorância: nunca ouvira falar dele. Numa rápida busca pelo Google, descubro que é Editor do caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo – exatamente o caderno no qual li seu texto (na íntegra, aqui).

O texto é absolutamente impecável. Alguns trechos: O partido e o governo do ex-sindicalista têm vários de seus membros julgados por corrupção na corte suprema da referida república, graças a denúncias de um ex-aliado da direita, que também fora íntimo daquele presidente afastado por corrupção [em referência a Roberto Jefferson, apoiador de Fernando Collor]. Para tornar essa sinopse um pouco mais vulgar, surge na mídia a história de que o político provinciano do início do enredo, que ocupa a presidência do Senado, teve uma filha fora do casamento e enviava dinheiro à ex-amante por meio de um lobista de uma grande empreiteira.
Em meio a todo esse lixo, que alimenta o reality show, ou o realpolitik-show da vida pública brasileira, insinua-se entre alguns políticos e intelectuais “de esquerda” a tese de que tudo, no final das contas, é culpa da “mídia”, que não se conformaria com a eleição do ex-operário. Diga-se que os acusadores (e também o presidente) foram (e alguns ainda são) colunistas dessa mesma mídia -e a municiaram durante anos com denúncias contra políticos dos quais são hoje aliados.
Houve um tempo em que o PT fazia questão de se apresentar como paladino dos bons costumes republicanos e de se diferenciar daquilo que seus militantes chamavam de “política tradicional”.

(…) uma vez no poder, o PT se tornou uma máquina eleitoral conservadora, passando a se comportar como as siglas que antes condenava.

(…) Nossos narcisos lulo-petistas não gostam de ver nas páginas dos jornais escândalos semelhantes àqueles que aconteceram em governos anteriores. A grande competição, na realidade, é com a gestão de Fernando Henrique Cardoso, cuja superação os lulistas têm como ponto de honra. Mas, nessa competição de mediocridades, ambos, petistas e tucanos, mais parecem ser faces de uma mesma moeda -a da hegemonia política paulista no Brasil pós-ditadura militar.
Se FHC engatou o Brasil tardiamente no processo de estabilização das economias periféricas, Lula o vai engatando, também tardiamente, no ciclo de crescimento global. Tudo em ritmo lento. Filme de arte.
Alguém dirá que o governo do príncipe da moeda foi mais “republicano”. Mas ao lembrarmos que FHC criou uma reeleição para si próprio, recorrendo ao jogo pesado, como divulgou a mídia (golpista?), essa suposta vantagem revela-se apenas mais uma quimera.

Volta à tona, novamente, o absurdo de culpar a “mídia golpista” por tudo. Contudo, o PT só culpa a mídia quando ela revela os seus podres – quando a Folha de São Paulo investigou e denunciou a compra de votos de deputados para aprovação da emenda da reeleição de FHC, o PT bateu palmas para o jornal. Quando a Veja denunciou Fernando Collor, estampando a entrevista bombástica de seu irmão Pedro Collor, novamente estava lá o PT (inclusive Lulla, Dirceu, Genoíno, Mercadante, Suplicy e demais asseclas) aplaudindo, elogiando a “mídia”…..

Não bastasse a incomPTência dessa corja do PT, o grau de hipocrisia deles é assustador.

Circo Brasil

Em homenagem às recentes declarações do Rei Lulla (sobre CPMF e mudança de postura):

Circo

Coitada da Chauí……

Marilena de Souza Chaui, Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 1A,
possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1965) , especialização em Licenciatura pela Universidade de São Paulo (1965) , mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1967) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1971) . Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo.

Esta é a breve descrição do Currículo Lattes da filósofa mais tapada, burra e patética da qual tive notícia em minha (ainda) curta mas prolífica vidinha mundana. Uma desmiolada dessas deveria ser internada e tratada à base de anfetaminas, porque não tem mais conserto. Para iniciar a cronologia apenas pelos fatos mais recentes, foi esta tresloucada quem afirmou que o mensalão não passava de um “golpe branco”, perpetrado pela “mídia”, ao representar os interesses “da direita” (texto completo aqui).

Pois esta patética criatura mama nas tetas (polpudas) de órgãos públicos desde sempre, como bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, além de ganhar seu salário numa Universidade pública (bancada, pois, com impostos, taxas e receitas auferidas pelo Governo do Estado de São Paulo).

Para quê ?
Para afirmar esta sandice de que o mensalão não passou de invenção da mídia ?
Foi a mídia quem obrigou Duda Mendonça a confessar, no Senado, que recebeu o pagamento de cerca de R$ 10 milhões via conta no exterior, quando das campanhas eleitorais do PT ?
Por lei, só isto já seria suficiente para cassar o registro partidário dessa corja de boçais pseudo-esquerdistas. Mas nem a mídia “pressionou” pela cassação do registro, nem tampouco as autoridades competentes (?) fizeram cumprir a lei.
Afinal, estamos na Casa da Mãe Joana mesmo, né ?!

A “oposição” (coitada!), perdida, com tucanos e demos tentando entender o que stava acontecendo, posando do alto de sua perfeita empáfia-deslumbrada, e chando que o escândalo seria suficiente para “grudar” suficientemente na imagem
da Mulla e fazê-lo perder as eleições…… E ninguém fez nada ! Isso sem ontar, é claro, com o rabo preso (vide Senador Eduardo Azeredo, “fundador” da etodologia ampliada pelo mensalão petista posteriormente)….. Mesmo com tantas confissões, provas e “laranjas” aparecendo, a brilhante filósofa preferiu atacar “mídia golpista” para tentar desviar a atenção da verdade.

Mas os fatos, mais cedo ou ais tarde, acabam falando por si……
As coisas mudam, e, conforme o tempo passa, a história acaba mostrando quem é quem.

Não obstante, a filósofa tão brilhantemente patética e ingóbil, com suas teorias pífias e tão verdadeiras como nota de dois dólares e vinte cents, acaba reconhecendo sua sandice….. em entrevista à revista argentina “Debate”, a filósofa Marilena Chaui admitiu pela primeira vez a possibilidade de que tenha existido o mensalão, que ela antes qualificava de uma “construção fantasmagórica” da mídia. A matéria completa, na Folha On-Line, pode ser lida gratuitamente aqui.

Mas não apenas ela é uma deslocada intelectual, é também cínica – como, de regra, todo PTista que confesse sê-lo:
“Nenhum governante governa sem fazer alianças e negociações com outros partidos. Essa negociação tende à corrupção. Essa compra e venda ocorreu sistematicamente nos governos José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, sem que os meios se manifestassem sobre o assunto”.

O que isso significa ?
Simples: os PTistas “legítimos” não conseguem viver sem comparações à “herança maldita”.
Como os “meios” não se manifestaram sobre as negociações e corrupções dos predecessores, o fato de a mídia se manifestar agora indica que o erro é da mídia.
Só.

Nada disso !
Discutir se houve ou não corrupção antes é chover no molhado: todos sabemos que houve.
A questão é outra: o PT não era o “arauto da ética, da moral, da competência, da honestidade” ?
Dane-se o que a mídia publicou, denunciou ou deixou de fazê-lo anteriormente: por que a tresloucada não consegue reconhecer que a PTzada é tão desonesta quanto seus predecessores ?

Não apenas tão desonesta quanto, mas pior: como mais incomPTente, apenas repete aquilo que já estava feito (Bolsa-Família, política econômica, corrupção sistematizada), apenas tentando maximizar os lucros – para comprar a nova sede do partido, bancar os Romanée-Conti, os charutos cubanos e lençóis de seda egípcio aonde o ex-sindicalista faz questão de repousar, quando não está desfilando internacionalmente em seu jatinho típico da “elite”…..

Realmente, não dá para discordar desta (recentemente atualizada) definição:

O PT é um partido orientado por intelectuais que estudam e não trabalham,
formado por militantes que trabalham e não estudam,
comandado por sindicalistas que não estudam e nem trabalham
e suportado por eleitores idiotas que trabalham prá burro mas não têm dinheiro para estudar…

INAUGURANDO A SALA

Um dia perfeito para inaugurar a SALA DA MÃE JOANA.

Poucos dias atrás, o Senado Federal foi palco de (mais) uma demonstração de que o Brasil é, definitivamente, a “Casa da Mãe Joana”. Por conta de uma liminar do STF, 13 deputados federais foram autorizados a assistir à sessão secreta do Senado que decidiu pela não-cassação do Presidente do Senado (aquele mesmo cidadão que fazia parte da “tropa de choque” do cassado Fernando Collor de Mello).
Uma verdadeira “Casa da Mãe Joana”.

Não bastasse o ridículo que vem sendo desempenhado pelo Congresso Nacional (e me refiro à Câmara, que absolveu basicamente TODOS os mensaleiros, e também ao Senado), agora somos obrigados a ver estas cenas deploráveis.

Enquanto isso, Lulla e outros membros da gangue estão passeando pela Finlândia…… Decerto seguindo à risca a sugestão mais inteligente, perspicaz e sã que a Ministra do Turismo Sexual jamais conseguir proferir em sua triste e deplorável vida: “relaxa e goza!”.

Quero aproveitar este blog para retratar pelo menos uma parte de um hábito que mantenho há alguns anos……
Interessado nos caminhos e dissabores do país, costumo disparar, via e-mail, notícias auspiciosas, patéticas, ridículas, horríveis e decreptas sobre os desmandos da política brasileira para alguns amigos. O alvo preferencial dos e-mails, obviamente, é o PT, por ser, de longe, o mais vil e desprezível entre todos os desprezíveis e vis partidos aos quais a política brasileira está entregue.

A cada declaração do “Presidente Lulla”, a cada pérola da ignorância, de cinismo e de incomPTência que cerca esta figura insólita produzida na pobreza de intelecto e espírito de um período deplorável da história do Brasil, urge uma vontade incontrolável de registrar a absurda situação de aturar um mandatário tão rélis, tão despreparado, tão torpe. Esta vontade incontrolável de disseminar a burrice – mas, ao mesmo tempo, disseminar uma informação para que futuramente (quiçá!) as pessoas abram os olhos e pensem melhor na hora de votar.
É esta vontade, este inconformismo com a existência de Martas Suplicys, Marilenas Chauís e Josés Dirceus, que me leva a disparar os e-mails (devidamente arquivados, desde 2000) para a seleta (e, surpreendentemente, receptiva) lista de destinatários das mensagens.

Aos poucos, as razões desta escolha ficarão claras. Por ora, vamos apenas sentar, confortavelmente, na Sala da Mãe Joana e assistir a mais um espetáculo grotesco, patrocinado pelos vis e desprezíveis “representantes do povo”……