A crise do Brasil e as oportunidades que ela traz

O artigo da articulista do Wall Street Journal MARY ANASTASIA O’GRADY não poderia ser mais claro e direto – coisa que, na maioria das vezes, a imprensa brasileira evita, para puxar o saco do Lulla, da Dilma, e de quem decide a liberação de verbas:

O amor adolescente que os administradores de fundos tinham pelo Brasil está se esvaindo. À medida que o crescimento econômico fica aquém das expectativas, esse latino corpulento que foi objeto da afeição dos investidores está começando a parecer rude e imaturo.

Agora a relação comercial mais importante do país, com a vizinha Argentina, está emperrando. Isso deve dar mais dor de cabeça à economia.
O Brasil ainda promete bastante, graças na maior parte ao seu capital humano. Suas instituições permaneceram em pé nos últimos anos ainda que os aliados ideológicos mais próximos do partido governante, o Partido dos Trabalhadores — aliados esses que estão no poder na Venezuela, Equador, Bolívia, Nicarágua e Argentina — destruíram as bases institucionais nos seus próprios países. Um julgamento das supostas práticas corruptas de membros do PT do ex-presidente Lula da Silva, marcado para o mês que vem, demonstra a separação saudável entre os poderes. A inflação baixa também deu força à classe média.
Mas aí há o estado monstro, que intervém em tudo, consome os recursos e torna impossível o tipo de crescimento de baixo para cima liderado pelos empreeendedores. Particularmente preocupante hoje é a agressiva expansão do crédito canalizada para privilegiados escolhidos pelo banco de desenvolvimento brasileiro, o BNDES.
A Argentina está numa situação pior ainda. Ela flertou com os mercados nos anos 90. Mas, desde a desvalorização do peso de 2002, sucessivos governos argentinos vêm se comportando como amantes rejeitados, sendo hostis e vingativos com os investidores. Os contratos e os direitos de propriedade praticamente não significam nada num tribunal argentino.
As coisas podem facilmente degringolar ainda mais para os habitantes de ambos os países se, como parece provável, a união de livre comércio do cone sul, o Mercosul, que inclui ainda o Paraguai e o Uruguai, se dissolver. No longo prazo, o fim do Mercosul será uma boa coisa se isso levar seus membros a abrir seu comércio para o resto do mundo. Mas, no curto prazo, com tantas indústrias fortemente comprometidas com as regras do Mercosul, um rompimento seria certamente prejudicial.
O problema mais recente para o Mercosul começou no mês passado, quando o Congresso do Paraguai aprovou o impeachment do presidente Fernando Lugo. Lugo era um aliado de Hugo Chávez. Para o ditador venezuelano, foi mais um sinal de que seu movimento regional bolivariano chegou ao limite e que seus opositores vêm tendo cada vez mais sucesso nas investidas contra ele — como eles fizeram ao remover Manual Zelaya da presidência de Honduras, em 2009. Assim, quando Lugo foi retirado do poder, Chávez entrou em ação, mobilizando seus aliados através de canais diplomáticos para isolar e punir o novo governo do Paraguai.
Um efeito material do ativismo de Chávez foi a decisão do Mercosul de suspender “politicamente” o Paraguai, que se opôs à entrada da Venezuela no grupo. Depois da suspensão, o Brasil votou junto com a Argentina e o Uruguai para admitir a Venezuela.
O ex-embaixador do Brasil em Washington Rubens Barbosa fez comentários duros sobre a decisão. Como presidente do conselho de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Barbosa ressaltou que o voto violava o tratado do Mercosul. O Paraguai, disse ele numa entrevista no Rio de Janeiro, foi suspenso mas ainda é um membro e assim tem o direito de vetar a entrada da Venezuela. Ele também alertou que a Venezuela criaria problemas políticos: Como lidar com “a questão de Israel, por exemplo, que tem um acordo com o Mercosul mas não mantém relações diplomáticas com a Venezuela?”.
O fiasco venezuelano foi apenas o espinho mais recente nas relações comerciais com a Argentina. Um problema mais grave que Barbosa mencionou foi a maneira casual com que Buenos Aires viola o tratado de livre comércio dentro da união e a sua tarifa externa comum. “Os ministros e tecnocratas brasileiros viajam para a Argentina e fazem acordos, mas mais tarde esses acordos acabam presos nas mãos do [secretário de comércio da Argentina] porque tudo [na Argentina] vira uma questão política.” A Argentina, previu ele, “será responsável pelo fim do Mercosul”.
Segundo o jornal venezuelano “El Universal”, Barbosa também criticou a nacionalização da petrolífera argentina YPF, que pertencia antes à espanhola Repsol. Essa decisão, disse ele, vem prejudicando o bloco do Mercosul porque aumentou o sentimento de insegurança do investidor na região.
As infrações da Argentina também são causadas, neste ponto, pela falta de reservas estrangeiras. Apesar do esforço cada vez maior para suprimir importações e empregar controles estritos de capitais, há o risco de uma crise na balança de pagamento.
Ainda assim, existem oportunidades nessa área também. O Mercosul cria mais comércio entre fronteiras dentro da união. Mas, graças às tarifas externas desta, isso acontece às custas do comércio com países fora da união, o qual poderia gerar mais valor. Isso importa menos para o Brasil, com seu grande mercado interno, do que para os membros menores. Se o Paraguai for inteligente, vai tirar proveito da suspensão para ignorar a união e procurar fazer livre comércio com o resto do mundo. Aliás, isso também não seria uma má ideia para o Brasil.

Lulla ainda vai custar muito mais ao Brasil

Coincidentemente (ou não), um dia depois de eu escrever aqui sobre o uso demagógico que Lulla e o PT fizeram da Petrobras, é publicado este artigo aqui (no Globo):

O ‘custo Lula’

Carlos Alberto Sardenberg, O Globo

Há menos de três anos, em 17 de setembro de 2009, o então presidente Lula apresentou-se triunfante em uma entrevista ao jornal “Valor Econômico”.

Entre outras coisas, contou, sem meias palavras, que a Petrobras não queria construir refinarias e ainda apresentara um plano pífio de investimentos em 2008.

“Convoquei o conselho” da empresa, contou Lula. Resultado: não uma, mas quatro refinarias no plano de investimentos, além de previsões fantásticas para a produção de óleo.

Em 25 de junho último, a Petrobras informa oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continua no plano com data para terminar. E, ainda assim, com atraso, aumento de custo e sem o dinheiro e óleo da PDVSA de Chávez.

Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eras “irrealistas”, disse a presidente da companhia, Graça Foster, acrescentando que faria uma revisão de processos e métodos. Entre outros equívocos, revelou que equipamentos eram comprados antes de os projetos estarem prontos e aprovados.

Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobras. Graça Foster informou que a refinaria de Pernambuco começará a funcionar em novembro de 2014, com 14 meses de atraso em relação à meta anterior, e custará US$ 17 bilhões, três bi a mais. Na verdade, as metas agora revistas já haviam sido alteradas. O equívoco é muito maior.

Quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta antes de 2010. Como uma empresa como a Petrobras pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? A resposta é simples: a estatal não tinha projeto algum para isso, Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas. Anunciaram e os presidentes fizeram várias inaugurações.

O nome disso é populismo. E custo Lula. Sim, porque o resultado é um prejuízo para os acionistas da Petrobras, do governo e do setor privado, de responsabilidade do ex-presidente e da diretoria que topou a montagem.

Tem mais na conta. Na mesma entrevista, Lula disse que mandou o Banco do Brasil comprar o Votorantim, porque este tinha uma boa carteira de financiamento de carros usados e era preciso incentivar esse setor.

O BB comprou, salvou o Votorantim e engoliu prejuízo de mais de bilhão de reais, pois a inadimplência ultrapassou todos os padrões. Ou seja, um péssimo negócio, conforme muita gente alertava. Mas como o próprio Lula explicou: “Quando fui comprar 50% do Votorantim, tive que me lixar para a especulação.”

Quem escapou de prejuízo maior foi a Vale. Na mesma entrevista, Lula confirmou que estava, digamos, convencendo a Vale a investir em siderúrgicas e fábricas de latas de alumínio.

Quando os jornalistas comentam que a empresa talvez não topasse esses investimentos por causa do custo, Lula argumentou que a empresa privada tem seu primeiro compromisso com o nacionalismo.

A Vale topou muita coisa vinda de Lula, inclusive a troca do presidente da companhia, mas se tivesse feito as siderúrgicas estaria quebrada ou perto disso. Idem para o alumínio, cuja produção exige muita energia elétrica, que continua a mais cara do mundo.

Ou seja, não era momento, nem havia condições de fazer refinarias e siderúrgicas. Os técnicos estavam certos. Lula estava errado. As empresas privadas foram se virando, mas as estatais se curvaram.

Ressalva: o BNDES, apesar das pressões de Brasília, não emprestou dinheiro para a PDVSA colocar na refinaria de Pernambuco. Ponto para seu corpo técnico.

Quantos outros projetos e metas do governo Lula são equivocados? As obras de transposição do Rio São Francisco estão igualmente atrasadas e muito mais caras. O projeto do trem-bala começou custando R$ 10 bilhões e já passa dos 35 bi.

Assim como se fez a revisão dos planos da Petrobras, é urgente uma análise de todas as demais grandes obras. Mas há um outro ponto, político. A presidente Dilma estava no governo Lula, em posições de mando na área da Petrobras. Graça Foster era diretora da estatal. Não é possível imaginar que Graça Foster tenha feito essa incrível autocrítica sem autorização de Dilma.

Ora, será que as duas só tomaram consciência dos problemas agora? Ou sabiam perfeitamente dos erros então cometidos, mas tiveram que calar diante da força e do autoritarismo de Lula? De todo modo, o custo Lula está aparecendo mais cedo do que se imaginava. Inclusive na política.

Carlos Alberto Sardenberg é jornalista. Apresentador na CBN e comentarista na Globo News

Há tempos eu digo isso, e agora os fatos começam a se mostrar. Lulla arruinou o Brasil de uma maneira subterrânea, que não aparecia num primeiro momento. Mas o país vai sofrer por muitos anos em virtude da absurda quantidade de cagadas dele e do PT.

As consequências nefastas da politicagem rastaquera do PT na Petrobras

Já escrevi, algumas vezes, sobre a Petrobras (por exemplo, AQUI, AQUI e AQUI). Mais especificamente, sobre o uso político descarado que o PT sempre fez da Petrobras.

Desta vez, contudo, a coisa é diferente.

A partir de agora, está vindo à tona uma parte das consequências do aparelhamento da empresa pelo PT – que locupletou-se nos quadros de uma empresa com mais de 80 mil empregos disponíveis para sustentar uma corja de incompetentes que deveriam estar presos ou desempregados, e não refastelando-se nos quadros de uma companhia séria – e que precisa manter-se competitiva, num setor econômico marcado por altíssimos investimentos e tempo de maturação e investimentos bastante longo.

Sugiro que o leitor reveja o que eu escrevi AQUI, antes de prosseguir.

Agora, vou transcrever alguns trechos de uma extensa matéria do ValorEconômico da última terça-feira, dia 26/06 (a íntegra, restrita a assinantes, está AQUI). Aproveitando, como é meu costume, destacarei alguns trechos:

Ao detalhar ontem o plano de investimentos de US$ 236,5 bilhões da Petrobras, a presidente da companhia, Graça Foster, apontou que a estatal vinha divulgando metas que sistematicamente descumpria, convivia com falta de planejamento, controles insuficientes e ineficiência operacional. As antigas projeções de produção, consideradas irrealistas pelo mercado e, agora, assumidas pela nova administração, indicou a presidente, contavam com a sorte para serem atingidas.

“Não é possível considerar milagres na hora que tem demanda forte mundialmente e também dentro do Brasil”, disse a presidente da Petrobras ao apresentar todas as metas de produção não cumpridas desde 2003.

O discurso ouvido ontem indicou que a companhia costumava adquirir antecipadamente equipamentos de projetos ainda não aprovados em todas as fases. Foi o que Graça deu a entender quando se referiu a diversos projetos da empresa, incluindo refinarias. Procurado, o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, secretário de Planejamento da Bahia, disse ao Valor que não ouviu a apresentação de Graça porque estava em uma celebração da independência do Estado e, por isso, não iria comentar.

No quesito atrasos, a refinaria do Nordeste, que está sendo construída em Pernambuco, vai ficar pronta só em novembro de 2014, com três anos de atraso e preço US$ 3,7 bilhões acima do planejado (US$ 13,362 bilhões).

Em certo momento da apresentação de ontem, Graça Foster disse que os atrasos não são uma regra geral nos projetos da Petrobras. “Existem fatos, dados e números que mostram que a grande maioria de nossos projetos, projetos importantes, têm sido concluídos a contento. Existem pontos fora da curva”, afirmou a executiva, citando em seguida a refinaria de Pernambuco, da qual a venezuelana PDVSA tem 40% mas está com dificuldades para oferecer garantias ao BNDES.

A autonomia dos novos diretores é mais restrita agora, como fez questão de ressaltar. “O diretor não tem autorização de, por si, decidir fazer investimentos acima daquilo que está previsto para resolver o problema de desempenho do projeto. Evidentemente estou falando dos grandes projetos da companhia, responsáveis pela produção, responsáveis pelo escoamento do petróleo e gás produzidos”, afirmou Graça.

A Petrobras vai investir US$ 43,7 bilhões no desenvolvimento da produção de petróleo na área da camada pré-sal entre 2012-2016. O valor responde por 49% dos investimentos previstos na área de desenvolvimento da produção da petroleira no período, de US$ 89,9 bilhões. No total, a área vai receber 131,6 bilhões no Brasil até 2016, o equivalente a 60% do investimento da companhia. A área internacional ficará menor. Com investimentos de US$ 10,7 bilhões, tem várias ativos que poderão ser vendidos. E os investimentos que surgirem terão que ser mais rentáveis do que qualquer projeto no Brasil para serem levados adiante.

Também descumprida, a meta de desinvestimento de ativos da Petrobras, agora de US$ 14,8 bilhões, será executada esse ano, como garantiu o diretor financeiro, Almir Barbassa. Ele citou como exemplo o desbloqueio de R$ 4,5 bilhões em recursos usados como garantias para a Petros. “É tão importante quanto aumentar o preço da gasolina”, afirmou Graça Foster. “É como se fosse um projeto de produção de petróleo ou gás natural”.

Obviamente, a nova presidente da Petrobras usou seus eufemismos (algo perfeitamente compreensível) para não dizer, com todas as letras, o que já é sabido: o uso político que o PT fez da Petrobras reduziu sigificativamente a capacidade competitiva da empresa.

pt quebra petrobras

Neste sentido, acho relevante citar, também, o excelente editorial do Estadão desta quarta-feira (27/06):

Há duas grandes novidades no plano de negócios anunciado pela presidente da Petrobrás, Graça Foster, para o período de 2012 a 2016. Em primeiro lugar, as novas metas e os cronogramas são mais realistas que os apresentados nos planos anteriores. A produção nacional de petróleo, por exemplo, deverá chegar a 2,5 milhões de barris diários em 2015, meio milhão abaixo da previsão adotada até o ano passado. Em segundo lugar, o novo planejamento consagra uma visão crítica dos padrões da administração passada e implantados no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde o início da gestão petista, como indicou a presidente da empresa, a Petrobrás jamais conseguiu alcançar as metas fixadas. Mais de uma vez, durante sua exposição, ela mencionou o apoio do “controlador” – isto é, do governo Dilma Rousseff – aos novos critérios.

Uma das condições agora levadas em conta é a convergência dos preços cobrados internamente com os preços internacionais dos combustíveis. Esse ponto foi ressaltado tanto pelo diretor financeiro, Almir Barbassa, quanto pela presidente da estatal. O recém-anunciado aumento dos preços da gasolina (7,8%) e do óleo diesel (3,9%) ficou abaixo do considerado necessário por muitos analistas. A diferença foi mal recebida no mercado de capitais e segunda-feira as ações da empresa caíram mais de 8% na bolsa, queda maior que a de novembro de 2008, no pior momento da crise financeira. Prevaleceu entre os investidores, mais uma vez, a visão de curtíssimo prazo. Se a nova administração agir de acordo com os critérios indicados na apresentação do plano, o crescimento da Petrobrás será mais seguro do que seria com os padrões dos últimos nove anos.

Para realizar os investimentos de US$ 236,5 bilhões previstos no plano de negócios a empresa precisará de preços mais realistas e, portanto, novos aumentos serão necessários, como deixaram claro os diretores da estatal. O compromisso com resultados também foi reforçado. Isso explica a revisão de cronogramas, como o do complexo petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e de outras refinarias.

Pela nova previsão, a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, só começará a funcionar em 2014, com atraso de um ano am relação à data prevista no último planejamento. O custo passará de US$ 13,4 bilhões para US$ 17 bilhões. A associação negociada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o colega venezuelano, Hugo Chávez, até agora deu em nada. Nenhum centavo foi pingado pela PDVSA. A presidente Graça Foster mantém, segundo afirmou, a esperança de ver concretizada a participação venezuelana. No entanto, ela mesma descreveu esse projeto como um exemplo a ser analisado para nunca se repetir.

Erros desse tipo só serão evitados, no entanto, se o governo brasileiro abandonar os padrões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele usou a Petrobrás para seus objetivos políticos no Brasil e no exterior. A aliança com o presidente Chávez é parte dessa história, assim como sua reação mansa e cordata quando instalações da empresa foram ocupadas militarmente na Bolívia.

Curiosamente, a nova presidente da Petrobrás defende a política de conteúdo nacional para os equipamentos comprados pela empresa. Essa política, segundo ela, atende às necessidades da empresa. Os riscos, no entanto, são tão evidentes quanto o erro de fazer da Petrobrás, uma das maiores petroleiras do mundo, um instrumento de política industrial. Em março, a presidente Graça Foster declarou-se preocupada com os atrasos na entrega de navios encomendados ao Estaleiro Atlântico Sul e com problemas tecnológicos.

O primeiro navio encomendado a esse estaleiro, o petroleiro João Cândido, foi lançado pelo presidente Lula em maio de 2010. Quase afundou, passou por reformas e só foi entregue dois anos mais tarde. Política industrial baseada em favorecimento e voluntarismo dá nisso. Se reconhecerem esse fato, a presidente Dilma Rousseff e sua amiga Graça Foster talvez consigam se livrar – e livrar o País – de alguns dos piores costumes consagrados no governo anterior, como o aparelhamento da administração, o voluntarismo, o favorecimento a grupos econômicos e a mistificação populista.

O Reinaldo Azevedo teceu alguns comentários sobre este editorial do Estadão (e sobre a situação da Petrobras como um todo), e um deles é este:

Aplauda-se a decisão de Graça Foster de tentar trabalhar com números mais realistas. E a fantasia não era pequena, não! Até o ano passado, estimava-se que a produção diária de petróleo seria de 3 milhões de barris em 2015. Estamos praticamente no segundo semestre de 2012. Essa expectativa foi reduzida em estratosféricos 500 mil barris, quase 20% a menos. Não é uma correção trivial. Esse tipo de coisa, todo mundo sabe, não obedece à lógica do chute, não! Há gente competente para fazer esse tipo de cálculo. Mas não há cálculo que sobreviva à obstinação da má fé política.

Assino embaixo!

Se há alguma pretensão de tornar a Petrobras uma empresa realmente de nível mundial, é preciso reduzir drasticamente (ou, idealmente, eliminar – contudo isso é praticamente impossível, salvo se for privatizada) o uso político rastaquera que o Lulla e seus asseclas do PT sempre fizeram com a pobre Petrobras.

Picareta é picareta é picareta. Não tem jeito.

Estou acompanhando, desde ontem, algumas reações à palhaçada envolvendo Lulla, Maluf, Haddad e Erundina. Obviamente, estou me divertindo IMENSAMENTE!

Primeiro, Erundina oficializada como vice na chapa de Haddad (AQUI).
Como se não bastasse, este que foi o PIOR MINISTRO DA EDUCAÇÃO DA HISTÓRIA DO BRASIL emocionou-se ao anunciar uma vice de quase 80 anos, mesmo tendo como mote da campanha “o novo” (AQUI).

No final de semana, em entrevista, Erundina mostrou que já estava ciente do apoio acertado entre Maluf e Lulla, mas mesmo assim havia aceitado o convite de ser vice (AQUI).

Depois, a foto que, na minha opinião, já se coloca como a foto do ano (ou, quiçá, da DÉCADA):

Uma foto impressionante, não??

Junto à fotinho, descobriu-se que Lulla OFICIALIZOU o apoio de Paulo Maluf (e do seu partido) à chapa de Fernando Haddad à Prefeitura de SP, apoio este que vinha sendo negociado há tempos, e era de conhecimento público – foi, inclusive, discutido na entrevista dada à Folha de São Paulo.

Pois bem… Agora eu queria chegar nisto aqui: o tal blog “Amigos do Presidente Lula”, um lixão em termos de tudo, me fez rir demais com 2 posts em particular – AMBOS POSTADOS NO MESMO DIA (19/06).
Vou transcrevê-los, pois há grandes chances de serem deletados (esse blog mequetrefe já tem histórico de apagar algumas – não todas, claro! – das bobagens que publica, como no caso em que chamou os paulistas de otários devido à questão dos pedágios).
Aproveitando destacarei (em nregrito) alguns trechos, para comentá-los (em itálico e azul).

O primeiro:

terça-feira, 19 de junho de 2012

A guerreira Erundina não arreda o pé na luta contra o neoliberalismo de Serra

Ao contrário do que o PIG (Partido da Imprensa Golpista) disse, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) não recuará e continua sendo a vice-prefeita na chapa de Fernando Haddad (PT-SP).

[COMENTÁRIO MEU: Parece que, no final das contas, aquilo que os PTralhas chamam de “PIG” estava certo (como de costume): a Veja noticiou a desistência da Erundina na segunda-feira, dia 18, e ela foi oficializada na terça, dia 19 – sim, mesmo dia deste post patético]

Haddad e Erundina representam um projeto de desenvolvimento humano, sustentável, onde [ONDE???? Que criatura analfabeta, cruzes!] prioriza uma cidade para as pessoas viverem bem, com boas escolas para todos [Quando tomamos por base o desastre do Haddad como Ministro da Educação, fica fácil acreditar nisso, hein?!], rede de saúde para todos, resolver os gargalos de moradia decente para os mais pobres, transporte público eficiente para as pessoas não perderem tanto tempo de suas vidas para ir e voltar ao trabalho, e espaços públicos para lazer saudável, como práticas esportivas, culturais e de convivência.

No outro pólo, tem a candidatura neoliberal de José Serra (PSDB-SP), [Chamar o Serra de neoliberal é coisa de quem não tem nem mesmo a mais vaga idéia do que significa “neoliberal”. Aliás, ao usar o termo “neoliberal”, fica claro tratar-se de um ignorante de carteirinha, haja vista que isso sequer existe a rigor! Esta criatura nem sabe o que é um adjunto adverbial de lugar (basta ver o uso do “onde” algumas linhas acima), e vai se meter a copiar o termo que alguém do PT mandou que fosse usado sempre que se fizesse referência a qualquer um do PSDB… O resultado é este desastre aí…] cujas práticas são conhecidas e é negação de tudo o que Haddad e Erundina querem fazer. O projeto demotucano é submisso ao mercado privado. A cidade é loteada entre condomínios e shopping centers, expulsando os cidadãos mais pobres das áreas que vão ficando valorizadas, para a especulação imobiliária explorar.

Nesse contexto de antagonismo, a eleição vira uma guerra. E guerras não são bonitas, nem confortáveis. E para complicar, essa guerra eleitoral é curta, acaba em outubro. 

Guerreiros não ficam na zona de conforto. Se embrenham na selva, atravessam campos minados, se ferem, fazem as alianças necessárias. Che Guevara aceitava apoios até de forças policiais que desertavam de Fulgêncio Batista, nas cidades em que avançava. [Por que não citar Hitler, Stálin e outros ídolos da esquerda burra, que não sabe nem a metade do que estes ídolos de merda fizeram?!]

Por isso, na guerra eleitoral não dá para ficar na zona de conforto, recusando apoios que não comprometem a trajetória do governo, por mais desconfortáveis que sejam.

Guerreiros lutam por seu ideal, com armas, táticas e estratégias que tem ou que a conjuntura obriga. Quem recusa essa luta numa guerra, tem mais vocação para servir à Cruz Vermelha.

A candidatura de Haddad não é só para marcar posição, nem apenas para projetar seu nome para eleições futuras.[Resumindo: já sabe que não vai ganhar] É para vencer a hegemonia neoliberal demotucana em São Paulo. E líderes que tem obrigações com o povo de conquistar vitórias, não podem se dar ao luxo de esnobar um apoio como o do PP, jogando-o no colo do adversário. Recusar um apoio desse é renunciar à luta, é se render, é capitular à vitória de Serra, por mera arrogância e conforto intelectual individualista em detrimento da luta popular.

O fato de Maluf ser o principal quadro do PP paulista, não invalida este apoio, porque por mais que não gostemos de Maluf, ele não representa perigo de poder. Aquele Maluf contra qual lutamos era a ameaça de poder contra os trabalhadores no século passado. Hoje essa ameaça é José Serra, e aquele Maluf é apenas um fantasma do passado, e seu partido tem lá seu peso na balança ou do lado de Haddad ou de Serra. [Nossa, este parágrafo é tão ridículo que basta negritá-lo; desnecessário comentar]

O apoio do PP também não é nenhuma “anistia” a Maluf, para o quer que seja. É apenas relação institucional de partidos. [Assim como caixa 2 é “apenas” “recursos não contabilizados”, né?!]Se Maluf tivesse recebendo em troco alguma maracutaia, nem Lula, nem Haddad precisariam sair na foto pessoalmente. [Deixando de lado MAIS UM erro de português (será que o autor do primor aqui fez escola com os livros do Haddad que diziam que observar a concordância, regência e toda a gramática no geral é coisa de “preconceito linguístico”???), a lógica é a seguinte: se saíram no foto juntos AUTOMATICAMENTE não existe maracutaia…. Ficou claro?! A foto é a PROVA da inexistência de maracutaias! Agor, nenhuma palavra quanto à lógica de o PT unir-se àquele que era (foi) um de seus maiores (senão O MAIOR) adversários políticos e ideológicos em SP… Conveniente, não?!] O fato de ambos terem saído na foto, se causou desconforto, também causou tranquilidade se olharmos racionalmente, pois o que tiveram que pagar foi só o simbolismo da foto, em uma rápida visita de prestígio feita às claras, em frente as câmeras, em vez de maracutaias de bastidores.

Se Maluf é egresso dos velhos métodos políticos do passado, hoje já não tem espaço para serem praticados nos governos petistas deste século XXI. [A sintaxe desta “frase” é um primor de ignorância, hein?! Socorro!] Haddad é forjado no governo Lula e Dilma, uma era onde [De novo?! Cacete! Alguém poderia, por favor, explicar ao sujeito que ONDE é adjunto adverbial de LUGAR?! Grato.] a transparência é escancarada na internet para a sociedade fazer controle social do dinheiro público, e os órgão de controle, como a CGU e a Polícia Federal, funcionam. A imprensa é livre e faz oposição contra governos petistas denunciando o que existe e o que não existe. [Desculpe, não entendi: agora o “PIG” virou “impresa livre”?! Conveniente, não?!] Então não há o que temer quanto ao apoio do PP.

De certa forma, Erundina faz um papel importante em demarcar posição antagônica à Maluf, pois faz o contraponto para o noticiário, anulando o simbolismo negativo da foto de Haddad e Lula com Maluf, [Uau, frase impressionante, hein?! Significa exatamente o quê, mesmo?! Outra coisa: o único “papel” da “guerreira Erundina” foi esse? Anular o “simbolismo negativo” da foto? Aliás, POR QUE EXISTE UM “SIMBOLISMO NEGATIVO” NA FOTO? Só porque o Lulla rastejou até o Maluf para conseguir o tempo de TV para seu pupilo? Só porque o Lulla, que passou décadas criticando o Maluf, a direita e a “zelite” teve que unir-se à “zelite” para desempacar seu novo poste? Ou existe mais algum “simbolismo negativo” na foto?] propositalmente explorada em excesso pelo noticiário demotucano, quando se tratou de um evento sem tanta importância. [Se não teve importância, por que foi mesmo que a “guerreira Erundina” (palavras dele!) mudou de idéia?]

LINK: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/guerreira-erundina-nao-arreda-o-pe-na.html#comment-form

Agora o segundo:

terça-feira, 19 de junho de 2012

Que pena, Erundina

Deu na Rede Brasil Atual [Na realidade, veículos daquilo que essa turminha chama de “PIG” noticiaram bem antes a desistência da Erundina; a Veja foi uma das primeiras…. A turminha deve se matar de inveja nessas horas, hein?! Devem pensar (?) algo como “Ahn, se nós soubesse fazer jornalismo…”, né?!]:

O PSB avisou, no início da noite de hoje (19), que a deputada federal Luiza Erundina desistiu de ser vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à prefeitura de São Paulo. A coligação com o PP de Paulo Maluf foi o motivo apontado  pelo presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, para a saída. “Ela nos reafirmou as divergências históricas com Maluf. Em um certo momento, eles representaram um o contraditório do outro em São Paulo. E concordamos que ela se retirasse da chapa para apoiar a candidatura de Haddad sem ser o centro de uma crise”, disse Campos.

Na noite de ontem (18), Erundina havia deixado claro à Rádio Brasil Atual que a presença de Maluf na coligação que disputará a prefeitura paulistana era “um desestímulo”, mas que pretendia continuar na disputa por ter sido “uma decisão partidária, e não sou de recuar”.

Comento:

É uma pena que a deputada Erundina não enxergou a enorme diferença entre a grandeza de seu papel a ponto de ser escolhida vice, e o papel menor de Maluf, que é apenas mais um líder de partido político da base governista no plano federal, que aderiu à candidatura municipal.[Se o apoio do Maluf é tão desimportante, por que o Lula foi visitar Paulo Maluf em sua casa, com imprensa a tiracolo? Só para relembrar: Lula não esteve presente no evento que oficializou a Erundina como vice. Se fosse, realmente, apenas “mais um líder de partido que aderiu à candidatura”, nem precisaria de foto, né?!]

Também é pena que o bem estar ideológico individual prevaleceu sobre o amargo sacrifício que as guerreiras precisam fazer para as causas coletivas maiores, que é vencer o neoliberalismo demotucano representado por Serra. [Novamente, este parágrafo é tão escroto que vou me abster de comentar….O lixo fala por si]

Lula, por exemplo, com a dimensão internacional que tem, poderia ficar só na zona de conforto, longe das eleições municipais. Poderia participar só dos eventos agradáveis e que dessem boa imagem para si, e  se preservar, mantendo-se longe destes encontros desgastantes. Mas Lula é um guerreiro, que age como um soldado em missão a serviço do povo mais sofrido, de onde ele veio, e sabe que é preciso fazer esses sacrifícios como receber o apoio do PP, mesmo que Maluf seja o presidente do partido em São Paulo. Lula tem esse espírito de guerreiro para lutar e ajudar a eleger um prefeito como Haddad em São Paulo, porque sabe que, para o povo mais sofrido, existe uma enorme diferença entre ter Haddad ou Serra como prefeito, e uma prefeitura transformadora em São Paulo pode influir positivamente nas administrações municipais em todo o Brasil. [Sobre isto, vou comentar mais abaixo]

É pena que Erundina não entendeu isso e recolheu-se, mas a luta continua do mesmo jeito.

LINK: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/06/que-pena-erundina.html

Alguns comentários meus, agora.

O que mais me impressiona, depois dos infinitos erros de português e da falta de qualidade geral do “texto”, é que no mesmo dia a Erundina passou de “guerreira” a alguém que “não enxergou a enorme diferença entre a grandeza de seu papel a ponto de ser escolhida vice, e o papel menor de Maluf, que é apenas mais um líder de partido político da base governista no plano federal, que aderiu à candidatura municipal“.

Trocando em miúdos, a culpa é da Erundina.

Mas…..Será que o autor do “texto”  não está sendo preconceituoso com a Erundina, só por ela ser nordestina e mulher? Cadê o politicamente correto esquerdopata?
Sumiu por conveniência?

Finalmente, sobre o último parágrafo (longo) desse textículo primoroso, fico com algumas dúvidas….
O problema, o GRANDE problema, então, é que o PT e o Lulla, os salvadores da pátria, têm esta missão hercúlea de banir o PSDB, o DEM, e qualquer outro partido que não seja aliado do PT da cidade (e, quiçá, do Brasil).
Certo?

Ok.

Mas aí eu pergunto:

QUAL O PROBLEMA DO DEM, AFINAL?
QUAL O PROBLEMA DO PSDB, AFINAL?

Pessoalmente, não gosto de nenhum dos dois, mas…

Qual partido foi pego extorquindo bicheiro?
Qual partido promoveu o mensalão?
Qual partido foi pego com dólares na cueca?
Qual partido foi flagrado com uma mala de dinheiro tentando comprar um dossiê falso para fraudar uma eleição?
Qual partido usou a Casa Civil para montar um dossiê contra adversários políticos?
Qual partido usou a Caixa Econômica Federal e promoveu a quebra ilegal do sigilo de um caseiro?
Qual partido mantinha em Brasília uma casa de prazeres & negócios, onde São Jorge costuma ser exibido de ponta-cabeça?
Qual partido tem algum figurão cujo filho recebeu R$ 10 milhões de uma empresa  concessionária de serviço público, de quem o BNDES é sócio?
Qual partido recebeu dólares de Cuba?
Qual partido recebeu recursos das FARC? Quem apoia o terrorismo das FARC?
Qual partido deu a Petrobras de presente para um índio de araque?
Qual partido endossa os regimes de força da Bolívia, da Venezuela e do Equador?
Qual partido mudou uma lei só para beneficiar uma empresa gigante da telefonia?
Qual partido tentou instaurar a censura no país?
Qual partido puxa o saco de tudo quanto é ditadura no mundo?
Qual partido deu emprego para a mulher de um narcoterrorista?
O partido apóia uma organização narcoterrorista enquanto trata a pontapés o país que os terroristas ameaçam?

Incapacidade gerencial de Lulla e Dilma arruinou a Petrobras

Em Janeiro de 2008, eu havia escrito o seguinte:

No ano passado, muitos PTistas fizeram um verdadeiro “carnaval fora de época” quando a Petrobrás anunciou descobertas de campos de petróleo e gás natural.Bom, como a empresa existe, basicamente, para produzir energia (de qualquer fonte), uma ótima notícia, sem dúvidas.
Porém, como de costume, tentou-se fazer os coitados ignorantes que sustentam Rei Mulla em seu trono que aquelas descobertas teriam alguma relação com supostos méritos do PT. Aí a mentira grassava.

Duas notícias publicadas em 1999, na FOLHA e no ESTADÃO, tratam de descobertas de um campo de petróleo. Os méritos de ambas as descobertas (tanto a de 1999 como as de 2007) NÃO são dos governos, nem dos governantes – mas sim da Petrobrás. Trocando em miúdos: não foi o FHC quem descobriu petróleo em 1999, assim como não foi o Lulla que descobriu petróleo em 2007.
Foi a Petrobrás.

Porém, muita gente sem cérebro comemorou as descobertas de 2007 como se fossem méritos do PT. Muita ignorância !

Uma empresa no setor petrolífero, como é o caso da Petrobras, precisa fazer investimentos altíssimos, de longo prazo, para colher frutos. A despeito da inserção de um bando de sindicalistas de bosta nos quadros da Petrobras (e de outras estatais, registre-se) desde 2003, a empresa ainda detém um know-how mundialmente reconhecido em exploração de petróleo no mar; os investimentos feitos hoje somente começaram a trazer resultados em 5 anos ou mais, jamais antes.

Isso precisa ficar claro, porque muita gente foi bombardeada com propagandas políticas mentirosas, que associavam as descobertas da Petrobras à “administração” (sic) do PT. Balela.

A matéria da Folha (de 22 de Setembro de 1999, na íntegra para assinantes aqui) eu reproduzo abaixo, e destaco o trecho em que FHC remeteu-se a 1971 para tratar do êxito da Petrobras (grifos meus):

Petrobras descobre megacampo
O presidente Fernando Henrique Cardoso, a diretoria da Petrobras e o ministro Rodolfo Tourinho (Minas e Energia) anunciaram ontem a descoberta de um “megacampo” de petróleo na bacia geológica de Santos.

Cálculos preliminares da empresa estatal indicam que o campo tem um potencial de extração entre 600 milhões e 700 milhões de barris de óleo ultraleve, em prazo estimado de 20 anos. O valor dessa produção é avaliado em US$ 10 bilhões.
O presidente Fernando Henrique Cardoso interrompeu a sua agenda política -estava conversando com deputados do PPB- ontem no início da noite para receber a diretoria da Petrobras.

Em seguida, convocou a imprensa para anunciar a descoberta. “Quero aproveitar a oportunidade porque acho que notícias dessa natureza devem ser sublinhadas. O esforço é longo -vem desde 1971-, mas agora é que foi coroado de êxito”, disse FHC.
Segundo a Petrobras, o óleo encontrado é de boa qualidade e de um tipo ainda inédito no país. Foi localizado em profundidades de 3.828 a 4.148 metros. Regionalmente, o poço fica a 165 km a sudoeste da cidade do Rio e a 300 km da cidade de São Sebastião, no litoral paulista.

O diretor da Petrobras José Coutinho Barbosa afirmou que a extração pode começar em um ano e meio ou dois anos. O maior campo de petróleo brasileiro hoje fica na bacia de Campos e tem um potencial de 2,2 bilhões de barris.
“Também queria cumprimentar a Petrobras porque nós estamos marchando com mais celeridade. Ainda mais agora, que nós temos competição, para que vejam como a competição é positiva. Àqueles que temiam pela Petrobras -eu nunca temi, sempre achei que a Petrobras tinha condições de enfrentar o desafio da competição- (essa descoberta) demonstra a capacidade técnica da Petrobras”, disse o presidente da República.

Moral da história: novamente Lulla roubou os méritos. Eles são da Petrobras, e não do PT ou do Lulla.

Em 30 de Março de 2012, o Valor informou o seguinte (grifos meus também):

A Petrobras pretende importar 80 mil barris por dia de gasolina em média em 2012. O volume supera em cerca de 20 mil barris por dia o montante importado em 2011.
Segundo o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, nos dois primeiros meses de 2012, a importação de gasolina foi 34% superior a igual período de 2011. A importação de diesel, na mesma comparação, subiu 10%.

Finalmente, em 05 de Abril de 2012, o blog do Augusto Nunes aponta:

Com o título Lembranças da OPEP, o jornalista Carlos Brickmann, sempre brilhante, publicou em sua coluna a seguinte nota:

Lembra quando o Brasil se tornou autossuficiente em petróleo, ia mudar a matriz energética do mundo com o álcool, teria todos os problemas resolvidos com o pré-sal? Bom, o álcool está aí, mas o Brasil o importa dos EUA (aquele álcool que era antieconômico, lembra?). Quanto à autossuficiência em petróleo, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informa que vamos importar 80 mil barris diários de gasolina. Traduzindo os números: de 1969 a 2009 não precisamos importar gasolina. Em 2009 voltamos a importar, nove mil barris por dia. Em três anos, a importação se multiplicou quase por dez.

Volto para a constatação: conjugados, o excesso de idiotia e a falta de memória garantem a mansidão bovina de milhões de brasileiros. A manada se contenta com pouco, acredita em tudo e não cobra nada.

Os anos estão passando, e o PT está, cada vez mais, arruinando o imenso potencial da Petrobras.
Lamentável.

A inabalável conveniência de um "jornalista de aluguel"

Os vídeos falam por si mesmos:

 

Paulo Henrique Amorim, em 1998, foi o responsável por uma reportagem, no Jornal da Band, que ensejou este direito de resposta do então candidato (derrotado) à Presidência da República:

Paulo Henrique Amorim tem uma conveniência inabalável, como se vê.
Um exemplo de “jornalista de aluguel”: aluga sua opinião a quem pagar mais.

A mulher, o bebê e o intelectual

Vou abrir uma exceção e publicar, na íntegra, a coluna de Luiz Felipe Pondé da Folha de hoje.
Merece ser lida, relida, e repassada.

A mulher, o bebê e o intelectual

Luiz Felipe Pondé, Folha de SP

As pessoas não gostam de vagabundos, ladrões e drogados travestidos de revolucionários
Os comunistas mataram muito mais gente no século 20 do que o nazismo, o que é óbvio para qualquer pessoa minimamente alfabetizada em história contemporânea.

Disse isso recentemente num programa de televisão. Alguns telespectadores indignados (hoje em dia ficar indignado facilmente é quase índice de mau-caratismo) se revoltaram contra o que eu disse.

Claro, a maior parte dos intelectuais de esquerda mente sobre isso para continuar sua pregação evangélica (no mau sentido) e fazer a cabeça dos coitados dos alunos. Junto com eles, também estão os partidos políticos como os que se aproveitam, por exemplo, do caso Pinheirinho para “armar” a população.

O desespero da esquerda no Brasil se dá pelo fato de que, depois da melhoria econômica do país, fica ainda mais claro que as pessoas não gostam de vagabundos, ladrões e drogados travestidos de revolucionários. Bandido bom é bandido preso. A esquerda torce para o mundo dar errado e assim poder exercer seu terror de sempre.

Mas voltemos ao fato histórico sobre o qual os intelectuais de esquerda mentem: os comunistas (Stálin, Lênin, Trótski, Mao Tse-tung, Pol Pot e caterva) mataram mais do que Hitler e em nome das mesmas coisas que nossos intelectuais/políticos radicais de esquerda hoje pregam.

Caro leitor, peço licença para pedir a você que leia com atenção o trecho abaixo e depois explico o que é. Peço principalmente para as meninas que respirem fundo.

“(…) um novo interrogador, um que eu não tinha visto antes, descia a alameda das árvores segurando uma faca longa e afiada. Eu não conseguia ouvir suas palavras, mas ele falava com uma mulher grávida e ela respondia pra ele. O que aconteceu em seguida me dá náuseas só em pensar. (…): Ele tira as roupas dela, abre seu estômago, e arranca o bebê. Eu fugi, mas era impossível escapar do som de sua agonia, os gritos que lentamente deram lugar a gemidos e depois caíram no piedoso silêncio da morte. O assassino passou por mim calmamente segurando o feto pelo pescoço. Quando ele chegou à prisão, (…), amarrou um cordão ao redor do feto e o pendurou junto com outros, que estavam secos e negros e encolhidos.”

Este trecho é citado pelo psiquiatra inglês Theodore Dalrymple em seu livro “Anything Goes – The Death of Honesty”, Londres, Monday Books, 2011. Trata-se de um relato contido na coletânea organizada pelo “scholar” Paul Hollander, “From Gulag to the Killing Fields”, que trata dos massacres cometidos pela esquerda na União Soviética, Leste Europeu, China, Vietnã, Camboja (este relato citado está na parte dedicada a este país), Cuba e Etiópia.

Dalrymple devia ser leitura obrigatória para todo mundo que tem um professor ou segue um guru de esquerda que fala como o mundo é mau e que devemos transformá-lo a todo custo. Ou que a sociedade devia ser “gerida” por filósofos e cientistas sociais.

Pol Pot, o assassino de esquerda e líder responsável por este interrogador descrito no trecho ao lado, estudou na França com filósofos e cientistas sociais (que fizeram sua cabeça) antes de fazer sua revolução, e provavelmente tinha como professor um desses intelectuais (do tipo Alain Badiou e Slavoj Zizek) que tomam vinho chique num ambiente burguês seguro, mas que falam para seus alunos e seguidores que devem “mudar o mundo”.

De início, se mostram amantes da “democracia e da liberdade”, mas logo, quando podem, revelam que sua democracia (“real”, como dizem) não passa de matar quem não concorda com eles ou destruir toda oposição a sua utopia. O século 20 é a prova cabal deste fato.

Escondem isso dos jovens a fim de não ter que enfrentar sua ascendência histórica criminosa, como qualquer idiota nazista careca racista tem que enfrentar seu parentesco com Auschwitz.

Proponho uma “comissão da verdade” para todas as escolas e universidades (trata-se apenas de uma ironia de minha parte), onde se mente dizendo que Stálin foi um louco raro na horda de revolucionários da esquerda no século 20. Não, ele foi a regra.

Com a crise do euro e a Primavera Árabe, o “coro das utopias” está de volta.

 

 

Verdade…

Reminiscências de 2010……

O perfil dos eleitores do PT

O vídeo a seguir dispensa comentários:

A entrevistada diz tudo o que se precisa ouvir para compreender porque existem pessoas que afirmam que o Lulla é um Estadista – e há também os mais ousados (ou mal informados), que chegam a dizer que Lulla foi o melhor presidente do Brasil.

O que o Lulla e o PT mais querem é justamente isso: povo ignorante, sem massa crítica. Inclusive por terem este objetivo colocam um tipinho como Fernando Haddad a cargo do ministério da EDUCAÇÃO….