A onda Marina Silva pode colocar o futuro do Brasil no meio de um tsunami de idéias ruins e velhas, tudo em prol de uma “nova política” que não existe

Eu havia decidido reduzir drasticamente o espaço dedicado a política neste blog, por várias questões que não vêm ao caso. Contudo, preciso falar deste assunto.

Estava lendo O Globo há pouco, e achei esta pérola:

A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, alcança seus melhores índices entre os eleitores mais jovens e nos centros urbanos das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Aos 17 anos, a estudante Maria Luisa Azevedo, moradora do Rio, diz que o “discurso de Dilma não convence” e acha que Aécio Neves pode privatizar empresas públicas, prática com a qual ela não concorda. Maria Luisa se interessou pelas propostas de Eduardo Campos, morto em um acidente de avião, e vai levar o voto para Marina.

— O Brasil e o mundo precisam de alguém que fale em sustentabilidade — define.

O universitário Pablo Alves, de 21 anos, votou na ex-senadora em 2010 e pretende repetir a escolha.

— Ela fala da ética da questão ambiental. Acho o governo da Dilma muito assistencialista — diz ele, morador do Rio.

A jornalista Debora Baez também destaca a firmeza da candidata do PSB quando o assunto é sustentabilidade.

— Ela saiu do PT e do PV por não concordar com a falta de clareza no discurso ambiental.

Já a universitária Gabriela Barbosa, que mora em São Paulo, acredita que Marina representa a “verdadeira mudança na política”.

— Ela rompeu com o PT porque discordava das práticas adotadas — diz, sobre saída de Marina do partido.

Segundo o cientista político Antônio Testa, da UNB, o discurso sobre meio ambiente tem uma boa aceitação na juventude urbana.

— A Marina se comunica bem quando cita essa nova visão de mundo, comprometida com a economia verde — avalia.

A íntegra da reportagem está AQUI

Não querendo ser chato, preciso comentar estas “justificativas” apresentadas pelos eleitores da Marina. Obviamente o voto é livre (pelo menos por enquanto!), e todos ali têm todo o direito de votar em quem quiserem. O meu ponto é outro: precisam se informar melhor, porque a JUSTIFICATIVA (“voto na Marina porque“) é que está bem fraquinha.

A primeira, Maria Luiza, é contra as privatizações e gosta que alguém fale em sustentabilidade. Com 17 anos, é compreensível que seja mal informada e se deixe levar por modinhas. Porém, Maria Luiza, o agronegócio brasileiro é um setor moderno e altamente competitivo – o ÚNICO setor da economia brasileira competitivo mundialmente. Se a Marina conseguir implantar o conceito de “sustentabilidade” que ela tem/defende, este setor será sucateado.

O Pablo Alves elogia a ética e menciona a questão ambiental também. Querido Pablo, pesquise a ética de Marina Silva na relação espúria entre o marido dela e algumas ONGs que usam a Amazônia como fonte de lucros milionários; pesquise a ética da Marina no caso do mensalão; pesquise a ética da Marina de quando ela era Ministra e liberou uma dinherama para ONGs que não faziam absolutamente nada (exceto, claro, parasitar o dinheiro público).

A jornalista Debora Baez poderia ser mais jornalista (ou seja, pesquisar). Marina saiu do PT e do PV por razões que não têm NENHUMA relação com o discurso ambiental. Ela saiu do PT e, depois, do PV, porque ela não conseguiu transformar nenhum dos 2 partidos em propriedade exclusiva dela. A universitária Gabriela Barbosa também poderia se informar um pouco melhor. Repito: a saída do PT e do PV se deu por outras razões.

Estou vendo gente dizendo que vai votar na Marina por estar farta do PT. Alguns já apontaram que, segundo as pesquisas de intenção de votos, Marian é a única capaz de ganhar da Dilma e, portanto, já estão mudando seu voto – tudo para se livrar de Dilma.
Lamento, mas a Marina tem o PT no DNA. Ela saiu do PT, mas o PT não saiu dela. Nunca sairá.
Votar nela é tão ruim quanto votar na Dilma. Sob vários aspectos, é ainda pior.

Alguns pontos centrais:

1) Marina é muito mais PT do que a própria Dilma, que no Rio Grande do Sul era do PDT e apenas filiou-se ao PT quando foi convidada para ser ministra. Marina Selva passou mais de 20 anos no PT, enquanto a Dilma tem apenas alguns poucos anos de “casa”. E a Marina só saiu do PT porque não conseguiu espaço para ser a candidata a presidente do partido, que, graças ao Lulla, escolheu a Dilma.

2) Marina tem toda a formação marxista “clássica”, na sua vertente mais puramente bolchevique. Consegue ser pior do que a Dilma, cuja RALA formação foi dentro do socialismo pós-URSS – ambas as linhas teóricas são nefastas, mas há sutis diferenças. A Dilma vem de outra linha de produção de ditadores totalitários. Mas ambas os idolatram e se espelham em gente como Fidel, Chávez, Che Guevara, e outros do mesmo “nível”.

marina

3) Marina odeia o agronegócio MUITO MAIS do que a Dilma. A Dilma caiu no colo do MST depois que foi alçada pelo Lulla ao cargo de poste, ou seja, já durante sua campanha para suceder o molusco. A Marina, por outro lado, sempre teve estreitas ligações com o MST – um amor mútuo, plenamente correspondido. Chico Mendes era um dos idealizadores do MST, foi líder “intelectual” da corja por muito tempo e, depois de sua morte, o posto coube à Marina. Ela desempenhou o papel com plena satisfação.

4) A “equipe” da Marina. Exceções feitas ao Eduardo Gianetti e ao André Lara Resende (que são caras inteligentes, o que aliás me deixa bastante curioso e decepcionado, pois não consigo entender como eles embarcaram neste navio furado rumo a Cuba), o resto é de gente da estirpe da Erundina, alçada a coordenadora da campanha depois que a Marina Selva expulsou a equipe que trabalhava com o Eduardo Campos. Erundina foi a primeira prefeita do PT em SP, e foi uma lástima talvez até pior do que a Marta. Pior: ela ainda defende abertamente, sem nenhum pudor, o socialismo (a la Cuba). Uma energúmena que segue presa ao Século 19. Aliás, uma energúmena que falou isso aqui sobre a Marina:

5) Marina é uma obscurantista secular que se acha uma divindade, uma enviada de Deus, acima do bem e do mal, superior aos reles mortais. Ela não apenas vai usar esta “aura” para tomar decisões: ela tomará decisões como todos os Reis tomavam, ou seja, achando que todo mundo deve obedecer sem questionamentos, pois se trata da decisão “divina”. Veja o que ela faz (sempre fez) no Acre desde 1990.
Pior: no Acre ela continua umbilicalmente ligada ao PT, através do “clã” Viana (batedores do PT e de Lulla).
Aliás, para quem se diz representante de uma “nova” política: NENHUM outro candidato (entre os que estão na corrida presidencial deste ano) está há mais tempo do que a Marina dentro da “velha” política. Enquanto a Marina já fazia política pelo PT, Dilma ainda era uma burocrata de terceiro escalão no Rio Grande do Sul.

Lembro, finalmente, que as pesquisas eleitorais de 2010 e 2012 erraram grotescamente. Vi pessoas que usam o argumento do voto útil na Marina para derrotar a Dilma, em face das recentes pesquisas que mostram crescimento da intenção de voto na Marina. Não é uma boa idéia confiar cegamente nas pesquisas (sim, um marketeiro dizendo isso!).
Aqui em SP, por exemplo, TODOS os institutos de pesquisa davam Netinho-espancador-de-mulheres-de-Paula e Marta Suplício eleitos como senadores. Quem acabou eleito com um novo recorde de votos foi o tucano Aloisio Nunes. 2 anos depois, quando da eleição para prefeito, aconteceu o mesmo: TODAS as pesquisas erraram e passaram alguns dias fazendo mea-culpa, depois que os resultados oficiais foram finalizados.

Evidentemente eu quero o PT expulso do governo (idealmente, do planeta Terra), mas não adianta trocar seis por meia dúzia. Veja o que a Marina já aprontou, em pouco menos de 15 dias, com o PSB (um partido nanico, que não tem NENHUM senador eleito e apenas 22 deputados federais): já desfez acordos regionais que o Eduardo Campos havia costurado, trocou equipe, brigou com pessoas que estavam trabalhando para o Campos, além de posar de viúva sofrida. 
Como essa criatura vai aprovar QUALQUER matéria no Congresso com uma bancada de 22 deputados e ZERO senadores? Por mais que eu ache o Congresso (Senado e Câmara) um antro de boçais, é uma instituição fundamental à democracia. É preciso eleger deputados e senadores capazes de recuperar as instituições, e não passar por cima delas.

Aliás, é público e notório que ela vai chutar o PSB se for eleita, para criar o partido dela, a “Rede”. Outro aliás: uma mulher que havia recebido 19 milhões de votos e teve quase 2 anos não conseguiu criar um partido político mas acha que tem competência pra ser presidente da República?

Outra “linha” de argumentos que tenho ouvido com certa frequência é que o “mercado” está animado com a possibilidade de Dilma perder. 

Sim, é verdade. Isso beneficia todo o país. Dilma e o PT sendo derrotados, só perdem os petistas, os PTralhas e o ecossistema que o PT montou (esgotosfera governista de blogs sujos, companheiros que mamam nos cargos comissionados etc). O restanto do país ganha – inclusive um futuro.

As bolsas subiram muito em decorrência das últimas pesquisas que apontam grande margem da Marina sobre a Dilma no segundo turno.

Mas eu não me deixo levar pelo que o “mercado” acha/acredita. Nada contra o mercado – pelo contrário, sou defendor do livre mercado capitalista que Dilma e Marina combate, xingam e detestam.

Porém, este é o mesmo “mercado” que via o Eike Batista como um empreendedor sensacional e infalível há pouco tempo, não é?!

Desculpa, nunca acreditei no Eike Batista.

Nunca acreditei na Dilma.

Nunca acreditei no Fernando Haddad. Este incompetente foi vendido em 2012 como “o novo” na política. Deu no que deu: a cidade de SP está abandonada às traças, e o Haddad já conseguiu um novo recorde de REPROVAÇÃO dos cidadãos paulistanos.

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Marina Selva é um Lulla de saias. Dissimulada, cínica, hipócrita e burra (mas com aquele verniz de “sonhática” que lhe permite soltar bobagens sem nenhum sentido e, ainda assim, ter um séquito de boçais a aplaudir, achando que acabam de ouvir o pronunciamento divino e subliminar d’A “escolhida”).
Ontem, no Jornal Nacional, provou que é um Lulla: questionada sobre o jatinho envolvido no acidente do Eduardo Campos, um caso clássico de caixa 2 (pela lei, punível com impugnação da candidatura), deu uma explicação lulática: NÃO SEI DE NADA. A entrevista pode ser assistida AQUI. A pergunta do avião está logo no início da entrevista. Recomendo ao leitor que veja se ainda não viu.

Em suma: antes de votar na Marina Silva, pesquise.

Informe-se.

O Brasil não precisa de mais uma fraude intelectual que se apresenta como “novo”.

Para encerrar, li isto no facebook e compartilho, pois trata-se de um excelente resumo da falcatrua chamada Marina Silva:

Marina Silva periga ficar conhecida como a política-mesa-branca. Começou a carreira com o cadáver do Chico Mendes como cabo eleitoral, depois foram as ilusões de petistas arrependidos com a morte do “partido da ética” e o surgimento do partido do mensalão, agora é Eduardo Campos o seu palanque necrológico.

Se era para homenagear, as homenagens estão feitas. Continuar citando o “Eduardo” chega perto da linha tênue entre homenagem e exploração.

Mas adiante.

Resolvi falar dela agora porque, pelo visto, a vice-viúva já saiu do luto fechado e está em plena campanha, logo me desobriga a manter o silêncio respeitoso.

Marina diz que pratica uma tal “nova política”, ainda que ela mesma esteja na política desde 1985. Seu mote é “inovar”, mas cita como possíveis colaboradores nessa tarefa Pedro Simon (32 anos de Senado), Eduardo Suplicy (24 anos de Senado) e José Serra, alguém que muito admiro, tanto que votei nele em 2010, ao contrário de Marina, que negou seu apoio no segundo turno.

Seu discurso belo e vazio diz basicamente que é contra “tudo isso que está aí” e que repudia “políticos profissionais e tradicionais”. Por isso o seu eleitor-médio a considera uma inovação.

Diz que é a superação da dicotomia PSDB-PT, para logo em seguida afirmar que pretende governar junto com PT e PSDB.

Mas vejamos com muita calma: Marina era do PT, foi ministra de Lula até bem depois do mensalão, saiu quando percebeu que Dilma, por ser poste, é que seria ungida a sucessora e não ela, foi para o PV, teve 19 milhões de votos para presidente, negou-se a apoiar José Serra no segundo turno ajudando assim Dilma Rousseff (ou alguém duvida que um apoio explícito seu ajudaria o Serra?), por não conseguir se impor dentro do PV saiu do partido, recusou convites de vários partidos pequenos para trabalhar ali preferindo criar um SEU, não teve competência para juntar assinaturas (Pros, Solidariedade e Novo conseguiram), entrou no PSB dizendo claramente que faria o partido de hospedeiro até sua Rede sair do papel, bateu de frente com os socialistas dinamitando alianças que não atendiam seus interesses em vários estados, declarou-se ajudada pela “Providência” quando um acidente matou seu colega de chapa, faz uma campanha sem “se misturar” com o que não é “limpo” o suficiente e seus militantes tratam a “seringueira pobre que venceu na vida e vai mudar o país” como alguém intocável, acima de críticas e que “sabe o que fazer” quase que por inspiração divina.

Parece muito o partido de um metalúrgico pobre que venceu na vida e iria mudar o país. O mesmo que se recusou a apoiar Tancredo, a assinar a nova Constituição, a fazer parte da aliança que ajudou Itamar Franco a tirar o país de uma das piores crises políticas da sua história, a apoiar o Real, a lei de responsabilidade fiscal, as metas de inflação, o câmbio flutuante, as privatizações que modernizaram setores do país e que nunca “se misturava com ninguém” porque era um partido “acima da política tradicional”.

Os elementos estão todos aí: o egoísmo, o obscurantismo, a militância fanática, o messianismo, um marido exercia cargo no governo do PT até AGOSTO de 2014, as relações estranhas com empresários.

Fora a ausência de uma base parlamentar que ainda é necessária no Brasil. Caso seja eleita, seus milhões de votos em seis meses não valerão nada sem apoio no Congresso. Sabem pra onde ela vai correr? Isso mesmo, para o bom (pra eles) e velho PMDB e para o PT, que a essa altura vai até tomar santo daime para achar alguma convergência.

Marina Silva é o petismo sem glúten e lactose, mas continua sendo petismo.

Por isso é que faço aqui essa declaração de não-voto. Nem tudo que não é literalmente o PT, deixa efetivamente de ser o PT.

Steve Jobs fez o melhor discurso de graduação da História; veja e leia na íntegra

Isso não é novidade alguma, mas certas coisas não perdem a relevância.

Em 2005, Steve Jobs, então CEO da Apple, foi convidado a fazer o discurso de formatura na Universidade Stanford. Uma fala relativamente curta, mas que tornou-se histórica.

Pelo seu conteúdo, e pela história de Jobs, vale a pena ver:

Aqui o texto, na íntegra:

Here’s to the crazy ones. The misfits, the rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them. About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as the crazy ones, we see genius. Because the ones who are crazy enough to think that they can change the world, are the ones who do.
I am honored to be with you today at your commencement from one of the finest universities in the world. I never graduated from college. Truth be told, this is the closest I’ve ever gotten to a college graduation. Today I want to tell you three stories from my life. That’s it. No big deal. Just three stories.

The first story is about connecting the dots.

I dropped out of Reed College after the first 6 months, but then stayed around as a drop-in for another 18 months or so before I really quit. So why did I drop out?

It started before I was born. My biological mother was a young, unwed college graduate student, and she decided to put me up for adoption. She felt very strongly that I should be adopted by college graduates, so everything was all set for me to be adopted at birth by a lawyer and his wife. Except that when I popped out they decided at the last minute that they really wanted a girl. So my parents, who were on a waiting list, got a call in the middle of the night asking: “We have an unexpected baby boy; do you want him?” They said: “Of course.” My biological mother later found out that my mother had never graduated from college and that my father had never graduated from high school. She refused to sign the final adoption papers. She only relented a few months later when my parents promised that I would someday go to college.

And 17 years later I did go to college. But I naively chose a college that was almost as expensive as Stanford, and all of my working-class parents’ savings were being spent on my college tuition. After six months, I couldn’t see the value in it. I had no idea what I wanted to do with my life and no idea how college was going to help me figure it out. And here I was spending all of the money my parents had saved their entire life. So I decided to drop out and trust that it would all work out OK. It was pretty scary at the time, but looking back it was one of the best decisions I ever made. The minute I dropped out I could stop taking the required classes that didn’t interest me, and begin dropping in on the ones that looked interesting.

It wasn’t all romantic. I didn’t have a dorm room, so I slept on the floor in friends’ rooms, I returned coke bottles for the 5¢ deposits to buy food with, and I would walk the 7 miles across town every Sunday night to get one good meal a week at the Hare Krishna temple. I loved it. And much of what I stumbled into by following my curiosity and intuition turned out to be priceless later on. Let me give you one example:

Reed College at that time offered perhaps the best calligraphy instruction in the country. Throughout the campus every poster, every label on every drawer, was beautifully hand calligraphed. Because I had dropped out and didn’t have to take the normal classes, I decided to take a calligraphy class to learn how to do this. I learned about serif and san serif typefaces, about varying the amount of space between different letter combinations, about what makes great typography great. It was beautiful, historical, artistically subtle in a way that science can’t capture, and I found it fascinating.

None of this had even a hope of any practical application in my life. But ten years later, when we were designing the first Macintosh computer, it all came back to me. And we designed it all into the Mac. It was the first computer with beautiful typography. If I had never dropped in on that single course in college, the Mac would have never had multiple typefaces or proportionally spaced fonts. And since Windows just copied the Mac, it’s likely that no personal computer would have them. If I had never dropped out, I would have never dropped in on this calligraphy class, and personal computers might not have the wonderful typography that they do. Of course it was impossible to connect the dots looking forward when I was in college. But it was very, very clear looking backwards ten years later.

Again, you can’t connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something — your gut, destiny, life, karma, whatever. This approach has never let me down, and it has made all the difference in my life.

My second story is about love and loss.

I was lucky — I found what I loved to do early in life. Woz and I started Apple in my parents garage when I was 20. We worked hard, and in 10 years Apple had grown from just the two of us in a garage into a $2 billion company with over 4000 employees. We had just released our finest creation — the Macintosh — a year earlier, and I had just turned 30. And then I got fired. How can you get fired from a company you started? Well, as Apple grew we hired someone who I thought was very talented to run the company with me, and for the first year or so things went well. But then our visions of the future began to diverge and eventually we had a falling out. When we did, our Board of Directors sided with him. So at 30 I was out. And very publicly out. What had been the focus of my entire adult life was gone, and it was devastating.

I really didn’t know what to do for a few months. I felt that I had let the previous generation of entrepreneurs down – that I had dropped the baton as it was being passed to me. I met with David Packard and Bob Noyce and tried to apologize for screwing up so badly. I was a very public failure, and I even thought about running away from the valley. But something slowly began to dawn on me — I still loved what I did. The turn of events at Apple had not changed that one bit. I had been rejected, but I was still in love. And so I decided to start over.

I didn’t see it then, but it turned out that getting fired from Apple was the best thing that could have ever happened to me. The heaviness of being successful was replaced by the lightness of being a beginner again, less sure about everything. It freed me to enter one of the most creative periods of my life.

During the next five years, I started a company named NeXT, another company named Pixar, and fell in love with an amazing woman who would become my wife. Pixar went on to create the worlds first computer animated feature film, Toy Story, and is now the most successful animation studio in the world. In a remarkable turn of events, Apple bought NeXT, I returned to Apple, and the technology we developed at NeXT is at the heart of Apple’s current renaissance. And Laurene and I have a wonderful family together.

I’m pretty sure none of this would have happened if I hadn’t been fired from Apple. It was awful tasting medicine, but I guess the patient needed it. Sometimes life hits you in the head with a brick. Don’t lose faith. I’m convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You’ve got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers. Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven’t found it yet, keep looking. Don’t settle. As with all matters of the heart, you’ll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. Don’t settle.

My third story is about death.

When I was 17, I read a quote that went something like: “If you live each day as if it was your last, someday you’ll most certainly be right.” It made an impression on me, and since then, for the past 33 years, I have looked in the mirror every morning and asked myself: “If today were the last day of my life, would I want to do what I am about to do today?” And whenever the answer has been “No” for too many days in a row, I know I need to change something.

Remembering that I’ll be dead soon is the most important tool I’ve ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything — all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure – these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.

About a year ago I was diagnosed with cancer. I had a scan at 7:30 in the morning, and it clearly showed a tumor on my pancreas. I didn’t even know what a pancreas was. The doctors told me this was almost certainly a type of cancer that is incurable, and that I should expect to live no longer than three to six months. My doctor advised me to go home and get my affairs in order, which is doctor’s code for prepare to die. It means to try to tell your kids everything you thought you’d have the next 10 years to tell them in just a few months. It means to make sure everything is buttoned up so that it will be as easy as possible for your family. It means to say your goodbyes.

I lived with that diagnosis all day. Later that evening I had a biopsy, where they stuck an endoscope down my throat, through my stomach and into my intestines, put a needle into my pancreas and got a few cells from the tumor. I was sedated, but my wife, who was there, told me that when they viewed the cells under a microscope the doctors started crying because it turned out to be a very rare form of pancreatic cancer that is curable with surgery. I had the surgery and I’m fine now.

This was the closest I’ve been to facing death, and I hope it’s the closest I get for a few more decades. Having lived through it, I can now say this to you with a bit more certainty than when death was a useful but purely intellectual concept:

No one wants to die. Even people who want to go to heaven don’t want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it. And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life’s change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.

Your time is limited, so don’t waste it living someone else’s life. Don’t be trapped by dogma — which is living with the results of other people’s thinking. Don’t let the noise of others’ opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.

When I was young, there was an amazing publication called The Whole Earth Catalog, which was one of the bibles of my generation. It was created by a fellow named Stewart Brand not far from here in Menlo Park, and he brought it to life with his poetic touch. This was in the late 1960’s, before personal computers and desktop publishing, so it was all made with typewriters, scissors, and polaroid cameras. It was sort of like Google in paperback form, 35 years before Google came along: it was idealistic, and overflowing with neat tools and great notions.

Stewart and his team put out several issues of The Whole Earth Catalog, and then when it had run its course, they put out a final issue. It was the mid-1970s, and I was your age. On the back cover of their final issue was a photograph of an early morning country road, the kind you might find yourself hitchhiking on if you were so adventurous. Beneath it were the words: “Stay Hungry. Stay Foolish.” It was their farewell message as they signed off. Stay Hungry. Stay Foolish. And I have always wished that for myself. And now, as you graduate to begin anew, I wish that for you.

Stay Hungry. Stay Foolish.

Thank you all very much.

Aplaudindo de pé.

Sempre.

Balanço da Copa do Mundo no Brasil – 2

Conforme prometido, este é o segundo post sobre os efeitos da Copa do Mundo no Brasil. O primeiro está AQUI, e destaco que vale a pena ler também este post AQUI, que já trazia alguns dados preliminares sobre a Copa.

Já alerto que 90% ou mais dos dados apresentados nesta série serão negativos, ruins para o país – sim, a Copa foi um péssimo negócio para o Brasil, e reitero que não me refiro ao futebol em si, apenas e tão somente ao “legado” que a Presidanta-Catifunda e seu partido totalitário insistiam em atrelar à Copa, para justificar os bilhões de reais que foram jogados fora. A “Copa das Copas” da Presidenta-Catifunda (que, justiça seja feita, foi obra do criador de postes sem luz, Lulla da Silva, e não dela), como eu já havia escrito aqui diversas vezes, foi uma roubada – e o trocadilho não foi intencional, mas é bom frisar que, se formos considerar os bilhões de reais que certamente foram desviados nas obras inacabadas e muitas delas sem licitação, os custos podem quase dobrar.

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Contudo, acho que podemos começar este post trazendo ao menos uma boa notícia (na íntegra AQUI):

O fim da Copa do Mundo, que provocou uma redução de preços de passagens aéreas e diárias de hotéis, foi o principal motivo que fez com que o índice de inflação medido pelo IPCA desacelerasse em julho. A inflação mensal ficou em 0,01%, uma forte desaceleração frente ao 0,40% registrado em junho. Em 12 meses, o índice ficou em 6,50%, informou nesta sexta-feira (8) o IBGE. Os dois valores ficaram abaixo das previsões do mercado. Segundo a Bloomberg, analistas previam alta de 0,1% em julho e de 6,60% em 12 meses.
 
Ainda que a Copa tenha ocorrido até o dia 13 de julho, o IBGE verificou que ao final da primeira quinzena do mês passado os preços desses dois serviços apresentaram queda, afirma a coordenadora de Índices de Preços do órgão, Eulina Nunes dos Santos. As passagens aéreas registraram em julho queda de 26,86% em relação a junho. O recuo compensou a alta de 21,95% verificada no mês anterior.
 
Essa queda deu a contribuição mais forte para que a inflação dos transportes tenha recuado 0,98% em julho e permitido, junto com outros três setores que apresentaram deflação, que o índice de inflação oficial ficasse praticamente estável em julho.
Nos sete primeiros meses do ano, passagens aéreas acumulam queda de 41,62%.
Uma segunda explicação para essa queda é que neste ano muitas empresas aumentaram o número de voos com destino ou origem do Brasil, também em função do mundial. O aumento da oferta contribuiu para a redução dos preços, disse a coordenadora.

Conforme eu já havia escrito, alguns setores da economia foram absolutamente devastados pela Copa. Outros, sofreram menos. Apenas uma minoria foi beneficiada. 

A indústria de transformação decerto foi um dos setores mais afetados – porém, repito: a Copa não foi a causa dos problemas, o evento apenas aumentou a estagnação da economia. Matéria da Época Negócios (íntegra AQUI) ajuda a demonstrar:

A Copa do Mundo potencializou a perda de dinamismo que caracteriza a indústria desde o último trimestre do ano passado. Em junho, a produção industrial recuou 6,9% em comparação a igual mês de 2013, o pior resultado desde setembro de 2009. A redução de números de dias trabalhados e a concessão de férias coletivas pesaram no resultado, principalmente das montadoras. Em relação a maio, a produção recuou 1,4%, informou ontem (1/8) o IBGE. A queda foi menos intensa do que o esperado em média por analistas (-2,4%), mas contribuiu para recuo de 2% na produção no segundo trimestre, reforçando a perspectiva de retração no Produto Interno Bruto (PIB, soma da renda gerada no país) de abril a junho. O ritmo fraco deve ter reflexos também nos investimentos.
 
O recuo da produção em junho foi o quarto seguido tanto na comparação mensal quanto anual, mas a realização da Copa foi o que tornou a perda mais aguda e espalhada. Em maio, o recuo foi de 0,8%. “A magnitude da queda tem relação direta com menor número de dias trabalhados, férias coletivas e cortes de turnos de trabalho, que ficaram como uma marca de junho”, disse André Macedo, gerente da Coordenação da Indústria do IBGE.
 
A fabricação de televisores, que até abril impulsionou a indústria, caiu 29,6% em junho. Já os bens de consumo duráveis e os bens de capital tiveram as perdas mais expressivas e são as categorias que mais pressionam a indústria. O destaque ficou com os veículos, cuja produção recuou 12,1% em relação a maio. Na comparação com junho de 2013, a queda foi de 36,3%, a maior desde dezembro de 2008 (-51%). “As estatísticas de estoque do setor estão completamente fora de seu padrão habitual”, detalhou Macedo.
 
Fornecedores da indústria de veículos também foram afetados, como autopeças, produtos químicos, borrachas e plásticos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e metalurgia. Além disso, a formação de estoques está por trás das perdas na fabricação de produtos têxteis, máquinas e aparelhos elétricos, máquinas e equipamentos e calçados, citou Macedo. “A abertura dos dados da produção de junho ante maio mostrou uma queda disseminada em vários setores, o que dá uma dimensão de paralisia generalizada da economia”, avaliou a economista Alessandra Ribeiro, da consultoria Tendências.

E hoje, 15/08, foi noticiado em todos os jornais o seguinte:

A atividade econômica registrou queda no segundo trimestre deste ano. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado houve queda de 1,2% no segundo trimestre deste ano, comparado com o período de janeiro a março deste ano. Em relação ao segundo trimestre de 2013, a queda ficou em 1,54%.
 
Em junho, o IBC-Br também registrou queda, de 1,48%, na comparação com maio (dado dessazonalizados). Essa foi a maior retração desde maio de 2013, quando o índice caiu 1,68%. No primeiro semestre, houve expansão de 0,13% e em 12 meses encerrados em junho, de 1,5%. De acordo com o dado dessazonalizado, a expansão em 12 meses ficou em 1,41%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.

Sardemberg

Qualquer pessoa ue tenha ao menos um dos pés na realidade sabe que o Brasil está num momento lastimável – e, na Economia, está numa verdadeira crise. A inflação está altíssima (quem frequenta supermercado sabe do que estou falando), mas as empresas não estão investindo, estão demitindo ao invés de contratar, e os resultados disso estão sendo noticiados quase diariamente.

É importante ressaltar que não se trata de crise internacional – pelo contrário: Europa e principalmente Estados Unidos estão, há alguns meses, em franca aceleração econômica. Estamos diante de uma crise INTERNA, gerada pela incomPTência da Presidanta-Catifunda e sua equipe econômica brilhante, chefiada pelo sempre equivocado Ministro Margarina-talhada.

A Copa do Mundo apenas agravou a situação.

O sistema tributário brasileiro explicado com cerveja

Suponha que, todo dia, 10 homens saíam para tomar cerveja e que a conta para os dez ficava em R$ 100. Se eles pagassem sua conta da forma como nós pagamos nossos impostos, ficaria mais ou menos assim:

> Os primeiros quatro homens (os mais pobres) não pagariam nada.
> O quinto pagaria R$ 1.
> O sexto pagaria R$ 3.
> O sétimo pagaria R$ 7.
> O oitavo pagaria R$ 12.
> O nono pagaria R$ 18.
> O décimo (o mais rico) pagaria R$ 59.

Assim, foi o que eles decidiram fazer.
Os dez homens bebiam no bar todos os dias e pareciam muito felizes com o arranjo, até que um dia, o proprietário lhes fez uma oferta:
“Uma vez que vocês são todos tão bons clientes”, ele disse, “eu vou reduzir o custo da cerveja diária de vocês em R$ 20. As bebidas para os dez, agora custarão somente R$ 80.”

O grupo ainda queria pagar sua conta da forma como nós pagamos os impostos, de modo que os quatro primeiros homens não seriam afetados e continuariam a beber de graça.
Mas e os outros seis homens – os clientes pagantes?
Eles dividiriam os R$ 20 de desconto, de modo que todos eles obtivessem sua “quota justa”.
Eles calcularam que R$ 20 divididos por seis daria R$ 3,33.
Mas se eles subtraíssem isto da quota de cada um, então o quinto e o sexto homens teriam que receber para beber sua cerveja.
Assim, o proprietário do bar sugeriu que seria justo reduzir a conta de cada homem proporcionalmente ao valor pago por cada um, e calculou as quantias que cada um deveria pagar.

Assim:
> O quinto homem, como os primeiros quatro, agora não pagaria nada (100% de economia).
> O sexto agora pagaria R$ 2 ao invés de R$ 3 (33% de economia).
> O sétimo agora pagaria R$ 5 ao invés de R$ 7 (28% de economia).
> O oitavo agora pagaria R$ 9 ao invés de R$ 12 (25% de economia).
> O nono agora pagaria R$ 14 ao invés de R$ 18 (22% de economia).
> O décimo agora pagaria R$ 49 ao invés de R$ 59 (16% de economia).

Cada um dos seis que pagavam ficou numa situação melhor do que antes. E os quatro primeiros continuavam a beber de graça. Mas, quando saíram do restaurante, os homens começaram a comparar as suas economias.

“Eu só ganhei um real dos R$ 20″, declarou o sexto homem. Ele apontou para o décimo homem, “mas ele ganhou R$ 10!”.

“Sim, está certo”, exclamou o quinto homem. “Eu também economizei somente um real. É injusto ele ganhar dez vezes mais do que eu!”.

“É verdade!!” gritou o sétimo homem. “Porque ele deve receber de volta R$ 10 e Eu só recebi dois? Os ricos levam todas as vantagens!”.

“Espere aí “, gritaram juntos os quatro primeiros homens. “Nós não ganhamos nada. O sistema explora os pobres!”

Os nove homens rodearam o décimo e deram-lhe uma surra!
Na noite seguinte, o décimo homem não apareceu para beber, de modo que os nove sentaram e tomaram suas cervejas sem ele. Mas quando chegou a hora de pagar a conta, eles descobriram algo importante. Eles não tinham, entre eles, dinheiro bastante para pagar nem a metade da conta!

E assim, senhoras e senhores, é como funciona nosso sistema tributário. As pessoas que pagam os maiores impostos são as mais beneficiadas pelas reduções de taxas. Taxem-nos demais, ataquem-nos por serem ricos, e eles simplesmente podem não aparecer mais. Na realidade, eles podem começar a beber no exterior, onde a atmosfera seja mais amigável
Para aqueles que entendem, não é necessária nenhuma explicação.

Para aqueles que não entendem, nenhuma explicação é suficiente.

PS – Tomei conhecimento desse texto graças ao Nelson Karsokas, aqui. Reproduzi, pois explica de forma bastante didática o tipo de mentalidade burra que domina grande parte das discussões no país hoje.

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Balanço da Copa do Mundo no Brasil – 1

Conforme eu havia escrito AQUI, este blog fará um acompanhamento dos resultados práticos REAIS oferecidos pela realização da Copa do Mundo no Brasil.

Como eu detesto futebol, deixarei de lado toda e qualquer análise que tenha a ver com o esporte em si. O que interessa nesta “série” é avaliar os resultados da Copa para as empresas e cidadãos: depois de investimentos que ultrapassaram a casa dos TRINTA BILHÕES DE REAIS, qual foi o legado da Copa?

Apenas para refrescar a memória do leitor, o governo e o PT espalharam números (fantasiosos) para justificar a realização da Copa no Brasil. Graças a uma imprensa no geral subserviente, os números estapafúrdios e as previsões utópicas eram amplamente divulados, e havia pouca (raríssima) contestação.

Twitter - dilmabr- A Copa não representa apenas ...E quando falo de contestação, evidentemente não me refiro àqueles protestos babacas de junho de 2013. Aquilo não passou de uma consequência nefasta da ignorância de parcela significativa do povo – que, num primeiro momento, se deixou manipular pelas organições da extrema esquerda que iniciaram os protestos (Movimento Passe Livre e seus partidos-donos, como PSTU, PSOL, além, claro, dos blac-blocs e outros desmiolados) apenas e tão somente buscando criar um “buzz” em torno das suas reivindicações estapafúrdias, como, por exemplo, transporte público gratuito.

Enfim, o que esta série de posts vai analisar é exclusivamente os resultados/consequências da realização da Copa do Mundo no Brasil.

Eu já havia avisado, e repito: alguns dados setoriais já foram aparecendo, e outros ainda demorarão um pouco mais para serem divulgados; algumas informações e dados ainda serão revisados, e podem sofrer mudanças pontuais. Vou tentar apresentar aqui, de forma contínua, alguns dados já tornados públicos.

Será desnecessário fazer grandes análises: os números falam por si.

Vamos começar, então?!

A realização da Copa serviu para incrementar o PIB, como o governo dizia que aconteceria?

Resposta: Não.

Aliás, houve justamente o efeito inverso: a economia já vinha mal das pernas, e a Copa apenas serviu para piorar o quadro (atenção: não se pode dizer que a Copa CAUSOU estagnação ou queda do PIB, pois ela apenas AGRAVOU um problema que já estava ruim há tempos).

O Estadão de 01/08 reportou o seguinte (os grifos são meus):

A magnitude da queda da produção industrial em junho tem relação direta com a realização da Copa do Mundo no País, afirmou nesta sexta-feira, 1, André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o órgão anunciou que a produção cedeu 1,4% em junho ante maio, a mais intensa desde dezembro do ano passado e a quarta consecutiva neste ano.

“A magnitude tem relação direta com menor número de dias trabalhados, redução da jornada de trabalho, férias coletivas, cortes de turnos de trabalho, que ficaram como uma marca do mês de junho. E o evento Copa do Mundo tem relação com esses fatores”, disse Macedo. Segundo ele, não apenas os jogos do Brasil prejudicaram a indústria, mas o “simples fato de haver várias cidades recebendo jogos”, o que aumentou o número de feriados.

Mas o movimento de queda não fica restrito ao mês de junho, ressaltou Macedo. Ele observou que o recuo anunciado hoje foi o quarto dado negativo consecutivo na margem. “O perfil de queda ritmo de produção é algo que não é característico só desse mês”, disse. “Foi em outubro de 2013 que começou o ritmo de queda maior da produção. A Copa potencializou”, acrescentou.

Desde outubro do ano passado, a produção industrial acumula um recuo de 6,5%. “Percebemos que é característica de um setor industrial que vem mostrando menor dinamismo”, afirmou Macedo. Segundo ele, a menor evolução da demanda doméstica, o cenário externo e a restrição no crédito são fatores que persistem e marcam o ano de 2014.

O efeito da Copa do Mundo sobre a produção industrial deve persistir no mês de julho, avalia o IBGE. Os dados serão conhecidos no dia 02 de setembro.

No Valor Econômico do mesmo dia 01/08, lemos o seguinte (íntegra, para assinantes, AQUI):

Julho encerrou com queda de 13,9% nas vendas de veículos novos no país. Entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus, o mercado movimentou 294,8 mil veículos no mês passado, quando o desempenho foi prejudicado pelo menor movimento nas concessionárias em virtude da Copa do Mundo na primeira quinzena.

Na comparação com o fraco resultado de junho, também afetado pelo Mundial, houve avanço de 11,8% nos volumes, mas essa evolução se deve ao calendário comercial mais favorável de julho, que, sem contar os feriados de cidades-sede da Copa, teve três dias úteis a mais de venda. Na média, as vendas ficaram perto de 12 mil carros a cada dia útil de julho, menos do que as 12,6 mil unidades do mês anterior.

O desempenho faz a queda das vendas de veículos no acumulado do ano atingir 8,6%, ante 7,6% até junho. Agora, a diferença negativa em relação a 2013 passa de 183 mil veículos, ou o equivalente a 13 dias cheios de venda.

A propósito: em virtude do fiasco daquele jogo contra a Alemanha, a Presidenta-Catifunda e o PT vêm tentando se distanciar do evento (clique para ampliar):

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Mas é impossível separar algumas coisas. Dilma e o PT vinham usando a Copa do Mundo como “trunfo” político. Usaram de forma descada mesmo. Depois do vexame do 7 a 1, bateu aquele medo de que o feitiço viraria contra o feiticeiro.

O governo federal gastou dinheiro público para fazer propaganda da Copa – o vídeo abaixo eu gravei via iPhone (inclusive por isso o som está meio ruim: tentei gravar enquanto passava o comercial na TV), e mostra uma propaganda do governo federal enaltecendo a Copa. Vejamos:

Para piorar (clique para ampliar):

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Pretendo fazer ao menos um post por semana tratando do “legado” da Copa do Mundo. Ainda há muito a ser mostrado.

O banco dos BRICS prova que nenhuma idéia é tão ruim que não possa ser piorada

E agora foi fundado, oficialmente, o banco dos BRICS.

Reproduzo algumas coisas a seguir que dão alguma perspectiva sobre o caso – e começo com um vídeo que não trata diretamente da questão, pois foi gravado em 2012. Porém, motra-se ali uma discussão muito interessante sobre problemas econômicos do Brasil e da Índia, dois países envolvidos diretamente nessa roubada do banco dos BRICS:

E agora, tratando ESPECIFICAMENTE do caso do banco dos BRICS:

O artigo do Roberto Ellery citado no vídeo:

O assunto da semana é a criação do Banco dos BRICS. Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul decidiram criar um banco que será sediado em Xangai e que será uma mistura de FMI com Banco Mundial. Para começo de conversa é preciso deixar claro que FMI e Banco Mundial exercem funções diferentes e, não raro, conflituosas. Enquanto o Banco Mundial é um banco de desenvolvimento com a tarefa de financiar o crescimento econômico no mundo e reduzir a pobreza (ver aqui) o FMI é um fundo desenhado para socorrer países em crise de balanço de pagamentos (ver aqui). O Banco Mundial é aquele banco que você recorrer quando tem uma ideia que acredita ser boa e quer transformar a ideia em um negócio ou quer um financiamento para que sua ideia reduza a pobreza, o FMI é aquele banco que você procura quando está quebrado. O Banco Mundial é o “policial bonzinho” e o FMI é o “policial malvado”.
Pensar as duas funções em um único banco é um desafio que não vou enfrentar nesse post, apenas registro que as possibilidades de risco moral são inúmeras. Aqui vou separar cada função e questionar a relevância de cada uma delas para o Brasil. Começo pelo banco de desenvolvimento, um dos meus vilões favoritos. A verdade é que já temos um banco de desenvolvimento de dimensões consideráveis. Em 2012 o Banco Mundial emprestou U$ 32 bilhões (ver aqui e aqui), no mesmo ano o BNDES desembolsou R$ 156 bilhões, o que equivale a aproximadamente U$ 70 bilhões pelo cambio atual. É isto mesmo, em 2012 o BNDES desembolsou duas vezes mais que o total de empréstimos realizados pelo Banco Mundial. Se o Brasil tem um banco maior que o Banco Mundial que é só dele por qual razão vai criar outro banco concorrente do Banco Mundial?
Uma possível resposta é que o novo banco terá uma atuação internacional e nós queremos ajudar os países mais pobres. O problema é que o BNDES já financia projetos em outros países (ver aqui) e sem dar satisfação a chineses ou a russos. Outra resposta é que o BNDES está fazendo um excelente serviço e um novo banco seria uma forma de ampliar esses serviços. Já escrevi um bocado sobre os efeitos do BNDES aqui no blog, é só fazer uma busca. Os exemplos do fracasso das políticas do banco se amontoam, o caso mais emblemático é o do grupo X de Eike Batista o que eu tomei conhecimento mais recentemente é o da Eldorado (ver aqui). O próprio Luciano Coutinho, presidente do BNDES e um dos mentores da política de campeões nacionais, já percebeu que a política de campeões nacionais que norteou a atuação do BNDES deve ser abandonada (ver aqui).
Entretanto, na condição de liberal chato e sendo mais chato do que liberal, coloco mais uma vez o retrato do fracasso do BNDES em elevar a taxa de investimento brasileira. A figura abaixo mostra os desembolsos do BNDES, a taxa de investimento no Brasil e a taxa de investimento na América Latina e Caribe. Notem que a taxa de investimento no Brasil é menor que a da América Latina e Caribe (não retirei o Brasil do grupo América Latina e Caribe, portanto o Brasil está puxando o grupo para baixo), mas ainda, o gigantesco aumento dos desembolsos do BNDES não foi capaz de dar a taxa de investimento do Brasil uma dinâmica diferente da taxa de investimento da América Latina e do Caribe. O único momento em que isto aconteceu foi na sequencia da crise de 2008, minha conclusão é que os efeitos da atuação do BNDES parecem mais com a de uma política de curto prazo do que com o que se esperaria de um banco de desenvolvimento. Os dados para desembolso são do próprio BNDES, as taxas de investimento são do FMI.
O motivo para isto é simples: o Brasil não precisa de um banco de investimento. As grandes restrições para o investimento no Brasil estão no ambiente de negócios, investir em um país que muda regras o tempo todo é uma decisão de alto risco. Investimentos de longo prazo exigem estabilidade, exatamente o que não oferecemos. Peço que o leitor imagine a apreensão de quem acabou de investir no Brasil em um setor que concorre com produtos chineses. Com o novo banco os chineses serão favorecidos? Quem arrisca uma resposta? A verdade é que mesmo no Banco Mundial a estratégia de combater pobreza e estimular desenvolvimento com crédito barato vem sendo questionada. O crédito barato costuma acabar nas mãos dos amigos do governante de plantão que não necessariamente são os que têm os melhores projetos, mais grave, o crédito barato acaba sendo usado para manter governos no poder e atenta contra a democracia.
A atuação do banco dos BRICS como banco de desenvolvimento me parece trazer mais problemas do que soluções. Mas como fica a atuação como emprestador de última instância para países em crises de balanço de pagamentos? Aqui é mais delicado. Alguém sempre pode argumentar, com alguma razão, que a existência desse tipo de banco acaba por estimular um comportamento irresponsável que leva às crises que o banco vai resolver. Simpatizo com essa linha de raciocínio, mas tenho de reconhecer que crises existiam antes do FMI e que, portanto, o FMI não pode ser a causa única para crises. Parece razoável argumentar que já que crises existem é aceitável existir um banco que socorra países em crises. Mas como entra o Brasil nesta história?
A taxa de poupança do Brasil está entre as mais baixas do mundo (ver aqui). Exatamente por qual razão um país que não tem capital para financiar o próprio investimento e que importa capital vai se oferecer para financiar países sem crédito para honrar seus compromissos externos? Pior, se não ajustar o preços dos combustíveis o Brasil caminha ele mesmo para uma crise do balanço de pagamentos (ver aqui). Mas aí está a vantagem, podem argumentar os espertos de plantão, ao criar o banco dos BRICS o Brasil está se antecipando e conseguindo quem financie uma eventual crise no balanço de pagamentos, afinal a China é um dos maiores credores do planeta. É uma jogada interessante, mas não esqueçamos que malandro demais vira bicho. China, Rússia e mesmo Índia não são os bobos do jogo de poder internacional, pelo contrário, são atentos e não raro brutais neste jogo. Acreditar que a China está disposta a financiar uma crise brasileira para mostrar algo aos EUA é acreditar em fadas. Impressiona que os que falam pelos cotovelos a respeito da questão geopolítica não estejam nos explicando exatamente o que ganhamos e o que perdemos no jogo de poder com a criação do banco.
O post já está longo, termino com uma frase que gosto muito de um filme sobre pôquer que não estou lembrando o nome agora. O jogador do filme dizia que se em tantos minutos você não souber quem o otário da mesa então saia da mesa que o otário é você. Gostaria muito que os especialistas que defendem a criação do banco dissessem quem é o otário da mesa, por razões óbvias as autoridades não podem dizer, se não souberem é melhor recomendar que saiamos da mesa…
E o incomparável Guido Mantega já falou suas corriqueiras estultices sobre o caso (a reportagem é do Valor Econômico, na íntegra AQUI, e os grifos são meus):
A criação de um banco de desenvolvimento do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, é uma resposta à falta de reformas no Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao jornal Folha de S.Paulo. O capital inicial do banco, de US$ 10 bilhões, pode chegar a US$ 50 bilhões e alcançar US$ 100 bilhões por meio de captações. “As reformas do FMI não foram implementadas e isso tornou necessário o desenvolvimento de instrumentos alternativos”, disse Mantega.

De acordo com o ministro, uma das estratégias para sair da crise mundial é aumentar investimentos em infraestrutura, mas falta crédito. “Os organismos multilaterais que existem hoje, como BID e CAF, não têm recursos suficientes”, disse, referindo-se ao Banco Interamericano de Desenvolvimento e à Corporação Andina de Fomento.

Segundo o ministro, o banco financiará não apenas o Brics e terá uma classificação de risco (rating) muito elevada para captar recursos. O grupo, contudo, terá o controle da instituição, 55% em igualdade de condições. Para fomentar a captação de recursos, serão criados fundos especiais. “Já na criação constituiremos fundos especiais de investimento. Vários fundos poderão surgir e se somarão ao capital”.

Os acertos finais – presidência e sede – para a criação do banco dos Brics, chamado de Novo Banco de Desenvolvimento – serão definidos nesta semana em reunião de cúpula do bloco, em Fortaleza. A China quer a sede, o Brasil, a presidência, que será rotativa, com troca de comando a cada cinco anos.

Falando sobre atividade econômica, Mantega considerou na entrevista que os Brics vão continuar liderando o crescimento da economia mundial, embora tenham desacelerado. “A China não cresce mais a 11%, mas a 7,5%. O Brasil e a Rússia tiveram alguns problemas a mais, mas também vão se recuperar”. Ainda a respeito do Brasil, Mantega disse que o país pode crescer a 3%, 4%, mas não estipulou um prazo para que isso aconteça.

Para 2014, as estimativas de expansão da economia têm ficado em torno de 1%, com algumas já abaixo disso. Para 2015, rondam perto de 1,5%, segundo o boletim Focus, do Banco Central.

Como eu sempre digo: Guido Mantega é um Ministro à altura da estatura intelectual da presidanta Dilma.
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(clique na imagem para ampliar numa nova janela, para facilitar a leitura)
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Dilma acertou uma: o governo dela é padrão Felipão, sim!

Foi a primeira, e certamente a última, vez que Dilma Rousseff falou uma coisa certa:

Firefox 8Como ela mesma reconhece que o seu governo é uma desgraça, o pior da História republicana, fica ainda mais adequado este excepcional artigo publicado no Estadão (com grifos meus):

Felipão, o professor de gestão de Dilma

José Nêumanne – O Estado de São Paulo, 16 de Julho de 2014

Dilma Rousseff disse, em 1.º de julho de 2013, que seu governo tinha o “padrão Felipão”, em resposta a uma pergunta sobre se seus ministros tinham “padrão Fifa”. Referia-se ao ex-técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari após reunião ministerial depois da vitória sobre a Espanha por 3 a 0 no Maracanã, onde ela seria vaiada várias vezes domingo, na final da Copa, antes e ao entregar a taça ao capitão alemão, Philipp Lahm. A comparação havia sido feita na temporada de protestos nas ruas em que o povo exigiu “padrão Fifa” para a gestão pública federal, nada exemplar. Apesar de ter escolhido o treinador como modelo, ela não foi entregar a Copa das Confederações ao time que ele treinou. Um ano e 13 dias depois, tendo o mesmo time sofrido hecatombes inéditas nos jogos finais da “Copa das Copas”, ela o relegou ao ostracismo para se refugiar no verso de um samba de Paulo Vanzolini (“levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”) e na criatividade (“a derrota é a mãe de todas as vitórias”).

Dilma não atuou na seleção nem a treinou. Não é também dirigente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas não resiste a recorrer ao dito esporte bretão para parecer simpática. Nascida em Minas, comemorou a conquista da Libertadores da América pelo Atlético Mineiro em 2013 em redes sociais. “Congratulo (sic) com toda a torcida do Atlético pela conquista do título. Eu sou torcedora do Atlético e, quando criança, ia com meu pai a muitos jogos do Galo no Mineirão”, postou. Não faltou quem nos mesmos veículos lembrasse que 1) como nasceu em 1947, tinha 18 anos e, portanto, não era criança quando o estádio foi inaugurado; e 2) que o pai morrera em 1962, três anos antes de sua inauguração.

Consta que Clio, a deusa da história, é irônica. Pelo visto, os deuses do futebol também. Em 8 de julho o estádio foi palco da derrota mais humilhante que o Brasil sofreu na história, ao perder de 7 a 1 na semifinal da Copa. Dela o técnico saiu como padrão de incompetência, e não de excelência.

Nenhum torcedor dotado do mínimo de bom senso teria apostado pesado no time de Scolari na Copa: ganhou da Croácia com a ajuda do juiz, empatou com o México contando com muita sorte e ao vencer Camarões passou para as oitavas de final contra o Chile, e não contra a Holanda, por absurdos erros do árbitro, que anulou dois gols legítimos dos mexicanos no jogo de estreia contra os africanos. A trave nos últimos segundos da prorrogação e no último pênalti carimbou o passaporte para as quartas de final contra a Colômbia, que nunca foi páreo para a canarinha nos melhores momentos dela e nos piores desta. O Brasil ficou entre os quatro melhores com a ajuda da sorte e de apito amigo.

Mas na véspera da semifinal contra a temida Alemanha a presidente resolveu apostar todas as fichas de chefe de governo e de Estado e de candidata à reeleição no “padrão Felipão” de excelente gestão. A página oficial da Presidência da República na internet, usada na campanha eleitoral com uma sem-cerimônia só comparável à do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao desconhecer o fato, divulgou sua “conversa” com internautas sobre a Copa. Chamou os adversários de “urubus”, condenou o “pessimismo indevido” de um sujeito oculto chamado imprensa, vulgo “mídia golpista”, e adotou como mascote de palanque o craque Neymar, cuja dor, ao ser atingido por um jogador do time que fora menos violento do que o Brasil no jogo, segundo ela, “feriu o coração de todos os brasileiros”. Para completar, sem se dignar a explicar o significado do gesto nem da expressão, copiou do astro do Barcelona o “é tóis”, paródia criada por ele para o “é nóis” dos corintianos, com a letra T formada pelos braços e pelo cotovelo. E enquanto a torcida lhe fazia eco gritando o nome do ídolo ferido, os alemães impingiram à seleção mais campeã das Copas a pior goleada em semifinais do torneio.

Felipão, fiel a seu padrão de embromation, mal consumado o desastre elogiou o próprio trabalho, lembrando que seu “grupo” – sua “família”, ou seja, as vítimas de suas doses patéticas de autoajuda – foi o primeiro a chegar a uma semifinal desde a Copa em que ele mesmo treinou o time campeão, em 2002, há 12 anos. O auxiliar técnico Carlos Alberto Parreira comprometeu o respeitável currículo de campeão mundial de 1994 lendo na entrevista a carta de uma fã que elogiou a preparação do time de um esporte cujos fundamentos ela própria dizia desconhecer.

Antes de o “padrão Felipão” ser submetido a outro vexame na disputa pelo terceiro lugar contra a Holanda na arena Mané Garrincha, com o nome de um gênio do tempo em que nosso futebol tinha cara e vergonha, os bombeiros do Planalto correram para salvar a chefe do incêndio. Descalçaram-lhe as chuteiras e ela pôs de novo o capacete de chefe de obras, para jogar espuma sobre a tentativa canhestra de barganhar o sucesso da seleção por votos na eleição. Apelaram até para o óbvio: “Futebol e política não se misturam”. Fez-se isso com desleixo idêntico ao de estropiarem a frase de Nelson Rodrigues “a pátria em chuteiras” por outra, que só adquiriu nexo após o vexame: “a pátria de chuteiras”. Dilma e seu professor (assim os pupilos chamam seus técnicos) usaram pátria, hino e bandeira para chutar a realidade para escanteio.

Dilma ainda contribuiu para o besteirol de político ignorante em esporte ao atribuir o chamado mineiratsen à exportação dos melhores jogadores nacionais para o exterior. O uso da palavra exportação, cabível para médicos cubanos, mas não para nossos craques, omite as evidências de que a seleção atuou em nível similar ao dos campeonatos locais por absoluta incapacidade de dirigentes que se recusam a aprender como se joga nos mercados que hoje vencem. E de governantes que perdoam as dívidas monstruosas acumuladas por estes bancando papagaios de pirata para ganhar votos, perdendo o pudor e as Copas.

JOSÉ NÊUMANNE É JORNALISTA, POETA E ESCRITOR

Um artigo simplesmente irretocável, perfeito mesmo.

Se o Brasil fosse um país sério, jamais teria uma Dilma como presidente. Mais ainda: se houvesse o mínimo de vergonha na cara, o escândalo, a vergonha, a humilhação não seria o 7 a 1 para a Alemanha, mas isso tudo:

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Quem acreditou que a Copa traria ganhos enormes para os negócios foi humilhado por mais de 7 a 1

Eu estou acompanhando os impactos econômicos da Copa, e até o momento os ignorantes que apenas puxam o saco do PT estão sendo goleados e humilhados por margem bem maior do que 7 a 1.

Começo por algumas “previsões” ou “análises” de alguém incrivelmente inteligente, perspicaz mesmo:

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Conforme eu havia demonstrado AQUI e AQUI, houve muitas previsões sobre os ganhos econômicos e financeiros que a realização da Copa no Brasil traria ao país. Os número foram os mais variados.

A Odebrecht e o Corinthians usaram um “estudo” da Accenture que afirmava que a cidade de São Paulo teria ganhos de R$ 30 bilhões. Atenção: apenas a cidade de São Paulo. Eu tratei desse “estudo” da Accenture, em detalhes, em 11 de Julho de 2011, AQUI. Na época, eu escrevi o seguinte: “Convenhamos, senhoras e senhores: as cifras divulgadas são o cúmulo da utopia elevada à décima potência. Não existe NENHUMA, repito, NENHUMA chance de os valores reais chegarem nestes, citados.

E hoje leio no Estadão isso aqui (clique na imagem para ampliar):

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Mas não é só isso, não. Tem mais:

Cidades-sede deixam a Copa com ganho menor que o esperado

A Copa do Mundo passa de sua metade sem os grandes problemas anunciados, mas também sem os ganhos para quem planejava lucrar.

Esse é o balanço nas quatro cidades-sede que se despediram do torneio na semana passada e não receberão mais jogos do Mundial. Curitiba, Manaus, Natal e Cuiabá comemoram a visibilidade alcançada e o “clima de Copa” da interação entre locais e turistas. Mas a corrente de recursos não veio.

“Foi o pior mês em 15 anos. Duas semanas praticamente sem passeio. Porque o torcedor veio ver o jogo, sair para beber e fazer festa”, reclama Luciano Amaral, 48, o “Pepeu do Buggy”, conhecido como “bugueiro da Fifa” após apresentar, em vídeo da entidade, as atrações de Natal.

O setor hoteleiro, força da economia local, também não fechou a conta, apesar do aporte de norte-americanos (22 mil), mexicanos (12 a 15 mil) e uruguaios (11 a 12 mil). “Queríamos 80% [de ocupação dos leitos] e chegamos a 70%”, disse Habib Chalita, da associação de hotéis.

Cuiabá também ficou no prejuízo nesse setor. “Vieram muitos mochileiros com dinheiro contado. Dormiam em qualquer lugar ou pagavam só uma diária”, disse Luiz Verdum, do sindicato de hotéis, bares e restaurantes.

Em Curitiba, o setor de serviços se saiu um pouco melhor –a ocupação de leitos ficou acima do previsto, bares elevaram o faturamento em 30%, e restaurantes, em 15%. “O retorno de quem investiu vai demorar um pouco mais”, disse Marcelo Pereira, da associação de bares e restaurantes do Estado. “Não foi ruim, mas poderia ter sido um pouco melhor.”

Moradores de Manaus esperam atrair mais turistas após a “descoberta” da cidade por brasileiros e gringos. Na prática, contudo, poucos ramos da economia local comemoram os resultados dos quatro jogos na cidade. Bares e restaurantes, por exemplo, calcularam uma queda de 10% no movimento em relação ao mesmo período do ano passado. “A Copa só foi boa para pontos turísticos e lugares consagrados. Restaurantes trabalharam por três anos para se qualificar e tiveram queda nas vendas”, lamenta Janete Fernandes, da associação do setor no Estado.

O tempo reduzido de permanência dos turistas foi uma das grandes queixas. A ocupação chegou a alcançar 93% nas partidas entre Itália x Inglaterra e EUA x Portugal –na sexta (27), era de 15%.

Calma, não acabou ainda:

Não são poucos os cronistas esportivos (entre profissionais e amadores) que já apontam essa como a Copa das Copas. Mas, para alguns negócios, a agenda de jogos e toda a expectativa em torno do Mundial não têm sido tão favoráveis. Comerciantes registram movimento baixo e até prejuízo.

Na Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, a loja de bijuterias Cindy viu o movimento cair em cerca de 40%, segundo a encarregada, Roseli Morganti, de 38 anos. “Temos clientes de outros Estados que acabam não vindo. Ainda temos de liberar os funcionários nos jogos do Brasil, é mais prejuízo”, explica Roseli. “Vi poucos turistas por aqui. Para nós, a Copa não ajudou nada.”

Na última partida do Brasil, que foi no sábado, às 13 horas, praticamente todas as lojas ficaram fechadas. “O sábado é o dia de maior movimento para nós, então já viu o que significa isso”, diz Raul dos Santos, dono de uma loja de brinquedos na Rua Carlos de Souza Nazaré, na mesma região.

Para piorar, a venda de artigos verde-amarelos só começou a decolar após o início dos jogos. “Estava mais fraco do que o esperado, mas agora estamos vendendo bem, até as camisas dos outros países têm saído”, disse o vendedor ambulante Roberval Pereira Silva, de 40 anos.

O economista Marcel Solimeo, superintendente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), afirma que os setores beneficiados pela Copa são os de bebidas, carnes, supermercados e de produtos diretamente relacionados aos jogos – “até pipoca”. “Todos os outros são prejudicados. O comércio só vende quando está aberto e tem clientes. Com a Copa, muitos fecham as portas e o dia de vendas é reduzido.”

Mas até quem está incluído no ramo beneficiado sentiu queda no consumo. No Mercado da Lapa, na zona oeste de São Paulo, nem a decoração com faixas verde-amarelas resultou em um efeito nos caixas. Em uma votação, os lojistas decidiram não abrir no último sábado. “Diminuiu bem o movimento. Já estou até torcendo para que o Brasil caia e as coisas voltem ao normal”, diz a comerciante Roberta Agostine, dona de um box de alimentos.

Mesmo vendendo produtos essenciais, como materiais de limpeza, Ronan Valentim de Castro, de 32 anos, prevê prejuízo neste período. “As pessoas adiam tudo, todo evento impacta. Com futebol, as pessoas esquecem tudo.” Solimeo, da ACSP, lembra que todas as Copas têm a característica de paralisar a comercialização de produtos e serviços na hora dos jogos, mas a de 2014 tem um impacto diferente. “Não é só nos dias de jogos do Brasil. Quando há jogo aqui em São Paulo, há aumento do rodízio, o que também atrapalha.”

No Jardim Anália Franco, bairro nobre da zona leste, a escola de música Lado B fez promoções para a Copa e uniforme canarinho para a equipe. Mas, segundo a coordenadora Claudia Ferreira, de 41 anos, houve uma queda “brutal” nas matrículas. “Entre maio e junho, caiu 30% a procura por aulas. Só trabalhamos normalmente na primeira semana, depois foi muito devagar.”

A escola ainda sente os reflexos dos dias de jogos do Brasil, porque precisa liberar os funcionários – mas as aulas têm de ser repostas. Ainda houve quem preferisse trancar a matrícula. “Alguns já voltaram. Perceberam que sem música a Copa fica mais chata”, brinca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Para compensar as más notícias agora (íntegra AQUI):

Os gastos com a Copa do Mundo terão um impacto insignificante sobre a economia brasileira, apesar da percepção popular de que o torneio custa muito caro ao país, afirma estudo desenvolvido pela Moody’s. A competição vai gerar apenas 0,4% do crescimento do PIB no período de dez anos e os gastos com infraestrutura representam apenas 0,7% do total de investimentos previstos para o período entre 2010 e 2014.
- A economia brasileira é muito grande, então, por causa da curta duração da Copa do Mundo e porque os investimentos são concentrados em algumas cidades e estados, o impacto não é tão grande – afirmou Barbara Mattos, analista da agência, em entrevista ao “Financial Times”.

Entretanto, o governo tem destacado os ganhos econômicos gerados pela realização da Copa, com a promessa de criação de 3,6 milhões de postos de trabalho, numa tentativa de vender os benefícios de sediar o evento para um público cada vez mais cético. Mas o descontentamento da população com a qualidade dos serviços públicos alimentou protestos no ano passado, durante a Copa das Confederações.

O relatório da Moody’s serve como um lembrete para governos e eleitores de grandes economias para não exacerbar as expectativas sobre a realização de grandes eventos esportivos. No ano passado, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, listou uma série de benefícios esperados da Copa do Mundo, incluindo o investimento de R$ 28 bilhões em transportes urbanos, portos, aeroportos, estádios e infraestrutura turística.

Citando estudo da Ernst & Young, o ministro disse à época que a competição movimentaria outros R$ 112 bilhões entre 2010 e 2014, mas admitiu que parte dos projetos de infraestrutura já estava incluída no Plano de Aceleração do Crescimento.

O problema do estudo da Moody’s é que não estão inclusas despesas de manutenção e custeio dos elefantes brancos, os estádios enormes que a partir de agora não terão mais uso. Além disso, ficaram de fora, por razões óbvias, o custo com propinas e a própria construção dos estádiosque o PT insiste em dizer que não é dinheiro público, mas é. Quem conhece o mínimo sobre o funcionamento da máquina estatal no Brasil sabe que, graças às propinas, desvios e corrupção no geral qualquer obra custa pelo menos 3 vezes o “valor oficial”.

A Copa ainda não acabou. Faltam alguns dias para o encerramento. Depois disso, ainda vai levar algum tempo para que todos os setores possam fazer suas avaliações sobre os ganhos e perdas ocorridos graças ao evento. Ao longo do mês de Julho devem começar a ser divulgados alguns destes resultados. Eu estarei acompanhando.

Alguns setores econômicos certamente estão felizes, e reportarão bons números. Entretanto, a maioria vai amargar números ruins. Quem não tiver prejuízo ou queda nas vendas/produção deve ficar satisfeito. A indústria, por exemplo, precisará de mais tempo para calcular as perdas não apenas com queda nas vendas, mas com dias não trabalhados. Sim, há diversos fatores a serem ponderados.

Contudo, o que já posso afirmar com total certeza, tendo lastro em dados concretos, é que aqueles que apostavam que a Copa seria um sucesso sob o ponto de vista da economia e dos negócios foi mais humilhado do que a Seleção brasileira no 7 a 1. Neste momento, de bate pronto, não me recordo alguém que tenha sido tão humilhado quanto a FGV, que divulgou (em parceria com a Ernest & Young) um “estudo” ridículo, chinfrim mesmo, no qual apontava ganhos da ordem de mais de R$ 140 bilhões com a Copa – e obviamente este fiasco, ops, “estudo” foi amplamente usado por ignorantes nas redes sociais, os MAVs sem cérebro:

Firefox 9

O fiasco da FGV, digo, o estudo da FGV, está AQUIQuem quiser rir, pode ler.

Depois de ler, sugiro ao leitor que fique imaginando a expressão facial de quem assinou este fiasco, ops, estudo…

Burro

Esse fiasco, digo, estudo da FGV foi amplamente divulgado pelos costumeiros baba-ovo do PT nas redes sociais, e os otários de sempre acreditaram. Estas amebas têm na Dilma o governante e o QI que merecem.
Todos eles, porém, são humilhados pela verdade e pelos fatos – e não apenas por 7 a 1, mas por margem muito maior!

Safari 4

Começa a campanha eleitoral 2014: chega de PT

Tem início, oficialmente, a campanha eleitoral de 2014. É agora ou nunca: ou o Brasil derrota o PT, ou o PT acaba com o Brasil.

Não é exagero: as instituições democráticas têm resistido a estes 12 miseráveis e lastimáveis anos de PT, mas chega uma hora em que não dá mais.

NÃO DÁ MAIS.

2014-06-03 10.11.44

Desde 2003, o PT vem impondo uma triste e deplorável sucessão de derrotas para a democracia.

Quem acompanha este blog sabe, mas nunca é demais repetir.  A política (e as ações resultantes dela) tem impacto direto na vida de todos nós, seja no aspecto pessoal, seja no profissional. Pessoas, empresas e relações são afetadas pelas decisões políticas. Assim, a despeito de este blog não ser totalmente dedicado à política, basta ver no arquivo que o tema ocupa, sim, espaço relevante.

E agora em 2014 existe um conjunto de condições REAIS, palpáveis, factíveis, para afirmar com convicção que é possível, sim, derrotar o PT e seu projeto de poder totalitário, anti-democrático, populista e derrotista.

O Brasil, tão popularmente chamado de “país do futuro”, não terá futuro nenhum se eleger Dilma Rousseff para um segundo mandato (ou, numa alternativa igualmente desastrosa, Lulla, caso a geranta seja ejetada devido ao fraco desempenho). Não importa a pessoa – é crucial derrotar o PT e seu projeto de poder socialista.

2014-07-06 12.19.35

Um dos pontos-chave por trás das ações totalitárias do PT chama-se FORO DE SÃO PAULO.

Muita gente acha, honestamente, que ele não existe, que trata-se de “exagero” de anti-comunistas radicais. Entendo. Essas pessoas precisam apenas ter acesso à informação correta (o site oficial deles é um bom começo para mostrar que EXISTE, né?!).

A maioria dos que negam a existência do Foro de SP, por outro lado, é gente que sabe que ele existe, participa direta ou indiretamente, mas sabe que se a verdade sobre ele vier à tona, o PT perde o poder. Estes não me interessam. Se você se enquadra nesta categoria, pode ir embora (aliás, nem deveria estar aqui! Tem gente sem caráter e sem neurônio que se alinha a você – basta procurar o blog da socialista morena, do racista paulo henrique amorim etc).

Aqueles que desejam ter acesso à informação podem seguir a leitura. Garanto que poderão aprender algumas coisas importantes.

É preciso lembrar: todas as vezes em que o PT e Lulla perderam as eleições para Presidência foi por causa do discurso socialista.

Nas 3 primeiras campanhas, a população negou-se a eleger o sindicalista que pregava a moratória da dívida externa, apoiava o MST (que violava não apenas a lei, mas a propriedade privada, esta invenção abjeta do capitalismo democrático), e inúmeros outros temas caros ao socialismo – mas, restou provado, rejeitado pela maioria esmagadora da população.

Em 2002, diante do risco de perder pela 4a vez consecutiva a eleição, trataram de maquiar a verdade.  A “Carta ao Povo Brasileiro” foi apenas o começo. A partir daquele momento, o outrora candidato raivoso, socialista, inimigo das liberdades individuais, hipócrita e mitômano foi soterrado pela maquiagem de um moderado – que, infelizmente, acabou sendo eleito.

Contudo, o PT (e seus asseclas, como MST, CUT, o jornalismo da esgotosfera como CacaCaPTal e outros cacarecos) sempre fez o possível e o impossível para esconder o Foro de SP.  O discurso levado à população esconde as reais intenções do PT:

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O PT continua, sim, defendendo a implantação do socialismo.

Todos os programas de governo (os verdadeiros, não os que são divulgados amplamente) do partido afirmam isso de forma categórica.

Esses documentos REAIS, contudo, não são de conhecimento da maioria. Quem quiser conferir o documento finalizado em Maio deste ano (sim,  2 meses atrás) pode baixar o arquivo AQUI. Aliás, eu recomendo: não acredite em mim, leia o que o PT produz internamente e avalie se é isso o que você quer para o Brasil.

Socialismo é um atraso de vida. Graças ao socialismo, milhões de pessoas foram assassinadas – seja com armas, seja devido à fome criada pelo fracasso do socialismo na prática (vide a grande fome russa de 1921).

Não existe UM único país desenvolvido socialista. Nenhum. Jamais existiu. De novo: não sou eu quem está dizendo isso – trata-se de um FATO HISTÓRICO.

Vamos a alguns vídeos bastante instrutivos sobre o Foro de SP, então.

O primeiro: Dilma Rousseff dando as boas vindas aos que vieram para o Brasil para participar do XIX Encontro do Foro de São Paulo, realizado no dia 2 de agosto de 2013.

Reparem que ela usa o termo “progressista“. Ela não fala “socialista”, nem “comunista”, nem qualquer outro termo. Por quê?

Simples: primeiro, o comunismo ficou marcado pelos milhões de mortos na União Soviética e nos regimes que se inspiraram na URSS.
Para tentar esconder a verdade, passou-se a adotar o termo “socialismo” (há pequenas diferenças conceituais, que abordo em breve, mas grosso modo tratou-se de uma decisão de relações públicas: como o nome comunismo passou a ter rejeição alta, muda-se o nome).

Depois, socialismo também passou a ter uma “reputação” ruim. Foi quando surgiu a idéia de mudar o nome de novo. Surge, então, o “progressismo”. “Progressista” é o comunista que não tem coragem de se assumir como comunista, ou o socialista que sabe que existe a má-fama do termo.

Aliás, de forma bem resumida, qual é a diferença entre comunismo e socialismo?

Dentro da teoria marxista elaborada no século XIX, comunismo e socialismo seriam duas etapas sucessivas no desenvolvimento da sociedade humana, ocorrendo após o colapso do sistema capitalista. O socialismo seria caracterizado pela abolição da propriedade privada dos meios de produção e a instalação de um estado forte (“ditadura do proletariado”), capaz de consolidar o regime e promover a diminuição da desigualdade social. No comunismo, o próprio estado seria abolido, com a instauração de uma igualdade radical entre os homens.

Explicação um pouquinho mais detalhada pode ser lida AQUI. Neste link é possível observar também o lenga-lenga clássico dos comunistas frustrados: “na verdade nunca houve um país comunista de verdade, pois nem mesmo a URSS adotou TODOS os preceitos teóricos de Marx“. Trata-se de uma bobagem clássica, repetida ad nauseam após a queda do Muro de Berlim e derrocada da URSS.
Poder-se-ia dizer, seguindo esta “linha de raciocínio” (sic), que o capitalismo também nunca existiu, pois o que se vê na prática difere das teorias sobre o capitalismo. Isso explica-se porque uma teoria é apenas uma teoria – quando se coloca na prática, são necessários ajustes e mudanças. Trata-se, afinal de contas, de uma utopia.

Um vídeo curto (menos de 7 minutos) e bem humorado que trata disso está AQUI. Vale a pena ver (a rigor, ouvir, porque não passa de um áudio com imagen “decorativas”, mas ainda assim vale a pena). E, por fim, se alguém quiser ler o que Lênin e Engels pensavam sobre essa questão, está AQUI uma compilação que eu mesmo fiz.

Voltando ao Foro de SP, agora. José Dirceu, antes de ser preso, fala com todas as letras da criação do fórum socialista da América Latina (que, na prática, sempre foi chefiado pelo PT):

Finalmente, neste terceiro vídeo, temos o vigarista-mor: Lulla discursa durante a abertura do XIX Encontro do Foro de São Paulo, realizado no dia 2 de agosto de 2013, na cidade de São Paulo – mais precisamente, no Hotel Jaraguá.

Portanto,  depois destes 3 vídeos, alguém vai afirmar que o Foro de SP NÃO EXISTE?

Na dúvida, um vídeo mais longo e bem mais detalhado está AQUI. Nele, é possível ter uma compreensão mais abrangente da atuação desse grupo na América Latina. Repito: é longo, e por vezes meio chato (eu, como agnóstico e não-muito-fã-do-exército, acho um porre aturar a reza e outras coisas), mas está recheado de informações que merecem ser conhecidas.

E agora, para encerrar o assunto Foro de SP.

Está AQUI o mais completo, detalhado, abrangente e bem documentado perfil do Foro de SP. São dados acachapantes. Há os documentos oficiais do Foro de SP, vídeos, análises etc.

Enfim, tudo.

Isto posto, é preciso deixar claro que o PT não é ruim para o Brasil apenas e tão somente pela incompetência de seus integrantes (basta ver a situação social, econômica, institucional, política, legal do país), mas especialmente pela agenda deles. O objetivo do PT é criar a URSS da América Latina – esta é a razão da existência do Foro de SP. E o Brasil é o maior e melhor instrumento para que se atinja este objetivo.

TODOS os demais países que, direta ou indiretamente, integram o Foro de SP estão falidos, quebrados, miseráveis. Começando com Cuba, passando pela Venezuela e chegando na Argentina, estão todos quebrados, em claro e acelerado declínio econômico. O Brasil também está péssimo economicamente falando, mas é o único, entre o grupo todo,  que tem condições e potencial para reverter este quadro.

Resumo

A diferença entre paranóia e indigência intelectual disfarçada de modernidade

Leio no Estadão (íntegra AQUI) o seguinte (grifos meus):

Ele fez curso de Filosofia na Universidade de São Paulo (USP), mora em casa própria, diz que vive do salário de professor e lidera invasões de terrenos urbanos pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Guilherme Castro Boulos, de 32 anos, casado com uma sem-teto, dois filhos, nascido em uma família de classe média paulistana, se diz um marxista com a missão de acumular forças políticas para a revolução socialista. Para atingir sua meta, ele intensifica ações urbanas dos sem-teto e põe proprietários e mercado imobiliário em alerta.

Com base em sete Estados – mais de 50 mil famílias, 20 mil delas em São Paulo -, Boulos chefiou a pressão que durou sete dias na frente da Câmara Municipal da capital para abrir brecha no Plano Diretor e beneficiar uma dezena de assentamentos do MTST, entre eles o Copa do Povo, em Itaquera, na zona leste.

(…) Ex-militante estudantil do Partido Comunista Brasileiro (PCB), corintiano, ex-integrante da Gaviões da Fiel, torcedor da seleção de Felipão, Boulos se diz também um sem partido. A causa política imediata dele passa por dois espaços bem definidos.

O primeiro, assegurar a posse de áreas para o MTST construir moradias nas periferias de grandes cidades. A ferramenta para essa expansão é a mobilização dos sem-teto e de gente que mora de aluguel. De olho em terrenos para habitação popular, e usando o programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal, como fonte de financiamento, Boulos repete nas cidades a prática de pressão que o MST exerceu no campo, principalmente a partir de 1994.

Com especialização em Psicologia pela USP, onde entrou em 2000, ele tem bem claro que seu segundo objetivo é bem mais ousado: acumular apoios de massas das periferias urbanas para uma revolução socialista, discurso encontrado também no ideário dos sem-terra.

Filho do médico infectologista Marcos Boulos, que não fala sobre ele a pedido do militante dos sem-teto, o ativista entrou no MTST em 2002, influenciado pelas técnicas de organização ensinadas por líderes como João Pedro Stedile e José Rainha, artífices de centenas de acampamentos de lona preta em estradas e fazendas que o MST escolheu para reforma agrária nas últimas duas décadas.

Este meliante, perfilado na matéria do Estadão (que deveria ser lida, aliás), não apenas praticou terrorismo puro contra os vereadores de SP para que o Plano Diretor beneficiasse a organização que ele preside (MTST), mas, justamente por ter feito isso, ganhou uma coluna na Folha de São Paulo.

Quero enfatizar o trecho que eu grifei: o sujeito, que acaba de ganhar uma coluna no site do maior jornal do país, se diz “marxista com a missão de acumular forçar políticas para a revolução socialista“.

2014-05-21 16.30.48

Com isto em mente, registro que tomei conhecimento de um texto paupérrimo e (como não poderia deixar de ser) completamente equivocado, no qual afirma-se, entre outras coisas, isto (vou colocar apenas trechos, porque a íntegra é tão sofrivelmente ruim, mal escrita, que eu mesmo acabei de perder 4 neurônios lendo para selecionar apenas os excertos):

As redes sociais fazem parte da tecnologia de ponta. Mas, como a clonagem na ironia do grande pensador francês Jean Baudrillard, que usa o máximo da ciência para produzir a reprodução das amebas, elas têm servido para os embates ideológicos deslocados no tempo: comunistas versus capitalistas. Anticomunistas atacam seus supostos adversários como se estivéssemos nos anos 1950 ou 1960 à beira de revoluções marxistas. É a chamada retórica macarthista dos comandos de caça aos comunistas e das famílias com Deus pela liberdade. Uma conversa para fazer elefante dormir de tédio.
– Chico Buarque mora no Leblon e tem apartamento em Paris. Isso é que é comunista!
– Que absurdo!
– Por que esse hipócrita não doa tudo e vai morar em Cuba?
– Porque Chico ganhou seu dinheiro trabalhando, vive no capitalismo e não acredita que uma atitude individual, isolada, seja uma solução – responde o observador saturado de ouvir tamanha conversa fiada todos os dias.
Os argumentos dos anticomunistas tradicionais são de uma “sofisticação” intelectual sem tamanho. Coisa de cérebros privilegiados. A lógica não alcança esse discernimento tão particular. Pensamento raro. Rarefeito. Pressupõe-se que os tais “comunistas” queiram a pobreza de todos. Espera-se que coletivistas apostem em soluções individualistas.
(…) E se for um progresso, mas obviamente não o ideal, enquanto se espera que um dia, no sistema capitalista mesmo, todos tenham direito ao mesmo tratamento? E se a melhoria do capitalismo passar por essa dupla articulação antagônica e complementar: iniciativas individuais e políticas públicas de ampliação dos interesses de todos. Os países escandinavos têm dado exemplos marcantes das possibilidades de êxito dessa estratégia.
(…) Faz parte de uma ideologia esperta: parem de querer cobrar impostos, desconcentrar renda, distribuir riqueza, criar uma sociedade mais equilibrada e diminuir desigualdades. Cada um que se vire. Como se vê, uma filosofia social altamente sofisticada e justa. Os problemas nunca são estruturais, sociais, históricos, mas sempre individuais, de “caráter” e de “índole”. Salvo quando o governo não dá incentivos para as “forças produtivas da nação” ou não cobre os prejuízos provocados por excesso de chuva ou secas. A preguiça sempre explica a falta de êxito nessa visão de mundo única.
A sociologia não existe. Só a psicologia. Aos mais aquinhoados devem ser reservadas todas as oportunidades de estudo e de formação. Aos demais, as escolas técnicas. A educação deve ser o mais eficaz sistema de hierarquia social. O lacerdinha cobra infraestrutura perfeita. E gasolina com imposto zero. Só isso. A demagogia é o seu pão de cada dia.
(…) O anticomunismo tem cheiro de naftalina. Vive a perseguir fantasmas. Coisa de cachorro louco.
Ou de psicopatas.
Salvo se for apenas indigência intelectual.
No popular, burrice.

O sujeito não apenas escreve como um perfeito analfabeto funcional (“produzir a reprodução”), mas ele mostra que “pensa” (sic) como um ao citar países escandinavos no meio de uma discussão torpe. O jeito é achar graça quando alguém tão burro tenta posar de intelectual (Emir Sader diria “pousar”), mas cai do cavalo de forma retumbante.

No fim do dia, o analfabeto funcional que cometeu este acinte AQUI passa vergonha ao dizer que o anticomunismo tem cheiro de naftalina. Na verdade, o que tem cheiro de naftalina podre é o comunismo per se, que o líder do MTST defende, e está trabalhando para conseguir. O sujeito quer implantar a revolução socialista, e não tem nenhum pudor em reconhecer isso.

Ele não sabe que o Muro de Berlim já caiu?

Ninguém avisou o mauricinho-engajadinho-marxista que o marxismo jamais funcionou?

2014-05-24 14.47.24

Mas ele segue lutando por isso.

E a Folha de São Paulo abre espaço para um mentecapto desses…

Mas tudo bem, no Brasil, termos partidos que têm “comunismo” e/ou “socialismo” no nome – isso não significa que eles defendem ou almejam o comunismo, certo? Felizmente esses partidos políticos têm sólidas e modernas plataformas, e contam com quadros inteligentes:

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